Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Desejo

Não quero jogo bonito, quero a vitória !!!!
À dentada, ao pontapé ou ao estalo, tanto faz.
O que importa é mantermos as papoilas saltitantes no seu lugar:
o primeiro dos últimos
Até os comemos carago!!!

Ainda se lembram daquela entrada assassina do dia 28.10.2006?




Jurema

Anderson é por estes dias o jogador perfeito aos olhos de um mau defesa. Se para além de mau, o defesa for igualmente pouco dado a memórias, então Anderson é o sonho de um trauliteiro lento tornado realidade. Por enquanto. O brasileiro voltou a jogar à bola, mas ainda não oferece aquela sensação da velocidade que dava em todos os jogos, ao ponto de pensarmos que alguém tinha carregado na tecla do "foward" do leitor de DVD. Mas não falta muito tempo para que volte a tirar o sono aos adversários. Sem nunca ter deixado de sorrir, Jurema já voltou a sorrir de forma diferente porque voltou a jogar à bola. Se a qualidade que possui não fosse inata, 150 dias sem jogar era tempo suficiente para se esquecer de como se faz. Apesar da boa notícia, a notícia tem parágrafos de alegria mais contida. É verdade que corre, que salta, é até verdade que finta e remata, mas não é ainda o Anderson que Katsouranis encontrou, a 28 de Outubro de 2006, no final de um corte de carrinho. Uma entrada dura, provavelmente com intenção de fracturar o perónio e lesionar alguns ligamentos, certamente merecedora de algo mais do que Lucílio Baptista julgou ver: lançamento de linha lateral. Mas isso faz parte da história, designadamente da que escreveu sem o prestígio em campo. É certo que, por enquanto, ainda não será o Anderson que obrigou Katsouranis a um corte em desespero, mas vai sendo um craque a fazer o caminho de regresso à fama. Sempre em progresso. Aliás, o seu estilo de jogo é uma forma prática de definir progresso tal como está no dicionário: "movimento para a frente". Faz falta ao FC Porto.

Anderson, por Jorge Maia

Passou meio campeonato desde que uma entrada de Katsouranis afastou Anderson dos relvados com uma fractura no perónio. Lucílio Baptista, árbitro do jogo do Dragão, nem sequer marcou falta. Para o juíz da Associação de Setúbal, a entrada de Katsouranis sobre o brasileiro foi perfeitamente legal e o lance terminou com um lançamento da linha lateral. Em primeira instância, o afastamento de Anderson dos relvados prejudicou o FC Porto, que ficou sem aquele que, na altura, prometia dar luta a Quaresma pelo título de melhor jogador do campeonato. Quem pode dizer se o FC Porto não teria garantido o primeiro lugar no Grupo G da Liga dos Campeões se pudesse contar com Anderson, evitando o confronto com o todo-poderoso Chelsea nos oitavos-de-final? Quem pode assegurar que a vantagem do FC Porto ao virar da primeira volta não teria aumentado em vez de diminuir se pudesse contar com o brasileiro? Mas, se Anderson fez falta ao FC Porto, também fez falta ao futebol português. Foram quase seis meses sem um dos jogadores mais inspirados e criativos de um campeonato onde a regra é a trauliteirada e a rasteira. Quase seis meses a menos de um futebolista que faz o preço dos bilhetes parecer um bocadinho menos obsceno. Um destes dias, Anderson, como outros antes de si, vai crescer até não caber nas estreitas fronteiras do futebol português. Nessa altura, estes seis meses serão definitivamente irrecuperáveis.

"Se o F. C. Porto ganhar só pode ser por engano", por Manuel Serrão

«Por muitas e variadas razões a equipa do F.C. Porto está obrigada a ganhar o jogo que vai disputar com o Benfica no dia dos enganos.

Esta crónica não vem publicada na secção desportiva deste jornal (espero eu...) e bem, porque o Benfica-F.C. Porto de domingo é muito mais do que um simples jogo de futebol.

No 1.º de Abril é costume contar-se mentiras. No clássico do próximo dia dos enganos, as aparências iludem. Um campo relvado, a moldura humana condizente garantida, uma bola, 11 de cada lado e um trio de arbitragem à primeira vista parece que só temos um jogo
de futebol, mas, na verdade, temos bastante mais que isso.

A equipa do clube e da SAD de que Jorge Nuno Pinto da Costa é presidente (desde sempre, na memória dos maiores de 25 anos...) tem de ganhar no domingo por várias razões, nem todas desportivas.

Primeira razão. Desbaratada a vantagem pontual conseguida na fase inicial da prova, qualquer outro resultado que não a vitória terá consequências negativas. Uma eventual derrota ditaria a perda da liderança e aproximaria perigosamente o Sporting; e mesmo o empate, conservando o primeiro lugar, induziria um stress pós-Benfica de grande intensidade, sobretudo quando o seu calendário final é objectivamente pior. Para ser campeão, o F.C. Porto deve ganhar. Não chega pontuar.

Segunda razão. O orçamento da SAD portista para o futebol é o mais bem nutrido de todos os clubes portugueses. Apesar de essa superioridade não ter impedido as últimas vitórias europeias do F.C. Porto contra clubes de orçamentos infinitamente maiores, ganhar não deixa de ser uma obrigação de quem mais investe. Os sócios não gostarão e os accionistas não entenderão que seja de outra forma.

Terceira razão. É fundamental pôr uma pedra na suspeição lisboeta generalizada de que o F.C. Porto só vence campeonatos com ajuda dos árbitros. A verdade, doa a quem doer, é que para a arbitragem funciona a teoria dos alcatruzes da nora. Nos grandes números as coisas sempre se equilibram entre os "grandes" e, quando muito, serão os mais pequenos que poderão ter razões de queixa dos três maiores. Acontece que este ano é o Benfica que anda a ser "levado ao colo" e esta suspeição, tão mediatizada pelas violações do segredo de Justiça do processo Apito Dourado, tem implicado um prejuízo extraordinário aos dragões. Ganhar este ano, é reviver o primeiro título conquistado por Pedroto ao cabo de 19 anos de poder da capital. Contra tudo e contra todos…

Quarta razão. Está em curso a mais violenta ofensiva dos últimos 25 anos contra Pinto da Costa. Mesmo percebendo aqueles que dizem que ele se pôs a jeito em várias ocasiões, não podemos esquecer que o ataque público às suas "virtudes" privadas só existe porque Pinto da Costa é presidente do F.C. Porto e, sob o seu comando, Benfica e Sporting deixaram de poder partilhar as vitórias e o poder do futebol em Portugal.

Isto é tão mais grave nos dias que correm, quanto o futebol deixou de ser apenas um jogo para se transformar num negócio que pode envolver milhões, se a cabeça dos dirigentes e os resultados da equipa derem uma ajuda.

Quinta razão. Embora disponha hoje de uma afirmação e de um reconhecimento nacional e internacional, o F.C. Porto tem sido a bandeira do Norte, que se tem de erguer mais alto sempre que os políticos falam e voam mais baixinho, como é o caso actual.

Num ano em que as estatísticas arrasam a Região Norte, uma derrota no futebol só contribuirá para diminuir a auto-estima e potenciar a depressão, atrasando o suplemento de alma indispensável ao combate que é preciso travar no Norte, para melhoria das nossas condições de vida.

Como a vida me ensinou a não acreditar em milagres, vistas estas razões, acho que só deixarão o F.C. Porto ganhar se for por engano

Manuel Serrão in
Jornal de Notícias

A t-shirt que Carolina Salgado usou há um ano...

Por falar em corruptos...

Director municipal de planeamento ligado a Vieira
Luís Filipe Vieira beneficiado com alterações ao PDM de Lisboa
28.03.2007 - 09h07 José António Cerejo PÚBLICO


A viabilização de um loteamento de grandes dimensões em terrenos adquiridos por Luís Filipe Vieira à Petrogal, nas imediações da Expo, teve por base um projecto elaborado por um “atelier” de arquitectura com o qual o director municipal de Planeamento Urbano da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto Coelho, colaborou durante muitos anos.
Pinto Coelho foi um dos principais responsáveis pela alteração do Plano Director Municipal de Lisboa que, em 2004, tornou possível a aprovação de projectos como os que o presidente do Benfica tem para aquele e outros terrenos industriais da zona oriental da cidade.

O director municipal nega que as alterações ao PDM tenham algo que ver com interesses de Vieira, mas confirma que trabalhou para ele no Algarve e confirma que mantém estreitas relações com o arq.º José Vaz Pires, que define como o seu “melhor amigo”, com o qual assinou muitos projectos em co-autoria, sendo coproprietário, com ele e um colega, da vivenda do Restelo onde funciona o seu atelier. Em todo o caso, garante, não teve qualquer intervenção no deferimento, em Novembro passado, do pedido de informação prévia subscrito por Vaz Pires.

Em consequência da proposta então aprovada pela maioria camarária, vai ser possível construir nas antigas instalações da Petrogal na Rua da Centieira um total de 674 fogos, além de 3243 m2 de lojas. O pedido de informação prévia do loteamento foi apresentado em Junho de 2005, salientando a memória descritiva que “corresponde a um trabalho iniciado há ano e meio e vem no seguimento da publicação das alterações em regime simplificado [ao PDM] levadas a cabo pela autarquia e que permitiram as condições técnico-legais para desenvolvimento desta proposta”.

Graças a essas alterações, o artigo 64 do regulamento do PDM passou a permitir que as “áreas consolidadas industriais” – como é o caso – sejam ocupadas por “superfícies comerciais, serviços, habitação e equipamentos colectivos”, embora tenham que continuar a ser “predominantemente” ocupadas com indústria. Até aí era possível fazer alguma habitação e comércio, mas essas construções não podiam ultrapassar os 30 por cento da superfície construída.

Segundo Fernando Pinto Coelho – que trabalhava nos Espaços Verdes até ser convidado por Carmona Rodrigues para director do planeamento –, as alterações aprovadas em Setembro de 2003 (com o voto contra do PCP e a abstenção do PS) e publicadas em Março de 2004 foram decididas para “reconverter certas áreas obsoletas e trazer novos habitantes” a Lisboa.

O próprio Governo, acrescentou, deu instruções para que essas alterações fossem feitas, de forma a adequar o PDM ao plano regional de ordenamento do território. Publicadas as alterações, os proprietários das diversas parcelas industriais ficaram com os seus terrenos valorizados. Mas nem todos passaram a poder beneficiar por igual com elas.

Embora o novo texto do regulamento nada diga nesse sentido, os serviços camarários passaram a interpretá-lo como se a predominância dos usos industriais – ou seja, a obrigação de os manter em 50,1 por cento dessas áreas – se se medisse em relação à totalidade da zona oriental e não em relação a cada uma das parcelas, ou até das diferentes manchas industriais. Quer isto dizer que das alterações efectuadas beneficiam, antes de mais, os primeiros a chegar. Quando estes estiverem servidos pode acontecer que estejam esgotados os 49,1 por cento, para além dos quais não pode haver transformação de usos – e quem vier a seguir já nada poderá construir.

A decisão de interpretar o regulamento desta maneira, diz Pinto Coelho, foi ditada por razões técnicas e “determinada superiormente”. Como boa parte destas áreas está há muito ocupada com usos terciários que não vão ser abandonados, e como Vieira comprou e está a comprar outras parcelas na zona, tudo indica que será ele – que o PÚBLICO não conseguiu contactar – o grande beneficiário da polémica alteração do PDM de Lisboa.

Pedro Proença é sócio e coisa e tal das Papoipas Saltitantes, mas atenção ao assistente PAULO JANUÁRIO

Há 7 anos, num jogo com as papoilas saltitantes, um canto directo de Clayton, da direita do ataque portista, entrou na baliza de Bossio. Claramente!!! Viu-se na TV, em directo na SIC, mas a RTP mostrou no dia seguinte (o jogo foi a um sábado) as Imagens Virtuais no Domingo Desportivo com a bola bem dentro da baliza encarnada.

O fiscal-de-linha desse lance foi Paulo Januário. Alegadamente, outro portista (pois claro). A triste figura estava na sua posição, no enfiamento da linha de fundo, sem oposição que impedisse de ver o lance, ninguém ao primeiro poste para onde Clayton mandou a bola e Bossio a socá-la bem dentro da baliza.

O FC Porto perdeu por 1-0 (Sabry). Pouco antes, o Porto havia sido derrotado em Alvalade por 2-0 teve um golo anulado a Jardel por um fiscal-de-linha considerar um cruzamento da esquerda feito de fora do campo. O fiscal-de-linha era… Paulo Januário.

Já não basta "levarmos" com Pedro Proença, lisboeta e benfiquista assumido e, dizem, sócio de camarote na Luz, lá vamos levar também com um Januário, do Porto...

Arquivado: Dois a zero!


A equipa que coordena a investigação do "Apito Dourado", liderada por Maria José Morgado, decidiu arquivar o processo contra Pinto da Costa relativo à final da Taça de Portugal de 2003, na qual o FC Porto venceu o Leiria (1-0). O procurador Ricardo Matos concluiu não existirem indícios de contrapartidas oferecidas por Pinto da Costa (suspeito de corrupção activa desportiva e falsificação de documentos em co-autoria) a Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF (indiciado por corrupção passiva), nem ao árbitro escolhido para esse jogo, Pedro Henriques (suspeito de corrupção passiva). Mas Pinto de Sousa, além de ilibado no caso da final da Taça, também o foi nos crimes de abuso de poder e falsificação de documentos, por não se terem encontrado provas de viciação das classificações dos árbitros, que o procurador até anotou serem feitas pela Liga de clubes e não pelo Conselho de Arbitragem da FPF. Entre processos arquivados estão, curiosamente, aqueles em que Pedro Proença se constituira como assistente.
in O Jogo

E por falar em Pedro Proença, o tal que é sócio das Papoilas Saltitantes

Só espero que não nos calhe na rifa uma arbitragem como esta que vos mostro a seguir. Fez-me lembrar o Calabote, pois também ele teve que se render às evidências depois de ter tentado de tudo para dar o título aos marroquinos.
Vejam e tirem as vossas dúvidas.

Não há limites para a estupidez! (*)

Já dizia Einstein: "Existem apenas duas coisas infinitas: O Universo e a estupidez humana. E não estou certo do primeiro."

Pedro Proênça é Lisboeta, benfiquista, já teve lugar cativo no antigo estádio da Luz, está farto de prejudicar o FêCêPê de cima do seu pedestal de arrogância e snobismo e por baixo do seu cabelo enlameado em brilhantina... mas o que esses justiceiros de meia tigela escrevem nos seus jornais, quais são as novidades que eles colocam nas primeiras páginas: Que Pedro Proênça está envolvido no Apito Dourado... Uh, Ah... já se sabe há 1 ano e tal mas não interessa... Uh, ah... o polvo... Uh, Ah... o monstro... Uh, Ah... tenham medo, tenham muito medo! Esta corja é tudo menos jornalista!
Gente!!!! O homem já teve uma cadeira no Estádio da Luz! Era a mesma coisa que me pôrem a mim a arbitrar o crucial jogo de domingo: Antes da partida, eu até me tentaria convencer em frente ao espelho que tudo faria para ser imparcial... mas sinceramente, acho que aos 30 minutos de jogo já tinha posto na rua 3 jogadores dos vermelhos por protestos com os músculos faciais e marcado um golo de cabeça ao Quim. Não espero nada de significativamente diferente de Pedro Proênça!
(*) chegado por email

Encomendas ao Cosmos (II)


Aqui está mais uma questão para você ponderar.
Qual é a diferença entre o mecanismo que governa em si toda essa inspiração e expiração, e o mecanismo de todos os outros seres humanos deste planeta?
Obrigado.
Era aí que eu queria chegar.
Não diferença.
Os eus superiores das pessoas são tão semelhantes, em termos de propósito e de consciência, quanto os seus "eus inferiores" aparentam ser diferentes.
Muito bem. Continue a reparar nessa preciosa respiração que entra e sai. Faça-o de forma lenta e suave.
E deixe-me colocar-lhe outra questão.
Qual é a diferença entre a força que impele a sua respiração e a força que mantém este planeta a rodar sobre o seu eixo enquanto gira interminavelmente em torno do Sol?
Mais uma vez, obrigado.
Agora estamos a chegar a algum lado.
Há uma força muito grande dentro de si.
E, em última análise, não está dentro de si.
Você está dentro dela.
Vamos continuar a respirar.
É altura de reflectir sobtre outra coisa.
Pense, por favor, numa árvore.
Uma grande e bela árvore com um tronco direito, ramos altos e muitas folhas.
Imagine, por uns instantes, que é apenas uma folha daquela árvore - uma folha pequena mas que quer ser tão verde, tão brilhante, tão saudável e "no lugar próprio" quanto possível.
Você está sozinho nesse feito?
Não.
Tem o apoio de toda a árvore.
As outras folhas em seu redor podem estar demasiado ocupadas a concretizar o seu próprio potencial para lhe darem muito mais do que um pouco de "compromisso social", mas o ramo quer o melhor para si. E o tronco está mesmo por detrás dele. Tal como as raízes.
Eles proporcionar-lhe-ão, na medida das suas posssibilidades, tudo aquilo de que precisa para se tornar o melhor que puder ser.
Muito bem. Continue a respirar.
Você não é uma folha. Nem é uma árvore.
Mas estamos a chegar a algum lado.
A algum lado importante.
Respire outra vez e, mentalmente, dê mais uma vista de olhos à árvore. Pense nas raízes que se afundam nas profundezas do solo.
Farão parte da terra ou estarão separadas dela?
Esqueça tudo o que aprendeu nas aulas de biologia ou de horticultura. Há uma distinção técnica entre o fim da raíz e o início da terra... mas, na sua essência, são uma única entidade - tal como o são todas as coisas à superfície deste planeta, e que dele fazem parte.
Dê apenas um pequeno passo de imaginação criativa e visualização cósmica... e respire mais uma vez.
Respire de novo. Profundamente, por favor.
Quero levá-lo às entranhas da terra.
E quero que coloque a si próprio uma das mais importantes perguntas que um ser humano pode fazer.
O que é este planeta em que vive?
É algo separado de si?
Ou você faz parte dele?
Se faz parte dele...
... talvez deva conceber toda a Terra como um único organismo vivo. Tal como a árvore com os seus ramos e as suas folhas.
As folhas podem pensar que são "entidades independentes", mas também se encontram unidas ao resto da planta.
As pessoas da Terra podem ver-se a si próprias como separadas do planeta e das outras pessoas, mas estão fisicamente ligadas ao planeta e, consequentemente... a todas as outras criaturas que nele habitam.
Respire outra vez. E reflicta no seguinte.
A Terra não passa de uma minúscula bola de pedra num cosmos de dimensão infinita.
Contudo, faz tanto parte desse cosmos como qualquer outro planeta, lua, cometa ou estrela.
E, por isso, tal como consegue pensar nesta Terra como um grande organismo vivo, também pode pensar no cosmos da mesma maneira.
Se todo o cosmos é uma única e enorme entidade, quem pode dizer onde se encontra a sua parte mais (ou menos) importante?
Respire mais uma vez.
E mais uma.
E agora, embora eu saiba que acabámos de passar muito tempo a comunicar um com o outro, gostaria de me apresentar formalmente.
Eu sou você. Você é eu. Nós somo-nos um ao outro. Eu sou uma parte de si que nunca nasceu e, por isso, nunca pode morrer. Eu sou uma parte de si que existe desde sempre e, dessa forma, nunca deixa de existir. Sou aquilo a que algumas pessoas chamam o seu superior. Outras podem dizer que sou o seu verdadeiro eu. Sou a energia divina que pulsa através do seu ser a cada respiração. Não sou a sua personalidade, o seu corpo nem mesmo o seu coração. Sou a sua consciência. Sou a parte de si que está "consciente de si própria". E também sou a parte de si que tem consciência desta ligação com todas as outras coisas vivas neste planeta e, na verdade, neste Universo.
Respire, por favor
.

(Jonathan Cainer in Encomendas ao cosmos)

À escala

Acho que estas imagens das luas de Saturno com o planeta em fundo, são das melhores que a Cassini tem tirado. Desta vez, a lua que se passeia é Reia, a segunda maior do sistema saturniano.

O pecado mora à esquerda

"Liderando um só município (Salvaterra de Magos), o Bloco de Esquerda tem três autarcas arguidos. Já se sabe que não há culpados até trânsito em julgado. Mas também não há razões para conceder ao BE o benefício da dúvida que o BE não concede aos outros. Assim, pelo menos no que toca às autarquias, o BE é de longe o partido mais corrupto do País, quiçá do Ocidente. Pense nisso sempre que ouvir os sermões paternalistas dos seus deputados nacionais. E lembre-se do tempo em que a exuberante rectidão do BE não dispunha de uma realidade que a pudesse negar. Depois enxugue as lágrimas e seja compreensivo. O BE é apenas um daqueles partidos cuja genuína pureza diminui em função da proximidade ao poder. Tentemos todos, em eleições futuras, devolvê-lo ao rumo do aperfeiçoamento espiritual."

Sem palavras...

«Os CTT - Correios de Portugal conseguiram, em 2006, um resultado líquido recorde, [….] um crescimento de mais de cinco vezes face ao ano anterior
Fizeram grandes investimentos? Geriram muito bem as suas capacidades? Abriram novas e boas respostas? É que cinco vezes é muito lucro!
Não.
«Os resultados extraordinários foram conseguidos graças à extinção de protocolos de saúde, que permitiram uma redução significativa dos custos com cuidados de saúde futuros»
Li mais de uma vez esta passagem pensando que não estava a ver bem.
Mas os empregados dos correios andavam doentíssimos nos outros anos? Ou esses protocolos beneficiavam extraordinariamente as entidades que prestavam os cuidados de saúde?
Ou esta história espantosa é melhor contada ou os lucros deveriam reverter para os trabalhadores que conseguiram um estado de saúde miraculoso de um ano para o outro.
Desta vez, nem sei o que dizer…

Os miseráveis

Indemnização, diz o dicionário, é o acto de «compensar; reparar o dano a». Muito bem. É justo, uma pessoa é prejudicada e portanto para minorar a sua desgraça tem uma compensação. E é assim que os senhores administradores da PT vão receber 10,672 milhões de euros, para além do ordenado correspondente aos meses em que desempenharam cargos em 2006.
Foram prejudicados? Eu cá não sei… Parece-me até que haveria para aí, milhares de pessoas que gostariam de ter sido prejudicadas como eles foram. Porque, para quem ouve, aquilo tem até aspecto de lhes ter saído a taluda.
Diz-nos o
editorial do DN:
«Nas empresas públicas portuguesas é comum que um quadro superior que queira ir embora porque arranjou emprego noutra empresa (e por vezes noutra empresa pública) receba a tal indemnização. A lógica levaria à pergunta: mas se é ele que quer ir embora, porque se tem de lhe pagar para ir embora? A resposta é fácil: o administrador que fica não paga ao que parte com o seu dinheiro. Ele não é patrão, o dinheiro é de todos nós. O administrador que fica paga com cobiça a prazo. Amanhã será ele o beneficiado, também terá a sua indemnização
Portanto, é comum. Ou seja uma mão lava a outra…
Quanto à PT e EDP? Enfim, pois se é comum num local porque não em todos?

Portugal a comprar cortiça?...


Mas o que se passa?! Será possível que um dos poucos produtos onde somos realmente bons, tenhamos agora de o importar? A cortiça?
E ainda por cima
vamos comprá-la à China, apesar da cortiça chinesa não ter qualidade???
Quer dizer, não tem qualidade mas é barata e assim serve para fazer pavimentos...
E a nossa fica reservada a fazer
rolhas.
Espero bem que não estejamos a brincar às metáforas.

Regionalização em 2010

Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Região Norte (CCDRN), reclama a realização de um referendo à regionalização em 2010, e nunca depois dessa data. No entender deste socialista, uma vez que apenas há condições para realizar a consulta após as eleições legislativas de 2009, a população deverá ser chamada a pronunciar-se logo no ano seguinte, não fazendo sentido "esperar mais dois ou três anos".

Ao JN, Carlos Lage defendeu que o debate comece já a ser preparado e que os nortenhos se mobilizem, dada a especial responsabilidade que lhes cabe naquela matéria "A região tem aqui um papel essencial. É no Norte que a palavra regionalização tem um sabor mais forte". A isto, Lage acrescenta o facto do Norte ter grande peso populacional e a convicção de que a consciência da necessidade de se criarem regiões aumentou com o crescente intercâmbio com as entidades autonómicas galegas. Além disso, acredita que as resistências à regionalização verificadas no Norte, que atribui a um receio de perda para o Litoral, "já se esbateu".

Lage recorda que a regionalização está no programa do Governo "Ele não se esquece e eu também não", destacou, optimista quanto à aplicação de um novo modelo de administração do território e desejando que a última fase do Quadro de Referência Estratégico Nacional "já possa ser gerido por entidades intermédias eleitas".

Da sua parte, Carlos Lage garante não ter "qualquer inibição em inserir-se na militância regional" e diz que a CCDRN "irá trabalhar de maneira a que as entidades regionais eleitas recebam uma boa herança quando entrarem em funcionamento". Quando tomou posse, Lage afirmou ao JN que a regionalização seria a sua bandeira, ressalvando que a instituição das regiões apenas será uma realidade se for o Norte a lutar por ela.




30 Março 2007

A Regionalização no Norte...

Regionalização: Carlos Lage (PS) quer mobilização pelo «Sim»

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Carlos Lage, defendeu hoje uma «mobilização» pelo «Sim» à regionalização após as eleições de 2009. VER MAIS
Vice-presidentes das Câmaras do Porto e Gaia defendem pacto de regime para a regionalização
O fraco desenvolvimento e o baixo nível competitivo do Norte de Portugal são prejudiciais para o país. Esta foi uma das ideias principais que ficou patente na passada segunda-feira, no debate do Clube dos Pensadores, sobre o tema 'O Norte e o Porto no Contexto Nacional', que decorreu no Hotel Holiday Inn, em Gaia. VER MAIS

Enquanto os mouros assobiam para o ar, poder centralizado trava crescimento

O Norte de Portugal sofre de fragilidade institucional, assume uma taxa de desemprego que estaciona nos dez por cento (e que tende a crescer), apresenta péssimas perspectivas económicas, e ainda por cima, tem pouca massa crítica. As declarações foram ontem asseveradas por António Marques, presidente da Associação Industrial do Minho (AIM), na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) dentro de uma conferência «Os desafios do Norte: o papel da Universidade» que visou caracterizar a região Norte do País.

Marques principiou a conferência criticando que tudo está centralizado em Lisboa, e encerrou a mesma, afirmando que “o modelo centralizador do País prejudica o Norte”. “O centro de decisão está em Lisboa, e não a Norte, por isso, enquanto assim for, os projectos vão todos para Lisboa”, frisou o presidente da AIM, apelando “ao não conformismo do Norte face à centralização”. “[O Norte] tem que mexer”, exortou.

Para além do centro de decisões estar instalado na capital, tal como acentou António Marques, o Norte não se entende na “pouca” massa crítica que apresenta. “Temos muitas vozes , não há uma só voz na zona Norte”, criticou. O presidente da Associação afirmou que “cada um fala à sua maneira sem ligação específica do que falam”. António Marques referia-se aos líderes municipais e de outras entidades. “No meio disto a competitividade e a territorialização perdem-se no meio dos discursos e ficam entregues ao centro de decisões com sede em Lisboa”, aferiu Marques, reiterando que o Norte está na sombra do País. Por outro lado, o conferencionista propôs que sendo “tudo correlativo”, o Norte poderia organizar-se num cluster - rede - a fim de se desenvolver.

Não obstante, António Marques enfatizar os pontos debéis do Norte de Portugal, também nomeou os aspectos postivos que podem servir de alavanca no crescimento do Norte. “Os recursos humanos são muito importantes para o desenvolvimento da região. A qualificação das pessoas é o mais importante. E o Norte tem a Universidade do Porto, Minho e Aveiro que têm dos melhores profissionais”, aludiu, rematando que “são as competências instaladas a Norte que podem combater a centralização”.



29 Março 2007

200 anos de centralismo!

Já no século XIX, Garret e Herculano constatavam a espessura do manto regulador do Estado sobre a sociedade.
"Quereis encontrar o governo central? Do berço à cova encontrai-lo por todas as fases da vossa vida, raramente para vos proteger, de contínuo para vos incomodar. Nada, a bem dizer, se move na vida colectiva do povo que não venha de cima o impulso, ou que pelo menos o governo se não se associe a esse impulso"

"Na verdade, a doutrina de que o excesso de acção administrativa, hoje acumulada, deve derivar em grande parte do centro para a circunferência repugna aos partidos, e irrita-os. Sei isso, e sei porquê. Os partidos, sejam quais forem as suas opiniões ou os seus interesses, ganham sempre com a centralização. Se não lhes dá maior número de possibilidades de vencimento nas lutas do poder, concentra-as num ponto, simplifica-as, e, obtido o poder, a centralização é o grande meio de o conservarem. Nunca esperem dos partidos essas tendências. Seria o suicídio. Daí vem a sua incompetência, e nenhuma autoridade do seu voto nesta matéria"

HERCULANO, Alexandre

"Carta aos eleitores do Círculo de Sintra"(1858),
Opúsculos, tomo II, 2ª. ed., 1880,


Dir-se-ia que Alexandre Herculano antecipou um dos mecanismos que cerca de cem anos mais tarde se poderia contar entre os que maior obstáculo colocaram à regionalização do país: o carácter centralista do país e dos partidos políticos.

Também dizia Garret, os Provedores do Concelho ou os Administradores, "esta nova e repugnante excrescência de autoridades", somente entorpecem a acção municipal, retirando-lhe toda a energia e vitalidade. Por outro lado, os Governadores-civis, "nada fazem porque nada podem fazer, [e] têm de permanecer como estafermos que a autoridade central ali põe para dissimular a sua impotência, a fingir que vela pela prosperidade pública.


Já em 1984, o diagnóstico de António Barreto era esclarecedor do percurso retomado:

"Em Portugal, a Sociedade e o Estado encontram-se fortemente centralizados em termos tanto económicos e sociais, como políticos, culturais e administrativos. Esta situação tem-se reforçado, sobretudo, desde as primeiras décadas do século XIX. Todas as forças dirigentes desde então e mau grado os frequentes programas políticos descentralizadores, contribuiram no mesmo sentido para o fortalecimento do poder central e para a concentração do poder na capital e na
Administração. Assim agiram os "Liberais" e mais tarde os "Republicanos"; do mesmo modo actuou o regime corporativo do Estado Novo; e o regime democrático instaurado em 1974 não alterou o rumo estabelecido em quase nenhum aspecto.

O Estado Central e o sector público são hoje mais amplos e mais vastos do que há dez anos atrás. Em múltiplos domínios, têm mais poderes e mais competências".

BARRETO, António
"Estado e Descentralização: antecedentes e evolução, 1974-1984".
Análise Social nº 81-82, 1984. p. 191

Multiplicações

Aprenda a resolver multiplicações complicadas através de linhas

Excel e fórmulas

Aplicativo para adicionar ao EXCEL que permitirá visualizar fórmulas das células de uma qualquer folha de cálculo. É mesmo muito bom! As expressões surgem como apareceriam num livro de matemática. Permite ainda facilitar a introdução de letras do alfabeto grego.

Download: http://www.excelcalcs.com/content/blogcategory/24/87/

Imigração e Nacionalismo


"O Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Éticas, Rui Marques, considerou a campanha contra a imigração lançada pelo PNR «profundamente ofensiva e escandalosa», não apenas para os 400 mil imigrantes que diariamente constroem connosco o país, mas também para a memória histórica dos portugueses», porque «ser português não é ser xenófobo» (mais aqui)."
Felizmente aparecem sempre alguns “pascácios” que fazem “brilhar” estes “comediantes” do politicamente correcto nas suas (felizmente) raras provas de vida. Essa do “diariamente constroem connosco o país” é de gritos. Acreditem que quase nos dava uma coisa má de tanto rir. O “moço” devia estar-se a referir àquele (entre outros) bairro de imigrantes cujo 90 por cento deles vivem de rendimento mínimo.

As aparências iludem





Revolta


Daqui a bocado tenho que ir até à mouraria para uma reunião. Bahhhhh.

Pensamento do dia

A diferença entre Portugal e a República Checa
é que a República Checa tem o governo em Praga
e Portugal tem a Praga no governo

Encomendas ao Cosmos (I)


Onde está você?
Num lugar calmo? Confortável? Pacífico?
Está sozinho? Tem algum tempo para si? Pode dispensar uma hora desse tempo, se for preciso?
Óptimo.
O pedido cósmico pode ser feito à pressa... Pode dirigir-se a mim onde quer que esteja, em qualquer altura que precise. Mas existem alguns processos na vida que não vai querer mesmo apressar, especialmente quando tem um pedido profundo para fazer... ou um desejo intenso de transportar a sua vida para um nível novo e mais feliz.
Bom.
Tem um pau de incenso que possa acender?
Ou uma garrafa de um puro e exótico óleo de aromaterapia?
Que tal uma vela? Podemos correr as cortinas e baixar um pouco a luz?
Na verdade, você não precisa de nada disto, nem sequer precisa de estar sozinho. Certamente que não quer ficar dependente dessas regras enquanto fala comigo. Detestaria que pensasse que só o consigo ouvir se criar uma atmosfera romântica. Mas, ao mesmo tempo, se quiser criar um estado de grande concentração e aprofundar realmente a sua ligação comigo, alguns toques como estes podem ser muito úteis.
Hmmm... é uma pergunta disparatada mas... você está sóbrio, não está?
Se tiver bebido álcool, fumado um charro, tomado drunfos, speeds ou ácidos... aconselho-o a esperar até que a influência dos químicos tenha passado. Não é essencial. Aceitarei o seu pedido independentemente do estado de espírito em que se encontrar no momento em que o faz, mas você gostará bastante mais da experiência se, enquanto conversamos, estiver tão calmo e próximo do seu estado natural quanto possível.
Certo.
Vamos respirar um pouco.
Inspire uma vez. Sustenha a respiração por uns momentos.
Saboreie o ar nos seus pulmões.
E agora expire lentamente.
Repita o exercício.
Enquanto o faz, pense no seguinte:
De onde vem esse ar?
O que é que, dentro de si, o continua a inalar... mesmo quando você não está a fazer nenhum esforço para que esse processo aconteça?
Algures dentro de si, existe um poder que o transcende.
Gere sistemas que estão para além dos sistemas submetidos ao seu controlo consciente.
Não se trata, prometo, de um mecanismo automático e "inconsciente".
É uma função da sua própria consciência superior.
É, na verdade, uma evidência do seu eu superior em acção.
Mostremos-lhe algum respeito e juntemo-nos a ele enquanto respiramos fundo mais umas vezes.
Poise o livro por uns momentos e limite-se a respirar.
Veja como o ar entra no seu peito. Veja como sai.
Dê graças à parte de si próprio que vigia incansavelmente a entrada e saída de ar, hora após hora, dia após dia.
Quando estiver preparado, pegue outra vez no livro.

(Jonathan Cainer in Encomendas ao Cosmos)

OTA, da teimosia às mentiras !

Contra a teimosia de Sócrates e as mentiras descaradas de Mário Lino, só há uma esperança - que a Comissão Europeia seja avisada para não ser também enganada, fornecendo verbas para o maior desastre económico de Portugal.

Aliás, dois teimosos e ambos mentirosos! Para Mário Lino, a OTA é uma questão pessoal paga com o dinheiro dos outros. Interesses obscuros e imobiliários na Ota ? Talvez... Mas os verdadeiros interesses não estão na OTA mas sim nos terrenos valiosissimos da Portela.

É preciso fazer chegar a Bruxelas toda a informação encondida ( entre os quais o relatório arrasador da NAER ), e desmascarar as pressões governamentais sobre os autores dos relatórios para que os mesmos sejam alterados de modo a ir de encontro à propaganda do governo.

http://www.alambi.net/ota2006.pps

http://www.alambi.net/aeroporto.html

O semanário SOL das duas últimas semanas, revela dados que ninguém (nem mesmo Mário Lino ), vai conseguir esconder. É criminoso levar esta obra por diante e onerar as gerações futuras com uma canga vergonhosa.

Lisboa NÃO precisa de mais um aeroporto. Façam-se estudos transparentes, com critérios técnicos e não políticos E ALARGUEM A Portela, ou usem melhor o aeroporto internecional de PEDRAS RUBRAS, no Porto. NADA MAIS e custa metade da OTA, sem enumerar as dezenas de argumentos que tornam a OTA um desastre.

Rotas Turísticas

Com tipos desta laia, não se admirem com o resultados da votação acerca do português qualquer coisa...

Ainda o FCPorto - Sporting e o penalty que o árbitro não marcou

No último clássico, no último minuto, no último lance do jogo, dentro da área do adversário, o FCPorto perdia por um golo. E se fosse ao contrário?



Eis o que disse Miguel Sousa Tavares:

..."Não me vou desdizer: um mau jogo não consente desculpas com erros de arbitragem. Mas não resisito a reflectir o que seria ao contrário. No FCPorto-Sporting de sábado há três decisões controversas da arbitragem e as três foram decididas contra o FCPorto.

Primeira: num contra-ataque letal, Quaresma vai ficar isolado a caminho da baliza: pode optar entre ir para o golo directamente ou fazer o 2x1 com Adriano, face a um desamparado Anderson Polga. Partiu três metros atrás do mesmo Polga e o fiscal de linha demorou três segundos a assinalar um fora-de-jogo que, a olho nú, era evidente que não havia. Esses três segundos foram incompreensíveis: o que terá passado pela cabeça do árbitor assistente nesses três decisivos segundos?

Segunda: Postiga entre de ombro com ombro em Polga. No meu ver, completamemte normal, mas admito que outros não pensem assim. A questão, porém, é que não é o nosso critério de avaliação que deve prevalecer, mas sim o muito personalizado critério disciplinar de Pedro Henriques - que é um bom árbitro, mas que, neste capítulo assume uma arbitragem de risco permanente. Ora , deixando ele jogar largo, é legítimo que os jogadores se adaptem ao critério do árbitro: até pode ser que aquilo seja falta, mas, segundo o critério daquele árbitro, e designadamente neste jogo, aquilo nunca seria falta. Pedro Henriques não pode deixar passar dez faltas ou pretensas faltas iguais ou piores e marcar aquela, naquela posição. Porque, ainda por cima, foi o lance que decidiu o jogo.

Terceira: tanto na análise de A BOLA, como na dos especialistas do O JOGO , o Polga (sempre ele...) não cometeu falta para penalty no último lance do desafio. E todos o justificam dizendo que ele simplesmente jogou a bola. Convido-vos, porém, a reverem o lance na televisão, tal como eu já o fiz várias vezes: vê-se o Pepe a armar o remate à baliza e vê-se o Polga a entrar (de pé em riste) ao conjunto Pepe-bola; a seguir, vê-se o Pepe a levantar voo como um pião (e ele não é homem de fitas ou simulações), e vê-se, sobretudo, que a bola não se mexe do mesmo sítio. Como é que o Polga jogou a bola, se ela nem se mexeu?

Mas nestes tempos de intimidação penal que se vivem, é preciso saber também tomar decisões sábias: só um suicida é que se atreveria a assinalar penalty decisivo a favor do FCPorto, no último segundo de jogo."

Festival da Canção

Há muito tempo que já deixou de ser tradição familiar, todos sentados na sala de estar em dia de Festival da Música. Era uma noite imperdível de suspense. Hoje em dia, já quase nem se ouve falar no Festival e Portugal apresenta quase sempre, músicas de fugir. Este ano não foi excepção e a eleita para representar Portugal, foi a que mais nos representa como povo. E não, não foi um Fado, não foi uma música a falar de futebol ou de sardinhas assadas, nem dos descobrimentos, nem nenhuma marcha popular. A escolhida, foi sem mais nem menos, uma música Pimba. Aqui fica a escolhida, "Dança comigo" musicada por Emanuel (quem diria). Um autêntico deleite!

Sim sim, a minha escolha jamais teria sido diferente.

Mais um arquivamento (ou como os mouros continuam a perder)

É mais um arquivamento para Pinto da Costa. Agora o caso relativo à final da Taça de Portugal 2002/2003, que o FC Porto conquistou, tendo como opositor a U. Leiria. Para além do presidente portista, Maria José Morgado também decidiu não acusar José António Pinto de Sousa, à época presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e o árbitro Pedro Henriques.

Pinto da Costa estava indiciado de um crime de corrupção desportiva activa, tal como Pinto de Sousa, e Pedro Henriques de um crime de corrupção desportiva passiva. Tudo porque os investigadores apanharam nas escutas uma conversa entre o presidente do FC Porto e o líder da CA da FPF, alguns dias antes do jogo. Pinto da Costa sugeriu a Pinto de Sousa vários nomes de árbitros que considerava “nomeáveis”.

Da notícia à manchete - critérios mouriscos

1. A propósito do jogo Nacional-Benfica de 2003/04, sabia-se que existia uma queixa por parte dos encarnados procurando implicar num “arranjinho” o presidente do Nacional – Rui Alves –, o árbitro Augusto Duarte e... Pinto da Costa. Um jogo cujo resultado (3-2 a favor dos madeirenses) o “Correio da Manhã” curiosamente considera que “na prática, afastou (a equipa da Luz) da luta pelo título” porque – explica – “o Benfica tinha nove pontos de atraso até essa 25ª jornada mas, a partir dessa derrota ficou a doze pontos do líder da competição, o FC Porto, que viria a sagrar-se campeão”! Está-se mesmo a ver: sem os três pontos perdidos na Choupana, aquele campeonato estava no papo dos benfiquistas. Assim...
2. Só que (e voltando à queixa contra Rui Alves, Augusto Duarte e Pinto da Costa), o que é que sucedeu? Pois bem, o presidente portista foi ilibado pelo Ministério Público, isto apesar da manchete do referido “CM”, que ontem (em caixa alta) rezava assim: “Ministério Público dá razão ao Benfica”! Misturando de resto esse título com uma foto de Maria José Morgado e Baltazar Garzón, e a seguinte chamada, bem destacada a vermelho: “Combate à corrupção”. Ao lado, entalada a um canto, uma pequena foto de Pinto da Costa, com esta espécie de legenda: “Ministério Público acusa árbitro e presidente do Nacional em jogo decisivo” (o tal da diferença dos 9 para os 12 pontos...) “que o Benfica perdeu, mas” (vá lá!)... “iliba Pinto da Costa”. Sorte pois a de quem esmiuçou a sério a capa do “CM”, pois doutra forma ainda acabava por ficar pela manchete, pelo “combate à corrupção”, pela confusão das fotos, não dando sequer conta de que “a razão do Benfica” não tinha afinal sido assim tão total... Nem a razão do Benfica nem a da manchete, é claro. Mas fica para outra.

Critérios, por Jorge Maia

Este ano, o FC Porto já disputou três clássicos. Empatou um, ganhou outro e perdeu o último. Foram três jogos diferentes, com histórias, protagonistas e resultados diferentes, mas tiveram todos pelo menos uma coisa em comum: foram apitados por árbitros de Lisboa, ou por árbitros lisboetas inscritos em Setúbal, um resquício dos tempos em que o critério regional impedia os árbitros inscritos numa determinada associação de apitarem os jogos envolvendo equipas da mesma associação.
Tempos em que praticamente não havia árbitros de Lisboa, simplesmente porque nenhum árbitro podia aspirar a uma carreira "enriquecedora" se estivesse compulsivamente afastado dos jogos que envolviam o Benfica e o Sporting e, por isso mesmo, de todos os clássicos do futebol português.
Tempos em que os árbitros de Lisboa tinham que se inscrever nas associações limítrofes para poderem apitar ao mais alto nível. Ora, o fim do critério regional acabou com esse disparate e, de repente, apareceram uma série de árbitros filiados na Associação de Futebol de Lisboa.
"Tudo normal!". O que já não é normal é que o fim do critério regional tenha correspondido à criação de um critério "capitalista" para os clássicos em que o FC Porto participa. Invariavelmente, durante as últimas temporadas e com particular incidência nesta, os árbitros escolhidos para os jogos entre os portistas e os seus principais rivais da capital são apitados por árbitros de Lisboa, ou por Lucílio Baptista, um árbitro lisboeta incrito em Setúbal. Nunca, desde o fim do critério regional, e muito menos este ano, um árbitro do Porto - e há sete árbitros do Porto na primeira categoria - foi escolhido para um clássico em que o FC Porto participasse. Não está em causa a honorabilidade, competência ou honestidade dos árbitros de Lisboa, mas precisamente o contrário, ou seja, o estigma que a utilização de um tal critério cria sobre os árbitros do Porto. Ora, nem de propósito, para um jogo decisivo, que pode decidir o título e que envolve o FC Porto e o Benfica, a Comissão de Arbitragem escolheu um árbitro da Associação de Lisboa. Uma decisão... coerente.

Defeitos

Fáceis de serem vistos são os defeitos dos outros
Difíceis mesmo de ver são os nossos
Os defeitos dos outros são revelados por si
Como no acto de separar a casca do grão
Mas os seus próprios defeitos esconde
Como o trapaceiro esconde a jogada perdida

Aqueles que sempre se queixam dos defeitos dos outros
Que criticam constantemente
Os desejos deles crescerão
Distantes estão eles da cessação dos seus desejos.

Dhammapada


Estas estrofes mostram-nos como temos tendência a esconder os nossos defeitos, e nem somos honestos com nós próprios, o medo da censura é tão grande como o medo da morte, pois tememos o desaparecimento da nossa auto estima que depende da apreciação dos outros ,e assim escondemo-nos mas só de nós mesmos pois os outros descobrem com facilidade o que somos, depois o conceito erróneo que temos, que o erro vem sempre do outro, nós estamos no caminho certo ,somos pessoas integras de bem, enfim damos valor em demasia ao que somos, pois na verdade não o somos , os outros bem o sabem, e isso não nos deixa evoluir.

Sua Santidade o XIV Dalai Lama

Nos próximos dias 13 a 16 de Setembro, Sua Santidade o XIV Dalai Lama estará em Portugal para 3 dias de ensinamentos e uma conferência pública intitulada «O Poder do Bom Coração», no Pavilhão Atlântico. A Comissão de Honra, hoje divulgada, reúne Adriano Moreira, António Sampaio da Nóvoa, Frei Bento Domingues, Carmona Rodrigues, Eduardo Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria João Pires, Mário Soares, Paulo Teixeira Pinto, Peter Stilwell e Vera Jardim. Os lugares já podem ser reservados aqui.
«Quando tiver medo da dor e do sofrimento, deve examinar se pode fazer algo para os diminuir. Se puder fazer algo, não há necessidade de se preocupar. E se não puder, também não».

...que faria Jesus

Eis a versão completa de Em Seis Passos Que Faria Jesus: as 29 páginas que abalaram o mundo, agora em formato PDF, pronto para você visualizar, imprimir ou repassar por e-mail. Incluí, a título de conclusão, Deuses e homens, um texto inédito e que saiu na versão online da Revista Ultimato.

Para baixar/ler o arquivo em formato PDF clique aqui ou aqui ou aqui. Para ler o livro sem deste blog, folheie o arquivo virtualmente numa janela maior.

Choro ... estúpido

Há quem chore de tristeza, quem chore de alegria, quem chore de dôr... mas isto eu nunca tinha sequer imaginado que fosse possível!


Aprender: fazer capas para CD/DVD com folhas de papel A4


Regionalizar, já e em força (I)

Introdução

Tem-se falado aqui muito (e muito bem, quanto a mim) das vantagens e benefícios da implementação da Regionalização em Portugal Continental, mas a verdade é que, tirando em alguns comentários, pouco se tem escrito sobre os principais argumentos dos seus detractores. Talvez seja tempo de os analisar e ter em conta, para se procurar compreender melhor “o outro lado” desta questão.

Para as pessoas que são contrárias à Regionalização, mas de um modo convicto e intelectualmente honesto, e não por alguma razão egoísta ou de interesse próprio, parece-me serem QUATRO os principais argumentos de que é costume socorrerem-se para justificar essa sua posição. Como eu também estou nesta discussão de boa-fé e sem nenhum interesse pessoal, a não ser a um nível meramente intelectual, incomoda-me o facto de o debate emperrar sempre nestes quatro argumentos, quanto a mim mais por culpa nossa, já que talvez não os valorizemos e contradigamos na justa e necessária medida.
Como por outro lado estou convencido de que esses argumentos são rebatíveis usando apenas a lucidez e a lógica cartesiana, sem necessidade de ir tirar nenhum curso superior (ou de “doutrinação” ideológica), prefiro ao invés designar esses argumentos por mitos, os quais em meu entender se criaram artificialmente sobre esta matéria e que por isso urge, literalmente, “desmistificar”, para que a discussão sobre este tema – que estará já “amanhã” na ordem do dia! – possa enfim recentrar-se num nível racional, desapaixonado e construtivo, antes de se passar à fase das grandes decisões políticas e eleitorais.

(continua)

Pergunta e resposta (ambas para meditar)

Pergunta:
Se nós estamos a criar as nossas realidades através dos nossos pensamentos, palavras e acções, o que dizer das vítimas de crimes brutais, bombistas, actos horrendos sem sentido? Aquelas pessoas escolhem morrer daquela maneira?

Resposta:
Amiga, você fez uma pergunta muito justa e penetrante. E ela tem uma abrangência muito maior do que aquela que indicou. Porque não se trata apenas de uma intenção ou uma escolha nossa, mas também de Deus. Isto significa que é vontade de Deus (mesmo que não seja a nossa) que estas coisas horríveis devam acontecer? Filósofos e teólogos têm tentado responder a esta questão desde o início dos tempos.

Primeiramente, compreendia claramente que não há vítimas nem vilões nesta vida. Agora isso torna-se difícil aceitar, porque, a meus olhos, muitas das coisas que fazemos uns aos outros são muito cruéis, muito horríveis, e para mim as pessoas que perpetraram crimes horrendos eram para mim certamente os “vilões” da nossa sociedade. Disse ainda Deus em CwG 2, “eu não vos enviei senão anjos.” E a parábola "A pequena alma e o sol" em CwG, livro 1, explica como isto pode ser verdade.

Em resumo (relendo CwG ou o livro para crianças, "A pequena alma e o Sol) para obter a essência plena disto, a alma humana é um aspecto da divindade, escolhendo livremente experimentar a vida no universo (e, como parte dessa experiência, a vida na terra através dos tempos) como meio de recriar e experimentar-Se como quem é. No reino do relativo (que é o reino no qual nós vivemos fisicamente), você não pode experimentar Aquele Que Você É excepto no espaço dAquele Que Você Não É. Na ausência dAquilo Que Você Não É, aquilo que você é - não é!

Isto é, Alfreda, na ausência do “pequeno,” o conceito do “grande” não pode ser experienciado. Pode-se imaginar, mas não pode ser experimentado. A única maneira de experienciar uma idéia puramente conceptual, por exemplo “grande”, é experimentar uma idéia puramente conceptual tal como “pequena”. Portanto, em termos muito elementares, Alfreda, foi por isso que Deus criou o “demónio.” Para que Deus se pudesse experimentar como todo-consumidor bom, tinha que ser algo chamado como todo-consumidor demónio.

Inicialmente nada havia. Havia somente Deus. Deus é tudo aquilo que foi, tudo o que é, e tudo o que alguma vez haverá. Contudo, Deus desejava conhecer-Se na sua própria experiência. É o mesmo desejo que todos nós temos.

Na verdade, este “nós todos” de que eu falei é Deus ele-próprio. Cada parte da vida é um aspecto da divindade, buscando a expressão e a experiência do divino. Contudo, aquilo que é divino não pode conhecer e experimentar a sua própria divindade excepto na presença daquilo que não é divino. E o problema é que aquilo que não é divino não existe. Assim, desde que nós tenhamos o poder de criar alguma coisa, nós fazemo-lo simplesmente acontecer! Quero dizer, nós imaginamo-lo. Chamamo-lo fortemente.

Porém, este processo inteiro não é exclusivo de qualquer alma individual que empreende conscientemente. Nós ajustamos as nossas agendas, Alfreda, muito antes de nós entrarmos no corpo humano. Nós fazemos mesmo acordos com outros seres divinos para melhor criarmos e experimentarmos o aspecto da divindade que nós escolhemos para esta vida. Assim, não, não se pode razoavelmente dizer que, a um nível consciente, as pessoas escolheram as experiências horríveis a que muitas delas foram sujeitas. Então, o que acrescenta isto à teoria de que nós estamos criando a nossa própria realidade através dos nossos pensamentos, palavras e acções? Isto não muda nada nem um bocado.

Explica apenas o mecanismo pelo qual aquela realidade vem a ser experienciada. Como CWG explicam cuidadosamente, no momento em que pensamos, dizemos ou fazemos uma coisa que inicía o processo de expressarmos Quem Nós Somos Realmente, tudo o que é contrário aparece no espaço. Isto é necessário, a fim de ser criado um contexto dentro do qual a experiência do Eu que nós escolhemos pode ser realizada. É por esta razão que os mestres não julgam, nem condenam nada. Nada nem ninguém. Nem sequer aqueles que os perseguem. Cada religião na terra ensina o perdão como o caminho para a salvação. A maioria deles ensinam-na simplesmente pela razão errada, dizendo que nós devemos perdoar, e deixar o julgamento para Deus. Bem, a verdade é que Deus não julgará, tão pouco. Deus pedir-nos-ia que nós fizessemos algo que Deus não faria? Isso seria pedir que nós fossemos maiores do que Deus! Contudo, a razão por que Deus nunca nos julgará, e pede para não julgarmos, estará claro para nós quando regressarmos ao reino do absoluto. É então que compreenderemos outra vez a promessa de Deus: “Eu não vos enviei senão anjos.”

Recomendo vivamente que obtenha uma cópia de "A pequena alma e o Sol. E leiam-no às suas crianças - ou algumas crianças com quem você vier a ter contacto regular. Porque se as crianças compreenderem este conceito mais cedo, o mundo irá mudar.

Ontem foi o 5º Domingo da Quaresma

Evangelho segundo S. João 8,1-11.

Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
De madrugada, voltou outra vez para o templo e todo o povo vinha ter com Ele. Jesus sentou-se e pôs-se a ensinar.
Então, os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada em adultério, colocaram-na no meio e disseram-lhe: «Mestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou-nos matar à pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?»
Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que o acusar.
Mas Jesus, inclinando-se para o chão, pôs-se a escrever com o dedo na terra. Como insistissem em interrogá-lo, ergueu-se e disse-lhes: «Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!» E, inclinando-se novamente para o chão, continuou a escrever na terra.
Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher que estava no meio deles.
Então, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?»
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor.»
Disse-lhe Jesus: «Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»

Da Bíblia Sagrada

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Dia do Estudante

Foi em 1987 que a Assembleia da República decidiu consagrar 24 de Março o Dia do Estudante. Uma data que guarda na memória a crise académica de 1962, essencialmente para aqueles que a viveram e dela se recordam. É uma data de reconhecimento dos direitos, liberdades e garantias dos estudantes.
Eu que não vivi os anos conturbados da vida estudantil da década de 60, (apenas os da década de 70, com as vermelhas comissões de estudantes) olho para o Dia do Estudante com muito respeito e admiração, essencialmente pelo que deve (ou deveria) simbolizar relativamente à importância do ensino e da educação na realização da pessoa e no progresso e bem estar colectivos de uma sociedade, em que são actores e agentes activos da concretização deste objectivo os estudantes.
Mas é, também, uma data que me faz relembrar as enormes e tantas vezes injustas dificuldades com que muitos estudantes se defrontam para fazerem e concluírem os seus estudos, não esquecendo, em particular, os jovens que ficam à porta da escola e da universidade e as consequências deste destino.
Educar, aprender e formar constitui um processo que cada vez mais acompanha o arco da vida. Ser estudante não tem idade, o que é importante é que cada pessoa nunca deixe de estudar e aprender, que cada dia seja um dia de estudante...

Que mais provas serão necessárias?



Segundo o DN, Portugal foi o país da Zona Euro que mais aumentou impostos nos últimos dez anos...

...Em contrapartida, foi o país que menos cresceu!...


Elementar!...

A pobreza não é destino...


Muhammad Yunus prémio Nobel da Paz de 2006 – fundador do "banco dos pobres", inventor do microcrédito – esteve ontem em Lisboa numa conferência para falar sobre o “Microcrédito: um contributo para a paz”.
O microcrédito ajuda hoje mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo, através de várias réplicas do Banco Grameen que o Nobel da Paz criou no Banglandesh.
O microcrédito pode desempenhar um papel muito importante na sociedade, ao permitir que pessoas pobres, em situação de exclusão social, que não encontram resposta no mercado de trabalho e não têm acesso ao crédito tradicional, tenham acesso a uma nova vida, criando o seu próprio posto de trabalho ou microempresa.
É um gosto ouvir este Homem – economista e doutorado nos EUA – pela força que deposita na luta contra a pobreza e pela sua crença de que é possível erradicar a pobreza. Transcrevo aqui uma passagem de uma entrevista que deu ao Público: "Hoje pelo contrário, a maioria das pessoas acredita que a pobreza é parte da vida. A partir do momento em que se aceita isso nunca se pensa em eliminá-la. Eu coloco a questão de uma outra forma: a pobreza não é parte da vida, não pertence à humanidade, é-lhe imposta de forma artificial pelo sistema. Sendo assim podemos eliminá-la e libertar as pessoas dela. Se pudermos todos globalmente acreditar nisso, então é possível mudar isso e, globalmente, um dia eliminar a pobreza".
Faz-nos bem ouvir e reflectir sobre este pensamento. Na verdade, se todos interiorizarmos – cada um de nós, os que não somos pobres, a sociedade civil, os governantes e os políticos – que é preciso rejeitar a condição da pobreza e que, pelo contrário, acreditar que a pobreza não é uma condição de vida, uma fatalidade, algo que só acontece aos outros, que é a lei da vida, poderemos estar mais disponíveis para fazer o bem às pessoas pobres sem prosseguir o objectivo do lucro.
Muhammad Yunus veio falar-nos de um novo conceito: o social business. A ideia é simples: criar um negócio para resolver um problema social concreto, em que o princípio é recuperar o investimento realizado, cobrando o produto ou serviço prestado a um preço reduzido acessível às pessoas pobres. Um exemplo de um social business é a parceria fechada entre a Danone e o Banco Grameen que está a construir uma fábrica a 150 quilómetros de Dhaka para produzir iogurtes baratos e com qualidade nutricional para que as pessoas pobres os possam adquirir.
Acredito que o social business tem futuro, porque temos cada vez mais pessoas por esse mundo fora preocupadas e disponíveis para desenvover negócios a pensar nas pessoas pobres. E se desde muito cedo - nos bancos das escolas - ensinarmos as crianças a pensar que há formas de levar benefícios às pessoas pobres, melhorando as suas vidas, então teremos no futuro uma melhor convivência entre a economia da eficiência e a economia da equidade.
Citando o Nobel da Paz: "Se não estamos a ter êxito nalguma coisa é porque ainda não nos dedicámos com afinco a essa missão".

A via secular, versão árabe...

A palavra a Wafa Sultan, psicóloga de origem árabe.

Ideologia do Terror

Este vídeo foi transmitido pela Al-Aqsa TV, um canal de televisão afecto ao Hamas. Nele vemos uma criança palestiniana a cantar à sua mãe. Trata-se da filha de Reem Riyashi, uma terrorista suicida que matou quatro israelitas após se fazer explodir em 2004 num posto de fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza. A mensagem do vídeo não podia ser mais clara: «praticar um atentado terrorista é mais importante do que criar os próprios filhos». Abjecto.

Fode Baba Suare?

Ele há nomes de baptismo...

Basquetebol: F.C.Porto vence Taça de Portugal

O F.C.Porto venceu, ontem em Paços de Ferreira, a sua 11.ª Taça de Portugal em basquetebol, reeditando o triunfo da época anterior. Os anos passam e o FCPorto não se cansa de ganhar títulos. Nesta 53.ª edição a equipa orientada por Alberto Babo derrotou na final o Belenenses por 86-77 depois de ter afastado o Ginásio (73-54) e o Lusitânia (82-73). A surpresa aconteceu com o Barreirense a eliminar o Benfica, de forma escandalosa (Barreirense que depois perdeu com o Belenenses), já depois de nos oitavos de final a Ovarense ter caído ante o Ginásio. No jogo da final o FCPorto teve em Sorrentine e Nuno Marçal os melhores jogadores mas Smith, Whorton, Cunha e Mascarenhas também se exibiram em muito bom nível. Por fim, de destacar o excepcional ambiente vivido em Paços de Ferreira com o pavilhão completamente lotado de adeptos do FCPorto. No final os jogadores festejaram com o público e só se ouvia Campeões Allez, Campeões Allez!!! Parabéns F.C.Porto.
Parábens também à equipa de andebol do FCPorto que derrotou, em Aveiro, o São Bernardo por 29-31 e agora, na última jornada da fase regular pode chegar ao 1º posto, tal como previ há duas semanas. O Hóquei em patins do FCPorto perdeu após prolongamento em Oliveira Azeméis e agora terá que jogar uma "negra" em Fânzeres, 4ª feira às 21h. Quem ganhar vai à final do campeonato. É preciso casa cheia, até porque, como todos sabem, este ano a Federação arranjou tudo para que o Porto perca o campeonato. Para além dos estranhos castigos durante a época, do calendário para prejudicar quem vai à final da Liga dos Campeões...

Pagar as dívidas

Mr. Show

Ora aqui fica comédia, daquela da boa...

Uma questão indecente

«Há dias, ouvi um amigo lisboeta dizer que o declínio do Porto se assemelha ao que ocorreu há décadas em Coimbra, atribuindo esta decadência a uma deficiente estratégia de articulação entre políticos e elites da região. De facto, nos últimos 20 anos fomos incapazes de agir de forma concertada, os políticos sucumbiram ou renderam-se ao canto das sereias do poder central, as elites ainda se imaginam herdeiras de um Porto liberal e influente que porventura já não existe, mas são outras as razões primordiais. O Porto só teve protagonismo quando teve poder económico, nos finais do Século XIX e logo após o 25 de Abril. Este último foi um fenómeno fugaz que coincidiu com a turbulência da revolução porque, apesar da perda das colónias, Lisboa mantivera a sua cultura de capital do Império e não tardou em descobrir as suas novas especiarias nos fundos que começaram a chegar por via da adesão europeia. Tal como nas eras dos descobrimentos e do ouro do Brasil, a chegada da riqueza catalizou o ímpeto centralizador e a cobiça dos cortesãos. A súbita abundância reforçou também uma burocracia opulenta, autocrática e despótica, que ora corrompe ora destrói todos os que lhe tentam fazer frente. O Porto foi vítima deste estado de coisas, não só porque o centralismo ajudou a abater a sua pujança económica mas também porque, enquanto sede de um modelo alternativo e centro do contra-poder, era o alvo a abater.

Para isso contribuiu o facto de termos estado quase sempre em contra-ciclo político relativamente ao poder central. Terá sido por fatalismo histórico, ou essa divergência é um resíduo da proverbial irreverência tripeira? Certo é que durante o cavaquismo, em que a cidade foi liderada por Gomes, a hostilidade do governo foi evidente na privatização do BPA e na sobranceria com que foi visto o projecto do Metro. Com Guterres, chegou a haver convergência mas a regionalização armadilhada foi um primeiro prenúncio de que os principais autarcas e líderes socialistas do Norte não iriam ter tréguas. A queda de Guterres coincidiria com a vitória de Rio e com o domínio metropolitano do PSD, mas essa efémera convergência com os governos PSD/CDS foi desperdiçada em querelas intestinas. Desde então, a derrota do PS nas últimas autárquicas acentuou a divergência. Estará o Porto a pagar o preço dessa insubordinação?

Não restam dúvidas que o ímpeto centralista que já imperava em Lisboa se “portofobizou”. A questão do Metro, a privatização da ANA, as opções sobre infra-estruturas, são exemplos dessa política, encoberta por operações mediáticas que sustentam a ideia de que somos o poço dos problemas nacionais. “O vosso aeroporto e a Casa da Música custaram o dobro do orçamentado” dizem-nos, como se fossem casos virgens; “o Metro é caríssimo e mal gerido” argumentam, esquecendo a comparação com o da capital. O caso dos túneis é o mais evidente: no de Ceuta, acusaram-nos de discutirem a sua saída como se isso fosse uma prova de que “aquela gente não se entende”. Em Lisboa, a intervenção cívica para interromper as obras do túnel do Marquês foi de tal maneira louvada que este não está pronto mas o responsável pelo embargo foi elevado a herói e depois a autarca. Se surgem problemas com autarcas do Norte, vende-se a ideia de que são todos caciques e achincalha-se o eleitorado, mas se há uma crise na câmara de Lisboa, passamos a estar todos envolvidos porque o caso é visto como uma questão de âmbito nacional. Tem sido assim o “Apito Dourado”, que assobia para Sul e ataca para Norte apesar dos sintomas de que o aliciamento dos árbitros é uma prática corrente, generalizada e nacional, e que serve para passar a ideia de que os sucessos do FC Porto foram alcançados pela trapaça e de que os nortenhos são batoteiros. Passaria pela cabeça de alguém acusar os lisboetas de pedófilos só porque a Casa Pia e os seus arguidos são oriundos da capital? Mesmo no referendo do aborto, houve quem tivesse o desplante de avaliar a disparidade regional do voto para concluir que as gentes cá de cima são retrógradas e incultas.

Quando a intoxicação já não pode ocultar que o país é governado com dois pesos e duas medidas e que a economia do Norte está em frangalhos, eis que surge na mesa a última cartada: para anestesiar o descontentamento, o PS promete referendar a regionalização. Esta seria bem vinda, e digo seria porque duvido que seja aprovada, mas será por mero acaso que só possa ocorrer em 2011 quando já não restarem fundos de coesão para podermos corrigir a mira?

Sócrates limita-se a continuar uma velha mas inconfessada política. Desde os governos de Cavaco que há um propósito de impedir que o Noroeste Peninsular possa vir a ser uma região num futuro mais ou menos distante. Será pela melhor razão, para preservar as fronteiras do nosso Estado Nação? Ora, quando se assiste à submissão dos nossos governos aos interesses de Espanha, seja na política económica (que sucumbe às ordens das suas grandes empresas e não resiste às perseguições às portuguesas em solo espanhol), seja nas negociações dos dossiers da energia e da água, seja na construção do TGV em que se aceita a lógica radial de Madrid, é lícito perguntar: não haverá um plano furtivo para garantir que Lisboa sobreviverá, mesmo que apenas como capital de uma futura região (decalcada no nosso mapa e da qual o Norte não se possa vir a destacar) de uma federação ibérica orquestrada na Moncloa?

Pode ser uma visão catastrófica, mas numa altura em que faltam temas à oposição de direita, é sintomático que esta esqueça a questão do centralismo e o abandono do Norte, que poderiam ser o seu estandarte. Dos partidos à esquerda do PS, a necessidade de proteger a sua clientela eleitoral que se concentra em grande parte em Lisboa e Vale do Tejo e tem nos funcionários públicos (a quem o centralismo convém) a sua maior expressão, não se pode exigir essa visão.

O resultado desta política furtiva está à vista: temos um Estado exíguo, centralista e, a prazo, inviável. Quando acabarem os fundos de coesão, não se imagina como o país poderá continuar a sustentar os seus vícios e não se antevê que até lá seja possível alterar o paradigma. Depois da batota com o mapa das NUT em que a região de Lisboa e Vale do Tejo mingou para poder desviar para os arrabaldes da capital mais alguns fundos de coesão, vamos assistir a um último esforço por desenvolver uma só região que, no futuro, o país não poderá pagar? É essa a nova ameaça ao Porto e a toda a província, como ainda se vai chamando secretamente ao país que não cabe entre as densas colinas da Olisipo.

Como disse Elisa Ferreira, por muito que Lisboa progrida, a sua dimensão nunca permitirá compensar a decadência do Norte e do Centro. A economia destas regiões, que produz a maior parte dos bens transaccionáveis, não suporta o empolamento dos factores de produção não transaccionáveis e dos serviços do estado que se concentram numa cidade em que o PIB per capita que é o dobro do seu. Por isso, se adiarmos a descentralização até que se extingam os fundos de coesão, o país estará falido, o regime em perigo e a nação em risco de desagregação.»

Rui Moreira in Público