Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Até Maio...

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Comédia de Civilizações

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A German brothel seeking to drum up business during the World Cup has been forced to remove the national flags of Saudi Arabia and Iran from an array of flags on its facade after threats from Muslims saying it was insulting their faith.

It must have seemed like a good idea at the time. Europe's largest brothel, the Pascha in Cologne, which incidentally claims to be the world's only brothel with a money-back guarantee for dissatisfied customers, attached the flags of all 32 nations competing in the World Cup to its façade in a bid to demonstrate international flair and attract custom during the tournament this summer.

A giant poster covering the side of the seven-story, 126-apartment building showed a friendly-looking blonde woman lifting up her bra above the slogan "A Time to Make Girlfriends", in a play on the World Cup's official slogan "A Time to Make Friends." Right beneath her pink panties were posters of the flags, including those of strictly Islamic Saudi Arabia and Iran.

The campaign provoked excitement, but not the kind the management was hoping for. Men from the Muslim community came to the door complaining that showing the flags of Saudi Arabia and Iran was an insult to the Prophet Muhammad.

Postura dúbia

IrãoUm dia antes do Conselho de Segurança da ONU receber o relatório da AIEA sobre o caso nuclear iraniano, o Presidente do Irão volta a chantagear o mundo.
Diz que os fins são pacíficos, mas não se cansa de reiterar o desaparecimento de Israel do mapa.
O Chefe de Estado iraniano prevê que a conclusão do relatório da AIEA não vai ser abonatória para Teerão. Mas não terá a AIEA motivos para tal?
Rússia e China, outras das vozes importantes e com assento no CS, defendem o processo diplomático. Mas do mesmo modo que incentivam o Irão a desistir do processo, por outro lado, acabam por incentivar.
Nos próximos dias pode haver mais luz sobre este tempo sombrio que paira no globo.
Certamente se Moscovo e Pequim alinhassem pela segurança global, Teerão sentiria ainda mais pressão. Por enquanto, vai encontrando uma espécie de encosto nas duas capitais e como isso representa conforto para o regime teocrático.
Provavelmente Moscovo e Pequim continuarão a assumir uma postura dúbia. Mas o momento começa a requer clarificação de posições
.

Preços do Petróleo

"O presidente norte-americano, George W. Bush, anunciou hoje um «pacote» de medidas para estancar a subida dos preços do petróleo, entre as quais uma investigação ao mercado da gasolina, para averiguar possível manipulação de preços, escreve a Lusa. Para Bush, os preços do petróleo e combustíveis são «um assunto de segurança nacional», e, no actual contexto de escalada de preços, os Estados Unidos devem «abandonar a sua dependência em relação ao petróleo». "

Parece que Bush não é assim tão ignorante. Cá pelo burgo, os supra sumo da inteligência não se preocupam com o aumento constante do preço do petróleo. Das duas uma: ou não são assim tão inteligentes, ou essa subida incessante interessa-lhes. situação que os deixaria em maus lençóis se isto fosse um país a sério.

Curiosidade. Em Espanha o governo publica o preço da gasolina na net (ver
aqui).

Datas com História: 27 de Abril de 1945


The Völkischer Beobachter, the newspaper of the Nazi Party, ceases publication. The Völkischer Beobachter (German: "Peoples Observer") was since 1920 the newspaper of the National Socialist German Workers' Party (NSDAP). It first appeared weekly, and since February 8, 1923, daily. The "fighting paper of the National Socialist movement of Greater Germany" (Kampfblatt der nationalsozialistischen Bewegung Großdeutschlands) had its origin in the Münchner Beobachter ("Munich Observer"), which in 1918 was acquired by the Thule Society and in 1919 was renamed Völkischer Beobachter. The NSDAP purchased it in 1920 on the initiative of Dietrich Eckart, who became the first editor.


The circulation of the paper was initially about 8,000 and increased, due to strong demand during the Occupation of the Ruhr, to 25,000 in autumn 1923. In that year Alfred Rosenberg became editor. With the prohibition of the NSDAP after the Beer Hall Putsch of November 9, 1923, the paper also had to cease publication, which resumed however on the party's refoundation on February 26, 1925. The circulation rose along with the success of the Nazi movement, reaching more than 120,000 in 1931 and 1.7 million by 1944. At the end of April 1945, a few days before the German surrender in World War II, the Völkischer Beobachter ceased publication.

Wikipedia.

Datas com História: 27 de Abril de 1521



Por esta altura morria Fernão de Magalhães. Navegador português, militou brilhantemente na Índia e na África. Descontente por não ter obtido de D. Manuel I uma recompensa a que se julgava com direito, foi oferecer os seus serviços a Carlos V, que lhe confiou uma frota de cinco caravelas.

Em setembro de 1519, seguiu Magalhães rumo ao Ocidente. Durante a viagem teve de subjugar várias revoltas das tripulações. Chegado à costa americana, foi navegando ao longo dela para o sul, depois de visitar o Rio de Janeiro; e assim descobriu a passagem interoceânica a que ficou ligado o seu nome: o estreito de Magalhães.

A frota, reduzida a três caravelas, penetrou no Pacífico, descobriu as ilhas hoje denominadas Marianas e o arquipélago que depois se chamou das Filipinas. Aí foi morto Magalhães numa rixa com os indígenas, a quem pretendia converter ao cristianismo.

O seu piloto Elcano conseguiu regressar à Europa com a única das caravelas que restava, a Vitória, completando assim a primeira viagem de circumnavegação que se efectuou no globo, mas cuja glória pertence a Femão de Magalhães (1480?-1521).

O Infiltrado (Inside Man)


Um golpe mais que perfeito

Inside Man” é um magnífico exercício de estilo sobre o policial, mesmo que seja sobre a mais inverosímil história de um assalto.
Tudo na história é improvável: o negociador parece um dandy de fato branco e panamá, o dono do banco (Christopher Plummer) é um inimaginável banqueiro de consciência pouco limpa, Jodie Foster é uma negociadora inconsistente, o mestre do crime tem a imaginação mais prodigiosa e delirante desde Danny Ocean. Transformar um assalto a um banco no coração de Manhattan com tomada de reféns, onde não se rouba dinheiro, não se pretende negociar, não se distinguem os assaltantes dos clientes, não é o modelo convencional de um assalto. Nesta anatomia de um crime falta o essencial, ou seja, o crime. Com estes ingredientes Spike Lee faz um dos seus mais brilhantes filmes, demonstrando a sua mestria na comédia policial, ainda que se afaste das suas temáticas tradicionais e do seu humor um pouco “negro”. Uma banda sonora étnica deslumbrante, uma fotografia em tom sépia e cinza de uma qualidade extrema, fazem de “Inside Man” uma das melhores comédias do ano. Para acalmar os puristas do género o desenlace do filme, completamente impossível mas de uma imprevisibilidade absoluta, faz entrar nos eixos o policial. O roubo serve-se frio, como queria Hitchcock, os maus se não são castigados são pelo menos amedrontados, os polícias quando não são corruptos deixam-se tentar por um pequeno anel de diamantes, os mastermind do golpe são recompensados pelo seu engenho. Quem viu o filme seguramente que recordará com ironia a irresistível cena do discurso de Enver Hodja, uma das tiradas mais geniais de todo o filme, um gag digno de emparceirar com os melhores de Woody Allen. Por isto tudo merece seis estrelas em cinco possíveis, sendo a estrela excedentária pelo humor que bem falta anda a fazer no cinema americano.

Título Original: "Inside Man" (EUA, 2006)
Realização: Spike Lee
Intérpretes: Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, Christopher Plummer, Willem Dafoe
Argumento: Russell Gewirtz
Fotografia: Matthew Libatique
Música: Terence Blanchard e A.R. Rahman
Género: Acção/Comédia/Policial
Duração: 129 min.
Sítio Oficial:
http://theinsideman.net/

Jogo

The Inside Job: um jogo-publicitário "point'n'click" para um telefone Samsung. Temos que agir e pensar à espião. "Access the job" dá início ao jogo. Pistas?! Bem, atendam o telefone e uma senhora vai dizer o que precisa... depois analisem bem o casaco.

A senhora(?) Laura Rodrigues

No dia 17 de Abril, li um artigo no Diário de Notícias com a senhora Laura Rodrigues que dizia que o comércio da baixa do Porto está morto. Surpreendentemente hoje no mesmo jornal, vem um artigo sobre os novos espaços que estão a surgir na mesma baixa que esta senhora, da Associação dos Comerciantes, não sabe e considera morto.
"Quem não parece muito confiante é Laura Rodrigues. Embora admita não estar muito a par destes novos espaços, cujo surgimento considera "muito importante", a presidente da Associação de Comerciantes do Porto diz temer por eles: "Não vão ter a afluência necessária e terão as dificuldades do restante comércio tradicional", afirmou ao DN, acrescentando que "podem contar com todo o apoio da associação.""
Parece que o Porto para esta senhora já morreu. É lamentável esta atitude....

O Porto é notícia...

"O Porto jamais vai ter espaços verdes iguais aos da média europeia", alerta Campo Aberto. Livro condensa "lutas cívicas" da associação."

Mas
Baixa terá novo centro comercial no próximo ano
A Baixa da Invicta vai receber um novo centro comercial e de lazer. A apresentação do projecto do "Porto Plaza" decorreu, ontem à tarde, no mesmo espaço onde, em 2007, vai ser inaugurado o empreendimento. A Rua Fernandes Tomás, uma das portas de entrada para o "Via Catarina", recebe assim outro shopping.

Pobres de espírito

Vale a pena ler o artigo do site oficial do F.C.Porto, que abaixo transcrevo, sobre um peça "humurística" que o jornal abola fez sobre Pinto da Costa, usando um miúdo que sofre de leucemia e que assistiu ao jogo no camarote presidencial.

Reles, impróprio para consumo, miserável, mesquinho, deplorável. A edição de 25 de Abril do jornal A Bola tentou, pela enésima vez, fazer humor à custa do presidente do F.C. Porto, apostando numa canalhice de mau gosto e avançando num caminho sem retorno. O diário desportivo brincou com a gravíssima doença de uma criança para atingir terceiros. Isso diz tudo acerca da escumalha que valida tais critérios.

A azia está para durar. É sempre assim quando o F.C. Porto é campeão ou vence uma competição europeia. Os sais de frutos desaparecem das prateleiras dos hipermercados, as farmácias vendem como nunca embalagens de medicamentos antiácidos, os jornais de tendência sulista assumem as dores dos perdedores. É uma sina inerente a cada conquista azul e branca, um dano colateral que, sinceramente, não justifica mais que um penitente encolher de ombros. Os pobres de espírito não são merecedores de muito mais.

Os portistas há muito estão identificados com a lógica do jornal A Bola e não estranham a diferença de tratamento entre o F.C. Porto e outros emblemas. Todos sabem que isenção e independência estão longe de ser conceitos que norteiam as chefias da Travessa da Queimada. Basta pegar, por exemplo, na edição desta quarta-feira para perceber a mórbida dor de cotovelo que lhes tolhe a visão.

Este caso, todavia, fixou-se para lá de todos os limites da decência. Estamos a falar da morbidez de uma chalaça que, sinceramente, só nos faz ter pena de quem a concebeu e, ainda mais, de quem a aprovou. Ou será que os responsáveis em questão são tão néscios que apenas se preocupam com as suas páginas do jornal, aquelas onde se curvam perante um clube e tentam esbater os feitos dos outros?

O histerismo e a raiva desta gente indecorosa não afecta minimamente o F.C. Porto. A falta de rigor jornalístico só dá vontade de rir. Muito mais que as piadas forçadas e pouco criativas. O que efectivamente revolta é esta leviandade intolerável. A vitória do F.C. Porto em Penafiel e os festejos do 21º campeonato terão constituído uma rara alegria na vida injustamente fragilizada daquele menino. Que tipo de gente consegue brincar com uma coisa destas?

Datas com História: 26 de abril de 1937

Era uma 2ª feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase 40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".


Hitler apoia Franco

Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936, quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Estaline.

A legião Condor.

Em pouco mais de três meses depois chegava à Sevilha, a Legião Condor. Comandada pelo General Sperrle, ela compunha-se de 4 esquadrões de bombardeios e outros 4 de combate, além de unidades antiaéreas, antitanques e de panzers, num total de 6.500 homens. O acordo com os nacionalistas espanhóis concebia uma grande autonomia das forças nazistas que subordinavam-se apenas ao Jefe del Alzamiento, isto é ao próprio Franco. Madri, ainda em mãos dos republicanos esquerdistas, estava, desde o princípio do levante de 18 de julho, submetida a bombardeios aéreos irregulares. Os estrategistas da Luftwaffe de Goering, recém chegados à área do conflito, estavam excitados em aplicar, de forma maciça, uma tática da terra arrasada. Qual seria o efeito dos bombardeios concentrado? Levas de esquadrilhas conduziriam tipos de bombas diferentes - das de fragmentação às incendiarias -, que seriam lançadas em formações compactas, ininterruptamente, sobre um alvo qualquer a ser designado.


A escolha de Guernica.

A escolha da pequena Guernica deveu-se a vários motivos. A cidade era um alvo fácil, sem proteção antiaérea, além de não ter uma população numerosa. Além disso abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola) embaixo do qual os monarcas espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco). Como o levante de Franco foi também contra a autonomia regional, a destruição de Guernica serviria como uma lição a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou descentralizada. Assim, quando a notícia da dizimação provocada pelo bombardeamento "científico" chegou aos jornais provocou um frêmito de horror em todos os cantos do mundo. Quase todos os habitantes de cidades, em qualquer lugar do planeta, sentiram instintivamente que estavam sendo apresentados a um outro tipo de guerra, à guerra total, e que, doravante, por vezes, seria mais seguro estar-se numa trincheira no fronte, do que vivendo numa grande capital.


A Guernica de Picasso

Estéticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se concentrasse por 5 meses numa grande tela, quase um mural (350,5 x 782,3). Sua primeira aparição deu-se numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas.

Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de Giulio Argan segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema" tenha sido tão explicitada, como na composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.

Uma obra-prima do século XX

Foi uma das grandes premonições histórico-estéticas do século. Dois anos depois teria o início o martírio das populações de Varsóvia, de Londres, de Berlim, de Hamburgo, de Leningrado, de Dresden, de Hiroxima e de Nagasaki, que padeceriam, devido aos bombardeamentos em massa, dos mesmos tormentos das imagens dilaceradas do quadro de Picasso. Exatamente por não ter nenhum signo específico de agressão, nenhuma suástica ou distintivo franquista ou falangista, a composição transcendeu os acontecimentos da infausta Guerra Civil espanhola, tornando-se um manifesto estético dos horrores provocados por uma tecnologia a serviço da desumanização. Picasso pintou a obra-prima do século, onde se misturam as contradições da nossa época: progresso e violência, catástrofe e prosperidade.

Fonte.

Datas com História: 26 de Abril de 1933


É criada a Gestapo. A Gestapo, ou a polícia secreta, era a garantia do completo domínio da população pelo Partido Nazista. Só ela, contava 500.000 homens, pelo menos; e tinha preparado, até os mínimos detalhes, todas as defesas contra uma possível revolução interna. Ninhos de metralhadora disfarçados em pavilhões de pedra, ou de abrigos contra bombardeio destinados ao pessoal, foram instalados nas estações de estrada de ferro e nas encruzilhadas de tráfego das grandes cidades. Soldados das Tropas de Assalto (SS), armados com fuzis automáticos, ocupavam as casas de esquina com importância estratégica.

A Gestapo, na sua incessante caça aos inimigos do partido, empregava processos que deixavam a perder de vista os métodos inquisitoriais da Idade Média. Mantinham uma atmosfera de terror. Só se faziam prisões a altas horas da madrugada; os homens encarregados da captura, propositadamente taciturnos e carrancudos, não ofereciam qualquer explicação aos presos nem às famílias, e a uns e outros se procurava dar a impressão de que o destino imediato do sinistro cortejo --- era a forca.

Naqueles casos em que o terror só por si mostrava ser ineficaz, a Gestapo não hesitava em incitar e provocar à rebelião. Quando os chefes da polícia alemã ouviam dizer que andavam rumores de rebelião em qualquer lugar do país, era freqüente mandarem logo um agitador para organizar uma conspiração. E, uma vez descoberta convenientemente a revolta, lá vinha a Gestapo de surpresa para prender os ingênuos que se deixaram levar no engodo dos provocadores.

Explicações de Português

Falamos ou falámos

«Como deve dizer-se:
1- ontem falamos de... ou ontem falámos de... ?

2- hoje falamos de... ou hoje falámos de...


Fere-me os tímpanos ouvir pronunciar, na rádio, na televisão e em conversas do dia a dia, com cada vez maior frequência, a alguns ministros, professores universitários, licenciados de todas as especialidades, jornalistas e entrevistadores com responsabilidade de informação verbal, ouvir pronunciar "na sessão anterior falamos de mamíferos", "já há um mês que acabamos a obra..", etc., etc.

Estou convencido de que a praga tem aumentado, quanto a mim assustadoramente, desde que começaram a apresentar as instrutivas telenovelas brasileiras. Salvo a terminologia mais ou menos regionalista (suponho que em algumas zonas em Trás-os-Montes e Açores), há algum caso em que o á, bem acentuado com o acento agudo, se pronuncie como a mudo?»

Em língua portuguesa diferenciamos as formas da primeira pessoa do plural no presente do indicativo e no pretérito perfeito, acentuando o segundo a da forma que indica o passado. Assim:

Nós falamos - presente do indicativo.

Nós falámos - pretérito perfeito do indicativo.

Logo, e uma vez que não há nenhum caso em que uma vogal acentuada seja pronunciada como uma vogal surda, salvo, como observa o consulente, algumas excepções regionalistas, devemos dizer e escrever, sempre que nos reportamos a um facto passado, nós falámos.

Assim, no exemplo 1, a resposta correcta seria:

Ontem falámos de...


Tal como em "na sessão anterior falámos de mamíferos" ou "já há um mês que acabámos as obras".

Já no que toca ao exemplo 2, podem ser possíveis as duas formas, consoante o contexto em que as empregamos. Contudo só se estivermos a referir-nos a um momento anterior é que expressão "Hoje falámos de..." pode estar correcta (por exemplo, se tivermos falado de manhã, ou uma hora antes).

Kulinária

Tiramisú ...



Ingredientes:

• 3 Ovos
• 4 Colheres de sopa de açúcar
• 250 g de queijo mascarpone
• ¼ Lt. de café forte e frio
• 5 Colheres de sopa de vermute
• 200 g de Palitos de Champanhe
• Chocolate em pó

Preparação:

Separe as gemas das claras. Numa taça bater as gemas com o açúcar até
Obter uma mistura cremosa e homogénea. Bate as claras em castelo.
Com uma colher de sopa, junte o queijo à mistura das gemas com o açúcar e
Bata até ficar cremoso, finalmente acrescente as claras em castelo.
Numa taça pequena misture o café com o vermute e molhe sem ensopar os palitos.
Numa travessa faça uma camada com os palitos depois
Cubra com metade da mistura anterior,
Volte a fazer nova camada de palitos e cubra com o resto da mistura.
Tapa-se e vai ao frigorífico durante 2 horas.
Antes de servir polvilha-se com chocolate em pó.

100 utilizações do RSS

Para ler e guardar: 100 idées pour utiliser RSS.

Sacanagem e Galp

"A Galp voltou a aumentar os preços dos combustíveis, pela quarta semana consecutiva. Desde as 00:00 horas, o litro de gasolina 95 está a custar 1,35 euros. Trata-se de um aumento de 2 cêntimos. "

"Quando me dirijo a um posto de abastecimento da Galp o que acontece na prática é que pago: o petróleo, o Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISPP), o IVA, a inflação, lucro “anormal oligopolista” da Galp e o lucro do concessionário, ora sendo assim estou a pagar dois impostos directos (IVA;ISPP) e dois impostos indirectos (lucro “anormal oligopolista” da Galp; inflação), vamos lá a ver então se nos entendemos, é que eu não estou para pagar o enriquecimento da Galp e seus accionistas (incluíndo o Estado) à custa de sacrifícios de todos nós. De notar que no primeiro trimestre de 2005 esta empresa quintuplicou os seus lucros e atenção que estamos em período de recessão... "

Retirado daqui.

O Google Maps foi actualizado...

...com uma série de países europeus, incluíndo Portugal (Continental, para já). Agora, além das fotos de satélite, estão disponíveis mapas ao nível das ruas, incluíndo sentidos do trânsito.

Ficamos à espera dos mapas detalhados dos Açores e a Madeira, a busca de endereços comerciais e os percursos.
[LINK]

Acidentes domésticos

Se 28,4% dos acidentes fatais acontece em sua casa...



... é melhor não estar lá.
Vá ao
CinemaxX!

Tá-se mesmo a ver, não tá?


Alguêm tem outra interpretação da foto?
Aceitam-se idéias.

ILIBADO!

O nosso Presidente

Religião e moral (*)

(*) por Jorge Maia, in O JOGO
Pelos vistos, houve quem tivesse ficado surpreendido e até chocado com alguns dos cânticos com que os jogadores do FC Porto festejaram a conquista de mais um título, na noite de sábado. Houve inclusivamente quem tenha escrito que "não eram conhecidas semelhantes manifestações públicas por parte de futebolistas profissionais", o que teria justificado alguns desmaios entre as donzelas mais sensíveis. Gente dura de ouvido ou fraca de memória. Acontece que há coisa de um ano, mais dia menos dia, enquanto o Benfica festejava o regresso ao título passeando a sua justa alegria de autocarro, Nuno Gomes e Simão Sabrosa (pelo menos eles, mas é provável que as imagens revelem outros cantores) acompanharam os seus adeptos numa série de cânticos insultuosos para o FC Porto e, em particular, para o seu presidente, Pinto da Costa. Na altura, nenhum deles mereceu honra de primeira página. Nenhum deles justificou a laboriosa escrita de um editorial ofendido pela donzela de serviço. Nenhum deles viu o seu profissionalismo questionado. Eram todos bons rapazes, cheios de boas intenções e, provavelmente, levados pela emoção de terem sido campeões depois de uma década de jejum forçado. Percebo que tenham merecido a condescendência com que foram tratados e ignorados. Por outro lado, duvido seriamente da virgindade de certas donzelas que se ofendem com determinados insultos e ignoram outros com sorrisos cúmplices. Ou nos ofendemos com os insultos todos, e temos a obrigação moral de lhes dar o mesmo destaque, ou só nos ofendemos com alguns, e assumimos que somos parciais. Por outras palavras, como dizia o meu professor de religião e moral, ou há moralidade ou comem todos, porque isto de tratar uns como filhos e outros como enteados é a melhor maneira de exacerbar rivalidades.

Miguel Sousa Tavares: Diga vinte e um

1 Aqui há umas duas décadas, faltavam ao FC Porto cerca de vinte títulos de campeão para atingir a marca do Benfica, e uns dez para atingir a do Sporting. Com este 21º título, o FC Porto já leva três de avanço sobre o Sporting e já só está a dez do Benfica— já faltou muito mais! Este foi, porém, de todos os títulos de que me lembro, aquele que menos entusiasmo me causou. Primeiro, porque era esperado, quase obrigatório, face à imensa diferença de qualidade em quantidade entre a equipa portista e os rivais directos; depois, porque à semelhança da época passada, foi um campeonato mal jogado, em que o FC Porto foi apenas o menos mau de todos e o mais sólido na hora da verdade. Onze vitórias por 1-0, entre as 23 arrecadadas até aqui, dizem muito sobre a forma como o FC Porto chegou a este título: foi superior, mas apenas quanto baste e nada ou quase nada nos jogos com os rivais directos—um empate, uma vitória e duas derrotas.


2 O jogo do parto do novo campeão foi um retrato fiel deste estranho FC Porto, no modelo de jogo que Co Adriaanse lhe impôs para o último terço do campeonato: muita posse de bola, grande caudal ofensivo, instalação permanente no meio campo adversário, uma paradoxal segurança defensiva e, depois, uma confrangedora incapacidade ou de criar oportunidades de golo, ou de as concretizar. Contra o último da tabela, o FC Porto criou, como lhe competia, umas cinco ou seis opurtunidades claras de golo, mas apenas lá chegou através de umpenalty—o segundo de todo o campeonato e talvez a única decisão favorável e determinante da arbitragem de que dispôs em toda a época. Chega a ser enervante ver jogar esta equipa que tanto prometeu na pré-época: não se percebe, de facto, o que falta para que os centros do Quaresma sejam aproveitados como merecem, para que o Mccarthy deixe de apontar às traves, o Hugo Almeida deixe de cabeçear todas as bolas para fora, alguém consiga acertar com um livre na baliza. Em teoria, aquilo está tudo certo — o sistema, o andamento, a atitude. Mas depois não funciona, excepto na defesa e muito por mérito desse extraordinário jogador que se está a afirmar como merece, chamado Pepe (obrigado, mais uma vez, José Mourinho!).

3 Já disse que uma das qualidades que eu reconheço sem dificuldade alguma a Co Adriaanse foi a de transformar uma equipa e uma mentalidade de jogo de quase-sarrafeiros, na equipa mais disciplinada e que mais «limpo» joga no futebol português. Esta semana Adriaanse voltou a revelar outra das suas qualidades, tal como aquela, habitualmente arredada do discurso dos treinadores e dirigentes do futebol português. Disse ele que em Portugal todos se preocupam demasiado com as arbitragens e muito pouco com o espectáculo. De vez em quando há alguém que diz o mesmo, mas Adriaanse tem a autoridade de nunca se lhe ter ouvido uma só queixa contra a arbitragem em todo o campeonato: haverá algum treinador da 1.ª Liga que possa dizer o mesmo? Último exemplo em data: o Sporting precisava de vencer em casa uma Naval aflita e desfalcadíssima: jogou apenas 15-20 minutos de ataque convincente e criou não mais de três ou quatro oportunidades, contra duas do adversário. Ao entrar-se na segunda parte, tornou-se evidente que a «táctica» — orquestrada das bancadas para o campo, como é habitual ali—passou a ser a de chegar ao golo através de penalty. Foram quatro ou cinco os reclamados, por tudo e por nada e com o apoio militante dos comentadores da Sport TV (também já um «clássico»). Contas feitas, porém, houve apenas um lance, que não há a certeza se fora ou dentro da área, e em que dois jogadores se agarram à vez, terminando com a queda do jogador do Sporting e que talvez, talvez, se possa considerar penalty. Mas foi um lance completamente fortuito, que não resultou de qualquer ataque perigoso ou de jogada que o justificasse. Foi quanto bastou para que, pela enésima vez, treinador e dirigentes sportinguistas lá viessem com a ladainha do costume de que só não ganharam por causa do árbitro e que há suspeitas de que alguém lhes quer tirar o segundo lugar para o dar ao Benfica. E, no final, lá estava o repórter da Sport TV a iniciar a entrevista a Paulo Bento, não com uma pergunta, mas com uma opinião: «O Sporting, que tem razões de queixa da arbitragem...». Porque não lhe perguntou antes se o Sporting só conseguia vencer a Naval em casa de penalty? E se ele achava que era um eventual ✒ penalty não assinalado que podia justificar uma exibição tão falhada? Mas é este tipo de jornalismo, que vive obcecantemente à procura do «caso» de arbitragem, preferindo acirrar a polémica permanente do que defender o espectáculo, que contribui decisivamente para o clima de desresponsabilização onde sempre encontram conforto e desculpa os fracos e os falhados.

4 Mudam-se os tempos, muda-se a classificação, mudam os suspeitos — quanto mais não seja, para dar folga ao «suspeito do costume». Luís Filipe Vieira, agora o alvo das suspeitas sportinguistas, fez saber, por seu lado (não é para valer, mas faz de conta...), que só se recandidata se avançar o processo «Apito Dourado» e se «houver uma limpeza no futebol português ». E esta atitude, como sempre, é apresentada como uma coisa muito digna e louvável, da parte do presidente do Benfica. Mas porque é que ninguém lhe lembra que o principal arguido no «Apito Dourado» é precisamente o homem que ele escolheu como parceiro estratégico para «limpar o futebol português»? E porque é que ninguém lhe lembra que a estrutura que precisa de ser «limpa» é precisamente aquela que ele montou, a meias com Valentim Loureiro, na Liga e nas suas comissões de Arbitragem e Disciplinar—e cuja conquista, recorde-se, ele afirmou ser essencial para que o Benfica pudesse voltar a ser campeão, como foi no ano passado e nas circunstâncias em que o foi? Melhor do que esta só mesmo o sr. Stanley Ho a recomendar aos jogadores que sejam prudentes nos seus casinos...

Quem tem dúvidas?

Uma vez mais, o senhor que quer ter poderio nuclear, afirmando que os fins são puramente pacíficos, tem mais esta tirada: O regime impostor de Israel não pode sobreviver.
Com pacifistas destes, quem tem dúvidas dos meios e dos fins?!

Espiritualidades

"O discurso anti-semita voltou a marcar as declarações do presidente do Irão. Poucos dias depois de ter dito que "Israel deveria ser riscado do mapa", Mahmoud Ahmadinejad exortou os judeus a deixar o Médio Oriente. "Como qualquer outro ser humano, têm o direito a viver com prosperidade e felicidade, beneficiando de segurança. Permitam-lhes voltar às terras de origem", disse Ahmadinejad. "Este falso regime não pode continuar a existir", acrescentou.

Shimon Perez, antigo primeiro-ministro de Israel, disse que a comunidade internacional não pode encarar com ligeireza as declarações de Ahmadinejad. "Houve uma altura em que Hitler foi encarado assim e depois arrependemo-nos", disse
. "


Parece que as escolas iranianas só ensinam Física e Química. História e geografia não é com elas. Adiante. A terra de origem dos judeus è a Palestina (antiga Judeia). Por isso .. Mas numa coisa ele tem razão. Preferíamos os judeus cá que os árabes. Basta ler os jornais franceses e espanhóis para perceber bem a diferença.

CMP vs JN

O site da CMP bateu no fundo, no combate contra o Jornal de Noticias.
Desta vez chegou ao ponto de fazer uma simulação de uma primeira página, com edição de uma imagem do JN.
Inaceitável a guerra aberta que a CMP faz a um órgão de comunicação social, pondo em causa a isenção jornalística, denegrindo a respeitabilidade de um jornal de referência no Norte e no País.
Vejam vocês mesmo e julguem a baixeza do acto, vindo de uma autarquia como a do Porto.

Conselhos para bloggers

Uma excelente lista de conselhos para novos bloggers.

Dia do ADN


Há dias, ao folhear um livro de ciência, numa das minhas visitas à FNAC, li que o nosso ADN, se fosse desdobradinho como um fio, mediria qualquer coisa como 20 milhões de quilómetros, o que quer dizer que poderia "passear" pelo espaço até a outros planetas sem se desligar da nossa Terra.
E descobri que ontem se celebrou também
o Dia do ADN.

Assim, aqui vai esta "pequenina" coisa que nos permite estar aqui, a pensar, a escrever, a sonhar - e que ainda vai levar algum (muito) tempo a decifrar...
Afinal, o que é o ADN?

"A sigla ADN é a abreviatura de Ácido Desoxirribo Nucleico. É no ADN que está contida toda a nossa informação genética, sob a forma de genes. A forma como cada um de nós é resulta da interacção dos nossos genes com o ambiente que nos rodeia, desde o momento em que somos concebidos até à morte.

O ADN é constituido por quatro tipos de "blocos" básicos (nucleótidos) que se associam de uma forma específica, formando uma cadeia dupla: adenina (A), guanina (G), timina (T) e citosina (C). É possível ler a cadeia de ADN, obtendo-se uma sequência de letras, como por exemplo, ATGATTCTGTAGCCTGATCCC. À sequência completa do ADN de cada célula chama-se o genoma.

O ADN tem a forma de um escadote enrolado, ou seja, de uma hélice dupla em que os degraus são formados por pares de bases ligadas entre si. A sua estrutura foi proposta há precisamente 50 anos por James Watson e Francis Crick em Cambridge, Inglaterra. A descoberta da estrutura do ADN abriu o caminho para se compreender como é que a informação genética é transmitida de pais para filhos, ou de uma célula para outra, isto é, como funciona a hereditariedade.

Todos os seres vivos têm ADN, desde os ví­rus que nos infectam até às batatas e o bacalhau que comemos. Também os lírios do campo, as borboletas e os pintassilgos têm ADN e genes.

Em todos os seres vivos, o ADN está contido no núcleo das células. Todas as células do nosso corpo contém o mesmo ADN. O diâmetro médio do núcleo de uma célula é de 0.005mm (5000 vezes mais pequeno que a cabeça de um alfinete) e cada célula tem cerca de 2 metros de ADN!!! Este ADN todo só cabe no núcleo porque está muito enrolado e compactado, nos cromossomas. O ADN de cada um de nós chegaria ao Sol e regressaria à Terra 500 vezes!"

(Instituto Gulbenkian de Ciência)

Um grupo de cientistas holandeses descobriu os ingredientes básicos dos precursores do ADN na poeira que rodeia uma estrela. Os cientistas pensam que há muitos milhares de milhões de anos aquele sistema pode ter tido uma aparência semelhante à da Terra.
(TSF-OnLine)



Mas, o que diz Neale Walsch no seu último livro, "Home with God", publicado nos EUA em Março passado?
Apenas isto:

"Todos os seres humanos nasceram com toda a sabedoria do universo impressa nas suas almas.
Está no ADN de tudo.
De facto, o “ADN” podia muito bem ser usado como um acrónimo para a Consciência Natural Divina.
Todas as coisas vivas têm esta consciência natural construído dentro de si.
Faz parte do sistema. Faz parte do processo a que vocês chamam Vida.
Isto por que, quando as pessoas são confrontadas com a grande sabedoria, lhes soa, frequentemente, tão familiar. Concordam com isso quase imediatamente.
Não há nenhum argumento. Há somente um relembrar.
É parte da sua Consciência Natural Divina.
Diz-se que está "no seu ADN".
Parece qualquer coisa como: "Ah, sim, de facto."

Desktop Zen

Como reduzir a confusão no ambiente de trabalho do Windows. [LINK]

O "outro" coro...

Uma sátira ao popular anúncio da Honda.

Box.net

...é um serviço de armazenamento de ficheiros que está oferecer gratuitamente contas com 1GB de espaço. Fazer backups de ficheiros, partilhar fotos e guardar documentos para aceder pela net são algumas das suas utilidades. Além disso o interface é relativamente simples de utilizar e não tem publicidade. [LINK]

Datas com História: 24 de Abril de 1184 BC

Após a morte de seu maior campeão (Aquiles), os gregos recorreram à astúcia nos seus esforços de capturar Tróia, que tinha agüentado seu cerco por dez longos anos. O Cavalo de Madeira é considerado como sendo idéia de Ulisses, enquanto o artesão responsável por sua confecção foi Epeios. Ao ficar pronto, um grupo composto dos gregos mais corajosos entrou dentro dele, incluindo o próprio Ulisses e Neoptólemo, filho de Aquiles. O restante das forças gregas queimou suas cabanas e partiram nos barcos, indo somente, entretanto, até a ilha de Tênedo, onde aportaram e esperaram. Os troianos, mal podendo acreditar que os gregos tinham se retirado, espalharam-se pela planície, ficaram maravilhados com o cavalo de madeira e lembravam uns aos outros onde ficava o acampamento grego. Logo, alguns pastores encontraram um único grego que tinha sido deixado para trás, Sinon, que lhes contou que os seus compatriotas quiseram sacrificá-lo para conseguir um vento favorável para a travessia; tinha conseguido escapar com dificuldade das correntes com as quais estava preso.

Esta estória despertou a compaixão dos troianos, de modo que ficaram dispostos a acreditar no restante de seu relato. Disse que os gregos, acreditando que Atena tinha se voltado contra eles, tinha decidido velejar de volta e tentar conseguir novamente as graças divinas que a expedição possuía originalmente. Tinham construído o cavalo para agradar Atena, e o fizeram deliberadamente grande, de modo que os troianos não pudessem levá-lo para dentro de suas muralhas. Se o Cavalo entrasse em Tróia, a cidade nunca seria tomada; se ficasse de fora, os gregos acabariam voltando e arrasariam a cidade até os alicerces.

Uns poucos troianos desconfiaram do Cavalo e relutaram em trazê-lo para dentro das muralhas. A profetisa Cassandra, filha de Príamo, cujo destino era que suas profecias nunca tivessem crédito, alertou sobre a morte e a destruição que a entrada do Cavalo traria a Tróia. E Laocoonte, o sacerdote de Posídon, fincou sua lança contra os flancos do Cavalo, que ressoou com os tinidos dos homens armados, e declarou que temia os gregos, mesmo quando eles davam presentes. Mas, enquanto preparava um sacrifício ao deus que servia, duas grandes serpentes surgiram do mar e estrangularam primeiro seus dois jovens filhos e a seguir o próprio Laocoonte, antes de se refugiarem sob a altar de Atena. Com este augúrio, os troianos não hesitaram mais e começaram a mover o grande Cavalo para dentro de suas muralhas, derrubando suas fortificações de modo a poder fazê-lo. Mesmo, então, o esconderijo dos heróis gregos poderia ter sido descoberto, pois Helena decidiu aproximar-se do Cavalo e, andando a sua volta, chamou os nomes dos heróis gregos, imitando a voz da esposa de cada homem.

Alguns ficaram tentados a responder, e apenas Ulisses teve a presença de espírito de conter suas vozes. Ao cair da noite, o traiçoeiro Sinon sinalizou para a frota em Tênedo, que retornou silenciosamente a seu antigo local de ancoragem; Sino também liberou os heróis de seu confinamento dentro do Cavalo, estando pronta a cena para o saque de Tróia. Quando os deuses do Cavalo receberam o apoio de seus camaradas dos navios, os troianos acordaram para ver sua idade em chamas. Os homens lutaram desesperadamente, resolvidos a pelo menos vender caro suas vidas, horrorizados pela visão de suas mulheres e filhos sendo arrancados de seus refúgios para serem mortos ou aprisionados. Mais deplorável foi a morte de Príamo, assassinado no altar de seu parque por Neoptólemo, filho do homem que tinha morto seu filho Heitor. Dentre os poucos que escaparam de Tróia estava Enéias, filho de Anquises e da deusa Afrodite.

Alertado por sua mãe, ele abandonou a cidade com seu filho pequeno Ascânio e seu velho pai, levando com eles os deuses de Tróia; sua esposa o seguiu, mas se perdeu na confusão, trevas e destroços da cidade que estava morrendo. Enéias estava destinado a, após muito vagar, alcançar a Itália, onde fundou uma nova e maior Tróia, a precursora de Roma.

História da Guerra de Tróia.

Design candy

Os Fridgigears são ímans para o frigorífico em forma de rodas dentadas que podem ser encaixados uns nos outros e movimentados manualmente ou então acionando uma roda especial motorizada que faz movimentar todo o conjunto.[LINK]

A freeware utility to...

Eis uma compilação de mais de 450 utilitários gratuitos catalogados por tarefas.

STANDING-ROOM

Desde 1978, o espaço médio entre cadeiras de classe económica nos aviões perdeu mais de 7,5 cm. Novas cadeiras mais finas permitiriam aumentar o espaço para as pernas, mas muitas companhias aéreas preferem usar esse espaço para acomodar mais lugares.

Como se já não bastasse o desconforto actual, a Airbus está a tentar impingir introduzir o conceito de "standing-room" com os passageiros quase de pé e apenas separados por 63,5cm. Ouch.




CAMPEÕES



Somos nós, os CAMPEÕES

Opinião

José Manuel Ribeiro, in O Jogo:

1. Hoje quero pedir desculpa. Ou melhor, não quero pedir desculpa; quero desdizer-me. Esqueçam aquelas referências aos sapos que o Adriaanse nos forçou a engolir e as menções a quem mudou a opinião do dia para a noite. Anulem. Se quiserem ser simpáticos, façam hipnose. É que não há cretino que se tenha esquecido de fazer o mesmo, nem de se dar ares de uma perspicácia com direito a retroactivos que eu não subscrevo. Não estou nesse barco, não tive essa intenção, não quero ser confundido com esses palermas. Entretanto, dou o braço direito a torcer, mas o esquerdo fica onde está. Defendi em tempos que o treinador do FC Porto desequilibrava a equipa, à conta das belas noções do espectáculo e do ataque. Tanto quanto posso saber, ele não me convenceu de que estava enganado: emendou-se. Depois veio o sistema e foi péssimo das duas primeiras vezes. A terceira, contra o Braga, correu muito bem. Quem quis, emendou-se também nessa altura.

2. O certo é que Adriaanse voltou ao espectáculo. No discurso e até no jogo de anteontem que, por coincidência, teve um FC Porto hiperactivo muito parecido com o do início da época. No que o holandês disse, durante a exposição que fez ao congresso do ISMAI, encontro uma verdade sólida: só falamos de árbitros. Depois de ter encontrado no futebol português quarenta milhões de defeitos, todos eles relacionados com o FC Porto e com a arbitragem, um dos cretinos a que me referi lá atrás também constatou num canal informativo que Adriaanse tinha razão. Fala-se de árbitros e promove-se a guerra, a hostilidade, a inimizade, dizia ele, o mesmo fulano que, apenas uns minutos antes, tinha descrito o campeão nacional como uma coisa repugnante, corrupta e indubitavelmente odiosa. Mas odiosa de uma forma simpática, valha-nos isso.

A santificação de Adriaanse

Álvaro Malhagães no JN:

E agora algo verdadeiramente diferente: uma crónica que não ergue mais um louvor a Adriaanse, apesar de estarmos na semana da sua santificação.

É verdade que ele derrubou vários mitos nebulosos que o envolviam, principalmente esse de não ser um treinador deste nível, ou não perderia tão metodicamente todos os clássicos. Só ganhou um em seis, tal como já acontecera na fase da "Champions", mas fê-lo à custa de uma clara vantagem no duelo táctico com o seu rival e graças a uma inesperada ductilidade da sua variação táctica (chamam-lhe sistema).

Chegou então a altura de lhe erguer uma estátua (a ele e aos seu sistema)? "Não diria tanto", que foi o que respondeu Samuel Beckett quando lhe perguntaram se era feliz passeando sob um céu muito azul. O sistema de Adriaanse adequa-se na perfeição aos j ogos com os pequenos, que decidem os campeonatos (este, por exemplo), mas continua sob suspeita para as outras dimensões competitivas. Um jogo não faz a Primavera de um sistema, mesmo que valha um título. E esse título, aliás, corresponde ao serviço mínimo que se exigia a um plantel muito superior ao dos rivais e que não fazia mais nada desde Novembro. Aliás, este título anunciado será apenas um sopro sobre as duas feridas insanáveis da época: a péssima prestação na Champions e as duas imperdoáveis derrotas com o Benfica, sobretudo a do Dragão.

Porém, esta semana foi dura para os que têm vindo a criticar Adriaanse. Dir-se-ia mesmo que tinha chegado a hora da sua crucificação. Pelo menos para Pinto da Costa, que aproveitou a onda favorável para lhes devolver todo o fel que ao longo da época foi chegando ao Dragão. E, no entanto, ele tem tanta razão agora como tiveram os críticos do treinador nos momentos difíceis da época, quando ele se afundava em equívocos e tudo parecia perdido. É claro que o holandês nunca esteve maluco, como Pinto da Costa disse que alguém disse, mas também é verdade que foi ganhando juízo ao longo do tempo.

O futebol tem uma natureza instável e mutante. Pode ser-se inapto durante muito tempo que um fogacho chega para a gloriosa redenção (e vice-versa já se sabe). Logo, nada mais natural do que ver Adriaanse passar de maluco a génio. E outra vez de génio a maluco. A anterior condição está sempre à espera, já que a regra é a oscilação. Assim, até nos parece natural que alguns dos que agora o aplaudiram fossem os mesmos que o assobiaram pouco antes do final dos dois jogos recentes com o Sporting. De facto, não há nisso qualquer contradição. No futebol nada dura muito tempo e a mágoa ou a indignação depressa cedem lugar à alegria e à santificação, o que, na prática, corresponde à diferença entre haver insultos e very-lights ou sorrisos e pedidos de autógrafos junto aos portões do Olival. Como escreveu Javier Marias, "o futebol incita ao esquecimento, nunca ao rancor, coisa que só se aprende na idade adulta". Nem mais. E mesmo estes escusados laivos de rancor que Pinto da Costa dedicou aos críticos do seu treinador tendem a passar. É sempre assim no futebol, ao contrário do que acontece nas outras ordens da vida.

Afinal, também Pinto da Costa flutua e oscila, como toda a gente, ou não teria dado razão a esses mesmos críticos quando disse, há duas ou três semanas, antes do jogo de Alvalade, que "começava a haver razões para não se desancar no treinador". Ora, se então "começava a haver razões para não desancar " é porque as houvera antes. Ora, é justamente por isso que ainda é cedo para se glorificar Adriaanse, quando muito é tempp de olharmos para ele de um modo diferente, já que, como disse o presidente, começa a haver razões para isso. A história está cheia de treinadores campeões que permaneceram mal-amados e acabaram despedidos, mas ele não corre esse risco. O seu triunfo é justamente a licença para continuar na próxima época os trabalhos da reconstrução em curso. Era isso que os adeptos que o aplaudiram sexta-feira no Dragão, durante o jogo como o Leiria, queriam dizer: "Fica Adriaanse, estás perdoado!".

Mulher a Dias

José Manuel Ribeiro no O jogo:

Mulher a Dias

1. Demorou quatro dias. Quatro dias, contados a partir do Estrela-Sporting, para dar entrada nas repartições o primeiro apelo à "limpeza no futebol português", outra vez reclamado por quem perdeu o campeonato. Encorajado pelos actuais nove pontos de distância que leva para o FC Porto; pelo papel que teve na escolha e defesa da Comissão de Arbitragem; pelo comportamento da Comissão de Disciplina e, enfim, pelo facto de ser benfiquista o director-geral da Liga, Luís Filipe Vieira lança-se num ataque implacável ao que sobra do futebol profissional: as mulheres da limpeza do organismo dirigido por Valentim Loureiro. Quando diz limpeza, ou melhor, quando afirma que não está a brincar quando diz limpeza, é mesmo à limpeza, com esfregona, detergente e luvas de borracha, que ele se refere. Em tudo o resto esteve o dedo do Benfica.

2. Um porta-voz da FIFA negou a existência da entrevista dada por Blatter a um jornal croata. Gilberto Madail e Pinto da Costa também duvidam dela. Eu acredito sempre primeiro nos jornalistas, principalmente nos jornalistas premiados que trabalham em jornais de referência e têm fotografias com o presidente da FIFA para legitimar o que escreveram. Chamem-lhe corporativismo. Quando me dizem que é estranha a alegação de Blatter a respeito de Baía, não percebo. Se eu fosse presidente da FIFA, quisesse atacar o G-14 e não tivesse escrúpulos, usaria precisamente uma fábula destas para tornar claro que os clubes abusam das selecções para ganhar dinheiro. Quer dizer, se eu fosse presidente da FIFA, quisesse atacar o G-14, não tivesse escrúpulos e percebesse ainda menos de futebol do que percebo, porque só um completo ignorante desconhece que Baía está em fim de carreira. E incompetente, porque um ignorante competente teria verificado.

A novidade
Dias da Cunha só corre por fora

Depois de nos ter martirizado durante uns quatro anos com sistemas, manifestos e a descoberta de sujidades várias a um ritmo diário, Dias da Cunha não admite candidatar-se à presidência da Liga, aparentemente o lugar certo para liderar a desinfestação que reivindica. Quando for grande, quero ser um homem de convicções como ele.

Sujeitos anedóticos

O trio GAMAVE

Gaspar "o guarda abel bateu-me" Ramos, João "papagaio" Malheiro, José "offshore" Veiga: três homens, três estilos, a mesma figura ridícula. Estes senhores ofereceram-nos, ao longo dos últimos 20 anos, episódios de humor que nos fizeram rir às gargalhadas. Nos três o denominador comum: o ódio doentio ao FC Porto.

25 de Abril



25 de AbrilLá vem a brigada do costume

Aproxima-se o 25 de Abril. A brigada do reumático do costume, que considera a data obra e propriedade exclusivamente sua, vai surgir na televisão e nos jornais como andorinhas a sobrevoarem o céu deste país no final da Primavera, reclamando-se heróis supremos da batalha.
Talvez o facto mais interessante de assistir neste 25 de Abril seja a intervenção do Presidente no Parlamento. O que dirá o primeiro Chefe de Estado civil eleito que não é de esquerda?
O resto é repetição de anos anteriores. Os mesmos rostos, as mesmas palavras de sempre...

Táxis como identidade nacional



Não sei se já repararam mas os táxis voltaram a ser pretos e verdes, e ainda bem, pequenos pormenores como a cor dos táxi tambem são importantes para salvaguardar a nossa identidade!
E é sempre bom ver como os propriétarios dos táxis aderem, na compra de novo veiculo, ás antigas cores preto e verde mar, apesar de o beije continuar inexplicavelmente a ser opção para a côr dos carros, eles próprios nunca lhes agradou o beije onde os táxis mais pareciam carros sujos de cocó. Nada se compara á apresentação de um táxi preto e verde bem limpo e lavado.
Não é fácil de compreender que depois de levar um sector a alterar as cores dos carros, se venha permitir novamente a cor preto e verde-mar, mas ainda bem que foi permitido...

Proposta: Património Mundial


NOME DO BEM: Costa Sudoeste
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA:

Sorrisos



Presidentes


O preço do petróleo aumenta e os senhores da fotografia devem estar satisfeitos.
Ganhar 20 ou mais dólares por barril ajuda muito as finalidades que ambos têm.
Infelizmente, para a democracia e valores que esta assume, as finalidades de ambos são nocivas.
Concordo inteiramente com a posição destes políticos europeus.
Porém, a questão, infelizmente, vai ganhando mais luz: e se a diplomacia não for bem sucedida?
A situação começa a tornar-se insustentável.
Entretanto, os dois senhores enchem os cofres públicos dos seus países, ao mesmo tempo que as respectivas populações continuam na miséria.

Datas com História: 22 de Abril de 1724


Immanuel Kant (Königsberg, Prússia, 22 de Abril de 1724 - Königsberg, 12 de Fevereiro de 1804) foi um filósofo prussiano, geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, um representante do Iluminismo, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes. Kant teve um grande impacto no Romantismo alemão e nas filosofias idealistas do século XIX, tendo esta sua faceta idealista sido um ponto de partida para Hegel. Aparte essa vertente idealista que iria desembocar na filosofia de Hegel (e Marx), alguns autores consideram que Kant fez ao nível da epistemologia uma síntese entre o Racionalismo continental (de René Descartes e Gottfried Leibniz, onde impera a forma de raciocínio dedutivo), e a tradição empírica inglesa (de David Hume, John Locke, ou George Berkeley, que valoriza a indução).

Kant é famoso sobretudo pela sua concepção conhecida como idealismo transcendental - todos nós trazemos formas e conceitos inatos para a experiência crua do mundo, os quais seriam de outra forma impossíveis de determinar. A filosofia da natureza e da natureza humana de Kant é historicamente uma das mais determinantes fontes do relativismo conceptual que dominou a vida intelectual do
século XX. No entanto, é muito provável que Kant rejeitasse o relativismo nas suas formas contemporâneas, como por exemplo o Pós-modernismo). Kant é também conhecido pela sua filosofia moral pela sua proposta, a primeira moderna, de uma teoria da formação do sistema solar, conhecida como a hipótese Kant-Laplace.

Kant nasceu, viveu e morreu em
Königsberg (atual Kaliningrad), na altura pertencente à Prússia. Foi o quarto dos nove filhos de Johann Georg Kant, um artesão fabricante de correias (componente das carroças de então) e de sua mulher Regina. Nascido numa família protestante, teve uma educação austera numa escola pietista, que frequentou graças à intervenção de um pastor. Passou grande parte da juventude como estudante, sólido mas não espetacular, preferindo o bilhar ao estudo. Tinha a convicção curiosa de que uma pessoa não podia ter uma direcção firme na vida enquanto não atingisse os 39 anos. Com essa idade, era apenas um metafísico menor numa universidade prussiana, mas foi então que uma breve crise existencial o assomou. Pode argumentar-se que teve influência na sua posterior direcção. Kant foi um respeitado e competente professor universitário durante quase toda a sua vida, mas nada do que fez antes dos 50 anos lhe garantiria qualquer reputação histórica. Viveu uma vida extremamente regulada: o passeio que fazia às 15:30 todas as tardes era tão pontual que as mulheres domésticas das redondezas podiam acertar os relógios por ele. Kant nunca deixou a Prússia e raramente saiu da sua cidade natal. Apesar da reputação que ganhou, era considerado uma pessoa muito sociável: recebia convidados para jantar com regularidade, insistindo que a companhia era boa para a sua constituição física.

Texto completo na
Wikipedia.

Datas com História: 22 de Abril de 1500


"E Deus que aqui nos trouxe, alguma razão tinha para isto..." escreveria Pero Vaz de Caminha sobre as praias ensolaradas, florestas de madeira rara, onde os pássaros de plumas brilhantes e coloridas voavam até desaparecerem no infinito.

Foi no dia 22 de Abril de 1500, que a frota de Pedro Álvares Cabral ancorou nesse paraíso que denominou Terra de Vera Cruz. Encontraram grupos indígenas que viviam da caça, da pesca e de uma agricultura muito rudimentar: os Tupis, ao longo do litoral e os Gés, os Cairis, os Aruaquis e os Caraíbas ocupavam o interior.

Pedro Álvares Cabral:
1467(?): Nasce, talvez em Belmonte. Filho segundo do fidalgo Fernão Cabral. - Datas incertas: Por serviços vários de natureza militar é agraciado com tença por D. João II. Casa com D. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque. - 1500: Segunda expedição portuguesa à Índia: armada de 13 navios, com 1500 homens. D. Manuel I entrega o comando a Pedro Álvares Cabral. Este larga de Lisboa a 9 de Março. Descobre as Terras de Vera Cruz (Brasil) em 22 de Abril. Naufrágios de quatro naus mas chega a Calecute a 13 de Setembro. Não consegue a submissão do Samorim - 1501: Regressa ao Reino apenas com 5 navios, embora transportando avultada carga de especiarias. - 1502: Recusa comandar outra expedição à Índia. - 1509: Afastado do Paço, vive nas suas propriedades de Santarém. - 1515: Finalmente é-lhe atribuída tença como prémio pela sua descoberta do Brasil que começa a ser colonizado. - 1518: Nova tença, pelo mesmo motivo. - 1520 (?): Morre em Santarém.

Descoberta de Vera Cruz

21 de Abril, 3ª feira. A Páscoa foi no domingo passado. Nas ondas surgem ervas compridas. Próxima já ficará a terra aventada por El-rei.

22 de Abril. De manhã surgem bandos de pássaros a voar para ocidente. Vasco da Gama também dera conta deles. A meio da tarde, muito ao longe, avistam terra: um monte redondo e alto, muito arvoredo na terra chã. Ao monte, o Capitão-mor chama Pascoal e à terra dá o nome de Vera Cruz. Anoitece e resolve ancorar a seis léguas da costa.

23 de Abril. Avançam até meia légua da terra, direitos à boca de um rio. Sete ou oito homens pela praia. Cabral manda Nicolau Coelho a terra. Quando vara o seu batel, já correm para ele cerca de vinte homens pardos. Todos nus, sem nada que cubra as suas vergonhas. Setas armadas, cordas tensas, chegam dispostos ao combate. Mas Nicolau Coelho, por gestos, faz sinal que pousem os arcos em terra e eles os pousam.

Texto completo

Datas com História: 22 de Abril de 1913

O Pravda inicia a sua emissão legal em St. Petersburg.


Leon Trotski participa na revolução de 1905, chegando a presidente do primeiro conselho revolucionário, o soviete de São Petersburgo. Fracassada a revolução, o seu envolvimento numa greve geral em outubro e apoio à rebelião armada que dela decorreu levam à condenação ao exílio perpétuo, novamente na Sibéria. Mas em janeiro de 1907 consegue novamente escapar e regressar a Londres para participar no 5º congresso do PSDTR. Em outubro desse ano muda-se para Viena, onde edita o jornal Pravda até 23 de abril de 1912. Distribuído clandestinamente na Rússia, este jornal foi uma das publicação revolucionárias mais populares da época, tendo tido o seu nome apropriado pelos bolcheviques de Lenine, que criaram assim o futuro Pravda, jornal oficial do PCUS. Na sua "Pravda" "vienense", Trotski defendeu a união de todos as correntes social-democratas, o que originou na época vivas polémicas com Lenine.

22 de Abril - Dia Mundial da Terra


Em 22 de Abril de 1970, 20 milhões de americanos encheram avenidas, parques e auditórios para exigirem um ambiente saudável e sustentável. Denis Hayes, o coordenador nacional, e o seu staff juvenil empreenderam massivos rallies de costa a costa. Milhares de colégios e universidades organizaram protestos contra a deterioração do ambiente. Grupos que tinham lutado contra derramamentos de petróleo, poluição, esgotos, entulhos tóxicos, pesticidas e extinção da fauna, compreenderam subitamente que compartilhavam valores comuns.
A Earth Day Network está a lançar uma campanha global intensiva para o dia 22 de Abril de 2006 a fim de construir una força pública de acção imediata para a mudança climática global, assim como para promover soluções para o problema.
Hoje, os problemas continuam a verificar-se, o "buraco do ozono" torna-se cada vez mais preocupante, mas, individualmente, as pessoas criam mudanças de hábitos, tendo em vista um ar mais limpo, uma água mais limpa e uma defesa mais eficaz de espécies em extinção.

Esta pequena ideia de comemorar o dia, serve principalmente para mostrar estas quatro imagens de sonho do nosso querido planeta azul.


Li algures que, se um dia, a Terra se "sentir" verdadeiramente ameaçada, ela própria irá defender-se, quer o homem queira quer não. "Adivinha-se" facilmente que as forças da Natureza, ou qualquer outra "força" inteligente, "admitirá" a destruição da sua harmornia, só até certo ponto...
Para que mais artistas, como Peter Paul Rubens, possam continuar a deslumbrar-nos com obras com a grandiosidade desta "Union of Earth and Water"...

23 de Abril - Dia Mundial do Livro


O dia mundial do livro e do direito de autor é celebrado a 23 de Abril em 100 países. A data foi instituída pela Conferência Geral da UNESCO para prestar tributo aos grandes autores da literatura mundial que nasceram ou morreram neste dia. É o caso de Cervantes, Shakespeare, Inca Garcilaso de la Vega e Vladimir Nabokov. A celebração procura também encorajar as pessoas, especialmente os mais jovens, “a descobrir o prazer da leitura e a respeitar a obra insubstituível daqueles que contribuíram para o progresso social e cultural da Humanidade” (UNESCO).
No dia 23 de Abril de 1616 faleciam Cervantes, Shakespeare e Inca Garcilaso de la Vega. Também a 23 de Abril nasceram – ou morreram – outros escritores eminentes como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla ou Manuel Mejía Vallejo. Por este motivo, esta data tão simbólica para a literatura universal foi a escolhida pela Conferência Geral da UNESCO para render homenagem mundial ao livro e aos seus autores. A ideia de celebrar este dia surgiu na Catalunha, onde é oferecida uma rosa a cada pessoa que compra um livro.

Com o patrocínio das Câmaras Municipais, dos órgãos de comunicação social e de muitos pontos de venda de livros, decorreu entre 17 e 23 de Abril de 2006, por todo o país, a campanha nacional "Primavera de Livros", a propósito do Dia Mundial do Livro. Sob o lema UM LIVRO, UMA ROSA, as Bibliotecas dos Institutos de Cultura Estrangeiros em Portugal - British Council, Goethe-Institut, Instituto Cervantes, Instituto Franco-Portugais e Istituto Italiano di Cultura -, juntaram-se para celebrar o Dia Mundial do Livro, com oferta e venda de livros e rosas aos seus visitantes no dia 20 de Abril.


* Instituto Português do Livro e das bibliotecas
* JornalismoPortoNet
* Biblioteca Nacional
* LusoMátria
* Bibliotecas Municipais de Lisboa

HOMERO,
O PRIMEIRO POETA EUROPEU

A Ilíada, primeiro livro da literatura europeia, terá surgido no século VIII a.C., no fim de uma longa tradição épica oral extraordinário canto de sangue e lágrimas, em que os próprios deuses são feridos e os cavalos do maior herói choram, este poema de guerra em 24 cantos mantém inalterada a sua capacidade esmagadora de comover e perturbar. O título remete imediatamente para Ílio ou Ílion – Tróia – e, embora tivesse sido possível, num poema com 16.000 versos, narrar toda a guerra de Tróia, Homero isola um período de pouco mais de cinquenta dias, já na fase final das hostilidades, do qual nos descreve, em termos de acção efectivamente narrada, catorze dias. Concentra, assim, simbolicamente uma guerra de dez anos em duas semanas. Repetindo a proeza alcançada com a sua magnífica Odisseia, Frederico Lourenço oferece-nos agora a primeira tradução integral portuguesa, em verso, desta obra máxima da literatura mundial.


Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida
(mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus
e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades,
ficando seus corpos como presa para cães e aves
de rapina, enquanto se cumpria a vontade de Zeus),
desde o momento em que primeiro se desentenderam
o Atrida, soberano dos homens, e o divino Aquiles.


(Editora Livros Cotovia)

Um bom negócio



Ir ao cinema hoje em dia já não é tão barato assim, por isso é uma boa altura para aproveitar as promoções do Lusomundo Parque Nascente. O preço dos bilhetes durante a semana já é baixo (3,50 €), mas apresentando-se um cartão do MillenniumBCP (débito ou crédito) tem-se direito a dois pelo preço de um. Assim a sessão acaba por ficar apenas por 1,75 € por pessoa.