Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Efeitos do colonialismo lisboeta na despesa pública

Os partidos, quando no poder, transformam-se em agência de emprego. Distribuem cargos entre os amigos, tudo com bons salários e com cargo vitalício. Sim, porque se a cada novo governo saíssem os boys e as girls, ainda se podia entender um bocado, mas assim, o funcionalismo público lisboeta engorda, engorda, e o dinheiro sai dos bolsos dos contribuintes. Os cargos ficam na área de lisboa (sempre na capital) e atrás dos cargos, chegam os carros, os cartões e as benesses habituais de um governo centralista que se comporta como governo colonialista
Neste link Nomeações do Governo de Lisboa podem ver as últimas nomeações. É UM FARTAR VILANAGEM! Sem discutir a qualidade de cada pessoas, nas nomeações podemos ver cargos tão bem remunerados como estes:
motorista (21 anos idade): 1.800 euros!!!!!
apoio administrativo: 1.500 euros!!!!
secretária: 1.900 euros !!!!
acessor: 3.600 euros !!!!

É isto que queremos para Portugal? Ainda questionam que alguns de nós, como eu, português até Almeida mas que já percebeu que só a Regionalização ou mesmo a Independência da minha Região pode travar este monstro que é o governo central lisboeta, que nos suga impostos e nos obriga a pedir esmolas à Europa e ao Mundo? Não acham que já chega?

Efeitos do colonialismo lisboeta na economia Nortenha

Metade das falências no Norte


Metade dos casos de insolvência no primeiro semestre de 2011 ocorreram na região Norte. Do total de 3104 processos registados em tribunal, 1437 são oriundos do Porto, Braga e Aveiro. Se acrescentarmos Viana, Guarda e Vila Real, o número sobe para 1548.

De Janeiro a Junho, foram registados nos tribunais nacionais 3104 processos de insolvência, mais 10,7% do que em igual período de 2010. Os dados são da Coface, empresa de consultoria e líder mundial na gestão de créditos comerciais, que indica que a constituição de empresas aumentou, no mesmo período, 17,9%, correspondendo ao nascimento de 19 661 novas sociedades.

Para ajudar, o Porto e o Norte continuam (com Aveiro) a serem as únicas OBRIGADAS a pagar a lisboa a passagem nas ex-SCTUS, as tais que um governante, ainda não julgado ou preso, disse que se pagariam sózinhas!

Efeitos do colonialismo lisboeta na despesa pública

Despacho n.º 1/XII - Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e 
de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.

Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:

a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;
b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;
c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dra. Anabela Fernandes Simão;
d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;
e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;
Palácio de São Bento, 21de Junho de 2011

A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.

ALGO ESTÁ MAL: os ricos mais ricos e os pobres mais pobres?!

  • A fortuna dos mais ricos de Portugal aumentou 17,8%, mas os dividendos continuam isentos de impostos!
  • Os portugueses vão perder parte do subsídio de Natal para pagar a crise!
QUE JUSTIÇA POLÍTICA É ESTA QUE NOS QUER IMPOR O GOVERNO DE LISBOA?

Porque é que não podem ser despedidos os funcionários públicos?

FEITOS DO COLONIALISMO/CENTRALISMO LISBOETA NA NOSSA VIDA:


  • 1/3 DOS DEPUTADOS ENVOLVEM-SE EM NEGÓCIOS COM O ESTADO!
  • Fortuna dos mais ricos de Portugal aumentou 17,8%, MAS DIVIDENDOS DOS RICALHAÇOS ( SÃO SAGRADOS MAS OS VENCIMENTOS E AS REFORMAS DOS PORTUGUESES SÃO PROFANOS: GOVERNO ISENTA-OS MAS TRIBUTAR OS DIVIDENDOS RENDIA MAIS 50 MILHÕES QUE TAXAR OS REFORMADOS!!!
  • EM LISBOA, CLARO, UM ORGANISMO PÚBLICO, COM 44 FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, QUE OCUPA UM EDIFÍCIO NO CENTRO DA CAPITAL CUSTA 390 MIL EUROS POR MÊS!!!
  • CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS PASSA DE 7 PARA 11 ADMINISTRADORES !!!
  • NORTE (PORTO E AVEIRO) SÃO AS ÚNICAS REGIÕES QUE PAGAM (a lisboa) AS ex-SCUTS!!! E OS OUTROS NÃO CONTRIBUEM? AINDA POR CIMA ESTA COBRANÇA COLONIALISTA CAUSA UMA QUEBRA DE 20% NOS NEGÓCIOS ENTRE O NORTE E A GALIZA
  • O MINISTÉRIO DA AGRICULTURA TEM MAIS DE 10.500 FUNCIONÁRIOS E MAIS DE 1.500 EDIFÍCIOS !!!, QUASE TODOS LOCALIZADOS NA REGIÃO DE LISBOA!!!! (média de 1 funcionário em lisboa para 38 agricultores no país!!!) (nota: existe 1 médico para cada 256 habitantes e 1 polícia para cada 222 habitantes)
  • NUM RAIO DE 3 KM DO TERREIRO DO PAÇO HÁ 60.000 !!!!! FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS; AINDA POR CIMA GANHAM 500 EUROS ACIMA DA MÉDIA !!!!(502 euros é a distância entre o ordenado médio de um português no sector privado (884 euros) e na administração pública (1386 euros). )
  • O GOVERNO DECIDIU EMPATAR O TGV, MASVAMOS LÁ PENSAR: - Voo de Low Cost por 14,99€ e passado 2h estou em Madrid ; - Vou de comboio a grande velocidade por, digamos, 59,99€ e passado 4h estou em Madrid O GOVERNO AINDA TEM DÚVIDAS EM DEITAR AO LIXO ESTE PROJECTO CENTRALISTA?! 

Ao domingo fazem-se cadeiras de inglês e vendem-se bancos

Era hoje, num domingo, a data limite: o que fazer com o BPN, esse sorvedouro do erário público, um banco que desde sempre se percebeu a fraudulência dos seus actos, mas que o governo do Sr. Sousa decidiu salvar da falência a troco dos nossos impostos. Hoje, no limite do prazo, ficou decidido: o BIC vai ficar com o património (esperamos que com os passivos também). 
Mais um domingo célebre, que ficará nos anais das "estórias" tugas, pois este bem pode juntar-se a um outro que possibilitou, ao mesmo Sr. Sousa acima referido, a concretização de uma cadeira de inglês técnico de um curso de Engenharia.

Música ao sábado

Páginas indiscretas

Desobediência Civil!


O governo grego também foi por aí
Resta-nos responder de igual forma.

Ice Cream

Medo é uma coisa que não me assisteeeeeeee

E depois da gravata...

No Verão vai dar banho ao ... carro

FCPorto: a marcar pontos em toda a linha

Paiva Brandão nomeado para o Comité de Competições da UEFA
A notícia já tem uns dias mas merece destaque. São estas coisas que mostram que, por muito que a comunicação social lisboeta tente sonegar e os feitos do FCPorto e o seu prestígio além fronteiras, o FCPorto é um Clube respeitado e da elite mundial. Diogo Paiva Brandão, enquanto representante do FC Porto na Associação Europeia de Clubes (ECA), foi nomeado para integrar o Comité de Competições de Clubes da UEFA nas próximas duas épocas. Além de Diogo Paiva Brandão, a ECA nomeou ainda Sandro Rosell (Barcelona) David Gill (Mancheter United), Umberto Gandini (Milan), Karl Hopfner (Bayern Munique), John McClelland (Glasgow Rangers) e Damir Vrbanovic (Dinamo Zagreb).A primeira reunião deste Comité está agendada para 25 de Agosto, no Mónaco, por ocasião do sorteio da fase de grupos Champions.

Next: Itália!

Um atrás do outro, os países europeus, em especial os do sul da Europa, vão vivendo tempos difícieis. Sobre esse desiderato, vale a pena ver este vídeo extraído da ópera Nabuco, na parte do célebre "coro dos escravos". Decorria a exibição daquela obra de Verdi, no teatro de ópera de Roma, sob a atenção do próprio Berlusconi, quando, no fim e debaixo de uma chuva de aplausos, com o público emocionado, eis que o maestro Riccardo Muti (prémio Príncipe das Astúrias 2011) diz umas palavras duras e comovidas. Neste vídeo, a partir do minuto 6:46, ouvem-se aplausos a pedir o encore, e depois um momento único: a convite do maestro, toda a sala de pé canta em uníssono (algo desafinado, diga-se...) o "Va, pensiero" do terceiro acto do Nabucco, uma espécie de hino patriótico informal italiano, de que aqui fica uma tradução livre:

«Vai, pensamento, sobre as asas douradas

Vai, e pousa sobre as encostas e as colinas

Onde os ares são tépidos e macios

Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do Jordão
E as torres abatidas do Sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque choras a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fala-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de Jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.»

Incêndios: é sempre a mesma coisa

Área ardida quase triplicou no primeiro semestre de 2011

A área ardida em Portugal devido a incêndios quase triplicou no primeiro semestre face ao mesmo período do ano passado, ultrapassando nove mil hectares, segundo dados da Autoridade Florestal Nacional.

FCPorto Domination

Freguesias a extinguir, segundo a Troika

Leça da Palmeira perdeu um pedaço de história

Leça da Palmeira era o refúgio de Guilhermina Suggia. Aqui passava as suas férias, onde para além das idas à praia para banhos e sol, praticava igualmente remo e até a nobre (e paciente) arte da pesca. Pois bem (mal), a sua casa, que ficava perto do restaurante Viveiros da Mauritânia, aqui retratada numa pintura de António Mendes, abandonada e à venda durante muito tempo foi vendida e demolida. No seu lugar está um mamarracho da Tensai. Que pena.

Quem foi Guilhermina Suggia?
Guilhermina Augusta Xavier de Medin Suggia nasceu a 27 de junho de 1885 no Porto, filha de Elisa Augusta Xavier e Augusto Jorge de Medin Suggia (de ascendência italiana e espanhola).
O pai foi violoncelista no Real Teatro de São Carlos e professor no Conservatório de Música de Lisboa. No seio deste ambiente familiar Guilhermina terá começado a estudar música aos 5 anos, tendo seu pai como primeiro professor. A sua primeira aparição pública verificou-se quando tinha sete anos de idade, em Matosinhos.
Guilhermina ao violoncelo e a sua irmã Virgínia (3 anos mais velha) ao piano, eram convidadas para actuar no seio cultural portuense. Com apenas 13 anos, Guilhermina era violoncelista principal da Orquestra da Cidade do Porto, tocando também com o quarteto de cordas Bernardo Moreira de Sá. Em 1898, o pai consegue que ela tenha umas aulas com o famoso violoncelista Catalão Pablo Casals, que nesse Verão actuava no casino de Espinho. Durante várias semanas Guilhermina e seu pai fazem os 16 quilómetros de comboio que separam a cidade do Porto da de Espinho, transportando o violoncelo e as partituras.
Em Março de 1901 as duas irmãs actuaram no Palácio Real de Lisboa. Com 15 anos apenas, Guilhermina respondeu a uma interpelação da rainha Dona Amélia sobre qual seria o sonho da sua vida, dizendo que gostaria de aperfeiçoar os seus conhecimentos musicais no estrangeiro.

Obra
Guilhermina revolucionou o instrumento em técnica, posição e sonoridade.
Para Suggia, o violoncelo é o mais extraordinário de todos os instrumentos, considerando-o ela o único que tem a possibilidade de suster um baixo por um longo período e a possibilidade de cantar uma melodia praticamente em qualquer registo. Porém, para que se revele a substância musical do violoncelo, é preciso que a técnica não seja estudada apenas como destreza, mas que tenda sempre para a música. "A técnica é necessária como veículo de expressão e quanto mais perfeita a técnica, mais livre fica a mente para interpretar as ideias que animaram o compositor". Guilhermina Suggia, "The Violoncello" in Music and Letters, nº 2, vol. I, Londres, Abril de 1920, 106.
Abriu as portas profissionais do violoncelo às mulheres, até então quase fechadas. De facto, o considerável gasto de energia exigido para manejar a envergadura do violoncelo, acrescido do facto de as boas maneiras da época obrigarem a colocar o instrumento de um ou outro lado do corpo obrigando a uma significativa contorção do dorso, tornavam o instrumento ainda mais inacessível às executantes femininas.(Note-se que ainda em 1930 o violoncelo era tido como um instrumento indecoroso para as mulheres, sendo então proibida a contratação de violoncelistas mulheres pela própria orquestra da BBC).
Via Wikipedia

Vai com Deus...

Onde estão, agora, as vozes de indignação?


Momento National Geographic: Bébé pato alimenta os peixes

O que estou a ler: Dai-lhes, Senhor, o Eterno Repouso (Miguel Miranda, nado no Porto)

Tive a oportunidade de adquirir e ler o REI DO VOLFRÂMIO. Fiquei cliente. Os acontecimento são no nosso Condado, as "figuras" são-nos, de alguma forma familiares, e claro, são livros com sotaque. Nosso! Assim, estou a ler o mais recente romance de Miguel Miranda, Dai-lhes, Senhor, o Eterno Repouso. A acção deste livro, editado pela Porto Editora, inicia-se aquando da visita do Papa ao Porto e tem como protagonista o detective Mário França.

Miguel Miranda é autor dos romances Bailado de Sombras, Livrai-nos do Mal, Dois Urubus Pregados no Céu, O Silêncio das Carpideiras e O Rei do Volfrâmio (ver abaixo, em Biografia)

Dai-lhes, Senhor, o Eterno Repouso foi apresentado no passado dia 22 de Fevereiro nas Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, e a 3 de Março no El Corte Inglés de Vila Nova de Gaia.



Sinopse: «A ameaça de um grande atentado contra o Papa desencadeia uma intrincada investigação. Mas, no meio eclesiástico, as mortes não explicadas sucedem-se, adensando um clima de suspeita e medo. Entretanto, o porta-aviões Varyag, transformado em casino flutuante, é palco para o assassínio de Lady Godiva, uma bela e afamada cantora. Muitos anos antes, no fim da Segunda Guerra Mundial, o Submarino U-1277 foi afundado junto ao Porto pelo seu comandante; a tripulação desembarcou em botes na praia de Angeiras e desapareceu. Ninguém sabe o que aconteceu a Helmuth Draier, nem qual a secreta missão de que vinha incumbido. Desvendar quem matou, como o fez e porquê é um dos desafios para o detective Mário França. O outro é mergulhar no passado e resolver um enigma. Do seu escritório no Muro dos Bacalhoeiros, no Porto, será ao som do Requiem de Mozart que ele conduzirá a investigação até ao sucesso final.»


Biografia

Miguel Miranda nasceu no Porto, em 1956. Licenciou-se em medicina em 1979, especializando-se em Medicina Familiar. É membro da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação de Escritores de Gaia, da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e do Pen Clube Português. Venceu o Grande prémio do Conto 1996 APE com o livro Contos à Moda do Porto e o Prémio Caminho de Literatura Policial 1997 com o livro: O Estranho Caso do Cadáver Sorridente. Em 2002 recebeu a medalha de ouro de mérito cultural e científico do município de V. N. Gaia.

Títulos

Um dos melhores filmes que já vi

Portugal no seu melhor

Desabafo lampião

Sou relativamente novo mas já vi Michael Jackson, Amy e Mamonas partirem. Senna e Mikki Fehér perderem a vida em competição... Presenciei o nascer da Internet e do telemóvel, a TV Digital e o 3D. Vivi a virada do milénio, assisti ao 11 de Setembro. Saddam e Bin Laden serem eliminados. Até vi o Ricardo defender um penalti sem luvas! Mas enfim, quando acho que já vi de tudo, lembro-me sempre de uma coisa... NUNCA vi o Benfica a ganhar um troféu Europeu...

Momento National Geographic: Choque de Civilizações

Efeitos do colonialismo lisboeta na economia Nortenha

Porto e Norte registam quebra de 41% nas receitas do Turismo


Os turistas que visitaram o Porto e Norte de Portugal entre Abril e Junho gastaram, em média, menos 326 euros do que em igual período de 2010, uma quebra de 41%.

Os números constam do "Perfil do Turista que visita o Porto e Norte de Portugal", que também dá conta de que são cada vez mais os turistas que procuram as companhias "low cost" para chegar à região. Por outro lado, cada vez menos, os turistas aproveitam a viagem ao norte de Portugal para uma "escapadela" à Galiza.

O "Perfil do Turista que visita o Porto e Norte de Portugal" é um estudo trimestral levado a cabo pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (ERTPNP) e com o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Segundo o estudo, entre Abril e Junho de 2011, cada turista que visitou o Norte de Portugal em lazer gastou, em média, 473 euros, menos 326 euros do que no período homólogo de 2010.

No que toca ao turismo de negócios, e estabelecendo como comparação os números do primeiro trimestre, registou-se uma retracção nos gastos de 116 euros, passando cada viajante a despender 425 euros.

O mesmo estudo conclui também que, a cada trimestre que passa, as companhias "low cost" vêem a sua posição consolidada entre os turistas que procuram o Porto e Norte de Portugal com o intuito específico de gozar férias.

A quota de mercado da Ryanair no aeroporto Francisco Sá Carneiro atingiu, no último trimestre, um valor recorde, com 66% dos turistas em lazer a viajarem de e para o Porto a bordo da companhia irlandesa.

O melhor registo trimestral obtido até então pela companhia de Michael O'Leary era de 49%, relativo ao início de 2011.

Com uma quota de mercado actual de 56%, também a TAP "alargou substancialmente" a distância para a concorrência no segmento de negócios.

Talvez em busca das promoções"de última hora", a marcação das viagens é efectuada com uma antecedência cada vez menor, uma tendência particularmente visível no segmento de negócios, no qual, em média, seis em cada 10 turistas marcaram a viagem apenas uma semana antes da data em que se realizou.

A qualidade e diversidade da oferta hoteleira são, de forma isolada, a principal razão que motiva os turistas a conhecer o Porto e Norte.

O preço surge apenas em terceiro lugar no ranking das razões enumeradas.

Opinião: O aeroporto e a elefantíase

O afundamento do Norte não é um problema regional - é um problema nacional. As causas e consequências são graves e conhecidas. As saídas estão apontadas. Falta o resto, falta política


Há uns dois anos, João Cravinho disse numa entrevista que "o problema mais importante que o país tem pela frente é o afundamento do Norte". Os números davam-lhe razão. E continuam a dar. A riqueza média por habitante do país é, no Norte, pouco menos de metade do que a da região de Lisboa. O Norte, apesar do esforço exportador de que beneficia o país inteiro, continua a perder riqueza. O desemprego e as falências de empresas fustigam especialmente a região. Quando a comparação se faz entre Grande Porto e Grande Lisboa, a tristeza não recua: a riqueza da Grande Lisboa está mais de 60 pontos percentuais acima da do Grande Porto.


Um país cuja capital sofre, como se vê, de elefantíase é um país cujas assimetrias regionais tendem para o infinito. Um país macrocéfalo, dominado pelo centralismo e com um poder desmesurado na sua capital só pode acentuar o empobrecimento regional, engordando assim o seu centro, até este empanturrar e rebentar pelas costuras. Ao mesmo tempo, o resto do país definha, enruga-se nas suas capacidades e potencialidades, soçobra ao peso dos grandes.

Sim, é claro que o "afundamento do Norte" não é um problema regional - é um problema nacional. As causas e consequências são graves e conhecidas. Os estudos estão feitos e as saídas apontadas. Falta o resto - falta política.

Exemplo: na página 3 desta edição escrevemos que, no primeiro semestre deste ano, o aeroporto do Porto registou mais 500 mil passageiros face ao mesmo período do ano passado. Apesar de, em média, terem gasto menos (a crise aperta em todo o lado!), trata-se de uma excelente notícia. De resto, o Sá Carneiro, tem somado sucessos, muito graças aos voos low-cost: recentemente, foi considerado o segundo melhor aeroporto europeu e o quinto a nível mundial na categoria de dois a cinco milhões de passageiros.

É evidente que o aeroporto é fundamental para o crescimento do Norte, por todas e mais algumas razões. Contudo, a teimosia e a voracidade dos defensores do centralismo insistem em colocá-lo na suposta alienação em bloco da ANA. Se tal acontecer, daremos mais um passo rumo ao "afundamento do Norte" de que falava João Cravinho.

Contra isto - a concretizar-se, será um crime de "lesa-região" - ergueram-se já várias vozes. A última foi a de José António Barros, presidente da AEP. Ele, como outros, defende - e bem - a gestão local do equipamento. A ANA - claro! - está contra: já mandou fazer um estudo, nunca publicamente divulgado, que questiona a gestão privada do Sá Carneiro. Para mim, a coisa está clara: ou a ANA entende que no Norte está a desenhar-se, a propósito do aeroporto, uma espúria barreira de proteccionismo regional (e então convinha que o dissesse e provasse), ou a ANA teme que a gestão privada do Sá Carneiro se traduza em sã concorrência no sector e, logo, numa virtude para o país.

Se me obrigassem a votar, eu escolhia a segunda hipótese. Por ser, claramente, a que vai em sentido contrário ao da elefantíase instalada.

A conta? Faz-se já aqui ao lado

O valor do resgate a Portugal e a dívida do Estado português

O empréstimo que vai ser feito a Portugal nos próximos três anos, pela troika constituída pelo Banco Central Europeu (BCE), União Europeia (UE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), vai ser de 78 mil milhões de euros (78 000 000 000).
Vejamos quanto é que isso dá por cada habitante de Portugal.
Segundo o último censo de 2011, existem em Portugal 10 555 853 habitantes.
Temos assim:

78 000 000 000 / 10 555 853 = 7 389 euros por habitante
Ou seja, dá 7 389 euros por habitante, um valor alto. Em contos antigos temos:
7 389 * 0,200482 = 1 481 contos antigos
Ou seja, o valor de 1 481 contos antigos por habitante, o que é um valor que indica o quanto é importante o valor da nossa dívida ao estrangeiro.

Quem estiver curioso sobre estas coisas, pode dar um "salto" ao blogue intitulado "Dívida Pública Portuguesa" (ver aqui). Nele escreve-se sobre a dívida do Estado português, o seu andamento e sobre execuções orçamentais. Assim, ficamos a saber que o valor da dívida directa do Estado português, a Junho de 2011, é de:   172 393 241 183 de euros (grosso modo, 172 mil e 393 milhões de euros)

E ficamos a saber que a fasquia de 100% do valor do PIB (Produto Interno Bruto) português, já foi atingida.
O valor por cada habitante de Portugal será:
172 393 241 183 de euros / 10 555 853 de habitantes = 16 332 euros por habitante
Ou:
16 332 * 0,200482 = 3 274 contos antigos por habitante

Vemos assim que a dívida do Estado português é bastante alta. Agora faltam as dívidas da banca, das empresas em geral, dos particulares, etc.
Também podemos concluir que o valor do resgate feito a Portugal é inferior a metade da dívida portuguesa:
78 000 000 000 / 172 393 241 183 = 0,452 = 45,2%
Corresponde, pois, a 45,2% da dívida directa do Estado português.

Datas com História: 20 de Julho de 1969

Numa altura em que os Estados Unidos desinvestem no projecto espacial, recordo aqui o momento histórico ocorrido a 20 de Julho de 1969, protagonizado pelos Heróis Americanos.

TGV: contributos para a sua derrota

Vejamos:
- Voo de Low Cost por 14,99€ e passado 2h estou em Madrid
- Vou de comboio a grande velocidade por, digamos, 59,99€ e passado 4h estou em Madrid

Sabendo que o tráfego entre Lisboa e Madrid actualmente (pagando menos) é de metade do tráfego necessário para rentabilizar o tal comboio, seria de pensar que estava arrumado.

Eu sei, os políticos não querem saber se o projecto é viável ou não. Mas querem saber dos votos certo? 
 

Moody's (III)

E não podem dar uma ajudinha, pagando mais qualquer coisita?

Fortuna dos mais ricos de Portugal aumentou 17,8%
Américo Amorim viu a sua fortuna crescer 18,2% em relação a 2010. É o homem mais rico de Portugal

Américo Amorim continua a ser o homem mais rico de Portugal, com uma fortuna de 2,6 mil milhões de euros. A listagem anual, publicada pela revista "Exame", revela que, em relação a 2010, as 25 maiores fortunas do país cresceram, no seu conjunto, 17,8%. De resto, novidades só... na fortuna de Belmiro de Azevedo, que apenas subiu 1,1%, empurrando-o para um terceiro lugar.

É já o quarto ano que Américo Amorim mantém a liderança da lista dos portugueses mais ricos. O homem forte do grupo que ostenta o seu nome, que tem como grandes activos as participações na Corticeira Amorim e na Galp Energia, viu a sua fortuna ascender aos 2,6 mil milhões de euros. Ou seja, mais 18,2% face ao ano anterior.

Recorde-se que Américo Amorim lidera a lista dos portugueses mais ricos desde 2008. Recorde-se, também, que em 2009 despediu 195 trabalhadores - muitos deles seus seguidores há décadas - tendo, então, explicado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários que o fazia devido à necessidade de adequar a produção à queda da procura .Os resultados estão, agora, à vista.

Em época em que é impossível deixar de ouvir falar, diariamente, de crise - ele é nos jornais, na televisão, nos transportes, na rua e até num relaxante passeio à beira-mar - notícias como este "Top 10" das fortunas portuguesas da revista Exame soam como uma lufada de ar fresco. Assim, deixa-se de ouvir falar de cintos que se apertam e vacas que emagrecem para ficar a saber que o conjunto das 25 maiores fortunas de Portugal cresceram 17,4 mil milhões apenas no espaço de um ano. Ou seja, somam mais 17,8% do que em 2010.

Outro dado reconfortante que a edição de Agosto da revista Exame realça é que o conjunto das 25 maiores fortunas portuguesas equivale a 10,1% do Produto Interno Bruto português de 2010, a preços de mercado.

Mais novidades? Belmiro de Azevedo deixou o segundo lugar do ranking porque a sua fortuna não subiu mais do que 1,1%. O que é isto comparado com o incremento de fortuna na ordem dos 88,9% de Alexandre Soares dos Santos, presidente do Conselho do grupo Jerónimo Martins? É ele que, com uma fortuna de 1,9 mil milhões, arrebatou o segundo lugar do Top10. Recorde-se que, em 2004, o homem do "Pingo Doce" não conseguia contar mais do que 330 milhões de euros na sua fortuna.

Outra entrada notável na lista das 10 maiores fortunas portuguesas coube à família Alves Ribeiro. Os investimentos no Banco Invest e na Alves Ribeiro Construções, entre outros, valeram-lhe somar uma fortuna de 779,7 milhões de euros, digna de um quinto lugar na listagem.

Para o último - mas mesmo assim invejável - lugar dos "10 mais" entrou António da Silva Rodrigues, do Grupo Simoldes. A posição foi conquistada graças ao aumento de 5,9% da sua fortuna, que passou a ser de 551 milhões de euros.

Outra curiosidade é o facto de a listagem das 10 maiores fortunas contar com o nome de quatro mulheres. Dentre elas, a que mantinha o epíteto da mulher mais rica de Portugal - Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo - sofreu uma queda abrupta do 5.º para o 8.º lugar. Tudo isto porque o seu pé-de-meia caiu 3,6%, ficando-se pelos 645,8 milhões.

Entre as famílias portuguesas mais abastadas continua a Guimarães de Mello, que ocupa o quarto lugar, mesmo tendo visto a sua fortuna cair 1% ao ser avaliada em 1006 milhões de euros.

Quem estava à espera de ouvir falar do empresário madeirense Joe Berardo ou das herdeiras de Horácio Roque, presidente do grupo Banif, fique a saber que desapareceram da listagem dos Top10.

A família tem um novo elemento: a Bia

Uma irmã genuína para fazer companhia à Mel


Música em português

Momento National Geographic: Baleia "agradece" aos homens que a salvaram

Uma baleia, que se encontrava em risco de morrer, foi libertada das redes de pesca por três homens e "agradeceu" o resgate com uma exibição deslumbrante de saltos. Veja o vídeoUm grupo de observadores de baleias deparou-se com o animal preso nas redes, na costa da Califórnia, e decidiu entrar na água para ajudar o animal.
Michael Fishbach, um dos observadores, mergulhou na água e com algum esforço começou a cortar as redes que prendiam as barbatanas e a cauda da baleia. "A visão desta enorme criatura presa e tão perto da morte foi quase esmagadora", afirmou o observador.
Os três homens, que estiveram cerca de uma hora de volta do animal a tentar libertá-lo, conseguiram por fim retirar todas as redes de nylon que prendiam a baleia.
O desempenho dos observadores permitiu a libertação da baleia que começou rapidamente a nadar premiando, durante a hora seguinte, os que a salvaram com um deslumbrante espetáculo de mergulhos e saltos.
(in JN)

Santa Maria da Feira: Viagem Medieval



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Pakistani Actress Defies Mullah Accusing Her of Immoral Behavior on an Indian Reality TV Show

O novo autocarro dos lampiões

Vocês sabem do que estou a falar...

O "azar" dela foi a sorte do noivo :-)))




Opinião: O escudo que nos defendia


Para quem já está no pleno gozo das suas férias, mas também para quem está no pleno gozo do seu direito ao trabalho, tenho um pequeno exercício a propor: tentar recordar o valor que custava determinado bem, produto ou serviço antes da nossa adesão ao euro e comparar esse montante com o que custaria hoje, se convertêssemos o seu custo actual em euros para escudos.


Para os mais generosos proponho ainda um segundo exercício que consiste em recordar como faziam os arredondamentos para as gorjetas nos bons velhos tempos do escudo e como é que procedem hoje na era do euro.

Começando por este segundo desafio, recordo-me do tempo em que o "cimbalino" servido à mesa do café se pagava a quatro escudos e cinquenta centavos e como quase toda a gente o arredondava para os cinco escudos.

Sem mencionar o nome de família de um meu amigo, que hoje é um gestor de reconhecida competência, lembro- me que o Jorge, sempre que o número de convivas o justificava, deixava-se ficar para o fim e atacava as gorjas do empregado, completando apenas o que faltava para pagar os cafés todos.

Este episódio que retenho da minha adolescência já nos traz alguma luz sobre os preços da época (neste caso, do café) mas é mais revelador da relação que tínhamos com a nossa moeda.

Muitos anos mais tarde ouvimos o ex-presidente do Benfica proclamar que um escudo é um escudo, mas esta estória remete para a época em que 50 centavos eram 50 centavos.

Falando de euros também em versão decimal, a moeda mais próxima é a de 50 cêntimos, que contudo fica a léguas do valor dos 50 centavos, verificada a conversão.

Deixar hoje de gorjeta o equivalente aos velhinhos 50 centavos em euros já não é possível porque dois cêntimos e meio não existem e também pareceria mal, mesmo ao mais forreta dos forretas nacionais, deixar o equivalente a 50 centavos quando teria de pagar pelo café pouco menos do que 20 mil centavos.

Sem deixar cair o exemplo do café e continuando a amparar-me nessa fatia mais generosa do nosso povo (sim, não falo dos "jorges" que nunca deixam gorjeta a ninguém) hoje, custando o café menos de um euro, mas sempre mais do que 50 cêntimos, o mais normal é arredondar o pagamento. Sem pensar que no caso dos estabelecimentos mais baratos, onde o café se pode tomar a 60 ou 70 cêntimos, estamos a deixar uma gorjeta que raia os 60 ou 70 escudos. Que no tempo deles nos dariam para nos deliciarmos com uma dúzia de cafés.

Entre muitas outras razões, de entre as quais é sempre bom lembrar os incentivos da Banca ao consumo desenfreado com crédito fácil, a mudança do escudo para o euro veio aproximar-nos muito da relação que os outros europeus, bem mais ricos que nós, tinham com as suas moedas anteriores.

Com a diferença, que não é só subtil, de que o nosso poder de compra não mudou com a mesma amplitude da mudança da moeda.

Para um alemão, lidar primeiro com o marco e depois com o euro não lhe provocou grandes mudanças de atitude.

Lembro- me de ter estado na Alemanha pouco tempo antes do euro e de nem me passar pela cabeça deixar um marco para agradecer um bom serviço na confecção de um pão com salsicha e mostarda.

Já hoje, quando passo no aeroporto de Frankfurt, mando vir um pratinho de salsichas de Nuremberga (bem apetitosas, por sinal) e uma caneca e no final me passa pela cabeça deixar um euro de gorja, corro o risco de ser insultado à saída, se não sair pela esquerda baixa.

O sonho da moeda única para países diferentes era acalentado por gente que, como o antigo chanceler Kohl, também acreditava que seria possível um dia ter uma moeda única em países, senão iguais, pelo menos parecidos.

Os últimos acontecimentos que já levaram o velho estadista a dizer que a senhora Merkel lhe está a dar cabo da Europa que ele sonhou, estão também a comprometer seriamente a única coisa que se mantém igual: o euro.

Ou os nossos líderes europeus arrepiam caminho rapidamente ou qualquer dia não dou pelo euro... nem uns míseros 50 centavos.

A Europa de novo em guerra?

  • Os polacos protestaram vigorosamente há dois anos contra a visita do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, a Gdansk, no Mar Báltico, para assinalar o aniversário do início da II Guerra Mundial. 
  • Húngaros e eslovacos esgrimem tensos argumentos dos dois lados da fronteira. 
  • A minoria húngara na Roménia reclama direitos que, segundo garante, não lhe são reconhecidos. 
  • O mesmo se passa com a minoria russa na Letónia. 
  • O exército turco desfila periodicamente em parada para lembrar o dia em que esmagou os invasores gregos na Trácia, ia decorrida a década de 20 do século passado. 
  • Bascos e catalães mantêm a obsessão de cortar os elos institucionais com Madrid. 
  • Na Finlândia e na Lituânia, as recordações dos massacres soviéticos ainda ferem muitas sensibilidades. 
  • A Bélgica ameaça implodir a todo o momento, fragmentada por conflitos étnicos e linguísticos. 
  • Os Balcãs são um barril de pólvora temporariamente neutralizado. 
  • A Escócia promete um referendo para se tornar independente do Reino Unido. 
  • A Córsega aceita com crescente relutância o domínio político de Paris enquanto os pós-fascistas, no norte de Itália, sonham com a erupção da Padânia, sem qualquer vínculo político com o resto do país. 
  • Em Portugal é latente um crescente desconforto entre o Norte do país e a macrocéfala, centralista e colonialista capital, Lisboa, em muito provocado pela engordar daquela face ao constante roubo e esbulho dos bens da outrora mais rica região do país.
  • Na antiga Alemanha de Leste crescem os sentimentos xenófobos: os movimentos de extrema-direita atingem já mais de 20 por cento das simpatias dos eleitores jovens em certas cidades. Convém anotar, de passagem: Gdansk é o nome actual da velha Danzig, onde começou a II Guerra Mundial. Há sete décadas. Anteontem, em termos históricos.

A Europa é uma construção política demasiado frágil para podermos adormecer confiados em sonhos de paz perpétua. Não nos iludamos: este continente em que vivemos mantém feridas mal cicatrizadas, fronteiras mal definidas, conflitos de toda a natureza que poderão reacender-se a qualquer pretexto. Quem se gaba de a Europa ser a parcela mais 'civilizada' do globo terrestre esquece que foi precisamente aqui que começaram as duas guerras mais sangrentas e devastadoras de todos os tempos. Saibamos interpretar os sinais da História.

Culinária divertida

Efeitos do colonialismo lisboeta nos negócios com o Estado



Diversos jornais publicaram este dado mas, todavia nenhum foi capaz de contar aos leitores a que partidos pertencem este 1/3 de deputados. Apenas o JN refere que um projecto de lei do PCP no sentido de impedir estas situações foi rejeitado há tempos...

Cerca de um terço dos deputados da anterior legislatura – 70 dos 230 – tinham também assento em empresas do Estado, muitas vezes com interesses cruzados com os assuntos que defendiam no Parlamento.
A denúncia é feita ao Jornal de Notícias por Paulo Morais, ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e vice-presidente da associação pela Transparência e Integridade – Associação Cívica.

Esta associação, criada em 2010, é ponto de contacto em Portugal da organização de luta contra a corrupção Transparência Internacional. Do colectivo, presidido por Luís de Sousa, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e fundador de uma rede europeia de agências anti-corrupção. Integra ainda o grupo a actual directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, Maria José Morgado.

Paulo Morais afirma ainda que na Comissão Parlamentar de Obras Públicas "quase metade dos deputados eram administradores de empresas privadas de obras públicas". E acusa a Comissão de Ética de "branquear todo e qualquer conflito de interesses", acrescentando que esta é "uma das grandes vergonhas do parlamento".

A Transparência Internacional elaborou um documento, que entregou à troika onde denuncia por outro lado o número excessivo de deputados que pertencem a escritórios de advogados. Estes casos representam um quinto da actual legislatura. A situação tem a reprovação do próprio bastonário da Ordem dos Advogados, que defende a suspensão da actividade em caso de eleição para o Parlamento.

Por sua vez, o Bloco de Esquerda, apesar de defender o direito das profissões a exercerem cargos políticos, quer restringir o acesso de deputados a actividades como assessoria e patrocínio ao Estado ou a participação em sociedades com capitais públicos ou a empresas concorrentes a concursos públicos. E quer avançar com um projecto de lei que alargue o período de nojo na transição entre cargos governativos e empresas.

Efeitos do colonialismo lisboeta na banca (II): o profano e o sagrado

Dividendos sagrados, pensões profanas
via DN


Sabendo que as maiores fortunas cá do burgo estão no eixo lisboa-cascais, adivinhem quem está a lucrar...

Nove municípios associados na promoção e dinamização do Caminho Português da Costa

A Câmara Municipal de Esposende assinou, hoje, um acordo de cooperação institucional com os municípios do Porto, Maia, Matosinhos, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença para a investigação, promoção e dinamização do Caminho Português da Costa para Santiago de Compostela.
Na cerimónia, que decorreu, esta manhã, nos Paços do Concelho de Esposende, os dez municípios comprometem-se a unir esforços com vista à valorização e posterior reconhecimento oficial do Caminho Português da Costa como itinerário de peregrinação, bem como a dinamizar o potencial cultural e turístico das peregrinações a Santiago de Compostela fomentando o desenvolvimento económico, social e ambiental nos territórios atravessados por este traçado.
Contribuir para o desenvolvimento de produtos identificados como estratégicos para esta região que permitam complementar a oferta existente, nomeadamente nas vertentes do Turismo de Natureza e Touring Cultural e Paisagístico, e promover a colaboração intermunicipal materializada na concepção, gestão e implementação de um projecto de natureza Cultural, Ambiental e Turística são outros dos objectivos do protocolo.
O Presidente da Câmara Municipal de Esposende assinalou a importância deste protocolo de cooperação, no sentido de promover, de forma concertada, a investigação, promoção e dinamização do Caminho Português da Costa. João Cepa considera que este projecto constitui uma mais valia para a região, razão pela qual defende que deve ser submetido à Entidade Regional de Turismo e à Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte, no sentido de encontrar financiamento para as acções a desenvolver.
O Autarca referiu que, no ano de 2010, cerca de 200 mil peregrinos provenientes de mais de uma centena de países terão percorrido o Caminho Português para Santiago de Compostela, um “fenómeno turístico” que urge promover, dado o potencial económico para a região e para o país. “Seria uma irresponsabilidade não trabalhar a peregrinação como oferta turística organizada”, afirmou João Cepa, realçando a necessidade de procurar alternativas ao turismo balnear, apostando noutro tipo de eventos.
O Presidente do Município de Esposende aproveitou a oportunidade para alertar para as consequências negativas resultantes da introdução de portagens na A28, considerando que foi “a maior machadada na estratégia de desenvolvimento da região”.
“Foi um erro e ainda estamos a tempo de o remediar” afirmou, defendendo a isenção de portagens para os turistas, particularmente de Espanha. João Cepa desafiou o Governo e a Estradas de Portugal a efectuarem um estudo para avaliar o impacte que a medida teve, apurando quem efectivamente beneficiou com a introdução de portagens, já que “não foi o Estado”.
A assinatura deste protocolo resulta do desafio lançado pela Autarquia de Esposende, em 2007, com vista à articulação de esforços para a promoção e dinamização do Caminho Português da Costa, atendendo ao seu potencial turístico, como lembrou Paula Ramalho, técnica da Câmara Municipal de Vila Nova Cerveira, referindo que, desde então, muito trabalho foi feito. Esta responsável referiu que, paralelamente, se tem procurado desenvolver um trabalho cada vez mais estreito com os Municípios da vizinha Galiza, por onde este Caminho Português da Costa passa, na tentativa de também aqui se desenvolverem estratégias integradas e complementares, e de que resulta, já em Novembro próximo, a realização de um Congresso sobre o Caminho Português da Costa na Galiza.

FONTE: Câmara Municipal Esposende

Sinal de inteligência

Alex Sandro optou pelo FC Porto por ganhar mais do que o Benfica

Disputado por FC Porto e Benfica, Alex Sandro teve de pensar bem no momento da escolha. É verdade que a proposta dos dragões foi superior do ponto de vista financeiro, mas foi o histórico recente que desempatou. "Optei com muita ponderação. Basta olhar para os resultados obtidos. A expressão do FC Porto na Europa é superior. A realidade recente demonstra que o FC Porto está quase sempre à frente do Benfica", justificou ao Maisfutebol.

Efeitos do colonialismo lisboeta na despesa pública

Contava-me há dias um membro do actual Governo que, na sua dependência, tinha um organismo que ocupava um edifício no centro da capital pelo qual pagava 390 mil euros por mês. Para albergar, dizia-me ele, 44 funcionários que cabiam em várias dependências devolutas que o mesmo gabinete governamental possuía ou arrendava (apesar de estarem sem gente lá dentro...) Em vários outros pontos da cidade.

Assim vai o poder em Lisboa. Com o necessário pagamento do condomínio, que acresce aos 390 mil euros, o espaço necessário para cada um daqueles 44 briosos funcionários sai a qualquer coisa como 10 mil euros/mês para poderem trabalhar em condições. Não consegui saber a quem era paga tal soma de arrendamento, mas é inegável que é um ruinoso negócio para o Estado.

A decisão de arrendar tal edifício há-de ter sido tomada pelas melhores razões por um governante qualquer, com justificações dadas em despachos e leis, validadas por superiores hierárquicos. Mas é disto que falamos quando se critica o Estado obeso até à inanidade. Rola dinheiro porque o Estado tem sempre nota para distribuir, porque pode sempre ir buscá-la - ou tirá-la, ou roubá-la - aos contribuintes. É isto que quem manda no Estado tem que compreender. A economia tem recursos sempre finitos e se o Estado os malbarata está a prejudicar a economia.

Manuel Queiróz, no Grande Porto