Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Ele vem ao Porto: Jesus Christ Superstar (1973)


King Herods Song

Devoção ?

A Primeira Dama brasileira mostrou fervorosa devoção na recepção ao Papa aquando da sua recente visita ao Brasil. Será?! Clique na foto e descubra...

Uma questão de higiene ... visual

Em boa verdade

Diz Alberto Gonçalves (cuja origem blogosférica desconheço, mas cujo texto enviado pelo meu amigo Moreira Pinto, reproduzo e sublinho)

"No Verão de 2005, Israel desmantelou os colonatos da Faixa de Gaza, abandonando o território à flexível jurisdição palestiniana. Desde então, Gaza tem sido principalmente utilizada pelo Hamas para lançar morteiros sobre as cidades "sionistas" limítrofes, em parte graças ao fluxo de armas e terroristas vindos da fronteira franca com o Egipto. De vez em quando, israelitas civis morrem. De vez em quando, Israel reage e bombardeia os carros ou as residências de alguns ilustres do Hamas. Em simultâneo, apoia, militar e financeiramente, a Fatah nas rituais matanças entre palestinianos. Por motivos discutíveis e discutidos, o Governo de Olmert convenceu-se de que a Fatah constitui uma espécie de aliado, embora nada permita reconhecer-lhe força ou vontade para tal. Em simultâneo, a fronteira de Gaza com o Egipto permanece aberta à circulação de "jihadistas" sedentos de martírio, próprio ou alheio. Receoso dos efeitos de uma invasão de Gaza na "opinião pública", Olmert limita-se a eliminar a ocasional luminária do Hamas e a esperar que a coisa acalme. A coisa não promete acalmar.

Resumidíssimos, eis os factos, de resto comprováveis. Mas não com facilidade. Quem, por exemplo, acompanhou os últimos dias no Médio Oriente pelos "telejornais" ou por certa imprensa, ficou apenas convicto do seguinte: a chatice que decorre no Líbano não envolve directamente Israel, portanto, não dá drama; dramática é a situação em Gaza; em Gaza, Israel estourou com uma casa repleta de civis, tanto mais inocentes quanto o "alegado" psicopata do Hamas que, por mera coincidência, habitava a dita, não estava lá dentro no instante fatal; Israel assassinou "alegados" membros do Hamas; Israel prendeu "políticos" do Hamas; Israel rejeitou "tréguas"; Israel matou e esfolou; as acções de Israel são injustificáveis, visto que o Hamas vai enviando uns engenhos "artesanais" que, no fundo, nem ambicionam magoar ninguém. Como sempre, os israelitas são deliberadamente cruéis. Como sempre, os palestinianos são "resistentes", "activistas", "insurgentes", "militantes", "combatentes". Enfim, fazem pela vida, coitados.

Podemos atribuir esta peculiar visão à má-fé. A má-fé não explica tudo. Claro, qualquer sujeito que queira saber sabe o que se esconde (se se esconde) por detrás do "jornalismo de referência" da BBC ou da Reuters. E a retórica enviesada de certa imprensa indígena só engana criaturas particularmente impressionáveis. O problema é que, inclusive na classe jornalística, as criaturas impressionáveis abundam: basta ver os pivots dos nossos noticiários televisivos repetirem os delírios acima com candura. Ali não há vestígios de uma "agenda" oculta ou de preconceito ideológico: repetem-se os delírios porque os delírios ascenderam ao cânone.

Ainda existe disponibilidade para conceder um mínimo de compaixão face ao "judeu errante", em fuga cinematográfica dos pogroms ou nos transportes para Auschwitz. Mas, passem os séculos e as tragédias que passarem, na Europa quase ninguém aceita graciosamente que os judeus tenham pátria e poder. E muito menos que tenham razão."

Greve!

Questão: Quais são os trabalhadores que habitualmente fazem greve?

Resposta: Funcionários públicos, funcionários de empresas públicas, enfim, lisboetas (v.g. mouros)

Última hora: o metro a sul do tejo

Última Hora: o trânsito

Exclusivo: como certa procuradora (agora na berlinda) chegou à PJ


Um polícia interrogava 3 loiras que treinavam num curso para a PJ. Mal sabia ele que uma delas chegaria a Procuradora e entraria em processos muito mediátios, averiguando casos em que o próprio marido é conselheiro de um dos futuros arguidos...
Para testar se elas reconheciam um suspeito, mostrou à primeira loira uma foto por 5 segundos.
- Este é o seu suspeito, como é que o reconheceria?
A primeira loira responde:
- Fácil, eu o reconhecia porque ele só tem um olho!
O polícia diz:
- Bem, ... é que... a foto mostra-o de perfil.
Atrapalhado pela resposta ridícula que recebeu, mostra a foto à segunda loira por 5 segundos e pergunta:
- Este é o seu suspeito, como é que o reconheceria?
A segunda loira dá um sorrisinho maroto, sacode os cabelos pró lado e diz:
-Ah! Isso é fácil!!! Ele só tem uma orelha!!!
O polícia furioso responde:
- O que se passa com vocês duas? Claro que a foto só mostra um olho e uma orelha porque ele está de perfil ! Essa é a melhor resposta que vocês me podem dar?
Já sem paciência, ele mostra a foto à terceira loira e pergunta
grosseiramente:
- Este é o seu suspeito, como é que você o reconheceria?
E rapidamente acrescenta:
- Pense bem antes de me dar uma resposta imbecil.
A loira olha atentamente a foto por um momento e diz:
- Hummmmm... o suspeito usa lentes de contacto.
O policia fica surpreendido e sem fala, porque nem mesmo ele sabia se o suspeito usava lentes de contacto ou não.
- Bem, é uma resposta no mínimo interessante... aguardem um momento que eu vou verificar o perfil do suspeito e já volto.
Deixa a sala e vai ao escritório verificar a ficha do suspeito no computador e volta com um sorriso satisfeito no rosto
- Fantástico, não dá para acreditar! É VERDADE! O suspeito usa de facto lentes de contacto. Belo trabalho!Como conseguiu chegar a essa conclusão?
- Fácil! - Responde a loira.
Ele não pode usar óculos porque só tem um olho e uma orelha!

Probas de afrissão

Exmo. Senhor Professor,

Tendosse vereficado certas dúbidas sobre a naturesa, objetivos e alcan-se das provas de aferissão de conhessimentos de português, vimos, por este único meio, informar o que se cegue:
1. As provas de aferissão de português não bizam, como o próprio nome não deixa dúbidas, abaliar cunhecimentos dos alunos, mas sim aferilos. É coisa cumpletamente diferente, como é savido.
2. Os cunhessimentos a aferir (não a abaliar, repitasse), não têm nada que ver com erros ortugráficos do português dos alunos, mas sim com o seu puder de intrepretação dos textos, capacidade criativa e imajinassão. É isto que nós queremos, neste caso, porque o bom ensino debe prevelegiar a criatividade aos "conhecimentos" furmais.
3. Por isso, este ano a prova de aferissão de cunhecimentos de português será feita através de crusinhas (sestema amaricano).
4. Os erros ortugráficos e outros que tais, serão aferidos noutras provas, onde, por sua bez, os alunos não teram de demonstrar capassidade intrepretatiba ou criativa.
Cada coisa no seu logar e cada macaco no seu galo.

Cumprasse!

A Bem da Nassão,

O Director
(assinatura completamente ilegível)

Porque é preciso acabar com o lisboeta poder central

José Macário Correia, Presidente da Câmara Municipal de Tavira, in Região Sul de 28.05. 2007

Tem-se assistido nos últimos tempos, a uma crescente centralização das pequenas decisões nos serviços sedeados em Lisboa, onde os casos se arrastam meses e anos sem qualquer evolução.

O problema que não é novo em si, agravou-se substancialmente nos últimos anos.

A Câmara Municipal de Tavira, como tantas outras, assiste com sentimentos de revolta e de injustiça a penalizante burocracia do Estado Central e dos gabinetes ministeriais onde as pequenas coisas perduram uma eternidade, bloqueando e atrasando o processo de desenvolvimento.

A requalificação ambiental, a aposta nas energias renováveis, a modernização administrativa, a melhoria dos transportes e outros assuntos relevantes, dormem de modo injustificável nos gabinetes de Lisboa.

Vejamos casos concretos:

1. Requalificação ambiental das Quatro Águas

Há nove anos que a Câmara Municipal de Tavira, diariamente pugna pelo ordenamento da sua principal porta balnear, no acesso central às praias. O caso arrasta-se enosamente, no meio das contradições do IPTM (nas suas várias designações), do Parque Natural (e dos seus vários planos) e da Capitania (com vários comandantes e cada qual com sua opinião).

Em cada momento é difícil perceber se o caso anda para a frente ou para trás. E o tempo passa.

A Câmara Municipal a querer limpar e ordenar a zona e o Estado a pôr entraves e burocracias sucessivas, sem explicação.

2. Quartel do Exército

Está abandonado há 15 anos o maior edifício da cidade. Pertence ao Estado.

O Presidente da Câmara Municipal já teve 33 reuniões entre Lisboa e Évora, entre gabinetes ministeriais, Estado Maior do Exército e outros. Passaram oito Ministros na pasta da Defesa.

Até hoje ninguém resolveu nada. O abandono é evidente. Os generais mandam e os Governos obedecem.

Um edifício que poderia gerar empregos, investimentos e desenvolvimento é um sorvedouro de dinheiro dos contribuintes.

3. Portos de pesca

Em Abril de 1997, o Governo em acto solene, assinou um protocolo e declarou o arranque das obras dos portos de pesca de Tavira, Santa Luzia e de Cabanas. Até hoje, nem um só tijolo foi colocado.

Passaram 10 anos.

Há seis meses que está em Lisboa (entre o IPTM e o Ministério da Agricultura) um papel para recolher duas assinaturas, em mais um passo deste famigerado processo. Todos os pretextos têm servido para enrolar e adiar a obra. Não existe, de momento qualquer competência no Algarve para assinar um qualquer papel neste assunto. Tudo tem que ir a Lisboa.

4. Novo terminal rodoviário

Há quatro anos que se chegou a acordo, com despacho ministerial para a localização de um novo terminal rodoviário, junto da estação dos caminhos-de-ferro.

Só que depois disso os serviços centrais do Estado (a Direcção Geral do Património, e outros), não são capazes de fazer o destaque e realizar a escritura.

Não encontram papéis porque os perdem, porque têm “falta de pessoal”, e porque “ é complicado de fazer”, etc.,.

Sem isto, não se pode concluir o projecto, nem avançar com a obra.

5. Parque Solar

Acordou-se com a Direcção de Geologia e Energia, com o então IDRHA e com outras entidades o arranque do processo. Entretanto, são extintos serviços e mudam os papéis e os dirigentes.

Depois, de nada serve a vontade de um Director-Geral e de um Ministro, pois … porque há um Chefe de Divisão que está contra e, há 3 meses que não quer fazer um oficio. Tal e qual assim. Em Lisboa, na Praça de Areeiro.

6. Conservatórias e Tribunal

A cidade e o concelho cresceram mas os registos e os processos judiciais não ganharam novas condições de trabalho.

O Tribunal já tem mais do que um juiz, mas só tem uma sala de audiências.

As Conservatórias do Registo Predial e Comercial funcionam num cubículo com filas de espera de várias horas e com a entrega de certidões meses depois.

Ao lado e em frente existem salas absolutamente vazias, algumas na posse do Estado. Todavia, embora no mesmo Ministério, mas em Direcções Gerais diferentes. Por isso zaragateiam como crianças desavindas, sem resolver o que é evidente, anedótico e ridículo. E tudo depende de Lisboa, para se abrir a porta do lado.

Assim está o funcionamento da administração central e dos gabinetes ministeriais.

Não divulgar publicamente estes factos vergonhosos seria encobri-los contra a angústia popular. Nós pagamos impostos para ter serviços que funcionem e o povo escolheu um governo, ao qual se exige que decida.

Com o nosso silêncio cúmplice e acomodado não contarão.

Com a nossa ajuda para resolver, contarão sempre.



Peguei emprestado daqui: Regionalização

KOMPENSAN (*)




Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde do Aparelho Digestivo.
Pode ser que sim, no resto do mundo.
Mas, por cá, essas comemorações começaram um pouco mais cedo. Mais precisamente no Domingo, dia 20, por volta das 21h...

(*) Post sonegado com a devida vénia ao magnífico BLASFÉMIAS

O MAIOR CLUBE PORTUGUÊS

  • Segundo o Ranking Histórico Mundial de Clubes, o Futebol Clube do Porto é considerado, em termos de currículo, o MAIOR CLUBE PORTUGUÊS, o 10º maior da Europa e o 17º maior do Mundo!

    Lá se vão as teorias dos mouros e daqueles que auto se intitulam "os maiores"...
    Outros pormenores relevantes:
  • para aqueles que dizem que a Taça Intercontinental não tem importância, não se esqueçam que para lá chegar, é necessário ganhar antes de mais a Liga dos Campeões;
  • para aqueles que dizem que a Supertaça Portuguesa não tem importância, não se esqueçam que para lá chegar, é necessário ganhar a Liga Portuguesa ou a Taça de Portugal;
  • para aqueles que dizem que a Supertaça Europeia não tem importância, não se esqueçam que para lá chegar, é necessário ganhar a Liga dos Campeões ou a Taça Uefa;
  • Conlusão: Para se ganhar algum destes troféus, há sempre que ser Campeão de uma Liga ou Vencedor de uma Taça, triunfos que não abundam muito para os lados das papoilas saltitantes ou dos viscondes de alvalade. Por isso quer os vermelhos que os do sporten lá vão minimizando os feitos do Dragão e desprestigiam estes troféus, esquecendo-se que, se foi tão fácil ao Galático FCPorto vencer recentemente quer a Liga dos Campeões quer a Taça Uefa, como é que eles próprios, os mouros da 2ª circular, não foram capazes de o fazer? Embrulhem!

A penitência dos Gatos Fedorentos

Estes sujeitos lisboetas e mouros têm, volta e meia, gozado com o FCPorto e o seu Presidente. O seu humor, inicialmente puro e engraçado, torna-se nojento e degradante sempre que buscam a piada facil e o servilismo lisboeta e benfiquista. Se pensarmos bem, quantos tiques e situações verdadeiramente embaraçosas que envolvem gentinha ligada às papoilas saltitantes já puderiam ter dados momentos bem divertidos? Vocês sabem do que estou a falar. Não me admira, pois, que muitos Chefes de Família, Dragões de Alma e Coração, tenham inundado a RTP e o seu Provedor com queixas e reclamações relativos a esse tratamento indigno e sectário. Não admira também que agora, na consubstanciação do título nacional venham os Gatos tentar dar uma de desportitas e bons rapazes... Deixo-vos ficar uns "bonecos" relativos a essa penitência:

Hino FCP em inglês by Miguel Gudes e os Blind Zero nos Gatos Fedorentos

Manuel Serrão e os Gatos Fedorento

Rui Moreira e os Gatos Fedorentos

Datas com História: 27 de Maio de 1987




Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus 1986-87
F. C. Porto vs Bayern Munique

Data: 27 de Maio de 1987
Local: Estádio Prater (agora Ernst Happel) - Viena (Áustria)
Árbitro: Alexis Ponnet (Bélgica).

FC Porto: Mlynarczyk; João Pinto, Eduardo Luís, Celso e Inácio; Jaime Magalhães, André, Sousa e Quim; Futre e Madjer.
Treinador: Artur Jorge
Substituições: Ao intervalo, Quim por Juary; 65m, Inácio por Frasco.
Suplentes não utilizados: Zé Beto, Festas e Casagrande.

Bayern Munique: Pfaff; Eder, Nachtweih e Pfluegler; Winklhofer, Flick, Matthaeus e Brehme; Koegl, Hoeness e Rummenigge.
Treinador: Udo Lattek.
Substituições: Aos 81m, Flick por Lunde.
Suplentes não utilizados: Aumann, Willmer, Bayerschmidt e Kutschera.

Marcadores: 1-0, Koegl (24m); 1-1, Madjer (77m); 1-2, Juary (79m).

O percurso até à final:

1ª eliminatória:
FC Porto-Rabat Ajax (Malta) 9-0
Rabat Ajax-FC Porto 0-1
2ª eliminatória:
TJ Vitkovice Ostrava (Checoslováquia)-FC Porto 1-0
FC Porto-TJ Vitkovice Ostrava 3-0
1/4 final:
FC Porto-Brondby IF (Dinamarca) 1-0
Brondby IF-FC Porto 1-1
1/2 final:
FC Porto-Dinamo Kiev (União Soviética) 2-1
Dinamo Kiev-FC Porto 1-2




Os sons que se seguem são gravações que me permito copiar com respeito e vénia desse ilustre Dragão "Pobo do Norte O Pobo Mais Forte" !

O golo do empate, por Madjer:


Gomes Amaro, no Quadrante Norte (Rádio Porto)

Óscar Coelho e António Pedro, na RDP Antena 1

Rádio Renascença

O golo da vitória, por Juary

Gomes Amaro, no Quadrante Norte (Rádio Porto)

Óscar Coelho e António Pedro, na RDP Antena 1

Rádio Renascença


Os últimos 5 minutos de jogo e o pós-jogo nas vozes de Gomes Amaro, Alberto Sérgio e João Veríssimo, no Quadrante Norte (Rádio Porto):



Datas com História: 26 de Maio de 2004

Champions League Final

Gelsenkirchen, 2004.05.26
FC Porto (3-0) AS Mónaco


PROTESTO: Chávez em Portugal NÃO!


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías, visitará Portugal em 2008, anunciou o vice-ministro venezuelano das Relações Exteriores para a Europa, Rodrigo Chaves. "Estamos a trabalhar para que o presidente Hugo Chávez visite Portugal no próximo ano de 2008", disse.

Rodrigo Chaves falava à agência Lusa à saída de um encontro com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, e vários empresários portugueses, centrado, segundo o próprio, no "aprofundamento das relações entre ambos os países".

Fonte: Jornal de Notícias

Miguel Sousa Tavares: "De mal com o Mundo"

VIEIRA DE MAL COM O FUTEBOL, O DESPORTO E O MUNDO.


Luís Filipe Vieira acha que lhe basta vestir a farda de presidente do Benfica para que todos se curvem à sua passagem. Acha que basta invocar o nome do Benfica para que o mundo lhe caia aos pés. E não percebe porque não cai: o mundo, os títulos , as acções na bolsa.



Segunda-feira da semana passada, o presidente do Benfica embarcou com a equipa de futebol para o Canadá, para mais uma daquelas digressões de final de época em que os pobres emigrantes são tradicionalmente desiludidos com penosas e desmotivadas exibições da equipa do coração. Sem nada de entusiasmante para dizer aos benfiquistas, sem nenhuma novidade para dar aos microfones como sempre diligentemente estendidos à sua passagem, o presidente do Benfica deu vazão ao mau humor matinal, atirando-se ao presidente da Liga. Por causa do Apito Dourado, é claro — quando não tem nada para dizer nem boas notícias para a sua gente, Luís Filipe Vieira recorre ao Apito Dourado.

E, visivelmente, o Apito Dourado não lhe está a correr bem: depois de inúmeras diligências de investigação às suspeitíssimas vitórias do FC Porto sobre o Estrela da Amadora e o Beira-Mar, em 2004; depois das desmedidas esperanças postas no dream team de Maria José Morgado, depois das autorizadas e credibilíssimas denúncias da d.ª Carolina Salgado, a verdade nua e crua é que tarda a prisão de Pinto da Costa, tarda a despromoção do FC Porto à Liga de Honra (e já não foi a tempo de evitar mais um título…) e tarda a atribuição judicial ao Benfica dos campeonatos perdidos nas últimas décadas para o FC Porto.

É verdade que as coisas podiam ser ainda piores. Bastaria que o Apito Dourado se lembrasse de investigar também o que quereria dizer o presidente do Benfica com a célebre afirmação de que era mais importante estar na direcção da Liga, ao lado do major Valentim Loureiro, do que ter uma boa equipa de futebol;

ou que se ocupasse daquela reveladora conversa telefónica em que os presidentes da Liga e do Benfica combinavam juntos o árbitro a nomear para um jogo da Taça com o Belenenses e em que Viera se saiu com aquela enigmática frase de que teria outras formas de resolver o assunto;

ou aquela inesquecível conversa telefónica em que José Veiga ameaçava Valentim com um beijo como forma de pagar um favor prestado ao seu Estoril de então.

Mas, mesmo com essas lateralidades do Apito convenientemente esquecidas e todas as suspeitas concentradas em quem lhe convém, o presidente do Benfica não está satisfeito e impacienta-se com estas morosidades da investigação, esses obstáculos à verdade desportiva que constituem coisas como a presunção de inocência, o direito do contraditório, o ónus da prova, as garantias de defesa, etc, etc.

E vai daí, resolveu atirar-se ao presidente da Liga (o actual — não o seu antigo sócio e curiosamente o suspeito principal de tudo o que consta do Apito). Não se lembrando, como fez notar Vítor Serpa, que não cabe ao presidente da Liga poder disciplinar nem jurisdicional, Vieira insurgiu-se por nada ainda ter acontecido ao FC Porto — nem na justiça penal, nem, ao menos, na justiça desportiva. Porque, está bem de ver, no espírito de Luís Filipe Vieira de há muito que a acusação está provada, a defesa dispensa-se e a sentença já está determinada. Assim fosse ele a mandar e sozinho, tal e qual como manda no Benfica…

Mas, nessa segunda-feira, 21 de Maio, havia especiais motivos para o mau humor do presidente e para mais uma das suas investidas sobre o Apito, de que lança mão sempre que a hora é de desviar as atenções dos benfiquistas ou ocultar erros próprios.

Na véspera, terminara o campeonato e, mais uma vez, o Benfica não fora além do terceiro lugar: nem título nem entrada directa na Liga dos Campeões. Nem Taça UEFA nem Taça de Portugal ou Supertaça — nada, mais uma época em branco. Como se isso não fosse suficiente, nesse fatídico domingo a equipe de andebol tinha ao seu alcance a possibilidade de conquistar o único título da época em todas as modalidades: a Taça de Portugal. Na final (e logo contra o FC Porto…), estava a ganhar por quatro golos de vantagem a cinco minutos do fim e com o adversário a jogar com menos dois elementos. E não é que conseguiu perder o jogo?

Por isso, ao embarcar segunda-feira rumo ao Canadá, Luís Filipe Vieira levava na bagagem para mostrar aos emigrantes benfiquistas o saldo de uma época desportiva sob a sua gestão: no futebol, no basquetebol, no andebol, no hóquei, no voleibol, nada. Nem um campeonato, nem uma taça, nem um torneio de amigos. O atletismo parece que vai desaparecer e o ressuscitado ciclismo até agora só se fez notar por acrescentar mais um caso de doping ao universo desportivo benfiquista.

É tudo? Não, ainda. Resta, como diz Viera, a superior credibilidade da gestão financeira e económica do Benfica. A entrada em bolsa, justamente, iria provar como os investidores confiavam nessa gestão. Foi o que se viu: as acções entraram e caíram 11% ao fim do primeiro dia, 22% ao fim do segundo, 45% ao fim do terceiro e, a partir daí, a imprensa, misericordiosa, deixou de dar notícias sobre o descalabro.

Ora, sob a gestão de Luís Filipe Vieira e crescentemente, o Sport Lisboa e Benfica é obra de um homem só — ele mesmo. Quem é o n.º 2 do Benfica? E o n.º 3? Ninguém sabe. Quem está autorizado a falar? Ele e só ele. Quem ameaçou e descompôs à cautela os que se atrevessem a disputar-lhe o lugar em eleições? Ele. Quem geriu o dossier Nuno Assis em termos de tal arrogância e prepotência que acabou a prejudicar o jogador e o clube? Ele apenas. Quem dirige o futebol, depois de Veiga se ter auto-suspenso e de Vieira já ter avisado que só o deixará voltar, e como seu capacho, quando e se ele quiser e depois de resolver os seus problemas fiscais? Viera (embora, todos os trimestres anuncie que vai passar a dirigir pessoalmente o futebol, esquecendo-se que é suposto já estar a fazê-lo).

Luís Filipe Viera acha que o cargo faz o homem e que o cargo de presidente do Benfica, por si só, confere ao seu detentor uma aura de importância, credibilidade e infalibilidade incontestáveis. Se lhe falta a razão nas guerras que compra, tem sempre o argumento do maior clube do mundo. Se lhe faltam os resultados que vive a prometer, tem sempre o Apito Dourado como desculpa — no futebol e, pelos vistos, em tudo o resto. Ele acha que lhe basta vestir a farda de presidente do Benfica para que todos se curvem à sua passagem. Acha que basta invocar o nome do Benfica para que o mundo lhe caia aos pés. E não percebe porque não cai: o mundo, os títulos, as acções da bolsa. Daí a sua permanente má disposição, a sua vontade de dar lições ao mundo, a sua incapacidade de reconhecer qualquer mérito alheio ou erro próprio, a insustentável inveja e despeito que passeia por todas as chafaricas do País.

No passado, elogiei a forma como Viera chegou ao Benfica, a sua atitude de humildade e vontade de trabalhar, e não, como quase todos, de buscar protagonismo e acreditação social no futebol. Mas, lá está, toca a todos: parece que o poder cega. Hoje, vejo, sobretudo no presidente do Benfica, alguém de mal com o futebol, com o desporto e com o mundo. Alguém que não consegue ganhar e que não sabe perder.

A verdadeira ditadura americana


O regime do ditador venezuelano conseguiu encerrar o canal privado RCTV, calando assim a única entidade que ainda possuia voz para denunciar o regime fantoche de Hugo Chavez. O Parlamento Europeu lamentou e Hugo Chavez afirmou que "a resolução europeia faz-me chorar, mas por eles (europeus)".
E assim, se transforma uma democracia numa ditadura.
É pena que não haja uma resolução da União Europeia que proíba "tiranos e ditadores" de colocarem os pés em território da União... A começar pelo presidente chinês e a acabar nos gajos do Médio Oriente e Península Árabe.

Os últimos minutos da RCTV
(Via
O Insurgente)

Regresso da Ditadura em Portugal

"Não respondo a folclore." É este o comentário de Margarida Moreira , directora da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), ao afastamento de Fernando Charrua e de mais cinco funcionários do organismo que dirige desde 2005. Entre os dispensados encontra-se António Queirós, professor de inglês, cego de nascença, responsável pelo instalação do sistema informático na DREN.
No caso de António Queirós - "o primeiro professor português a utilizar a informática na sala de aulas" - não foi insulto ou comentário jocoso por si proferido que o empurraram pela porta fora, ao fim de 16 anos de serviço e com a avaliações "muito boas". Quando Margarida Moreira assumiu a directoria, conta, "disseram-me que o meu lugar estava em perigo". Em Maio do ano passado, dois assessores da directora confirmavam isso mesmo: o lugar estava em risco porque António Queirós não cumpria os objectivos.
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"Sócrates, com imensa bondade, assegurou à Pátria a liberdade de expressão e o prof. Cavaco, do lugar etéreo onde subiu, espera que o "mal-entendido" (repito: o "mal-entendido") se esclareça. Não chega. Ninguém se lembraria, como ninguém de facto se lembrou, de acusar (ou de punir) alguém por uma graçola ou um "insulto" a outro primeiro-ministro. O crescente autoritarismo do poder e o extravagante culto da pessoa de Sócrates, que o Governo promove e alimenta, é que pouco a pouco criaram o clima em que se vive e que inspirou o "caso Charrua". Escrevi aqui há meses que bastava ouvir o dr. Augusto Santos Silva (com quem, aliás, Margarida Moreira colaborou) para temer o pior. A história da prepotência e do arbítrio não começou na DREN, não vai acabar na DREN e com certeza que não se limita à DREN."


Vasco Pulido Valente, in Público

Camelices....

Repetido, dizem eles

Jogo com o Leiria devia ter sido repetido!, dizem os dirigentes do Sporten...

E eles têm razão, basta ver as imagens. Pena é que seja o jogo em causa tenha sido o realizado no estádio verde... Porque ninguém consegue compreender que quatro árbitros não tenham visto o que todos viram no estádio e na televisão.


Datas com História: 16 de Maio de 1984


Foi nesta data que o FCPorto se emancipou internacionalmente: a sua primeira final europeia, defrontando a poderosa Juventus de Itália, na final da Taças das Taças. Após um percurso brilhante, batendo equipas de nomeada, Dinamo Zagreb (Jugoslávia), Glasgow Rangers (Escócia), Shakhtyor Donetsk (União Soviética) e na meia final o FC Aberdeen (Escócia) 1-0, chegou a vez de final ser realizada no dia 16 de Maio de 1984, no Estádio St. Jackob, em Basileia (Suíça) e arbitrada pelo Sr. Adolf Prokop (ex-RDA) de tão má memória para as nossas cores.

Nesta sua primeira final, o FC Porto não era favorito, porque do outro lado estava a melhor equipa italiana, recheada de grandes vedetas como Platini e Boniek, e dispondo ainda no seu plantel de vários internacionais italianos que tinham sido campeões no mundial de Espanha, em 1982.

Na ausência do Grande Mestre Pedroto, que nesta altura, dava já sinais preocupantes de uma saúde demasiado fragilizada, motivo pelo qual não se deslocou a Basileia, foi António Morais quem «comandou os dragões» contra os «bambinos italianos».

Os onzes foram escalonados pelos técnicos António Morais, pelo FC Porto, e Giovanni Trappatoni, pela Juventus, da seguinte forma:

F.C. PORTO - Zé Beto; João Pinto, Eduardo Luís (Costa), Lima Pereira e Eurico; Jaime Magalhães (Walsh), Frasco, Pacheco, Sousa; Gomes e Vermelhinho.
Treinador: António Morais / José Maria Pedroto.

JUVENTUS - Tacconi; Gentile, Brio, Scirea, Cabrini; Tardelli, Bonini, Vignola (Caricola), Platini; Rossi e Boniek.
Treinador: Giovanni Trappatoni.

Após um começo nervoso, que culminou com um golo fortuito dos italianos apontado por Vignola logo aos 12 min, o FC Porto equilibrou os acontecimentos e chegou com alguma naturalidade ao empate, com um golo de raiva de António Sousa, estavam decorridos apenas 29 min da primeira parte. No entanto, e ainda antes do intervalo, aos 41 min, Boniek desempataria para a Juventus, em jogada precedida de falta… que mais tarde, e já na saída para o túnel de acesso aos balneários no final do jogo, o «famoso loco» Zé Beto, tratou de vingar e logo com juros, na altura, com a bandeirinha dos chamados 'leininhas'.

Durante o resto do encontro, o FC Porto chegou em muitos momentos a vulgarizar a Juventus, tentando a todo o custo furar a muralha defensiva da Juve, mas a defesa italiana, repleta de campeões do Mundo de 1982 era liderada pelo malogrado Scirea, que viria a falecer num acidente de viação, anos depois, não permitiu mais nenhumas veleidades ao nosso sector atacante.

É verdade que dessa vez, não deu para vencer, no entanto, a partir daquele momento, a Europa do futebol passava a fixar o nome de um novo grande do futebol Europeu: o FC Porto.

Em jeito de recordação, deixo-vos aqui em vídeo os golos desse jogo.

1-0 Vignola (Juventus) 12 min


1-1 Sousa (FC Porto) 29 min


2-1 Boniek (Juventus) 41 min


(Via Bibo-Porto-Carago)

Transparência ou corrupção

"Ao benfica não marco!!!"
Era mais ou menos assim que Eusébio, já em final de carreira, na década de 70, expressava todo o seu amor pelo Benfica.
Jogava no Beira-Mar e, segundo as suas palavras na recente entrevista a Judite de Sousa, "recusei-me a marcar livres ou penalties contra o Benfica porque sabia que ia ser golo". Eu acho enternecedora esta prova de amor a um clube. Que existe de mais lindo do que a recusa de se marcar um penalti ou um livrezito contra o seu clube de coração? Que hino ao amor clubístico! Que hino à transparência! Eu disse "transparência"?

A etiologia do cancro


As descobertas na área da medicina têm sido verdadeiramente impressionantes. No entanto, as expectativas ao redor de certas doenças, caso do cancro, não tiveram o mesmo sucesso relativamente a outras. Apesar de conquistas notáveis na área da oncologia estamos longe de atingir o patamar atingido em muitas outras situações.
Ultimamente foi noticiado que “em muito pouco tempo” a “solução” do “cancro” será alcançada. Deus queira! Embora tenha algumas dúvidas.
A etiologia do cancro é complexa e multifactorial. Os denominados factores de risco podem explicar muito, mas há outro tanto que não se consegue explicar.
Dentro deste grupo, o cancro da mama constitui um dos principais, atingindo muitas mulheres. Muitas são as causas apontadas: factores genéticos, idade, álcool, tipo de alimentação, poluição, disruptores endócrinos, não ter filhos ou tê-los tardiamente, não amamentar e tratamentos hormonais, entre outros.
Para reduzir a incidência é preciso conhecer todos estes aspectos. Para reduzir a mortalidade é preciso diagnosticar o mais rapidamente possível e efectuar a terapêutica mais adequada.
Os tratamentos hormonais estão sob suspeita desde há muitos anos. Agora, provou-se que é uma realidade a associação entre este tipo de tratamento e uma maior incidência do cancro. Tal facto leva-nos a meditar sobre as consequências e vantagens de certas terapêuticas. Mesmo que os riscos sejam pequenos, atendendo ao elevado número de mulheres “medicadas”, o número final atinge expressão particularmente grave. O estudo recentemente publicado veio confirmar a associação. Sendo assim, terá de haver muitos cuidados com as novas terapêuticas, não obstante toda a investigação subjacente à sua introdução.
Nos últimos anos observou-se, nos E.U.A., uma redução da incidência e da mortalidade por cancro da mama e, também, da terapêutica hormonal, factos muito positivos e animadores.
Sabemos a facilidade com que se criam mitos ao redor de certas doenças. E o cancro da mama também não foge à regra. Em 1995 foi publicado o livro “Dressed to Kill”. De acordo com os autores, o uso regular do soutien constituiria um risco acrescido. E chegaram a propor o seguinte mecanismo: “a drenagem linfática ficaria comprometida pela compressão, fazendo com que as toxinas ficassem retidas no tecido mamário”. É óbvio que esta justificação não foi aceite pela comunidade científica. De qualquer modo, esta “explicação” urbana traduz uma certa frustação (ou quem sabe se não mesmo intenção) face ao não adequado conhecimento das causas da doença, permitindo que as pessoas não pensem muito sobre contraceptivos ou terapêuticas hormonais de substituição, mas mais em pesticidas, desodorizantes e soutiens...
É lamentável a propagação de uma apresentação em PowerPoint, utilizando figuras de belas mulheres “denunciando” o uso do soutien como factor de risco de cancro da mama, fazendo esquecer outras, essas sim, verdadeiras e preocupantes.

Datas com História: 17 de Maio de 1383

Casamento da herdeira Beatriz de Portugal com o rei João I de Castela
D. Fernando estava envolvido em várias guerras com Castela, por se julgar com direito ao trono. No entanto, após algumas tentativas (1369 e 1381), assina em 1383 em Salvaterra de Magos um tratado de paz, que implicava o casamento de D. João I de Castela, com a sua única filha D. Beatriz. Neste tratado constavam ainda determinadas disposições respeitantes ao sucessor do trono de Portugal, para que a independência não fosse posta em causa. A crise deflagrou nesse mesmo ano com a morte de D. Fernando. O tratado de casamento previa que, enquanto D. Beatriz não tivesse um filho varão maior de 14 anos, a regência seria exercida pela rainha viúva, D. Leonor Teles. Aliados a esta situação surgiram outros problemas como a grave crise agrícola causada pelas más condições atmosféricas que deixava senhores e camponeses descontentes, a guerra e a peste.

A rainha viúva tinha como conselheiro e amante o
Conde Andeiro, situação que causou grande agitação entre os populares. Para impedir a perda de independência que se adivinhava, Álvaro Pais planeia uma conspiração para matar o Conde Andeiro e para tal pede a participação do Mestre de Aviz. Após a morte do conde, D. Leonor Teles foi obrigada a sair da cidade e pede ajuda aos reis de Castela. Temendo a invasão, o povo de Lisboa reconhece o Mestre como Regedor e Defensor do Reino e a burguesia apoia-o financeiramente de modo a suportar as despesas de guerra. Esta situação divide o país: de um lado o povo, a burguesia, uma parte da nobreza e do clero apoiam o Mestre de Avis pois temiam a perda de independência; do outro, grande parte da nobreza e do clero que receando perder os privilégios não aceitavam o Mestre de Avis por ser filho ilegítimo de D. Pedro I.

Perante esta situação, a reacção do rei de Castela, que queria fazer valer os seus direitos não se fez esperar, ao decidir invadir Portugal e ocupando a cidade de Santarém. No Alentejo, a 6 de Abril de 1384,
D. Nuno Álvares Pereira, venceu os castelhanos, utilizando a famosa táctica do quadrado, naquela que ficou conhecida como a Batalha dos Atoleiros. O rei castelhano avançou e cercou a cidade de Lisboa, em 29 de Maio de 1384. No entanto, o povo não se rendeu e o cerco foi levantado, em 3 de Setembro do mesmo ano, quando D. Beatriz contraiu a peste que já atingia também os soldados. Após o regresso, D. João de Castela preparou um poderosíssimo exército para uma nova investida.

Perante esta situação, as cortes reuniram-se em Coimbra, onde se distinguiu o Doutor João das Regras, conhecido legista que provou, através dos seus discursos, que de todos os
candidatos ao trono, eram por igual filhos ilegítimos. Assim sendo, competia aos representantes nacionais a escolha do rei, o qual devia ser o Mestre de Avis, pelas notáveis qualidades que tinha revelado. Este foi aclamado D. João I, Rei de Portugal. Ao tomar conhecimento desta decisão, o rei de Castela invadiu de novo Portugal. A 14 de Agosto de 1385, as tropas portuguesas novamente lideradas por D. Nuno Álvares Pereira, derrotam os castelhanos na batalha de Aljubarrota.
Finalmente, para garantir a independência e reforçar o poder de D. João I, os apoiantes do Mestre foram recompensados, ganhando a burguesia grande influência na vida política. A nobreza que apoiou D. Beatriz foi obrigada a fugir para Castela. Finalmente, assina-se um tratado de amizade com a Inglaterra onde os dois países prometiam ajudar-se mutuamente. Este acordo foi reforçado com o casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre. Para concluir, será importante assinalar a paz com Castela que foi conseguida em 1411.

Ao cuidado da "diligente" sra Morgado

Esquerda.net: Negócio com o SLB: OITO MILHÕES DE EUROS NÃO AUTORIZADOS PELOS ÓRGÃOS CAMARÁRIOS

Esquerda.net: EPUL - comissões: TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS?

JN: IGF detecta irregulares em negócio entre Benfica e EPUL

SOL: Finanças denunciam negócio entre EPUL e Benfica

Portugal Diário: EPUL: «Irregularidades» em negócios

Portugal Diário: EPUL deu milhões ao Benfica

Expresso: EPUL pagou oito milhões de euros ao Benfica

CM: Sá Fernandes acusa EPUL de pagamento indevido

Proibido entrar!

"Do not enter", um pequeno (é apenas um excerto) mas fascinante ensaio fotográfico sobre locais de acesso restrito nos EUA.
Taryn Simon is of a younger generation (she is 31), and what she is after, in a remarkable new body of work she calls “An American Index of the Hidden and Unfamiliar,” is something altogether different: a sense of what we won’t allow one another to see. In the realms of government, science, security and nature, among others, Simon has gained access where few others have. Yet the resulting photographs carry no sense of struggle or shadowy danger. (NY Times)

O terror na "tela"

Uma antologia das piores cenas do cinema em várias categorias.

Conversas literárias

- Leu o Memorial do Convento?
- Não. Sou agnóstico.

Concerto

Silêncio que o Tom vai começar!


Aprender, aprender sempre!

Rótulos



Clique na imagem e divirta-se!!!

Jamor, por Jorge Maia

Não foi preciso muito. Bastou o FC Porto não se apurar para uma final da Taça e, de repente, o Estádio do Jamor deixou de ter condições para servir de palco a um jogo daquela dimensão. Envelheceu de repente, como uma espécie de Dorian Gray a quem apunhalam o retrato pelas costas. De um momento para o outro, como num passe de magia, a tradição, a história e até a histeria deixaram de ter significado e o Jamor passou de prazo. De um momento para o outro, as históricas críticas do presidente do FC Porto à realização da final da Taça de Portugal no "estádio de Oeiras" deixaram de ser catalogadas como simples ataques de azia regionalista. Agora, está toda a gente de acordo, Federação Portuguesa de Futebol e o seu presidente, Gilberto Madail, incluídos: o Jamor está obsoleto. Em boa verdade, o Estádio Nacional está obsoleto há pelo menos duas décadas mas, pelos vistos, só Pinto da Costa é que tinha reparado. Se calhar, com os ataques de cegueira histérica que são comuns no nosso país, estas coisas conseguem perceber-se melhor à distância. E que momentoso acontecimento teve lugar para convencer o meio mundo que faltava da inexistência de condições para realizar a final da Taça no Jamor? Terá morrido alguém? Não, não pode ser isso. Porque já morreu alguém, há mais de dez anos, e bastou "reforçar a segurança" para que as razões sentimentais e tradição continuassem a ditar leis. Depois, havia o simbolismo mítico do próprio estádio, um marco da arquitectura fascista que tanto agradava ao antigo regime. Ora, num país que elege um ditador como melhor português de sempre, é evidente que muita gente tem saudades do antigo regime e é apenas natural que se agarre aos seus símbolos. O que justifica, então, esta revolucionária mudança de mentalidades? Pois bem, não há bilhetes que cheguem para duas equipas de Lisboa satisfazerem a curiosidade dos respectivos adeptos em relação à final da Taça de Portugal. Está mal. E se está mal, muda-se. Mas só porque são dois clubes de Lisboa a queixar-se, não vá alguém pensar que afinal Pinto da Costa tinha razão este tempo todo. Como dizia Vinicius, o Jamor é eterno enquanto dura.

Lojas que já são memórias



Manuel Vitorino, Malacó, no JN
Ouviram-se notas de dó e nostalgia, ontem, no decorrer do leilão da Tito & Cunha, Lda, Porto, uma das mais prestigadas casas do comércio tradicional de enxovais para noivas, casamentos e baptizados. "Foi muito triste assistir ao fim deste império", contou, ao JN, Odete Santos, antiga trabalhadora da empresa. Tristezas à parte, a licitação dos seis lotes cifrou-se em 110 mil euros e o valor global da hasta pública não foi além dos 150 mil euros.

A loja da Praça Carlos Alberto, reabriu, ontem, como fechou, às 19 horas, do dia 12 de Abril. Nas vitrinas, expositores e manequins, lá estavam os vestidos de noiva, fatos de comunhão e de baptizado, camisas, adereços, um mundo de sonhos feitos em tecidos finos. "Tínhamos encomendas de todo o lado. Por estas paredes passaram gerações de portuenses e ao longo dos anos, ajudámos a vestir famílias inteiras, milhares de noivos e bebés. Foi uma grande casa comercial. Vim para aqui com 15 anos e trabalhei durante 37 anos. Este mundo fazia parte da minha família", continuou Odete Santos.

Agora, neste estabelecimento feito de memórias, já não há tempo a perder e outras contas são feitas. São 15 horas e o leiloeiro da empresa só está atento aos números e aos lances (tímidos) dos interessados na arrematação das diferentes lojas comercias (na Praça de Carlos Alberto e Rua da Galeria de Paris) mais o recheio, composto por dezenas de máquinas, malhas, tecidos, conjuntos de vestidos para cerimónias, chapéus de noiva, lingerie, roupas de senhora e de criança.

Ao fim de meia hora, todo o império sonhado e construído ao longo de quase meio século (a empresa nasceu em Abril de 1960) pelo empresário Tito Cunha tinha mudado de mãos e os seis lotes da praça arrematados por 150 mil euros.

No final do leilão, a directora de marketing da empresa Leilosoc, encarregada de levar à praça os bens contantes no processo de insolvência da empresa, mostrou-se optimista quanto ao volume dos negócios "As vendas ultrapassaram as expectativas. Não podemos esquecer que existem mais lojas comerciais na zona. O leilão correu bem", considerou.

Cidade sem pessoas

Numa cidade cheia de obras, deserta e sem pessoas, o comércio tradicional já conheceu melhores dias. Muitas casas fecharam por falta de clientela, outras adaptaram-se ao mercado e tentam resistir aos tempos e às modas. Agora, no estabelecimento da Fábrica e Armazéns das Carmelitas (da firma Fernandes, Mattos & Companhia), na Rua das Carmelitas, em vez de tecidos, fazendas e colchas, vendem-se bordados, decorações, têxteis para o lar. "Tivémos de adaptar os produtos à clientela", diz José Correia, empregado da empresa fundada em 1886.

Na Praça de Gomes Teixeira, em frente à Reitoria da Universidade do Porto, os centenários Armazéns Cunha já tiveram tempos de glória. Com o aparecimento das grandes superfícies comerciais perdeu clientes e negócios "Vamos resistindo. As sucessivas obras na zona desde 2001 e a falta de apoio ao comércio tradicional preocupam-nos. Os comerciantes estão fartos de tantas obras", considerou João Bravo, filho do proprietário.

Má sorte tiveram as Galerias BomBom, armazém de tecidos da firma António M. Rua, situada na Rua dos Clérigos. Fechou portas em Janeiro deste ano, mas muitos clientes ainda lá vão ao engano "Ainda cá vem gente na mira de compras. Foi uma casa de referência, mas teve o destino de tantas outras. Fechou sem glória", disse a encarregada da loja Sapatália que, desde há meses, ocupa parte das antigas instalações.

No centro da Baixa, outras casas com memórias degradam-se a olhos vistos a Casa Forte, na Rua de Sá da Bandeira e a Casa Lã Maria, na Rua de Fernandes Tomás, são alguns exemplos. Esperam há vários anos a sua demolição para outros usos na cidade. Sem gente dentro.

Bombos da festa

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Todos os ministros de Estado iniciais abandonaram Sócrates. O protagonismo está entregue aos bombos da festa: Mário Lino, Manuel Pinho e Isabel Pires de Lima. O caso do diploma transformou o primeiro-ministro em assunto de anedota. O PS não teve, desde que chegou ao poder, uma única vitória eleitoral. O desemprego atinge cada mês que passa novos recordes. Cresce o consenso nacional contra a principal obra do regime.

Parafraseando o ministro da Ota, não é exagero afirmar que este governo está com mau aspecto, não tem um braço, não tem uma perna e só lhe falta mesmo o cancro nos pulmões.

Argumentos idiotas de um idiota

"Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o norte do sul do país"

Almeida Santos

Obs.: alguém pode informar este senhor que não existe apenas a Ponta de Vila Franca a ligar as duas margens do Tejo; e já agora que já não se usa dinamite...

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As declarações de Mário Lino e a "natural" reacção de um tuareg da Margem Sul

.. e o DESERTO aqui tão perto

Almada

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Barreiro
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Seixal

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Setúbal
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Islão


Excerto do livro INFIDEL, de Hirsi Ali:
"Ao declararmos o nosso Profeta como infalível e ao não permitir que o questionemos, nós, Muçulmanos construímos uma tirania estática. O Profeta Maomé, tentou legislar todos os aspectos da vida. Ao aderirmos às suas regras do que é permitido e do que é proibido, nós Muçulmanos suprimos a liberdade de pensar por nós próprios e de agir como queremos. Bloqueamos a perspectiva moral de biliões de pessoas na mentalidade do deserto árabe do séc. VII. Não éramos apenas servos de Allah, nós éramos escravos."

Um portal que reune cerca de 200 rádios locais

Agora pode aceder às emissões da grande maioria das rádios portuguesas na Internet. Para tal, basta entrar no portal Rádios.PT. , onde estão agrupadas 192 rádios regionais portuguesas, de todos os distritos do continente e das regiões autónomas.

Momento Musical

Riders on the Storm

O flagelo de Hermínio

APITO DOURADO
É óbvio que a Liga e a Federação devem esperar que os tribunais decidam antes de decidirem elas, porque o que não for provado em julgamento também não o poderá ser nas comissões disciplinares e vice-versa. Luís Filipe Vieira conhece essa parte tão bem como o número de títulos que tem perdido em todas as modalidades.

FC Porto é o clube europeu com mais títulos no século XXI

Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia que não encontra rival à altura nos 25 países mais cotados da UEFA
HUGO SOUSA/TOMAZ ANDRADE

Os ângulos podem até variar, mas vai tudo dar ao mesmo: não há nos 25 países mais cotados do ranking da UEFA clube que, no século XXI, tenha festejado tanto como o FC Porto. Mesmo circunscrevendo as contas apenas às competições internas, os quatro campeonatos, o último dos quais ainda fresquinho, três taças de Portugal e quatro supertaças ilustram um domínio que, em número, não encontra rival à altura por essa Europa fora. Até sábado, pelo menos. É nesse dia que o Celtic, o único a conseguir fazer sombra, joga a final da Taça da Escócia. Se ganhar, chegará também aos onze títulos e partilhará o primeiro lugar deste pódio improvisado das competições internas. Daqui resulta, provavelmente, um inesperado e exótico apoio portista ao Dunfermline, o adversário que tentará encravar o Celtic nos dez títulos.
A restante concorrência do FC Porto, que varre destinos tão diferentes como Eslováquia, Israel, Hungria ou Polónia - só para citar alguns dos mais inexpressivos a nível futebolístico e, por isso, candidatos fortes à concentração de vitórias num candidato -, está distante. Em todo o caso, é indispensável fazer uma advertência: o número de competições nos 25 países considerados não é uniforme. Portugal tem três, às quais se juntará a Taça da Liga na próxima temporada, mas há desequilíbrios nessa matéria. Admita-se essa dificuldade, que se contorna facilmente. Espreita-se, por exemplo, os que estão em igualdade de circunstâncias e encontra-se um ângulo mais consensual que, claro, não altera nada. Experimenta-se o confronto com países que têm mais do que três competições oficiais no período considerado - Inglaterra e Polónia, este último de forma irregular, têm quatro - e volta-se ao aviso do princípio: vai tudo dar ao mesmo. O FC Porto continua a dominar as contas, a uma distância bem simpática. É possível que, chegados aqui, alguns torçam o nariz de forma desconfiada e encontrem nessa evidência um sinal de fraqueza das provas portuguesas. Legítimo, mas considerando que na Alemanha ou em França, tidos como exemplos competitivos, há hegemonias muito próximas. Com uma diferença apenas - ficam aquém da dos portistas.
Mas há mais. Se às competições internas juntarmos as conquistas internacionais, o domínio do FC Porto dispara para os 14 títulos só no século XXI. O Bayern de Munique, com dez, é o que está mais próximo. O Liverpool, que joga hoje a final da Liga dos Campeões, chegará aos onze na melhor das hipóteses.

Piadinha

Medicina no Interior
Um velho doutor que sempre trabalhara no meio rural, achou que tinha chegado a hora de se reformar depois de ter exercidomais de 50 anos! Encontrou um jovem médico para o lugar dele, e sugeriu ao novo diplomado que o acompanhasse nas visitas ao domicílio, para que as pessoas se habituassem a ele.Na primeira casa uma mulher queixou-se que lhe doía muito o estômago.O velho doutor respondeu-lhe:- Sabe, a causa provável, é ter abusado das frutas frescas... Porque não reduz a quantidade que consome?

Quando eles saíram da casa o jovem disse:- O senhor nem examinou aquela mulher... Como conseguiu chegar ao diagnóstico assim tão rápido ?- Oh, nem valia a pena examiná-la... Você notou que eu deixei cair o estetoscópio no chão? Quando me baixei para apanhá-lo, notei que havia meia dúzia de cascas de bananas no balde do lixo. É provável que fosse isso que lhe deu as dores.- Humm ! Que esperteza ! Vou tentar empregar essa técnica na próxima visita.

Na casa seguinte, eles passam vários minutos a falar com uma mulher ainda jovem. Ela queixava-se de uma grande fadiga:- Eu sinto-me completamente vazia...O jovem doutor disse-lhe então:- Provavelmente deu muito de si mesma para a Igreja... Se reduzir essa actividade, talvez consiga recuperar um pouco de energia.

Assim que deixaram aquela casa, o velho doutor disse para o novo :- O seu diagnóstico surpreendeu-me. Como é que chegou à conclusão que aquela mulher se dava de corpo e alma aos trabalhos religiosos ?- Eu apliquei a mesma técnica que o senhor me indicou: deixei cair o meu estetoscópio e quando me baixei para o apanhar, vi que o padre estava debaixo da cama...!!

Convites para o cinema

Uma boa notícia para os cinéfilos: quem pretender assistir à antestreia do filme "Los Abandonados", do espanhol Nacho Cerdá, a ocorrer nos cinemas Lusomundo do Norteshopping, Colombo e no "oásis" do Almada Fórum, na próxima terça-feira, dia 29 de Maio, às 21.30h, fiquem a saber que o Fantasporto e a Lusomundo oferecem convites duplos. Dê um salto até ao sítio do festival.

Divórcio unilateral


E não é unilateral o pedido de divórcio?! Mesmo no divórcio de comum acordo, o pedido é sempre unilateral. Um dos dois é que toma a iniciativa de dizer ao parceiro que não quer mais, logo é um acto unilateral. Sempre. Não conheço outra forma. Indicar o motivo?! Nem sempre é necessário e a sê-lo, nalguns casos está previsto que seja, se calhar o que está errado é esta capacidade que o Direito tem de permitir o lavar de roupa suja...

Contudo, o casamento é um acto contratual entre dois adultos supostamente conscientes do que estão a fazer e, como tal, deve ser desfeito pelas duas partes da mesma forma supostamente adulta e consciente. Não fosse a confusão entre o sacramento e o contrato, isto é, entre o casamento religioso e o casamento civil, e muita gente não dramatizaria a questão. Aparte os aspectos psicológicos e afectivos que a ruptura pode levantar - que quase sempre são o reflexo do despeito pela ideia de rejeição... -, o casamento é isso mesmo: um contrato de prestação de cuidados entre dois adultos por um prazo indeterminado. Por isso é que existe a possibilidade de divórcio. Se ao contrato vão os dois, ao desfazer do dito deverão estar os mesmos dois. Trigo limpo, farinha amparo.

Sahara, disse ele


Um ministro diferente dos outros. Um ministro que está autorizado a brincar com títulos de engenheiro e inscrições na Ordem, bem como a cometer gaffes de qualquer ordem. Lino, Mário Lino. Está de pedra e cal e não vai borda fora...
Ministro das Obras Públicas: margem Sul é “um deserto” e não serve para o aeroporto
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou ontem, no final de um almoço promovido pela Ordem dos Economistas sobre a Ota, que “a Margem Sul é um deserto” e por isso seria uma “obra faraónica” fazer aí o futuro aeroporto de Lisboa.
Antes um aeroporto em pântanos com patos!

Dinamite, disse ele(*)

(*) vocês sabem de quem eu falo...

Piadinha Privada

À conta de uma piada dita em privado, sobre Sócrates, um professor foi suspenso. Aguardo impacientemente a suspensão do ministro Mário Lino.

Acabar bem o dia

Disseram-lhe que o Sporten ia ser campeão !!!


Vampiro

e não tem problemas em usar os caninos, aposto.

Uma lição ao mundo

É apenas uma criança de 13 anos, mas isso não a impediu de dar aos representantes de nações de todo o mundo uma lição e um enorme puxão de orelhas.
Ouçam com atenção e preparem-se para ficar emocionados.



Comentários?

A verdadeira candidata por Lisboa: Linda Reis chegou a tua vez


Que ricas prendas os mouros da capital têm para a sua Câmara...
Um é monhé. Outro é rebenta sobreiros. Depois há um que foi da Judite e que ninguém sabe quem é. Pelo meio há uma que nunca veste saias. Sem falar no organizador da maior concentração de piolhos e pulgas que se faz por cá e que dá pelo nome de Festa do Avante e do tipo do túnel que prejudicou a autarquia em milhões de euros só pelos caprichos de ser do contra.
Para a coisa ficar completa só faltam as candidaturas da Linda Reis, do Cláudio Ramos e da Taróloga Maya. Isto está esplêndido. Felizmente cá pelo Porto só temos o palhaço do Rio...

Missing ... a Yorkie



Segundo a Scotland Yard, "um homem de 44 anos foi detido por obstrução à acção da polícia": agentes da Scotland Yard e dos Serviços de Saúde e Bem-Estar animal deslocaram-se a casa do treinador do Chelsea, ao final da tarde de ontem, para buscar o seu cão, um Yorkshire terrier, por alegadamente José Mourinho ter saído da Inglaterra e regressado sem que o animal tivesse as vacinas necessárias, noticia o canal de televisão Sky News. Um porta-voz da polícia britânica disse à Sky que o cão tinha que ser colocado em quarentena, o gerou uma discussão com os donos, tendo o Contra Capa conseguido saber através de testemunhas que pediram o anonimato por medo de represálias, que Mourinho terá mesmo ameaçado morder os polícias...no meio do tumulto, o pior aconteceu: o cão está desaparecido desde ontem à noite.
O Ministro dos negócios estrangeiros já declarou que o governo português considera a hipótese de enviar para Inglaterra vários agentes da PJ para ajudar nas investigações. O Embaixador português visitou o local em apoio à família e já providenciou a divulgação de fotografias do baby pelos meios de comunicação de todo o Mundo....aguarda-se a todo o momento uma conferência de imprensa da Scotland Yard sobre a evolução dos acontecimentos.
Please, if you have any information....
HAVE you seen Jose’s dog? Call our newsdesk on 020 7782 4101, text 63000 or e-mail exclusive@the-sun.co.uk
The Sun
.
informação de última hora:
JMC said...
Segundo fontes muito bem informadas, que tenho em Londres, o caso não se passou como vem publicado na imprensa, mas do seguinte modo:O cão foi preso, mas saíu algumas horas depois sob fiança e com termo de identidade e residencia, já Mourinho (special One), ficou de quarentena, sendo de imediato vacinado contra a raiva.

Datas com História: 12 de Maio de 1820




Florence Nightingale
(1820-1910)

Florence Nightingale é considerada a fundadora da enfermagem moderna. O mito da enfermeira como anjo da guarda à cabeceira do doente, protagonizada por Florence , será tipicamente uma construção social do romantismo inglês, em plena época vitoriana. Esta inglesa da upper class (classe alta) ficará conhecida então como "The Lady with the Lamp" e "The Angel of the Crimea" (Woodham-Smith, 1951).
Recordemos, entretanto, alguns dos problemas que então se punham à enfermagem hospitalar na Grã-Bretanha até meados do Século XIX, dominada pelas matrons e pelas nurses, as irmãs de caridade:
Trabalho esporádico, desqualificado, socialmente desvalorizado e mal remunerado;
Grosseira aplicação dos cuidados médicos;
Ausência de especificidade de funções e de autonomia técnica;
Condições de trabalho altamente penosas nos hospitais e nas worhouses;
Conduta pessoal reprovável (alcoolismo, roubo, desleixo, promiscuidade, etc.), tipificado na célebre personagem de Charles Dickens (1812-1870), Mrs. Sairey Gamp, no seu romance Martin Chuzzlewit, 1844);
Dificuldades de recrutamento de pessoal;
Ausência de estruturas de formação, etc.
Além de tecnicamente desqualificadas, as matrons e as nurses tinham muitas vezes um comportamento moralmente reprovável. Os livros de registo da maior parte dos hospitais ingleses da época dão-nos conta da impressionante frequência de casos de enfermeiras que eram admoestadas ou demitidas por alcoolismo, insolência, falta de disciplina, absentismo, roubo ou extorsão praticada na pessoa dos doentes.
Nightingale atacou estes problemas criando um sistema baseado na formação, no treino, na dedicação, na disciplina de ferro e na forte estratificação hierárquica, segundo um modelo misto, conventual e militar .Voltando às origens...
Florence Nightingale é mais lembrada por seu trabalho como enfermeira, porém, é pouco conhecido a respeito desta mulher notável a paixão pela matemática, especialmente estatística, e como esta paixão desempenhou um papel importantíssimo no seu trabalho.
Nasceu em Florença, Itália, de família abastada. Aos cinco anos, o pai comprou uma casa em Hampshire onde passavam os Verões.
A educação inicial das meninas ficou a cargo de professoras particulares, mais tarde a tarefa foi feita pelo pai que foi educado em Cambridge. Em 1840, Nightingale implorou aos pais que a deixassem estudar matemática ao invés de: fazer tricô ou dançar quadrilha.
Embora o pai gostasse de matemática e tivesse passado este gosto para a filha, solicitou que estudasse assuntos mais apropriados para uma mulher. Após muitas discussões emocionais, os pais de Florence finalmente concordaram e permitiram que ela fosse tutorada em matemática.
Uma das pessoas que mais a influenciou foi o cientista Belga
Quetelet. Ele aplicou métodos estatísticos a dados de vários campos, incluindo estatísticas morais e ciências sociais.
Florence desenvolveu um interesse por assuntos sociais, mas em 1845 a família estava firmemente contra a sugestão dela, de ganhar experiência num hospital. Até então as únicas tarefas de enfermagem que ela tinha feito era cuidar de amigos e parentes doentes. Durante esta época a enfermagem não era tido como uma profissão apropriada para uma moça bem educada. As enfermeiras desta época além de não ter treino tinham a reputação de serem ordinárias, ignorantes e dadas a promiscuidade e bebedeiras.
Foi enquanto fazia uma viagem pela Europa e Egito, em 1849, que surgiu a oportunidade de estudar os diferentes sistemas hospitalares. No inicio dos anos 1850 iniciou um "estágio" como enfermeira do Instituto São Vicente de Paula em Alexandria, Egito, que era um hospital da igreja Católica Romana. Em julho de 1850 visitou os hospital Pastor Theodor Flidner em Kaiserwerth, perto de Dussledorf. Voltou a Kaiserwerth, em 1851, para fazer um estágio de três meses no Instituto para Diaconesas Protestantes e da Alemanha seguiu para o hospital St. Germain, próximo de Paris, que era dirigido pelas Irmãs da Piedade. Ao retornar a Londres, em 1853, aceitou o cargo, sem pagamento, de Superintendente no "Estabelecimentos para Senhoras Enfermas".
Em março de 1854 após o início da guerra da Criméia, o The Times criticou as instalações hospitalares britânicas.
Em resposta as estas críticas, o amigo Sidney Herbert, Secretário Britânico para a Guerra, solicitou, por carta, que Florence se tornasse uma enfermeira administradora para supervisionar a introdução de enfermeiras nos hospitais militares. O seu título oficial era "Superintendente do estabelecimento de mulheres enfermeiras dos hospitais gerais ingleses na Turquia". Florence chegou a Scutari, um subúrbio asiático de Constantinopla (hoje Istambul), com 38 enfermeiras em 04 de novembro de 1854.
Quando chegou a Scutari (Novembro de 1854), à frente de um pequeno exército de 38 enfermeiras, voluntárias, umas leigas e outras religiosas (católicas e anglicanas), teve que enfrentar toda a série de dificuldades: (i) a falta de recursos, (ii) a ausência das mais elementares condições de higiene, (iii) a hostilidade dos médicos e demais oficiais militares, (iv) os preconceitos do sexo masculino, (v) o crescente número de feridos e doentes vindos da frente de batalha, (vi) a indisciplina e a falta de preparação das suas nurses, etc.
É então que a culta e mística Florence vai revelar-se uma mulher com grande capacidade de trabalho, de determinação, de gestão e de liderança. É desta experiência brutal, no estrangeiro, numa cultura hostil como a castrense e, ainda por cima, no teatro de guerra, que Florence retira o conhecimento prático que lhe vai permitir criar as bases para a reforma hospitalar da segunda metade do Século XIX (incluindo a reorganização dos serviços de enfermagem).
O fato de ser mulher significava que tinha que lutar com as autoridades militares a cada passo para levar a cabo o propósito de reformar o sistema hospitalar. Com condições como soldados deitados no chão bruto, rodeados por insetos e ratos e operações efetuadas em condições anti-higiénicas, não foi surpresa que quando ela chegou a Scutari, doenças como cólera, tifo fossem comuns nos hospitais. Isto significava que soldados feridos tinham sete vezes mais hipóteses de morrer de uma doença hospitalar do que no campo de batalha. Enquanto esteve na Turquia ela reuniu dados e organizou um sistema de manutenção de registros que utilizou como uma ferramenta para melhorar as condições dos hospitais civis e militares. O seu conhecimento matemático foi fundamental para se valer das informações recolhidas e para o cálculo das taxas de mortalidade nos hospitais. Estes cálculos mostravam que uma melhoria nas condições sanitárias resultaria num decréscimo no número de mortes. Já em fevereiro de 1855 as taxas de mortalidade caíram de 60% pra 42,7%, e posteriormente, através do fornecimento de água fresca bem como da utilização de fundos próprios para comprar frutas, vegetais e equipamentos hospitalares, a taxa de mortalidade na primavera caiu para 2,2%.
Nightingale utilizou os dados estatísticos para criar o diagrama de área polar ou "coxcombs" (cristas) como ela o chamava. Eles eram utilizados para representar graficamente as taxas de mortalidade durante a guerra da Criméia (1854-56).
Não conhecia o conceito de contato por microorganismos, uma vez que estes ainda não tinham sido descoberto, porém já acreditava em um meticuloso cuidado quanto à limpeza do ambiente e pessoal, ar fresco e boa iluminação,calor adequado, boa nutrição e repouso, com manutenção do vigor do paciente para a cura.
A área de cada fatia colorida, medida do centro como um ponto comum, está na proporção da estatística que ela representa. A fatia azul externa representa as mortes: ... por doenças contagiosas (mitigáveis) tais como a cólera e o tifo. A parte vermelha central mostra as mortes por ferimentos. As partes pretas interiores representam mortes por outras causas. As mortes nos hospitais de campo britânicos atingiram o pico em janeiro de 1855, quando 2761 soldados morreram de doenças contagiosas, 83 de ferimentos e 324 de outras causas perfazendo um total de 3168.
Utilizando esta informação, Florence calculou uma taxa de mortalidade concluindo que Se esta taxa continuasse e as tropas não fossem repostas frequentemente, então apenas as doenças matariam todo o exército britânico na Criméia.
No retorno a Londres, em Agosto de 1856, quatro meses após a assinatura do tratado de paz, Florence descobriu que os soldados durante os tempos de paz, com idades variando de 20 a 35 anos, tinham uma taxa de mortalidade que era o dobro da dos civis. Utilizando, estas estatísticas, ela mostrou a necessidade de uma reforma nas condições sanitárias de todos os hospitais militares. Com a divulgação do caso, ela captou a atenção da rainha Vitória e do príncipe Albert bem como do primeiro ministro, Lorde Palmerston. O seu desejo, por uma investigação formal, foi atendido em maio de 1857 e levou ao estabelecimento da Comissão Real Sobre a Saúde nas Forças Armadas. Sem chamar a atenção pública ela voltou a atenção para as forças militares estacionas na Índia. Em 1858, pelas suas contribuições para as forças armadas e para a estatística hospitalar Florence tornou-se a primeira mulher a ser eleita membro da Sociedade Estatística Real.
Já em 1860, irá fundar a Nithghtingale School for Nurses, anexa ao St. Thomas’s Hospital, em Londres, usando para o efeito um fundo de 45 mil libras, resultante de subscrição pública aberta na sequência do seu regresso da guerra. Considerada a primeira escola profissional de enfermagem em todo o mundo, o seu modelo vai-se espalhar rapidamente pelo resto da Grã-Bretanha e do Império Britânico (Índia, etc.).
Dois princípios:
Primeiro que as enfermeiras deveriam ter treino prático em hospitais especialmente organizados para este fim. Segundo que as enfermeiras deveriam viver numa casa baseada em princípios morais e de disciplina.
As primeiras escolas Nightingale ministravam cursos de 1 ano, que, com o tempo, passaram a ser de 2 anos. Florence deu origem às prescrições médicas por escrito e, também, exigia que as suas enfermeiras acompanhassem os médicos nas suas visitas aos doentes "para prevenirem erros, directivas mal compreendidas e instruções esquecidas ou ignoradas". A seu ver, para a melhoria do estado de saúde do país, o ensino da Enfermagem era uma grande responsabilidade das enfermeiras. Preconizava a idéia de que a saúde era não apenas estar bem, mas ser capaz de usar toda a nossa capacidade." Florence julgava que o propósito da enfermagem era "colocar-nos na melhor condição possível para que a natureza possa restaurar ou preservar a saúde, prevenir ou curar as doenças". Devido a fundação desta escola Nightingale conseguiu que a enfermagem passasse de um passado desprestigiado para uma carreira responsável e respeitável para mulheres.
Florence terá dado sobretudo à ocupação de enfermagem não apenas o estatuto socioprofissional que lhe faltava como uma nova representação social. A enfermagem passaria a ser, assim, (i) uma espécie de "variante secular da vocação religiosa" e, a par disso, (ii) "um respeitável emprego para as mulheres da filantrópica classe alta vitoriana". Em todo o caso, (iii) não era ainda a profissão que conhecemos nos nossos dias.
De facto, a questão da profissionalização da enfermagem só começa a ser debatida sob o impulso do feminismo de 1ª geração (I Guerra Mundial) e, sobretudo, do feminismo de 2ª geração (a seguir à II Guerra Mundial). Na formação, embora enquadrada pelas enfermeiras, tinha um papel central a figura do médico. A dependência (e a subserviência) em relação à profissão médica reflectia-se igualmente na prestação de cuidados e na administração dos serviços de enfermagem.
No modelo de Nightingale, a enfermeira é sobretudo aquela que administra os cuidados básicos ao doente. Recorde-se que a palavra inglesa nurse vem do francês antigo nurrice (a pessoa que amamenta um bebé ou que cuida de uma criança) do latim tardio nutricia (ama, ama seca), que deriva por sua vez do latim nutrix (a pessoa que alimenta, a ama).
Curiosamente, o modelo americano também teve a sua origem na Grã-Bretanha com o movimento de Ethel Bedford Fenwick no sentido de profissionalizar as enfermeiras (no verdadeiro sentido sociológico do termo). Esses planos envolviam (i) a inscrição num organismo de controlo, autorizado pelo Estado (equivalente à Ordem dos Médicos), (ii) a separação das escolas de enfermagem em relação aos serviços hospitalares, (iii) a definição de apertados critérios de recrutamento e selecção e (iv) a eliminação da remuneração hospitalar aos estudantes (Whittaker e Olesen, 1978).
Na América a situação foi diferente e a enfermagem cedo se integrou no ensino superior universitário, autonomizando-se em relação à medicina e aos hospitais (contrariamente ao que se passou na Europa). E a prova disso foi o número substancial de enfermeiras com formação universitária, pré e pós-graduada, e com uma forte influência na administração hospitalar, nas associações profissionais bem como no ensino e na investigação em saúde.
O papel das ciências sociais e humanas na educação e formação em enfermagem também tem a ver com um ou outro modelo. Sobre o trabalho de enfermagem há, ainda hoje, duas concepções básicas muito diferentes:
Responsabilidade clínica, delegada pelo médico, na prestação diária de cuidados ao doente;
Responsabilidade autónoma pelo bem-estar físico, psicológico e social do doente.
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(consulta,
LuísGraça-Nightingale e Fenwick: As fundadoras da enfermagem moderna
Histórias e biografias)
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Abaixo uma pequena lista com links para os filmes produzidos sobre Florence Nightingale.
Florence Nightingale (1915) (Mudo)
The White Angel (1936) (Cinema)
The Lady with the Lamp (1951) (Cinema)
Florence Nightingale (1985) (Série televisiva)
Florence Nightingale (1993) (Vídeo)
Biography of the Millennium: 100 People - 1000 Years (1999) (Documentário para a TV com depoimentos da própria Florence)