Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Podem esclarecer-me?

Uns palhaços eleitos para nos governarem, desataram a cortar regalias e a ditar medidas para piorarem a vida dos portugueses. Não há ninguém satisfeito. Ninguém. As pessoas já percebram que o governo acabará por cair de podre antes mesmo do fim da legislatura.
Entretanto, os mesmos palhaços insistem vigorosamente na construção de um novo aeroporto na OTA...
Insistem nas medias de restrição aos portugueses, mas por outro lado avançam numa obra faraónica e desnecessária...
Podem explicar-me porquê? Porque não pôr fim já a isto? Definitivamente...

Matemática

Portugal é um país geométrico
É um país rectangular,
com problemas bicudos,
resolvidos em mesas redondas,
por bestas quadradas.
Está tudo dito.

O sebastianismo

Francisco José Viegas, in JN, 28 de Outubro de 2005

O dr. Soares acha, com discutível sinceridade, que há por aí um "sebastianismo revanchista de Direita" que ameaça a nossa existência e que pode, portanto, subverter o essencial do regime. Não é só ele a dizê-lo. A lengalenga vai ser repetida durante semanas. Na verdade, o "sebastianismo revanchista de Direita" existe no discurso do dr. Soares e de alguma parte mais obsoleta dos seus apoiantes. O papão vai ser agitado sem parcimónia. Se ele existir, deve combater-se com palavras, e devem ser palavras duras, escolhidas - não importa que não queiram dizer nada, ou que não tenham correspondência na realidade, desde que causem esse efeito irremediável de estarmos perante um perigo fatal. Com um bom inimigo pela frente, o combate será mais vibrante; à falta dele, invente-se um.
O que pretende o "sebastianismo revanchista de Direita"? Subverter o regime, derreter o semipresidencialismo, castigar os portugueses, ameaçar a liberdade, acabar com a "coesão social". Ora, ninguém acredita numa única das ameaças, a começar pelos próprios. Vivemos num país normal em que há um governo que resulta de uma maioria absoluta no Parlamento e cuja taxa de aprovação é bastante superior à média dos últimos cinco anos; José Sócrates só não renovará o mandato se malbaratar esse capital de confiança. Vamos a pormenores as aulas começaram a horas e a contestação social (leiam os jornais europeus) não é maior do que a registada em outros países da União; a guerra das corporações profissionais cessará, mais tarde ou mais cedo, quer por meios legais quer por falta de apoio popular (fundamental para a sua visibilidade); o Orçamento de Estado vai, necessariamente, passar na Assembleia com críticas da Esquerda e da Direita; o agravamento da taxa de desemprego estará muito próximo dos índices de países próximos; o "combate ao défice" é uma realidade incontornável de qualquer programa de Governo por muito que a expressão esteja gasta e adulterada. Existem as chamadas questões endémicas e históricas: os números dramáticos da pobreza, a taxa de alfabetização, os problemas da produtividade e a reforma e modernização da Administração Pública. Para isso, existem os governos e existe o tempo.
O dr. Soares não pode, com honestidade, repetir a afirmação de que, se não fosse dar-se o caso de Portugal ser membro da União Europeia, os militares já tinham organizado um golpe. Foi uma brincadeira, todos acreditam. Mas a vida não está para brincadeiras, por muito que se possa apreciar a herança que o ex-presidente da República deixou ao fim de dois mandatos e de uma vida dedicada à política. Sinceramente, quase ninguém sucumbe a ameaças desse género. A dramatização, a invocação permanente da ameaça do fascismo, a má-fé contra Cavaco e a sua demonização, as acusações de "saudosistas de Salazar", são argumentos de sociedade recreativa e não merecem ser usados por alguém com a sua biografia.
O discurso de Mário Soares foi o anúncio de um novo tipo de sebastianismo a declaração de que vem para unir os portugueses e para nos salvar de uma catástrofe. Só que poucos acreditam no desenho dessa catástrofe. E, quanto a estarmos todos unidos, parece-me um exagero.
P.S. Almeida Santos dizia, à TSF, que Cavaco tinha sido bom primeiro-ministro, mas que não tinha nenhuma experiência como presidente da República; isso era mau. Pelo contrário, Mário Soares tinha dois mandatos como presidente da República, o que significava mais experiência; e que isso era bom para "a mudança".
Não sei o que mais hão-de inventar.

Bastas razões de vergonha

por Miguel Sousa Tavares, Público, 28 de Outubro de 2005

1. "Democraticamente" absolvida nas urnas, como era de esperar, a D.ª Fátima Felgueiras está agora em vias de se ver alijada dos seus problemas judiciais, como também era de esperar. A senhora merece que se lhe tire o chapéu: fez uma sábia gestão dos seus trunfos e dos seus timings e, entre a demissão cívica do seu povo e a demissão institucional da justiça, descobriu o caminho para a impunidade. "Dei uma lição ao país!", exclamou ela, triunfante, na noite de 9 de Outubro. E deu mesmo. A lição foi esta: o único crime que não se perdoa é o da falta de esperteza. O Tribunal da Relação de Guimarães liquidou, de facto, o processo de Fátima Felgueiras, mandando refazer o essencial da instrução e, com isso, remetendo o julgamento para as calendas do ano vindouro. Os desembargadores de Guimarães entenderam que o Ministério Público e o juiz de instrução não fizeram senão asneiras na construção da acusação: as escutas telefónicas são ilegais porque o juiz não as foi validando dentro de "um prazo razoável", e os principais testemunhos acusatórios são nulos porque os depoentes foram ouvidos como testemunhas e não como arguidos, como o deveriam ter sido (e embora, posteriormente, ouvidos como arguidos, tenham confirmado o que haviam dito antes). Pouco importa, todavia, o conteúdo de umas e outras provas: para a justiça portuguesa, a fórmula é tudo, a substância é um estorvo. Longe de mim - valha-me Deus! - contestar a lógica irrebatível dos argumentos dos senhores desembargadores de Guimarães. Limito-me a observar que uma magistratura passou aqui um atestado de incompetência à outra e que tudo se encaminha, uma vez mais, para que os formalismos processuais conduzam à denegação de justiça. Mas, juntas e unidas nas suas lamentações, ambas as magistraturas estão em greve contra o "desprestígio" que o Governo lança sobre elas. Parece que a redução das férias de Verão dos magistrados de dois para um mês e a supressão do regime especial de saúde de que beneficiavam, em troca do regime geral, afectam gravemente as "condições de independência" da classe e indiciam mesmo uma tentativa de controlo político sobre a justiça. Ouvido pela TSF, o presidente do Sindicato dos Juízes, Baptista Coelho, esclareceu que, enquanto órgão de soberania, os magistrados se batem pela sua independência; e, enquanto "carreira profissional", estão em greve por condições privilegiadas de dependência do Estado. Fiquei esclarecido - como, aliás, fico sempre que o dr. Baptista Coelho e o dr. Cluny, do Sindicato do Ministério Público, expõem as suas razões. Talvez alguém com mais senso lhes devesse explicar que o país já não é assim tão estúpido quanto eles imaginam.
2. Preparada "durante um ano", ensaiada ao pormenor, de véspera e por mais de 60 pessoas envolvidas, a "mega-operação" de "flagra" sobre a banca cobriu-se de ridículo à nascença. Numa operação capaz de abalar todo o sistema bancário, onde tudo deveria ser tratado com pinças e total discrição, logo a abrir, as autoridades apresentaram-se no primeiro banco sem um mandado de busca em condições; depois, mandaram-no vir por fax para o próprio banco a rebuscar, esquecendo-se de apagar do cabeçalho o nome dos restantes alvos a surpreender e das suspeitas que sobre eles recaíam. Como é óbvio, meia hora depois, Lisboa inteira já sabia o que estava em curso, e, perante tão chocante incompetência dos seus serviços, o senhor procurador-geral da República não encontrou melhor maneira de disfarçar a vergonha do que mandar instaurar um processo por violação do segredo de justiça... aos jornalistas! Digamo-lo tranquilamente: num país a sério, o senhor procurador-geral e a senhora procuradora adjunta que dirigiu a operação teriam apresentado a sua demissão ou estariam demitidos no dia seguinte. Aqui, estão em greve, pelo seu "prestígio" e, sobretudo, para que ninguém ouse beliscar esta santa impunidade funcional de que gozam e a que gostam de chamar "independência".
3. Nomeados pelo governo PSD, alguns administradores da CP e outros da Refer descobriram a fórmula genial de se porem ao abrigo das flutuações políticas e garantirem um emprego de futuro, muito para além dos três anos normais dos mandatos dos gestores públicos: os da CP foram nomeados para o quadro da Refer, com o cargo de directores e o lugar reservado até saírem da CP, e os da Refer fizeram o mesmo na CP.Descoberta a esperteza, chamados a explicarem-se e instaurados os respectivos processos de averiguações, os senhores administradores mantiveram a bola baixa, a ver se a coisa passava. Mas, concluídas as averiguações e na iminência de um despedimento com mais do que justa causa, os da Refer convocaram uma conferência de imprensa para despejar o saco: o que fizeram tratava-se de "um processo normal", que, aliás, tinham tido o cuidado de validar previamente junto do Partido Socialista, então oposição, e da senhora que depois viria a ser a secretária de Estado da tutela, no governo PS. Em seu entender, estaríamos assim perante um "saneamento pessoal e político", inclusive confirmado por suspeitíssimas informações circulando entre a Refer, o governo PS e as suas autarquias - de que só agora lhes ocorrera suspeitar.À noite, e depois de grandes cerimónias, o ministro despediu-os de vez. Mas eu aposto, infelizmente, que, por irregularidades processuais ou qualquer outro pretexto espúrio, e devidamente escudados em "pareceres" dos mestres de Direito sempre disponíveis, as vítimas hão-de ver a razão ser-lhes reconhecida por algum tribunal e tudo isto há-de acabar na conta dos contribuintes. Salve-se, ao menos, o desabafo: que país sem vergonha!
4. Está aberta a época sazonal de um desporto típico da cena portuguesa: a caça ao intelectual/artista/ músico/jornalista/desportista, por ocasião das presidenciais. De cinco em cinco anos, aí temos a lista, actualizada diariamente, das novas adesões aos candidatos. É um espectáculo digno de lástima: nomes consagrados, nomes ainda na infância da arte e nomes de absolutos desconhecidos ou falhados sem remissão possível acotovelam-se para ganhar meia linha de destaque no jornal do dia. Nunca percebi por que é que esta gente - a que tem valor - não é capaz de ficar quieta em casa e sente uma tamanha compulsão de aderência, como se o facto de o seu nome não constar de lista alguma fosse sinal de morte prematura. Ó, senhores artistas, intelectuais, desportistas: guardem-se para o 10 de Junho!

Neste mandato, ainda vou ver Rui Rio no camarote presidencial do Dragão...

P-Mas continua a dar a garantia de que não vai haver construções no Parque da Cidade?

Rui Rio-"É uma garantia que tem de ser entendida de uma forma equilibrada e com bom senso. Quando digo que não há construções, estou a referir-me à especulação imobiliária. Não estou a imaginar, mas pode haver um qualquer pormenor, um remate… Neste mandato tenho condições para tentar uma solução".
Perceberam?: não tarda lá vai o sr Rio permitir umas construções lá para o parque da cidade...
Ele que fora tão crítico quanto a esse facto.
Parvalhão e mentiroso...

Candidatura do Património imaterial Galego-Portugués

A ter em atenção (e apoio com entusiasmo) a Candidatura do Património imaterial Galego-Português à distinção da UNESCO:

«A candidatura multinacional que é proposta, As tradições orais galego-portuguesas, reporta-se a uma marca distintiva das expressões culturais das regiões do Norte de Portugal e da Galiza (Espanha), que as caracteriza como uma unidade de práticas sociais e simbólicas, de que a tradição oral é uma manifestação original. Propõe-se esta tradição oral como Masterpiece of Oral and Intangible Heritage of Humanity e alia-a às manifestações materiais e simbólicas no Noroeste Peninsular porque nela encontram sentido e têm origem as comunidades humanas aqui residentes e que têm consciência da importância deste mundo da oralidade na construção da sua identidade cultural.As regiões do Norte de Portugal e da Galiza conservam, ainda, um conjunto de práticas sociais e uma tradição oral que, de alguma forma, as individualiza no conjunto das demais regiões portuguesas e espanholas.As tradições culturais aqui transmitidas de geração em geração são herança comum das comunidades sociais que neste espaço viveram ao longo dos séculos. O património cultural oral destas comunidades está, para além dos múltiplos contributos herdados de diferentes participantes, marcado pelas características geográficas e ecológicas da região.»




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AGORA MUITO A SÉRIO: têm de pedir desculpa pelos insultos

No Porto venceu o candidato que propôs uma liderança paroquial, quezilenta, vingativa, mesquinha, pequena, queixinhas, lamurienta, populista.
Eis a cidade que a maioria dos portuenses quis.
Eis a cidade que todos os portuenses continuarão a ter.
No discurso de vitória, para além de verberar contra a corja dos jornalistas, o Rio não deixou de exigir que o primeiro ministro permitisse à Câmara do Porto concluir o túnel de Ceuta à "sua maneira". Contra as decisões dos técnicos e dos tribunais... Salvo as devidas distâncias, até parecia a Fátima, o Valentim ou o Isaltino a falar...
Na tomada de posse, Rio já falou para o País, insinuando-se para o lugar de Marques Mendes, e já se nota demasiada habituação nos outros. Há gente que já lá anda faz tanto tempo...
A primeira medida foi para provar que não quer usar a maioria absoluta contra quem lhe fez oposição. Assim, acompanhdo pelos elementos do executivo da coligação PSD/CDS-PP, Rio decidiu ir ao bairro de Aldoar, onde havia sido insultado e apedrejado.
Por entre as pessoas que o receberam estava uma jovem mãe, Paula Sá Pereira, com marido e quatro filhos, a viver num T2, que reclama uma casa maior. Foi uma das que berrou contra o presidente da Câmara aquando da visita na campanha eleitoral. Desta vez, optou por estratégia diferente e dirigiu-se à vereadora da Habitação, Matilde Alves (outra besta a acompanhar) que lhe disse, em tom ríspido:
"Primeiro, a senhora pede desculpas pelos insultos. Depois, vou pensar no seu caso". Surpreendida, a mulher respondeu "Peço desculpa". E desatou a chorar, explicando aos jornalistas: "[eu] era uma das pessoas que estavam revoltadas, no meio da confusão. A doutora deve ter-me fixado e agora humilhou-me em frente das televisões". Na realidade, no dia 27 de Setembro, foi uma das que insultou a comitiva liderada por Rio. Pudera, "estava nervosa, já tinha metido dois requerimentos a pedir transferência e estava farta de correr para o Carvalhido". E lá continuou a chorar, com um ar algo perdido, à passagem da corte autárquica.
Humilhação. Se há palavra que sintetiza o efeito devastador da vergonha sobre a dignidade humana é, concerteza, "humilhação".
Paula Sá Pereira foi humilhada e teme já as represálias: "estou sob uma ameaça", lamentou, com as lágrimas nos olhos. A verdade é que a senhora não teve capacidade para discernir o seu comportamento. Para alguns, ela ter-se-á humilhado quando insultou Rui Rio. Mas alcançou a redenção quando pediu desculpas por o ter feito. A vereadora teve uma atitude perfeitamente persecutória e indigna. O que a vereadora deveria ter feito era parado e escutá-la, porque ali estava alguém que havia reconhecido o seu erro. E, aí, perdeu a razão. Tratou-a com desprezo e despeito. Num curto espaço de alguns segundos, uma lição de vida: a razão não tem proprietários, nem escolhe lados; são os comportamentos de cada um que revelam onde é que ela mora.
De que é que os portuenses estavam à espera quando votaram em Rio? Pérolas? Agora abotoem-se...

Trechos apanhados por aí (acreditem se quiserem)

Preso processa Deus por quebra de contrato
"Um preso romeno está processando Deus por falhar em salvá-lo do diabo. O prisioneiro, chamado Pavel M, segundo a imprensa local, acusa Deus de traição, abuso e tráfico de influência. Segundo o site Ananova, o homem alega que o seu baptismo é um contrato entre ele e Deus, que teria a obrigação de manter o Diabo longe, assim como os problemas. A reclamação foi enviada para a Corte de Timisoara e encaminhada para o escritório do procurador. Entretanto, os procuradores já disseram que provavelmente o processo será arquivado e eles não tem como chamar Deus para depôr."
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O ocaso de uma civilização: Homer Simpson é escolhido como modelo do sexo masculino
"Uma pesquisa realizada pela revista Men's Health apontou o personagem Homer Simpson um dos 10 Homens da Década na categoria... "filósofo". A idéia da pesquisa, realizada em comemoração dos dez anos da publicação, foi mostrar a relevância de representantes do sexo masculino em diversas áreas, como entretenimento, esportes e música."Homer Simpson ensinou uma geração sobre o desafio que é ser pai nos tempos atuais", disse Morgan Rees, editor da Men´s Health. Na lista também figuram o músico Bob Geldof, o chef Jamie Oliver, o ciclista Lance Armstrong e o designer da Apple Jonathan Ive."
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Suécia lança combóio movido a vacas
"Estocolmo - O primeiro combóio movido a biogás fez sua viagem inaugural na Suécia.
O combustível pode ser feito a partir dos restos mortais de animais.
No caso sueco, vacas estão sendo abatidas e trituradas para dar impulso ao combóio. O material orgânico é misturado a água e plantas e, após semanas de decomposição, dá origem ao gás metano que alimenta os motores.
A Suécia tem apostado nos biocombustíveis para proteger o meio ambiente e, ao mesmo, escapar dos altos preços do petróleo no mercado internacional. O combóio "movido a vacas" percorreu sem problemas, na segunda-feira, os 80 km que separam Linkoeping, ao sul de Estocolmo, à cidade litorânea de Vaestervik.
1 vaca = 4 km Segundo a empresa responsável pelo projeto, a Svensk Biogás, uma vaca dá origem a combustível suficiente para transportar o combóio por 4 km. Ou seja, 20 vacas mortas são usadas para cada viagem do combóio. Inicialmente, o combóio percorrerá este trajeto uma vez por dia, "mas a nossa ambição é que, eventualmente, ele faça duas ou mais viagens", disse Peter Unden, diretor de marketing da Svensk Biogás.
Com apenas um vagão, o primeiro combóio movido a biogás tem assentos para 60 passageiros. Trata-se de um antigo combóio da Fiat, cujos motores a diesel foram substituídos por motores Volvo movidos a gás.
130 km/h O combóio está equipado com 11 reservatórios que comportam gás suficiente para percorrer 600 km sem necessidade de reabastecimento. Sua velocidade máxima é de 130 km/h. A Suécia, país conhecido por iniciativas ambientalistas, está na vanguarda do uso do biogás como fonte de energia renovável e não poluente. Em Linkoeping, uma frota de 65 autocarros já utiliza o biogás, assim como táxis, camiões de lixo e muitos carros particulares. Segundo a Svensk Biogás, vários países já mostraram interesse no projeto do combóio movido a biogás, entre eles a Índia - um país em que as vacas são consideradas sagradas."

Rosa Parks


No fim do dia 1 de Dezembro de 1955, em Montgomery, no estado norte-americano do Alabama, uma mulher, cansada, regressava do trabalho. Subiu para o autocarro e sentou-se. Pouco depois, um homem branco entrou no mesmo autocarro. Quis sentar-se. Viu uma mulher de cor a ocupar um lugar. Dirigiu-se-lhe, dizendo para ela se levantar. A mulher recusou-se. O homem chamou o motorista. O autocarro parou. O condutor levantou-se e ordenou à mulher que cedesse o lugar. Que era a lei: os negros tinham de dar o lugar aos brancos. Ela continuou sentada. O motorista deu-lhe voz de prisão. Ela respondeu que não se importava. Foi levada a Tribunal, julgada e condenada ao pagamento de uma multa de 14 dólares... A mulher chamava-se Rosa Parks e faleceu esta semana, com 92 anos.
O seu acto desencadeou uma série de eventos que transformaria, para sempre, os Estados Unidos da América.
Logo a seguir, a comunidade negra organizou um boicote à companhia de autocarros que durou 381 dias . À frente do movimento estava um jovem padre da igreja baptista, de seu nome Martin Luther King Junior. Ficou célebre a sua proclamação: "There comes a time that people get tired / Há um altura em que as pessoas se cansam".
Os média foram acordados para os problemas raciais da América de então. No turbilhão que se seguiu Rosa Parks dizia que não sabia bem por que recusou levartar-se e dar o lugar a um branco; parecia que alguém lhe dizia para não se deixar humilhar...
Onze meses depois, o Supremo Tribunal consideraria a segregação racial em transportes públicos como 'inconstitucional', mas só em 1964, com a aprovação pelo Congresso do "Civil Rights Act", é que a política de não segregação se estendeu a todo o país.
Quem estudar Direitos Humanos, ou minimamente se interessar pelo tema, sabe de cor a fascinante história desta mulher negra do Alabama. O seu exemplo é de uma grandeza tal que custa encontrar palavras para o definir. Para quem tem medo de tomar posição, de dizer "não", de dizer "basta", a sua história deverá ficar como referência absoluta de que vale mesmo a pena lutar por aquilo em que se acredita.

Taças

O FC Porto garantiu a passagem à eliminatória seguinte da Taça de Portugal recorrendo à "lei do menor esforço". Já o Benfica regressou aos seus melhores dias: a passagem foi muito concretizada através do benefício de uma arbitragem perfeitamente miserável e tendenciosa. E não foi só na falta de Simão, no segundo golo, com o árbitro a dois passos - foi toda uma dualidade de critérios que influenciou o sentido do jogo. Entretanto, em Inglaterra, Mourinho provou o sabor amargo da derrota, ao ser eliminado da Carling Cup, o primeiro troféu que havia conquistado por aquelas bandas...
Não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe...

Brincar com o fogo


"Se Deus quiser, seremos testemunhas de um mundo sem os Estados Unidos e sem a entidade sionista. O Estado sionista ocupante de Jerusalém deve ser apagado do mapa. Qualquer um que reconheça Israel arderá no fogo da fúria da nação islâmica; qualquer um que reconheça o regime sionista terá traído o mundo islâmico"
Este insulto foi proferido pelo presidente do Irão, Mahmud Ahmadinejad, diante de um grupo de estudantes durante um congresso realizado em Terão chamado "O mundo sem o sionismo.
Aquando da eleição deste perigoso palhaço, os países ocidentais olharam-no com sérias reservas (mesmo mentais). Os receios estão, assim, a confirmar-se.
Esta "simples" e clara mensagem, tendo por destinatários os terroristas árabes e os seus lacaios ocidentais, é clara e recupera a “Guerra Santa”.
O presidente iraniano é tido (e achado) como um ortodoxo - tal qual os bombistas suicidas. Daí que seja legítimo perguntar: até que ponto esta afirmação quase suicida não é intencional, no sentido de provocar a ira de Israel, e Ahmadinejad tornar-se num mártir cuja morte ainda venha dar ainda mais força ao movimento anti-semita?
Tendo em atenção as acções, recentes e justas, de Israel contra o Hammas, não será de estranhar que, um dia destes, Ahmadinejad acorde debaixo dos escombros do seu palácio - isto se, efectivamente, acordar...
Por mim era já hoje...

Cenoura, ovo ou café?

Recebido agora mesmo...
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um chefe de cozinha, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impaciente, imaginando o que ele estaria fazendo.Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás; pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela; então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou:
- "Querida, o que você está vendo?"
- "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- "O que isto significa, pai?"
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis - sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais rígido. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
Ele perguntou à filha:
- "Qual deles é você, minha querida?. Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força? Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma? Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?
"Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe a nós - somente a nós - decidir se a suposta crise irá ou não afectar o nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.
Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar este desafio. Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar um café, você possa repassar essa história. Uma vida não tem importância se não for capaz de imputar positivamente outras vidas.
O que você é: cenoura, ovo ou café?

Era uma vez


... Quatro funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém , Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha acerteza que Alguém o faria.

Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.

Alguém zangou-se porque era um trabalho para Toda-a-Gente.

Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria.

No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um quinto funcionário para evitar todos estes problemas...

Retrato Oval - por Edgar Allan Poe


O castelo em que o meu criado se tinha empenhado em entrar pela força, de preferência a deixar-me passar a noite ao relento, gravemente ferido como estava, era um desses edifícios com um misto de soturnidade e de grandeza que durante tanto tempo se ergueram nos Apeninos, não menos na realidade do que na imaginação da senhora Radcliffe. Tudo dava a entender que tinha sido abandonado recentemente. Instalamo-nos num dos compartimentos mais pequenos e menos sumptuosamente mobilados, situado num remoto torreão do edifício. A decoração era rica, porém estragada e vetusta. Das paredes pendiam colgaduras e diversos e multiformes troféus heráldicos, misturados com um desusado número de pinturas modernas, muito alegres, em molduras de ricos arabescos doirados. Por esses quadros que pendiam das paredes - não só nas suas superfícies principais como nos muitos recessos que a arquitectura bizarra tornara necessários -, por esses quadros, digo, senti despertar grande interesse, possivelmente por virtude do meu delírio incipiente; de modo que ordenei a Pedro que fechasse os maciços postigos do quarto, pois que já era noite; que acendesse os bicos de um alto candelabro que estava à cabeceira da minha cama e que corresse de par em par as cortinas franjadas de veludo preto que envolviam o leito. Quis que se fizesse tudo isto de modo a que me fosse possível, se não adormecesse, ter a alternativa de contemplar esses quadros e ler um pequeno volume que acháramos sobre a almofada e que os descrevia e criticava.
Por muito, muito tempo estive a ler, e solene e devotamente os contemplei. Rápidas e magníficas, as horas voavam, e a meia-noite chegou. A posição do candelabro desagradava-me, e estendendo a mão com dificuldade para não perturbar o meu criado que dormia, coloquei-o de modo a que a luz incidisse mais em cheio sobre o livro.
Mas o movimento produziu um efeito completamente inesperado. A luz das numerosas velas (pois eram muitas) incidia agora num recanto do quarto que até então estivera mergulhado em profunda obscuridade por uma das colunas da cama. E assim foi que pude ver, vivamente iluminado, um retrato que passava despercebido. Era o retrato de uma jovem que começava a ser mulher. Olhei precipitadamente para a pintura e ato contínuo fechei os olhos. A princípio, eu próprio ignorava por que o fizera. Mas enquanto as minhas pálpebras assim permaneceram fechadas, revi em espírito a razão por que as fechara. Foi um movimento impulsivo para ganhar tempo para pensar - para me certificar que a vista não me enganava -, para acalmar e dominar a minha fantasia e conseguir uma observação mais calma e objectiva. Em poucos momentos voltei a contemplar fixamente a pintura.
Que agora via certo, não podia nem queria duvidar, pois que a primeira incidência da luz das velas sobre a tela parecera dissipar a sonolenta letargia que se apoderara dos meus sentidos, colocando-me de novo na vida desperta.
O retrato, disse-o já, era de uma jovem. Apenas se representavam a cabeça e os ombros, pintados à maneira daquilo que tecnicamente se designa por vinheta - muito no estilo das cabeças favoritas de Sully. Os braços, o peito, e inclusivamente as pontas dos cabelos radiosos, diluíam-se imperceptivelmente na vaga mas profunda sombra que constituía o fundo. A moldura era oval, ricamente doirada e filigranada em arabescos. Como obra de arte, nada podia ser mais admirável que o retrato em si. Mas não pode ter sido nem a execução da obra nem a beleza imortal do rosto o que tão subitamente e com tal veemência me comoveu. Tão-pouco é possível que a minha fantasia, sacudida da sua meia sonolência, tenha tomado aquela cabeça pela de uma pessoa viva. Compreendi imediatamente que as particularidades do desenho, do vinhetado e da moldura devem ter dissipado por completo uma tal ideia - devem ter evitado inclusivamente qualquer distracção momentânea. Meditando profundamente nestes pontos, permaneci, talvez uma hora, meio deitado, meio reclinado, de olhar fito no retrato. Por fim, satisfeito por ter encontrado o verdadeiro segredo do seu efeito, deitei-me de costas na cama. Tinha encontrado o feitiço do quadro na sua expressão de absoluta semelhança com a vida, a qual, a princípio, me espantou e finalmente me subverteu e intimidou. Com profundo e reverente temor, voltei a colocar o candelabro na sua posição anterior. Posta assim fora da vista a causa da minha profunda agitação, esquadrinhei ansiosamente o livro que tratava daqueles quadros e das suas respectivas histórias. Procurando o número que designava o retrato oval, pude ler as vagas e singulares palavras que se seguem:
«Era uma donzela de raríssima beleza e tão adorável quanto alegre. E maldita foi a hora em que viu, amou e casou com o pintor. Ele, apaixonado, estudioso, austero, tendo já na Arte a sua esposa. Ela, uma donzela de raríssima beleza e tão adorável quanto alegre, toda luz e sorrisos, e vivaz como uma jovem corça; amando e acarinhando a todas as coisas; apenas odiando a Arte que era a sua rival; temendo apenas a paleta e os pincéis e outros enfadonhos instrumentos que a privavam da presença do seu amado. Era pois coisa terrível para aquela senhora ouvir o pintor falar do seu desejo de retratar a sua jovem esposa. Mas ela era humilde e obediente e posou docilmente durante muitas semanas na sombria e alta câmara da torre, onde a luz apenas do alto incidia sobre a pálida tela. E o pintor apegou-se à sua obra que progredia hora após hora, dia após dia. E era um homem apaixonado, veemente e caprichoso, que se perdia em divagações, de modo que não via que a luz que tão sinistramente se derramava naquela torre solitária emurchecia a saúde e o ânimo da sua esposa, que se consumia aos olhos de todos menos aos dele. E ela continuava a sorrir, sorria sempre, sem um queixume, porque via que o pintor (que gozava de grande nomeada) tirava do seu trabalho um fervoroso e ardente prazer e se empenhava dia e noite em pintá-la, a ela que tanto o amava e que dia a dia mais desalentada e mais fraca ia ficando. E, verdade seja dita, aqueles que contemplaram o retrato falaram da sua semelhança com palavras ardentes, como de um poderosa maravilha, - prova não só do talento do pintor como do seu profundo amor por aquela que tão maravilhosamente pintara. Mas por fim, à medida que o trabalho se aproximava da sua conclusão, ninguém mais foi autorizado na torre, porque o pintor enlouquecera com o ardor do seu trabalho e raramente desviava os olhos da tela, mesmo para contemplar o rosto da esposa. E não via que as tintas que espalhava na tela eram tiradas das faces daquela que posava junto a ele. E quando haviam passado muitas semanas e pouco já restava por fazer, salvo uma pincelada na boca e um retoque nos olhos, o espírito da senhora vacilou como a chama de uma lanterna. Assente a pincelada e feito o retoque, por um momento o pintor ficou extasiado perante a obra que completara; mas de seguida, enquanto ainda a estava contemplando, começou a tremer e pôs-se muito pálido, e apavorado, gritando em voz alta 'Isto é na verdade a própria vida!', voltou-se de repente para contemplar a sua amada: - estava morta!»

Ainda a dita Gripe

Acção e reacção


Estou confuso...


Estou muito confuso. Há anos que a "gripe das aves" é mencionada pela imprensa internacional. Como andava pela Ásia parece que ninguém se importava muito com algumas mortes que por lá aconteciam. Depois aparece um pato morto na Suécia, dois perús na Grécia, um papagaio inglês, umas galinhas na Croácia... Fica tudo louco...
Depois ouço que Portugal vai comprar 2,5 milhões de doses de Tamiflu como data de entrega prevista para... o 2º semestre de 2006... Ainda ninguém se manifestou por este absurdo nem por se ir gastar uma verba assustadora num medicamento hipoteticamente eficaz no hipotético controlo de uma hipotética pandemia e no hipotético tratamento de uma hipotética população afectada... Depois, certamente ocasionada pela produção do pseudo milagroso medicamento, assisto à invulgar capitalização bolsista da Roche e a minha confusão aumenta; será que alguém me pode esclarecer ???

Finanças

Vou falar da relação da cidadã "Maria Alice" com as Finanças de Portugal.
Depois de um cansativo dia de trabalho, onde recebe um salário pouco maior que o mínimo e se farta de trabalhar por conta de outrém, ao chegar a casa abriu a caixa de correio. Surpresa: uma carta da repartição de finanças... Aparentemente havia sido seleccionada entre muitos milhares de portugueses para fazer a prova da sua situação fiscal.
Achou graça, muita mesmo: lembrou-se das cartas das Selecções Reader's Digest congratulando-a por ter sido seleccionada para algo inequivocamente bom e imperdível.
Numa manhã lá se deslocou à repartição pública. Enquanto (des)esperava há quase duas horas, em pé, juntamente com dezenas de outros concidadãos (igualmente euforicamente seleccionados), sentia um profundo mal-estar por viver neste país de gentinha incompetente e incapaz. Esta desilusão crescente devia-se também ao que observada: ao balcão do IRS estavam dois funcionários, que há cerca de 50 minutos atendiam as mesmas duas pessoas... Que raio de burocracia.
Pensava que de entre milhares de portugueses que fogem ao fisco (cada português honesto conhece pelo menos um outro que vigariza o quanto pode porque as suas vidas profissionais assim o permitem), foi ela seleccionada, trabalhadora por conta de outrem que faz automaticamente os seus descontos, que não tem bens nem rendimentos pessoais, nem tão pouco meios exteriores de riqueza para além do apartamento hipotecado ao banco e o carro, com mais de 5 anos, ainda a ser pago em "suaves" prestações...
Pensava que conhecia dezenas de portugueses que deviam ter o privilégio, único e absoluto, de serem seleccionados. Afinal, não declaram os seus rendimentos (até políticos conhecidos), andam em carros topo de gama e conseguem prodigiosamente, que os seus filhos beneficiem de subsídios escolares e de abatimentos nas mensalidades das creches do ensino oficial. Era e é a "nossa" realidade! Pensou que essa era a "revolução" que o engº Sócrates, que, do alto da sua prepotência, ainda ironiza sobre o facto dos portugueses se resignarem fácil e estupidamente à sua condição de cidadãos europeus de 3ª categoria.
Acabou por achar que essa é a realidade dos portugueses que não sonham com a Ota, o TGV ou o "choque tecnológico", que ninguém sabe o que é porque os papeis e a burocracia continuam a proliferar por aí.
Dentro da repartição reparou e contou 18 secretárias e 8 funcionários. Onde estariam os outros? Por acaso estariam em cursos de formação para desburocratizar o sistema? Se estivessem, ficava mais satisfeita, porque os funcionários públicos também têm direito a formações com 6 pausas para o cafezinho, onde ninguém obtém classificações desfavoráveis porque a simples participação do formando assegura, só por si, o seu bom desempenho.
Chegou a hora do almoço, e ela continuou à espera, inclusivé que os funcionários do IRS fossem, alternadamente almoçar. Ela e os outros concidadãos. Finalmente quando chegou a sua vez, para além de ter o dia de trabalho perdido, o zeloso funcionário descobriu que ela considerara indevidamente um recibo de uma despesa na farmácia com uma taxa não permitida. Erro "grave" que lhe penalizaria uns euros de multa.
Finalmente, duplamente aliviada, deixou a repartição de finanças. Fizera-se justiça! A bem da Nação.

DIAP

Por informação de um amigo, soube do arquivamento do processo que indiciava Nuno Cardoso, enquanto representante da gestão socialista na CM do Porto, e que s.e.o., envolvia ajudas e apoios supostamente ilegais ao FCPorto.
Fiquei admirado pela pouca publicidade dada ao facto, até porque ainda me lembro do ênfase que foi dado na altura do processo às buscas da PJ e a tudo o que foi (mal) dito.
Parece-me, como já vem sendo hábito, que se tratou de fazer na altura um julgamento sumário na praça pública, envolvendo uma figura supostamente desconfortável para o PS e indirectamente satisfazia o mau carácter do senhor Rui Rio que na altura se atirava a tudo o que fosse da anterior vereação e que estivesse de alguma forma ligado ao FCPorto...

Não foi contra o Vila...Flor


FC Porto 2 - Inter de Milão 0

Citando Mark Twain:
"A notícia da minha morte é claramente exagerada".

Links Muito Bons

Polícias:
Caça à multa 1
Caça à multa 2
Make of dos Vídeos da AlQaeda:
AlQaeda
Publicidade Espectacular:
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Publicidade 2

Caso Petit

Retirado do jornal "O JOGO" (José Manuel Ribeiro)
E quer o castigo mal ou bem passado?
Entretanto, por debaixo dos escombros da derrota do FC Porto, a Comissão Disciplinar da Liga passou incólume no adiamento da audição de testemunhas do caso Petit, que atira a sentença sabe-se lá para quando. É de longe o comportamento mais incorrecto e injustificável que a Comissão já teve, a provar que, de facto, está ao dispor do Benfica, a menos que algum pormenor da história esteja mal contado. Uma das competências do Conselho Superior da Magistratura é a seguinte: "alínea b) apreciar o mérito profissional e exercer a acção disciplinar sobre funcionários de justiça sem prejuízo da competência disciplinar atribuída a juízes". Estes funcionários da justiça não contarão?

Como em Pearl Harbour...


Os japoneses venceram no primeiro ataque e também acreditaram ter acabado de vez com os americanos. Mas no fim...

Haja fé!

1000 visitas!!!

Hoje este Blog atingiu as 1000 visitas!
Muito obrigado a todos os que me deram o privilégio da sua atenção e tiveram um tempinho para passar os olhos por aqui...
Já agora não se acanhem e deixem as observações que acharem pertinentes...

A Selecção Nacional de Futebol

No seguimento do Europeu 2004, realizado em Portugal, o lisboeta e sportinguista futuro ex Presidente da República, a propósito do "excelente" 2º lugar obtido pela Selecção Portuguesa de Futebol após uma estrondosa e escandalosa derrota frente à Grécia, condecorou os "heróis" (brasileiro Scolari incluído) desse acto helénico.
Numa época em que Portugal continua a ser formiga olhada de soslaio ou só pela negativa, num acto elogioso e da maior visibilidade positiva para o País, o FC Porto sagrou-se Campeão Europeu de Futebol. Todos sabem do quase milagre que aquele clube alcançou numa prova destinada a ser conquistada apenas por um qualquer colosso de Espanha, Inglaterra ou Alemanha. Mas foi um clube português, do Porto, o FC Porto ele mesmo que venceu. O Mundo espantou-se. Mas, o lisboeta e sportinguista futuro ex Presidente da República, Jorge Sampaio, não considerou esta vitória como importante, e não concedeu qualquer condecoração ao Clube ou aos jogadores. Nem mesmo depois do mesmo Clube se ter sagrado Campeão Mundial de Clubes. Posso especular, talvez por serem do Porto, aquela cidade que fica lá para o Norte, tão longe da Capital, em que o povo troca os "bês" pelos "vês"; se ainda fossem habitantes da 2ª circular... Mas não. Nada de condecorações. Era o que faltava... Foi giro vê-lo meses mais tarde, numa final da Taça Uefa, perdida em lisboa pelo seu sporting, quiçá a preparar-se para uma homenagem mais vistosa. Que pena, perderam... e lá voltou ele a meter a viola no saco.
Sendo assim, acordei a a pensar se o futuro ex Presidente da República faz tenções de voltar a condecorar os heróis que agora asseguraram a qualificação portuguesa para o Mundial da Alemanha.
Sinceramente, num grupo tão fácil, o mais fácil de sempre, a proeza não me parece grande coisa.
Já sei que é a primeira vez que nos qualificamos para dois Mundiais consecutivos e, entre Mundiais e Europeus, vamos em não sei quantas qualificações sucessivas. Convém porém não esquecer que anteriormente se qualificavam 16 selecções (e, depois, 24) para o Mundial e agora 32, e 8 para o Europeu e agora 16 .
Mesmo assim é de ficar alerta e de exigir um pouco mais de cuidado aos mouros que nos governam!

Ainda Rui Rio

Tomo a liberdade de transcrever abaixo algumas palavras desse excelente jornalista, escritor e portista, que muito admiro, Miguel Sousa Tavares:

É seguro que não vão faltar os comentadores lisboetas a verem na vitória eleitoral de Rui Rio a derrota do FC Porto e de Pinto da Costa. Se Rio, que governou de costas voltadas para o FC Porto, teve 46% de votos, é porque o Porto-cidade lhe deu razão nessa atitude. Mas como se explica então que, do outro lado do rio, o grande apoiante do FC Porto — Luís Filipe Meneses — tenha tido 58%? É inútil tentar explicar que uma e outra coisa não estão ligadas e a vitória de Rui Rio teve que ver com outras coisas e não foi conquistada contra o FC Porto mas apesar disso. E, se é verdade que ele tem o mérito de ter ganho sem precisar do FC Porto, também este ganhou — no País, na Europa e no Mundo — sem precisar do presidente da câmara do Porto. E uma coisa eu vos posso garantir: é que, se no Mundo inteiro não há quem saiba quem é o presidente da câmara do Porto, também não há quem hoje não saiba que fica em Portugal uma cidade chamada Porto, onde joga o FC Porto. Quanto mais não fosse, bastaria esse simples facto para que devesse ser tido como uma anormalidade o desprezo a que o presidente da câmara do Porto vota a instituição que até hoje mais fez pelo nome e pelo prestígio da cidade — mais até que o vinho doPorto. EmLisboa tal facto é tido como motivo de louvor e exemplo da saudável separação entre o futebol e a política. Curioso é que não tenham nunca uma palavra a dizer sobre os apoios constantes que as sucessivas vereações camarárias de Lisboa dão ao Benfica, ao Sporting ou ao Belenenses. Não há nada mais confortável que pregar moralidade no quintal do vizinho...

Rui Rio

Eu não gosto deste fulano. Redutoramente ele não passa de uma apatriota!
Por isso qualquer notícia que aponte a putrefacção que esse indíviduo representa será de imediato assinalada.
Pois a última revela que o arquitecto Manuel Salgado, autor do célebre Plano de Pormenor das Antas, iria processar a vereação de Rui Rio por violação de direito de autor. Em causa estará, segundo ele, a alteração feita pela câmara no seu projecto, permitindo maior volume de construção no centro comercial e nos edifícios anexos ao Estádio do Dragão.
Lembram-se quais eram as críticas que, uma vez eleito há quatro anos, Rui Rio fez ao Plano de Pormenor das Antas? O excesso de volumetria dos edifícios e a dimensão do centro comercial, que iria liquidar os comerciantes da Baixa...

Primeiras páginas de jornais de todo o Mundo num só site

Ora aqui está um site interessante. Num único local e com uma grande facilidade de navegação, encontramos primeiras páginas de 328 jornais de 37 países (and counting!), incluindo 2 portugueses (JN e Público).
Aproveitem: http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/

Apanhados nos blogs I

Fiz este teste com curiosidade; a origem: http://www.blogthings.com/idealcareerquiz/
Your Career Type: Social
You are helpful, friendly, and trustworthy.Your talents lie in teaching, nursing, giving information, and solving social problems.
You would make an excellent:
Counselor - Dental Hygienist - LibrarianNurse - Parole Officer - Personal TrainerPhysical Therapist - Social Worker - Teacher
The worst career options for your are realistic careers, like truck driver or farmer.

Lisboa a arder

Acabei de receber de um amigo um artigo de opinião de Jorge Fiel publicado no Expresso, caderno Economia & Internacional, em 13-08-2005.
Trata-se de opinar sobre as diferenças entre lisboetas e portuenses e -mais importante do que isso-, a diferente percepção que o poder político e a opinião pública em geral têm dos desaires que ocorrem em cada uma das cidades.
Por outras palavras, o que em Lisboa passa despercebido, no Porto ganha auras de escândalo intolerável.
Achei-o impecável; aqui vai ele:


Lisboa a arder
«As cidades são diferentes, mas ainda mais diferentes são as pessoas que as habitam.»

Amo o Porto, mas esta paixão deixa-me espaço para gostar muito de Lisboa.
Depois de um fim de tarde no miradouro da Graça, ninguém no seu perfeito juízo pode negar que Lisboa é uma das mais belas cidades do mundo. São cidades diferentes. É fácil gostar de Lisboa logo à primeira vista. O Porto tem de se aprender a gostar.

As cidades são diferentes, mas ainda mais diferentes são as pessoas que as habitam.
No Premier, o «health club» que frequentava no Porto, quem chega solta um sonoro bom-dia, logo correspondido pelos que lá estão.
As pessoas circulam nuas pelo balneário e conversam umas com as outras, sobre tudo e nada - a bola, a bolsa, os casos do dia.
Toda a gente se conhece pelo nome e profissão.
Ficámos todos satisfeitos e orgulhosos quando a recepcionista Conceição acabou o curso de Direito.

Trouxe para Lisboa as maneiras do Porto, mas tive de me adaptar, porque não gosto de dar nas vistas - prefiro disfarçar-me na paisagem.
Deixei de dar os bons-dias à chegada ao Holmes Place, porque me fartei deles fazerem ricochete nos armários - ninguém mos devolvia.
E para evitar olhares desaprovadores ando pelo balneário com a toalha enrolada à cintura.

Gosto muito de Lisboa mas não gosto de algumas pessoas que a habitam.
Não gosto das pessoas que mal sabem que sou do Porto desatam a tentar imitar de uma forma grotesca a pronúncia do Norte, entremeando uns caragos com uns ditongos ditos à moda galaico-portuguesa.
Abomino a ignorância dos que se julgam sem sotaque e tomam a sua adocicada e arredondada pronúncia lisboeta como o cânone da língua, que deve parte da sua riqueza às diferentes maneiras como é falada nas mais variadas latitudes e longitudes.

Gosto muito de Lisboa mas não gosto de alguns políticos que a habitam.
Não gosto de um Jorge Sampaio, cujas regras de educação lhe permitiram usar o discurso de inauguração da Casa da Música para criticar os «atrasos da obra» e a «derrapagem dos custos».
Não me lembro de alguém ter criticado os «atrasos na obra» e a «derrapagem nos custos» nos discursos de inauguração do magnífico Centro Cultural de Belém ou da fantástica Expo-98.

Não gosto de um ministro Mário Lino, cujo código de boas maneiras lhe permitiu usar o discurso de inauguração de uma nova linha do Metro do Porto para ameaçar congelar a expansão da rede, devido aos «atrasos na obra» e à «derrapagem dos custos».
Não me lembro de alguém ter ameaçado congelar a expansão do Metro de Lisboa na sequência dos escandalosos «atrasos na obra» do Metro no Terreiro do Paço ou da enorme «derrapagem nos custos» da estação Baixa/Chiado.

Não gosto de um ministro Manuel Pinho, cujos princípios éticos são largos ao ponto de abençoar um Prime que habilmente permite o uso de fundos comunitários em Lisboa, a mais rica de todas as regiões ibéricas (o Porto está em 27º lugar), de acordo com a UE.

É por causa de atitudes como estas que Portugal continua a parecer um bilhar que descai sempre para um só buraco - a capital.
O grito de raiva «Nós só queremos Lisboa a arder» é a expressão (grosseira) da revolta de quem se sente discriminado.
A única vacina eficaz contra esta raiva é corrigir as assimetrias que desequilibram o país.

Notas pós-campanha II



  • O choque tecnológico ficou à vista (he he he).

Rolarão cabeças?



  • Durante o governo de Santana Lopes, Jorge Coelho durante umas autárquicas então realizadas, perante uns resultados desfavoráveis ao governo da altura, apelou à amostragem de um cartão vermelho. Ontem, onde foi manifesto o afundamento do seu partido,
    disse que as eleições autárquicas só servem para eleger autarcas e não têm nada a ver com o governo...
  • Já agora: o mesmo Jorge Coelho não esteve inteiramente de acordo com a demissão de António Guterres precisamente por causa dos resultados das últimas eleições autárquicas?
    Mal comparando, isso é como o Sporting: Se ganha é porque fez um excelente jogo, se perde a culpa é do Sistema.
  • Democracia perde nas urnas - Fernando Rosas disse que em Amarante se deu uma grande vitória da Democracia. Pudemos supor então que em Felgueiras se deu uma grande derrota da Democracia...
  • Terrorista Eleito: O Bloco de Esquerda conseguiu um mandato nas eleições para a Assembleia de Freguesia de Agualva, Sintra. Teodósio Alcobia, ex-FP25 era o cabeça de lista.
  • Consta que uma autarca independente terá dito logo após saber o resultado das eleições: Agora que isto está ganho, a que horas é o próximo avião para o Rio?
  • Em Sintra, cumpriu-se a primeira volta da remessa definitiva da famiglia Soares para o Museu da República. A segunda volta segue-se nas presidenciais.
  • Acima da Lei? Eu bem sei que um pai faz tudo por um filho. Mesmo ir contra as leis. Mas no caso do pai Soares começa a ser prática. Nas últimas apelou no voto em Sócrates. Agora apelou no voto no bom do filho: «toda a gente sabe que há um empate técnico e espero que se decida a favor do candidato socialista, ou seja, o João Soares» . Pensará o pai Soares que as leis são só para os outros? A verdade é que o Mário Soares violou de novo a Lei Eleitoral. E ele não a violou por lapso! Soares manifesta um desprezo pelas regras democráticas que, a meu ver, é muito preocupante. Por uma razão muito simples: nada me garante que o desprezo que Soares manifesta agora pelas regras democráticas não seria repetido na Presidência da República, caso fosse eleito...

Notas pós-campanha I


Alguns, muitos, tiveram ontem esta pérola para jantar. Embora engolindo em seco, o meu asco ao homenzinho não manifestou a necessidade de tal repasto, até porque continuo a apreciar a côr vencedora.... Não creio, todavia, que a vitória (e a maioria absoluta) seja merecida. A companhia circense reeleita não demonstrou ainda estar à altura desse resultado. Como disse no post anterior, a inércia, a demagogia e arrogância fazem "dele" um cacique como outros conhecidos. Ao contrário do Rei Midas, em tudo aquilo que a governação do palhaço mor (suportada pelo vereador comunista) tocou -Plano Director das Antas, no próprio FCP, Túnel de Ceuta e por aí fora- transformou e originou quezílias inúteis e balofas. As Lauras e a equipa camarária continuam a prometer pouco. A justiça será feita uma dia. Mais tarde ou mais cedo a porcaria virá ao de cima... Aí festejarei. Copiosamente!

Campanha Autárquica - E o Porto aqui tão longe..



Ontem preparei-me para ver e ouvir o debate, na RTP 1, entre os candidatos à C.M.Porto. O grande debate sobre o Porto, conforme foi previamente anunciado...

No fim, posso dizê-lo, a "montanha pariu um rato".
O nível dos candidatos era já conhecido: o do bloco, engraçado, mas tendo atrás de si uma opção política muito estalinista; o comunista, alicerçado na famosa cassete e tentanto esconder que foi através do seu voto que a coligação que apoia o Rio se aguentou estes últimos quatro anos. Assis, tentou demonstrar muito e acabou por se tornar fastidioso, não tendo conseguido passar uma mensagem muito boa. O parvalhão da boavista, risinho idiota e petulante, a querer fazer-se de anjinho, de salvador da pátria e de homem muito honesto, só falava dos processos que levantou por eventuais irregularidades deste e daquele... Engasgou-se claro, quando caiu na mesa o nome do Paulo Morais.
Do debate propriamente dito, enfim, "deu" Paulo Morais, urbanismo, ou, atrevo-me a dizer bairros sociais...
Só deu mesmo bairros sociais e nada mais. Mas eu que nem vivo em bairros sociais, como a maioria das 300 mil almas que permanecem na Cidade fiquei esclarecido? Não! Nada!
Temos tantos problemas nesta Cidade:
- trânsito caótico que implica engarrafamentos descomunais e intermináveis horas perdidas;
- transportes públicos pouco eficazes (devido aos congestionamentos referidos atrás);
- os arrumadores (que o Rio disse que iria irradicar) a perseguirem-me para me indicarem o óbvio;
- desemprego galopante;
- mau funcionamento dos vários serviços municipalizados;
- envelhecimento da população, que continua entregue a si própria, não se vendo serem criadas com condições financeiras dignas alternativas ao seu apoio;
- a partir das 19 horas, o centro da cidade transforma-se num local de fantasmas e escuridão, onde vagueia a droga e o roubo, onde falecem edifícios outrora dignos;
- temos o metro, mas não temos uma estação de caminhos de ferro à medida de uma cidade europeia; não temos igualmente um entreposto digno para as várias agências de camionagem que nos visitam;
- vejo uma cidade sem infraestruturas modernas nem tão pouco condições de urbanidade: jardins, fontes, árvores, apoios higiénicos (wc's), telefones ou mesmo áreas de internet; vejo uma Praça D. João I completamente triste, como triste é o largo em frente à antiga Cadeia da Relação; vejo o que pretendem fazer com a outrora bela sala de visitas (Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados)...
- sinto o atrofiamento económico da Cidade e da sua região; lembro-me dos outrora Homens Bons do Porto, das conquistas do País que bebia no Porto e na sua alma progressista e inovadora a força para o seu engrandecimento;
- vejo uma cultura cada vez mais pobre, menos espectáculos, menor qualidade e locais de sabedoria (bibliotecas, ludotecas, etc) inexistentes;
Em que ficamos? Nenhum destes assuntos foi tocado. Nada do que é verdadeiramente importante foi sequer aflorado. Que fraca gente esta! Que saudades dos verdadeiros Homens do Porto! Homens de Honra e de Palavra. Homens de Acção e Inovação!
Mas eu sei, nós sabemos que eles existem. Mas sabemos também que no actual estado "cultural" da Cidade, na lavagem ao cérebro constantemente evangelizada, eles não surgirão e não terão a capacidade para mudar. É preciso que o povo do Porto, que está já cheio destes actuais palhaços, só não sabe como deles se libertar, consiga quebrar as correntes e afastar as peneiras que os cegam de tais facínoras. Aí outro Porto sobreviverá e do Porto voltarão a partir as caravelas para novos mundos conquistar. Eu (ainda) tenho fé!
Para começar: para Rio, o Douro basta; corram com o rio, o da boavista!