Sábado, Outubro 31
Terça-feira, Outubro 27
O benfica e a anti-dopagem (leia-se o CNAD)
Não fui eu que disse...
A tensão estava dentro e fora de campo. Ao intervalo, Luisão e Cléber saíram "picados" e Jesus, ao empurrar o nacionalista, acabou por incendiar ainda mais os ânimos, registando-se azeda troca de palavras e empurrões entre os elementos das duas equipas.
Mais tarde, após o 4.º golo, Jesus exibiu os quatro dedos na direção do banco dos madeirenses. O técnico benfiquista e Machado não morrem de amores e no final nem se cumprimentaram, apesar de terem estado muito próximos. (Rui Alves, Presidente do Nacional)
Futebol: Liga de Clubes e a farsa
Túnel da Luz
Dizem que está a ficar mais perigoso passar no túnel do estádio-pago-pela-epul do que na escura amadora...
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A RDP e a escolha facciosa das notícias
Quinta-feira, Outubro 22
Os lambe botas do costume
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Sócrates 0 - Liberdade 2
O TIC mandou arquivar o processo que José Sócrates moveu contra João Miguel Tavares
Pela segunda vez, José Sócrates não obteve junto da Justiça uma decisão favorável ao processo que apresentou contra o colunista do “Diário de Notícias” João Miguel Tavares(…)
Na primeira vez que o caso foi levado a tribunal, o Ministério Público decidiu arquivar o processo. Na segunda vez que José Sócrates insistiu na queixa, a resposta foi também o arquivamento. Para o juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa que analisou o caso, o artigo em causa pode ser crítico quanto ao político mas é também uma “manifestação legítima de uma opinião”, como cita o DN.(…)
Apesar dos argumentos apresentados por Sócrates, Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa realçou a questão da “liberdade de expressão”, que prevê a “possibilidade de poder questionar as acções e opções políticas de um político”. Para o juiz de instrução criminal, “é também neste tipo de situações que o direito à honra tem de ceder em prol da liberdade de expressão”. Assim, o tribunal considerou que o artigo em causa é um texto que “se encontra plenamente inserido no exercício da liberdade de expressão”.
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Está de volta: a "campanha negra"
A TVI divulgou no Jornal Nacional, um fax trocado entre administradores do Freeport, no qual é feita uma referência explícita a um suborno de dois milhões de libras (três milhões e duzentos mil euros).(…)
“Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro”, escreve Payne a Rick Dattani, que, por sua vez, reenvia o texto para um outro administrador, Jonathan Rawnsley.
É Dattani quem acrescenta ao texto anotações manuscritas e que refere explicitamente a existência de subornos no valor total de dois milhões de libras: “Jonathan, este é o fulano [Payne] que me telefonou e sabe do suborno de 2 milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir do ponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.”
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O ditador venezuelano é um traste
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Saramago pode não gostar de Deus, mas Deus ama Saramago!
Depois, quero afirmar que jamais li uma obra sua. E não estou arrependido. Parece ser moda dizer bem da sua literatura. Moda, certamente, pois muitos falam de uma obra sem vírgulas, sem pontuação... e dizem não perceber nada, mas dizem bem só porque é ... intelectualmente giro. Pior só aquele filme sem imagem, creio que a Branca de Neve era o seu nome...
Pelo meio, quero também dizer que os seus palpites são tão permitidos como outros quaisquer. Afinal isto não é um país muçulmano e ele, quando fala em crueldade, maus feitos, más práticas fá-lo, como disse atrás, com conhecimento de causa.
No resto é um infeliz e um cobarde, porque só pretende atacar a Bíblia, e lógicamente os milhões que a leram e a compreendem. Sabe que esses podem discordar da sua opinião ou até tentar entendê-la, mas não lhe fazem mal. É pois, cobarde. Falasse ele do Corão nos mesmos termos e teria um exército de fanáticos a persegui-lo! Mas não, é o próprio que diz: "Não tenho a intenção de abordar o Corão, tenho mais que fazer". Mas aí é que o infeliz Saramago mostra a sua falta de cultura e de coragem. Porque o Corão é um livro igualmente (ou ainda mais) interessante, e até está cheio de apelos à violência contra os que não o seguem (ou não fosse ele usado à letra pelos terroristas que ameaçam o mundo livre e inteligente). Mereceria, pois, o Corão, um romance do estalinsita...
Quanto à Bíblia em si, vejam só o que ele diz: «Li a Bíblia, não toda, mas li».
Ou seja, não leu quase nada, mas o pouco que leu deu-lhe bagagem para zurzir naquilo que está lá escrito, deu-lhe capacidade para desenvolver ideias sobre um Deus cujas decisões não compreende. «O Deus da Bíblia não é de fiar». Torna-se óbvio que ler partes da Bíblia sem estar imbuído do seu espírito dificulta a compreensão. E quando não há vontade de compreender… saem estas palermices. Perante isto, torna-se claro que o bacano estalinista não pode desenvolver uma tese sobre o contexto histórico e funcional dos textos que compõem o Antigo Testamento e sobre cultura hebraica antiga.
Eventualmente, para algumas mentes, a Bíblia é capaz de ser demasiado avançada para poder ser entendida, apesar de ser “demasiado simples”. Deus aceitava as ofertas de Abel porque este o adorava enquanto Caim se limitava ao simples cumprimento de um ritual. Ou seja, Deus não aceita as pessoas por causa de suas ofertas e sacrifícios, e sim, pela sua fé em Deus, o melhor dos sacrifícios. Simplesmente a essência do Cristianismo. Não compreender isto...
Na abordagem ao assunto, num noticiário de uma televisão sulista, um frade expressou a frase que faz o título deste post:
- Saramago pode não gostar de Deus, mas Deus ama Saramago!
Somente o poder do Amor pode restaurar e mudar vidas. Mas nem Deus tem o poder de fazer com que alguém O ame. E é essa maravilhosa liberdade de Deus. Só O ama quem deseja amá-Lo. Temos a liberdade de O amar ou rejeitar. E cada um é responsável por essa escolha diante do Deus vivo. Ainda assim, Ele sempre ama o pecador...
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Mel Gibson de regresso à 7ª arte
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Sexta-feira, Outubro 16
Quinta-feira, Outubro 15
A última legislatura foi o que se sabe; a próxima será bem pior, acreditem
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V E R G O N H A (III)
Executivo defende legalidade de desvios que justifica com a "realidade político-administrativa"
Os investimentos aprovados para Lisboa com recurso a fundos comunitários dados às regiões mais pobres somavam, em Agosto, 173 milhões de euros, ou 2,3% do total aprovado, disse o secretário de Estado, Rui Baleiras.
O responsável pela pasta do Desenvolvimento Regional, que rege os fundos comunitários, assegurou que, até Agosto, tinham sido aprovados projectos no valor de 7,631 mil milhões de euros, que correspondem a mais de um terço do total programado para o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). "É um aumento de perto de 50% face ao volume de aprovações registado até Março", realçou. Rui Baleiras salientou, também, que o volume de pagamentos às entidades promotoras dos investimentos disparou 89%, face a Março, somando 1,5 mil milhões, a maior parte dos quais já validado perante a Comissão Europeia.
Do valor do investimento já aprovado, assegurou que a parte relativa a "spill over" não passava, em Agosto, dos 173 milhões de euros. Este mecanismo é uma excepção à regra negociada entre o Governo e a Comissão Europeia que permite usar verbas destinadas a desenvolver as regiões mais pobres para financiar investimentos em Lisboa, apesar de já ter uma riqueza superior a 75% da média da União. "2,3% dos fundos aprovados: era quanto valia o 'spill over' a 31 de Agosto", afirmou. Ao invés, o Norte receberá 41% das verbas aprovadas, "quase o dobro" do atribuído ao Centro e bem acima dos 12% do Alentejo, garantiu.
Com estes dados, o secretário de Estado desvalorizou as críticas que têm sido feitas pela Junta Metropolitana do Porto, que contesta (quer junto da União Europeia quer dos tribunais nacionais) a legalidade de atribuir a Lisboa verbas destinadas às regiões mais pobres. E assegurou que o Executivo estará atento ao evoluir das aprovações. O montante que pode ser investido em Lisboa ao abrigo do já referido efeito difusor "não está tabelado", pelo que não é possível falar de máximos passíveis de serem desviados. Ainda assim, Rui Baleiras afirmou que o desenrolar das aprovações será "objectivo de monitorização política" e, "se algum dia se verificar um aumento exagerado das medidas aprovadas ao abrigo da cláusula" de excepção, "o Governo vai intervir". (ha ha ha ha ha)
A própria existência do mecanismo foi defendida pelo governante. "O QREN está construído de acordo com a realidade político-administrativa do país". Ou seja, e usando as palavras do texto que permite o desvio de verbas, o investimento em Lisboa justifica-se porque Portugal é um país onde os "fenómenos de capitalidade são especialmente significativos" - onde muito se concentra em torno da capital. ( ho ho ho ho ho ho )
Além disso, ou precisamente por isso, os investimentos realizados na capital "têm benefícios noutras regiões". ( C O M O ??????? ) E não podiam também ser feitos com recurso a outras verbas: "Infelizmente, não temos um Estado rico para fazer investimentos sem recorrer a fundos comunitários", afirmou.
"Dizer que mudamos as regras pela calada da noite não é verdade", disse. A alteração ao regulamento do QREN foi justificada pelas medidas anti-crise tomadas pelo Governo e União Europeia e que implicaram ajustes ao modo de funcionamento dos fundos comunitários. Como algumas dessas medidas foram aprovadas no Verão, o regulamento acabou por ser alterado durante a campanha eleitoral. "Mas já circulava desde Julho, para consultas", acrescentou. Na matéria foram ouvidos vários Ministérios e, fora do Governo, a Associação dos Municípios.
O JN tinha enviado um conjunto extenso de questões ao gabinete de Rui Baleiras em Julho. Ontem informado de que as deverá dirigir ao Observatório do QREN.
via Jornal de Notícias - Alexandra Figueira (comentários excluídos)
Mas estes biltres julgam-nos por parvos?
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As grandes obras do Sr. Pinto de Sousa
"Os portugueses continuam a empobrecer".
A conclusão não é minha, é da AMI - Assistência Médica Internacional de acordo com dados recolhidos no primeiro semestre do ano.
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Rescaldo das Autárquicas: eu é que sou o Presidente da Junta
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Resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou.
Por isso, não tenho uma vírgula a alterar ao artigo que publiquei há duas semanas no DN sob o título de "Mais do mesmo" e que me valeu as iras furibundas de uma harpia radiofónica e destemperada que não percebeu nada do que leu.
Não tenho tempo nem pachorra para armar em Pigmaleão de gajinhas analfabetas e espevitadas, mas sempre lhes direi que não é verdade ter ficado nos últimos lugares dos rankings, aliás absurdos, que a imprensa fez do trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu (as críticas que Jamila Madeira em tempos fez sobre o assunto são modelares e não vale a pena voltar a pegar nisso).
...
Mas não vale a pena gastar cera com ruins defuntas. O resultado das legislativas não se limita a traduzir a profunda estupidez com que o eleitorado nacional se comportou. Levará o País aceleradamente na pior das sendas.
O Presidente da República não tem, nem pode ter, a mínima confiança na personalidade que vai ser forçado a indigitar para primeiro-ministro e, por identidade de razão, no seu Governo. Isto nunca poderá dar bom resultado.
Outra evidência é a de José Sócrates nem sequer precisar de se preocupar com o recrutamento de novos ministros. Se ganhou as eleições com a inqualificável porcaria do Governo a que presidiu durante quatro anos - e era impossível ter governado pior -, bem pode continuar a esperar que em próximas eleições as coisas se passem de igual modo, pelo que mais lhe vale não mexer na equipa vencedora…
Sócrates não só é de uma incompetência clamorosa e verbosa, como é absolutamente incapaz de qualquer espécie de boa governação. Contaminará todos os membros da sua equipa que porventura tenham a veleidade de alterar o presente estado de coisas e de tirar o País do buraco sem remédio em que os socialistas o meteram. Se não contaminar, tratará de os pôr na rua ao fim de dois ou três meses, como aconteceu com Campos e Cunha.
Com esta ou outra qualquer tropa fandanga, Portugal está condenado à demagogia e ao facilitismo, à propaganda desenfreada da acção do Governo, a catadupas de medidas avulsas e desconexas, sem fundamentos sérios, sem pertinência e sem resultados positivos, ao desagregar do pouco que ainda se mantém de pé, à ruína completa de todas as dimensões da sua vida colectiva, à descaracterização total da sua identidade e até ao risco sério do fim da sua independência.
... É preciso acabar depressa com o próximo Governo!
Artigo de opinião de vasco Graça Moura no DN cujo link está "aqui"
Educadores Cristãos remam contra o desânimo
A educação em geral neste tempo de crise e a educação cristã em particular jamais foram tarefas fáceis. A Igreja sabe disso, razão por que a Comissão Episcopal da Educação Cristã aconselha os educadores cristãos a vencer o desânimo. Compreende-se que assim seja porque, para a Igreja, a educação sempre foi um imperativo da sua missão evangelizadora. Também o presidente dessa Comissão, D. Tomaz Pedro Barbosa Silva Nunes, bispo auxiliar de Lisboa, defende que a "a educação é o coração do desenvolvimento da pessoa e da sociedade. Educar nunca foi tarefa fácil. As dificuldades com que nos confrontamos não podem dar lugar ao desânimo ou ao cruzar de braços. Há que imprimir, na acção quotidiana, um dinamismo novo, de criatividade e solidariedade". Para a Igreja, a educação é um serviço e um compromisso, envolvendo nela as famílias, as escolas, as paróquias, os movimentos eclesiais e as associações laicais. Numa palavra, a comunidade cristã é, no seu conjunto, responsável pela educação, como seu sujeito, ambiente e meta. Mais do que ensinar uns aos outros, aprendemos todos uns com os outros, quando o ambiente é saudável para a transmissão de valores fundamentais, através do testemunho da fé. (in JN)
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Quarta-feira, Outubro 14
A arte de engolir sapos: especialidade portuguesa
MAIS DO MESMO
Fizeram greves, berraram, insultarem, caricaturaram, marcharam e andaram em manifestações e outras fitas... Sabiam que EXISTE REALMENTE ASFIXIA DEMOCRÁTICA e que a tendência é para piorar. Mesmo sabendo que o Partido Socialista está no poder há 16 anos, e que a sua qualidade de vida é uma trampa e que tem vindo a piorar, no momento da decisão, uma fatia da maioria dos portugueses que votaram, empurraram de novo o Sr. Pinto de Sousa para mais 4 anos no poleiro. Ele e a corja oportunista e "que se governa". Como disse à poucos dias o Sr. Soares, o português é um merdoso, que ladra mas não morde. É incapaz de uma atitude que separa o medíocre e o sem tomates do verdadeiro Homem e Cidadão empenhado na evolução da sua espécie, do seu povo como Nação. Sabendo que o centralismo esmaga e rouba as regiões, sabendo que a visão do governo socialista só abarca o que se visualiza do postigo lisboeta e que o resto é "deserto", os cobardes votaram na continuidade. Deram o passo para o abismo. Agora não se queixem.
A propósito desta proposição, aqui vai um artigo excelente de Vasco Graça Moura:
Cada povo tem o governo que merece. Mas depois... não se lastimem, não façam greves, não culpem o destino pelos vossos erros.
O povo português acaba de demonstrar a sua fatal propensão para viver num mundo às avessas. Não há nada a fazer senão respeitá-la. Mas nenhum respeito do quadro legal, institucional e político me impede de considerar absolutamente vergonhosa e delirante a opção que o eleitorado acaba de tomar e ainda menos me impede de falar dos resultados com o mais total desprezo. Só o mais profundo analfabetismo político, de braço dado com a mais torpe cobardia, explica esta vitória do Partido Socialista.
Não se diga que tomo assim uma atitude de mau perdedor, ou que há falta de fair play da minha parte. É timbre das boas maneiras felicitar o vencedor, mas aqui eu encontro-me perante um conflito de deveres: esse, das felicitações na hora do acontecimento, que é um dever de cortesia, e o de dizer o que penso numa situação como aquela que atravessamos, que é um dever de cidadania.
Opto pelo segundo. Por isso, quando profiro estas e outras afirmações, faço-o obedecendo ao imperativo cívico e político de denunciar também neste momento uma situação de catástrofe agravada que vai continuar a fazer-nos resvalar para um abismo irrecuperável.
Entendo que o Governo que sair destes resultados não pode ter tréguas e tenciono combatê-lo em tudo quanto puder. Sabe-se de antemão que o próximo Governo não vai prestar para nada!
É de prever que, dentro de pouco tempo, sejamos arrastados para uma situação de miséria nacional irreversível, repito, de miséria nacional irreversível, e por isso deve ser desde já responsabilizado um eleitorado que, de qualquer maneira, há--de levar a sua impudência e a sua amorfia ao ponto de recomeçar com a mais séria conflitualidade social dentro de muito pouco tempo em relação a esta mesma gente inepta a quem deu a maioria.
O voto nas legislativas revelou-se acomodatício e complacente com o status quo. Talvez por se tratar, na sua grande maioria, de um voto de dependentes directos ou indirectos do Estado, da expressão de criaturas invertebradas que não querem nenhuma espécie de mudança da vidinha que levam e que se estão marimbando para o futuro e para as hipotecas que as hostes socialistas têm vindo a agendar ao longo do tempo. O que essa malta quer é o rendimento mínimo, o subsídio por tudo e por nada, a lei do menor esforço.
Mas as empresas continuarão a falir, os desempregados continuarão a aumentar, os jovens continuarão sem ter um rumo profissional para a sua vida. Pelos vistos a maioria não só gosta disso, como embarcou nas manipulações grosseiras, nas publicidades enganosas, nas aldrabices mediáticas, na venda das ilusões mais fraudulentamente vazias de conteúdo.
A vitória foi dada à força política que governou pior, ao elenco de responsáveis que mais incompetentemente contribuiu para o agravamento da crise e para o esboroar da sustentabilidade, ao clube de luminárias pacóvias que não soube prevenir o desemprego, nem resolver os problemas do trabalho, nem os da educação, nem os da justiça, nem os da segurança, nem os do mundo rural, nem nenhuma das demais questões relevantes e relativas a todos os aspectos políticos, sociais, culturais, económicos e cívicos de que se faz a vida de um país.
Este prémio dado à incompetência mais clamorosa vai ter consequências desastrosas. A vida dos portugueses é, e vai continuar a ser, uma verdadeira trampa, mas eles acabam de mostrar que preferem chafurdar na porcaria a encontrar soluções verdadeiras, competentes, dignas e limpas. A democracia é assim. Terão o que merecem e é muitíssimo bem feito.
O País acaba de mostrar que prefere a arrogância e a banha de cobra. Pois besunte-se com elas que há-de ter um lindo enterro.
A partir de agora, só haverá mais do mesmo. Com os socialistas no Governo, Portugal não sairá da cepa torta nos próximos anos, ir-se-á afundando cada vez mais no pântano dos falhanços, das negociatas e dos conluios, e dentro de pouco tempo nem sequer será digno de ser independente. Sejam muito felizes.
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EPUL: Afinal a promiscuidade é noutro lado
Os compromissos da EPUL com o Benfica e o Sporting, resultantes do acordo da Câmara de Lisboa com aqueles clubes durante a presidência de Santana Lopes, “colocaram aquela empresa sob grande pressão de necessidades financeiras”, revela um documento assinado pelo então vereador Fontão de Carvalho. Com esses compromissos, a EPUL, que já tinha uma dívida bancária de 60 milhões de euros em 2003, ficou a necessitar de liquidez para encargos “com o Benfica e Sporting nos valores aproximados de 50 milhões de euros e 10 milhões de euros, respectivamente, e de satisfação a curto prazo”, diz carta de Sequeira Braga, ex-líder da EPUL, à vereadora Maria Teresa Maury. - in 24 Horas
Bradavam aos céus a promiscuidade da CMPorto e do FCPorto. Afinal, mais tarde ou mais cedo tudo se sabe. Pena é que a imprensa em geral, tão zelosa a criticar o FCPorto, esqueça estas coisas. Porque para quem dizia que nada tinha recebido da Câmara de Lisboa, à época do Euro 2004, podemos dizè-lo, é MENTIROSO.
A Justiça da Liga de Clubes
Guga partiu o nariz a Tomás Costa. O árbitro Pedro Henriques, que é um homem com h grande como só os há no exército, não marcou nada, que isto do futebol não é coisa de meninas e ele apita à inglesa, com o sotaque dos estivadores das docas de Bristol. Também é verdade que, apesar do lance se ter passado nas barbas do quarto árbitro, este não deu qualquer indicação ao seu chefe de equipa. Faz sentido. O quarto árbitro já não é bem um árbitro. É mais um burocrata, responsável por tarefas tão exigentes como levantar as placas e aconselhar calma aos treinadores quando estes se levantam do banco de suplentes. Agressões e narizes partidos não são com ele. Talvez sejam com a Comissão Disciplinar. Talvez. Ou talvez surja por lá a teoria de que foi o Tomás Costa a dar uma valente narigada no cotovelo de Guga. É coisa para ainda lhe custar uns jogos de castigo só por causa das cócegas. No nariz.
Relembrar coisas do Sr. Pinto de Sousa (II)
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Relembrar coisas do Sr. Pinto de Sousa (I)
A desconfiança da hierarquia contra os dois magistrados, as pressões internas e externas, a ‘campanha negra’ que foi feita contra eles, a campanha política que foi feita já chegavam para se suspeitar do ‘erro’. Agora, quando se sabe que o procurador em causa é homem que exercia a cidadania nas proximidades das candidaturas do PS à Câmara de Cascais, a coisa piora. Mas fica definitivamente ‘negra’ quando se sabe que foi ele o magistrado que desagravou os crimes imputados aos arguidos no processo em que era investigado José Luís Judas e actos praticados na Câmara de Cascais. Não querendo fazer juízos de valor negativos, porventura terá decidido bem nesse caso. Não convinha contudo que tivesse participado em acções de campanha política e que agora permaneça em situação de poder intervir em casos como o Freeport. A coisa pode ser formalmente irrepreensível, mas que é muito fedorenta, lá isso...
Eduardo Dâmaso
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Notícias do Condado Portucalense
Os automobilistas que diariamente enfrentam filas na A28, tanto no sentido Leça da Palmeira-Porto como no sentido contrário, vão sentir melhorias no trânsito após as obras de beneficiação da A28, cujo projecto de execução deverá ficar concluído ainda neste trimestre.
A Câmara de Matosinhos estima que o alargamento da via (duas para três faixas em cada sentido) e a melhoria dos acessos que ligam a A28 à malha urbana se traduzam numa significativa redução de trânsito naquele troço entre a ponte de Leça e a Rotunda da AEP (conhecida como Rotunda dos Produtos Estrela). Guilherme Pinto acredita que a diminuição andará na ordem dos 20%.
Recorde-se que a obra de requalificação do IC1/A28 arrancará, numa primeira fase, apenas em Matosinhos. Tudo porque Governo e o Executivo liderado por Rui Rio não se entendem quanto ao projecto para o Porto.
Do lado de Matosinhos, uma das alterações que mais influenciará o fluxo de trânsito é a construção de uma saída na A28, no sentido Norte/Sul, alguns metros antes da Rotunda AEP. Esse acesso permitirá aceder à Rua Dr. Eduardo Torres, mas também à rotunda da Avenida Calouste Gulbenkian (conhecida por Rotunda do Continente) sob a A28 para chegar ao hipermercado ou ao Norteshopping.
Aquelas superfícies comerciais são responsáveis por grande parte do fluxo de trânsito que chega à Rotunda dos Produtos Estrela. Por outro lado, a mesma saída da A28 vai permitir desviar todo o trânsito para a zona poente da freguesia da Senhora da Hora, o que significa que os automobilistas não terão de confluir para os "Produtos Estrela" para apanhar a Estrada da Circunvalação (sentido poente).
Alguns metros antes daquela saída da A28, ainda no sentido Leça-Porto, haverá outro novo acesso. Este fará a ligação directa ao Hospital Pedro Hispano, resolvendo o problema das ambulâncias que deixam de ter de passar pela Rotunda AEP. Aquele ramo servirá ainda para aceder ao Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos e à envolvente do Estádio do Mar.
Com estas alterações, passam a confluir no troço final da A28 apenas os automobilistas que querem ir para o Porto (seguem pelo túnel sob a rotunda) e os que pretendem seguir para o lado nascente da Estrada da Circunvalação (sentido Hospital de S. João). Ou seja, aquele ramo de saída para a Rotunda dos Produtos Estrela, frequentemente congestionado e responsável por grande parte do "pára-arranca" na A28, deverá deixar de ser um problema.
Segundo uma estimativa da Câmara de Matosinhos, 20% dos automobilistas utilizarão a via de acesso à Rotunda Dr. Eduardo Torres e 70% seguirão em frente para o Porto. Os restantes 10% vão usar a Rotunda AEP para virar para a Circunvalação (sentido nascente).
Para chegar ao local onde se realiza a feira da Senhora da Hora também haverá novidades que ajudarão a desbloquear o trânsito. Quem segue no sentido Porto-Leça já não precisará de passar pelos Produtos Estrela e Rotunda do Continente. Na A28, seguirá pelo viaduto e encontrará uma saída para a Rotunda da Barranha pouco depois do estacionamento do hipermercado. A via segue paralela à Avenida Calouste Gulbenkian, passa por trás do posto de combustível e contorna a Escola Superior de Arte e Design.
As obras na A28 incluem ainda a construção de um viaduto sobre a auto-estrada, a ligar a feira da Senhora da Hora ao Estádio do Mar, e alterações na zona do Regadio (Guifões), mas estas beneficiam sobretudo os residentes e pouco influenciarão o trânsito.
INÊS SCHRECK no JN
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Domingo, Outubro 11
Sócrates e Rio não servem o Norte
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Sábado, Outubro 10
V E R G O N H A (II)
A mudança do regulamento dos fundos comunitários feita pelo Governo durante a campanha eleitoral permite usar verbas destinadas às regiões mais pobres para financiar os gestores dos programas, em Lisboa.
Em causa estão dois dos três programas negociados com Bruxelas para desenvolver as regiões mais pobres, chamadas de convergência. O Programa Operacional do Potencial Humano, sediado na Av. Infante Santo, em Lisboa; e o Programa Operacional dos Factores de Competitividade, cuja sede fica na R. Rodrigues Sampaio, também na capital.
Cada programa tem uma equipa de gestão, com filiais no país e sede em Lisboa. Ambas custarão perto de 700 milhões até ao fim do actual envelope financeiro da União Europeia. Daí, 95% poderá ser imputado às regiões mais pobres; e, daí, cerca de metade acabará inscrito na contabilidade do Norte, mas gasto na capital, ou seja, perto de 330 milhões de euros (200 milhões ao Centro e 133 ao Alentejo).
Isso mesmo está previsto na alínea b) do artigo 5º do Regulamento Geral do FEDER e do Fundo de Coesão: "Constituem excepções ao critério de elegibilidade territorial (...) a Assistência Técnica à intervenção dos Fundos Estruturais". Isto é, as equipas de gestão ficam de fora da regra territorial, segundo a qual só as regiões mais pobres (assinaladas a vermelho no documento do próprio Governo, a que o JN teve acesso) podem beneficiar dos fundos.
Além de passar a permitir pagar a despesa das equipas de gestão com dinheiro originalmente destinado às regiões pobres, as mudanças feitas pelo Governo ao regulamento especificam que também podem ser financiados com estas verbas os investimentos em Lisboa que, diz o Executivo, podem beneficiar o resto do país. Esta excepção, segundo apurou o JN, estava prevista numa Resolução de Conselho de Ministros mas não nos regulamentos do FEDER e do Fundo de Coesão.
O Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, que tutela o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), tem sido questionado pelo JN sobre a matéria, mas até hoje não deu qualquer resposta.
Só Portugal pode desviar fundos
Dos 27 países da União Europeia, só Portugal pode usar fundos destinados a desenvolver as mais pobres para investir numa região considerada rica (no nosso caso, Lisboa). O regime de excepção, chamado efeito de difusão, está contemplado no Anexo V e foi negociado entre o Governo português e a Comissão Europeia em 2007, com o objectivo de cobrir "necessidades específicas", afirmou fonte da direcção de política Regional da União. No caso, disse, tratava-se de colmatar o facto de Lisboa ter um rendimento per capita superior a 75% da média europeia e, por isso, já não poder receber fundos de coesão.
Da parte da Comissão de Coordenação de Lisboa, Fonseca Ferreira - que deixou o cargo para se candidatar à Câmara de Palmela - classificou de positiva a transferência de verbas para a capital, que "tem sido altamente prejudicada", e de "extemporânea" a queixa da Junta Metropolitana do Porto, porque o Porto "não vai perder fundos".
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Sexta-feira, Outubro 9
V E R G O N H A
Governo mudou regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão há três semanas. Bruxelas não vê problemas
O Governo mudou, há três semanas, o regulamento do FEDER e do Fundo de Coesão, viabilizando o desvio de verbas das regiões mais pobres do país para as dar a Lisboa. Portugal negociou essa excepção, no QREN, com a Comissão Europeia.
Segundo apurámos, a queixa apresentada pela Junta Metropolitana do Porto, precisamente contestando o desvio de milhões para a capital do Quadro de Referência e Estratégico Nacional (QREN), não deverá ter acolhimento por parte da Comissão Europeia. A transferência deverá ser considerada regular. Contactada pelo JN, a Junta Metropolitana do Porto assegura que ainda não foi notificada de qualquer posição da Comissão Europeia e mantém a convicção de que o desvio é ilegal.
O regime de excepção faz parte de um anexo respeitante às normas de aplicação dos fundos estruturais. Possibilita-se, então, que dinheiro destinado às regiões de convergência possa ser usado em Lisboa, desde que os investimentos tenham reflexo no restante território nacional. É o "spill-over effect", o efeito de difusão que passou a integrar o Regulamento Geral do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e do Fundo de Coesão.
A alteração do regulamento por parte da Comissão Ministerial de Coordenação do QREN, liderada por Nunes Correia, foi aprovada, através de consulta escrita, a 17 de Setembro, já durante o período de campanha para as eleições legislativas. Na Junta Metropolitana, entende-se que se trata de uma alteração "feita à socapa", para dar "cobertura legal" ao "bypass" de verbas para Lisboa.
Na sequência da queixa da Junta Metropolitana do Porto, Bruxelas avançou com averiguações.
Sem avançar com uma data em concreto para o desfecho da queixa colocada por Rui Rio, fontes comunitárias confirmam que a verba transferida da região Norte para a de Lisboa pode encaixar-se na excepção à regra dos fundos estruturais, prevista no QREN 2007-2013, sobre o chamado "efeito de difusão".
Trata-se do "anexo V", negociado entre a Comissão Europeia, liderada por Durão Barroso, e o Estado português, liderado por José Sócrates, que versa sobre investimentos efectuados na região de Lisboa que possam ter efeito sobre as restantes regiões e que pode aplicar-se a projectos de modernização da administração pública, de cariz imaterial.
Cabe às autoridades nacionais que gerem os fundos - há sete entidades regionais em Portugal - decidir sobre a afectação dos mesmos. No entanto, as entidades gestoras dos fundos têm de pedir autorização à Comissão Europeia para transferir verbas relativas a um projecto orçado em 50 milhões de euros ou mais.
De acordo com a mesma fonte, "nunca" antes as autoridades portuguesas tinham pedido autorização para transferir verbas.
A região de Lisboa não teria direito às verbas destinadas às regiões de convergência, uma vez que os seus indicadores - PIB (Produto Interno Bruto) per capita e qualidade de vida - já estão acima da média europeia.
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Quinta-feira, Outubro 8
Um em cada dez passageiros do Aeroporto do Porto é galego (*)
"No ano de 2008, cerca de dez por cento do tráfego do aeroporto foram galegos", disse à Lusa Rui Alves, que está convicto que "o aumento da oferta nos destinos contribui para que o aeroporto se torne mais atractivo para a zona de influência onde a Galiza se insere".
"Nós estamos preparados e queremos receber mais galegos", acrescentou o responsável do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, que, com 4,5 milhões de passageiros em 2008, é líder na região do noroeste peninsular.
Em declarações à Lusa, Rui Alves explicou que "os passageiros galegos têm vindo a aumentar muito devido à oferta do aeroporto do Porto bem como às campanhas de promoção e divulgação realizadas na Galiza".
Há três anos, foi lançado um serviço de autocarros para fazer a ligação directa, quatro vez por dia, entre Vigo e o Sá Carneiro, que é operado por uma empresa com sede em Vigo.
"Este serviço numa primeira fase foi co-financiado por nós, mas agora o mercado tem conseguido suportá-lo uma vez que a procura dos passageiros galegos tem sido crescente", reforçou o gestor operacional.
Em hora e meia de viagem e por dez euros, os galegos têm acesso a 22 rotas internacionais que não estão disponíveis em nenhum dos três aeroportos galegos (Vigo, Corunha e Santiago de Compostela), como as ligações directas com o Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo), Estados Unidos (Nova Iorque), Venezuela (Caracas) e Suíça (Genebra, Basileia e Zurique).
Para estar mais perto dos clientes galegos, o Sá Carneiro criou a página da Internet www.voyporoporto.com onde são disponibilizadas informações, em espanhol, sobre os voos, de como chegar ao aeroporto e as novas rotas.
Mal se entra na página, o Aeroporto do Porto dá conta do seu último trunfo face aos concorrentes galegos: a inauguração da base da Ryanair e o lançamento de três novos destinos - Dusseldorf, Baden-Baden e Faro -, totalizando já 22 rotas de baixo custo, através da companhia aérea irlandesa.
Ainda a pensar nos clientes do país vizinho, o Aeroporto do Porto criou uma sala de espera com canais de televisão e jornais galegos para que os cerca de 450.000 clientes anuais se sintam em casa, onde se podem ler "o aeropuerto de todolos galegos".
O Aeroporto do Porto registou, em 2008, um total de 4,5 milhões de passageiros e 56 mil movimentos, operando actualmente 51 destinos oferecidos por 13 companhias aéreas.
Segundo dados da ANA - Aeroportos de Portugal, que gere os aeroportos portugueses, entre 2004 e 2008 o tráfego de passageiros no Sá Carneiro aumentou 54 por cento e o número de movimentos subiu 28 por cento.
(Jennifer Mota, da Agência Lusa, 5/Out/09)
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"Avançar Portugal"
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O Rio de Janeiro e o TGV
Ouvido por aí:
Com a vitória do Rio, quem perdeu na final foi ...... exactamente, O TGV
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A Europa que se cuide, porque depois da França...
Numa escola francesa, 1/9/2009:
-Mustapha El Ekhzeri?
-Présent
-Achmed El Cabul?
-Présent
-Kadir Sel Ohlmi?
-Présent
-Mohammed Endahrha?
-Présent
-Ala In Ben Oit?
(Silêncio)
-Ala In Ben Oit?
(Silêncio)
- Ala In Ben Oit?
- Sou eu, mas isso pronuncia-se «Alain Benoît».
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Eu, portuense, ando triste (*)
Os meus amigos de Lisboa ficam surpreendidos por lhes sugerir a Pousada da Juventude quando me perguntam onde devem ficar quando vêm ao Porto. Ao contrário do que o nome indica (e a generalidade das pessoas pensa), as Pousadas de Juventude estão abertas a clientela de todas as idades. E a pousada do Porto está num local magnífico, com uma vista deslumbrante do Douro e a sua foz.
Tenho formatada uma lista de recomendações para os meus amigos que visitam o Porto.
Para a experiência francesinha, acompanhada por um príncipe e antecedida de um rissol de carne, aconselho o Capa Negra, no Campo Alegre.
Na Baixa, além dos incontornáveis Majestic e Lello – que se não são o café e a livraria mais bonitos do mundo pelo menos andam por lá perto -, acho imprescindível um passeio a bordo do eléctrico 22, do Carmo até à Batalha, complementado pela descida de funicular até à Ribeira, onde só tem a ganhar se visitar o Palácio da Bolsa (o Salão Árabe é de cortar a respiração) a atravessar a pé o tabuleiro inferior da ponte Luiz I, não se esquecendo de olhar para montante e apreciar devidamente a elegância da ponte D. Maria, uma jóia de Eiffel.
As melhores vistas panorâmicas do Porto obtêm-se a partir de Gaia. As minhas preferidas são as das esplanadas do Bogani (Cais de Gaia) e do Arrábida Shopping. Já que está na margem esquerda, não perde nada se visitar umas caves de Vinho do Porto. É um cliché turístico, mas vale a pena.
Com partida da Ribeira (onde tem a opção de embarcar num cruzeiro pelas seis pontes), junto à igreja de S. Francisco (aquela que tem o interior revestido a ouro), o eléctrico 1 percorre a marginal fluvial. Depois, a partir do Jardim do Passeio Alegre, o melhor é mesmo seguir a pé, ao nível das praias, parar a meio numa esplanada, passar o Castelo do Queijo chegar à frente marítima do Parque da Cidade e olhar a fantástica Anémona que assinala a entrada em Matosinhos.
Se os meus amigos vêm com tempo contado e não podem fazer o programa completo, eu não os deixo partir sem verem os três mais recentes tesouros que enriqueceram a cidade nos anos de viragem do século.
Vir ao Porto e não visitar Serralves, ver a Casa da Música e ir de metro até ao Dragão é muito mais grave do que ir a Roma e não ver o papa.
É por isso que eu, portuense, fico triste por ter um presidente da Câmara que nunca pôs os pés no Dragão, só foi uma vez a Serralves (e porque o Fernando Lanhas o foi buscar aos Paços do Concelho e o obrigou a visitar a exposição dele) e não frequenta a Casa da Música – apesar de morar ali ao lado, a menos de cinco minutos a pé. O Porto merece melhor.
(*) por Jorge Fiel, no Diário de Notícias e no blog Bússola
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Muito bem dito por MFL
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Terça-feira, Outubro 6
Sobre a República

É já para o ano que a República faz cem anos. Por pertinentes razões ideológicas fala-se da "república" como a I República. Os antifascistas excluíram o Estado Novo do conceito de república, pelo que a periodização é I República (1910-1926), Estado Novo (1926-1974), II República (1974 - por diante...). Se o Estado Novo for república, estamos na III República. Não faz grande diferença, mas é bom saber.O regicídio, que abriu a porta à república, foi para acabar com o governo forte e pessoal de João Franco, que se tornara o homem a abater, pois jogava no terreno dos revolucionários, apelando às classes urbanas, num estilo popular ou populista, quando toda a gente estava farta dos partidos monárquicos tradicionais. O clima de ódio - contra o rei, contra a dinastia, contra Franco - ficou registado num romance do qual toda a vida ouvi falar mas só agora li, "O Marquês da Bacalhoa", de António de Albuquerque. O livro não deve nada ao estilo, é um panfleto de política - ficção que pinta uma corte libertina, corrupta, de maus costumes. O marquês da Bacalhoa (o rei) usa a mulher (a rainha) para controlar D. Álvaro de Luna, o personagem que encarna Mouzinho de Albuquerque, o herói "africano" que se suicidou. No romance, o rei e a corte são os responsáveis por este suicídio. Este ódio cresceu e frutificou. A República não foi de brandos costumes: mataram-se padres logo no primeiro dia e, apesar das amplas liberdades, o regime foi expedito, através dos bandos "populares", para dar cabo dos adversários - partidos e jornais monárquicos, católicos e mesmo republicanos e conservadores. Criou um modelo "à mexicana" ou "à Chávez", em que as eleições eram concorrenciais, mas o governo - os democráticos - ganhava sempre.
Segunda-feira, Outubro 5
Desafio à República
Em pleno dia de comemoração da República, um grupo de monárquicos lançou um desafio ao regime: quer uma alteração da Constituição, que permita a realização de um referendo. Os republicanos rejeitam o desafio, garantindo que a República é pacífica em Portugal. E o PS já diz que não muda nada.
Esta madrugada, já em pleno dia de comemoração da República, um grupo de centenas de monárquicos desembarcou simbolicamente perto do Terreiro do Paço, correu em direcção ao Largo Camões, hasteou a bandeira da Casa Real e pediu que se abrissem as portas à realização de um referendo, em Portugal, à República.
O desafio foi preparado com máxima discrição e teve de contornar vários obstáculos, explicou ontem ao DN - ainda antes da iniciativa - Paulo Teixeira Pinto, o ex-governante e ex-presidente do BCP, que agora lidera a Causa Real.
Os obstáculos começaram no sábado, quando o grupo (estavam previstos 500 defensores da causa) recebeu a informação de que não poderiam desembarcar, como o rei D. Carlos há 101 anos, no dia do regicídio, no Terreiro do Paço, mas apenas no Cais do Sodré. Continuaram com um aviso: de que a bandeira monárquica não poderia entrar a bordo - o que não impediu ninguém, nem o próprio Teixeira Pinto, de a usar, assim como de ostentar as T-shirts a dizer "Eu quero um Rei". No início da iniciativa, tudo corria como previsto, com a polícia a acompanhar o grupo.
Mas a aventura nocturna era só simbólica. Antes de entrar no cacilheiro que o levaria ao Cais do Sodré, Paulo Teixeira Pinto garantia ao DN que a sua luta, a da monarquia, "é política". No discurso que preparou para fazer, de uma varanda do Largo Camões, constava uma exigência bem definida: "Queremos suprimir a cláusula da Constituição que diz ser irremovível a República como base do sistema político português."
A questão é polémica. Teixeira Pinto diz que "só" quer trocar a palavra "República" dessa alínea constitucional pela palavra "democracia" - alegando que essa, sim, é a base do sistema político nacional. Porém, a ser aceite pelos deputados, a alteração permitiria um outro passo, que constitui o verdadeiro objectivo da acção desta madrugada: "Fazer um referendo" à República - que hoje faz 99 anos de existência.
A guerra é política e os monárquicos sabem disso. Mas não partidária, alegam. "Eu sou monárquico e nunca votei no PPM", garante. Mas o certo é que, para atingir os objectivos, ela terá sempre de contar com apoio nos partidos.
Agora, depois do discurso - que diz ser o "primeiro passo" de uma luta que quer levar até ao fim - Teixeira Pinto quer que a sua Causa Real vote o passo seguinte: levar ao Parlamento uma proposta, para que lá se discuta a mudança constitucional. É que a legislatura que começa agora é de revisão. E as novas regras da Assembleia já permitem que um grupo de cidadãos apresente propostas para votação.
Porém, nada indica que a iniciativa tenha sucesso dentro de São Bento. Vital Moreira, deputado da Constituinte de 1975 e fiel a José Sócrates, é taxativo na rejeição da proposta. "Ninguém vai mexer nisso. E, em matéria de divertimento, já vi melhor."
À previsível resposta, Teixeira Pinto recorda um debate, na RTP, onde esteve com António Reis e Medeiros Ferreira, dois republicanos e socialistas que, garante, admitiram que a cláusula não fazia sentido, admitindo mudá-la. Ontem, em declarações ao DN, Medeiros Ferreira admite recordar-se desse debate, mas não do "compromisso". "Os monárquicos tiveram uma oportunidade de ouro para participar nessa discussão em 1975, mas afastaram-se. Hoje, essa não é uma questão pendente", remata o ex-deputado.
Na próxima bancada socialista, de resto, reina a desconfiança face à proposta. "A República é um caminho adequado", diz Ricardo Rodrigues. E se a proposta chegar mesmo a São Bento? "São precisos dois terços dos deputados para a aprovar", recorda o socialista.
Se a ideia ficar pelo caminho, o referendo ao regime fica excluído. Mas Teixeira Pinto promete não desistir. Este ano, promete várias acções "surpreendentes". E já se prepara para, de hoje a um ano, contar quantos republicanos e quantos monárquicos estarão nas respectivas cerimónias.
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5 de Outubro: comemoramos o quê?
Para além de umas visitas a um ou outro cemitério, uma aparição ridícula na varanda da câmara do centralismo, um ou outro discurso de personalidades que já não convencem ninguém, hoje estão alguns (os do costume) a comemorar uma farsa. Comemoram-se as milícias armadas, a decadência de valores, a decadência económica, a perseguição à Igreja Católica, mas também fraudes e a ingovernabilidade, a falta de respeito, a protecção dos criminosos, a perseguição aos livre-pensadores, a perseguição política, o asfixiamento das regiões face ao terror do centralismo lisboeta...
Será que vale a pena viver nesta república?
Marcadores: República
Sexta-feira, Outubro 2
Rio 2016, em português!
É bonito este foguetório, sim senhor, mas lá como cá, o importante é o circo:
centro cultural de belém (em lisboa);
expo 98 (em lisboa);
novo aeroporto (em lisboa);
euro 2004 dá dois estádios de borla (a clubes de lisboa);
no país profundo fecham-se linhas de caminho de ferro, em lisboa investe-se mais e mais nas linhas para o perímetro urbano;
novas linhas de metro (em lisboa, que o Porto continua a mendigar);
obras de recuperação da marginal (em lisboa, e por decreto-lei) ;
a cereja, são as verbas que a Comissão Europeia destina às regiões mais pobres de Portugal e que lisboa rouba só "porque tem as sedes dos 645 institutos regionais localizados na capital". Biltres.
No fim, é sempre todo o povo a apagar estes investimentos através dos impostos, porque o pão ninguém o vê!
A única diferença é que lá, os jogos não vão ser na capital Brasília...
Marcadores: Jogos Olímpicos
De volta ao rectângulo puro e duro
UE abre procedimento de «défice excessivo» contra Portugal
Também por isso, continuo na oposição. Espero que o PSD e o CDS também.
Marcadores: Política Nacional
O telemóvel da Senhora Procuradora e outras dúvidas
- desde quando é habitual uma qualquer testemunha, designada por "normal", tenha acesso ao telemóvel particular de uma senhora procuradora-geral adjunta?
- desde quando inquiridora e testemunha se cumprimentam de beijinho na cara?
- desde quando o MP se preocupa com o circo mediático, para que se torne um hábito que o mesmo Ministério Público interrogue testemunhas, apelidadas de "normais", na sua própria residência?
- desde quando os problemas pessoais, fora da esfera jurídica, sejam factor de preocupação e atenção por parte da procuradoria-geral e da polícia judiciária, ou melhor, de um ou outro zeloso inspector?
- será habitual que os inspectores da PJ metam “cunhas” para que a procuradora-geral adjunta atenda telefonemas de testemunhas, nomeadamente as designadas de "normais"?
Somos pobres, cada vez mais pobres
Não sei se repararam mas o PS governa à cerca de 16 anos!!!!
Estamos transformados na família Magalhães.
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Preparem-se, porque mais dia menos dia...
Irão testa míssil de longo alcance capaz de atingir Israel, a Turquia e bases americanas no golfo
Marcadores: Política Internacional
Monarquia e República
Aproxima-se o centenário da revolução republicana que, não sendo uma data feliz, é uma data histórica e como tal será assinalada. Se para os seus devotos se trata de comemorar, para nós monárquicos e cidadãos livres trata-se tão só de rememorar.
Garantidos estão já discursos laudatórios e pomposas evocações: o regime celebrará a data do seu nascimento e a sua sobrevivência por um século. As comemorações oficiais não se debruçarão sobre a república proclamada em 5 de Outubro de 1910, mas sobre um regime idealizado e abstracto, sobre generosas intenções que se presumirão nos republicanos de 1910, e das quais os políticos comemorantes se pretenderão afirmar-se herdeiros.
Acontece que estas celebrações, pelos equívocos em que se sustentam, constituem uma oportunidade única de sobrepor alguma verdade histórica à propaganda oficial. Assim, beneficiando da democrática ferramenta de comunicação que é Internet, um grupo de cidadãos juntou-se com a intenção de desenvolver uma plataforma informativa online: www.centenariodarepublica.org.
Visitem-nos com regularidade pois que por aqui vai correr muita tinta: é que nós queremos fazer história.
A LEGISLAÇÃO REPUBLICANA
«O que se legisla é pouco e mau, como por exemplo, a lei de imprensa, incompleta e muito menos liberal que as anteriores, e cujos primeiros parágrafos parecem redigidos de propósito para por o jornal do Homem Cristo à mercê das prepotências da autoridade civil. Demissões, exonerações, juntas de saúde, convites à reforma… balões de ensaio nos jornais, e quem, ipso facto, o substitui; e em pouco mais se cifra a acção governamental republicana.»
ALMEIDA, Fialho d’ – Saibam quantos… (cartas e artigos políticos). Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1912, pp. 21.
Culto da personalidade: o sr. Sousa
Marcadores: Política Nacional, Políticos
Os amigos do Sr. Sousa
Quem afirmou isto? Nem mais nem menos que o actual director do DN. Disse isto em 2004 mas foi ele que recentemente publicou uma troca de e-mails privada. De outro colega, portanto. Nojento acto, pois então. Mas o tempo passa e a necessidade de estar ao lado de quem paga é muito forte. É o polvo socialista no seu esplendor...
Marcadores: Jornais, Jornalistas, Política Nacional
Quinta-feira, Outubro 1
Dizem ...
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