Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Momento Musical

Bom Ano 2009

"The Heavens Declare His Glory"
Enigma

Homem do Ano, não, do Milénio!


Obrigado Sr. Presidente, eternamente!

Herói Nacional Portucalense

Acabou-se o estado de graça para Obama?

Muito bem apanhado pelo Rui Miranda, no Blasfémias :


If somebody was sending rockets into my house, where my two daughters sleep at night, I’m going to do everything in my power to stop that [...] And I would expect Israelis to do the same thing. (Barack Obama)

JN - o jornal do Porto?

Tomei a liberdade de "pedir emprestado" este post de Rui Farinas, que, conjuntamente com Rui Valente, Antonio Alves e Miguel Barbot, escrevem nesse magnífico Renovar o Porto .
Li, reconheci verdade da tese e assino por baixo.


"Que o Jornal de Notícias se tem abastardado, sobretudo depois que passou a pertencer à familia Oliveira, e deixou de ser um veículo de comunicação do Porto e do Norte do país, é sobejamente conhecido. Se ao menos tivesse incrementado o seu nivel de qualidade informativa e literária, ainda vá que não vá, mas a qualidade dos redactores continua pelas ruas da amargura e envergonha o jornalismo diário nacional. Porque continuarei eu então a insistir em "bater no ceguinho"? Porque acho que um silêncio prolongado acaba por ser uma forma de conivência com a mediocridade, que inclui ainda uma tendência anti-Porto e até anti-FCPorto. Não estou a inventar nada e se duvidam leiam o jornal com atenção.

Raramente compro o JN. Hoje comprei. Verifico então que, a propósito do actual surto de gripe, é publicado com grande destaque o horário alargado dos Centros de Saúde a que os doentes podem recorrer, mas ... apenas os Centros de Saúde de Lisboa e arredores! Sem comentários.

Já agora, e a propósito, nunca entendi porque motivo o JN não publica a grelha de programas do Porto Canal, nem sequer no suplemento das sextas feiras onde têm lugar todos os canais, incluindo aqueles que são uma chachada e que ninguém vê. Será que o Porto Canal um dia ofendeu o Sr.Oliveira e agora, como retaliação, é ignorado pelo jornal? Por simples curiosidade gostava de saber o motivo, alguém me poderá esclarecer?
(...) Não percamos a coragem de combater tudo o que em nossa consciência está errado e necessita de ser alterado. "
Rui Farinas

Assumir uma posição face ao pneumático presidente

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bieira bende a instituiçom

Porcarias de 2008

Imprensa moura:



aberrações desportivas:


<Sporting-BENFICA



mentecaptos, dementes, assalariados do benfica e inimigos do FCPorto:

Ricardo Costa - Liga





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não esquecemos a mentira:
A versão inicial do livro só tinha 99 páginas, as restantes relativas ao processo Apito Dourado foram escritas com a ajuda de Leonor Pinhão e Luís Filipe Vieira...



continuamos à espera das averiguações... ou estão a ver se nos esquecemos?

Tu Luis!!!!


São 27 páginas de palavras bem afiadas e que identificam claramente coisas que a Procuradoria ainda não teve tempo para constituir uma equipa especial ... do PORTO!!! Luís Filipe Vieira é o artista principal. Dizem ter sido escrita por funcionários da PJ. Sem nome ou face, colocam de forma anónima no papel aquilo que garantem ser factos. Asseguram que nada os move contra o benfica. Pois alguns até são adeptos do clube. Entram depois nos tempos de Luís Filipe Vieira à frente do Alverca. Centram-se num capítulo deste passado. Falam da "a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se empurrando para a descida o Beira-Mar". Um dos jogos que dizem ter sido comprado foi em Campo-Maior. "Nesse Jogo o melhor goleador do campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida (…) Já na parte final da partida, quando o avançado Mantorras seguia com a bola, o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão, numa queda digna de qualquer palhaço numa pista circense. O Mantorras marcou e o Alverca venceu por 0-1." Já na Luz, pegam na época de 2004/2005, quando os encarnados foram campeões. Dizem os autores deste documento que na preparação desta época, o "sl benfica, em vez de contratar jogadores, contratou pessoas para os órgãos sociais da Liga, controlando-a na sua totalidade". Falam de um Sr. Reinaldo, fervoroso benfiquista e proprietário de empreendimentos no Algarve. Será para lá, dizem, que vão os árbitros, assistentes, observadores e delegados com férias pagas por Luís Filipe Vieira.
O documento foi enviado para o presidente da Liga, Conselho de Disciplina da Federação, DIAP do Porto, Futebol Clube do Porto e Produtora Utopia, que fez um filme (?) com base no livro de Carolina Salgado e escrito por Pinhão e Vieira. A antiga companheira de Pinto da Costa é outro dos alvos. Dizem ter conhecimento da existência de "vários crimes (furtos, fogo posto, tentativas de homicídio), cujos autores materiais já confessaram e imputaram a responsabilidade da autoria moral à D. Carolina." Recorda-se depois uma alegada conversa entre Carolina Salgado e uma conceituada jornalista.
"-Então Vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar?
-Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras".
Os autores perguntam-se "de qual a razão da equipa "Milagrosa", numa referência à equipa de Maria José Morgado que está a investigar o apito dourado, só ter usado o livro da D. Carolina e não outros escritos de credenciados jornalistas que denunciavam várias ilegalidades cometidas pelo Sr. Luís Filipe Vieira?" São 27 páginas, que terminam com uma sugestão. Um novo livro, eventualmente com o título "Tu, Luís".

e já agora para ajudar à festa:


o que nos faz sorrir a bandeiras despregadas:
(absolut drunk)


claque do ano:
e outras que me vão ocorrer certamente...

Feliz Natal?

Petição

Uma petição por uma excelente causa!

Ler e assinar.

Na Blogosfera

O final do ano revela as suas inevitáveis listas: as 10 galerias fotográficas da National Geographic mais vistas em 2008.

Para quem gosta de estar na linha da frente dos blogs mais conhecidos, é possível pesquisar por país, o Top 100 dos blogs mais lidos em Twingly.
Uma selecção fantástica de cartões de visita com design inovador e surpreendente.

Fotografia de Brokentaco com filtro de
infravermelhos e em HDR.


Balanço para a frente (*)

O fim do ano é sempre uma altura propícia a balanços. Ora, o que é verdadeiramente fascinante nos balanços que se fazem no futebol português é a forma como proporcionam uma visão tão clara sobre a personalidade dos clubes. O FC Porto ganhou mais um título este ano. O terceiro consecutivo. Com 20 pontos de avanço. Jogou e perdeu a final da Taça de Portugal com o Sporting. Jogou e perdeu a Supertaça. Discutiu o acesso aos quartos-de-final da Liga dos Campeões com o Schalke 04 até ao último minuto e voltou a garantir, antes do final do ano, a possibilidade de voltar a discuti-lo com o Atlético de Madrid no início de 2009 repetindo o triunfo no seu Grupo da Champions. Fê-lo depois de ter vencido uma rude batalha jurídica com o Benfica e o Guimarães em torno do direito a jogar a competição milionária. Depois de um ano assim, os técnicos, dirigentes, jogadores e adeptos do FC Porto dirão que 2008 podia ter sido melhor. Noutros clubes, onde não se ganhou nada em 2008, onde até já se perdeu uma parte dos objectivos para 2009, haverá sempre quem diga que podia ter sido pior. Como dizia alguém, são os pequenos pormenores que fazem as grandes diferenças.
(*) Jorge Maia, in O JOGO

Já cá faltava esta ...

Últimas Compras de Natal



Os cães ladram mas a caravana passa incólume para a ribanceira

“As palavras de Pinto Monteiro foram levadas pelo vento, Constâncio continua no lugar e os corruptos podem dormir em paz”
A poucos dias do Natal é natural que os indígenas andem preocupados com a quadra, a noite familiar, os presentinhos, os cartões de crédito, as notícias da crise, os fechos de empresas, as quedas das Bolsas, os golpes financeiro, e façam as contas ao que aí vem em 2009, com muitos Cabos Bojadores cheios de perigos e tempestades em que muitos irão naufragar.
É verdade que os tempos presentes são do salve-se quem puder e o futuro é cada vez mais uma lotaria.
Mas é verdade também que esta conjuntura violenta poderia ser aproveitada para se fazerem rupturas, procurar dizer umas tantas verdades, acabar com certos tabus e pôr o dedo em muitas das feridas que têm andado escondidas nestes anos de democracia. Mas não. A vidinha neste sítio manhoso, pobre, deprimido, hipócrita e cada vez mais mal frequentado continua pior do que nunca, com as mesmas misérias e os mesmos miseráveis.
A vidinha continua a ser dominada por gente medíocre que tem medo da sombra e passa a vida a varrer das agendas os temas que podem ser verdadeiramente perigosos para os seus interesses e privilégios, a maior parte das vezes ilegítimos.
As grandes discussões destes últimos dias centraram-se na eventualidade de uma Esquerda marxista, leninista, estalinista e trotskista entrar no arco governamental e no voto vergonhoso dos senhores deputados que aprovaram o Estatuto dos Açores.
As palavras de Pinto Monteiro, procurador-geral da República, no Parlamento, foram rapidamente esquecidas, com toda a gente a fingir que o responsável máximo do Ministério Público não disse nada de relevante, merecedor de um amplo debate e, mais do que isso, de um verdadeiro levantamento nacional contra o estado a que as coisas chegaram no sítio.
No seu estilo directo, Pinto Monteiro apenas afirmou que o governador do Banco de Portugal foi alertado em 2004 para uma grande fraude internacional envolvendo o BPN e o famoso Banco Insular de Cabo Verde e nada fez para colaborar com as autoridades na descoberta dos autores desse crime económico.
E disse aos senhores deputados, que aprovam as leis e são os primeiros responsáveis pela Justiça, que o Ministério Público não tem capacidade para combater a corrupção e os crimes de colarinho branco.
Nada de importante, nada de relevante.
As palavras de Pinto Monteiro foram levadas pelo vento, Constâncio continua no lugar e os corruptos podem dormir em paz. Bom Natal para todos.


António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Como somos tramados...

As comissões na banca

"A DECO efectuou uma investigação onde detectou um aumento de 39% nas comissões cobradas pelos bancos na abertura e avaliação de processos no crédito à habitação. Por isso sugere ao Banco de Portugal que obrigue os bancos a cobrarem um único valor no início dos contratos" (mais aqui)

As Taxas de Juro

"As taxas Euribor mantêm a tendência de queda registada há 52 sessões, e renovaram esta manhã novos mínimos de 2006, reflectindo os cortes de juros já realizados pelo Banco Central Europeu (BCE) e a expectativa de novas reduções. A Euribor seis meses, o indexante mais recorrente no crédito à habitação em Portugal, desceu hoje para os 3,132%, o que representa o valor mais baixo desde Junho de 2006.

A Euribor três meses recuou para os 3,053%, o mínimo de Julho de 2006 e a taxa a 12 meses desceu para 3,227%. As taxas Euribor estão a reflectir os três cortes de juros já efectuados pelo BCE, que entre Outubro de Dezembro reduziu o preço do dinheiro de 4,25% para os actuais 2,50%. Além disso o mercado acredita que a autoridade monetária pode ainda decidir mais cortes nos juros para impulsionar o crescimento económico. Nos Estados Unidos, a Reserva Federal norte-americana cortou a taxa de juro de referência para um intervalo entre 0 e 0,25%. "

E lá fora as taxas de juro continuam a descer... Dúvidas?
"Juros no crédito à habitação continuam a crescer em Novembro (mais aqui)"


O gozo de viver neste oásis

"O Banco de Portugal também notou um aumento das taxas de juro à habitação, que em média se situaram nos 5,93%. Em Novembro, a Euribor a seis meses caiu, mas a taxa a três meses subiu" (mais aqui)"

Esta corja que nos governa (III)

"O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, tem um novo carro de serviço. Depois de cinco anos ao volante de um BMW, que já apresentava alguns problemas ao nível do motor, o contrato de leasing "obrigou" o governador a trocar de viatura. O novo carro de Constâncio é um BMW 525d, com um preço-base na ordem dos 66 mil euros" (mais aqui)

Esta corja que nos governa (II)

"O Observatório de Segurança de Estradas acusa construtores e Estado de não estarem preocupados com a vida dos automobilistas. Em estudo estiveram sete auto-estradas e via rápidas, concluiu-se que nenhuma foi pensada de modo a evitar os lençóis de água. O observatório vai enviar estas conclusões para o Ministério das Obras Públicas. Em causa, estão sete vias: a CRIL, a A5, A8, A5, A2, A12, IP 7, IC32 " (mais aqui)

Esta corja que nos governa (I)

"Plano anticrise do Governo: idosos levam 13 € e CGD mil milhões" (mais aqui)

O português, esse bicho estranho



Os portugueses são, na generalidade, contra a corrupção, mas no dia-a-dia «acabam por pactuar «com «cunhas» e situações de conflito de interesses, concluem os autores do livro «Corrupção e os portugueses: Atitudes, práticas e valores», que foi lançado este domingo, no Porto.
O co-autor Luís de Sousa deu como exemplo o primeiro lugar registado por Portugal no indicador de um estudo relativo aos contactos que as pessoas assumem ter
«para conseguir benefícios ou serviços a que não têm direito».

Porque motivo (também) detesto o Natal


"O primado do consumo"
« Sofremos muito com o pouco que nos falta, e gozamos pouco o muito que temos » ( Shakespeare).
O primado do ter em detrimento do ser.
Boas compras. lol

O "querido" do outro, já tem o seu tacho...



Diogo Infante nomeado director artístico do lisboeta Teatro D Maria II (mas que é pago com os nossos Portucalenses impostos)

Oficializada a nomeação de Diogo Infante como director artístico do TNDM II e assinado o contrato-programa que regula os compromissos do conselho de administração e das tutelas - Cultura e Finanças - na gestão do teatro, está para breve o anúncio da programação para 2009.

Inocente? Ha ha ha

As imagens da polémica


Pedro Henriques: «Falou alto e em bom som»
AS RAZÕES DO VERMELHO A NUNO GOMES
Pedro Henriques, árbitro do polémico Benfica-Nacional, explicou aos microfones da Antena 1 as razões que o levaram a expulsar Nuno Gomes no túnel de acesso aos balneários. Os insultos do ponta-de-lança estiveram na base da decisão.

Mandei identificar um elemento à civil no túnel de acesso e mencionei esse facto no relatório, relativamente às palavras proferidas à equipa de arbitragem. Houve ainda um jogador do Benfica considerado expulso no final do encontro, exactamente pelas palavras que proferiu em relação à equipa de arbitragem. O jogador falou alto e em bom som, sem qualquer margem para dúvidas, e a olhar bem de frente para nós”, rematou.

Toma!

O que é NACIONAL é bom...

Bolachas Nacional... por xisbe.

O importante, que a malta dos jornais está a fazer de conta que nós não percebemos, é que o gloriGOZO vai no 4º jogo sem vencer, no 3º sem marcar um golito (apesar do pasquim da instituição ter assegurado há umas semanas que "aquele" ataque era arrasador), e no 2º, em Portugal, a jogar contra 10...

Falam na anulação de uma jogada, (não do golo como querem fazer crer, pois o árbitro apitou antes), mas aos 45 minitos da 1ª parte a bolita ia a entrar na baliza do "grande moreira" e a bola foi afastadita pelo bracito de um inocente jogador lampião... Penalty? Pois, era contra e esses não se reclamam... Falam, falam, falam...

Já agora falando de túneis, pelo 3º jogo consecutivo os dirigentes das gaivotas andam a COAGIR as arbitragens no final de cada jogo que não vencem... Então sr. assalariado ricardo-da-liga-encarnada? Nada?

Aproveitando a embalagem, falando em Bruno Alves, acabou o jogo a sangrar após uma violenta entrada do guarda-redes do marítimo do funchal. Fissura do septo nasal... Olha lá se fosse ao contrário..... Era sumaríssimo até aos 80 anos...

A difícil vida do político português

Apito Encarnado (o TU LUIS que a PJ fez de conta)

CMVM denuncia ao Ministério Público OPA dos chineses ao Benfica"
CMVM vai denunciar ao Ministério Público (MP) o caso da alegada OPA de investidores chineses ao Sport Lisboa e Benfica (SLB), uma informação que chegou ao mercado através de declarações do empresário Vasco Pereira Coutinho ao Diário Económico”


Basta perguntar quem ficou a ganhar com o súbito aumento de cotação (por força do “coup de force” berardiano) das acções benfiquistas?

Ou então, por que razão, tendo o Benfica tido necessidade de 4 por cento das suas acções, recorreu às de Luís Filipe Vieira e não foi ao mercado comprá-las ao preço a que estavam? Aceitam-se palpites…

Já agora: qual o fundamento de uma OPA como a de Berardo, quando toda a gente sabia que o Benfica (51%) não estava vendedor, Vilarinho (13%) não estava vendedor, José Guilherme (6%) não estava vendedor e a Somague (6%) e Joaquim Oliveira (4%) também não? Ora, estas acções juntas formam mais de 80% do capital da SAD benfiquista. Por isso…

POLVOS


Neste Natal, POLVO ANGOLANO para todos os gostos:
  • 10% do BCP
  • 55% do BIC Portugal
  • 45% da Amorim Energia
  • 18% da Galp
  • 9,69% do BPI

Sonhar ... até derreter

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Eis a taça de campeão nacional de inverno:

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O gloriGOZO de lisboa, acabadinho de ser METALICAMENTE eliminado da Taça UEFA, continua a sonhar alto e até já é CAMPEÃO DE INVERNO!!!

Como todos sabem, esta conquista dá lugar à entrada directa na Liga dos Campeões com Frigoríficos Linha Branca...

O pior mesmo é quando começar a aquecer...

Observação (1): A nível internacional, o Benfica está ao nível da nossa arbitragem. A nível interno, o Benfica vai em primeiro com tal arbitragem

Observação (2): Mais uma vez o Grande Presidente Pinto da Costa teve razão ao afirmar durante o Jantar de Natal dos Dragões: "depois de 2 derrotas vêm 9 vitórias". Como se viu o Dragão falhou a 10ª vitória consecutiva. Este Homem vê muito à frente... Lol

Observação (3): A propósito da suposta estalada que um empregado da SAD emprestou a um bacano, ficamos a saber que a Liga manobrada pelo benfica até disponibiliza motoristas para os árbitros... Fantástico! Não podiam, só para disfarçar, dar-lhes um GPS?

Observação (4): Voltou o túnel do Dragão (por acaso até foi na garagem e com o motoristas, como disse antes)! Engraçado é que se tenham esquecido de dar conhecimento dos incidentes no túnel da Luz protagonizados por Rui Costa, no recente gaivotas-Setúbal e no túnel dos Barreiros no intervalo do jogo Maraitmo-gaivotas... Critérios, portanto...

CRISE (II)

Pacotes de férias esgotam para a passagem de ano
Operadores turísticos registaram uma procura semelhante à dos anos anteriores

Alguns dos destinos mais procurados para o final de ano esgotaram. À primeira vista, parece que a crise económica não afectou o gosto dos portugueses pelas viagens, mas a verdade é que a oferta também diminuiu este ano.
Carlos e Rosa Maria Barros não ponderaram sequer a possibilidade de alterar a tradição familiar. Na passagem de ano, Carlos, Rosa e o filho Ricardo, de 22 anos, fazem sempre as malas. Este ano, não foi diferente e nem o fantasma da crise económica os desencorajou de fazer um cruzeiro à Sicília. "Não vemos a situação dessa perspectiva de crise económica...", explicou Carlos Barros. "Abdicámos de algumas coisas e temos poupado dinheiro já desde o ano passado".
A família não gasta em presentes de Natal, nem de aniversário, uma posição assumida "contra o consumismo", conta Rosa Maria. Amealham, antes, para um "presente para todos", que acaba invariavelmente por ser uma viagem. Os 25 anos de casados que comemoram este ano merecem, também, uma celebração especial, daí o empenho redobrado na deslocação à Sicília.
Os operadores turísticos contactados pelo JN foram unânimes ao afastar um cenário de crise no sector das viagens de final de ano. Caraíbas, Brasil, Turquia, Egipto, Cabo Verde, S. Tomé, Praga/Budapeste e Madeira foram os destinos mais escolhidos pelos portugueses para o "reveillon" 2009. A procura esteve, na maioria dos casos, ao nível da verificada no ano passado, mas casos houve em que até se registou um aumento.
"A procura dos produtos Soltrópico tem sido muito positiva", disse Tiago Rodrigues. "Na comparação das vendas do mês de Dezembro, facturámos quase mais 60% do que em 2007". A Nortravel teve, também, um ligeiro crescimento, embora "significativamente menor ao registado em anos anteriores", explicou António Gama, director-geral da empresa. "A procura esteve muito condicionada pela oferta", adiantou Eduardo Pinto Lopes, administrador da Terrabrasil. "Ninguém quis arriscar com muita oferta, por isso esgotou quase tudo".
Há quem viaje, tentando fintar o aperto da crise. É o caso de Ana Luísa que pela primeira vez vai para fora na passagem de ano. Na hora de comprar a viagem para a Madeira quase desistiu. "Passámos muito dias à volta da Internet", contou. "Houve quase uma desistência, os preços eram exorbitantes", disse. A ajuda de um amigo madeirense, o mesmo que disponibilizou casa para os cinco dias de férias, foi decisiva. "Em tempo de crise tem de ser assim", explica Ana Luísa, que sonha um dia passar o ano em Nova Iorque.
(JN, Maria Cláudia Monteiro)

CRISE (I)

«Podia-se baixar os impostos, mas ninguém garante que as famílias vão gastar (mais dinheiro). O Estado tem aqui duas possibilidades. E se for o estado a investir, há gastos», José Sócrates

Não entendo: mas a "coisa" não era a favor «das famílias e das empresas»????

Região Norte empurrou crescimento do país em 2007

Presidente da Comissão de Coordenação da Região Norte diz que Lisboa está a perder o papel de região motora da economia nacional

Não é o regresso da velha rivalidade Norte-Sul. Até porque, neste caso, o mal de uns é o mal de todos, como notou o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N). Mas, ao olhar para as contas regionais divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com os dados definitivos de 2006 e os preliminares de 2007, Carlos Lage considera que, com um PIB abaixo da média nacional em dois anos consecutivos, Lisboa "não está a desempenhar o seu papel de região motora do crescimento do país", tendo sido o Norte que, em 2007, dinamizou o crescimento económico português.
Já se sabia que o Norte tinha crescido acima da média nacional no ano passado. O que os dados preliminares do INE dizem é que, pela primeira vez numa década, a diferença do aumento do PIB chega ao meio ponto percentual (2,5 por cento na região contra 1,9 no país), como notou Eduardo Pereira, encarregue na CCDR-N da interpretação das estatísticas que, sendo positivas, chegam já no final de 2008, um ano que pode bem ter estragado algumas das conquistas conseguidas pela região em 2007.
Os (poucos) dados disponíveis para este ano são suficientes para justificar o alerta. A região registou um crescimento negativo das exportações para a União Europeia nos dois primeiros trimestres (com os dados nacionais, não desagregados, a dizer que a quebra se prolongou até ao final do Verão), e o desemprego regional subiu ligeiramente entre Janeiro e Setembro, voltando aos níveis de 2007. E com a deterioração da situação económica mundial é expectável que uma economia aberta como a do Norte do país, com a sua forte vocação exportadora, ainda venha a sofrer mais o embate da crise numa zona que, na recessão de 2003, começou a ter problemas mais cedo e só conseguiu sair deles mais tarde do que o próprio país no seu conjunto.
A CCDRN tem plena consciência dos riscos - "os nossos objectivos imediatos têm de passar por apoios no campo social" - notou Carlos Lage. Mas a mesma CCDRN prefere olhar para as séries estatísticas dos últimos anos e descobrir nelas algumas boas notícias para uma região que tem sido retratada como pouco dinâmica. E as boas notícias são, no emprego, a melhoria da qualificação da população empregada na região - que, além disso, ainda tem metade dos 600 mil inscritos nos cursos do programa Novas Oportunidades.
A comissão destaca ainda a intensificação tecnológica da indústria, com reflexos na produtividade e no peso desta no crescimento regional (ver texto ao lado). Uma evolução que, contudo, arrasta muita gente para o desemprego. "Temos tido no Norte insuficiente criação líquida de emprego", afirmou Eduardo Pereira, "e a região chegou a 2007 com o maior nível de desemprego do país, que afecta sobretudo as mulheres e os jovens".

Novo organismo

Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte reuniu ontem pela primeira vez o Conselho de Coordenação Intersectorial, que junta, sob a presidência do líder da CCDRN, representantes de todos os organismos da administração central com relevância para a região. Carlos Lage afirma que, no Norte, este novo conselho - existente em todas as CCDR - dá pela primeira vez conteúdo à expressão "coordenação" que a CCDRN ostenta, já que, até agora, os serviços do Estado viviam "numa espécie de dispersão e ignorância mútua" .


Produtividade substitui emprego como factor de aumento do PIB regional

Está a acontecer desde 2004. O crescimento do Produto Interno Bruto da Região Norte tem sido impulsionado quase exclusivamente por ganhos de produtividade na economia, mais do que pela intensificação da mão-de-obra, factor que, nos anos anteriores, tinha um peso superior no desempenho regional (ver gráfico em cima). A mudança comprova, pelos números, a reconversão tecnológica que tem vindo a acontecer, provavelmente ensombrada, nos media, pela notícia da sua consequência socialmente mais visível, o desemprego.
Esta reconversão está a acontecer não apenas nos sectores tradicionais mas também noutras áreas de produção de bens e serviços que têm ganho terreno na região, de onde saem neste momento, e muito por causa da instalação da fábrica da Qimonda em Vila do Conde, três quartos das exportações portuguesas de produtos de alta tecnologia.
Um dado positivo é que nesta classificação cabem também os produtos farmacêuticos, sector no qual se espera um forte impulso nos próximos anos, com a chegada ao mercado mundial em 2009 de um novo medicamento inteiramente desenvolvido pela Bial. E ali cabe também a produção do cluster eólico de Viana do Castelo, outro exemplo de diversificação da indústria nortenha com reflexo positivo nas exportações.
Abel Coentrão

Datas com História: 13 de Dezembro de 1987


(obs. uma taça que nenhum "glorigozo" lisboeta jamais conseguiu ... e conseguirá!)

Hulk: obra de arte

Amanhãs que embalam (*)

Não é fácil ser adepto do Benfica. E não estou a falar dos resultados desportivos, que este ano até variam entre o óptimo no campeonato e o fracamente mau na Taça de Portugal e na Taça UEFA. Estou a falar na dificuldade que têm para acederem a informação credível sobre o seu clube. Os jornais, as rádios e as televisões tratam os adeptos do Benfica como crianças, frágeis, facilmente impressionáveis e incapazes de lidar com a dura realidade. Usam eufemismos, douram a pílula, exageram nos méritos e relevam os defeitos. E quando já não podem fazer mais nada para ignorar uma realidade que se impõe, evitam falar do presente, refugiando-se na memória de um passado glorioso ou na promessa de um futuro radiante. É por isso que, dias antes do Benfica se despedir da Taça UEFA, puseram Quique Flores a garantir que está obcecado pela Champions e, na semana em que os encarnados disseram Taça de Portugal, puseram Suazo a dizer que só pensa no título. Como se pudesse pensar noutra coisa. São os amanhãs que cantam e que vão embalando os adeptos encarnados até os adormecer há dezenas de anos. Os adversários agradecem.
(*) Jorge Maia, in O JOGO

Bush ... Matrix

Pertinente...

Este será o terceiro aumento de capital do banco público, no espaço de um ano."
Através de dois aumentos de capital, um em Dezembro de 2007 e outro em Agosto deste ano, o Estado injectou 550 milhões de euros na CGD. No início de Outubro, a CGD vendeu 15% da REN e a mesma percentagem da Águas de Portugal à Parpública por 390 milhões.”
Cada vez mais abre caminho a suspeita de que, sem o generoso bolso do contribuinte, a CGD teria sido o primeiro banco a cair.

Kulinária

Leite Creme ...


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Ingredientes:

1 Litro de Leite
6 gemas
200 grs de açúcar
60 grs de farinha ou 40 grs de Maizena
Casca de meio limão médio
Canela ou Açúcar Mascavado

Preparação:

Junte todos os ingredientes na Bimby e programe 12 minutos, Temperatura 90º, Velocidade 2 1/2.

Retire a casca de limão e deite rapidamente numa travessa baixa. Deixe Arrefecer. Antes de servir, pulverize com canela, ou depois de frio, polvilhe com o açúcar mascavado e queime a superfície com um ferro quente.

Nota: Se desejar pode também pôr um pau de canela ou uma vagem de baunilha.

Greguices e jornalecos

"Imagine-se que um polícia grego matou a tiro o skinhead que o apedrejara. Imagine-se também que, manipulados por partidos de extrema-direita e líderes populistas, milhares de "cabeças rapadas" vingavam a morte do companheiro e espalhavam violência por Atenas, destruindo símbolos do "sistema" capitalista que abominam e a propriedade de quem calhava. Imagine-se ainda que a raiva se alastrava a mais cidades gregas e europeias. E imagine-se o que diriam os "media" em peso. Provavelmente, diriam que, ante a complacência das autoridades, as democracias estavam ameaçadas pelo ódio. Com razão, inúmeros comentadores preocupados regressariam aos anos 1920 e invocariam os métodos do fascismo italiano e do nazismo alemão, que se afirmaram igualmente pela "rua" e pela desordem. Uma ou duas manchetes lúgubres anunciariam a nova idade das trevas.

No que respeita à realidade, não é preciso imaginar muito. O exercício é meramente lexical: basta trocar "skinhead" por "anarquista", "populistas" por "sindicalistas", "extrema-direita" por "extrema-esquerda", "cabeças rapadas" por "comunistas", "anos 1920" por "Maio de 1968", "fascismo" por "leninismo", etc. Como as chamas em Atenas, "capitalismo" e "ódio" nem necessitariam de alterações. O esforço de imaginação é requerido somente por aquele género de jornalismo, português e estrangeiro, que agora se contorce a fim de suavizar, explicar e, vamos lá, legitimar a selvajaria em curso na Grécia. Dois ou três "telejornais" chegam para captar o tom "romântico" com que se cobrem (nos dois sentidos) as atrocidades que afinal não são atrocidades, mas uma "explosão social", fruto do descontentamento dos "estudantes", coitadinhos, face ao (eleito) governo local, à crise económica e à "falta de alternativas".

Se o caos grego tem alguma utilidade, não é a de escusadamente nos lembrar a essência totalitária e criminosa de ambos os radicalismos ideológicos: é a de nos avisar contra os aparentes modelos de isenção que tremem de medo perante um e de excitação perante o outro."

Alberto Gonçalves

Datas com História: 16 de Dezembro de 1515

Morre Afonso de Albuquerque

Marinheiro e soldado, estratego escritor (primorosas as suas Cartas para o rei), estadista e diplomata, foi o maior vulto de toda a história ultramarina portuguesa, a ele se ficando a dever as bases sobre as quais se manteve durante séculos o Império Português do Oriente.
Afonso de Albuquerque nasceu em Alhandra no ano de 1453, segundo filho do terceiro senhor de Vila Verde (dos Francos), Gonçalo de Albuquerque. Fidalgo de linhagem, podia pois, com verdade, escrever a D. Manuel que seus avós lhe haviam deixado «bons costados e boa liançam».
Segundo governador da Índia, neto e bisneto dos escrivães da puridade de D. João e de D. Duarte. Foi um brilhante militar e político sendo considerado como o maior governador da Índia. Era dotado de uma energia indomável, tendo um espirito aberto às mais avançadas concepções. De família aristocrática, foi educado na corte de D. Afonso V, onde estudou matemática e se familiarizou com os clássicos.
Acompanhou o futuro D. João II na campanha de Castela (1476), serviu em Arzila e Larache (1489) e em 1490 fez parte da guarda de D. João II. Serviu de novo em Arzila (1495), voltando depois a integrar-se na guarda real. Enviado à Índia em 1503 com o seu primo Francisco de Albuquerque, tendo cada um o comando de três naus, venceu as forças de Calecute, ergueu a fortaleza de Cochim e estabeleceu relações comerciais com Coulão, tendo regressado experiente e sonhador em 1504.
Expôs a D. Manuel o seu sonho imperial, alicerçado na conquista das posições estratégicas do Índico, tendo convencido o monarca e os membros do seu conselho.Para o executar partiu para Oriente em 1506, como capitão-mor do mar da Arábia e com a provisão (secreta) que lhe confiava, desde 1508, o governo de toda a Índia. Conquistou os portos de Omã e fez tributária de Portugal a riquíssima cidade de Ormuz (1507). Apoderou-se de Goa (1510) e de Malaca (1511), tendo sido, em 1513, o primeiro capitão europeu a sulcar o Mar Vermelho. Desenvolveu intensa actividade administrativa e diplomática para consolidar a soberania portuguesa. Concluída a Fortaleza de Ormuz (1515), viu completada a cadeia de pontos capitais para assegurar o monopólio maritimo-comercial dos produtos da Índia. Veio a falecer à vista de Goa, em 16 de Dezembro de 1515, não sem saber que na cidade o aguardava para lhe suceder um dos seus mais acérrimos inimigos pessoais: Lopo Soares de Albergaria enviado pelo rei D. Manuel I.
Profundamente ofendido e desgostoso, Afonso de Albuquerque deu graças a Nosso Senhor e disse: «Mal com os homens por amor a el-rei com el-rei por amor dos homens, bom é acabar». Os seus padecimentos haviam-se agravado, e sentido-se morrer ditou para D. Manuel a seguinte carta:«Senhor: quando esta escrevo a Vossa Alteza estou com um soluço que é sinal de morte. Nesses reinos tenho um filho e peço a Vossa Alteza que mo faça grande, como meus serviços merecem que tenho feito com minha serviçal condição; porque a ele mando, sob pena de minha benção, que vo-lo requeira. E quanto às coisas da Índia não digo nada, porque elas falarão por si e por mim».

Truques Masculinos

Depois de mais um brilharete no futebol internacional...

SLB!
P: Como é que se sabe, se um automóvel é antigo?
R: Se houver um autocolante no vidro traseiro a dizer "Benfica Campeão"

P: Porque é que o Benfica vai passar a ser patrocinado pela BP?
R: Porque a BP dá pontos.

P: Porque é que os benfiquistas vão começar a plantar batatas nas margens do relvado?
R: Para terem algo no final da época.

P: O que é que o general Pinochet e o Benfica têm em comum?
R: Ambos juntam as pessoas em estádios de futebol para as torturarem.

P: O que é que o treinador do Benfica diz quando a equipa marca um golo?
R: "Fantástico. Agora tentar marcar na outra baliza..."

P: Sabe quando é que o Benfica vai ser campeão?
R: Quando o Estado acabar com as listas de espera.

P: Sabe porque é que o Quique Flores veio para o Benfica?
R: Porque os médicos mandaram-no afastar do futebol.

P: Qual a semelhança entre o Benfica e o Pai Natal?
R: Os dois são vermelhos, aparecem uma só vez no ano e só os parvos acreditam nele...

Nova Claque Organizada do SLB
Vai nascer da união das claques organizadas do Benfica e vai ter o nome M.S.T.
" Movimento dos Sem Títulos".

Afinal o Benfica ainda está nas TRÊS FRENTES!

1 - Frente ao Colombo
2 -Frente à Mediamark
3 - frente à Repsol

P: Porque razão o próximo patrocinador do Benfica será a Tampax?
R: Porque o clube está a atravessar um mau período.

Natal lampião


Momento Musical

André Sardett - Mundo de Cartão

No Porto, a não perder

Museu da Relação do Porto mostra processos emblemáticos

Processos judiciais emblemáticos como os do lendário Zé do Telhado - o "Robin dos Bosques" português - e do escritor Camilo Castelo Branco integram o espólio do Museu Judiciário do Tribunal da Relação do Porto, que o público pode visitar durante esta semana.

Camilo Castelo Branco esteve preso mais de um ano na cadeia da Relação do Porto, aguardando julgamento por causa do seu relacionamento amoroso com uma mulher casada, Ana Plácido, ela própria também levada para o cárcere.

Dizem os registos que ninguém queria julgar Camilo por dormir com mulher alheia e a "espinhosa missão" acabou por ser confiada ao pai do escritor Eça de Queirós que despachou uma absolvição por falta de provas, "deixando o povo feliz e contente".

Dos argumentos aduzidos pelo juiz José Joaquim de Queiroz, em 17 de Outubro de 1861, não sobra prova material, já que se goraram todos os esforços para encontrar o processo do julgamento de Camilo Castelo Branco e da sua amada Ana Plácido, conforme contou hoje à Lusa o presidente do Tribunal da Relação do Porto, juiz-desembargador Gonçalo Xavier Silvano.
Mas todas as razões que levaram à dedução de acusação contra os "adúlteros" e à sua prisão preventiva na Cadeia da Relação por um ano e 16 dias resistem no Museu Judiciário do Tribunal da Relação do Porto.

A acusação que todos podem ver agora em amarelecidas páginas sustenta que "seria um contra-senso inqualificável que esse homem que a teve [a Ana Basílio] teúda e mateúda (...) ficasse impune".

O Museu Judiciário do Tribunal da Relação do Porto, instalado no quinto piso do Palácio da Justiça, está aberto ao público, desde hoje e até sexta-feira, e nele se pode ver também outro processo marcante do século XIX: o do julgamento do lendário Zé do Telhado, o "Robin dos Bosques" português.


José Teixeira da Silva, conhecido pela alcunha de Zé do Telhado, começou a ser julgado no Tribunal do Marco de Canaveses em 25 de Abril de 1859, acusado de diversos crimes de roubo com violência.
"Condeno o réu José Teixeira da Silva da freguesia de Caíde de Rei, comarca de Lousada, na pena de trabalhos públicos por toda a vida na Costa Ocidental de África e no pagamento de custas", assim determinou o tribunal.

A pena foi mantida pelo Tribunal da Relação do Porto e, anos depois, comutada para apenas 15 anos de degredo.

Enquanto permaneceu privado de liberdade na Cadeia da Relação, Zé do Telhado privou com Camilo, que lhe dedicou um capítulo do seu livro "Memórias de um Cárcere".

Outro processo emblemático que o museu conserva é o da bruxa de Soalhães, Marco de Canaveses, agredida à paulada e sacholada, antes de ser queimada por quatro "algozes" na sequência de um "esconjuro de alma má".

A história, que deu um filme e uma peça de teatro ("O Crime da Aldeia Velha"), acabou com a condenação dos quatro homens a seis anos de cadeia, seguidos de dez anos de degredo, em sentença confirmada pela Relação do Porto a 13 de Maio de 1934.

Nas suas declarações à Lusa, o presidente da Relação do Porto adiantou que o museu está agora a recolher material sobre outro caso emblemático da região, o "crime da Rua do Sol", que apaixonou a opinião pública do Porto meses a fio, em pleno século XX.


O caso envolveu um sapateiro que procurou livrar a sua culpa no roubo e assassinato de uma mulher, fornecendo pistas falsas à polícia.

Gonçalo Xavier Silvano anunciou ainda a publicação, em Fevereiro, de um livro sobre os quatro séculos de história da Relação do Porto, uma obra da responsabilidade de Francisco Ribeiro da Silva (antigo vice-reitor da Universidade do Porto), José Guilherme Abreu (catedrático da Universidade Católica) e do juiz-conselheiro Pereira da Graça.

LUSA / NOTÍCIAS SAPO 15.12.2008

Bem me queria parecer...

Polícias são avaliados por multas

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia da PSP (ASPP), o maior e mais moderado desta força de segurança, surpreende com críticas duras ao Governo e avisa que há oficiais a avaliar os polícias pelo número de multas e detenções que fazem.
Que polícia criou este Governo? Primeiro começou por nos tirar direitos fundamentais, como a assistência na doença, e obrigar-nos a pagar por um serviço pior. Depois envelheceu a polícia, aumentando a idade de reforma. Em 2004 a média de idade era 38,5 anos, agora vai nos 40. O mesmo partido que, com António Guterres, apostou forte na imagem e credibilidade da polícia agora faz o contrário. Para agravar tudo, prepara uma série de legislação, como o Estatuto, o Regulamento de Disciplina, entre outros, que mostram claramente a intenção de transformar a polícia numa força servilista, apostada em agradar às hierarquias, mesmo que em detrimento da nossa principal missão, que é a prevenção criminal. Ou seja, em duas palavras, o cenário é negro.

Pode concretizar esse retrato?Há uma situação que está a preocupar-nos especialmente. Neste momento há oficiais a avaliar os polícias pelo número de multas ou detenções que fazem. Quanto mais multas melhor se é avaliado e mais se ganha. Isto é muito grave. A principal missão da polícia não é a prevenção? Afinal o melhor polícia é aquele que faz caça à multa durante uma hora e passa o resto do turno no café, ou aquele que está sempre presente e tem a sua área pacificada? Fazer detenções é fácil. Mas o que se ganha a longo prazo com isso? Só se for para agradar aos comandantes e apresentar estatísticas. Infelizmente, prevejo que qualquer avaliação que venha a ser feita dará sempre muita importância ao cumprimento de directivas. Os polícias vão preocupar-se mais com a progressão na carreira que em fazer um bom trabalho na segurança dos cidadãos.Mas todas a restruturações que foram feitas não melhoraram a segurança?Foi um passo positivo, principalmente porque agora cada força de segurança sabe quais são as suas fronteiras territoriais. Mas não se podia ter feito isto sem saber se as polícias tinham capacidade para ver os seus territórios aumentados. Em Lisboa e Viana do Castelo por exemplo, as áreas duplicaram e o número de homens ficou o mesmo. Tudo é baseado num conceito economicista. Planeia-se a segurança a quatro anos e isso é ridículo, para não dizer perigoso, numa perspectiva de segurança interna.O Governo alega que não será por falta de dinheiro que a segurança será pior. O orçamento da PSP vai ser maior em 2009?É verdade. E mentira ao mesmo tempo. Dos 53 milhões de euros, 25 vão directamente para a Caixa Geral de Aposentações, que agora a polícia passou a pagar; 15 milhões são para pagar aos 1070 novos agentes que começaram a fazer o curso. Sobra-nos 13 milhões. Para quem promete grandes reformas e mudanças... Este orçamento, como aconteceu com o deste ano, deve chegar para seis meses. Desde Julho que não são pagas ajudas de custo. Quando vamos para fora, dormidas e alimentação são por nossa conta. Este orçamento vai deixar a polícia de rastos. É catastrófico.E o plano de 400 milhões de euros para equipamento e instalações?Até agora só vimos as 5000 pistolas. A Unidade Especial da Polícia e alguns elementos da investigação criminal já as têm , mas falta o resto do efectivo, 17 000. De resto, continuamos sem coletes antibala para todos,até na UEP. Quando há operações de maior envergadura já se sabe que há alguém que fica atrás, pois não têm colete.

Mas este programa é até 2012... não se pode ter tudo de uma vez...O problema é que já estamos há muitos anos a ouvir promessas e os problemas vão passando de Governo para Governo. E esse plano para equipamento e instalações tem um grande problema: a verba que lhe está dirigida não existe. Será obtida com futuras alienações de património, o qual ninguém sabe qual é. Como é que se pode fazer planos com base em receitas que ainda não foram concretizadas? É mesmo brincar com a segurança pública e com os polícias.Afinal há mais ou menos polícias que no início da legislatura?Na PSP há mais. Mas mais velhos. À conta de terem sido impedidos de ir para a reforma. E eu pergunto: as pessoas vêem polícias na rua?

DIÁRIO DE NOTÍCIAS 08.12.2008

S. João, Hospital do Porto, melhor da Ibéria!

«Portugal é um barco sem leme», por Medina Carreira

Na quinta-feira dia 11 de Dezembro, no programa "Negócios da Semana", definiu o quadro negro que é hoje o Futuro de Portugal

Medina Carreira diz que falta de responsabilidade e a estrutura politica conduziu País à actual situação e não existe ninguém a nível politico,neste momento, capaz de inverter a situação.
O país esta excessivamente endividado sendo de primordial importância investir, mas bem e não em obras semelhantes às dos últimos 20 anos que nos conduziram a taxas de crescimento de 1,5%

Não havendo solução com o actual sistema politico é expectável que os portugueses reajam "com muito barulho" derivado do aumento das tensões sociais

O fiscalista Medina Carreira traçou a 19 de Novembro um quadro muito negativo de Portugal, considerando que a actual situação resulta de uma quebra acentuada no crescimento económico, num país em que "ninguém é responsável por nada".


"A democracia em Portugal é uma brincadeira em que ninguém é responsável por nada, não há responsáveis", afirmava Medina Carreira,em Gaia a 19 de Novembro, salientando que "o País apenas é governado com rigor durante um ano ou um ano e meio por legislatura".



(11 de Dezembro de 2008)

«Os partidos políticos não cumprem as leis que eles próprios criam, prometem o que sabem que não cumprirão, sugerem modelos de desenvolvimento sem qualquer fundamento sério, criticam na oposição o que fazem no Governo e desculpam-se neste do desconhecimento daquilo que é indesculpável não conhecer.»

«Portugal é um barco sem leme»




"Quando acabarmos este programa devemos mais 2 milhões"

"O que o Governo anuncia não é para levar a sério"

"Em Portugal tudo fica por 5 ou 6 vezes mais... como a Casa da Música no Porto, a ponte de Coimbra, as obras do Terreiro do Paço..."

"Não é dizer que o investimento público vai salvar-nos da crise... o Barroso disse isso, o Gordon Brown disse isso, o primeiro-ministro disse isso... são três papagaios a dizer a mesma coisa"

"O Estado não pode ser um carrasco fiscal e depois ser um caloteiro em relação aquilo que deve"

"Eu tenho dúvidas sobre tudo, porque nós vivemos da notícia, não vivemos da realidade, em Portugal não se vive da realidade, vive-se de anúncios..."

"Eu não acredito em nada e os portugueses em geral também não acreditam"

"Não me fale da Assembleia... isso é uma provocação... não quero falar, poupe-me a esse espectáculo"


Medina Carreira comenta o OE2009, entrevistado por Mário Crespo
«em 2020 vamos ser o país mais pobre»
«os partidos vivem da clientela e não podem fazer obras de fundo»
«é tudo uma mentira»

"A democracia em Portugal é uma brincadeira em que ninguém é responsável por nada, não há responsáveis", afirmava Medina Carreira,em Gaia a 19 de Novembro, salientando que "o País apenas é governado com rigor durante um ano ou um ano e meio por legislatura".

No restante tempo, segundo o fiscalista, quem vence as eleições começa por tentar corrigir as promessas que fez na campanha eleitoral e, a meio do mandato, "começa a preparar as mentiras para a próxima campanha eleitoral".

"Com esta gente que temos, não podemos ter muitas esperanças (quanto ao futuro)", defendeu, frisando que "as eleições ganham-se com mentiras".

Medina Carreira, que falava aos jornalistas em Gaia à margem de um debate sobre a actual situação do País, defendeu que "a raiz do problema" de Portugal resulta da quebra no crescimento económico.

"Durante 15 anos crescemos seis por cento ao ano, entre 1975 e 1990 crescemos quatro por cento ao ano e de 1990 para cá estamos a crescer 1,4 por cento ao ano. Se não mudarmos de vida, o futuro exige meditação", frisou.

Para o especialista, "não há economia que aguente um Estado social com tudo para todos, desde o berço até ao túmulo", defendendo que esta concepção "está condenada".

O fiscalista também se pronunciou sobre as verbas europeias destinadas a Portugal através do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), desvalorizando a sua importância.

"Antes do QREN já vieram muitos milhões da Europa e veja-se o estado em que o País está", frisou Medina Carreira, que também se manifestou contra a rede ferroviária de alta velocidade e o novo aeroporto de Lisboa.

"São uma tontice, o País não tem dinheiro para isso", afirmou.

O quadro negro traçado por Medina Carreira foi corroborado pelo economista Pedro Arroja, para quem a economia portuguesa "está bloqueada".

"Estamos a crescer menos que toda a União Europeia, vivemos acima das nossas possibilidades, estamos a perder terreno em relação a outros países europeus", frisou.

Para o economista, a solução tem que passar por uma "redução significativa dos impostos que possa atrair as empresas e pôr a economia a trabalhar".

Pedro Arroja considerou que o aeroporto e a alta velocidade "são projectos para encher o olho mas não são prioritários para o País", além de que "só vão complicar as coisas do ponto de vista orçamental.

"Como português, gostaria muito que tivéssemos um novo aeroporto em Lisboa e uma rede ferroviária de alta velocidade mas não me parece que sejam prioritários", afirmou.

Para o economista, a opção do Governo pelo combate ao défice está a "estrangular a economia", defendendo que "não morremos da doença mas podemos morrer da cura".

Medina Carreira e Pedro Arroja foram dois dos intervenientes num debate sobre a situação do País, em que também participou Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto. O dirigente socialista Jorge Coelho, cuja presença tinha sido anunciada, faltou.

SIC online...entrevista a Medina Carreira

fonte:
http://idp.somosportugueses.com/site/

O desemprego galopante no Distrito do Porto

100 mil pessoas sem trabalho no distrito do Porto

Segundo a TVI, "a falta de trabalho é uma realidade um pouco por todo o país, mas na região norte a taxa de desemprego é já mais elevada que a media nacional. No distrito do Porto, as contas da CGTP revelam que há mais de 100 mil desempregados e destes 33% vive do Rendimento Social de Inserção. Ainda assim, muitos daqueles que têm a sorte de ter trabalho arriscam-se a não ter o salário em dia. Só neste distrito, as dívidas aos trabalhadores já ultrapassam os 71 milhões de euros e a tendência é para aumentar. O distrito de Braga é menor, menos povoado, com menos investimento e por isso o valor que os trabalhadores ainda não receberam é também menor, ainda assim alto, com cerca de 1 milhão de euros. Os trabalhadores do norte são aos mais precários do país. Muitos vínculos que antes eram permanentes, são agora a termo incerto. O pior é que, devido a essa precariedade, muitos dos trabalhadores que vão para a rua não têm sequer direito ao subsídio de desemprego".

Crítica a ter (muito) em conta

Belmiro de Azevedo critica apoio aos bancos

Segundo o Jornal de Negócios, "Belmiro de Azevedo criticou os apoios dados pelo Governo ao sistema financeiro, considerando que "se caíssem dois ou três bancos em Portugal não se notava" e alertando que "um sistema financeiro sem actividade económica de nada serve.
"Para que precisamos de tantos bancos e de um sistema financeiro muito eficaz se a actividade económica não funciona?", questionou o empresário durante o seminário "The World in 2050", organizado no Porto pelo Fórum Manufuture-Portugal, a que preside, e pela PricewaterhouseCoopers.
Defendendo que "em Portugal, se caíssem dois ou três bancos, como há 'overbanking', não se notava", Belmiro de Azevedo considerou que, face ao "cartel, muitas vezes escondido", formado pelo sistema bancário, "quanto menos [bancos] melhor". Convicto de que a actividade industrial "gera a maior parte do emprego, directa e indirectamente, e ainda é responsável pela liderança da Europa face às economias emergentes", o patrão da Sonae criticou o "orçamento irrelevante alocado" a esta área face ao atribuído aos bancos".

E se fosse na Madeira?

ou "É isto que Sócrates quer para o Continente: Poder Absoluto"
Tudo indica que o silêncio, estranho, que caracterizou a barracada parlamentar ocorrida nos Açores na passada semana, depois do Presidente do parlamento açoriano ter considerado aprovado o programa do novo governo regional açoriano, sem o ter votado, poderá ter sido "comprado" numa negociata política entre a maioria socialista e a oposição, já que ao silêncio desta correspondeu o PS com a retirada de um diploma sobre apoio aos partidos e que previa uma redução das verbas. O quer é mais vergonhoso é que o recuo do Presidente do parlamento dos Açores, que no dia seguinte fez o que não fez na véspera, não foi noticiado em nenhum meio de comunicação social incluindo a chamada imprensa nacional sempre pronta e célere a dar destaque a tudo o que envolva a Madeira.

I like to Move it

Requiem por um regime decadente

A ler com muita atenção, artigo de João Mattos e Silva


"Talvez porque as comemorações do centenário da República se aproximam, talvez porque o Estado republicano e os activistas republicanos do costume se vão preparando para glorificar a I República que nasceu de um crime, várias traições e virar de casacas e de um golpe de estado militar e continuou na balbúrdia, no desgoverno, na crise económica e financeira até que novo golpe de estado militar impôs uma ditadura e assegurou um regime autoritário durante quase meio século, que se saneou as finanças públicas impôs pela força de "uns abanões" o pensamento único e o partido único, a III República, que se seguiu a outro golpe de estado militar, vai-se parecendo cada vez mais com o regime implantado em 1910. Assim haverá muito mais para celebrar: não será só o passado, mas também o presente. A projectar-se no futuro, se os portugueses não disserem - basta! E é urgente que se faça ver aos portugueses, que têm andado enganados tempo demais, que não podem continuar "amarrados a um cadáver".
Estes últimos tempos têm sido pródigos em evidências de que o regime se vai esgotando e enredando nas suas contradições. Desde as ameaças de pronunciamentos militares, chamadas eufemisticamente de perigo de umas "rapaziadas", quando aos militares o governo não dá a importância que as suas reivindicações corporativas julgam merecer, ao funcionamento regular das instituições democráticas na Madeira, onde o Parlamento regional toma decisões anti-constitucionais sem que o Presidente da República, que constitucionalmente é o seu garante, tome a única decisão aceitável, que seria a sua dissolução imediata, aos condicionamentos à liberdade de expressão por parte do governo e dos seus "comissários" colocados no aparelho do Estado, aos casos de amiguismo que se vão sucedendo nas nomeações para altos cargos do Estado, no estrito respeito da "ética republicana", aos casos de corrupção na Administração Central e nas autarquias, ao caos na Educação, com os erros e a prepotência do ministério ao impor as suas políticas e ao desrespeitar e achincalhar quem os terá de aplicar e a resposta de classe dos professores em manifestações e greves e, agora, dos alunos que, instigados pelo exemplo reivindicativo e "educativo" dos professores, contestam também o seu Estatuto e fazem arruaças inaceitáveis aos membros do governo do sector, depois dos desmandos na escolas e do desrespeito aos seus mestres.
Estes meros exemplos têm como pano de fundo a crise financeira do País, agravada pela crise internacional, e a crise social que vai crescendo assustadoramente, com o desemprego a aumentar todos os dias, com o empobrecimento das famílias cada vez maior, com o aumento da insegurança, não apenas do ponto de vista criminal, com um ambiente pesado de indiferença e desinteresse pelos valores e pela vida cívica, e por tudo o que não seja a sobrevivência a curto prazo, da maioria dos portugueses. Crise, afinal, de um regime que se vai esgotando, corroendo e corrompendo e chegará à festa dos cem anos decrépito, sem que as operações de cosmética de inaugurações de frentes ribeirinhas e outras obras e eventos "para inglês ver" não enganem apenas os incautos e os míopes"

Aquecimento Global

A média das temperaturas mínimas em Novembro foi de 4,7 graus celsius, a terceira mais baixa desde 1931, de acordo com o último boletim climatológico do Instituto de Meteorologia. Valores inferiores só em 1956 (4,35 graus) e 1971 (4,69).

O Portugal em que vivemos, do Sócrates, portanto...

- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.

- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236, depois de toda uma vida de trabalho.

- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

- O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos, porque não tem dinheiro.

- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas, existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.

- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza..

- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

- Um polícia bate num negro: é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias: não estão inseridos na sociedade.

- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 mts e nem tem local para lavar mãos.

- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).

- O Ministério do Ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível. No edifício do Ministério do Ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utilize bicicleta.

- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?

- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano: O Primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.

- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica.

- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem. Não pagas as finanças a tempo e horas, passado um dia já estas a pagar juros.

- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal. Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil.

- Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.

- Paguei 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada.

E você sabe?

"Quem é que sabe o que é uma OCD?"
Havia cerca de quatrocentos jornalistas de televisão na sala de conferências e à pergunta de Steve Sedgwick da CNBC ninguém respondeu. Eu estava lá. A questão tinha sido posta em Inglês. 'What's a CDO?'.

Depois de esgotado o minuto de embaraço Sedgwick, um especialista em jornalismo económico e financeiro, voltou à carga: 'Presumo que também não saibam o que é uma OCD ao quadrado…ou ao cubo? '. Não se sentiu o arrastar de pés do desconforto nem o silêncio que permitiria ouvir o tal alfinete a cair no chão porque o auditório do Hilton de Valência é alcatifado. Foi o próprio Sedgwick, um tipo irritantemente novo, irritantemente bem parecido e bem vestido, irritantemente sabedor e extraordinariamente sagaz a fazer entrevistas (o que irrita também) que nos deu a redenção: 'Não se preocupem muito. O Presidente de um dos maiores bancos multinacionais foi questionado sobre isto na Câmara dos Comuns e também não sabia'.

Tinha sido no início da crise numa audição no parlamento britânico quando os bancos da City começaram a falir. Numa áspera troca de argumentos o parlamentar inquiridor tinha confrontado o banqueiro com o facto de desconhecer um produto que o seu banco andava há anos a vender por todo o Mundo. Os jornalistas que participaram no seminário de Valência, além da lição de humildade de que a crise financeira tem que ser jornalisticamente mais bem tratada, receberam como bónus a informação do que é uma CDO ou uma OCD em português. É um dos tais produtos financeiros tóxicos que nos fazem perder empregos, ter fome e que durante uns anos enriqueceram obscenamente uma série de Donas Brancas por esse mundo fora. Tecnicamente definida como Obrigação de Dívida Colateralizada, na realidade traduz-se na manipulação dos ingénuos que acreditam em galinhas dos ovos de ouro ou, já que estamos em avicultura, confiam que o tal ovo que se supõe esteja no oviducto do galináceo mas ainda ninguém viu, acabe por sair na forma de uma omeleta de espargos. Depois o ovo não sai e aumentam-nos os impostos e tiram-nos os empregos e retardam-nos a pensão de reforma e fecham maternidades e escolas e esquadras de polícia.

Estamos a viver em Portugal uma destas monstruosidades. Preocupado com a crise financeira internacional o governo de Sócrates disponibilizou uma quantidade astronómica de dinheiro para "salvar o sistema". Todos assumimos que se tratava de apoiar algo que servisse o bem público. O primeiro acto detectado deste plano foi salvar, o Banco Privado que tem tanto a ver com o público como a Ferrari, a Bentley e a Louis Vuitton têm a ver com a Carris. Fiquei finalmente a compreender a lição do jornalista de economia em Valência.

O Estado Português deu dinheiro à banca privada mas não se quis meter no Banco Privado. Seis bancos privados, por razões que a razão ainda desconhece "colateralizados" pelo Estado Português, dão ao Banco Privado o "colateral" para manter os interesses privados que representa salvaguardados. É de facto a tal dívida sobre dívida colateralizada ao quadrado de que falava Sedwick na conferência de Valência e nós não sabíamos o que era. Pelo menos uma coisa já sabemos agora. É que vamos pagar por ela."

Mário Crespo

Portugal e Zona Euro: que probreza...

"Os portugueses já suspeitavam de que os seus bolsos tendem a ficar vazios cada vez mais cedo durante o mês. A suspeita foi confirmada pelo rigoroso Instituto Nacional de Estatística (INE): Portugal é, de entre os 15 países da Zona Euro, aquele que tem menos poder de compra. Isto é: aquele em que os seus cidadãos têm menos dinheiro para comprar um determinado cabaz de produtos. Os dados são do ano passado. Os deste ano, quando se conhecerem, hão-de revelar coisa muito parecida. Mais e pior: nos dois anos imediatamente anteriores (2006 e 2005), já se tinha registado um decréscimo no poder de compra, pelo que, quando nos comparamos com a média da União Europeia, vamos no terceiro ano consecutivo de queda. Em boa verdade, não estamos sozinhos na desgraça: Malta, Eslovénia, Chipre e Grécia estão piores do que nós. O que sempre nos alivia a alma.

Por que razão é isto importante? Porque mostra como os consumidores têm sofrido nos últimos anos. E porque ajuda-nos a perceber que o sofrimento está para durar. O ano que bate à porta será de grandes dificuldades - e os portugueses chegam a ele basicamente exangues. Ao assumir, anteontem, que o défice das contas públicas pode chegar, em 2009, aos 3%, o ministro das Finanças quis apenas dizer que os gastos que o Estado será obrigado a fazer para amenizar os efeitos da crise são tremendos. Da mesma forma, o facto de os líderes europeus se terem posto rapidamente de acordo quanto à necessidade de relançar a economia europeia, deitando a mão a 200 mil milhões de euros (1,5 por cento de toda a riqueza produzida pelos 27 estados membros), é mais um sinal do drama em que vivemos.

Verdade que a descida dos juros e dos combustíveis ajuda a aliviar os orçamentos familiares, sobretudo daqueles, como os que trabalham na Função Pública, que não têm a ameaça do desemprego a roubar-lhes o sono. O problema é que a percepção que os portugueses têm do que aí vem é terrível - e por isso toda a gente, consumidores e empresas, encolhe os seus níveis de consumo e de investimento. O estado letárgico da economia pode, por isso, agravar-se. E, agravando-se, agravam-se as consequências para todos. Este é o círculo vicioso em que estamos metidos e com que teremos que nos confrontar, ainda em maior grau, no próximo ano.

P. S. : O presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques, falava há dias do risco de colapso social no Norte, causado pelas dificuldades económicas. Infelizmente, não é nenhum exagero: como sempre, as consequências são piores para os mais desprotegidos."

Paulo Ferreira