Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Dormir entre o silêncio: uma noite no campo

Descubra com a Goodyear o Parque Rural Tambor, e experimente uma noite a dormir sob as estrelas numa caravana tradicional.

Já noutras ocasiões temos falado cá nos Quilómetros que contam das poucas oportunidades que temos habitualmente para nos aproximar do mundo rural e de como nasce, em consequência, uma oferta de lazer especialmente criada para nos congraciar com aquela parte de nós. Quintas de todo o tipo surgem pela nossa geografia com experiências e atividades habitualmente focadas nos faixas etárias mais baixas e, ocasionalmente, para toda a família.
No caso do Parque Rural Tambor, encontramos um espaço válido para o conhecer em qualquer tipo de companhia: família, casais, amigos… todos encontrarão cá um local onde desfrutar de uma experiência rural com muito sabor “antigo”. Há quem ache aborrecidos os planos de fim de semana que incluem algo tão pouco cool como viver a experiência rural, mas erram: um fim de semana no campo permite voltar à cidade com a bateria recarregada, o ânimo acima das nuvens e um sorriso invejável ao entrar pela porta do escritório. Os seus companheiros murmurarão!
É em Aveiras de Cima, na Azambuja, que encontraremos o Parque Rural, a 45 minutos de Lisboa. A oferta do parque é simples e clara, e talvez por isso especialmente atrativa: um fim de semana em contacto com o mundo rural e tradicional, o que inclui a possibilidade de dormir numa típica caravana cigana à beira de uma fogueira e com só o silêncio da noite e o ceu salferido de estrelas à volta. Esqueça um aborrecido hotel ou qualquer outro alojamento sem originalidade, todos eles a chamar-se “com encanto” e fotocopiados até a extenuação. Uma caravana cigana é tudo o que necessita para mergulhar no rural como nunca antes tinha feito. Prometido.

Uma noite para lembrar

Porque esta é a atividade que se destaca por cima de qualquer outra no Parque Rural. Dormir numa clássica caravana cigana é uma experiência de plena liberdade que nos reconcília com a natureza e nos afasta da rotina diária como uma intensa sessão de relaxe. Imagine uma noite a descansar envolto pelo calor suave do fogo próximo, para ao dia seguinte acordar com o som das ovelhas no campo. Esta é a experiência que espera pelos visitantes nas duad caravanas ciganas de estilo holandês, que têm de nome Maria Popila e Maria Violeta. Mas não pense num quarto feio e frio, carente de comodidades: a modernidade chegou em parte até a aquí! Aquecimento, casa de banho e rede mosquiteira são alguns dos “inventos modernos” de que poderá desfrutar na noite de caravana, e de manhã desfrutar de um pequeno-almoço típico servido em cesta de piquenique enquanto o ar espalha ainda o cheirinho agradável da fogueira da noite anterior.
E quando o dia chegar, a programação do Parque Rural inclui uma série de actividades lúdicas onde a Internet não aparece nenhures. É incrível com ose transformou uma velha quinta destinada à cultura vinícola num espaço de lazer distinto, completo e original. A quinta oferece a possibilidade de ajudar nos trabalhos diários, andar a cavalo, praticar tiro com arco, passear de tractor, conhecer os animais ou pegar um bom livro e desfrutar de uma leitura/soneca sob a sombra de uma árvore. Povoado por animais diversos, no  irá conhecer mais de 83 distintos, como porquinhos, cabrinhas anãs, poneis, patos, galos, perús ou galinhas gigantes.  Wi-fi? Não pergunte pelo pass porque não o terá. De facto nem sequer encontrará sinal wi-fi.
De modo que quando entrar no Parque Rural Tambor deixe atrás todas as “comodidades” e coisas vazias da vida diária. Não há qualquer shopping, nem restaurante ou televisão. Em vez disso encontrará um espaço dedicado ao desfrute do campo, a brincar e passear para redescobrir a sua paixão pela natureza. Sinta-se mais uma vez criança enquanto explora algum dos trilhos que cruzam o parque e experimente uma escapadela de fim de semana distinta e única

O apelo à mediocridade

Na capital centralista e colonialista é assim: quando os símbolos futebolísticos da capital fazem uma gracinha, são parangonas a tecer os mais rasgados elogios.
Pelo contrário, quando o vencedor é o símbolo do Norte, do Porto, a equipa mais vitoriosa a nível internacional a coisa já pia de outra forma. 
Veja-se a capa de um panfleto lisboeta que nem para peixe deve ser utilizado: foram ao ridículo de elogiar e destacar o fracasso dos seus símbolos e remeter um triunfo do FC Porto, esmagador de 5-0 sobre o campeão inglês, para uma lateral. Nada de novo. Acontece porém, que em Inglaterra alguém abriu a boca de espanto perante tal comportamento que destaca o insucesso ao invés de destacar a glória.



Lembram-se quando o FC Porto se sagrou Campeão do Mundo? Do mesmo pasquim lisboeta: 


Elefante Branco fecha portas !!!

Mítico espaço nocturno lisboeta fechou portas recentemente. Frequentaram-no todo o tipo de homens e de todas as profissões, com particular destaque para actores, árbitros e jogadores de futebol assim como empresários ... 


A conhecida casa nocturna lisboeta Elefante Branco fechou as portas definitivamente. Os números de telefone do espaço já não estão atribuídos e, fazendo uma rápida pesquisa no motor de busca Google, lê-se nos resultados obtidos que o espaço está “encerrado permanentemente”.

A boîte situada na Rua Luciano Cordeiro era a mais emblemática do país, já que no seu interior ocorriam segredos quase de Estado. Depois de se ultrapassar o porteiro, os clientes eram conduzidos às mesas disponíveis e podiam chamar uma das muitas mulheres produzidas e vistosas que se encontravam no local. As conversas podiam depois levar a encontros nos hotéis das imediações a troco de 250 euros.

Pelo Elefante Branco passaram muitas figuras emblemáticas da sociedade portuguesa e não só. Embaixadores, governantes, árbitros de futebol, jornalistas, médicos, polícias, actores, magistrados e demais profissões encontravam-se entre os clientes. Muitos iam lá porque gostavam de comer um bife ou um caldo verde que eram servidos até altas horas, no meio de uma animação muito própria. Outros procuravam o espaço pelos pecados da carne.

Consta que muitos árbitros internacionais, nos idos anos 90, antes de apitarem as equipas lisboetas, passavam por lá para serem presenteados com a companhia das mulheres de alterne.

Há episódios que ficaram célebres na vida lisboeta, nomeadamente quando mulheres de conhecidos empresários quiseram conhecer o Elefante Branco e foram confundidas com as prostitutas de serviço. As mulheres que enchiam o espaço eram conhecidas por serem, supostamente, as mais bonitas e as mais recentes na vida nocturna. Diz-se, no meio das casas de alterne, que as mulheres deixaram de frequentar o Elefante Branco, também conhecido por “Trombinhas”, por não ganharem comissão nas bebidas que os clientes gastavam com elas.

Aberto desde 1986, o Elefante Branco era já considerado um espaço de referência na noite lisboeta – constava em guias turísticos nacionais e internacionais dedicados à noite da capital portuguesa. Foi inaugurado na Rua Luciano Cordeiro por pessoas que trabalhavam no Hipopótamo, outra das casas nocturnas de Lisboa mais conhecidas, aberta há mais de 30 anos na Avenida António Augusto de Aguiar.

Mão-de-obra ilegal Gerir um espaço como este acarretava várias dificuldades. Em 2002, por exemplo, o Elefante Branco foi alvo de uma operação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e 43 mulheres (39 brasileiras, duas moçambicanas, uma angolana e uma colombiana) foram levadas para as instalações deste organismo para identificação. Após vários interrogatórios, chegou-se à conclusão que seis destas mulheres estavam em situação ilegal no nosso país, enquanto outras 25 não reuniam condições para poderem exercer qualquer atividade laboral em Portugal.

Nota: quem ler isto e que nunca lá tenha ido que faça um comentário. Eu fui!

Nona de Natal

Foi um acidente, juro...


XXX no OLX

Coloquei uma TV à venda no OLX.

Hoje recebi esta mensagem: "Ainda tem? Eu quero oferecer a minha filha."

Eu tinha dito que não aceitava trocas, mas pelo sim pelo não vou pedir foto de corpo inteiro.

Oitava da Natal

Natal numa casa com gatos



Conheço um senhor que arranja bilhetes na candonga...

O líder leonino mostrou-se confiante e acredita num percurso europeu de glória.


Somos governados por Comunistas !

Longe vai o tempo em  que o socialismo por cá era democrático e moderado.  Com a entrada burlesca do “carismático” Costa, aderimos  silenciosamente ao comunismo. É claro que ele nunca o disse abertamente mas convenhamos, quem dá a mão a comunistas para fazer uma aliança, se não concordar com essa doutrina? É por demais evidente que Costa é mais comunista que socialista e não precisou de concluir um ano de governação para que fosse iniciada a revolução pacífica que nos levará a essa mudança completa. Confuso? Acha que exagero? Vamos lá então tirar a prova dos nove.
Comecemos pela forma como se apoderou do poder. Sim eu bem sei que está na Constituição mas que diabo, não seria pois, mais democrático, entender-se com a coligação vencedora, uma vez que era a legítima maioria, mesmo que relativa,  nas urnas? Era. E foi o que aconteceu no passado com Soares. Mas Soares era socialista e o Costa é comunista. E um comunista é sempre totalitário e toma o poder, para si, à força.  
Tomado  o poder, havia que assegurar as chefias. Assegurar o controlo absoluto de toda a administração do Estado. Colocou-se 1300 boys extras de uma assentada, com mais 159, agora (valor mais alto de sempre), da noite para o dia, com demissões antidemocráticas, muitas vezes anunciadas primeiro nos jornais. Assim, com a máquina do Estado controlada, o domínio é quase absoluto e os interesses das clientelas assegurados.
Depois são  as  leis que, quando não se ajustam à medida  dos interesses instalados, são alteradas, sem dar cavaco a ninguém. Quem manda, pode, certo? Se alguma coisa corre mal, sacode-se a água do capote e “executa-se” na praça o desgraçado que teve a ideia de aceitar fazer um acordo com o poder, para assumir um simples cargo de Direcção de um banco.  Porque aqui, a culpa morre sempre solteira, do  lado dos que governam. E ai  daquele que  ousar pôr em causa a  honestidade intelectual dos governantes.  É simplesmente “aniquilado” por querer manchar  o “bom nome” do seu fiel líder. E se for alguém do Estado a prevaricar? Não há problema porque o assunto fica encerrado. 
A seguir, monta-se uma máquina de propaganda eficaz que controla  a comunicação social para promover o líder e vender um país que não existe, com o patrocínio do Presidente, e onde se repete até à exaustão, que tudo está a correr lindamente, mesmo com o sistema todo a colapsar. Não sei porquê, agora lembrei-me daquele vídeo lindo de autopromoção da Síria para o turismo… Mas continuando… Se os números não ajudam à propaganda, alteram-se os critérios e logo os  rankings colocam de imediato os piores entre os melhores. E se as estatísticas também não ajudam? Ampliam-se os gráficos. Mas, se mesmo assim, não for suficiente? Esconde-se as contas no OE. O que é preciso é vender um país próspero, custe o que custar.
Não se apoia a economia. Não se respeita o patronato.  Mas taxa-se  tudo o que mexe , as vezes que forem necessárias para alimentar um Estado “tirano”, que centraliza tudo o que pode, mandando depois  a conta da despesa para o cidadão, com a maior cara de pau, dizendo alegremente,  que é por um melhor Estado Social. Mas falha na saúde… Falha na educação… Cria caos nos transportes… E altera os critérios que  reduz o acesso aos apoios…
E se morre um ditador tirano e sanguinário? Aprova-se  um voto de pesar no Parlamento.
Ainda tem dúvidas que somos governados por comunistas?

Voltamos a espetar 5-0 a uma equipa de vermelho!



OS SORRISOS ESTÃO DE VOLTA
(e perto de 26 milhões já foram acumulados)
Agora é continuar: na fortaleza e nos lameiros

( ... mas continuam alguns esqueletos no armário ... )

A pedido de um "amigo"


Sétima de Natal

Sugestão do dia


E para o jantar não vai nada?


Ainda as eleições americanas (II)

Sexta de Natal

A auto-designada "religião da paz e da tolerância" (o tanas)

Mortágua: um "terror" de família (ou como podem as sementes desta planta daninha valer algo)

Quem é Camilo Mortágua?
 Nasceu em Oliveira de Azeméis, a 29 de Janeiro de 1934.
Sem inclinação para os estudos, como o próprio reconhece nas suas memórias, pegaram-lhe a alcunha de Batata. 

Aos 12 anos segue com os pais e as duas irmãs para Lisboa.
Em 1951, emigra para a Venezuela. 


  • Na madrugada de 22 de Janeiro de 1961, integra o grupo de revolucionários que, sob o comando de Henrique Galvão, toma de assalto o paquete Santa Maria. 
Durante o acto, o oficial Nascimento Costa é assassinado pelos assaltantes. 
Foi Camilo Mortágua que disparou a pistola que matou o piloto do Santa Maria. 

A tomada do navio, que transportava 600 turistas em viagem para Miami e mais de 300 tripulantes, foi preparada na Venezuela pelo Directório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL). 
Era um organismo híbrido que nasceu da fusão entre o grupo de Galvão e um grupo de exilados espanhóis, dirigido por Jorge de Sottomayor, ex-combatente comunista na Guerra Civil de Espanha. 
Aviões americanos acompanharam os movimentos do Santa Maria, que ostentava no castelo da proa a faixa “Santa Liberdade”, pintada à mão. 

Entretanto, enquanto decorriam as negociações, o corpo do piloto assassinado apodrecia no seu caixão, na capela do paquete. 


  • Antes do assalto ao Santa Maria, o DRIL, que estava classificado pela CIA como “organização terrorista”, promovera atentados em várias cidades de Espanha. 
A bomba que o grupo fez explodir em 1960 na estação de Amara, em San Sebastian, matou uma criança de 2 anos, Begoña Urroz. 
O crime foi atribuído por largo tempo à ETA, mas dados históricos revelados nos últimos meses em Espanha demonstram a autoria do DRIL. 

Era com esta gente que Mortágua e os outros democratas queriam combater as ditaduras ibéricas e apear do poder Salazar e Franco. 


  • A 10 de Novembro de 1961, desvia à mão armada com Palma Inácio e mais uns tantos criminosos um avião da TAP, no voo Casablanca-Lisboa. 
Foi assim um pioneiro do terrorismo aéreo, com o objectivo singelo de sobrevoar Lisboa e outras cidades portuguesas a baixa altitude para lançar milhares de folhetos subversivos. 
Se quisermos descobrir um rasgo verdadeiramente inovador nos oposicionistas ao Estado Novo, forçoso será recorrer à aeronáutica: o primeiro desvio de um avião comercial em todo o mundo. 

Os terroristas islâmicos regulam com atraso em relação aos nossos antifascistas, sempre na vanguarda. 

  • O assalto ao Banco de Portugal. 
A 15 de Maio de 1967, Camilo Mortágua, Palma Inácio, António Barracosa e Luís Benvindo assaltam a filial do Banco de Portugal na Figueira da Foz. 
O golpe é comummente atribuído à LUAR, acrónimo de Liga de Unidade e Acção Revolucionária, mas tal não corresponde por inteiro à verdade. 
Na data do assalto, a LUAR ainda não existia. 
Foi criada à pressa no mês seguinte, como reconheceu Emídio Guerreiro, um dos fundadores, “para dar uma cobertura política e credível ao assalto do banco” (‘Diário de Notícias’, 6/9/1999, pág. 15) e assim evitar e extradição para Portugal dos criminosos, que entretanto se haviam refugiado em França. 

Em consequência do golpe, Palma Inácio foi monetariamente crismado de “Palma Massas”. 

E havia fundadas razões para isso. 
A operação rendeu cerca de 30 mil contos, uma fortuna para a época, equivalente a 9 milhões de euros de hoje, ainda que boa parte das notas tenha sido depois recuperada pela PIDE. 
“Logo que se apanharam com o dinheiro, acabou o romantismo revolucionário”, acusou depois Emídio Guerreiro, em entrevista a O DIABO (22/9/1992, pág. 8).

É o costume. 
O dinheiro sobe sempre à cabeça das pessoas. 
Deviam ter lido Marx e Kautsky antes de começarem a roubar...” 


  • A Torre Bela. 
A Herdade da Torre Bela, com 1700 hectares, a maior área de terra agrícola murada do País, pertencia ao duque de Lafões. 
A 23 de Abril de 1975, foi ocupada pelo “povo trabalhador” aos gritos de “a terra a quem a trabalha”. 
Para comandar aquela tropa mista de camponeses, delinquentes e bêbados, aterrou na herdade ribatejana o revolucionário Camilo Mortágua, já grávido de ideias bloquistas.

O processo ficou documentado no filme “Torre Bela”, de Thomas Harlan (filho do cineasta Veit Harlan, com ligações ao regime nacional-socialista)
Militante da extrema-esquerda, o alemão quis filmar a utopia socialista, mas dormia no quarto do duque. 
Era o único que tinha casa de banho privativa. 

As imagens são divertidas e esclarecedoras: Mortágua e Wilson, outro ladrão de bancos, a doutrinar as massas sobre “latifundiários” e “cooperativas”; Zeca Afonso, Vitorino e o padre Fanhais, este também membro da LUAR, a cantar o Grândola de megafone, diante do povo aparvalhado; o inesquecível diálogo entre Wilson e o camponês avesso à “comprativa” [sic] sobre a enxada que “passa a ser de todos”; a inenarrável reunião em que o oficial do MFA incita à ocupação do palácio: “primeiro vocês ocupam e depois a lei há-de vir”; e os camponeses a experimentar as roupas dos patrões, remexendo-lhes as gavetas com um misto de culpa, curiosidade e desejo.
O filme é um documento notável de cinema directo, uma comédia do absurdo sobre a “reforma agrária”, processo de espoliação que nos custou os olhos da cara.

Ainda há pouco, o Estado português foi condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem a pagar mais 1,5 milhões de euros de indemnização a famílias expropriadas. 
Os desvarios de Abril não começaram com o BPN ou as PPP (Parcerias Público-Privadas). 
Tiveram início logo após a revolução, com as ocupações de terras e as nacionalizações selváticas, que ainda agora figuram – de forma mais velada – entre os objectivos do Bloco de Esquerda, da menina Mortágua. 
E depois do adeus. Após a frustrada experiência na Torre Bela, os mais destacados membros da LUAR, como Mortágua e Palma Inácio, achegaram-se mais e mais aos partidos dominantes. 
Alguns membros da organização não gostaram. 
Um deles, Belmiro Martins, exprimiu o seu descontentamento ao jornal ‘Tal & Qual’ (5/9/1997, pág. 6): “Vejo que os chefes da LUAR se passam de armas e bagagens para o Poder […] Senti-me traído […] Decidi então que passaria a roubar para mim.” 
Decidiu e cumpriu. 
Estabeleceu-se por conta própria no ramo dos furtos, secção de ourivesarias. 
Parece que assaltou mais de cem lojas. 
Afirma-se com orgulho o “maior assaltante de ourivesarias de todos os tempos”. 
Foi preso em 1977 e condenado, tendo cumprido 17 anos de cadeia. 
Foi libertado em 1994, mas logo se entusiasmou por outras montras a reluzir de ouro. 
De novo preso em 1997, saiu finalmente em 2006, quando oficiava de sacristão na cadeia de Pinheiro da Cruz. 
Belmiro Martins chegou a integrar os órgãos sociais do Fórum Prisões, associação presidida pelo advogado de Otelo no caso das FP-25 de Abril, Romeu Francês, antigo militante do MRPP, que depois seria condenado em processos de burla, falsificação de documentos, abuso de confiança e fraude fiscal, que acabariam por ditar a sua expulsão da Ordem dos Advogados. 

Mortágua, hoje. 

Um homem com a folha de serviços de Mortágua não podia deixar de ser homenageado pelo novo regime. 
A justiça democrática tarda, mas não falta. 
A 10 de Junho de 2005 foi-lhe atribuída a condecoração de Grande
Oficial da Ordem da Liberdade, por Jorge Sampaio, então Presidente da
República !!!

Camilo Mortágua, hoje com 81 anos, está estabelecido no Alvito, em pleno Alentejo, como empresário !!!
É hoje um “agrário”, nome pejorativo que os revolucionários de antanho colavam na região aos proprietários de terras agrícolas. 

Mariana Mortágua 
Filha do membro da LUAR Camilo Mortágua, substituiu, em 2013, a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago. 
A filiação é relevante porque várias ideias defendidas pela deputada e pelo seu partido já foram postas em prática pelo pai, com resultados desastrosos, designadamente na ocupação e gestão da Herdade da Torre Bela.

Mariana Mortágua nasceu em 1986. 
Licenciada em Economia, é mestre pelo ISCTE (‘where else?’) com uma dissertação sobre “O Papel da Caixa Geral de Depósitos na Recente Crise Económica (2007-11) ”. 
Militante do Bloco de Esquerda, a filha de Camilo Mortágua publicou dois livros a meias com Francisco Louçã. 
Em 2012 editou “A Dívida (dura) – Portugal na crise do Euro” (Bertrand, 2012, 240 págs.)
A obra foi apresentada na FNAC do Chiado por Marcelo Rebelo de Sousa, para escândalo dos bloquistas mais pedregosos. 
Em Abril de 2013 lançou “Isto é um assalto: a história da dívida em banda desenhada” (Bertrand, 2013, 184 págs.), com ilustrações de Nuno Saraiva. 
A contracapa informa que o livro ”descreve o assalto que Portugal está a sofrer”. 
Reconheça-se, antes de mais, a legitimidade do título. 
Em matéria de assaltos, os Mortáguas são especialistas. 

O roubo que Portugal está a sofrer começou logo após a revolução, com o papá Camilo e outros que tais, imbuídos de um ideário que Mariana não rejeita. 
Limita-se a defendê-lo com outros termos e balelas, que aprendeu no ISCTE e na Rua da Palma. 
No pai e na filha, a mesma necessidade de lutar contra a “ditadura” (seja a de Salazar ou a da dívida), o mesmo ódio ao “adversário” (seja lá ele quem for), a mesma receita de nacionalizações (começa-se com herdades, depois bancos, energia, água, transportes e tudo o que aparecer à frente), o mesmo desrespeito à propriedade alheia e quase uma relação de amor e ódio com o “grande capital financeiro”: o pai assaltava bancos, a filha faz teses de mestrado sobre a Caixa Geral de Depósitos...

Digam lá,não é verdadeiramente interessante...

Quinta de Natal

Contra o "Acordo" Ortográfico


Título do próximo disco de Quim Barreiros: "Foram-me ao olho"!

Quim Barreiros com olho negro depois de assalto e agressão nos Estados Unidos


O cantor falou com o site Contacto, dedicado à comunidade portuguesa em Newark, sobre o assalto e a agressão de que foi vítima na cidade norte-americana

"Eu e a minha malta íamos satisfeitos pela rua fora e fomos assaltados. Eu sou um homem de quase 70 anos e a minha pistola não reage como reagia antigamente. Agora precisa de Viagra para reagir", começou por dizer Quim Barreiros. Sem perder a boa disposição, o cantor desvalorizou o incidente ocorrido na semana passada em Newark, nos EUA, onde estava a passar férias.

Com "uma marca preta", como lhe chama, no rosto, o cantor explicou que a mesma foi feita por uma "mama". "Houve uma assaltante que pega numa mama e manda-a contra mim, até me magoou aqui no olho. Deixou-me uma negra porque a mama era negra", brinca. "Quero dizer a todos os meus amigos que assaltos há em todo o mundo, e eu não vou dizer mal de uma cidade como Newark, uma cidade que eu amo e amo os portugueses que lá habitam e que me ajudaram".

Nas declarações que fez em vídeo para o site Contacto, dedicado à comunidade portuguesa daquela localidade em Nova Jersey, nos EUA, refere ainda "está bem". "E a minha malta está melhor", termina.

Promoções de Natal


Cristãos: a minoria mais perseguida!

Pouco dinheiro para prendas? Faça você mesmo!

Francisco Sá Carneiro: o último tempo de antena

4 de Dezembro de 1980

Ainda as eleições americanas (I)


Google mostra-nos como o Porto mudou em 32 anos

Google Earth Timelapse

A Terra é um planeta que está em constante mudança, seja pela própria natureza ou as acções do homem. O Google disponibilizou em 2013 um serviço que nos permite perceber essas mudanças de maneira mais clara, o chamado Google Earth Timelapse que recebeu uma actualização de imagens enorme.O serviço provém de imagens de satélites que cobrem um total de 32 anos, partindo de 1984 até os dias de hoje. Com a actualização, o Google Earth Timelapse passou a ter também imagens de alta resolução, e elas ganharam um tratamento de cor para trazer melhores resultados nos vídeos. Ao todo foram adicionadas 4 anos de novas imagens que, juntas, têm dados na casa dos petabytes.

Os resultados são incríveis e mostram de maneira próxima a redução do gelo na Antártica, o redireccionamento de rios no Tibete, o avanço do ser humano sobre a natureza em qualquer outro lugar da Terra.

Para além do Porto, naturalmente, é possível ver a evolução da terra em 32 anos em vários locais.


Quarta de Natal