Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

O PAN é uma anedota, não é!?

 
Subitamente, o partido Pessoas-Animais-Natureza despertou da letargia em que andava mergulhado, talvez por efeito das altas temperaturas estivais. Interpelando vigorosamente Constança Urbano de Sousa.
Sobre a tragédia de Pedrógão Grande - o mais mortífero incêndio desde sempre registado em Portugal - que provocou 64 mortos e 254 feridos e a morte de milhares de animais? Não !!!!! A interpelação foi sobre ... um touro, ao qual umas bestas saloias de Benavente colocaram tochas nos chifres do desgraçado e indefeso animal.
 
Parece-me que estamos todos perfeita, completa e definitivamente elucidados sobre as prioridades deste "partido". Aliás, na senda daquela coisa denominada "os verdes"...

Estes colonialistas "lisboetas" são mesmo trampa

Governo mantém online candidatura de Lisboa à Agência Europeia do Medicamento 
 
Executivo reabriu dossiê após pressão política, mas o site da campanha por Lisboa continua no ar. Porquê? A tutela não diz. Em Abril, o Infarmed contratou estudo à Deloitte que também está no segredo dos deuses
 
lisboa dá as boas vindas à EMA’. Era este o mote da campanha lançada este mês pelo Governo para promover a candidatura da capital portuguesa a sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA), um processo desencadeado pela saída do Reino Unido da União Europeia. Era e continua a ser.  Apesar de o dossiê ter sido reaberto há uma semana, com o Executivo a recuar na decisão de candidatar lisboa, que tinha tido um voto de apoio unânime do Parlamento em maio mas veio a gerar uma onda de protestos políticos, a ação de marketing digital continua em curso. 
De acordo com as informações prestadas pelo Ministério da Saúde no último sábado, o Porto está agora na corrida que já teve manifestações de interesse de 20 países e uma decisão final será tomada até 31 de Julho. Mas o site da campanha por lisboa continua online, assim como as contas no Twitter e no LinkedIn. 
No sítio emainlisbon.eu, com o conteúdo em língua inglesa e chancela da República Portuguesa, é possível descarregar um flyer que promove as qualidades da capital: «Lisboa oferece condições de vida únicas para o staff, famílias e peritos que podem beneficiar de condições de alojamento excelentes e acessíveis, escolas internacionais e condições hospitaleiras em toda a cidade». 
Além disso, é em lisboa que está a sede do Infarmed, a agência portuguesa do medicamento, que tem sido um «grande parceiro da EMA desde a sua criação e tem um papel de liderança no sistema europeu». Uma capital cosmopolita e costeira com 260 dias de sol por ano é outro atrativo, além de que lisboa foi distinguida com o título de ‘Best City’ pela revista Wallpaper e está a menos de 2h30 de voo da maioria das capitais europeias, com mais de 450 voos para a Europa por semana e ligação aos principais centros empresariais do mundo. A brochura antecipa ainda que, em lisboa, o quartel-general da EMA ficaria numa das área mais modernas da cidade, a 15 minutos do aeroporto. 
No site, que abre com uma imagem do Pavilhão do Portugal no Parque das Nações, promovem-se outras vantagens, como benefícios fiscais para estrangeiros qualificados que venham trabalhar para o país e a garantia de apoio imediato e simples na relocalização para Portugal. O Governo diz mesmo que, ao virem para o país, os funcionários da EMA e as suas famílias poderão contar com um serviço de apoio que será criado para esse efeito, que poderá inclusive ter um balcão em Londres para ajudar na transição.
Questionado pelo SOL sobre por que motivo se mantém online o site da candidatura de lisboa se a decisão final só será tomada a 31 de Julho, o Ministério da Saúde remeteu inicialmente as questões para o Infarmed, mas informou mais tarde que não serão feitos comentários enquanto a nova comissão encarregue de analisar o dossiê da candidatura não iniciar os trabalhos. 
Na nota emitida no fim de semana passado, informava-se que a comissão nacional de candidatura teria representantes da Câmara Municipal do Porto e iria fazer a avaliação dos cenários à luz dos critérios oficiais definitivos de candidatura a sede da EMA. Novos detalhes sobre o processo a nível europeu foram conhecidos nos últimos dias: os países terão até ao final de Julho para submeter as candidaturas, que serão analisados pelo Conselho Europeu em Setembro. 
A decisão final será tomada em Outubro numa cimeira em Bruxelas. Entre os critérios que vão pesar na decisão estão a existência de infraestruturas, condições de acessibilidade e oportunidades para os familiares dos 897 funcionários da EMA.
 
Estudo pedido em abril custou mais de 20 mil euros
 
Quando ainda não é certo se será Lisboa ou Porto a entrar na corrida, Portugal já está a ter despesa. Questionado pelo SOL sobre quanto custou o desenho do logótipo da candidatura de lisboa e toda a feitura do site, o Ministério da Saúde não forneceu resposta, nem esclareceu se haverá uma duplicação de encargos caso se opte pela candidatura do Porto. 
Já esta semana o Infarmed publicou no site de contratos públicos BASE o registo de um estudo encomendado à consultora Deloitte em Abril, com o custo de 19.800 euros (mais IVA), para análise do «impacto económico de uma eventual relocalização da European Medicines Agency (EMA), do Reino Unido para Portugal». A entrada no site que visa promover a transparência na contratação pública indica apenas que este estudo tinha um prazo de execução de 15 dias, que já foram ultrapassados, uma vez que a data de celebração do contrato foi 7 de Abril de 2017. Nessa altura, o Conselho de Ministros ainda não tinha aprovado a candidatura de lisboa, o que aconteceu a 27 de Abril. Já o voto unânime no Parlamento teve lugar a 10 de maio. O SOL solicitou acesso ao estudo ao Infarmed e esclarecimentos sobre se foram considerados todos os cenários ou só lisboa e o que motivou o pedido deste estudo a uma entidade externa. A resposta da entidade do medicamento foi a mesma que a do gabinete de Adalberto Campos Fernandes: nesta fase do processo, não há comentários.
 
Assunto despolitizado? 
 
A nível político, a polémica esmoreceu ou desprioritizou. Nem Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, nem Manuel Pizarro, presidente do PS/Porto, tomaram diretamente os louros do Governo voltar atrás e incluir a Invicta na candidatura portuguesa à EMA. Pizarro admitiu ter mantido conversas, sem as querer divulgar; Moreira, revelou contacto e convite do ministro da Saúde para integrar uma comissão nacional que preparará a candidatura. O certo é que o Governo ouviu o Porto e a questão amainou. O CDS-PP, que apoia Rui Moreira na sua recandidatura ao Porto, falou ao SOL na voz de Nuno Magalhães, presidente do grupo parlamentar centrista: «Isto só prova que a intenção do Governo foi, desde o início, candidatar lisboa. E os argumentos para isso são absurdos; parece que nunca foram ao Porto». Sobre o apoio de toda a Assembleia à candidatura, Magalhães diz que «era o que faltava que o CDS não apoiasse uma candidatura portuguesa a uma agência europeia. É claro que prefiro que a EMA seja em lisboa do que em Milão ou Madrid» - mas o problema é que «o Governo nunca chegou a considerar cidades que não lisboa, e agora se contradiz». 
Do lado do PSD, Carlos Abreu Amorim saudou o recuo de Costa, que «cedeu à força da opinião pública» - ponto também elevado por Moreira - e aos «interesses do país». Sobre lisboa ainda estar dominante na campanha portuguesa pela agência europeia, o vice da bancada social-democrata espera «não voltar a ver um flic-flac para tentar que a candidatura regresse a lisboa, como foi sempre a sua [de Costa] intenção». 
Álvaro Almeida, candidato independente à Câmara do Porto com o apoio dos laranjas, admite ao SOL que o site da campanha ainda apontar a lisboa mostra como «incluir o Porto se deveu mais a pressão política do que a uma verdadeira vontade do Governo».
Acerca do estudo pedido à Deloitte, Almeida confessa parecer-lhe «um pouco estranho que o Governo adjudique o estudo antes de tomar a resolução de candidatura». E porquê? «Um estudo adjudicado a 7 de Abril para tomar a decisão a 27 é demasiado próximo como estudo prévio e estranho como suporte a uma candidatura que ainda não estava anunciada». 

Quem são os tolos?

A dívida pública aumenta a níveis mais elevados que durante o período de intervenção da troika e, por isso mesmo, apesar do crescimento económico, o país está mais pobre. Com mais dívida, há mais contas para pagar no futuro que é o nosso (ainda não sou velho) e dos nossos filhos (e netos, porque a factura é mesmo elevada).
 
Impressiona como pouco se aprendeu com os sacrifícios dos últimos anos. Continua a confundir-se crescimento com riqueza, riqueza com azáfama, azáfama com alegria, alegria com tolice. Um círculo vicioso que ridiculariza a crítica pensada para que, quem pensa, não seja escutado. Porque quando não se escuta não há registo, ninguém se lembra, e não há responsáveis, não há culpa, não se tiram ilações. Não se aprende. Não se muda. Insiste-se, e volta-se a insistir, no mesmo erro, nas mesmas fórmulas, nas mesmas pessoas que se escapam porque ninguém é responsável do que quer que seja.
 
Esta crónica não é sobre a farsa política que vivemos, mas sobre o modo como a aceitamos. Vezes  sem conta me questionei se o nosso presidente, na sua azáfama, e o nosso primeiro-ministro, com o seu sorriso, não seriam uns tolos que nos governam. As viagens juntos, os elogios mútuos, um a segurar o guarda-chuva do outro era mau de mais para ser verdade. Porque sou liberal considero que o poder do Estado deve ser exercido com dignidade. Qual o interesse em assim não ser? E foi pensando nisso que concluí que, talvez, tolos não fossem aqueles dois, mas os portugueses, ou a maioria deles que neles acreditam.
 
“Só dança quem está na roda”, respondeu Marcelo quando lhe indagaram sobre a nega que levou do presidente do Brasil. A nova versão do “quem não está, estivesse” relativo a um presidente doutro país que pode deixar de estar é uma chamada de atenção para os que não alinham na festa. Quem não está, perde. Isto não é tolice, é mais que isso, é perverso, é vicioso. É tomar o povo por tolo que se intruja com palmadinhas nas costas, selfies e deixem lá isso que isso agora não interessa nada. É grave.
 
Mas será o povo tolo ao ponto de não saber que está a ser enganado? Ou será que entra na roda não para dançar, mas para sobreviver? Aguentar porque com estas elites não vamos lá e de nada vale fazer doutra forma. Se não os podes vencer junta-te a eles. O povo também sabe da vida, não é só Marcelo. Tolo é, pois, quem não alinha. Quem não entra na roda e não dança. Pode ser, mas e a dignidade? E a dívida que não quero que o meu filho tenha de pagar? Os pais e avós que lêem estas linhas não se importam com o que os seus filhos e netos pensarão deles? Ou será que também eles vão aprender a manha do desenrascanço de quem se aguenta no meio disto?

O dinheiro é do PS: o dador põe, o PS dispõe

O brilharete do governo socialista com o dinheiro dos outros está uma vez mais assegurado. Afinal, “o dinheiro é do Estado, é do PS.”  Nunca nos esqueçamos.
 
O tal fundo do governo,  "de âmbito social, tem o objectivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade" é criado através do confisco dos donativos particulares e com este dinheiro gerido com a eficiência que se reconhece ao estado – a começar na sua primeira obrigação: a de proteger a vida dos cidadãos, nomeadamente em incêndios florestais.
 
Distribuídas as verbas com a celeridade devida e de acordo com os interesses políticos do governo, tudo isto configura uma nacionalização e posterior gestão dos donativos.  [ daqui ]

Pitões das Júnias, um encanto nas alturas!

Imagens raras (XIII)

CNN emite hoje "magnífico modo de vida" do Porto segundo Bourdain

"Parece ainda mais bonito do que na última vez". Esta é um dos comentários de Anthony Bourdain, no seu regresso ao Porto em Fevereiro passado, que pode ouvir-se no trailer de apresentação do episódio "Anthony Bourdain Parts Unknown" sobre a cidade, a emitir pela CNN hoje, 25 de Junho, quando forem 21 horas nos Estados Unidos.

Como destaca a CNN, nesta "cidade à beira-mar" o reconhecido chef e apresentador "encontrou velhos amigos, boa comida e um magnífico estilo de vida".

Correndo vários pontos de referência da cultura gastronómica local, dotando-a, como é habitual no seu registo, de contexto social, Bourdain não passou ao lado, na visita ao Porto, de receitas tradicionais como a francesinha ou as tripas à moda do Porto, entre outras iguarias menos óbvias da cidade e da região duriense.


O episódio sobre o Porto marca o encerramento da 9.ª temporada de "Anthony Bourdain Parts Unknown", que se estreou em Abril (...).

Hóquei em Patins: a hipocrisia e falta de respeito dos porcos encornados

Em Novembro de 2005, o Desportivo da Corunha não compareceu na final da Supertaça Europeia. 
Os encornados reagiram assim:


Hoje, em protesto pateta, os encornados faltaram a um jogo da meia-final da Taça de Portugal de Hóquei em Patins. A melhor resposta foi dada por Hélder Nunes:

"A falta de comparência propositada não é só uma 'falta'. É a falta de respeito pelo adversário, é a 'falta' de consideração pela organização da prova, é a 'falta' de desportivismo pelos clubes que eliminaram, é a 'falta' de afecto pelos amantes da modalidade, é a 'falta' de dever por todos aqueles que investiram monetariamente para comprar o ingresso para assistir ao jogo e, substancialmente, é a 'falta' de amor pela modalidade... Quem toma esta atitude não deve nem pode estar no desporto. Independentemente dos argumentos, 'só perdes quando desistes de lutar'".

Pedro Bragança (Baluarte do Dragão) esmaga o adepto encornado Sr Silva

A partir dos 15 minutos

CORRUPÇÃO!



Já sabíamos, pelo Porto Canal e por Adão Mendes, que quem prejudica o Benfica é castigado. Agora sabemos, pelo Expresso e por Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira, que quem beneficia o Benfica é premiado. E o recebimento de um benefício em troca de uma vantagem material é… corrupção.

Vamos primeiro aos factos. O que nos revela hoje o Expresso?

1. Em 2014, um funcionário da Federação Portuguesa de Futebol pediu 10 convites para cinco elementos do Conselho de Disciplina assistirem ao Benfica-Juventus, para a Liga Europa. Paulo Gonçalves recomendou que os convites fossem concedidos, tendo em conta uma decisão recente do CD relativa a Jorge Jesus: na sequência de uma expulsão, optaram por lhe aplicar apenas uma multa, em detrimento de uma pena de suspensão.

2. Poucas semanas depois, Paulo Gonçalves sugere a Luís Filipe Vieira que sejam convidadas para a final da Liga Europa, em Turim, quatro pessoas que tinham “de alguma maneira ajudado o Benfica a atingir este objectivo”: Andreia Couto, directora executiva da Liga; Nuno Cabral, delegado da Liga e candidato a menino querido do Benfica; Rodolfo Vaz, um sócio que “sempre tratou do Oblak”; e Emídio Fidalgo “responsável pela nomeação dos delegados da Liga e decisivo nos pareceres que emitiu”.

3. Em Abril de 2015, Paulo Gonçalves informa Vieira que precisa de convites para um Benfica-Nacional, dois deles para Ferreira Nunes, o vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF responsável pela classificação dos árbitros. Vieira responde que os convites de Ferreira Nunes devem ser para o camarote presidencial.

Confrontados pelo Expresso, o que têm a dizer os envolvidos neste caso?

1. Paulo Gonçalves: o Benfica endereçou vários convites institucionais para a final de Turim. “As pessoas referidas em nada contribuíram para ajudar o Benfica”. Pois não… Por isso é que no email diz que todos tinham “de alguma maneira ajudado a alcançar este objectivo ou ajudado o SLB no passado”.

2. Luís Filipe Vieira: a oferta de convites para jogos do Benfica a membros das instituições do futebol português é uma prática normal, inclusivamente para o camarote presidencial. De resto, vários colunistas do Expresso podem atestá-lo (presumimos que se refira ao cartilheiro Pedro Adão e Silva).

3. Fonte da FPF: os membros dos órgãos sociais da FPF têm direito a assistir a todos os jogos organizados por clubes portugueses.

4. Emídio Fidalgo, à data responsável pela nomeação dos delegados da Liga: “Não confirmo nem desminto se recebi bilhetes.” Será que não queria antes dizer que não tem memória disso, como o outro?

5. Nuno Cabral: “Apague o meu número. Não tenho mais nada a dizer.” O “AGORA APAGUE TUDO” de Adão Mendes, afinal, é um padrão na actuação das figuras que controlam árbitros e delegados e para o Benfica.

6. Ferreira Nunes: “Não faço quaisquer comentários”.

7. Andreia Couto, à data directora executiva da Liga: foi à final da Liga Europa, mas não a convite do Benfica.

Quais os potenciais significados destas novidades avançadas pelo Expresso?

1. A oferta de convites para jogos do Benfica, por si só, não nos parece algo relevante.

2. Quando essa oferta surge na sequência de favores prestados ao Benfica, o caso já muda de figura.

3. Quando essa oferta pode ser acompanhada de viagens e alojamento, que no seu conjunto atingem um valor material significativo, como é verosímil que tenha acontecido em relação aos convidados para a final de Turim, já estamos a falar de coisas diferentes.

Tendo em conta estes pressupostos, parece legítimo considerar-se que as ofertas de bilhetes para o Benfica-Juventus e o Benfica-Nacional a membros do CD e do CA da FPF é, acima de tudo, uma manifestação do clima de proximidade existente entre estes organismos e o Benfica. A oferta material, em si, não é relevante. No entanto, espelha uma relação entre a turma de Carnide e os responsáveis pela arbitragem e a disciplina que está na origem dos benefícios que sustentaram o tetracampeonato. A referência ao favor prestado pelos membros do CD que apenas multaram Jorge Jesus quando lhe poderiam ter aplicado um castigo mais pesado é por demais elucidativa.

A questão dos convidados para a final da Liga Europa é muito diferente e muito mais grave.
  • Por um lado, porque estamos a falar de uma vantagem material potencialmente muito mais relevante. Uma viagem a Turim para assistir a uma final europeia com tudo incluído não é comparável com um bilhete para um Benfica-Nacional. 
  • Por outro lado, porque Paulo Gonçalves assume explicitamente que os convidados que sugere beneficiaram o Benfica no passado. E a verdade é que pelo menos três das sugestões do assessor jurídico da SAD de Carnide, pelas funções que ocupavam, pura e simplesmente não poderiam, em momento ou circunstância alguns, beneficiar o Benfica. Falamos de um delegado da Liga, de um responsável pelos delegados da Liga e de uma directora executiva da Liga. Estamos, portanto, perante um caso em que uma das mais relevantes figuras da estrutura do Benfica assume que o clube foi beneficiado por certas figuras e propõe, na sequência disso, que o clube lhes atribua uma vantagem material. 
O que é que isto pode significar? A resposta é dada pelo jurista Paulo Sá e Cunha no Expresso: “à partida, pode haver indícios de um crime de corrupção no desporto (… ) porque pode ter havido a atribuição de uma vantagem a troco de uma contrapartida. O essencial é perceber que vantagem foi essa”.

Três terças-feiras e dois sábados depois, fica cada vez mais evidente que o futebol português é uma mentira e que essa mentira só tem um nome: Benfica.

Espera

O dia das anedotas desportivas

 

Conspurcados: agora se percebe a presença de Fernando Gomes na gala do "gosma lampião" depois de Vieira ter insultado a FPF

Benfica ameaça fechar estádio da Luz para jogos da seleção (

 
(...) Direcção do clube das águias considera inaceitável o tom insultuoso, contra o boifica, dos cânticos da claque da selecção antes do Portugal-Hungria. E ameaça com o fecho do estádio da Luz a mais jogos.
O emblema encarnado já tinha assumido uma posição drástica diante da FPF, depois de se ter ausentado institucionalmente da gala das Quinas de Ouro, promovida pela Federação no passado dia 20 de Março. (...)
 

 
MAS HÁ MAIS: A coacção é tal que EM JULHO DE 2015
"O Dragões Diário sabe que o presidente do boifica almoçou com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, não sabe o que fez parte da ementa do repasto (...)"

O maior escândalo do futebol português só pode ter um fim: descida de divisão dos encornados de lisboa e penas exemplares aos infractores

«BENFICA MONITORIZA AS SMS DE FERNANDO GOMES, mas também a vida pessoal de árbitros e agentes do futebol»



Depois de várias revelações que apontam troca de influências, manipulações de árbitros e concomitantemente manipulação de resultados, o director de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, demonstrou e acusou o boifica de "monitorizar as sms's" de Fernando Gomes, actual presidente da Federação Portuguesa de Futebol. O dirigente portista citou e-mails enviados em 2014 por Carlos Deus Pereira, então presidente da AG da Liga, a Pedro Guerra, onde era entregue ao actual director de conteúdos da BTV o conteúdo de centenas de sms's de Fernando Gomes, atcual presidente da Federação Portuguesa de Futebol e à época máximo responsável da Liga de Clubes.


"Carlos Deus Pereira, era presidente da AG da Liga do consulado do Mário Figueiredo. Ex-jogador do Benfica, advogado em Faro, presença assídua no camarote da Luz. Não só foi isento como não foi imparcial. O que ele fez? Vou ler o mail enviado para o Pedro Guerra. 'Os ficheiros são de sms do Fernando Gomes. Chamo à atenção das mensagens enviadas ao Tiago Craveiro, que declara eterno amor ao azul e branco'. Eu tenho as sms, centenas, enviadas pelo senhor Carlos Deus Pereira para o Pedro Guerra. Ele acha que uma alegada violação de correspondência é diferente em 2017 é de 2014. O Benfica monitoriza mensagens do dr. Fernando Gomes em 2014", acusou Francisco J. Marques, num programa do Porto Canal.

Ainda nesse ponto, o dirigente dos dragões sublinhou que Deus Pereira mantinha contacto com as águias sobre mais temas: "Isto é uma vergonha. Este é o comportamento do Benfica. Não revelo as sms's, pois são pessoais. Há muitas de índole profissional e muitas de índole pessoal. Isto é o Benfica que faz, através de quem? Do Pedro Guerra e do Carlos Deus Pereira. Há muitos e-mails do Carlos Deus Pereira para o Pedro Guerra a dizer, por exemplo, quando os clubes queriam retirar Mário Figueiredo, que o avisava assim que tivesse uma decisão sobre os requerimentos. É uma vergonha. Monitorizar o presidente da Liga, da FPF, mas o que é isto? O Benfica é um competidor falso. E depois andam ofendidinhos por lhe descobrirmos a careca."



Incêndios? Sabem quantos funcionários públicos trabalham em lisboa no Ministério da Agricultura?

... e no Ministério da Administração Interna? Sabem quantos trabalham em lisboa?
Investiguem, como eu fiz, e depois indignem-se com a chulice centralista e colonialista que rouba os recursos ao País para os meter no cú de lisboa!
O importante era poupar começando com a extinção do Corpo Nacional da Guarda Florestal, ocorrida em 2005, quando o actual primeiro-ministro ocupava a tutela da Administração Interna !

"Este país que arde" (*)


António Costa tinha razão há um ano: "Não é por haver vento que há incêndios nem é por haver calor que há incêndios."
Nisto parece divergir da sua parceira de geringonça, Catarina Martins, que agora apela à dança da chuva, já esquecida do tempo em que o Bloco de Esquerda proibia outro Governo de  "encontrar justificação na meteorologia" para justificar a criminosa multiplicação dos fogos florestais.
 
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
O PS parece esquecido da pedagogia da responsabilidade política assumida por uma das suas figuras de referência, Jorge Coelho, que em 2001 anunciou a imediata demissão do cargo de ministro do Equipamento Social, mal foi conhecida a derrocada da ponte de Entre-os-Rios, causando a morte de 59 pessoas. Agora a tendência por cá é precisamente a inversa: a ministra da Administração Interna, que pelo segundo Verão consecutivo despertou tarde para a tragédia dos fogos, só surgiu em Pedrógão após o Presidente da República já estar no terreno e mesmo então pareceu mais preocupada em aparecer na televisão, afastando do caminho o secretário de Estado Jorge Gomes. Há pequenos gestos que dizem tudo sobre quem os pratica.
 
Não duvido que Constança Urbano de Sousa esteja com "o coração destroçado", como o seu colega da Agricultura, Capoulas Santos, e outros responsáveis governamentais que têm acorrido às televisões em evidente estratégia de contenção de danos, já com 64 óbitos confirmados naquele concelho.
 
Nada disto apaga a memória da controversa extinção do Corpo Nacional da Guarda Florestal, ocorrida em 2005, quando o actual primeiro-ministro ocupava a tutela da Administração Interna. Extinção que o Executivo confirmou há um ano, contra todas as evidências de que a GNR está muito longe de ser uma entidade vocacionada para assegurar a vigilância das florestas, e quando já era sabido que Portugal tinha metade da área ardida na totalidade dos 28 Estados membros da União Europeia.
 
 
  • Um país que possui um Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios cujo último relatório bienal conhecido é referente a 2009/2010: segundo noticia o Público, a avaliação de 2011/2012 só hoje será divulgada pelo Ministério da Agricultura, sob a pressão dos últimos acontecimentos.
 
  • Um país que tem um pacote legislativo sobre florestas adormecido há meses numa comissão parlamentar.
 
  • Um país que tem um órgão com um nome tão pomposo quanto inúteis parecem ser as suas funções: o Grupo de Trabalho para o Acompanhamento da Temática dos Incêndios Florestais foi criado em Outubro de 2016, após os fogos florestais do Verão passado, e desde então só reuniu cinco vezes sem nada ter anunciado.
 
Este país que arde torna-se cada vez mais desigual: dividido entre uma faixa litoral superpovoada e um interior cada vez mais deserto, cada vez mais pobre, cada vez mais esquecido.
 
Um interior que em certos casos começa a 30 quilómetros das praias da moda, cheias de restaurantes caros e turistas endinheirados, onde o sol não queima: apenas bronzeia.

Fórnea, estranho fenómeno!

Os agentes encornados começam a pagar. De uma forma ou de outra.

O dia em que Hermínio Loureiro esteve ao lado do boifica contra o Porto


Recuamos até 13 de Junho de 2008, dia em que o processo Apito Dourado chegou à UEFA levado pelo boifica, Vitória de Guimarães e por Hermínio Loureiro, que na altura era presidente da Liga. Na capa do jornal Abola pode ler-se que "Presidente da Liga anula trunfo do Porto". Também na capa, o jornal afirma de forma cabal que apesar de o Porto ter um parecer de um assessor jurídico da Liga, onde se considera que o castigo do clube não transitou em julgado", o boifica terá algo ainda mais forte: uma prova assinada pelo próprio presidente da Liga, Hermínio Loureiro que contraria um parecer feito por um profissional da Liga.
 
 
 
(imagens via Mister do Café)
 

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