Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Inimigos da evolução do nosso desporto

Recorrendo de novo a Jorge O. Bento:
1- O cenário está exemplarmente montado nos programas televisivos. É suposto que as televisões prestem um serviço público. E é suposto também que este implique exigências visando a promoção da qualidade, do nível de compreensão, esclarecimento, formação e cultura dos cidadãos. Para tanto os assuntos devem ser tratados com competência, seriedade e profissionalidade. Ora se analisarmos atentamente os programas com mais audiência, vê-se que deles não emerge qualquer impulso para a evolução do desporto e do grau de exigência dos espectadores. Ao invés, o clima é de superficialidade, vulgaridade e mediocridade e reproduz atitudes deste jaez. A noção que se dá do desporto é de uma coisa fútil e rasteira, supérflua e insana, sem substância, sem lugar para a luz do intelecto, do pensamento e da razão, mas apenas para a paixão cega e a irracionalidade bacoca. Para o abordar serve qualquer um, quanto mais inócuo e pobre de ideias melhor. Mais, os programas assentam no conceito de que grandes audiências são incompatíveis com qualidade e de que as massas populares são por natureza estúpidas, incapazes de seguir um raciocínio complexo e de apreciar a elevação e excelência. Não me refiro só aos programas actuais. Incluo aqueles que, por más razões, fizeram história nos anos transactos, em canais públicos e privados. Algum serviu para elevar e tratar o desporto com qualidade? Ninguém de boa-fé responderá afirmativamente. Mas haverá concordância em reconhecer que esses programas serviram a promoção político-partidária dos comentadores residentes, em regra de cor laranja. Foi neles que ganharam visibilidade para aceder a cargos elevados, mesmo na ausência de méritos substantivos. Nos programas voltados para a economia, justiça, saúde etc., tanto os jornalistas como os analistas são especialistas nesses domínios. Porque carga de água não é assim no desporto? Como sucede nas outras áreas, o desporto tem gente que o estuda, pensa, investiga e sobre ele reflecte a todo o tempo. É a ocupação principal de pessoas que nele se realizam académica, científica e profissionalmente, em razão da sua vocação e formação. Pois bem, nenhuma delas serve para comentador televisivo! Ter paixão e interesse pelo desporto não pode ser critério para escolher pivots e comentadores, nem outorga a estes idoneidade e competência para o desempenho da função. Cada macaco no seu galho! Também me interessa, p. ex., o funcionamento da justiça, mas não me passa pela cabeça dar palpites sobre o assunto; tenho perfeita consciência dos limites do meu conhecimento. Senhores sabichões e videirinhos que falam de tudo sem saber nada de nada, deixem o desporto em paz, vão pintar amanta e procurar notoriedade noutro lado! Os senhores cobrem-se a toda a hora de ridículo e nem sequer fazem ideia da torrente de disparates que soltam da boca para fora! Alguns são licenciados, p. ex., em Direito ou Economia; mas isso só capacita para esse domínio, não garante mestria para outros. Sem saberes específicos, sólidos e profundos as análises não vão à essência dos problemas, são superficiais e reféns da banalidade. As questões relevantes e fulcrais ou não são formuladas ou submergem no estendal de ninharias, toleimas e coisas sem nexo. Eis também aqui o grotesco, o rebaixamento de valores e o relativismo cultural e ético à solta! É este o peso que os programas televisivos e outros põem em cima do desporto; em vez de lhe darem asas e céu para voar, carregam-no de chumbo para o obrigar a rastejar.
2- Vejamos outra face do cenário. O desporto quer cultivar e transmitir valores. Mas nem sempre é assim. Muitas vezes proliferam e são premiados nele antivalores. Ou seja, é aberto à ambivalência, tanto para o bem como para o mal. Atente-se, por exemplo, nos critérios que presidem, em regra, à disputa pelos lugares e chefias dos órgãos de arbitragem e disciplina no futebol. A disputa é feita em função da idoneidade dos nomes propostos ou em função da sua inclinação para satisfazer interesses, fazer favores e coisas afins? A resposta é mais do que sabida e, infelizmente, é causa de desonra. Por isso justifica-se perguntar: são todas as pessoas propensas e disponíveis para serem usadas e manipuladas para fins inconfessos? Certamente não. E certamente também pertencem ao número das mais difíceis de corromper aquelas que têm uma sólida e superior formação científica, cultural e humanista em desporto, tal como as que estão comprometidas com a preservação da genuína substância do ideal desportivo. Mas umas e outras têm sido até hoje julgadas inconvenientes para aquelas e outras funções similares. Portanto o actual estado de coisas é o resultado da opção por um determinado tipo de pessoas para lugares influentes e vulneráveis do sistema desportivo. Com outra gente à frente desses órgãos a situação seria diferente. Mas isso é indesejado pelas corporações e lobbies instalados. Sem os remover do poder não é possível melhorar o nosso desporto.

Estados de alma

Estou de sorriso rasgado: o Vitória venceu, mesmo contra os lampiões e os seus "amigos" do costume (v.g. árbitros)!

Entretanto continuo hoje à espera que o presidente de todos (?) os portugueses conceda as honrarias ao FC Porto Campeão Europeu e do Mundo que lhe são devidas por tanto terem feito ao País. Sei que vou continuar à espera ... sentado !!! Este mouro, ex presidente verde da câmara moura, nunca me enganou...

Mas tal como aconteceu com a derrotada selecção nacional do Scolari, o senhor do palácio cor-de-rosa vai por certo condecorar os atletas, técnicos e dirigentes de Alvalade. Trata-se de um acto de coerência, tendo como referência um caso precedente. De facto não foram outras as razões e circunstâncias que justificaram a condecoração da Selecção Nacional no Euro-2004. Ao cabo e ao resto perder uma final em casa não é nada mau; dá direito a condecoração...

"Pegando" nas palavras de Jorge O. Bento e no seu "Olhar do Norte":
Ainda que o Setúbal tenha feito baixar a poeira vermelha,
estes dias são de júbilo para os benfiquistas e de desencanto para os portistas. Ambos os sentimentos têm a mesma medida e são ditados pela mesma razão. A alegria vermelha festeja a vitória da capital e do seu cortejo de interesses, das forças do centralismo sobre as energias que afirmam e exaltam localmente o pulsar da nação. O desporto representa para nós portistas um dos palcos de acção em que podemos subtrair-nos, em grande parte, ao controlo e garrote do centralismo e afirmar a superioridade do nosso apego ao labor e à cultura do auto-rendimento. Não é o único, mas tem mais visibilidade do que outros. Também na universidade, não obstante sermos desfavorecidos pelo orçamento e pelas agências de financiamento, estamos à frente da capital, em todos os parâmetros de uma avaliação pautada por critérios internacionais. O 25 de Abril deu-nos esta possibilidade que temos procurado honrar.
Eis, em suma, a causa que a uns alegra e a outros obriga a reflectir. Os primeiros pouco fizeram para merecer a vitória; mas os segundos não fizeram nada para evitar a derrota e por isso assumem um estado de culpa. Resta a consolação de que noutros países — Espanha, França, Alemanha, Itália, Holanda—o campeão mora longe da capital. Mesmo na Inglaterra o campeão não é o símbolo da oligarquia central. Em toda a parte o centralismo está em perda; Portugal é a excepção, mas não vamos dar tréguas a isso.
É de Eusébio a seguinte afirmação: «Provavelmente o Sporting não teria perdido a Taça UEFA com Trapattoni no banco e a ganhar ao intervalo ». A tirada vale bem pouco, já que o seu autor foi um exímio jogador, mas a falar e discorrer é aquilo que se sabe.
Não vale a pena perder tempo a desmontar a frase — com Trapattoni no banco teria o Sporting chegado à final e estaria a ganhar ao intervalo? Todavia importa dizer que ela é um paradigma da insanidade que lavra nos media. Eles são responsáveis pela difusão da euforia disparatada que varreu o país antes da final; parecia que já estava ganha, que o Sporting ia entrar em campo sozinho, tendo apenas que permanecer nele durante 90 minutos. Para disfarçar o dislate os media passaram, em coro com a plebe leonina, a dedicar-se ao afã de fuzilar o culpado: Peseiro obviamente.
Até parece que o Sporting está habituado a finais, pelo que ter chegado à recente não aquece nem arrefece. Peseiro não conseguiu nada de monta; perdeu uma final, não constituindo nenhum mérito o facto de a ter atingido. Eis a ignorância no seu máximo atrevimento e esplendor!
Claro que há um derrotado no Sporting. Chama-se Dias da Cunha, que encenou exemplarmente a ingenuidade e lhe deu a expressão do ridículo. Em nome do combate pela transparência, foi jogado e manipulado a bel-prazer pelo presidente do SLB e contribuiu assim para que este chegasse ao pódio. Para mais a conquista do SLB pode ter tido algum mérito, mas foi obtida num clima de atropelo à verdade desportiva, à vista de toda a gente isenta e honrada. Face a isto, as mãos de Dias da Cunha não podem reclamar inocência e alvura; e os seus ouvidos estão poluídos por um estridente apito encarnado.

O melhor emprego de Portugal pertence ao sr. Scolari. E bem o merece, já que se integrou em absoluto na nossa idiossincrasia. Há quem diga que já o viu enlevado e cantar o fado: «Trabalho vai-te embora do meu peito tão cansado…»
Do futebol jogado dentro das quatro linhas não percebe muito. Mas sabe de mais do futebol praticado fora do estádio. É um verdadeiro ilusionista a tirar coelhos da cartola e a encantar a plateia. Inventou um guarda-redes para a Selecção, agora foi buscar Figo e não se sabe se não irá trazer de volta Couto e Rui Costa. O povo delira e retribui em estado de total identificação e de supremo êxtase: «Me engana que eu gosto!»

Referência elogiosa merece igualmente o árbitro do Porto, Paulo Paraty (que eu detesto). Realizou a melhor arbitragem do campeonato e logo num jogo decisivo como o Benfica-Sporting. Deitou por terra o mito da competência dos árbitros das Associações de Lisboa e Setúbal que têm ficado na história por motivos nada abonatórios. De resto, os nomes mais sonantes da arbitragem melhor seria que arrumassem as botas e dessem o lugar às caras novas que estão a despontar, iluminadas por um raio de boa-fé e honradez.


Claro que nem todos são da mesma opinião. A Revista MegaSport, da imprensa italiana, na secção "internacional" abordou o derby de lisboa com algum destaque e confrontou Pierluigi Collina, o árbitro italiano mais famoso do mundo. No que diz respeito à polémica do golo dos vermelhos no prélio com os de verde, Collina, o melhor árbitro do mundo por dois anos consecutivos (2003 e 2004) não teve dúvidas e foi peremptório
"Nota-se um ligeiro contacto com o corpo do jogador benfiquista no guarda-redes do Sporting, é na pequena área e num lance de acção ofensiva, ali o guarda-redes é dono e senhor, é falta indiscutível".
Os erros de arbitragem para Collina "acontecem e não podem ser evitado pois o árbitro é um ser humano", mas lá foi dizendo no que diz respeito a outras arbitragens em jogos do Benfica e que causaram polémica, que houve um pouco de "tendência benfiquista"...
E depois dizem que eu sou tendencioso...

Para o próximo campeonato, lá tremos a mesma Liga, o mesmo Conselho de Palhaços (pouco) disciplinadores, o mesmo Conselho de arbitragem a oferecer os "melhores e amigos" árbitros aos vermelhos, ou seja, teremos mais do mesmo... Estes mouros não se podem abater???

João Aguiar

Dos escritores portugueses contemporâneos, este é sem dúvida o meu preferido. Foi-me "apresentado" pelo meu irmão mais velho (excelente nas escolhas literárias, e não só), que o conheceu no antigo ultramar português, em Angola, aquando da passagem de testemunho de locutor da Rádio do Soldado...
Do universo das suas publicações, vou referir os livros que mais apreciei:



<VOZ DOS DEUSES>
Em 147 a.C., alguns milhares de guerrilheiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato. Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância.Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, Viriato foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.


<NAVEGADOR SOLITÁRIO>
Este livro relata-nos a história de Solitão Fernandes, um rapaz nascido em Giestal dos Frades, filho de gente desonrada e trabalhadora. Guiado por tão sábios ensinamento, Solitão navega com êxito no oceano revolto que é a sociedade deste nosso fim de século e aprende rapidamente a vencer na vida. Só que, de repente, tudo muda... O relato das navegações de Solitão Fernandes no mar português contemporâneo desenrola-se em paisagens pintadas com ácido e adornadas com sorrisos torcidos, mas também com algum humor inocente. Nas margens desse mar, esconde-se até um pouco de ternura envergonhada.

Mouros no Poder

O "colinho" oferecido em várias partidas por árbitros incompetentes e corruptos foi rapidamente sonegado pela imprensa lisboeta...
Os cirurgicos processos sumários foram arrumados na gaveta...
A famosa frase: "mais vale colocar os 'nossos' homens na Liga que ganhar campeonatos" já passou à história...
Ontem foi o corolário da evidência: os meios justificaram os fins!
"Parabéns" aos símbolos vermelhos dos lisboetas da 2ª circular:

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Esta Nação está de luto!

Guerra Junqueiro - sempre actual

"Anotações" anexas à PATRIA:

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. [...]";

"Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo [...]";

"Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo [...]";

"A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas";

"Dois partidos [...], sem ideias, sem planos, sem convicções [...]";

"Um partido [...], quase circunscrito a Lisboa, [...] hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico [...]";

"Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar";

"Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários";

"E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares [...] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa [...]"

O coleccionador de lágrimas

Chovia, quando o Boeing decolou de Nova York, faltando poucos minutos para as 23h. A vontade de rever o avô gerou em Carlos uma ansiedade difícil de tratar. O breve e rico tempo que experienciou com o avô, transformara sua tenra existência num torvelinho de incríveis emoções e descobertas.
Com certeza, ainda poderia encontrar no porão do amplo e aconchegante casarão, as prateleiras forradas com papel pardo, sustentando as centenas de frascos de diferentes cores e tamanhos. A repentina visão do delicado funil de acrílico dentro da terceira gaveta, trar-lhe-ia distantes e caras recordações.
- Como vai, vovô?
- Agora estou melhor com você ao meu lado. Obrigado por atender logo ao meu pedido.
- Não vim por causa dos compromissos da mamãe.
- A viagem foi boa? Você ainda tem medo de avião?
- Um pouco, principalmente durante a decolagem: fecho os ouvidos, os olhos e levanto os pés.
- Admiro sua coragem. O que me traz de novidade?
- Vô, o senhor ainda coleciona lagrimas?
- Parei, quando você resolveu partir para os EUA: perdi a motivação.
- O senhor ainda conserva os frascos e o funil?
- Sim, esta tudo como você deixou.
- O senhor quer recomeçar?
- Mentiria se dissesse que não...
- Então precisamos colocar algumas coisas em ordem.
- Concordo.
Começaram tirando o pó das prateleiras, apos espalharem os frascos sobre a grande mesa de fórmica.
- Vô, o senhor andou jogando lagrima fora?
- Apenas as mais antigas.
- Vô, o senhor por acaso ainda tem as lagrimas de Sofia?
- Tenho. Estas nem sua vô teria coragem de jogar fora.
- Ela já conhece toda a historia?
- Sim, contei-lhe na ultima noite de Natal.
- E ela?
- Ficou muito emocionada e colocou o frasco em destaque.
- Vô, Sofia foi mesmo o seu primeiro amor?
- Guarda segredo? Jamais amei tanto uma mulher.
- Conte-me como o senhor colheu as lagrimas.
- Sofia estava no seu leito de morte. As dores já provocavam alucinações. Mesmo assim, ela me reconheceu. Encostou a frágil cabeça no meu peito, libertou as lagrimas e partiu, serena.
Carlos sabia que não teria dificuldade em aumentar a coleção, bastaria pisar na calcada e andar alguns quarteirões.
- Vó, satisfaça a minha curiosidade.
- Diga.
- Que lagrimas o senhor gostaria de ter colhido?
- Pergunta interessante essa. Em certa noite de insônia, fiquei pensando nesta questão. Por exemplo: Cristo deve ter chorado naquela cruz; Judas, também, ao se arrepender; Kennedy com todas aquelas balas não deve ter tido tempo; Pasolini, barbaramente assassinado naquela maldita praia daquele maldito dia; Jim Morrison deve ter deixado lagrimas naquela banheira; Janis Joplin, ao ser expulsa do Copacabana Palace por nadar nua na piscina, deve ter ido chorar na praia; Hitler e Eva Braun na hora H, choraram?
- Não saberia responder. Agora, vó, por que aquele frasco no canto direito da terceira prateleira tem um tom avermelhado?- Porque são lagrimas vertidas num momento de extrema violência...
- Conte-me mais.
- São as lagrimas de um grande amigo meu. Foi um extraordinário professor de filosofia, barbaramente assassinado.
- O senhor estava lá?
- Sim, e vi tudo...Quando aproveitei a ausência dos carrascos e decidi colher as lagrimas, percebi que o corpo do meu amigo estava quebrado ao meio e totalmente tingido de sangue vermelho-vivo.
Sergio amava demais aquele neto, filho de sua única filha, empresaria de sucesso. Vê-lo ali ao lado, e poder lê-lo com carinho e admiração. COMO GOSTARIA DE MERECER UM TEMPO MAIOR...
- Vó, tive uma idéia genial!- Qual?
- Por que não misturamos as lagrimas e colocamos tudo num único frasco com uma etiqueta escrito HUMANIDADE?
- Não seria uma ma idéia, e economizaríamos espaço.
- Vô, quando o senhor colhera as minhas lagrimas?
- Ainda e muito cedo, você tem muita vida pela frente.
- E as suas, será que posso colhê-las agora?
- Como? Eu? As minhas?
- Sim, vovô, o senhor esta chorando.

ARMANDO DIORIO DE PAULA FILHO, 44 anos

Eternamente

Para ti meu Amor

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Turn me on

Para não pensarem que neste blog só desancamos nos mouros e desmascaramos as suas conspirações contra o nosso amado FCPorto, para não pensarem que só penso em futebol, aqui vai um momento de suavidade...

Turn me on, Norah Jones

Like a flower
Waiting to bloom
Like a lightbulb
In a dark room
I'm just sitting here waiting for you
To come on home and turn me on

Like the desert waiting for the rain
Like a school kid waiting for the spring
Im just sitting here waiting for you
To come on home and turn me on

My poor heart
It's been so dark
Since you've been gone
After all you're the one who turns me off
You're the only one who can turn me back on

My hi-fi is waiting for a new tune
My glass is waiting for some fresh ice cubes
I'm just sitting here waiting for you
To come on home and turn me on

Cómicos

Tomo a liberdade de transcrever um artigo de opinião de Jorge Maia, inserida no jornal O JOGO de hoje.
Só deixo uma opinião: e não se pode exterminá-los ???
A Comichão, perdão, Comissão Disciplinar da Liga continua desesperadamente à procura de um lugar ao sol no mundo do espectáculo pela via da comédia.
Cada comunicado é uma pérola de humor ainda mais rara que a anterior, uma mistura de "non-sense" com a mais fina ironia e a comédia de costumes a que ninguém se acostuma. O último, por exemplo, é um convite irresistível à gargalhada. Eu próprio ainda não recuperei o fôlego e confesso estar a escrever estas linhas com lágrimas a escorrerem-me pelo rosto. A coisa explica-se em poucas palavras: Pinto da Costa foi multado em 850 euros e repreendido por escrito por alegadamente ter ameaçado, protestado ou adoptado atitudes incorrectas - à escolha do freguês - em relação à equipa de arbitragem do jogo com o Moreirense. Ora, acontece que o presidente do FC Porto viu a partida na bancada, ao lado do delegado da Liga, não teve qualquer contacto com a equipa de arbitragem nem proferiu quaisquer declarações sobre o trabalho de Bruno Paixão. É de morrer a rir, não é? Ainda mais quando se percebe que o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, não mereceu qualquer tipo de repreensão - quanto mais uma multa - pela conferência de Imprensa que promoveu no final do jogo com o Penafiel para desancar no árbitro Pedro Proença. A menos que... esperem, a menos que a Comissão Disciplinar tenha castigado Pinto da Costa pelas declarações de Luís Filipe Vieira. Que grandes cómicos, os senhores juizes! Já agora, também podiam ter punido o Penafiel com um jogo de interdição pelos desacatos provocados pelos adeptos do Benfica. Ou então aplicado uma partida de suspensão a Odair pela violenta narigada que deu no isqueiro que lhe atiraram das bancadas.
Enfim, duas tímidas sugestões de um simples amador nestas coisas da comédia.

Importante é controlar homens de taco na mão

É um facto: estes homenzinhos do lisboeta CNAD "adoram" o FCP, diria mesmo, adoram as urinas dos atletas do FCP...
Concretizando, direi que numa fase tão intensa do campeonato de futebol, os lisboetas adoradores de urina alheia, deveriam andar aterefados a recolher xixizinhos dos atletas das equipas envolvidas nas manutenções e nas lutas do título. Engano puro! Ou melhor, no que ao FCP diz respeito eles sorvem-na com apetência. Quanto aos outros, bem...
Ontem referi mais uma investida surpresa ao centro de estágio do Olival para controlar dois atletas de futebol do FCP. A única coisa estranha é que o mesmo não tem acontecido aos clubes lisboetas. Dir-me-ão que é excesso de zelo. Direi eu que é uma injustiça para ... os clubes lisboetas, pois assim ficamos todos com a leve impressão que alguém anda a proteger alguém (he he he)... Devem estar lembrados daqueles controlos positivos a jogadores (no activo) dos verdes e até dos vermelhos... por isso há que proteger os ditos cujos lisboetas...
Pois bem, após o jogo com os "conegascos" (moreira de cónegos), não havia ninguém a controlar os jogadores de ambas as equipas. Porquê ? Ora bem , os homens comandados pelo Dr. Luis Horta estavam a controlar, no campeonato nacional de bilhar (!!!), os atletas do FCP, Rui Manuel, que foi campeão nacional, e a Alípio Jorge, que se classificou em quinto lugar. Fantástico !!! Que visão !!! Como disse o nosso Presidente, eles foram controlar "os homens do taco"...
"De facto, é muito mais necessário controlar indivíduos que jogam com o taco na mão do que aqueles que andam a correr, e bem, durante 90 minutos".
Este lisboeta CNAD anda a brincar com coisas muito sérias, e principalmente anda a brincar com o FCP, esquecendo-se (ninguém acredita nessa) de brincar com os mouros da segunda circular.
Neste recreio colectivo, parece que há uns mais brincalhões que outros...

Mas afinal, porquê?

Transcrição de um comentário de José Manuel Ribeiro, in O JOGO, de 07 de Maio:

CNADA - Conselho Nacional de Antidopagem
Na época passada, os jogadores do FC Porto foram sujeitos a cerca de sessenta controlos antidoping. Esta época, vão ficar aquém dos cinquenta, correspondentes a uma contribuição de mais ou menos cinco litros de urina, uma parte dos quais amadurece agora em cascos de carvalho nas caves do Conselho Nacional Antidopagem (CNAD). Disto resulta que o FC Porto é a equipa portuguesa mais analisada, não apenas nos controlos habituais a seguir aos jogos, mas também nas inspecções-surpresa, que o CNAD já ordenou quatro vezes desde Setembro último, sem dúvida para confirmar os resultados negativos das cento e não sei quantas análises com hora marcada. Isto tudo sem que se encontre no arquivo notícia de qualquer controlo surpresa a Benfica ou Sporting, esta época, muito menos em alturas tão sensíveis como a visita do FC Porto a Alvalade, que o CNAD já achou por duas vezes conveniente para bater à porta do centro de treinos do Olival. A insinuação é óbvia. Não há como esconder. O problema é que, a cada investida infrutífera, a cada controlo que resulta negativo, perde forçosamente o CNAD o seu suposto motivo e ganha o FC Porto legitimidade para fazer a pergunta que toda a Imprensa devia estar agora a colocar-se: mas afinal, porquê?

Miopia

Pois é, chegamos à conclusão que os mouros são míopes...
Todos sabíamos que quando Mourinho era treinador do FC PORTO, só mesmo os Dragões o apreciavam. Os "fazedores de opinião", lisboetas na sua esmagadora maioria, e a imprensa, curiosamente toda ela lisboeta, o detestavem. Descobriam a cada palavra, a cada gesto, arrogância e defeitos. Era um homem a abater. Era empregado do FC PORTO, não sei se percebem...
Hoje não; tendo ido o 'senhor' para outras paragens e levado consigo o êxito que o tornou famoso, hoje, os mesmos que o vilipendiaram já o acham um 'Senhor' ! É só bajulação, loas e encómios. Tudo o que os mesmos afirmaram no passado sobre ele foi lavado com lixívia pura.
Da da imprensa lisboeta não é de admirar. He he he, hipócritas!
Mas sendo este post sobre uma apreciação relativa à míopia, deixam-me relembrar o famoso Benfica-Porto da 1ª volta do campeonato, falando da rábuala da bola que entrou (para uns) e que não se sabe se entrou (para outros). Lembram-se certamente do festival dado por uns palhaços da equipa da 2ª circular, com dvd's para o ministro, conferências de imprensa, dabates e incentivos à perseguição do árbitro... Pois bem, na terça-feira passada, assistimos a um jogo da meia final da Liga dos Campeões, em que um golo foi sancionado sem que ninguém no seu perfeito juízo, acompanhado de todas as técnicas e meios, consegue determinar se realmente a "rechonchuda" passou ou não a linha de golo... O que é certo é que com a indicação do auxiliar, o árbitro (não português, he he he) lá validou o golito com o qual uma equipa se apurou para a final da competição europeia. Justiça para uns, injustiça para outros...
Curiosamente, cá em Portugal, aqueles recentes 'amigos' do treinador português, que juraram ver a bola chutada por um jogador da 2ª circular e desviada por VB entrar na baliza no Benfica-FC Porto, agora garantem que ninguém viu a bola chutada por Luís Garcia entrar na baliza de Cech! Ele há coisas!...
Miopias, pois então...

Apresentação

Finalmente na rede....

Para um nativo de Peixes até parece genocídio, todavia esta 'rede' tem largos buracos, por isso espero passar pelo meio deles...

Objectivos? Falar, desabafar, trocar ideias, conspirar, apresentar projectos, desmascarar a conspiração contra o FCP...

Para início, gostava de deixar uma transcrição de um artigo de Miguel Sousa Tavares, onde se fala de transparências e autoridade moral:

"...O Benfica ganhou ao Belenenses sem conseguir prescindir, uma vez mais, de fortuitas colaborações exteriores: na primeira parte, Mário Mendes ficou-lhe a dever um penalty, pouco nítido mas real, sobre Nuno Gomes; mas compensou na segunda parte, positivamente inventando o penalty da vitória e ignorando aquele que seria o empate para o Belenenses. Mais dois pontos amealhados «transparentemente »...
... Quando as pessoas são capazes de reclamar do golo mal validado ao Porto, mas ignorar o golo mal invalidado, sabendo que toda a gente de boa-fé viu ume outro, o que julgarão - que alguém os pode levar a sério? E quando o presidente do Sporting não perde uma ocasião de reclamar contra os erros que beneficiam outros e se cala, muito bem caladinho, quando o beneficiário é o Sporting - como sucedeu no decisivo Sporting-Porto ou ainda na semana passada, no Sporting-Académica - o que julgará: que alguém lhe reconhece autoridade moral na matéria?..."

Pela amostra pensarão desde já que isto só vai ser descascar nos mouros. É verdade, mas não só.

Fiquem bem!