Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Jorge Costa - Contributos para uma discussão


A propósito das recentes afirmações de Jorge Costa sobre uma eventual saída do FCPorto em Dezembro, transcrevo o post inserido no "Pobo do Norte O Pobo Mais Forte", que tenta contribuir para a discussão do tema, apresentando duas visões possíveis da questão.
Versão pró-Adriaanse
Nenhum jogador está acima de qualquer outro no plantel e o treinador é soberano para escolher aqueles que estão em condições de jogar. Co Adriaanse desde cedo entendeu que Jorge Costa já não tem as condições para o fazer ao mais alto nível no FC Porto, sejam essas condições físicas, técnicas ou tácticas. O treinador nunca deixou margem para dúvidas, ou seja, fez saber desde o início que não contava com ele e só a direcção, ao que consta, terá impedido a sua saída no início da época. Por isso não se pode acusar o holandês de “esconder o jogo” em relação ao jogador. Chocante e injusta para alguns, esta decisão revela uma característica positiva do treinador holandês: com ele o “nome” não basta para merecer um lugar e é precisamente por cima dos “nomes” que ele está disposto a passar para garantir aquilo que na sua opinião é o melhor para o clube. Seria muito mais fácil para ele dar um lugar ao “bicho” no onze desde o início, tentando cair nas graças da comunidade portista. A performance da equipa até ao momento não tem desiludido em termos globais:
1. Está em segundo lugar no campeonato, a somente 2 pontos do Braga e com três e quatro de avanço sobre os normais candidatos ao título.
2. Mantém-se em competição na Taça de Portugal.
3. Depende apenas de si própria para alcançar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Podemos dizer objectiva e friamente que a ausência de Jorge Costa não impediu, até agora, que os nossos objectivos fossem alcançados. No campeonato, somos a quarta defesa, com 6 golos consentidos, e estamos à frente de Benfica (9 gs) e Sporting (14 gs) nesse aspecto. Curiosamente todos os seis golos sofridos até agora foram-no em apenas TRÊS jogos, o que significa que em SETE jogos não sofremos qualquer golo. A saída de Jorge Costa pode ser a oportunidade de irmos ao mercado em Dezembro comprar um central de créditos firmados, que se imponha imediatamente no onze titular.

Versão pró-Jorge Costa
Todos os jogadores acabam por entrar, mais tarde ou mais cedo, na curva descendente e cabe ao próprio jogador saber gerir da melhor maneira esta questão. Jorge Costa entendeu que ainda poderia ser útil ao seu clube de coração para esta época. O clube e a equipa técnica devem, na minha opinião, ajudar o jogador nesta fase delicada. Aqui, entra uma questão fundamental: há jogadores que, pela forma como sentem o clube, pelos dedicação que já deram ao clube, pela simbologia que reresentam no clube – esses jogadores – devem ter um tratamento diferenciado. É o caso de Jorge Costa. O treinador até pode achar, e tem todo o direito para o fazer, que ele já não tem nada a acrescentar à equipa em termos técnico-tácticos, mas não pode “riscá-lo” como o fez das suas opções. Um jogador como Jorge Costa seria uma mais-valia para o balneário do FC Porto. Ainda que não o colocasse a titular, o treinador deveria ter-lhe dado a convocatória naqueles jogos de maior tensão e risco, nos jogos em que a voz do “bicho” pudesse ser ouvida pelos mais novos (e tão novos que são os jogadores do plantel...) e fosse um suplemento de vontade e de garra a transportar para o campo. Mas não o fez, optando por praticamente ignorá-lo e, mais grave, perante as perguntas sedentas de polémica dos nossos jornalistazecos, chegar ao ponto de o humilhar em público dizendo que ele seria sempre uma 5ª opção em qualquer situação. Octávio deve esfregar as mãos de contentamento. Esta intransigência de Co Adriaanse poderia passar despercebida se a equipa não tivesse falhado em termos defensivos em momentos cruciais. Mas falhou. E se o holandês já testou todas as possíveis combinações de duplas de centrais, por que razão não incluiu Jorge Costa? Lembramo-nos, por exemplo, dos golos oferecidos ao Benfica: Jorge Costa deixaria Nuno Gomes tão à vontade como o fizeram Bosingwa e Ricardo Costa? Não me parece. A saída de Jorge Costa pode ser um grave tiro no pé no sentido de fragilizar a cada vez mais débil mística portista que tínhamos visto ressurgir na era-Mourinho.
Comentário do Kosta: Eu gosto muito do "Bicho". tenho uma camisola com o nome dele que me acompanhou em Gelsenkirchen na conquista da Liga dos Campeões...