Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

O 'grande' Mário Soares

Clara Ferreira Alves, no Expresso 

Tudo o que aqui relato é verdade. 
Se quiserem, podem processar-me. 

Eis parte do enigma. 
Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua. 

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira política. 
A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris. 
A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização. 
A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia. 
A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa. 
A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros. 
A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers". 
A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo. A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais. 
A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais. 
A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial. 
A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio. 
A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial. 
A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado. 
A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).
A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros). 
A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga. 
A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa. 
A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da República. 
A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande. 
A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da República, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo. 
A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras. 
A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer, convenientemente, num incêndio dos Paços do Concelho. 
A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos. 
A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa. 
A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente. 
A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares. 
A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria. 
A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares. 
A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema. 
A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine. 
A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse. 
A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez. 
A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista. 
A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista. 
A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas. 

 No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai... e não volta mais. 

Tendo a implementação da Democracia em Portugal mentores como Mário Soares, não admira que a versão instalada no país esteja obsoleta. O sistema precisa, urgentemente, de uma profunda renovação, ou seja, de novos protagonistas. Obrigado, Clara.

Do site do Tribunal de Contas...


1.      ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P.
- Aquisição de 1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas: 97.560,00€
Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam quase 100 000€.
Alguém me elucida sobre esta questão?

2.      MATOSINHOS HABIT – MH
– Reparação de porta de entrada do edifício: 142.320,00 €
Alguém sabe de que é feita esta porta que custa mais do que uma casa?

3.      UNIVERSIDADE DO ALGARVE – ESC. SUP. TECNOLOGIA – PROJECTO TEMPUS
– Viagem aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008: 33.745,00 €
Segundo o site da TAP a viagem mais cara que se encontra entre Faro-Zagreb-Faro em classe executiva é de cerca de 1700€. Dá uma pequena diferença de 32 000 €. Como é que é possível???

4.      MUNICÍPIO DE LAGOA
– 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas: 106.596,00 €
Pelo vistos fazer um “Pimp My Ride” nas motorizadas do Município de Lagoa fica carote!!!

5.      MUNICÍPIO DE ÍLHAVO
– Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de talões, 9 fones, 2 leitores ópticos: 380.666,00 €
Estes computadores devem ser mesmo especiais para terem custado cerca de 100 000€ cada….Já para não falar nos restantes acessórios.

6.      MUNICÍPIO DE LAGOA
– Aquisição de fardamento para a fiscalização municipal: 391.970,00€
Eu não sei o que a Polícia Municipal de Lagoa veste, mas pelos vistos deve ser Haute-Couture.

7.      CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES
– VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 €
Alguém me explica porque é que a Câmara Municipal de Loures precisa de mais de meio milhão de Euros em Vinho Tinto e Branco????

8.      MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
– AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS: 1.236.000,00 €
Neste contrato ficamos a saber que uma viatura ligeira de mercadorias da Renault custa cerca de 1 milhão de Euros. Impressionante…

9.      CÂMARA MUNICIPAL DE SINES
– Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines: 1.236.500,00 €
É interessante perceber que uma tenda custa mais ou menos o mesmo que um ligeiro de mercadorias da Renault e muito mais que uma boa casa... E eu que estava a ser tão injusto com o município de Vale de Cambra…

10.  MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA
– AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 €
E mais uma pérola do Município de Vale de Cambra: uma viatura de 16 lugares para transportar crianças custa cerca de 3 milhões de Euros. Upsss, outra vez o município de Vale de Cambra…

11.  MUNICÍPIO DE BEJA
– Fornecimento de 1 fotocopiadora, “Multifuncional do tipo IRC3080I”, para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 €
Este contrato público é um dos mais vergonhosos que se encontra neste site. Uma fotocopiadora que custa normalmente 7,698.42€ foi comprada por mais de 6,5 milhões de Euros. E ninguém vai preso por porcarias como esta?

Causa Real


Para 2012 o que se exige

Antes de acabarmos o ano de 2011, gostaria de deixar aqui umas breves reflexões sobre algumas coisas que reparei no seio do Movimento Monárquico e que, de facto, já é tempo de serem corrigidas. Mas que fique claro, que são opiniões pessoais, que vou escrever aqui, dentro do que considero ser a minha liberdade de opinião, de expressão e sobretudo que sejam vistas estas opiniões de uma forma construtiva e pacífica.
Em primeiro lugar: iria desde já começar por revelar outra razão pela qual o Projecto Democracia Real deixou de existir: – porque era eu e só eu, apesar de ter constituido uma equipa, eu era para todo o serviço, apesar das palmadinhas nas costas, e uma quase idolatria da minha pessoa em certos círculos, a verdade é que, por muitas ideias que tive e que apresentei, infelizmente, salvo rarissimas excepções, era apenas eu. E por isso mesmo, sendo eu um Cidadão Livre, de Consciência Livre, e tendo precisamente a consciência de que não sou nem serei nunca, escravo de ninguém, cortei o mal pela raíz. Todas as outras razões que cheguei a apontar, obviamente foram também verdadeiras, mas ninguém aguenta o facto de criar uma equipa e depois ser sempre eu a fazer tudo. Comigo, tal não pode funcionar. O mesmo chegou a acontecer noutros tempos ao longo de 7 anos de actividade monárquica na Web – com excepções, fazendo-se justiça a algumas pessoas e estas bem sabem quem são.
Em segundo lugar, reparei com mágoa, o mau serviço que é prestado à Causa da Monarquia em Portugal, nomeadamente numa determinada Rede Social. Há grupos Monárquicos para todos os gostos, como se fossem uma espécie de feudos de alguém. Uns porque se zangam com outros, e fazem birras e criam seus grupos onde são os comandantes, ganham notoriedade, mas verdadeiramente, se todos os Monárquicos estivessem unidos num só grupo, Democrático, em que todos se deveriam respeitar ao contrário do que se vê, naturalmente, teriamos  uma força actuante e madura nessa rede social que não vou dizer qual é.
Em terceiro lugar, reparei ao longo deste ano, algum desencanto de algumas pessoas com a Causa Real. Esse desencanto, compreende-se, mas se os que estão desencantados, saiem, não estarão, talvez, a ajudar a mudar o que tem que ser mudado rapidamente. Efectivamente, eu sinto, e não sou o único naturalmente, que há uma espécie de conflito, ou divórcio, entre digamos as elites da Causa Real e a Nação Monárquica. E portanto, de facto, convém, no seio da Causa Real vermos porquê que tal acontece e o que se pode fazer para melhorar. Ao longo dos anos, como se sabe, e quem chegou a ser membro do meu antigo Fórum Democracia Real, certamente se recordará, de que, se chegou a dar N ideias para N actividades. Ainda há dias, numa rede social cheguei a dar uma carrada de ideias. Ninguém comentou. Ninguém disse  nada.
Critiquei o facto de na Página Oficial do Senhor Dom Duarte, no Facebook, não ter havido o devido destaque à deslocação de Sua Alteza Real a Mirandela no passado dia 1 de Dezembro. Também não tive a mínima resposta.
...
O que se exige para 2012, portanto é:
- Entrega total com todo o respeito que Sua Alteza Real nos merece à Militância Activa pela Transição para a Monarquia em Portugal, sem pestanejar, sem criticar o monárquico A, B ou C publicamente, como tem sido hábito infelizmente, lutar lado a lado com todos os Monárquicos, mais ou menos Conservadores ou Liberais.
- E meus caros, metam na cabeça o seguinte:
A Monarquia não tem nada a ver com Ideologias de Esquerda ou de Direita. A Monarquia é para os Portugueses. Todos os Portugueses. Aceitem isso. Vivam com isso. Sejam abertos à Sociedade. Democratizem verdadeiramente a Causa Real, tragam jovens, incentivem e acarinhem quem faz e faz bem feito. Não usem as pessoas. A Causa Monárquica, é triste dizer, mas ainda tem poucos apoiantes. Se andamos aos tiros na nossa própria trincheira, verdade seja dita, nunca, mas nunca mesmo, haverá sequer a hipótese de uma Transição para a Monarquia.
...
David Garcia

A podridão do costume


Governo paga indemnizações à Refer, CP e Metro de Lisboa


A Direcção-geral do Tesouro e Finanças vai pagar as indemnizações compensatórias atribuídas à Refer, Metro de Lisboa e CP pela prestação do serviço público este ano, de acordo com o comunicado do Conselho de Ministros extraordinário.


Agência Financeira


O crime compensa!

TDT alargada aos canais regionais? Porque não!?

António Alves do MPNorte, colocou esta excelente proposição. Se em Espanha é possível abrir a TDT aos canais regionais porque não o é também em Portugal ? Não seria um bom meio para os canais regionais como a RTV e o Porto Canal crescerem emitindo em sinal aberto? Chega de protecção aos interesses das TV's lisboetas. Qual é a vossa opinião?

Pois bem, eis a minha opinião:
Excelente proposição, todavia já percebemos que não terá pernas para andar. Em primeiro lugar, pela visão que lisboa tem do país. Todos sabemos que acaba lá para os lados de Vila Franca de Xira (a Norte) e Setúbal (a Sul). Depois é necessário divulgar a estupidez, perdão, cultura lisboeta (há quem lhe chame saloia) a todos os provincianos. Por outro lado é igualmente importante impedir o alargamento porque é necessário que lisboa faça crer aos portugueses em geral que é muito mais importante saber que ocorreu um acidente nas Avenidas Novas do que um evento cultural na Guarda ou em Vila Real. De igual forma é preciso ouvirmos todos os dias as opiniões daqueles senhores de fato e gravata, que são sempre os mesmos a opinar, ao invés de escutarmos os empreendedores locais, os que realmente fazem avançar a economia... Saloioces, portanto. Isso não impede, contudo, de insistir nesta boa ideia.

Efeitos do Desacordo Ortográfico


Se a moda pega, não temos ruas nem largos que cheguem...


Opinião: Sobre as galinhas de Tchekov


Alexander Tchekov dedicou toda a vida à titânica e mal sucedida tentativa de ensinar as suas galinhas a entrarem sempre pela mesma porta e saírem por outra. Esta grotesca tentativa do irmão mais velho de Anton, o genial escritor russo, faz-me lembrar os não menos vãos esforços de tentarem fazer o país andar para a frente apostando todos os recursos em Lisboa.

A Grécia, o mais acabado dos exemplos da falência da macrocefalia, iniciou, a instâncias da troika, um processo de desconcentração do poder e descentralização dos recursos, deixando-nos sozinhos, como o único país não regionalizado da zona euro.
Estarmos orgulhosamente sós não preocupa os filhos das fábricas partidárias que nos desgovernam, pois infelizmente eles partilham o egocentrismo daqueles lisboetas que estão convencidos que não têm sotaque (pois tomam o deles como cânone) e a indigência de raciocínio do automobilista que segue na auto-estrada a tentar evitar os carros que lhe aparecem pela frente e que ao ouvir na rádio que há um carro a circular em contra-mão na A5 comenta para os seus botões: "Um?!? São às centenas!".

O nó do problema reside na incapacidade demonstrada pelos nossos governantes - de Soares a Passos, passando por Cavaco, Guterres, Durão, Lopes e Sócrates - em sequer verem que o pecado original está na estratégia de concentrar todos os recursos na capital, na esperança que essa locomotiva reboque o resto do país, o que nunca acontecerá porque Lisboa já há muito que está desengatada das outras carruagens do comboio português.
Quando se está no Terreiro do Paço perde-se a perspectiva do resto do país, que passa ao estatuto secundário de paisagem (ou província). O resultado é o acentuar das desigualdades internas.
Quem olha para o país de fora de Lisboa já percebeu que a chave para o desenvolvimento consiste em repensar tudo e apostar numa cobertura equilibrada do território nacional.
Por que é que Espanha tem dez cidades com mais de meio milhão de habitantes e Portugal só tem dez cidades com mais de 40 mil almas? A diferença de população entre as duas nações não é a resposta, que encontramo-la se olharmos para 1992, o ano em que Madrid foi Capital Europeia da Cultura, Barcelona teve os Jogos Olímpicos e Sevilha recebeu a Expo Universal - e nos lembrarmos que o magnífico Guggenheim, riscado por Gehry, foi para Bilbau.
Chegamos a esta crise devido a uma administração desonesta da riqueza - o alerta não é meu, mas antes do padre Manuel Morujão, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa.
A macrocefalia de Lisboa é um problema estrutural do país - o diagnóstico não é meu, mas sim de D. Manuel Clemente, que é bispo do Porto mas cresceu e fez-se homem em Lisboa.
O que nos vale a nós, portugueses da província e figurantes da paisagem, é que a questão política deixou de ser central , pois a incompetência dos políticos que só têm ideias com rugas gerou a vitória da economia - e o primado do económico e social.

Quando pioram, as coisas ficam mais claras.*

* Este Fim foi pedido emprestado a Godard

[Artigo de opinião no JN]

Parlamento é "escritório de representações"

Transparência e Integridade identifica casos de conflito de interesses



A análise fina do registo de interesses dos deputados e o cruzamento com a actividade parlamentar que desempenham permite a Paulo Morais, vice-presidente da organização Transparência e Integridade, afirmar que o Parlamento "é um escritório de representações".
A Assembleia da República "abastardou-se" e, por isso, Paulo Morais entende que a presidente do Parlamento "tem a obrigação de tomar uma atitude, em nome dos princípios éticos", uma vez que não está em causa qualquer ilegalidade. "Se nada for feito, pode aplicar-se o aforismo que diz que 'tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta'", acentuou ao JN


Cosmética parlamentar

Ainda não se conhecem os negócios em que estão envolvidos dezenas de deputados.



O Parlamento português tem de mudar de vida, se quer ganhar credibilidade. Por um lado, ainda não se conhecem os negócios em que estão envolvidos dezenas de deputados, o que é estranho, uma vez que a legislatura já leva o dobro do tempo previsto para a formalização dos seus registos de interesses. Mas, por outro, do que já se sabe, as notícias são inquietantes.
A Comissão Parlamentar mais relevante, a que acompanha o programa de assistência financeira internacional (a da Troika), tem como vice-presidente um deputado representante da banca, o social-democrata Miguel Frasquilho, a quem se junta, entre outros, o centrista Mesquita Nunes, membro do poderoso escritório de advogados que presta relevantes serviços à EDP, cujo processo de privatização está em curso. Incompreensivelmente, a Assembleia não acautelou este conflito de interesses.
Note-se bem que o sector financeiro é o mais afectado pelas medidas previstas no memorando de entendimento e que o processo de privatizações é o mais susceptível de gerar situações de corrupção. Também é muito difícil de aceitar que o actual Presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, Matos Correia, seja advogado no mesmo escritório que o seu antecessor na função, José Luís Arnaut, cujo principal sócio é o ex-ministro, também da Defesa, Rui Pena. Que competências tão peculiares terá esse gabinete jurídico para obter tão forte representação em sector tão importante? Sabemos de há muito tempo que há mulheres d’armas… mas advogados d’armas?
No actual Parlamento, deparamo-nos ainda com outras situações de moralidade duvidosa, como sejam a nomeação do deputado Ricardo Rodrigues para o Conselho Geral do Centro de Estudos Judiciários ou a indicação de Godinho de Matos, defensor de Armando Vara e das suas vigarices, para membro da Comissão Nacional de Eleições.
Apesar de toda esta evidência de promiscuidade entre negócios e política, o Parlamento proclama que no seu interior não se detectam incompatibilidades. A Assembleia da República opta assim por preservar, não a ética, mas a cosmética.

Variações de um tema: visão FCPorto (II)

O jornalixo desportivo lisboeta

No dia imediato a saber-se do prémio mundial (Prémio Carreira) atribuído ao Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, o Presidente de Clubes mais vitorioso de sempre, no decorrer da gala dos Globe Soccer Awards, no Dubai, o jornalixo desportivo de lisboa teve estas capas que aqui reproduzo (pedindo desculpa pela conspurcação).
Oram digam lá se isto não é uma enorme dor de corno desse lixo que ainda autorizamos que atravesse as pontes e entre na nossa Cidade...
Se a isto juntarmos os apelos de fanático apoio ao sporten de lisboa, próximo adversário do Campeão FCPorto na Liga e ao tratamento dado à doença de um senhor  moçambicano (Eusébio) que há muito jogou num clube de lisboa (que o escorraçou para o Beira-Mar quando a carreira já lhe pesava nas pernas) esquecendo outro (Jesualdo Ferreira) que padece na Grécia de igual doença estamos conversados quanto à honestidade intelectual destes porcos sulistas e da qualidade do que trazem à estampa...
~


Citando o Dragão de Vila Pouca:
Já disse muitas vezes, mas repito: se Portugal não fosse um país de gente mesquinha, medíocre e invejosa, o F.C.Porto seria um exemplo a seguir e não um clube discriminado, boicotado, perseguido. Como é, o país definha e o F.C.Porto é um caso de sucesso, reconhecido e apontado como exemplo, nos quatro cantos do mundo.

Variações de um tema: visão FCPorto

Do Canadá, com amor

A deportação de famílias portuguesas foi alvo de uma paródia na televisão canadiana, em 2006.
Um conhecido comediante do país fez um vídeo onde criticou a expulsão dos emigrantes do ponto de vista do mercado de trabalho.
As imagens ganharam agora nova relevância com a deportação da família portuguesa do Canadá, que chegará amanhã aos Açores.

Aquilo não é um Lincoln Americano?

... depois do ditador venezuelano afirmar espantosamente que o seu cancro foi induzido pelos Americanos, não me digam que os mesmos Americanos estão por trás da morte do ditador norte-coreano!? Até a limusina emprestaram para o funeral... He he he

Continua: centralismo e colonialismo lisboeta


O Estado central, de livre vontade, resolveu utilizar bens de todos os contribuintes para embelezar algumas partes da cidade de Lisboa  sem outra razão aparente que não fosse aliviar o esforço financeiro que a própria camara lisboeta deveria fazer, se assim o entendesse, no ambito das suas funções e à custa dos seus contribuintes locais. Foi portanto uma decisão de apoio e favor político ao seu presidente, membro do mesmo partido governamental da altura.
O novo governo decidiu extinguir a empresa pública criada para suportar tais obras e custos. Mas manteve o compromisso de colocar o património do estado e o dinheiro de todos os contribuintes a pagar obras em benefício da câmara municipal de Lisboa.
Entre outras medidas, deu ao municipio o edificio do antigo Tribunal da Boa Hora acrescido de € 3.582.900 euros. Isto em 25 de Novembro.
A ministra da justiça, que assinou a resolução que doa tal edificio,  passados apenas  15 dias, vem dizer que «tudo fará» para que o mesmo volta á propriedade do ministério da justiça. Nem há como comentar tal reviravolta….
O novo proprietário do edifício prontamente manifesta a sua boa vontade de também tudo fazer para satifazer a senhora ministra. Desde que lhe paguem 7,5 milhões de euros por um edifício que recebeu de graça…..
Depois de referir que a ministra já lhe tinha falado no assunto «há meses» (o que levará a ministra a decisões de quernão quer, afinal quer?) afirma en passant que «nunca pretendeu ficar com a Boa Hora» (aceitou contrariado, coitado….) mas de repente já está a pensar ali instalar «a assembleia municipal, de todos os serviços camarários dispersos pela Baixa e ainda de uma escola do primeiro ciclo e um jardim-de-infância». Portanto, fica já aberta a porta para que o governo venha de alguma forma a doar ou financiar tais equipamentos.
Podia-se dizer que é mais um caso de pouca vergonha de governos e autarcas, não fosse o caso de no final quem ficará prejudicado é o mesmo de sempre: o contribuinte.

Colonialismo e centralismo lisboeta


Terminou este mês um concurso externo aberto pela Direcção-Geral dos Impostos para o ingresso de 350 inspectores tributários. O edital de abertura indicava que o recrutamento era para os serviços centrais, regionais e locais, sendo que a inspecção está presente em todos os distritos do país. Surgiu agora a lista das vagas, sendo que são 320 para Lisboa, 15 para Santarém e 15 para Setúbal, o resto do país ficou sem nada, deve ser tudo boa gente que não necessita de ser inspeccionada!
É sabido que há necessidade de inspectores em todo o país, mas todos os 350 inspectores foram colocados numa área em que mora apenas um terço da população e claramente menos de metade das empresas. Continua-se a cometer o mesmo erro, não se percebe que apenas podemos sair da crise se todo o país se desenvolver, em vez de Lisboa se desenvolver em detrimento do resto. Ainda hoje surgiu a notícia de que em 2010 apenas Lisboa se desenvolveu acima da média nacional. Este é apenas mais um exemplo de um mau sinal para o futuro.

Não esquecendo isto: 220 Milhões de €, foi o custo da Festa de comemoração dos 160 anos da DGCI (Direcção Geral de Contribuições e Impostos), realizada em Lisboa e que implicou o pagamento de 900 pernoitas.

No Porto, biblioteca sonora digital para cegos e amblíopes


A Câmara Municipal do Porto vai passar a disponibilizar uma Biblioteca Sonora Digital, de acesso exclusivo a cidadãos portadores de deficiência visual.
A Câmara Municipal do Porto (CMP), através do Pelouro do Conhecimento e Coesão Social, vai disponibilizar, nas bibliotecas municipais, uma "Biblioteca Sonora Digital". O novo repositório electrónico de "audiobooks" (ou livros narrados em áudio) foi produzido pela Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto e é de acesso gratuito.
Apesar disso, os "livros falados" são de acesso restrito, estando apenas disponíveis para cidadãos portadores de deficiência visual.
Os utilizadores conseguem ter, através deste serviço, acesso imediato aos "audiobooks", que podem descarregar e guardar, num processo pioneiro "em bibliotecas públicas portuguesas", diz um comunicado da CMP. Desta forma, é dado "mais um passo na modernização dos serviços e na aproximação aos utilizadores", garantindo "bibliotecas municipais inclusivas", reza o documento.
A Biblioteca Sonora Digital já acumula algumas dezenas de obras, mas a autarquia estima que, até final de março de 2012, o serviço terá mais de 2500 horas de gravação ao dispor de cegos e amblíopes.
A totalidade das obras desta Biblioteca Sonora Digital pode ser pesquisada online no Catálogo Público das bibliotecas do Porto, na secção "Áudio e Braille".

Acreditar (nisto)

O "Gato" do Porto


Autocarro leva jovens à baixa nas noites de fim-de-semana


A STCP lançou, esta madrugada, um serviço novo. O “Gato“ – assim se chama o novo autocarro – vai circular entre o Hospital de S. João/pólo universitário da Asprela e a baixa do Porto, nas noites de quinta, sexta e sábado, entre a meia-noite e meia e as 5h, e é dirigido à população estudantil, mas não só.
A ideia é que os jovens se possam divertir com segurança sem que para isso tenham de gastar muito. Saindo da faculdade e jantando nas imediações do campus, é possível chamar o autocarro à porta de casa ou do restaurante. Bem, quase.
“Fazendo uma pré-reserva na Internet, preferencialmente, o autocarro vai buscá-los à paragem mais próxima de sua casa”, explicou ao P24 o administrador da empresa Rui Saraiva, à margem da apresentação pública do novo serviço, que decorreu esta quinta-feira à noite no café Piolho. A pré-marcação também pode ser feita através da Linha Azul da operadora.
Caso não haja marcações, o “Gato” fará sempre o percurso mais curto entre o S. João e a baixa, com uma frequência de 30 minutos.
A bordo do “Gato”, é permitido o consumo de álcool, passa música e os utentes não pagam mais por levar bagagem, como acontece nos táxis.
O serviço, que é patrocinado pela Super Bock, será gratuito até dia 8 de Janeiro, mas depois o bilhete, a adquirir a bordo do “Gato”, custará 2 euros.
Para quem conseguir juntar 10 pessoas, há um desconto de 20% (o bilhete passa a custar 1,60 euros). Para grupos de 30 ou mais pessoas, a viagem já fica por 1,40 euros, havendo um desconto de 30%. Estes descontos são feitos a pensar nos grupos de estudantes que realizam jantares ou eventos de curso ou faculdade.
Os noctívagos devem ter dinheiro certo, avisa a STCP.
À experiência até Abril
Este “é um serviço inovador, é um serviço de transporte flexível e que vai responder às expectativas do seu público-alvo: os estudantes, os jovens e os menos jovens, que também gostam de viver a noite”, sublinhou Rui Saraiva.
O serviço, um desafio feito pela Câmara do Porto e que surgiu no âmbito do projecto CIVITAS-Elan – co-financiado pela União Europeia, visa a mobilização dos cidadãos para a adopção de soluções de mobilidade lmpas, assegurando saúde e acesso para todos –, funcionará de forma experimental até 29 de Abril de 2012. O serviço será depois “avaliado nas vertentes de eficiência, rentabilidade e satisfação dos clientes”, explica a STCP.

Governo de lisboa continua a faltar ao respeito ao Norte


Ainda não há prazo para recomeço da obra!

Apelo ao primeiro-ministro para pôr fim ao "drama" do Túnel do Marão, pois se fosse ao pé de lisboa, a coisa já estaria resolvida!!!

Sindicato da Construção de Portugal vai apelar ao primeiro-ministro para que ponha fim "ao drama social, laboral e económico" provocado pela suspensão das obras na Autoestrada do Marão.
A Concessionária Autoestradas do Marão anunciou a 27 de Junho a paragem dos trabalhos na via que vai ligar Amarante a Vila Real, por um período de três meses. Já passaram seis meses e ainda não há prazo para o recomeço da obra.
O Sindicato da Construção de Portugal ainda não encontrou explicações para a suspensão dos trabalhos nem sabe se as partes envolvidas chegaram a acordo.
Da parte do Governo, fonte do Ministério da Economia reafirmou à Agência Lusa empenho em desbloquear o problema.
O que o sindicato sabe, de acordo com um comunicado enviado hoje à imprensa, é que "1400 trabalhadores deixaram de ter trabalho, muitos deles já emigraram, alguns foram para o desemprego e outros não têm direito ao fundo de desemprego".
Esta estrutura sindical fala ainda em "situações de trabalhadores e suas famílias que já não têm dinheiro para cumprir com os seus compromissos tais como pagar a renda, água, luz e outros casos em que tiveram que reduzir a alimentação".
Por isso, se a obra na Autoestrada do Marão "não recomeçar já", o sindicato vai tomar medidas em conjunto com vários parceiros sociais.
O objectivo é sensibilizar o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que foi candidato pelo distrito de Vila Real, para que ponha "fim a este drama social, laboral e económico".
A suspensão da obra preocupa empreiteiros, empresários locais de restauração, hotelaria e até postos de combustível.
O sindicato questionou se o primeiro-ministro estará à espera que a Autoestrada Transmontana, cujos trabalhos prosseguem, fique concluída para depois recomeçar as obras no Marão.
O sindicato louvou ainda a decisão do anterior Governo, liderado por José Sócrates, de avançar com a construção das autoestradas do Marão e Transmontana "para bem da região, do país, da economia e para reduzir drasticamente os acidentes rodoviários mortais".
A Autoestrada do Marão, que inclui a construção do maior túnel rodoviário português, com 5.665 metros, tinha um investimento inicial de 350 milhões de euros e deveria estar concluída até 2012.