Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Portaria 1245/2009

B I L T R E S !!!!!

Assine a petição contra a Portaria 1245:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N804

A já famosa Portaria 1245/2009 regulamenta as taxas a cobrar pelo Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), I.P., e é uma portaria que 'corta a direito' aplicando-se a "...todas as pessoas públicas ou privadas, singulares ou colectivas, independentemente da forma jurídica que revistam, que solicitem ao ICNB, I.P., a prática dos actos e serviços constantes da tabela, nomeadamente actividades associadas a turismo, visitação e desporto:..". Por exemplo, você quer ir passear até ao Gerês, fazer o Trilho dos Carris, por exemplo. Ok, primeiro tem que pedir autorização a um funcionário público, instalado em lisboa, (claro), para lhe dar licença. Depois, se ela a der, você vai ter que pagar por dia um mínimo de 200 euros até um máximo de 1000 euros, sabendo também que por cada hora de afectação de meios humanos acrescem mais 20 paus... Isto é uma decisão do Governo de Lisboa, ou seja, os centralistas a querem mamar à nossa custa... Deve ser para oferecem uns milhões para o novo aeroporto...
Entretanto vai ocorrer em Braga, no próximo dia 12 de Dezembro, pelas 9h30, um marcha silenciosa em protesto contra a injustiça daquela portaria do governo de lisboa. Para sublinhar o nosso desagrado os participantes na marcha deverão, se possível, trajar roupas pretas ou então colocar uma fita preta no seu bastão.

Querem-na?



Já agora, podemos incendiar o Governo Civil de Lisboa ali para os lados da Praça da República? Depois também enviamos as cinzas...como bónus.
Mais um caso em que algo de bom tem de se realizar na capital...
Até quando o Nobre Povo do Condado Portucalense vai querer continuar a ser colonizado?

Fascismo e Centralismo



... "do povo", diz o jornal oficial do benfica! Qual povo? Como venho dizendo há muito tempo, estes lisboetas abarcam o país do seu postigo. O resto é deserto. Isto faz lembrar um bocado aquelas páginas dos tempos do Fascismo, em que "eles" eram grandes por decreto do sr. presidente do fascista conselho. O salazar, primeiro, o tomás e o caetano depois.

O centralismo da imprensa é conhecido, mesmo do Jornal de Notícias, outrora do Porto e para o Condado Portucalense, hoje mais para o martinho da arcada. Tudo o que é vermelho e sulista é bom. O resto é podre. Vem isto a propósito também das lamentáveis cenas antes daquele jogo da segunda circular lisboeta. Fossem perpretadas por adeptos do FCPorto lá tínhamos as estafadas aberturas de noticiários a falar dos vândalos nortenhos.

Desta vez as televisões, mais por distracção, mostraram que o circo da violência gratuíta também acontece à entrada dos estádios de Lisboa; foram pedras, murros e mpurrões entre os muçulmanos sulistas. A confraternização com a Polícia até foi fixe. Quantos mais levassem melhor!
Mas o estranho é que para as televisões, rádios e jornais, a violência é bem pior quando meia dúzia de adeptos da claque do FCPorto, bárbaros nortenhos, adoradores de Thor e de Pinto da Costa cometem o acto de oliganismo de roubar uns chocolates de uma área de serviço na A1! Normalmente, as televisões e os jornais falam-nos, até à exaustão, desses terríveis actos de terrorismo... É o centralismo fascista no seu esplendor.

Westminster Cathedral e Royal Albert Hall ... e os Castros!

Esta é católica e está em obras, mas vale a pena visitar...
(Londres, com sol em Novembro!!!)

... e enquanto aqui se assiste a um fabuloso concerto, sonhava que o FCPorto dava música aos "bifes". Mas parece que tivemos mais do mesmo, ou seja, esquecidos de jogar futebol com "estofo" e de vencer, arrastamo-nos pelos campos numa pálida imagem da equipa que fomos outrora...(até na trampa do equipamento!!!).

... e estes senhores, cujas iluminações nos habituamos a ver nas ruas do nosso Condado Portucalense, já iluminam também, pelo menos este ano, algumas das principais artérias comerciais de Londres...

Os carris do Outono

carrisdeoutono

"Mário Soares está preocupado com a degradação do PSD
Imagino que o PSD também deva estar preocupado com a degradação do Dr. Mário Soares, mas esse talvez já não recupere. O outono daquela enguia socialista já está mais virado para o inverno..."

E você, sabe o que foi o 25 de Novembro de 1975?



25 de Novembro, 34 anos depois
«(...)tem sido uma experiência muito inspiradora observar um país a emergir de 50 anos de ditadura, separar-se de um dos mais vastos impérios coloniais do mundo, estar à beira de uma nova forma de totalitarismo e recuperar através da vontade do povo – e sublinho isto, porque, em retrospectiva, foram claramente as eleições livres o ponto de viragem na situação portuguesa – para ver instituições democráticas estabelecidas e os militares regressarem voluntariamente aos quartéis e para as suas missões profissionais. Sublinho que isto foi feito num período de dois anos sem qualquer derramamento significativo de sangue. Parece-me que é um caso único na história do mundo» (Intervenção de Frank Carlucci no Congresso dos EUA em 1977)

A propósito do PREC: afinal o que é um Latifúndio?

Ou então, um HINO CONTRA OS HOMOSSEXUAIS! Decida você.

Wallace e Gromit estão de parabéns!

20 Anos a Fazer Sorrir


Sitio oficial: Happy 20th Birthday

Sá Fernandes: o genuíno chico esperto e sem vergonha

O ANTES
«o colectivo não deixou de frisar que a corrupção é um “flagelo das democracias modernas” e combatê-la é uma “necessidade imperiosa das sociedades. (…) Ricardo Sá Fernandes gravou em segredo várias conversas mantidas com Domingos Névoa, a primeira sem mandato judicial e as duas seguintes já com conhecimento da Polícia Judiciária e com mandato, através das quais obteve provas que a defesa quis que fossem consideradas nulas. O tribunal considerou improcedente este pedido e afirmou que se trataram de provas obtidas com “meios legítimos e justificados.» -

O DEPOIS
O advogado Sá Fernandes que surge agora ao lado de um dos envolvidos no caso face Oculta e que contestam as escutas é o mesmo que há alguns anos gravou uma conversa com um empresário que em seguida acusou de tentativa de corrupção ao seu irmão?

QUESTÃO PERTINENTE
Será que as gravações efectuadas por Sá Fernandes, advogado, continuarão a ser um acto de coragem cívica e as gravações efectuadas pelas autoridades são uma cabala?

A Lusitânia bateu no fundo.

As recentes notícias vieram confirmar aquilo que pelo Condado Portucalense já se sabia: a Lusitânia bateu no fundo como país.
Porquê? A Justiça, o pilar mais importante da estrutura de uma nação, e que era suposto se cega, deu agora (mais uma vez a reboque do Sr. Santos, também conhecido por pinócrates), o derradeiro sinal que está completamente politizada e logo, sem qualquer réstia de isenção e confiança. O freguês da justiça que madou "queimar" todas as provas em que participava o mentiroso, perdão, o fulano (re)eleito como 1º ministro, deu-lhe ( à justiça) a estocada final.
A Lusitânia [como dizem os Amigos de "Renovar o Porto (e Gaia)] está completamente finita.
Deixemos os lisboetas e sabujos lambe-botas do poder continuarem entretidos e vamos lá começar a preparar a nossa libertação e independência. Está na hora. Mais espera e ficamos enterrados no lodaçal... E nós somos limpinhos...

Entretanto, por aqui faz um friozinho...

Dragão: o georgio armani dos estádios

Estádio do Dragão, 09 ago 07

Estádio do Dragão: 6 anos a conviver com as Vitórias!

(para quando uma final europeia?)

Ainda se Lembram? O Bacalhau

Magnífico post escrito por Alexandre Burmester e que "pedi emprestado" ao não menos magnífico Reflexão Portista



Corria a época de 1968/69 e o F.C. Porto, dez anos depois do seu último triunfo na prova, disputava taco-a-taco com o inevitável Benfica o Campeonato Nacional da I Divisão (os patrocinadores, tal como "a luta pela verdade desportiva", os "paineleiros" e as "transições rápidas" eram ainda uma coisa do futuro).

Atendendo ao aquecer da luta pelo título, José Maria Pedroto, que cumpria a sua terceira época à frente da equipa, elaborou um programa especial de estágios. Esse programa, contudo, viria a enfrentar a oposição dos jogadores, especialmente do trio formado pelo guarda-redes Américo, o médio Eduardo Gomes e o ponta-de-lança Custódio Pinto. O trio foi suspenso por indicações de Pedroto e no jogo seguinte, frente à tradicionalmente difícil equipa da CUF (actual Fabril do Barreiro), no seu Estádio Alfredo da Silva, surgiu uma surpresa de monta: a lateral-esquerdo estreava-se um jovem de 19 anos e, mais, era ele o capitão de equipa. Com esse gesto, José Maria Pedroto pretendeu significar aos restantes jogadores que nenhum deles era imprescindível ou mais importante que a equipa. Assim nascia para o futebol da alta roda o Leopoldo, que os adeptos do F.C. Porto viriam a popularizar com a alcunha de "o Bacalhau".

O F.C. Porto venceria o desafio por 1-0, mas o título, esse, depois de novas peripécias e de algumas ignóbeis atitudes por parte da direcção do clube, culminando no despedimento de Pedroto, ficaria "no tinteiro".

Entretanto "o Bacalhau", de seu nome completo Leopoldo José Nogueira Amorim, foi singrando no clube, o qual, como sabemos, atravessava uma época de vacas magras em matéria de êxitos desportivos. Sem nunca ser um jogador brilhante, não estava, porém, abaixo da média - muito pelo contrário - dos ocupantes do lugar de defesa-esquerdo antes da sua aparição. Com os tempos chegou a ser utilizado a defesa-direito, e recordo-me bem de um jogo no Bessa, em Dezembro de 1973, precisamente uma semana depois da morte do grande Pavão, em que o primeiro golo do F.C. Porto numa vitória de 2-0 foi da autoria do "Bacalhau". E não sei mesmo se não terá sido o seu único golo ao serviço do clube.

Mais tarde, por volta de 1976, o "Bacalhau" rumaria ao Varzim, onde jogou, segundo creio, até 1980. Ou seja, falhou por pouco a época em que aquele que o lançara na equipa principal, regressado triunfalmente, haveria de levar o F.C. Porto de novo ao título nacional.

É também dos "Bacalhaus" deste mundo, jogadores da casa e dedicados ao clube, que se faz a história do F.C. Porto. Bem hajas, Bacalhau!

Nota: nesta foto de uma equipa do F.C.P. do iníco da década de 70, o "Bacalhau" é o terceiro a contar da esquerda na fila de trás, entre os "monstros" Pavão e Rolando.

Créditos: O Baú dos Cromos, Paixão pelo Porto

O fulano Sócrates sabia; o 1º ministro não! MENTIROSO!

Sócrates reitera que não conhecia “oficialmente” o negócio PT/TVI

É um insulto”, refere o primeiro-ministro em relação à notícia do semanário “Sol”, de que terá mentido no Parlamento quando garantiu desconhecer o negócio da compra da TVI pela PT.
Não passa de um insulto”, considera José Sócrates a propósito da notícia do “Sol” que, na edição de hoje, sexta-feira, titula “Sócrates mentiu ao Parlamento sobre a TVI”.
Mantenho tudo o que disse”, acrescentou quando questionado pelos jornalistas à entrada do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. “Nem eu nem o Governo tínhamos conhecimento” do interesse da Portugal Telecom na TVI, acrescentou, referindo-se às declarações proferidas no Parlamento em Junho. “Não é verdade”, frisou ainda.
José Sócrates disse ainda que uma coisa são “conversas com pessoas amigas”, que são “privadas” - nesta caso com Armando Vara, que foram interceptadas em escutas no âmbito do processo “Face Oculta” – e “outra coisa é um primeiro-ministro ter conhecimento oficial ou prévio” de determinado assunto.

O cidadão sabia, o mesmo cidadão como primeiro ministro não!

Brincamos ou quê? Sócrates acha que somos mentecaptos?


retirado do Jornal de Notícias on-line

Estou como diz Carlos Abreu Amorim:
Estou farto de uma Justiça talhada para que a verdade dos factos se perca no emaranhado burocrático dos tribunais.Estou farto das guerras deprimentes entre Noronha do Nascimento (STJ) e Pinto Monteiro (PGR) que só revelam – para além da sua obsessiva cegueira – falta de grandeza humana para as funções tão elevadas que ocupam.Estou farto de um primeiro-ministro que saltita alegremente por entre casos suspeitos e nauseabundos (licenciatura, Cova da Beira, as casas beirãs, os apartamentos lisboetas, o Freeport, e, agora, a ‘Face Oculta’). Estou farto do seu tom de mártir improvável, do seu ar postiço de quem é permanentemente injustiçado por todos aqueles que não confiam nas suas pseudo-justificações.No fundo, estou farto desta III República.

O polvo político lusitano no seu esplendor


De que estavam os ainda crentes há espera?
Por outro lado, não acham um bocadinho estranho que o tão "amado" líder Sócrates apareça ligado a tantos escândalos e que deles saia sempre "ajudado" por zelosos funcionários públicos do ministério público? Não é igualmente estranho que só agora, depois das eleições, apareçam tantos "frutos" socialistas podres? Há, verdade, claro que estão inocentes, até prova em contrário. O facto de já sabermos o veredicto é só um pormenor. O poder é trampa e quem dele vive deveria passar pelo chumbo insurdecedor da nossa repulsa...

FCPorto: viciados na mediocridade


O que se passa? Será esta a pior equipa dos últimos anos? E o treinador? O que tem na cabeça? E os jogadores? Ainda querem vencer? E a atitude? Que desilusão! Será que ainda podem jogar pior?

A crise do Norte (*)

(*) Alexandra Figueira e Carla Soares in JN
Passam os anos e o discurso mantém-se: o Norte perde riqueza, perde poder e perde voz. E, com, isso, perde o país
Vamos ver se, na saída da crise, o Norte retoma um ciclo de crescimento". A crise estará para acabar, mas os sinais que vamos tendo mostram que o desejo de Carlos Lage poderá muito bem não ser cumprido. Mais desemprego, menos exportações, líderes divididos entre a contestação ao centralismo e a necessidade de continuar a receber favores desse mesmo centro, a romaria generalizada para Lisboa, cada vez mais poderosa e rica, face a um Norte que, tudo indica, continua a perder terreno.
É um problema só do Norte? Ou o desequilíbrio entre as sete regiões portuguesas é uma das razões pelas quais, ainda hoje, décadas e muitos milhares de milhões de euros depois, os índices de desenvolvimento de Portugal face à Europa são vergonhosos? O próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse que "o país precisa do Norte".
As perguntas apelam a uma reflexão sobre a coesão regional ou a aposta numa região (Lisboa) que "arraste" todas as outras, seguindo a lógica do "superior benefício da Nação", como ironiza Braga da Cruz.
Ou uma terceira via, proposta pela OCDE, num documento de 2007, quando o país desenhava uma nova política regional, por imposição da União Europeia, de forma a receber o último grande pacote de ajudas financeiras comunitárias. Dizia a organização dos 30 países mais desenvolvidos que não é obrigatório ter que escolher uma daquelas duas vias. Pelo contrário, que os países devem apostar em todas as regiões, precisamente para potenciar o crescimento da nação no seu todo. Já na altura, segundo a OCDE, Portugal era o segundo país mais centralista do "clube", a seguir à França, mas admitia que a política regional então desenhada poderia vir a fazer de Portugal um exemplo de desenvolvimento a seguir por todos.
Anos passados, o que aconteceu a esse modelo? Ouvindo o que têm a dizer vários dirigentes, líderes, pessoas de relevo de toda a região Norte, o cenário é mais negro do que o admitido pela OCDE.
Em 2007, o Norte surpreendeu ao conseguir as primeiras boas notícias económicas em muito tempo: um crescimento ligeiramente acima do resto do país, que permitiria recuperar algum do muito terreno perdido nas últimas décadas. Mas, logo depois, a crise voltou a pintar a região de negro. Hoje, o desemprego está em níveis recorde e a quebra das exportações foi um golpe duro para as empresas, sobretudo as nortenhas. Dois anos passados, nada garante que o início daquele dinamismo económico tenha ganho raízes suficientes para medrar. Ou, em alternativa, que as deficiências estruturais da região se mantenham e voltem a servir de lastro a um Norte que não se consegue manter à tona de água.
Hoje, a larga maioria dos trabalhadores continua sem qualificações, as empresas permanecem em boa parte agarradas a formas de fazer as coisas arcaicas, o grosso dos produtos que saem das fábricas não têm nem a qualidade para combater os de regiões mais desenvolvidas nem o preço para vencer os que vêm do Extremo Oriente.
Ou seja, o global da região continua a ter a mesma fraqueza que a impede de se afirmar: a incapacidade em vender no estrangeiro, como tem dito repetidas vezes o presidente da Cotec, Daniel Bessa.
Até no que toca a indicadores de bem-estar a região aparece muito mal no retrato. Veja-se, só a título de exemplo, os cuidados médicos. No ano passado, o país tinha uma média de 3,7 médicos por mil habitantes. Mesmo esquecendo a média de 5,3 ostentada por Lisboa e arredores, o Norte até se enquadrava dentro do panorama geral, com uma média de 3,4 médicos. Mas o número é enganador, porque a região é tudo menos homogénea. Se o Porto exibe uma média de seis médicos e meio por mil habitantes, já as restantes zonas da região têm números indignos de um país da União Europeia: o Ave tem um rácio de 1,6 e o Tâmega não chega sequer a ter um médico por mil habitantes. A falta de equilíbrio dentro da própria região é, aliás, notória.
Indicadores de bem-estar como os relativos a cuidados médicos são reflexo directo da capacidade de uma comunidade de criar e gerir riqueza, neste caso a comunidade do Norte. O problema, insistem tantas vozes da região, é que cria pouca riqueza e gere ainda menos, já que os centros de competência que lhe permitiriam fazê-lo continuam a rumar para Lisboa, cuja força de gravidade actua como um íman poderoso sobre empresas, conhecimento e mais valias. Dito de outra forma, o centralismo, que recua até ao tempo do Império, tornou-se de tal forma "um vício" que as pessoas "acabam por lhe reconhecer legitimidade", diz Braga da Cruz, presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho.
A denúncia do centralismo está a transformar-se numa "crescente irritação face ao exercício do poder, quase rotineiro, a partir de Lisboa", de que fala Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). E as oportunidades para o fazer multiplicam-se. É o caso recente da decisão política de instalar em Lisboa os gestores dos fundos comunitários, apesar de as verbas para os pagar saírem dos fundos destinados às regiões mais pobres e de todos os seus interlocutores se encontrarem no Norte, no Centro e no Alentejo, lembra Luís Ramos, especialista em desenvolvimento regional.
Os exemplos são inúmeros e têm dado espaço a cada vez mais denúncias da excessiva concentração de poder e à reclamação de maiores competências e autonomia regional. Insuspeita, a OCDE, que reúne os 30 países mais ricos do mundo, é uma dessas vozes. Em 2007, um estudo sobre Portugal concluía que o país é o segundo mais centralizado no seu "clube", a seguir à França e elogiava o esforço feito pelo Governo de criar políticas de desenvolvimento regional, apesar de afirmar que só existiam porque a União Europeia assim exigia, a troco de 21,5 mil milhões de euros para desenvolver as regiões.
A OCDE reconhece que o Governo criou estruturas representativas nas cinco regiões. "Tal como é demonstrado pelo exemplo de França (…) este tipo de escolha organizacional ajuda a assegurar coerência à política regional, mas deixa pouco espaço para a integração de conhecimento local específico" - precisamente um factor que entende ser imprescindível ao bom desenvolvimento regional.
O estudo, publicado em 2008, terminava dizendo que o empenho dos agentes regionais na transformação da estrutura do Norte era fundamental para que as medidas tomadas em papel tivessem impacto real. Dois anos passados, o que dizem esses mesmos agentes regionais? Que o centralismo continua a aumentar e, em muitos casos, que desconcentrar competências públicas não chega, apelando a uma verdadeira descentralização, possível só mediante a criação de regiões administrativas eleitas pelo povo.
Hoje, no início de uma nova legislatura, contudo, os defensores desta reforma não podem estar seguros que seja desta que a regionalização avança. Pelo contrário. Não há unanimidade de opiniões dentro do partido do Governo, quanto mais entre as cinco forças presentes no Parlamento. Dentro do PS, a reforma já está a ser atirada para lá das eleições presidenciais e o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, nem sequer arrisca assumir um compromisso de que será feita nesta legislatura. É certo que a regionalização consta do programa deste segundo governo de José Sócrates. Mas já constava do anterior, até com maior entusiasmo, e continuou enterrada numa gaveta.