Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

S. Pedro e os ... apóstolos

Miragaia, Porto.

119.000 euros por dá cá aquela palha? Aqui há gato!

Jorge Jesus, recentemente envolvido num escândalo ainda não esclarecido sobre umas comissões na transferência de um cepo para o galinheiro da luz, declarou em comunicado que pagou ao fisco 119.000€ (cento e dezanove mil euros) que não devia!!!  As razões que invoca são o reconhecimento ao Vitória de Setúbal, a relação emocional do pai com o clube e a possibilidade de delongas processuais afectarem o seu bom nome. A nossa zelosa imprensa sulista tratou este assunto tipo tabú, ou seja ninguém lhe perguntou nada, pelo que não era sequer necessário apresentar explicações. E, convenhamos, para dizer o que disse, mais valia estar calado. Alguém, no seu perfeito juízo, acredita que se pague tal valor quando nada se deve e que se assuma tal decisão pelas razões invocadas? Consta que Passos Coelho está a ver nesta acção altruista uma importante fonte de receitas. Por mim, vou arranjar qualquer coisita acerca do discípulo de vieira e lanço umas farpas contra o (que resta) do bom nome do treinador que se auto afirma como melhor  que mourinho e fico com a casa paga e até um carrito novo.

Classe do Dragão

Subornos

Legislação fiscal no tratamento fiscal de subornos – actualização 2011
http://www.oecd.org/dataoecd/58/10/41353070.pdf
Desculpem lá, mas há legislação fiscal que enquadra os subornos ? Os subornos já estão legalmente instituídos?
Up’s…..

De boca fechada é que falavas bem...

Villas-Boas apresentado no Chelsea com vontade de ganhar e construir futuro

André Villas-Boas quer, enquanto treinador do Chelsea, "ganhar o mais possível e construir uma plataforma para o futuro"


... Portanto, no FCPorto querias o quê? Perder? Não construir uma plataforma para o futuro? E se estivsses caladinho, ó Libbras-Boas?

Chegou o tempo do ... barbecue

"Talvez devido a um certo risco envolvido na actividade, este é o único tipo de cozinha a que um verdadeiro Homem se deve dedicar. Há quem não saiba como se prepara e como se faz um bom barbecue. Quando um homem aceita fazer um Barbecue, a seguinte cadeia de acções põe-se em marcha:

1) A mulher compra os alimentos.
2) A mulher faz as saladas, prepara as batatas fritas, o arroz e a sobremesa.
3) A mulher prepara a carne para ser assada, tempera-a, coloca-a numa travessa e leva-a ao homem que já está à espera ao pé da grelha, de cerveja fresca na mão.
Aqui vem a primeira parte realmente importante do processo:
4) O homem...coloca a carne na grelha!!!!!
5) A mulher vai para dentro e põe a mesa.
6) A mulher apercebe-se que o homem está com os outros homens a contar anedotas e vem cá fora a correr a avisar que a carne se está a queimar.
7) O homem aproveita e pede-lhe mais umas cervejas fresquinhas.
8) A mulher vem cá fora trazer as cervejas e uma travessa e é então que vem a segunda parte importante do processo:
9) O homem...tira a carne da grelha e entrega-a à mulher!!!!
10) Depois de comerem a mulher levanta a mesa, lava a louça, arruma a cozinha e lava a grelha.
11) Toda gente dá os parabéns ao homem pela fantástica refeição que ele preparou.

O homem pergunta à mulher se lhe soube bem o tempo de folga de que usufruiu, e perante o ar chateado dela conclui que as mulheres nunca estão satisfeitas com nada!!!!"

DASE !!!


Kulinária

Semifrio de bolacha com creme de ovos

(Adaptado de Teleculinária Gold, 30º Aniversário, n.º 47, Agosto 2009)

Bolacha Maria, natas e leite condensado. Uma combinação perfeita que me deixa sempre com água na boca e à qual não consigo resistir… A gula é tramada e o inferno cheio de obesos!

Ingredientes4 folhas de gelatina incolor
200g de bolacha
1 lata de leite condensado (320g)
3 dl de natas
4 ovos
100g de açúcar
1 dl de água
farinha maizena e leite q.b.
óleo para untar


Preparação
Demolhar as folhas de gelatina em água fria. Desfazer grosseiramente as bolachas. Untar uma forma com óleo.
Deitar o leite condensado numa tigela. Derreter as folhas de gelatina, sem deixar ferver, e juntar ao leite condensado batendo sempre.
Bater as natas em chantilly bem firme. À parte, bater as claras em castelo. Juntar as natas ao leite condensado batendo sempre, adicionar depois as claras e envolver cuidadosamente. Por fim, juntar as bolachas, envolver bem, verter para a forma e levar ao frigorífico até solidificar.
Num tacho, juntar as gemas com o açúcar e a água, misturar bem e levar ao lume mexendo sempre até engrossar. Retirar do lume, colocar numa tigela, mexer e deixar arrefecer.
No momento de servir o semifrio, cobrir com o creme de ovos e polvilhar com bolacha desfeita ou outra decoração a gosto (usei amêndoa laminada).
via Carla Pinheiro

"Vaga de crimes" e "actos de vandalismo" praticados por crianças de 3 e 4 anos


(Imagem "Portrait of the Artist as a Rebel", Amitis Motevalli, 2005)

Ainda as eleições: a criatividade tuga


(Somos ou não somos os mais engraçadinhos???)

Poesia


Beijar-te será desvendar
O gosto puro nos teus olhos
Em berço largo de candura.
Será entrar no anel de fogo
Que inunda, sem o saberes,
A tua carne embriagada
Pela entrega com loucura.
Será reconhecer as aves intactas
Que voam inocentes
No sorriso delicado do teu rosto.
Será incendiar-te,
Afogar-te o peito erguido
Com as chamas dos meus braços.
Será rasgar a minha fronte
Para que a tua se alague
Da nudez divinal que te habita.
Será sussurrar-te palavras com rastilhos
Até que atices a pólvora
Da desordem do meu grito sobre o teu.
Beijar-te, será coabitar-te
Até que eu morra
A cada espasmo que te matar.


Autor Nilson Barcelli
http://nimbypolis.blogspot.com/
Foto:Leszek

A farsa da revolução árabe

Toda a mulher que não seja virgem não está em "bom estado de conservação" para ser violada? Toda a mulher que tenha sexo forçado (sexo contra o seu consentimento) não é considerado como violação no caso de já não ser virgem? A palavra de uma mulher não-virgem não tem valor em caso de violação ?
Não há Primavera nem revolução nem abertura nem Democracia que o valha. É uma questão de cultura. E (do peso da) religião. «se efectuaron esos test para proteger al Ejército de posibles acusaciones de violation  »
No Der Terrorist

Quem muito jura...

"Este lugar é aquilo que sempre quis. Aceito que as pessoas considerem um risco empregar alguém tão novo, mas se eu não acreditasse que posso ter sucesso, o que andaria a fazer?"

- André Villas-Boas ao jornal The Mirror -

Deve ser por isto que a Portela está às moscas

O aeroporto de Beja poderia ser eleito o paradigma do investimento público. O Expresso deste fim de semana dedica um página ao caso deste aeroporto que só abre aos domingos, onde um check-in de 16 turistas num Embraer leva tanto tempo como o de 200 turistas num Airbus, onde os aviões de 49 lugares partem com 7 passageiros, onde nenhum turista dos poucos que chegam fica em hotéis da região e onde um «empresário» filosofa que «vai demorar anos e um investimento considerável em promoção»...

Porque hoje é domingo, o 13º do tempo comum...

EVANGELHO – Mt 10,37-42

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos:
 “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim,
 não é digno de Mim; 
e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim,
 não é digno de Mim.
 Quem não toma a sua cruz para Me seguir, 
não é digno de Mim.
 Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la;
 e quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la.
 Quem vos recebe, a Mim recebe; 
e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou.
 Quem recebe um profeta por ele ser profeta,
 receberá a recompensa de profeta; 
e quem recebe um justo por ele ser justo,
 receberá a recompensa de justo. 
E se alguém der de beber,
 nem que seja um copo de água fresca,
 a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo,
 em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”.

Ao contrário do que pode parecer, numa leitura apressada, o evangelho não nos diz que devemos seguir Cristo e abandonarmos a família. Na minha perspectiva fala de termos em conta que os muitos confortos e as  muitas distracções não impeçam de O seguir e de servir os nossos semelhantes em Seu nome. Trata-se de escolhas, trata-se de recompensas. Meditemos, pois.

O analfabeto político: por cá temos muito disto

Quero estar só

Jackson C. Frank - I Want To Be Alone

I want to be alone
I need to touch each stone
Face the grave that I have grown
I want to be
Alone
Before all the days are gone
And darker walls are bent and torn
To pass the time of those who mourn
I want to be
Alone
Rivers that run anywhere
Are in my hand and just up the stair
Past the eyes of those who care
Who can never be
Alone
Changes that were not meant to be
Tow the hours of my memory
Sing a song of love to me
To say you must never
Never be alone
The tears of a silent rain
Seek shelter on my broken pain
And run away
But I remain
To speak the words
That sing
Of alone
I want to be alone
I need to touch each stone
Face the grave that I have grown
I want to be
Alone

Gabriela Canavilhas ou Gabriela Canalha?

Segundo o Expresso desta semana, a ex-Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, recusou reunir-se com o novo Secretário de Estado da Cultura para a protocolar passagem de testemunho. Argumento? Bem, o pior de todos: "um ministro não passa pasta a secretário de estado". 
É uma vergonhosa arrogância e que demonstra a massa que era feita o saneado governo socialista.  A cultura até pode ter direito a uma pasta, ou a nenhuma; o nome da coisa não interessa, interessa sim o que se faz com a coisa... O certo é que nenhum governo deixará de ter a cultura como um elo fundamental na união da sociedade. O facto do actual governo ter escolhido uma plataforma distinta para a cultura, jamais deveria ter impedido o acto da passagem de pasta. A senhora (?) Gabriela Canavilhas deveria seguir as normas mais elementares da democracia (ainda que lisboeta -a democracia-). Esta atitude arrogante e com falta de sentido de estado não lhe fica bem, muito menos se atentarmos à imagem acima (da Lusa, creio). Espero, pois, que Francisco José Viegas, um Dragão, mostre a esta Portuense de segunda, de que massa é feita a gente de raça!

Tomislav Ivic

Na época 1987/1988,  pelo FCPorto, conquistou:
Supertaça Europeia, Taça Intercontinental, Campeonato Nacional e Taça de Portugal

Porque é S.João: nos Caminhos do Romântico

A tarde de 6ª feira estava porreira e eu carente de um arejo. Encerrado o expediente, aproveitei para dar uma volta numa zona que é uma autêntica ilha de tranquilidade no Porto, uma cidade de contrastes que contribui para ser uma cidade tão especial. Os Caminhos do Romântico seriam o cenário perfeito para desopilar e testar a resistência dos travões à Etielbina que me levará por outros caminhos até Santiago (mais lá para Julho).
O Porto tem esta primazia, tem duas faces bem diferentes entre si. De repente sai-se da confusão das ruas de D. Manuel II e de Júlio Dinis para a tranquilidade de cenários distintos e esplêndidos com uma vista bucólica sobre o rio Douro. Há pequenas hortas, matas, muros de pedra, quintas da nobreza e burguesia, fontes, chafarizes, lavadouros, gatos sem dono e um silêncio que impressiona. É a aldeia em plena cidade. Mas iniciado o passeio o cenário piora e a decepção rompe o encanto. Aquela que foi considerada uma das obras marcantes da Porto 2001, mereceu relevância no programa eleitoral do edil camarário e posterior promessa de reabilitação desta zona mas nunca teve seguimento. A ambição de transformar este espaço privilegiado num pólo de atracção turística e urbana desvaneceu-se por entre os meandros da burocracia da autarquia portuense. A atracção turística passaria pela delimitação de cinco percursos pedonais, cada qual com um tema ligado à história de Massarelos.
Sem se conseguir decifrar as informações das placas, a curiosidade determina a rota a seguir. Os Caminhos do Romântico apresentam um pouco das contradições do Porto de Oitocentos, romântico e burguês, rural e industrial. Tendo como ponto de partida os jardins do Palácio de Cristal, escolhi o primeiro percurso, Porto do Romantismo. Os outros percursos são: O Aproveitamento da Água, Arqueologia Rural e Industrial e do Gólgota a Massarelos.
Num local abrigado do ruído citadino, protegida por grandes muros, encontra-se Quinta da Macieirinha um dos mais belos espaços verdes da cidade e a Casa Tait, que serve como Gabinete de Numismática municipal. Na estreita Rua de Entrequintas, há um painel a indicar o início caminho. Pouco ou nada se consegue ler, dada a quantidade de riscos e rabiscos que o cobrem. Aliás, os grafitos são uma epidemia nestes caminhos. Não há parede, poste de iluminação ou balde do lixo que tenha resistido às tintas e canetas de quem se esconde. São os grupos que à noite se esgueiram para os recantos dos estreitos Caminhos do Romântico.
Os sinais de abandono e vandalismo roubaram parte do romantismo das ruas e trajectos pedestres traçados no vale de Massarelos. A zona encontra-se muito degradada, multiplicando-se as casas abandonadas e os actos de vandalismo. Já lá não mora quase ninguém, as casas foram ficando em ruína e as pessoas realojadas em bairros. Nos terrenos que escaparam ao abandono resistem pequenas hortas, preservadas para a subsistência das pessoas pobres que lá vivem.
O caminho vai depois desembocar na Rua da Restauração. Desci-a e segui a marginal, dando privilégio uma panorâmica privilegiada ao meu passeio o privilégio da panorâmica na companhia de um velho e leal amigo, o Rio Douro. A autarquia reconhece a degradação e abandono dos percursos dos Caminhos do Romântico no entanto romança paixões barulhentas e esbanja noutros caminhos reservados para as poluentes corridas de carrinhos de choque do seu inquilino!
Via No Gabinete

Momento National Geographic: Globalização

Tree Of Life

A Árvore da Vida, de Terrence Mallick. 

Imoralidade


Há dias, quando entrevistado por Mário Crespo para a SIC Notícias, sob o pretexto do lançamento do seu livro ‘Do eu Solitário para o nós solidário’, Frei Fernando Ventura disse, a propósito dos subsídios de reintegração que estavam a ser pedidos por deputados da última legislatura, que “quando o povo passa fome, o rei não come faisão”. Como é possível que no meio de tanto desemprego, deputados (que o são porque têm uma boa rede de contactos profissionais) peçam um subsídio de reintegração?

Sucede que o ‘rei‘ já não é apenas o deputado, o ministro ou o administrador de uma empresa pública. O rei de hoje não é um homem específico, mas uma forma de vida. É toda a estrutura estatal. O poder instituído que se imiscui no que não deve e, por isso, gasta dinheiro que não é dele. O ‘rei’ que come faisão é o socialismo que taxa impostos altos para pagar serviços desnecessários. É a aristocracia que vive à volta deste sistema. Como é possível que a empresa que gere o Metro de Lisboa apresente prejuízos de 151 milhões de euros e continue a ter um plano de investimentos, como se nada se passasse? Como é que se convive com tantos desempregados, que são fruto de uma economia estagnada à custa de impostos e regulamentações que servem apenas para sustentar uma máquina que destrói qualquer perspectiva de vida de quem vive neste país? Como se aceita que tantos milhares de pessoas fujam para o estrangeiro, porque a nossa economia fixou reduzida a uma fonte de receitas públicas?

O socialismo tornou-se imoral. Não está correcto sacrificar a vida de milhões de pessoas, em prol dos planos, interesses e desígnios de alguns. Não se pode conviver salutarmente e por muito tempo, numa sociedade em que uns estão sem trabalho e outros têm emprego para a vida e protestam contra cortes no seu vencimento. Como se nada se passasse lá fora. Nada se passasse fora das suas vidas. Como se convive numa sociedade em que muitas empresas vivem com a corda na garganta, enquanto tantas empresas públicas, com prejuízos altíssimos, não prestam contas por má gestão? Não é a igualdade um dos pressupostos do Estado de Direito?

Cada empresa pública que se vender, cada instituto público que se fechar são menos impostos a pagar por todos nós. É escolher. A grande batalha política dos próximos 3 anos vai ser esta. É escolher como vamos querer viver nos anos que estão à nossa frente. Escolher qual deve ser o nosso modo de vida nas próximas décadas e quais os valores que queremos transmitir aos nossos filhos. Uma sociedade justa, não é aquela em que o Estado distribui, mas onde cada um de nós tem percepção das dificuldades dos outros. Como já tive oportunidade de referir, também no seguimento de outra edição do Jornal da Noite de Mário Crespo, quando os portugueses deixarem de ser colectivamente egoístas e passarem a ser individualmente generosos. O fim da crise está aqui, e em reconhecermos que muitos no Estado se comportaram como reis a comer faisão.

O futuro Presidente da Melhor Nação do Mundo: Jon Huntsman

Jon Hunstman, embaixador em Singapura da Administração George H. Bush, governador do Utah entre 2005 e 2009 e Embaixador na China entre 2009 e 2011 da Administração Obama, apresentou hoje a sua candidatura presidencial. Com apenas 51 anos e detentor deste currículo, Huntsman é um dos nomes mais fortes a apresentar-se na corrida, apesar das sondagens e das suas debilidades. Mórmon, como moderado nas questões sociais, colaborador da Administração Obama e desconhecido do grande público americano, são algumas das características que diminuem as suas possibilidades de vitória. Mas num campo tão diversificado como este, onde as pessoas procuram desesperadamente pelo candidato anti-Romney, Huntsman tem uma hipótese.

No entanto, muitos questionam-se porque se fala tanto de Jon Huntsman e da viabilidade da sua candidatura, quando o seu nome não ultrapassa os dois por cento em todas as sondagens publicadas. Na verdade, além do breve currículo que apresentei, Huntsman é considerado um dos mais brilhantes políticos da sua geração. Nas últimas semanas tem reunido um leque de apoiantes poderosos, com muitos colaboradores e financiadores das últimas campanhas presidenciais de John McCain e George W. Bush. Apesar da oposição de muitas vozes do movimento (tea party, talk radio, media conservadores), a sua candidatura não está condenada ao fracasso. Em 2008, John McCain também era "detestado" por estes sectores e não foi por isso que deixou de ser o nomeado. E Mitt Romney, o frontrunner da corrida, também não está muito melhor classificado nessa liga conservadora. Se acredito que Jon Huntsman vai ser o nomeado? Não. Mas se fizer uma candidatura perfeita tem essa possibilidade, e mais, se deixar uma forte marca neste ciclo, fica desde já credenciado para uma próxima eleição.

Via Era Uma Vez na América

Como dizer "pesetero" em inglês?

Villas-Boas foi uma aposta de risco de Pinto da Costa. O Primeiro-Dragão da Nação Azul e Branca abriu-lhe as portas de um Grande Clube. Deu-lhe matéria humana e condições para que um jovenzinho, cujo palmarés foi o de ter acompanhado José Mourinho, pudesse sonhar. Sonhou e concretizou: Supertaça, Campeonato Nacional (sem derrotas), Taça de Portugal e Liga Europa!  Retumbante. Aliado a estes triunfos, a certeza de conquistas orientadas por um Dragão de Coração. E tantas formas as juras de amor, que, pensei, teríamos treinador para muitos (e bons) anos. Pensei eu, outros Dragões e até o nosso Grande Presidente. Falso. Há primeira, o moço abancou atrás das libras de uma mafioso russo qualquer. O do costume. Irra.  Mas esta forma de sair do meu clube deixa-me completamente desgostoso. Confesso, sem espinhas, a minha azia porque, de certa forma, é como perder uma espécie de campeonato psicológico. É mais uma derrota na minha nos homens, na sua palavra, nas suas declarações de indefectível lealdade seja ao que for, afinal meros passes publicitários, de consumo efémero, fachada. Afinal, a cadeira de sonho tranformou-se numa cadeira da treta, ou de rodas, como quiserem. Nestes dias, graças a certos pormenores perfeitamente dispensáveis da mesma novela FC Porto/AVB e a outras questões que nem às paredes confesso, estou que nem posso! Com azia. Derrotado!

Nota: noutras circunstâncias, pensaria economês e afirmaria, com orgulho, que o FCPorto até treinadores vende. O sucesso é fantástico. Jogadores e treinadores incógnitos entram na minha Casa e fazem-se homens e acabam cobiçados pelos tubarões endinheirados. Não serão mais felizes nesses locais, como dizia Deco à pouco mais de um mês, mas certamente com uma conta bancária bem recheada. É a sua vida e devemos respeitar a necessidade financeira de cada um. O que não se desculpa foi esta traição depois de tantas juras de amor eterno... Um raio que o parta, e agora até sou do Manchester, do Totenham, ou do Crystal Palace...

O Verão chegou...

    

Vergonha na pátria

Portugal dispõe de condições naturais, geográficas e humanas únicas. Se bem governado, seria desenvolvido e rico. O país tem território e tem gente, ambiciosa e trabalhadora. O ambiente social é o melhor da Europa, os níveis de segurança são invejáveis, a integração dos trabalhadores estrangeiros é pacífica. E, no entanto, a estrutura produtiva está obsoleta, objectivos estratégicos não há, o estado asfixia a economia.

A localização geoestratégica deste triângulo desenhado por Portugal continental, Açores e Madeira, ao qual acresce a zona económica exclusiva, concede-nos a prerrogativa de detentores de meio Atlântico. Poderíamos ser a plataforma de ligação comercial da Europa ao Mundo. Mas sem o mínimo de organização nos transportes, nas vias de comunicação marítimas, ferroviárias e terrestres, o resultado é penoso.

Temos um clima fabuloso, somos o refúgio temperado da Europa. Contudo, os portugueses tiritam de frio no Inverno, porque vivem em casas mal construídas e energeticamente ineficientes. E o turismo, apesar dos progressos, é ainda sazonal e localizado.

Os terrenos e o clima são propícios ao desenvolvimento de agricultura, pecuária e silvicultura de eleição. Mas o mundo rural está ao completo abandono, salvo a honrosa excepção que é a produção vitivinícola. O património histórico e cultural único, próprio do mais antigo país europeu, não é rentabilizado ou sequer usufruído.

Por último, possuímos essa condição de "povo de diáspora, arauto da unidade humana". Só que os quase cinco milhões de emigrantes e luso-descendentes espalhados pelo Mundo são desprezados pelas autoridades. Nem condição eleitoral lhes conferem. Em tantos milhões, votaram nas últimas eleições presidencias... 18 mil.

Quanta oportunidade perdida por falta de organização adequada do país, e em particular do Estado! E organização num estado designa-se de política: entregue a uma classe dirigente incapaz, inculta e degradada, Portugal está condenado ao subdesenvolvimento. Com outro enquadramento, outras regras, outro tipo de governação e políticos de qualidade, superar-nos-íamos. Se dúvidas houvesse, bastaria observar que são estes mesmos portugueses que constituem 25% da população activa do Luxemburgo, fazendo deste o país mais rico da Europa.

(opinião no JN, de 15Abril2009)

Bonecos

coisas que só nos apetece ver porque sim...

E se fossem...

Cavar batatas


Num momento em que Portugal atravessa uma situação particularmente difícil, estabeleceu-se entre os responsáveis políticos um estranho consenso: temos que apostar na agricultura. São os mesmos que disseram que tínhamos que apostar nas auto-estradas, na Expo 98, na construção de estádios, na tecnologia, na educação e no TGV, mas nunca cuidaram de garantir que as apostas seriam sustentáveis. É mais uma de uma longa lista de “apostas”, “prioridades nacionais” e “opções estratégicas”. Desta vez mandam-nos cavar para o campo. A sugestão revela uma grande ignorância sobre as condições de Portugal para a agricultura, sobre o papel da agricultura num país desenvolvido (sempre menos de 3% do PIB) e sobre o princípio das vantagens comparativas. Tenho 2 sugestões, primeiro, não tentem dizer-nos o que fazer, segundo, façam bem o que vos compete.

A insustentável leveza do orçamento

Multiculturalismo

Falhou
Na Alemanha. Na Holanda. Na Suíça. Em Inglaterra. Com uma nuance: não foi o multicultura não-sei-quantos que falhou, o que falhou foi a integração dos povos que professam o Islão. O que confirma a Europa como um clube cristão e remete a discussão para o início: a Turquia na União Europeia.
(Imagem de Roland Magunia para a AFP via Getty Images)

O seu a seu dono

Ficaram disponíveis on-line mais de 20 mil obras de arte saqueadas pelos nazis em França e na Bélgica entre os anos de 1940 e 1945, e prontas para serem devolvidas aos seus legítimos proprietários.  (Detalhes em espanhol e inglês)

A Floresta precisa de nós!

A AMO Portugal - Associação Mãos à Obra Portugal tem vindo a solicitar a divulgação do seu Projecto de Sensibilização e Prevenção de Incêndios Florestais no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Esta associação é o resultados das iniciativas "Mãos à Obra!" e do Projecto "Limpar Portugal" e em colaboração com a Direcção do PNPG e o SEPNA (GNR de Braga) decidiram juntar sinergias e levar avante esta acção a decorrer entre 15 de Junho e 31 de Setembro.

O objectivo é a mobilização de voluntários para percorrer trilhos já definidos e assim defender a fauna e flora única do Parque Nacional Peneda-Gerês.
Todos os voluntários tem garantia de estadia gratuita no Parque de Campismo do Vidoeiro (não inclui alimentação). Prevenir depende de nós! Portugal sem fogos depende de todos.
Para mais informação consultem: www.amoportugal.org, ou através dos números 919000693 e 963966171 (Carlos Evaristo).

Os banhos de água fria mais caros do Mundo

De acordo com o que está estabelecido no Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês, desde o passado dia 2 de Junho de 2011, estão proibidos os banhos no Rio Homem a montante da ponte sobre o Rio Homem pouco antes da fronteira da Portela do Homem.

O acesso à zona onde se inicia o estradão para as Minas dos Carris, que dá acesso também às lagoas do Rio Homem na zona referida e que   atravessa a Zona de Protecção Total (em quase toda a sua extensão) também  só será autorizada após permissão do ICNB, IP. Eventual autorização só através do pagamento de uma taxa de €152,00.

Esta imbecilidade, que regulamenta os banhos de água fria mais caros do mundo, será devidamente notificada aos cidadãos através de painéis informativos que irão ser colocados naqueles locais para que ninguém se esqueça de um regulamento cozinhado por lisboa!!!

Obrigado Aveiro!

Nas listas do PDA, como independente do MPN, fui candidato a deputado pelo Círculo Eleitoral de Aveiro. À semelhança dos outros círculos onde concorremos, a expressão nas urnas foi muito fraca. Fica todavia o agradecimento a todos aqueles que nos elegeram como alternativa ao governo e aos partidos centralistas. Voltaremos.

O braço direito de Oskar Schindler...

Coisas parvas, de quem não tem mais nada para fazer e não entende a história das nações

Aurélio Gomes e Ana Gomes: terão sido separados à nascença?

O essencial sobre José Sócrates e o Partido Socialista

Photobucket

Por fim a Alemanha reina...

Somos a primeira geração em muitos anos 
a assistir à destruição da Europa às mãos da Alemanha.
Por José Simões via Der Terrorist

Cerejas


Jean Ferrat, l' amour est cerise

MAIS QUE OUTRA FRUTA QUALQUER ... COMO SE PARTE DE TI

Cereja é fruta fugaz
que eu como, como um beijo.

Cereja é fruta que faz
o tempo saber a desejo.

É mais que fruta, é pecado...
um mês, nos dias de um ano.

Comê-la sentado a teu lado
provoca em mim doce engano:

Não sei se trinque a cereja,
se morda teus lábios maduros,
que a fruta que mais se deseja
é antes teus olhos, tão puros.

E junto a ti, encantado
enquanto em sonhos me beijas
sou o fogo libertado
enquanto comemos cerejas.

Eduardo Leal, esse teu corpo, corpos editora, 43

Voltando ao que interessa

Com três letrinhas apenas


Se escreve FMI


É das palavras pequenas


A mais perigosa que vi.

Ao cuidado do Sr. (futuro ex) Presidente da Câmara do Porto

O melhor pedido de casamento de sempre

Matt Still é provavelmente um dos homens mais desejados e invejados do Mundo. É o autor de um vídeo com milhões de visitas no Youtube e considerado como "o melhor pedido de casamento de sempre".

O "velho" encanto romântico de Hollywood, tantas vezes perdido em fórmulas estudadas e vendidas em cinemas "multiplex", com pipocas e refrigerantes a borbulhar, foi recuperado, ultrapassado até, num pedido de casamento original, cumprido num cinema.

Ginny Joiner foi com o irmão Charlie ver um filme, no cinema em McDonough, Atalanta, EUA. Entre o "trailer" de "A Ressaca 2" e o filme "Fast Five", começa o "trailer" do pedido de casamento, considerado por muitos como o melhor de sempre, feito pelo noivo, Matt Stiller.

"Uma história de amor tão verdadeira, que não podia ser escrita", começa o "trailer". Não consta se é a voz-off se as imagens, de meio-corpo para baixo, escondendo os rostos, que denunciam o proponente, mas após a primeira frase Ginny Joiner fica, literalmente, de boca aberta.

"É o Matt e o pai?", pergunta ao irmão, Charlie, actor secundário neste filme, homem a quem o noivo confiou a missão de levar a noiva ao local do pedido.

Realizado por Pedro Escobar, o "trailer" vai resumindo o momento em que Matt pede autorização ao sogro para casar com Ginny. "Pode parecer antiquado, mas é importante para mim e para a sua filha. Posso pedir-lhe a mão da sua filha?", pergunta o noivo, no filme.

Ginny, já não tem dúvidas. Ao ouvir a voz, ainda que remasterizada à moda de Hollywood, numa conversa entre dois homens, filmada a meio-corpo, sabe que é a alma gémea que está no grande ecrã a pedir autorização ao pai para lhe apresentar um anel de noivado.

"É o Matt", exclama, cobrindo o rosto com as mãos, ainda antes de os dois homens se abraçarem e o plano abrir para finalmente a imagem se focar no rosto do pai de Ginny, a aceitar Matt como genro. A noiva chora, de alegria.

Como em qualquer produção de Hollywood, um carro vemelho, icónico cavalo branco dos tempos modernos, arranca a grande velocidade. Matt acelera para o cinema, nervoso, para concluir, cara-a-cara, o pedido de casamento.

Matt compra pipocas e respira fundo, enchendo-se de coragem, para entrar na sala de cinema, onde o filme passa a realidade. O noivo, cumprindo o ritual do imaginário romântico do último século, ajoelha-se, apresenta um anel e faz o pedido de casamento.

Não se ouve um sim, da noiva. Sente-se um sim, soluçado antes de as luzes se acenderem e Ginny perceber que está rodeada de amigos e família no cinema. Cerca de 100 estranhos, que compraram bilhete para o filme principal, aplaudem o bónus, no grande ecrã e na vida real.

O "trailer", baptizado de "Fazer ciúmes ao cinema", é bem capaz de deixar Hollywood a roer-se de inveja. Rotulado de "melhor pedido de casamento de sempre", e colocado no Youtube, é já um sucesso, com mais de 6,4 milhões de visitas em quatro dias

Dilema

Campanha hilariante: um momento de campanha do PCTP-MRPP e o "deixai vir a mim as criancinhas"

Subitamente, lembrei-me da tropa

Direita, volver!

Da RyanAir, com amor

Eu gosto muito da RyanAir; por tudo o que (em pouco tempo) fizeram e estão a fazer pelo Porto e pelo Norte de Portugal, merecem todo o meu reconhecimento. Ainda para mais agora, que demonstraram um extraordinário sentido de humor para com os seus colegas grevistas de uma empresa lisboeta, do estado, portanto...


Notícia do Expresso:

Ryanair "agradece" com rosas a greve da TAP
A companhia de aviação low cost Ryanair "agradece" com rosas a greve dos tripulantes da TAP e chama-lhes "dinossauros".
13:44 Sexta feira, 3 de junho de 2011
(...)"A Ryanair começa a gostar do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil, que continua a causar incertezas aos passageiros da TAP na época alta do ano, porque agora com esta greve insensata de 10 dias ainda mais passageiros vão preferir as tarifas baixas da Ryanair, sem greves, para viajar este verão", adianta o responsável da empresa, citado no comunicado.(...)

Falando de coisas sérias

LIGA EUROPA
Quando Mourinho substitui Octávio Machado no cargo de treinador do Porto para, duas taças europeias depois, passar o testemunho a Del Neri, tivemos que nos resignar a que acreditar no papel salvífico do Special One.

 Que teria sido impossível uma equipa portuguesa chegar a uma final sem o seu génio, que teria sido impossível marcar golos com o Postiga em campo, que teria sido impossível tirar quilos ao Nuno Valente. Acreditámos no homem providencial, aquele sem o qual estaríamos condenados a viver contra Viena, contra uma única lembrança, contra aquela noite parada (pausa para arrepio). Julgávamos ter ficado a dever a Mourinho o absurdo de ripostar aos rigores da economia, aquela que condenou os países periféricos a exportar os seus melhores aos 18, a aceitar o regresso de jogadores em pré-reforma, a arriscar pontes aéreas com empresários da América latina.

Sendo de ressalvar que uma Liga Europa não é uma Champions, a presença de duas equipas portugueses numa final europeia 7 anos depois de Gelsenkirchen é um sério aviso à tentação deificante, por muito que devamos incensar Pinto da Costa, Villas-Boas ou Falcão. Na minha opinião devíamos estar mais ocupados em agradecer as muitas variáveis que nos concederam a graça do Portismo: ancestralidade familiar no Norte, ausência de um pai castigador que nos tivesse massificado enquanto benfiquistas, sensibilidade lírica para golos de calcanhar, tenacidade perante o desastre, resistência ao exílio, uma adolescência passada com o Poster do Fernando Couto no quarto, amor aos clássicos. Não sei a que sortilégio agradecer a filiação na causa portista, sei que “ao destino agradam as repetições, as variantes, as simetrias”, não vou dizer que para o ano ganhamos Champions, mas (como dizia o semi-deus) penso.
Pelo Bruno Sena Martins, in Avatares-de-Desejo

Discos pedidos



Posso dizer a frase? 
Estrelinha que te guie
Posso dedicar?
Dedicado ao ex Primeiro-Sinistro. Com ênfase!

Tem a palavra a Monarquia: Viva El-Rei

No momento em que escrevo este breve artigo, Portugal atravessa uma crise sem precedentes desde que aderimos à então Comunidade Económica Europeia. No cerne do que estamos a viver encontra-se uma verdadeira mudança de onde releva a sempiterna discussão sobre o papel do Estado, em que o importante é resgatar a liberdade dos portugueses e de Portugal da discricionariedade com que os políticos da nossa praça nos têm brindado, frequentemente a coberto de uma retórica demagógica onde Estado Social, neo-liberalismo e interesse nacional são expressões vociferadas sem que ninguém saiba muito bem o seu conteúdo e sentido, semeando uma confusão generalizada.


Certo é que, como Friedrich Hayek previu, o chamado “cold socialism” do Estado Social degenerou num modelo insustentável de compadrios e corrupção – económica e moral – que crescentemente vai coarctando a nossa liberdade de acção enquanto indivíduos mas também como nação, ao vermo-nos reféns de políticos e de políticas que nos trouxeram no caminho de uma dívida externa que prejudicará indelevelmente as próximas gerações. A esmagadora maioria da população está dependente do Estado, directa ou indirectamente, e este, por sua vez, está dependente do estrangeiro. A dependência financeira acentuou a falta de liberdade e sem liberdade económica, não há liberdade política. Ou seja, agora que chegámos à situação de pedir ajuda externa – que em minha opinião já deveria ter sido solicitada há mais tempo – fica patente a perda de autonomia a que estamos sujeitos.


Contudo, ao longo da nossa longa História, várias crises tivemos de enfrentar. Esta não é a mais grave das que atravessámos e não será, com toda a certeza, a última. Na verdade, desde a fundação do Reino de Portugal, se há algo verdadeiramente constante são as permanentes crises económicas, sociais e políticas em frente das quais nos soubemos reinventar. A esmagadora maioria destas ultrapassadas sob a liderança de um Rei e de Estadistas de uma craveira que parece residir apenas no passado. E neste momento em que muitos apelam a vazios “consensos nacionais” ou vêem uma esperança na figura de um Presidente da República eleito por um quarto dos eleitores, torna-se evidente a necessidade de usufruirmos do desprendimento em relação a interesses partidários de que um monarca goza, bem como a sua superioridade moral capaz de revitalizar uma nação em frente de qualquer crise.


Vem isto a propósito, também, do recente filme “O Discurso do Rei”, em torno da figura de Jorge VI, que conseguiu ultrapassar o problema de gaguez e unir um Império contra a ameaça Nazi, tornando-se, em conjunto com Winston Churchill, um símbolo de resistência durante a Segunda Guerra Mundial. Na verdade, Jorge VI e a Rainha Elizabeth prestaram um inestimável serviço ao visitarem as trincheiras por diversas vezes, e com discursos que providenciaram uma muito necessária revitalização moral das tropas e do povo.


Em Portugal, nunca foram governos de união ou salvação nacional ou Presidentes da República que uniram a nação portuguesa – aliás, a separação política entre partidos e ideologias é um sinal de vitalidade de qualquer democracia, onde a oposição tem também um papel importante na fiscalização do Governo. Foram sempre os monarcas que souberam enfrentar crises como oportunidades, e que souberam colocar ao serviço de todos a sua liberdade. E mesmo que se argumente que numa monarquia constitucional, como é o caso britânico, o Rei tem poucos poderes, parece-me evidente que poucas coisas são mais poderosas na revitalização do espírito de uma nação do que a elevação moral, o sentido de serviço e as palavras de um Rei.


Talvez mais do que nunca durante a III República, encontramo-nos hoje em frente de evidências que nos mostram como a verdadeira tradição portuguesa da monarquia seria a garantia de uma saudável democracia, como contrapeso à demagogia que fere o debate público em Portugal. Não se trata aqui de um sebastianismo bacoco, em que muitos políticos portugueses parecem rever-se, mas sim da restauração da defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses. As palavras de um símbolo de unidade nacional como o Rei seriam de um inestimável valor para podermos enfrentar os tempos que se avizinham.

Via Estado de Sentido e Imagem de Corta Fitas

José Seguro: o PS vai de mal a pior


Ainda o cadáver estava quente e José Seguro já se punha em bicos dos pés. Este Partido Socialista vai de mal a pior... Ou será tudo uma questão de tachos?

Uma segunda reflexão sobre o resultado das eleições

No domingo, penso que pela primeira vez, não votei no PSD ou em candidatos apoiados pelo PSD. Seria sempre difícil votar em Passos Coelho. Em primeiro lugar porque adoptei o ideal do Movimento Partido do Norte. Fiquei cansado de alimentar os partidos lisboetas, e estou irado contra os deputados eleitos pelos círculos eleitorais Nortenhos. Nada fizeram até hoje, em largos anos de "democracia", a favor das regiões que os elegeram. Nem uma causa, nem um princípio. Nada! Essa mesma causa por mim abraçada levou-me a surgir nestas eleições como candidato à Assembleia defendendo o PDA como independente e na sequência do acordo estabelecido entre as duas organizações, nortenha e açoreana. Isso bastaria, mas por outro lado há algo em Passos Coelho que me incomodou: a sua quota parte na reeleição de Sócrates em 2009, muito por força da sua participação nas guerras intestinas do PSD. Por outro lado, este líder não provocou em mim aquele clique, do tipo, "é este, tenho confiança e fé nas suas acções futuras". Sinceramente não tenho. Depois de Sá Carneiro, que adorava e ainda venero, fui duas vezes enganado, em momentos distintos: uma por Freitas, outra por Cavaco. Chegou. Muito mais depois daquela campanha extraordináriamente falhada, de tiros nos pés, dia sim, dia não...  Terrível amadorismo e indecisão.
Estarei atento. Veremos o que vai acontecer, para já, na formação do Governo. O que foi afirmado vezes sem conta vai ser cumprido? O emagrecimento do governo, os dez ministros mais vinte e cinco secretários de Estado... Que finalmente um governo central olhe para o que está estatuído na Constituição e execute o parágrafo mais caro à nossa Gente Nortenha: a Regionalização! O fim do jugo do Terreiro do Paço e dos cortesãos e cortesãs do eixo Lisboa-Cascais.  No global, espero obviamente estar enganado, que Passos Coelho não ceda à sacanice saloia  do aparelho, partidário e de estado. Que se rodeie dos melhores, independentemente da cor e credo... Caso contrário, estarei do lado posto da barricada, a lutar pelo Norte e cada vez mais, pelo nosso Governo Regional! Chega de centralismos e colonialismos. 

Dúvida

Será que o engenheiro sanitário, agora que está desempregado, vai dedicar-se à descoberta do antídoto contra o surto de E.coli?

O brinde da noite eleitoral

... na noite das eleições, o brinde foi para .... a moça que estava logo atrás do sacana. Uma tal de Hortense Martins, candidata nº 3 pelo PS de Castelo Branco. O que ela pulou ao ouvir isto:
 

Nota para a excelente pergunta da RR. Finalmente os jornalistas começam a perder o medo pelo biltre.

Transpiração versus Inspiração

Do clássico discurso de by by, desta vez (e sempre) acompanhado pelo magnífico teleponto (que lhe retira desde logo espontaneidade e verdade), o discurso da derrota (arrasadora) de José Sócrates foi 90% de transpiração e 10% de inspiração... Lol
Muito transpirava o sacana. Faltava-lhe lá o Luis...

Uma primeira reflexão sobre o resultado das eleições

Apesar da vergonhosa abstenção (respeito mas não entendo os queixumes dos portugueses) estes resultados eleitorais provam que a presença nociva para o país que José Sócrates apresentava, acabou, da mesma forma que podem abrir a porta a um Portugal melhor. A esquerda, na sua globalidade é a grande derrotada. Sócrates, mas também Francisco Louçã, outra figura sinistra da política portuguesa, são como limões espremidos: já nada valem.  Para todos nós surge no horizonte próximo um novo rosto, surge uma renovação. Nos políticos, nas políticas, no fim dos clientelismos, no fim do faz de conta, do teleponto e da cultura do powerpoint.  É indispensável renovação.  O vencedor, Passos Coelho, tal como o país, não têm nada para festejar. Afinal está lá fora um Portugal devastado. E um desastre não se festeja. O esforço no sentido de controlar os danos e de reconstruir sobre as ruínas não se compadece com foguetório e espectáculos de variedades. Neste cenário, o próximo governo não terá, desta vez, um minuto de estado de graça. Na verdade, o que o espera, e a nós com ele, é um estado de desgraça que vai exigir que todos sejamos capazes de nos transcendermos. 
Uma palavra para o partido/movimento que apoiei. O Movimento Partido do Norte surgiu nestas eleições coligado com o PDA.  Desde a primeira hora que pretendíamos ir a votos de forma autónoma. A emergência de eleições e a (ainda) não formalização como partido político, depois a recusa do TC na coligação, levaram-nos à figura de independentes pelo PDA. Muito obrigado. Permitiram-nos apresentar o nosso programa, discuti-lo, fazer ouvir a nossa voz. Em democracia, TODOS deveriam ter direito ao seu tempo. Em Portugal, como noutras democracias, os designados pequenos partidos, têm o que têm. Pouco ou quase nada. Foi difícil. Por outro lado, eu próprio disse numa reunião do MPN que objectivamente as pessoas, nestas eleições iriam preocupar-se no pão que põe na mesa, só depois na essência política. As nossas razões, os nossos objectivos são muito bons. Todos aqueles com quem falamos assim o diziam. Muitas palmadas nas costas e vozes de incentivo. Mas no fim, hoje, optaram pela saída fácil. Têm toda a legitimidade. Todavia, cerca de 0,1% entenderam e aceitaram dar-nos o seu voto. É um estímulo, não uma derrota. Pedro Baptista tem razão no que defende. Eu estou com ele. Quatro mil hoje. Amanhã quatro milhões. Não creio que o Norte venha a beneficiar por aí além com este governo. Nem com nenhum governo lisboeta. Aliás, podemos ver as "elites" todas em lisboa. Nenhum partido tem o Norte como base; apenas aqui aparecem para o folclore do voto. O próprio PSD não resistiu à tentação e, no Porto, a sua cabeça de lista foi uma benfiquista, antiga braço direito de um foragido ex-presidente benfiquista, Vale e Azevedo. Sintomática a falta de respeito. Sintomática a forma como o Porto é tratado. E o Porto, por mais que custe a muita gente, é o Norte. É a locomotiva desta Nação Portucalense. Quando os directórios políticos nos tratam assim, com falta de respeito e pudor, o que se pode esperar? Lutar, lutar sempre pelas nossas raízes. O Movimento Partido do Norte não verga a cerviz. Contem comigo para as próximas lutas. 

Estrelinha que te guie...

Houvesse justiça e estes seriam levados a tribunal por conduta criminosa contra uma Nação

CULPADOS
DO 
ABISMO