Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Jorge Sousa - vocês sabem do que estou a falar...


Ferreira Borges

Ferreira Borges, um grande Jurista e Político, foi o autor do primeiro Código Comercial Português

José FERREIRA BORGES, Político e Advogado, natural da Freguesia da Vitória (Porto), a 06-06-1786, e faleceu a 14-11-1838. Filho de José Ferreira Borges, abastado comerciante e armador de navios daquela cidade, e de Ana Margarida de Jesus Santos.
Em 1801, após submissão a exames no Colégio dos Nobres, matriculou-se na Universidade de Coimbra e obteve o grau de Licenciado em Cânones em 1806.
Dois anos depois, exercendo já a Advocacia na sua cidade natal, contraiu casamento com Bernardina Cândida (ou Bernarda Maria das Neves, segundo alguns autores).
Desde cedo adquiriu reputação como Advogado, principalmente devido aos seus conhecimentos na área do Direito Comercial.
  • Em 1809 foi nomeado, pelo Marechal Soult, auditor junto do ordenador-chefe do Exército e, em 1811, apesar da reacção contra os chamados jacobinos e de conhecidas as suas ideias liberais, o Governo indicou-o para ocupar o cargo de Advogado da Relação do Porto.
Com Manuel Fernandes Tomás, José da Silva Carvalho e João Ferreira Viana, foi um dos fundadores do Sinédrio, que levaria à revolução liberal de 24-08-1820. Viveu alguns anos refugiado na Inglaterra.
Passou depois a exercer os lugares de Secretário da Companhia de Agricultura dos Vinhos do Alto Douro e de síndico da Câmara Municipal do Porto. No desempenho desta última função, na altura do pronunciamento de 24 de Agosto de 1820, coube-lhe redigir a acta da Vereação e de nomeação da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino, ficando como Secretário com direito a voto.
Dedicou-se também à poesia, utilizando o pseudónimo de Josino Duriense.
  • Em 27 de Outubro de 1820 foi nomeado, juntamente com Silva Carvalho, para auxiliar Fernandes Tomás, então encarregado dos Negócios da Fazenda e do Reino, e para membro da Junta Preparatória das Cortes.
Eleito Deputado às Cortes Constituintes, pela Província do Minho, foi membro das Comissões do Comércio, Fazenda e Marinha, e desempenhou funções de terceiro-secretário. Fazia então parte da ala mais radical, defendendo princípios como os da Câmara única e da existência de um Conselho de Estado proposto pelas Cortes, opondo-se ao veto absoluto e aprovando a perda da nacionalidade portuguesa e expulsão do Reino para os que recusassem a jurar a Constituição.
As Cortes encarregaram-no, em 06 de Julho de 1821, de redigir um Código Comercial. Pertenceu à Loja Maçónica 24 de Agosto, fundada em Lisboa em 1821, na qual exerceu o cargo de Venerável, utilizando como nome simbólico Viriato. No ao seguinte, fez também parte da Sociedade Patriótica Portuense e da Sociedade Literária Patriótica.
Apesar de não ter sido reeleito para as Cortes ordinárias em 1822, o seu prestígio não diminuiu, pois, no ano seguinte, foi nomeado membro da comissão encarregada da reforma das Alfândegas (13-02-1823) e um dos escolhidos pelo rei, por proposta das Cortes, para o cargo de Conselheiro de Estado (06-03-1823). Após a Vilafrancada decidiu emigrar para Londres.
Entre 1825 e 1826, redigiu em Londres O Correio Interceptado, publicação constituída por um conjunto de cartas em que analisava os acontecimentos políticos em Portugal, e nas quais começava já a demonstrar o seu afastamento das posições radicais que assumira antes, criticando, em alguns aspectos, a Constituição de 1822.
Durante este período do seu exílio dedicou-se à preparação do seu projecto de Código Comercial, e publicou alguns estudos sobre matérias jurídicas e económicas.
Em Fevereiro de 1827, sob a vigência da Carta Constitucional, regressou a Portugal dedicando-se à Advocacia e evitando envolver-se em actividades políticas.O advento do miguelismo forçou-o a nova emigração, após uma gorada tentativa revolucionária, em 09 de Janeiro de 1829, em que terá tomado parte. Durante o exílio, retornou ao jornalismo político: colaborou, em 1829, com Garrett e Paulo Midosi, em O Chaveco Liberal, e no ano seguinte fundava O Palimuro. Torna-se então evidente a sua opção por um liberalismo moderado, embora distante da corrente conservadora encabeçada por Palmela
Em 1833 foi promulgado o Código Comercial da sua autoria. Organizou a praça do comércio de Lisboa e do Porto. Jurisconsulto e Economista entre as suas obras sobressaem, além do Código Comercial, “Instituição de Economia Política” (1834), e “Dicionário Jurídico-Comercial” (1840). O seu Código Comercial é ainda hoje considerado um marco decisivo na evolução desse ramo do direito ao nível europeu, sobretudo em matéria de sociedades.
Outras obras: “Instituições de Direito Cambial Português” (1825), “Do Banco de Lisboa” (1827), “Jurisprudência do Contrato Mercantil” (1830), “Instituições de Medicina Forense” (1832), e “Código Comercial Português” (1833).
O seu nome faz parte da Toponímia de: Alenquer (Freguesia de Cadafais), Almada (Freguesia da Charneca de Caparica), Amadora, Coimbra, Lisboa (Freguesia de Santa Isabel e Santo Condestável, Edital de 30-08-1880), Odivelas (Freguesias de Famões e Pontinha), Porto.
Fonte. “Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira” (Volume 11, Pág. 182, 183 e 184)
Fonte: “Dicionário Biográfico Parlamentar, 1834-1910”, (Vol I, de A-C), Coordenação de Maria Filomena Mónica, Colecção Parlamento” (Pág. 405, 406 e 407).
Fonte: “História da Maçonaria em Portugal, Política e Maçonaria 1820-1869”, (A.H. Oliveira Marques, Editorial Presença, III Voluma, 2ª parte, 1997, Pág. 496).

Porto é a cidade portuguesa com mais qualidade de vida em ranking internacional


A cidade do Porto integra o ranking "Quality of Life Index 2019" da Numbeo, a maior base de dados colaborativa sobre cidades e países do mundo, ultrapassando lisboa tanto no contexto europeu como na lista que inclui as melhores cidades para se viver nos cinco continentes.     

Na tabela europeia, o ADN português vislumbra-se ao 36.º lugar, posição ocupada pela cidade do Porto, que obtém uma classificação mais alta comparativamente a cidades como lisboa, Dublin (Irlanda), Barcelona (Espanha), Londres (Reino Unido), Paris (França) ou Roma (Itália).

Nesta lista, informa ainda a plataforma online Idealista, o top 3 é ocupado por Zurique (Suíça), Eindhoven (Holanda) e Copenhaga (Dinamarca), respetivamente.

Já no que toca à escala mundial, a qualidade de vida da cidade do Porto não deixa de ser valorizada, mantendo-se no top 100. Com mais "concorrência" fica na 93.ª posição, à frente do 99.º lugar ocupado pela capital do país.

O top 5 das cidades com melhor qualidade de vida do mundo é ocupado por Camberra (Austrália), seguida de Raleigh (EUA), Adelaide (Austrália), Madison (EUA) e Wellington (Nova Zelândia). Zurique, que é a melhor cidade na Europa, ocupa a sexta posição no ranking mundial.
(via)

A extrema esquerda portuguesa só aperta mãos a vigaristas, trafulhas e assassinos. Nunca falham!

Fernando Haddad, o fulano que aparece no centro dessa foto, apertando a mão ao seu camarada António Costa, foi condenado na passada segunda-feira a uma pena de 4 anos e seis meses de prisão por «Falsidade Ideológica para fins eleitorais», no caso, por ter feito quase 300 declarações de despesas falsas, no valor de 2,6 milhões de Reais que beneficiaram a sua campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo em 2012! Recordo que este foi o candidato derrotado do PT (Partido dos Trabalhadores) e de todos os socialistas e comunistas brasileiros, que disputou a presidência do Brasil com Jair Bolsonaro. "Portantos", se este homem tivesse sido eleito isso significaria que o Brasil, actualmente, estaria a ser governado por um bandido; nada que nos espante pois socialistas e bandidos são tipo unha com carne, a diferença é que em Portugal os socialistas bandidos andam à solta, enquanto que no Brasil os bandidos socialistas estão a ser todos presos!
Esta foto foi feita em Janeiro de 2019 e retrata a visita do bandido Haddad a Portugal com a intenção de "construir laços internacionais com partidos políticos e movimentos sociais e intelectuais de extrema esquerda, visando a criação de uma frente denominada de "Internacional Progressista" ou seja, o bandido Haddad esteve nessa altura em Portugal para se associar ao António Costa e formar uma bela quadrilha de bandidos socialistas! Infelizmente, o condenado Haddad, por razões óbvias, já não vai poder integrar essa quadrilha e ao primeiro ministro português resta-lhe agora formar um "gang" com o Nicolas Maduro e com os outros 3 ou 4 ditadores socialistas que ainda restam no mundo, a não ser que o povo português ganhe juízo, que acorde do pesadelo em que vive actualmente e que decida presentear o António Costa com a mesma derrota eleitoral que o seu camarada Haddad «chupou» nas eleições brasileiras, ganhas de forma inequívoca e brilhante pelo actual presidente do Brasil: Jair Bolsonaro. (by Maria Vieira)

Cachorrinhos do Gazela estão no top 5 das especialidades mundiais

Os famosos cachorrinhos da cervejaria Gazela, localizada junto à Praça da Batalha, figuram no top 5 mundial das "especialidades da casa", distinção atribuída pelos prémios mundiais de gastronomia, "The World Restaurant Awards".

Se é certo que nas memórias gustativas de portuenses e visitantes, e do ilustre Chef Anthony Bourdain, que por lá também passou, este inigualável petisco confecionado no Porto desde 1962 já tinha lugar cativo, agora passa, por direito próprio, a ter escaparate entre as cinco "especialidades da casa" mais afamadas do mundo, numa restrita seleção que inclui iguarias de Itália, Índia, China e Japão.

Em Fevereiro, os "cachorrinhos do Gazela" já tinham sido notícia pela nomeação para a competição internacional "The World Restaurant Awards", que levou a Paris alguns do pratos gastronómicos mais conhecidos, não pela vertente "estrelas Michelin", mas sim pela popularidade granjeada.

Agora, o selo à porta do estabelecimento original na Travessa de Cimo de Vila faz prova efectiva de que os "cachorrinhos" galgaram fronteiras e obtiveram o reconhecimento de especialistas do métier. "Cereja no topo do bolo" no longo caminho de notoriedade alcançado, de um produto que, sem peneiras, se apresenta no tabuleiro do senhor Américo. 

O Despacho n.º 7247/2019 é um golpe de estado comuno-bloquista-socialista

A petição  Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!!   já vai em mais de 12 assinaturas.

Ascenso Simões (PS por Vila Real) - mais um filho da puta que só merece uma coisa... NÃO ESQUECEMOS, NÃO PERDOAMOS!


O deputado socialista Ascenso Simões veio este sábado (6 de Maio de 2018) anunciar nas redes sociais que endereçou uma carta ao presidente do FC Porto, Pinto da Costa, a pedir desculpa. 

Tudo por causa de uma polémica que nasceu no Twitter, explicada pelo próprio político: "No início desta semana, a propósito das coisas da política, mantive com @hugotiago, no Twitter, uma troca de banalidades que as redes sociais sempre suportam.
Estando ele vestido de azul e branco, para o irritar, disse-lhe que "os andrades eram coisa horrível" e, recuperando uma foto minha em que também eu estava vestido de azul e branco, brinquei, mais uma vez, dizendo que estava a ver "os dragões a saírem de uma casa de alterne".
A reação a esta troca de galhardetes clubísticos ultrapassou em muito as expectativas do deputado: "Esses meus tuites, apesar da minha conta ser fechada, não mais pararam de ser ampliados, o que levou @hugotiago, o meu parceiro de twitter, a dizer-me que tinha levado a conversa para a brincadeira e sabia que eu estava a brincar com ele.
A avalanche de protestos, de intimações, de reações acaloradas, de avaliações de caráter não tiveram fim. E perante elas eu teria duas atitudes a tomar: ou as desvalorizava ou as enquadrava e esclarecia. Cedo optei por esta segunda atitude". (via)

Revista Vogue destaca o Porto como referência dos apaixonados pelo design e pela gastronomia

História, design e gastronomia são os três predicados que a célebre revista Vogue utiliza para voltar a destacar o Porto como cidade de referência a nível internacional.

Na sua página no facebook, que tem perto de nove milhões de seguidores, a revista recupera nesta semana o artigo publicado há cerca de quatro anos, na sequência de uma produção fotográfica que trouxe ao Porto o conceituado fotógrafo de moda Mario Testino.

E fá-lo para acrescentar que, passado este tempo, a cidade não passou de moda; antes pelo contrário, sem perder o seu charme histórico, o Porto é agora uma referência mundial para os apaixonados por design e por gastronomia ("Steeped in history, lisbon's little sister is a now a haven for the design and food obsessed."), na opinião dos editores da revista.

Teoricamente revista feminina de moda, mas sendo na prática uma internacionalmente influente publicação dedicada também a tendências e lifestyle, a "Vogue" suscitou com este simples post na rede social Facebook quase 800 "gostos", mais de 300 comentários e uma centena de partilhas.

Recorde o artigo original de Madeleine Luckel em que a Vogue antecipava o Porto como destino de eleição na Europa

Porto na pintura (33)

(Mário Couto)

#ComPrimos

Não podendo ascender socialmente a trabalhar, não sendo Portugal um grande paraíso para investir, resta uma solução: meter-se num partido de poder, o que em Portugal é basicamente inscrever-se no PS.
 
Na semana passada a revista Economist publicou um artigo sobre as políticas de apoio ao regresso de emigrantes a Portugal. Dessas destacam-se a possibilidade de pagar uma taxa única de IRS de 20% ou optar por um desconto de 50% no mesmo IRS. Descontos no IRS são políticas boas para atrair talentos. Nenhum país pode aspirar a ter talentos daqueles que fazem o país crescer se lhes retirar mais de metade do que ganham. A opção de usar o IRS como factor de atração de emigrantes é reveladora de que até os socialistas entendem a importância da política fiscal na retenção de talentos.

O grande problema desta medida é mesmo ser pouco ambiciosa. Reconhecendo que a componente fiscal é importante para atrair talentos, e sendo Portugal um grande exportador de talentos, porque não actuar antes que eles saiam do país? Porque é que só oferecemos vantagens fiscais a quem já saiu do país e não a quem cá está hoje de forma a que não saiam em primeiro lugar? Não parecerá muito justo que haja duas pessoas que trabalham no mesmo emprego, acrescentam o mesmo valor, mas onde uma paga o dobro do IRS da outra apenas por ter aguentado a pressão da crise e não ter saído do país. Vantagens fiscais direcionadas a emigrantes até podem ter o resultado pernicioso de incentivar pessoas talentosas a sair do país por forma a virem a beneficiar dessas vantagens mais tarde.

Por isso, medidas como a taxa única de IRS do partido Iniciativa Liberal seriam tão importantes. Permitiriam ao mesmo tempo atrair talento que saiu do país e reter aquele que ainda cá está e é formado todos os anos nas nossas universidades. Seria também uma forma de reforçar a mobilidade social. Quem nasce numa família de classe média ou baixa não tem outra forma de subir no elevador social do que usando os rendimentos do trabalho. Os rendimentos do trabalho deveriam ser a forma mais fácil de um jovem talentoso de uma família pobre aspirar a ascender socialmente. Mas não são. Assim que atinge um patamar de rendimentos que lhe permitiriam acumular capital para ascender na estrutura social, o estado entra, captura mais de metade desses rendimentos retirando qualquer incentivo ao trabalho. O imposto progressivo sobre os rendimentos é um dos principais entraves à mobilidade social no país. Até rendimentos que em muitas países europeus corresponderiam a salários médios em Portugal estão sujeitos a taxas elevadíssimas, retirando qualquer competitividade ao país na atracção e retenção de talentos.

Não podendo ascender socialmente a trabalhar, não sendo Portugal também um grande paraíso para investir, resta uma solução: meter-se num partido de poder, o que em Portugal nos últimos 20 anos é basicamente inscrever-se no Partido Socialista. Inscrever-se no Partido Socialista e encontrar os padrinhos certos é o caminho mais rápido para a ascensão social (que o diga o ajudante de padeiro, afilhado político de Pedro Nuno Santos, promovido a assessor no Ministério da Administração Interna). Pertencer ou ser próximo do Partido Socialista pode garantir acesso aos melhores empregos na Função Pública e aos melhores negócios com o Estado. A meritocracia fica para trás, subjugando-se à lealdade política, à subserviência e ao servilismo. Controlando o estado uma parte tão grande da economia, directa e indirectamente, é difícil ter sucesso sem acesso à rede de primos e afilhados dos partidos de poder.

Temos um Estado comprido, com primos mas que deixa por cumprir as funções a que se propõe. Um Estado que é um obstáculo à retenção de talentos no país e que montou uma teia de interesses que impede talentos fora dessa teia de vencer e ajudar o país a crescer. Com primos e outros familiares no governo continuamos a aumentar a carga fiscal e baixar a qualidade dos serviços públicos. Continuamos a punir o mérito e a valorizar características que podem ser úteis na política, mas pouco servem o país. E enquanto forem essas as características que o país mais recompensa, podemos até ter primos e afilhados felizes, mas os talentos que importam, e o crescimento que eles geram, continuarão a fugir do país.

Krasnodar: o início ... do fim de algumas Vacas Sagradas do FC Porto

  • No última época ficara óbvio a perda de alguns activos (SEM RETORNO FINANCEIRO NÃO ACAUTELADO). Mas a SAD contratou muito tarde e de forma insuficiente, mostrando um amadorismo vergonhoso.
  • O treinador - muito portista, mas tão portista como mais alguns outros milhões - acha que pode por e dispor em função do seu feitio. Um jogador pode ser penalizado mas sem que isso penalize o Clube. E tecnicamente Conceição também tem estado mal, há vários meses (principalmente depois de sentar Militão e Danilo frente ao corrupto benfica e que acarretou  uma inédita derrota em casa e perda do campeonato passado).
  • Depois de perder no início do campeonato contra uma equipa recém formada e que na época anterior jogava na 3ª, mesmo depois de ter vencido na Rússia, faz esta noite várias mudanças e aos 34 minutos já enfardava 3 a zero, TRÊS ! E não foi azar, foi e tem sido clara incompetência. 
  • 43 milhões pela borda fora, o equilíbrio financeiro novamente comprometido (ainda para mais pelos 60 milhões gastos em cima da hora - o que, insisto, demonstra a incompetência da SAD).
  • Uma SAD que tinha uma oportunidade de ouro para desmontar e EXIGIR - EXIGIR - VERDADE DESPORTIVA face ao que se soube, tem-se encolhido e assiste ao triunfo dos corruptos porcos encornados sem que use a força do seu nome e, muito mais do que isso, da exigência de justiça desportiva...
E agora? Algumas pessoas da estrutura (TODAS - Pinto da Costa, sim) e o próprio treinador já não merecem mais nenhuma desculpa. Mais nenhuma. É a hora de mudança! 
Hoje, amanhã, mas depressa e radical!

Nota
Que fina ironia: a equipa portuguesa que mais contribuiu nos últimos 30 anos para o ranking da UEFA e que melhor representou o futebol português está fora da liga milionária. Ao invés, outra equipa que já conseguiu o feito de ser a pior equipa da Europa, uma equipa cujos triunfos estão alicerçados em tantos casos de corrupção que só a fraudulenta justiça desportiva e civil e o poder político sustentam, vai competir entre os melhores emblemas do velho continente...   

Os idiotas úteis da esquerda

Pacheco Pereira e Marques Lopes querem fazer carreira na comunicação social como os cronistas de direita que atacam a direita. Eles querem ser a “direita” que a esquerda gosta.

Como trabalho em Londres, e mantenho a velha mania de ler jornais e revistas em papel, peço que me guardem os Públicos, os DNs, os Expressos, as Visões, as Sábados, os Jornais de Negócios, os Sol, os Correios da Manhã para depois ler as colunas de opinião. Assim leio vários cronistas e várias das colunas de cada um de seguida. É educativo. Nos últimos meses notei que há dois cronistas em Portugal que têm uma obsessão quase doentia com o Observador. Não há semana que não ataquem a “direita do Observador”, e por vezes na mesma semana em publicações diferentes. São o Pacheco Pereira e o Marques Lopes. Eu acho que eles sonham com o Observador, atormentam-se com o Observador, devem acordar a meio da noite para ver o que diz o Observador. Aqui entre nós, acho que eles adorariam escrever no Observador, mas devem estar muito irritados por nunca terem recebido esse convite de sonho.

Chamo a isto uma obsessão doentia porque nenhum dos dois foi alguma vez capaz de criticar de um modo substancial qualquer artigo escrito por um cronista do Observador. Usam o velho truque totalitário de construir um inimigo colectivo, “a extrema direita do Observador”, ou a “direita radical do Observador.” Na sua imensa soberba, ambos acham que discutir argumentos de um cronista seria descer do seu pedestal e dar demasiada importância a alguém. Mas essa é apenas uma justificação. A verdadeira razão é que eles sabem que não têm razões substanciais que lhes permita entrar num debate aberto com os cronistas do Observador. Por exemplo, eles sabem muito bem que os cronistas do Observador nada têm a ver com Trump. Por isso, fazem a acusação sem a justificar e demonstrar. Escondem-se criando uma categoria colectiva, o Observador.

Mas há uma segunda razão ainda mais importante. Pacheco Pereira e Marques Lopes querem fazer carreira na comunicação social como os cronistas de direita que atacam a direita. Eles querem ser a “direita” que a esquerda gosta. Obviamente, a esquerda apenas os usa para tentar credibilizar os seus ataques à direita. As esquerdas podem dizer que o Observador é de “extrema direita” porque o Pacheco Pereira e o Marques Lopes, que são de “direita”, dizem o mesmo. Mas a posição política de PP e de ML é irrelevante. Eles fazem da opinião uma carreira profissional e é o que conta para eles.

Há, no entanto, um traço que os define: uma vaidade imensa. No caso de Marques Lopes só comparável à sua profunda ignorância. Pacheco Pereira é um tipo culto e com o qual se aprende. O seu problema é mesmo a vaidade. Na década de 1980, Pacheco Pereira tomou uma decisão. A maioria dos intelectuais eram de esquerda e ele queria tornar-se a referência intelectual da direita. Aderiu ao PSD e aproximou-se de Cavaco Silva. A sua posição intelectual na direita era ameaçada pelo Independente, por Miguel Esteves Cardoso e por Paulo Portas. Por isso, Pacheco Pereira passou a vida a atacar a “direita do Independente” (apesar de ser uma fonte do jornal sempre que lhe fosse útil), aliás de um modo semelhante ao que faz agora com a “direita do Observador”.

A sua vaidade obrigava Pacheco Pereira a ter um lugar único entre os intelectuais de direita. Por isso, atacou todos os outros, empurrando-os para a extrema direita. Acabou sozinho, sem nunca pertencer à esquerda nem à direita. Hoje, sabe que perdeu, e que o Observador ganhou. Tenta sobreviver a fazer o que sabe: escrever crónicas de opinião. Mas já são poucos os que o leem, e ainda menos os que o levam a sério. Falem com os jovens com menos de 30 anos. Todos sabem o que é o Observador e quase ninguém sabe quem é Pacheco Pereira. Se ele fosse menos vaidoso e mais humilde, seria hoje uma referência entre os intelectuais de direita.

Marques Lopes é um caso diferente. Adoraria escrever no Observador, mas nunca perdoará não ter sido convidado. Há muitos anos, apresentei Marques Lopes à Helena Matos, ao Paulo Mascarenhas, ao Rui Ramos, ao Vasco Rato e a outros, quando fizemos a saudosa Atlântico (em muitas coisas, uma percussora do Observador). Na altura, ninguém conhecia o Marques Lopes e ele não escrevia em qualquer jornal. Rapidamente, se tornou o melhor amigo do Paulo Mascarenhas, o director da Atlântico, e do Vasco Rato. Não perdia uma oportunidade para jantar connosco. Nesses tempos, fingia pensar como nós e só tinha elogios para a Atlântico. Até chegou a escrever uns pequenos artigos. Devo dizer que Marques Lopes, quando quer, é uma companhia agradável e um bom conversador.

Entretanto a Atlântico acabou, eu fui trabalhar para Bruxelas com o Durão Barroso e deixei de conversar regularmente com o Marques Lopes. Um dia encontrei-o em Lisboa e passei quase uma hora a ouvir grandes elogios do Marques Lopes a Passos Coelho. Na altura não conhecia Passos Coelho, Ferreira Leita era a líder do PSD, mas depois de tal elogio devo dizer que fiquei com vontade de o conhecer. Eu que sou um grande admirador do Passos Coelho, agradeço ao Marques Lopes ter sido um dos primeiros a chamar-me à atenção para as suas qualidades.

Desde aí, Marques Lopes passou de um dos maiores defensores de Passos Coelho para um dos seus maiores críticos. De um grande crítico de Sócrates (lembro-me do que ele dizia do então PM socialista nos tempos da Atlântico) tornou-se um amigo próximo. De colaborador na Atlântico, e cheio de entusiasmo, passou a atacar o Observador todas as semanas. Também já se percebeu que o seu entusiasmo com Rui Rio começa a diminuir. Eis um padrão de comportamento que não se recomenda. Os futuros candidatos à liderança do PSD devem ter cuidado com os cantos de sereia do Marques Lopes. É certo que mais tarde ou mais cedo serão atraiçoados.

Quanto aos ataques ao Observador, deixo um desafio ao Pacheco Pereira e ao Marques Lopes. Se tiverem capacidade, competência e coragem, critiquem os argumentos dos seus autores, e abandonem a táctica cobarde de ataques colectivos. Não tenham medo de entrar em discussões frontais, mesmo que sejam duras. Nas sociedades abertas, é isso que se faz.