Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Solidariedade Moura

Na iminência da crise salgueirista, em 2004 vieram a terreiro notícias dimanadas em pasquins mouros que a seguir transcrevo:

".. são estas notícias que vão ao encontro da grandeza do Sport Lisboa e Benfica e não as que nas últimas semanas têm vindo a lume: o Benfica vai disponibilizar a sua equipa de futebol para defrontar o Salgueiros ou uma outra equipa portuguesa, num jogo cuja receita reverterá a favor do Salgueiros. A notícia foi avançada esta manhã em Estugarda pelo presidente da Direcção do clube da Luz justificando a decisão «com a necessidade do Benfica ajudar a recuperar um histórico clube português como o Sport Comércio e Salgueiros, que se encontra numa situação muito difícil»".
Nada aconteceu. Por falta de agenda, dirão os mais "grandiosos"... Acontece que na semana que findou, através de um comunicado, a Comissão Administrativa do Salgueiros vem "agradecer" essa manifestação de "generosas" intenções que se manifestou numa vergonhosa acção de terrorismo desportivo e aproveitamento fraudulento das circunstâncias em que vai vivendo aquele Clube da Cidade do Porto (aqui o sr. Rio não se envolve... se aquele histórico clube tivesse secção de automobilismo... - ficam para uma próxima algumas observações relativas a esse inqualificável presidente da câmara).
Leiam atentamente:
"A Comissão Administrativa do SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS decidiu levar ao conhecimento público o seguinte:
1- Como é facto notório, o SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS, agremiação que nos honramos de servir, vive o momento mais difícil da sua já longa e bonita história, mas ainda não está morto e jamais perderá a sua dignidade.
2- Aproveitando-se da situação difícil que o SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS vive, o Sport Lisboa e Benfica, numa atitude inqualificável - traiçoeiramente, pela calada - contactou os nossos jogadores PELÉ e JOEL, tendo assinado com o primeiro um contrato de trabalho e integrado o segundo numa deslocação à Suiça que a sua equipa de juniores realizou.
3- A situação é tanto mais grave quanto é certo ter o SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS já negociado com o BOAVISTA FUTEBOL CLUBE a transferência do atleta PELÉ, em condições bastante favoráveis.
4- Seja como for, ressalta de tudo quanto se deixa exposto a atitude do Sport Lisboa e Benfica. Por nós, apenas diremos que a grandeza das INSTITUIÇÕES se mede pelos actos de quem as dirige."
E esta? Eis a solidariedade em tons muito avermelhados, do sul, he he he.
São mouros e está tudo dito!!!!

S. João

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A propósito de um comentário...

"Assim como respeito os outros... de todas as étnias... mesmo até os mouros, dos quais descendo, com muito orgulho.
Porque lá, como cá e como em toda a parte, existem pessoas, que são humanas, verticais, honestas e nada ridículas! E não pactuam com mentiras, falsidades e hipócrisias!"
(http://meninamarota.blogs.sapo.pt)


A mensagem que identifica os parâmetros que regulam este blog é incisiva quanto aos "mouros" e à minha "cruzada" contra eles...
A primeira leitura parece identificar perfeitamente os destinatários; é um pressuposto errado!
A expressão não pretende carregar no mesmo saco os habitantes a sul de qualquer coisa. Trata-se antes de uma figura de estilo. Podem ser políticos incompetentes, podem ser os seus lacaios, podem ser aqueles que permitem uma nação extraordináriamente centralizadora e centralizada no Terreiro do Paço, pode ser a cáfila de jornalistas “sulistas” e “elitistas”, cuja paisagem não abarca mais do que aquilo que vêm da sua janela lisboeta, podem ser todos aqueles que esbulham o país a favor da capital, enfim, daqueles que vivendo em Lisboa acham que o resto do país e os seus habitantes são provincianos, gentinha de segunda.

Casado (e muito bem) com uma alfacinha genuína, inclusivé de outra côr clubística, (o destino tem destas coisas curiosas) sou portuense de gema, com família aqui instalada há várias gerações, com ilustres membros com laivos da burguesia, da maçonaria e até da opus dei, que sempre olharam esta Cidade como a verdadeira Nação, no sentido de unidade, de comunhão e de exemplo para o país. É com enorme orgulho que afirmo: sou um Homem do Porto!
Sou bairrista, não provinciano. Um bairrista fiel à sua terra mas que parte à descoberta e à conquista do mundo, sem jamais esquecer ou atraiçoar as suas raízes. Até porque um provinciano imagina-se mundano e por isso trata de esconder a sua terra de origem, se ela não lhe parece suficientemente cosmopolita. Como bairrista posso ser temido ou respeitado, já o provinciano será sempre desprezado, mesmo quando se imagina integrado.

Desportivamente, nado e criado no seio de uma família azul e branca, eu próprio baptizado na Igreja das Antas e residente naquele lugar durante vários anos, sempre bebi o FCP como um símbolo de independência e de referência da cidade. Por isso defendo-o até à exaustão, com amor e dedicação.
Desportivamente sou contra aqueles que nunca perceberam verdadeiramente o que é o F. C. Porto, o que faz a sua força e a sua mística, qual é a íntima e vulcânica relação entre o clube e a cidade e por que motivo o F. C. Porto é um exemplo raro de qualidades que não abundam em Portugal.
Isso torna-o, inevitavelmente, o alvo da habitual inveja dos medíocres, curiosamente encabeçados pelos seus rivais clubes lisboetas, e pelos banais indívíduos que se dizem jornalistas, desportivos ou não, que dominam a imprensa portuguesa.
Sou contra todos aqueles que, ano após ano, contra factos e contra argumentos, contra verdades e evidências, contra um impressionante somatório de êxitos, internos e externos, quer no futebol quer nas outras modalidades, continuam, vesgos e venenosos, a pregar no deserto que o F. C. Porto só chegou aonde chegou devido a uma nebulosa de coisas ínvias e obscuras, jamais concretizadas, a não ser em episódios patéticos...
Sou pois, contra todos os que relativamente ao FCPorto têm essa enraizada inveja e ódio irracional, que transforma o trabalho e o talento que estão à vista de todos em qualquer coisa de obscuro e suspeito.
Tenho dito...
Já agora m_m, toda e qualquer opinião aos posts deste blog e ao próprio é sempre muito bem-vinda... Muito obrigado.

Avulso...

Um Portuense é sempre gente ilustre.
Um Portuense, Dragão, que leva o nome do Condado ao Mundo é um Nobre em Nobre Povo.
Viva o Tiago Monteiro!

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Preocupa-me que políticos idiotas pretendam colocar o nome de políticos facínoras a ruas do Condado. Muito mais quando esses políticos foram "coerentes" e coniventes com a invasão da Checoslováquia, com os Gulags de Estaline, com a chacina daqueles que ousaram levantar a voz contra o "regime da liberdade", com as acções da polícia política do Kremlin, o KGB, coerentes com os rotundos fracassos dos “sovkhoses” e dos kolkhoses”...
Políticos que nos tentaram arrastar para a diatdura do proletariado, que patrocinaram a vergonhosa descolonização a favor das políticas estalinistas (e não dos povos que supostamente pretendiam defender)...
Coerência é não dissociar o homem do político. Por isso, atribuir os seus nomes a ruas?
Devem ser todos hipócritas...

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Creio que um político da nova (?) geração prometeu 150.000 postos de trabalho!
Acredito piamente que o vai conseguir: 1.094 nomeações em pouco mais de 100 dias é obra.
As nomeações que tanto escandalizavam o novel primeiro ministro, são agora, passados apenas alguns meses, "estritamente de confiança política e ao abrigo do espírito da lei"... Este mouro é ridículo. Lá diz o adágio: "não olhes para o que digo mas para o que faço"...
Seja como fôr, realmente a administração pública, retirando médicos, professoras e juristas, está toda localizada na mouraria. Ele são ministérios, ministros, seguranças, secretárias, sub-secretárias, secretários, sub-secretários, assistentes, gestores de imagem, simples parasitas... Depois queixam-se que a função pública é um buraco nas contas do estado...
Lisboa goza com o país. É fartar vilanagem...

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Voltando ao desporto duas notas de real importância:

Nota 1:
"Vou-me embora porque tenho saudades da família!". Quem o disse foi Trapatonni o tal que através da ajuda dos mouros vestidos de negro (v.g. árbitros), dos mouros dos conselhos de arbitragem e de disciplina e da energúmena imprensa moura lá comprou o campeonato para os mouros vermelhos da segunda circular...
De repente ou a família tem uns braços longos ou a geografia já não é o que era, pois não creio que Estugarda fique em Itália...
Ou será que ele estava farto dos mouros e acreditava que milagres não acontecem todos os dias?Coerências, mais uma vez!

Nota 2:
Os mouros vermelhos da segunda circular foram o único clube da primeira liga a votar contra o fim das nomeações dos árbitros e pelo regresso do sorteio.
Porque será?
Por coerência, claro !!!

Obrigado Eugénio de Andrade

O Porto lido em verso e em prosa:
Se há uma obra com categoria literária e artística que espelhe o Porto de todos os tempos, ela é a antologia de prosa e verso sobre a cidade intitulada Daqui Houve Nome Portugal.
O prefácio do Daqui Houve Nome Portugal é uma carta de amor de Eugénio de Andrade à sua cidade, uma carta de amor nostálgica, memorialística, eruditamente coloquial, que ele apela aos fantasmas de Fernão Lopes, de Camilo, até aos mais jovens poetas do nosso tempo...

Obrigado Eugénio de Andrade!

O mouro António Lobo Antunes

Aqui vai um excerto de uma entrevista recente de António Lobo Antunes à revista Visão onde, às tantas, se evoca a dita "guerra do Ultramar", em Angola, em que o ilustre autor tomou parte.
[...]
V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias.
Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.

V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?

Comentário: por alguma razão eu já não gostava deste mouro. Agoro percebo porquê; só lamento que nenhum balázio o tenha apanhado...