Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

O Porto em imagens (270)


Tarde de Cinema: O Senhor dos Anéis em 90 segundos

Timelapse - Oporto Showreel

Eurico Gomes dixit


DESCULPEM MAS NÃO RESISTO
Eu vesti,eu soei,eu sangrei,eu sorri e me orgulhei desta camisola.
Eu vi o Jogo e não há nenhum adepto que me diga que é taça não sei dos quantos,,que é antes de Alvalade etc etc,,,para mim até nos matraquilhos é sempre PORTO.
Nem é tanto pelo resultado mas sim pela falta de respeito pela História,,mesmo sabendo que estão NO CLUBE muitos que como eu também a fizeram,,mas claro !!
Ok,, outros tempos outros sentimentos mas ,não sou obrigado a gostar,qualquer 11 do FC.P,tem e deve fazer mais.
A foto é para mostrar que muitos ainda não eram nascidos já eu Honrava esta camisola,que me dá o direito deste desabafo,,,,irra assim também não!!

Sem comentários

O Porto em imagens (269)

Álvaro Manadelo (Sé)

Momento Musical

A ciência da depressão

Pode dar jeito para a tua festa de passagem de ano...


Descubra as diferenças ... leoninas, por sinal


Momento Musical: Hillsong United

Pior Clube do Mundo oferece cargo a Mourinho mas rejeita Lopetegui: para pior já basta assim!

Entretanto, na "saloiândia"

Manuel Machado: «Curioso os adeptos apoiarem tanto uma equipa que joga tão pouco»

Já os antepassados diziam: DE ESPANHA NEM BOM VENTO NEM BOM ... TREINADOR

Parece que só o presidente-(do)-museu ainda não percebeu...


Naquele tempo...

ESTÁDIO DO DRAGÃO É (era) O SEGUNDO MAIS TEMIDO DO MUNDO


... Ir ao estádio, das Antas ou Dragão era um prazer.
... Os adversários, grandes ou pequenos, borravam-se todos só de pensar que iam lá jogar.
... Hoje são os nossos jogadores e treinadores que tremem, que não percebem o que é ser PORTO: obrigado ao presidente-museu e às suas escolhas (?) cada vez mais azedas e incompetentes...

Super Dragões: é só para relembrar...


Depois disto, RUA!

COOOMMOO ????

"Não era um jogo que queríamos ganhar à partida", diz Lopetegui


Após o jogo, na flash interview, o treinador dos ‘dragões’ considerou o resultado “absolutamente injusto”, não retirando, contudo, o “mérito” à equipa de Ivo Vieira.
“Sabíamos que era um jogo difícil e que era preciso ganhar”, começou por dizer para, de seguida, desvalorizar o resultado e a competição.
Não era um jogo que quiséssemos ganhar à partida. A ideia era dar espaço aos jogadores com menos minutos e aos jogadores da equipa B”, afirmou, lembrando que é “desta perspectiva” que os ‘dragões’ encaram a competição.


Ao cuidado do Presidente (se é que ainda temos): sem conquistas, a Nação Portista até já valoriza a Taça da Liga! Ao que chegamos!

Mais um bailinho ... da Madeira

Em 2015, 4 jogos contra uma  equipa remediada, 0 vitórias !?

Não vale a pena desculpas: 2 penaltys perdoados? O gajo que marcou o segundo deveria antes ter levado vermelho directo? Em casa, 6 faltas???? contra um adversário caceteiro e que procurou esconder-se sempre atrás do autocarro? O Marrítimo teve "El Gordo" ao marcar  3 golos em 4 hipóteses?  As ofertas do Marcano  (espanhol como o outro)? Mas ... e o resto? Jogo e ambição? ZERO! 

O pós-festas natalícias sempre trouxeram dissabores ao FC Porto. Não é de hoje. Mas hoje foi mais do mesmo com esta "liderança" técnica: ZERO. ZERO de futebol, ZERO de alegria, ZERO TOTAL! 

Este "Lopatego" é muito inteligente: faz-se de morto para enganar o leão...

... Nem quis esperar pelos "aplausos" dos espectadores: assim que o árbitro apitou para o fim do jogo correu logo para os balneários já a pensar na linha que vai apresentar contra o zporten, tipo aquela que apresentou com o sucesso que se conhece contra o Chelsea, em Londres ...

Se é para isto, ponham os B's ou ou juniores e a malta até percebe; assim...


Parabéns sr Pinto da Costa e já agora adeus


O Porto em imagens (268)


Momento Esotérico

O Porto em imagens (267)

Capela da Bela Vista - junto ao Hospital Joaquim Urbano (Rua Câmara Pestana e Rua do Amparo)


It's a Sony

Gerês: romantismo de Natal





O Porto em imagens (266)


Da dor de corno lisboeta

como é visto pelo jornalixo desportivo lisboeta o "MAIOR CONTRATO DA HISTÓRIA DO DESPORTO PORTUGUÊS"




Queda de outro mito: a "marca" boifica

DRAGÕES DESTACAM "MAIOR CONTRATO DA HISTÓRIA DO DESPORTO PORTUGUÊS"


O FC Porto salientou, no anúncio feito na última madrugada do acordo com a PT/Altice, que irá render ao clube 457 milhões de euros, que este é o "maior contrato da história do desporto português", superior assim aos 400 milhões de euros que o Benfica vai encaixar da NOS pelo acordo recentemente celebrado para os próximos 10 anos - embora as variáveis sejam distintas para os dois clubes, já que os encarnados cederam somente os direitos de TV e a BTV.

Tarde de Cinema: A tale of momentum & inertia

Momento Musical

A TVI mente (mais uma vez)

A TVI acabou de mostrar parte da missa de Natal celebrada em Belém pelo Patriarca Latino de Jerusalém, o responsável máximo da Igreja Católica na Terra Santa. 
A jornalista disse "pelo menos por uma noite israelitas, palestinianos e muitos visitantes celebraram juntos e em paz". 
Não podia ser mais falso: o carro do Patriarca foi apedrejado por dezenas de palestinianos à saída da missa e os israelitas estão proibidos de entrar em Belém, não têm forma de ir lá celebrar "juntos e em paz".
São estes os jornalistas e o jornalismo que temos.

O Porto em imagens (265)


Momento National Geographic: Symphony of Science

O Porto em imagens (264)


Momento National Geographic: Patagónia

Paisagens de Portugal

Hoje, nas urgências...


O Holy Night (II)

O Holy Night (I)

O Porto em imagens (263)

Pedro Lopes

Momento Musical: Lou Reed sings Blue Christmas

Porto de Leixões

O Porto de Leixões recebe o navio Boudicca na véspera de Natal.
Sob o tema “14 Nights Canaries & Portuguese Christmas & New Year”, o navio da Fred. Olsen Cruise Lines chega a Leixões com cerca de 700 passageiros a bordo, na maioria Britânicos.
Com embarque e desembarque em Londres, o Boudicca visita ainda os portos do Funchal, St Cruz De La Palma, Tenerife, Gran Canaria e lisboa.
 

 

A linguagem do Natal


Parasitas do Sector Ferroviário: INIMIGOS DOS PORTUGUESES

41 ANOS - 41 GREVES NO NATAL 
 
(fora as greves na Páscoa, no Carnaval, no dia das Bifanas...)
 
 
O sindicato destes parasitas, controlado pelo partido comunista, pois só podia, declarou mais uma greve pelo Natal impedindo, mais uma vez, a possibilidade de milhares de portugueses se deslocarem através dos combóios da CP aos locais de origem e/ou de familiares para as celebrações do Natal.
 
Entretanto, os biltres parasitas ...
 
Trabalhadores da CP e familiares voltam a poder andar de comboio de graça.
O acesso gratuito às viagens tinha sido suspenso há três anos.
 
E NÃO PODEMOS DESPEDIR ESTES VERMES FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS?

Silent Night

A Christmas Story

Acerca das canções de Natal

O Porto em imagens (262)

Álvaro Manadelo (Bonfim)

The 100 Most Iconic Movie Lines of All Time

The Night Before Catmas

Só de binóculos: conseguem ver a maioria estável?


Feliz Natal aos meus leitores


Momento Musical: Hillsong United

Momento National Geographic: chuva

40 vozes

Efeitos do fim dos exames na 4ª classe


O que nunca vi no Natal...


O tal governo de esquerda radical e o BANIF, ou a fábula das merda e das moscas


Do "interesse nacional" o tanas

Fascinante: temos um governo apoiado por extremistas de esquerda que andaram anos a clamar que deveria ser dado prioridade às pessoas e não aos bancos. Pegando nessa retórica, vamos aos factos: as pessoas pensionistas vão receber 70 cêntimos de aumento em 2016, o BANIF banco receberá 2,2 mil milhões; as pessoas trabalhadoras vão continuar a pagar uma (reduzida) sobretaxa, o BANIF banco receberá garantias de algumas centenas de milhões de Euros.
 
Mas ATENÇÃO: ao contrário de 2014, hoje existe a possibilidade de resolução que pouparia os contribuintes. Ou melhor, esse mecanismo entrará em vigor daqui a meros 11 dias. Se a resolução fosse feita dentro de 11 dias seriam os obrigacionistas e grandes depositantes a pagar pelo buraco do BANIF. A pressa em fazer uma resolução teve apenas um objectivo: salvar os obrigacionistas e grandes depositantes. Quem fica a perder: os contribuintes ou, na dialética esquerdista, o estado social.

SÓ PARA RELEMBRAR:

Passos Coelho procurou colmatar os prejuízos do BES, por um lado, remetendo-os para os seus accionistas e, por outro, tentando vender o que restava. Quando percebeu que as propostas de venda que tinha em cima da mesa não davam para o que precisava, adiou-a à espera de melhores dias. Fê-lo em plena campanha eleitoral (tótó!…), sob a acusação de que falhara a operação de saneamento do banco e que os contribuintes iriam ser chamados a responsabilizarem-se por boa parte da mesma.
Agora admiremos o novo e expedito método de resolução de falências bancárias introduzido pelo governo Costa, Bloco e PCP: vende-se o BANIF à primeira proposta disposta a passar um cheque e avisa-se logo os contribuintes que vão ter de entrar com o resto, que é, aliás, muito. Costa é um homem expedito, que não gosta de perder tempo. Até porque tempo é dinheiro. Dos outros.

Passos Coelho, chefe do governo de direita mais conservador e amigo do grande capital de que há memória, entregou os prejuízos do BES aos seus accionistas, ou seja, àqueles que tinham a responsabilidade de garantir que o banco tivesse lucros. Já Costa, Jerónimo e Catarina, que chefiam o governo de esquerda mais amigo do povo desde o de Vasco Gonçalves, preparam-se para salvar os accionistas do BANIF com o dinheiro de quem nada tinha a ver com o banco, isto é, os contribuintes. O mundo está muito estranho.

 [daqui]

Inimigo do FC Porto: Platini banido por 8 anos do futebol !


O líder da UEFA, Michel Platini, foi suspenso pelo Comité de Ética da FIFA das atividades ligadas ao futebol por oito anos.
 
Em comunicado, o comité da FIFA, que na semana passada ouviu os advogados de Platini -- que se recusou a comparecer -, indica que a sanção "entra imediatamente em vigor" e tem "âmbito nacional e internacional". [ler aqui]
 

Crimes, dizem eles...


Bueno não merecia

Numa das mais enxutas exibições da época, o coro de assobios à entrada de Bueno é uma vergonha.

  • Escutar a "indignação" encornada é de rir, ou de ter pena pela hipocrisia depois do que assistimos em dois campeonatos em o boifica foi literalmente levado ao colo... 

Para os sportinguistas que ficaram hoje sem Internet, usem isto


Hóquei em Patins do FC Porto: mais um treinador espanhol de caca

A vencer por dois de vantagem, na Luz, a dois minutos do fim, com mais um jogador de pista, "conseguiram" perder, mamando dois golos nos últimos 8 segundos. O treinador? É espanhol, como o do futebol. Os resultados? Já perceberam...

Falsidades socialistas


Apenas a começar...


No Brasil, a esquerda também tem palh... brincalhões


Já foste (I)


Café Majestic - Porto

O esplendor da "Belle Époque"

Em 17 de Dezembro de 1921 pela autoria do Arquitecto João Queiroz, abriu um luxuoso café com o nome de Elite, situado na rua Santa Catarina, o local mais central da cidade. Mais do que um café, o Majestic conta a história do Porto. O Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto da "Bélle Époque", dos escritores e dos artistas. Situado na rua de Santa Catarina, avenida pedonal de comércio e passeio da sociedade de então e de agora, iluminava o passeio com a sua decoração Arte Nova.

Lá dentro, inalava-se o perfume dos bancos aveludados e das madeiras envernizadas, confundindo-se os cinco sentidos nos tectos de gesso decorado e abundante espelharia em cristal flamengo. Mármore e metal ligavam-se com requinte inigualável. Nas traseiras a natureza espreitava através do jardim de Inverno, que ligava a rua de Santa Catarina à rua de Passos Manuel.

Nesse dia já distante, o dia da inauguração ficou marcado na cidade. Foram muitos os que se dirigiram para esse ponto da cidade para conhecerem o novo edifício que se incrustava na paisagem arquitectónica portuense. Agradou a intelectuais e boémios mas também às senhoras da melhor sociedade que, em passeio, ali tomavam o chá ou um sorvete.

O café teve honras e distinções e recebeu uma visita distinta, o piloto aviador, e mais tarde almirante, Gago Coutinho (que consta sempre acompanhado de belíssimas mulheres), acabado de chegar de mais uma arriscada jornada à ilha da Madeira. Tão agradavelmente surpreendido ficou com o esplendor do novo estabelecimento que lá regressou várias vezes para poder contemplar a beleza de todos os pormenores que o compunham, uma das quais na companhia da famosa actriz Beatriz Costa.

Embora a abertura ao público fosse um sucesso, a denominação atribuída ao estabelecimento dava-lhe uma aura monárquica que não condizia com o ambiente republicano, burguês e chic dos portuenses contemporâneos.

O glamour e a elite cultural parisiense eram referências para a cultura portuguesa da altura, tendo influído a escolha do novo nome – Majestic – impregnado de charme "Belle Époque".

Neste espaço, passaram a convergir vultos intelectuais da cidade. José Régio, Teixeira de Pascoaes, Leonardo Coimbra, entre outros, emprestaram à casa a literacia necessária para que sucedesse o aceso debate, entre figuras públicas e as que viriam a sê-lo, das questões políticas, sociais e filosóficas mais prementes.

Num lugar que é, por mérito próprio, arte, não poderiam faltar os que a constroem. Alunos e professores da Escola de Belas Artes do Porto, juntavam-se a artistas de nomeada, como Júlio Resende, para desbravar novos caminhos e motivações artísticas, propor rupturas, criticar formalismos, conceptualizar novas formas, ou simplesmente para ouvir o que se dizia então.

Em vários cafés do Porto sucedia o mesmo que no Majestic, uma intensa polarização social da cultura ao sabor do café ou do absinto escondido.

Nos anos 60 do século XX, coincidindo com um certo adormecimento forçado das manifestações culturais do País, o Café Majestic começa, ele próprio, a adormecer. É um declínio lento mas contínuo.

Este estado de degradação a que estava votado, cedo começa a ser percebido pelas forças vivas da cidade. Assim, em 24 de Janeiro de 1983, é decretado Imóvel de Interesse Público. Três anos depois, a nova gerência estuda a forma de devolver o café à cidade.

Entretanto, o tempo mostra a sua inexorabilidade, os anos de incúria transformaram o espaço num local sombrio. O Majestic e toda a história que as suas chávenas beberam, clamavam por reconhecimento.

Em 1992, 71 anos após a inauguração, é decidido devolver-lhe a vaidade justa de ser um dos mais belos cafés do Porto. A 15 de Julho de 1994 abre novamente as portas, foram precisos dois anos para lhe puxar o lustro. Quem lá entrar encontra agora exposições, eventos e mesmo um certo mediatismo - por vezes é palco televisivo.

O Café Majestic de traça idealizada pelo arquitecto João Queiróz, inspirada na obra do seu mestre Marques da Silva, permanece ainda hoje como um dos mais belos e representativos exemplares de Arte Nova na cidade do Porto. O edifício, fundeado em 1916 no ângulo formado pelas ruas de Santa Catarina e Passos Manuel, previa, na memória descritiva da sua reconstrução, a existência de estabelecimentos virados para a rua pedonal.

A imponente fachada em mármore, dornada com aspectos vegetalistas de formas sinuosas, reflecte o bom estilo decorativista da altura. Um trio de elegantes portadas marca a frontaria, limitada por uma secção rectangular, rasgada em vidro. No topo um frontão coroa a composição com as iniciais do Majestic. Ladeiam-no duas representações de crianças que, divertidas, convidam o transeunte a entrar.

Dentro do estabelecimento, de planta rectangular, reina a linguagem Arte Nova. A simetria curvilínea das molduras em madeira e os pormenores decorativos cativam a observação. Grandes espelhos riscados pela idade, intercalados por candeeiros em metal trabalhado, delimitam as paredes num inteligente jogo óptico de amplitude, que lhe dá uma dimensão maior que a real.

Esculturas em estuque, representando rostos humanos, figuras desnudas e florões, confirmam o gosto ondulante e sensual, enquanto duas linhas de bancos em couro gravado, substituindo os originais em veludo vermelho, criam, em termos de perspectiva, uma sensação de profundidade e elegante aconchego.

O recorte sinuoso dos caixilhos da espelharia, a luminosidade dos candeeiros, os detalhes em mármore e os bustos sorridentes que se estendem das paredes ao tecto, conferem-lhe ambiência dourada e confortável, incitando ao repouso e à conversa amena. O Café Majestic emana uma atmosfera de luxo, requinte e bem-estar.

O pátio interior, construído em 1925, é um recanto de contornos delicados, com escada e balaustrada de pequenas dimensões, arquitectado como se de um jardim de Inverno se tratasse. Sob a direcção do mestre Pedro Mendes da Silva, este espaço simboliza uma nova era do Café Majestic. A construção do bar e da ligação ao café por meio de uma escadaria, permitiu abrir uma nova frente, a da rua Passos Manuel, "...onde será posto à venda vinho do Porto. Para isso, escolheu-se o estilo regional da nossa arquitectura, não só para a construção do bar, mas também para a vedação do muro".

A nova fachada foi subsequentemente idealizada e executada seguindo moldes diferentes dos adoptados para o interior. Se este é ao gosto internacional, o novo espaço, não o renegando apresenta um estilo mais rústico, manifestando o que mais tarde Raul Lino designou por casa portuguesa.

Nesse mesmo ano o Majestic cumpre singularmente a função plural de satisfazer todos os desejos da clientela. Volta a chamar o arquitecto João Queiróz, agora para abrir uma modesta mas graciosa janela no muro remodelado, virada para a rua Passos Manuel, onde passará a vender tabaco e rapé à população. Um ano depois, em 1926, o espaço é ampliado e cedido à exploração da firma Tinoco & Irmãos, construindo uma "pequena cabina (…) para servir de tabacaria".

Auspícios de novos tempos e hábitos surgem em 1927, através da ampliação do bar com vista ao "serviço e fornecimento de cerveja para o terraço ali já existente". O espaço, como o vemos, apresenta-se evolutivo. De uma formulação mais depurada e arquitectural à entrada, motivada pelas raízes Beaux Arts do arquitecto, ao aproximarmo-nos do jardim passamos por um decorativismo colmatador das estruturas arquitectónicas, terminando no portal jónico de ligação ao exterior, com grandes volutas transparentes e sensuais, tipicamente Art Nouveau, insinuando as esculturas femininas que vislumbramos no exterior. Esse, verdejante e luminoso, serve actualmente para a dinamização de concertos durante o Verão, pelo que se tornou no terceiro centro cultural do Majestic, a rivalizar com o piano de cauda no interior e com as inúmeras exposições de pintura a acontecer no piso inferior, outrora votado ao jogo de bilhar.

Sob a égide dos Barrias, em 1992, o café foi encerrado para a execução de um projecto de recuperação que ficou a cargo da arquitecta Teresa Mano Mendes Pacheco.

Em 1994, depois da substituição do pavimento interior e da reposição do mobiliário original, o Majestic foi reaberto. Fotografias encontradas por Fernando Barrias permitiram conservar a alma do local, transportando, com sensibilidade, um passado luminoso para o presente.

Os inúmeros prémios e o reconhecimento internacional - "Prémio Especial de Café Creme" (1999), "Medalha de Prata de Mérito Turístico" (2000), "Medalha de Prata de Mérito Municipal - Porto" (2006), "Certificado do Prémio Mercúrio - O melhor do Comércio na área das empresas na categoria Lojas com História" (2011) e "Medalha Municipal Mérito - Grau Ouro" (2011), classificado pelo site cityguides como o sexto café mais belo do mundo e o Certificado de Excelência da TripAdvisor - surgiram com naturalidade, devolvendo-lhe, finalmente, a justa notoriedade que, durante tantos anos, havia sido esquecida.


"Es un maravilloso lugar el Café Majestic, donde musas, pensadores y artistas se pueden reunir para vivir los mejores momentos que nos da la vida, de sencilla convivencia en la comunicación de la palabra y de los gestos, las miradas, las sonrisas y a veces las lágrimas."

Gloria Montenegro (Presidente da Academia de Cafeologia de Paris)


Momento Musical (dedicado à minha ex amiga C)

Agora digam-me que "eles" queriam o poder pelo povo...


Pensões até 628,83 euros serão aumentadas entre 1,88 euros e 2,51 euros

A Christmas Twist

O léxico do governo golpista