Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Amanhã, contra a lagartagem...

venham mais cinco...

Dedicado à Liga de Clubes (lisboetas) e ao taberneiro mor e ao assistente da faculdade ricardo que sabe mais que os juízes...

A liga disse que as escutas não interessaram; o que valeu memo foi o romance da carolina.
Os tribunais disseram que a escriba faltara com a verdade, MENTIRA mesmo!
O assistente da faculdade acha que não senhor, mesmo não ouvindo os acusados, usou da justiça popular (agora só de 2,3 milhões) e jurou por todos os seus olhinhos (mesmo o mais largo) que o que estava escrito era tudo verdadinha...


Agora eu percebo porque a Liga não despenaliza o FCPorto e o seu Presidente, assim como ainda não entregou a Taça de Campeão Nacional conquistada na pretérita época...
I can see clearly now

Jornalismo mouro

No dia em que o tricampeão nacional, FCPorto, jogava num país estrangeiro, defendendo as suas cores e do país (que o não merece), uma habitual e certa imprensa relegava esse facto:


No dia seguinte, as televisões sulistas, falavam do resultado conseguido na véspera, "em que os golos portistas aconteceram por erros defensivos dos espanhóis" (olha lá o mérito!), falavam na esperança sportinguista e ... do treino do outro clube do regime lisboeta, que afastadíssimo à longos anos da ribalta do futebol europeu, vive à custa da publicidade que lhe dão. Porque triunfos ficam-se pelo rés-do-chão do futebol nacional e pela cave do futebol europeu, como se viu ás mãos de clubes como um tal Metalist...

Felizmente, como Dragão, percebo que quanto mais esconderem os sucessos do FCPorto pior estão os nossos inimigos. Mesmo o Sporten, recebeu com juros alemães (0-5), os olés com que brindaram uma equipa de juniores e outros jogadores menos utilizados na equipa principal aquando da meia-final-com-dois-penaltis- marcados-quando-perdiam da taça dos taberneiros da liga... OLÉ agora para a lagartagem! Como diz o nosso Grande Presidente, largos dias têm 100 anos...

Um filme: O Rapaz do pijama às riscas

Que "rico" primeiro-ministro


O apartamento de José Sócrates em Lisboa, segundo consta da escritura notarial, foi adquirido pelo preço de 47 mil contos (235 mil euros). Dois anos antes desta venda, um apartamento idêntico no mesmo prédio (o 3º E) foi comprado por um emigrante português que estava isento do imposto de sisa por 70.200 contos (351 mil euros), ou seja, mais 50 por cento do que o valor declarado por Sócrates.

Este primeiro ministro é mesmo muito duvidoso: é a dúvida da licenciatura, é a dúvida do licenciamento do freeport, é a perseguição fascista aos sindicatos, é a perseguição aos professores, ..., agora a casa. Irra! São tantos passos no lodo que já cheira mal. Não pode fazer um favor aos portugueses e desaparecer?

Garotos

Porque não metê-los num contentor e devolvê-los às origens com um laço?


Segundo o jornal Público, "perto de 20 por cento dos presos são estrangeiros". Ficamos igualmente a saber que "são na sua maioria cabo verdianos, brasileiros e angolanos (...) condenados por tráfico de droga e roubo".

Fastasporto 2009

O Fantas está aí. Apesar do silêncio ensurdecedor da comunicação social lisboeta, e apesar do cartaz fatela e do benfiquista que o dirige, o festival do cinema fantástico do Porto continua a atrair público e consideração internacional...

Para hoje, dia 26, na sala principal do Rivoli, temos:


15.00h - Idiots and Angels – Bill Plympton – EUA – 78 min
Angel é um homem egoísta, abusador e amoral que passa a vida no bar local onde despreza os outros clientes. Um dia, ao acordar, é surpreendido com algo estranho que lhe cresce nas costas - um par de asas. O mais estranho, descobre depois, é que elas o impelem a fazer coisas boas e simpáticas, de facto, uma atentado à sua verdadeira natureza. Descobre ainda que outros as cobiçam por as considerarem um passaporte para a fama e para a riqueza. Que fazer? Mais um belo filme de animação de Bill Plympton, aquele a quem o criador dos “Simpsons” chama de “deus”.
17.15h - Delta – Kornél Mundruczó – Ale, Hun – 100 min
Na beleza selvagem e tranquila, um labirinto de pequenas ilhas e de canais. O rio, esse, pertence aos aldeãos de uma aldeia isolada do mundo. Um jovem que dali saíra na infância, busca o que resta da família. Descobre a mãe e uma irmã que desconhecia e decide construir uma casa junto ao delta. Um conto belo e trágico de rejeição mas também de amor. Este novo filme do realizador de “Johanna” conta novamente com a vencedora do prémio da melhor actriz, a magnífica Orsi Tóth. Prémio da Critica do último Festival de Cannes.
21.15h – Exodus – Penny Woolcock – GB – 110 min
Como se poderá encarar a sociedade do futuro? Como uma guerra de classes contínua, como uma sociedade uniforme, como um vasto campo de batalha? Para além de “Gattaca” ou de “1984”, o novo filme de Penny Woolcock propõe que pura e simplesmente se metam todos os rejeitados e desprovidos de sorte num campo de concentração, para que os ricos e belos vivam em paz. Mas a que preço se pode fazer isso, como se podem separar os humanos que todos são, que direitos humanos resistirão ao futuro?
23.45h - Vault – Fred Neun – Lux – 10 min curtas
Nas mais remotas catacumbas dos bancos luxemburgueses, muitos dos cofres permanecem intocáveis por décadas, sem que ninguém saiba o que escondem. Quando um desses cofres começa a fazer estranhos barulhos, um jovem segurança e um vidente descobrem quão negros são os segredos daquele banco.
Eden Lake – James Watkins – GB – 91 min
Encontre-se um lugar de sonho para um romântico fim de semana. Convide-se a professora mais bonita para se fazer o pedido de casamento. Acrescente-se um bando de adolescentes rufiões perversos. A nova Nicole Kidman, a ruiva Kelly Reilly é a protagonista.


Por sua vez, no Pequeno Auditório do Teatro Rivoli:

15.15h – Panorama do cinema português
apoio Agência da Curta Metragem
Annual Report - Cristina Braga- Port- 3.50 min
Fim-de–Semana - Claudia Varejão – 8.30 min
Superfície- Rui xavier- Port- 13.30 min
Corrente- Rodrigo Areias- Port- 15.45 min
Paisagem Urbana Com Rapariga e Avião- João Figueiras- Port- 24 min
Alpha- Miguel Fonseca- Port- 28 min
17.15h – Panorama do cinema português
O Sítio das Coisas- Filipe Martins- 36 min
A Morte de Tchaikovsky- Nuno Felix – 10 min
Gentes do Mar- Dânia Lucas- 32 min
Alkhass- Vasco Portugal- 4 min
Deambuladores - Escola Superior Artística do Porto - 11’
Sabor de um Beijo- Luís Carneiro Ferreira- 4 min
Chá da Noite- Luís Moya- 25 min
Fado – João Costa Menezes – 3 min
19.15h – Entrevista em palco a JOSÉ FONSECA E COSTA
Entrada livre mediante levantamento de convite no secretariado o festival

21.00h - Cinco Dias, Cinco Noites – Por – 100 min FONSECA E COSTA v.o. port.
Da obra homónima de Álvaro Cunhal, uma das mais interessantes visões da clandestinidade e da resistência durante o regime de Salazar, com uma notável interpretação de Paulo Pires. Durante cinco dias e cinco noites um militante do Partido Comunista em fuga, vive a angústia de ser apanhado pela polícia política.
23.00h - A Meiga Chuchona – Pablo Millám – 7 min GALIZA v.o. galega
Um conto tradicional galego que conta a história de uma mulher que vê morrer todos os filhos. Depois de consultar uma curandeira fica a saber que morreram do mal da “meiga chuchona”. Um filme de animação com inspirações no Expressionismo Alemão de F.W. Murnau.
Pradolongo – Ignacio Vilar Dias – 100 min GALIZA v.o. galega
Raquel, Martinho e Armando são três amigos que acabam de atingir a maioridade. O Verão está a chegar, com todos os atractivos das festas e tardes no rio... mas, desta vez nada vai ser igual. O amor que os dois rapazes sentem pela rapariga e a possibilidade de o pai de Armando comprar “Pradolongo”, a quinta no alto da montanha da família de Martinho, leva os jovens a reconsiderar o futuro e os sonhos que os uniram desde a infância.

Por sua vez, no Espaço Cidade do Cinema

15.30h - SCOTTISH SCREEN

Curtas-metragens escocesas 2007
Duração da sessão: 285 min
21.00h - ROTTERDAM FILM FUND
Curtas metragens holandesas- 2002- 2003-2004
Duração da sessão: 134 min


Aqui fica um brinde:

Os hipócritas árabes


"O Líbano atacou na manhã deste sábado Israel, lançando três projécteis a partir de Nakura. Um dos quais atingiu o norte do território israelita, na Galileia, provocando um ferido (mais aqui)"

O Líbano não tem uma força de paz (mais aqui)? Ou a ONU só serve para acusar Israel (mais aqui)?

Racismo Árabe

Os sheiks do Dubai ( Emiratos Árabes Unidos) negaram a entrada à tenista israelita Shahar Pe'er, nº 45 do ranking mundial e que ia jogar com a russa Anna Chakvetadze na próxima segunda-feira, num torneio sob a égide da WTA.
Houve algumas reacções mais fortes, como a do Wall Street Journal, que retirou o patrocínio ao torneio, e do Tennis Channel, que suspendou a transmissão televisiva, mas o registo geral foi de tépida condenação, a começar pela própria WTA que deplorou a atitude e declarou que futuramente poderá considerar a não calendarização do torneio.
Venus Williams afirmou que todos os atletas estão com Shahar Pe'er.
Palavras bonitas, mas sem consequências práticas.
Lamenta-se, mas o torneio "no jews allowed", segue dentro de momentos, nada de fazer tempestade em copos de água, que o racismo contra os judeus, não é bem racismo.

Dos habituais hipócritas esquerdelhos nem uma palavra. Dos defensodres do Irão, da Síria, de Cuba e da Venezuela, silêncio total. Deixo uma pergunta: caso as excluídas fossem as negras gémeas Williams seria a mesma coisa?

Datas com história: 22 de Fevereiro de 1943

Os primeiros elementos da Rosa Branca são executados

A partir de 27 de junho de 1942, nas caixas do correio de grandes cidades do sul da Alemanha e da Áustria, começaram a ser distribuídos panfletos contra o regime nazista, pelo movimento de resistência "Weisse Rose". O Rosa Branca (Weisse Rose), atuante em Munique e em Hamburgo, foi o movimento de resistência de jovens alemães mais conhecido durante o Terceiro Reich. Seu núcleo era formado por universitários de 21 a 25 anos de idade, entre estes os irmãos Hans e Sophie Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf e Christoph Probst.

Os panfletos, que começaram a ser distribuídos nas caixas de correio de intelectuais dos grandes centros na Baviera e na Áustria, exortavam à resistência passiva contra a guerra e a opressão intelectual pelos nazistas. Os textos revelavam o alto nível cultural de seus redatores e apelavam a valores religiosos. Nos quatro primeiros panfletos, distribuídos entre 27 de junho e 12 de julho de 1942, foram usados em profusão trechos apocalípticos da Bíblia. Os dois últimos folhetos, entretanto, tiveram um estilo completamente adverso. Em linguagem direta, apresentavam planos concretos para a Alemanha pós-guerra, dirigindo-se a todas as camadas da população.
Primeira derrota chocou a população alemã. A morte de 300 mil alemães na batalha de Stalingrado, em fevereiro de 1943, representou uma reviravolta na Segunda Guerra Mundial. A primeira derrota alemã alimentou a resistência em todas as cidades européias ocupadas pelos nazistas e ao mesmo tempo chocou a população do país.

Willi Graf, Alexander Schmorell e Hans Scholl passaram a noite pichando Abaixo Hitler e Liberdade nas paredes da universidade e de prédios vizinhos. O grupo Rosa Branca aproveitou a ocasião, publicando um novo panfleto. A estratégia era redigir os textos em máquina de escrever, copiá-los e enviá-los pelo correio a partir de várias cidades diferentes. Descobertos enquanto depositavam suas mensagens nos corredores do prédio principal da Universidade de Munique, os irmãos Hans e Sophie Scholl foram presos pela Gestapo, a polícia política de Hitler. Junto com Christoph Probst, foram julgados no dia 22 do mesmo mês. Em pouco mais de três horas de julgamento, foram condenados à morte e executados no mesmo dia. Os demais membros do grupo de resistência Rosa Branca de Munique foram executados após julgamentos sumários, entre abril e outubro de 1943.

Mais indignação do que ideologia
O objetivo dos panfletos era abalar a confiança dos alemães no Führer, despertar ao menos um mínimo de dúvidas sobre a veracidade da propaganda feita pelo regime e alimentar eventuais células de resistência no próprio povo alemão. O movimento surgiu menos de uma ideologia política e mais da indignação com a forma como os alemães aceitavam o nazismo e a guerra feita em seu nome. A coragem dos membros do Rosa Branca ficou conhecida em toda a Alemanha ainda no decorrer da Segunda Guerra. O escritor Thomas Mann reconheceu seus méritos publicamente, num pronunciamento transmitido pela BBC no dia 27 de junho de 1943. Reproduções do último panfleto da resistência estudantil, feitas na Inglaterra, foram jogadas pelos aviões britânicos sobre território alemão.

Durante o segundo semestre de 1943, a Gestapo descobriu em Hamburgo um grupo de resistência que divulgava os panfletos do movimento de Munique. Dos 50 participantes, oito universitários foram condenados à morte: Hans Konrad Leipelt, Greta Rothe, Reinhold Meyer, Frederick Gaussenheimer, Käte Leipelt, Elisabeth Lange, Curt Ledien e Margarete Mrosek


Mais.

O vinil está de volta e com ele...

O Gira-Discos....!

giradiscos

E depois do carnaval...

“De tudo só ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando
A certeza de que é preciso continuar
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar
Portanto devemos
Fazer da interrupção um novo caminho
Da queda, um passo de dança
Do medo, uma escada
Do sonho, uma ponte
Da procura, um encontro.“


© Fernando Pessoa

Como nasceu...


ORIGEM DO CARNAVAL

Dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e ao Touro Apis. Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Mas num ponto todos concordavam, as grandes festas como o carnaval estão associadas a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais. O carnaval se caracteriza por festas, divertimentos públicos, bailes de máscaras e manifestações folclóricas. Na Europa, os mais famosos carnavais foram ou são: os de Paris, Veneza, Munique e Roma, seguidos de Nápoles, Florença e Nice.


CARNAVAL NO BRASIL

O carnaval foi chamado de Entrudo por influência dos portugueses da Ilha da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, água com limão, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas. No Brasil o carnaval é festejado tradicionalmente no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarentas dias que vão da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa. Na Bahia é comemorado também na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta. Esta festa deu origem a várias outras em estados do Nordeste, todas com características baiana, com a presença indispensável dos Trios Elétricos e são realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em João Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Maceió, o Carnaval Fest; em Caruaru, o Micarú; em Recife, o Recifolia, etc.

CARNAVAL NO RECIFE E OLINDA

Século XVII - De acordo com as antigas tradições, mais ou menos em fins do século XVII, existiam as Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias. Essas companhias geralmente se reuniam para estabelecer acordo no modo de realizar alguns festejos, principalmente para a Festa de Reis, Esta massa de trabalhadores era constituída, em sua maioria, de pessoas da raça regra, livres ou escravos, que suspendiam suas tarefas a partir do dia anterior à festa de Reis. Reuniam-se cedo, formando cortejos que consistia de caixões de madeira carregados pelo grupo festejante e, sentado sobre ele uma pessoa conduzindo uma bandeira. Caminhavam improvisando cantigas em ritmo de marcha, e os foguetes eram ouvidos em grande parte da cidade.
Século XVIII - Os Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana, surgiram particularmente a partir do século XVIII. Melo Morais Filho, escritor do século passado, no seu livro "Festas e Tradições Populares", descreve uma Coroação de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, à página 215 do seu livro, "Folk Lore Pernambucano", transcreve um documento relativo à coroação do primeiro Rei do Congo,
realizada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, da Paróquia da Boa Vista, na cidade do Recife. Os primeiros registros destas cerimônias de coroação, datam da segunda metade deste século nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamaracá, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS HOMENS PRETOS e de SÃO BENEDITO.

Século XIX - O carnaval do Recife era composto de diversas sociedades carnavalescas e recreativas, entre todas destacava-se o Clube Internacional, chamado clube dos ricos, tinha sua sede na Rua da Aurora, no Palácio das Águias. A Tuna Portuguesa, hoje Clube Português, tinha sua sede na Rua do Imperador. A Charanga do Recife, sociedade musical e recreativa, com sede na Avenida Marquês de Olinda e a Recreativa Juventude, agremiação que reunia em seus salões a mocidade do bairro de São José. O carnaval do início deste século era realizado nas ruas da Concórdia, Imperatriz e Nova, onde desfilavam papangus e máscaras de fronhas (fronhas rendadas enfiadas na cabeça e saias da cintura para baixo e outra por sobre os ombros), esses mascarados sempre se apresentavam em grupos. Nesses tempos, o Recife não conhecia eletricidade, a iluminação pública eram lampiões queimando gás carbônico. Os transportes nos dias de carnaval vinham superlotados dos subúrbios para a cidade. As linhas eram feitas pelos trens da Great Western e Trilhos Urbanos do Recife, chamados maxambombas, que traziam os foliões da Várzea, Dois Irmãos, Arraial, Beberibe e Olinda. A companhia de Ferro Carril, com bondes puxados a burros, traziam foliões de Afogados, Madalena e Encruzilhada. Os clubes que se apresentaram entre 1904 e 1912 foram os seguintes: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M.; este último criado como pilhéria aos homens que não tinham mais virilidade.

O Corso - Percorria o seguinte intinerário: Praça da Faculdade de Direito, saindo pela Rua do Hospício, seguindo pela Rua da Imperatriz, Rua Nova, Rua do Imperador, Princesa Isabel e parando, finalmente na Praça da Faculdade. O corso era composto de carros puxados a cavalo como: cabriolé, aranha, charrete e outros. A brincadeira no corso era confete e serpentina, água com limão e bisnagas com água perfumada. Também havia caminhões e carroças puxadas a cavalo e bem ornamentadas, rapazes e moças tocavam e cantavam marchas da época dando alegre musicalidade ao evento. Fanfarras contratadas pelas famílias, desfilavam em lindos carros alegóricos.

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OLINDAOlinda é marcada durante o Carnaval pelo desfile dos bonecos gigantes e dos blocos carnavalescos. Ao som do frevo, milhares de pernambucanos e turistas se misturam no sobe e desce das ruas ladeiras que a Cidade Alta possui. Em Olinda, a folia é democrática, colorida e inesquecível.
O município possui dezenas de bonecos gigantes, sendo o mais conhecido deles o Homem da Meia-Noite, que está nas ruas desde 1932 e é responsável por dar início, oficialmente, a zero hora do sábado de Zé Pereira, ao carnaval olindense. Além dos bonecos, o período carnavalesco é composto pelo desfile de afoxés, escolas de samba, caboclinhos e maracatus.

RECIFE

Em Recife, capital multicultural do Brasil, tem frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco, samba, rock, reggae, manguebeat. Todos os anos, o autêntico Carnaval de rua recifense arrebata milhões de foliões, turistas do Brasil e do exterior.
Ninguém fica de fora. A folia é distribuída por toda a cidade. A descentralização leva a festa aos bairros populares. São 12,2km de Carnaval em diversos pólos no Centro do Recife, com inúmeras agremiações, artistas nacionais e regionais, desfiles de blocos, fantasias. Um espetáculo diferente em cada esquina.
Quinteto Violado, André Rio, Orquestra Super Oara, Edy Carlos, Silvério Pessoa, Lenine, Pedro Luís (da banda Pedro Luís e a Parede), Lula Queiroga, Maracambuco, Mestre Salustiano, Almir Rouche, Elba Ramalho, Spok Frevo Orquestra, Belo Xis, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Claudionor Germano, Antônio Carlos Nóbrega, Alceu Valença, Antúlio Madureira e Versão Brasileira.
Este ano, os homenageados do Carnaval do Recife são o Mestre Salustiano e Dona Santa, símbolos de tradição, popularidade e cultura.

No século XX o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato.

Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

DESFILES DAS ESCOLAS DE SAMBA

Local
Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro - Sambódromo
Rua Marquês de Sapucaí, s/n º - Praça Onze - Cidade Nova

Quem Desfila na Passarela

ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO ESPECIAL
Este desfile, ponto alto do carnaval, é dividido em duas noites. Sete escolas desfilam no domingo e sete na segunda-feira.
Neste grupo, filiado à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, as agremiações destacam-se pela magnificência e luxo, onde participam artistas famosos e personalidades do jet set brasileiro, misturados ao povo de aproximadamente cinco mil participantes por escola

ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO A
Estas escolas são filiadas à Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro e fazem parte do chamado Grupo de Acesso. São 10 agremiações de grande porte que desfilam no sábado de carnaval com empolgação e beleza, apresentando seus enredos através do samba, da fantasia e dos carros alegóricos. Um desfile importante, posto que a campeã ascenderá, no ano seguinte, ao Grupo Especial.

ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO B
São também chamados de grupos de base, por se tratar da base popular de onde saíram as grandes escolas. Cada escola tem, aproximadamente mil e quinhentos participantes, portanto são agremiações muito pequenas que desfilam com muita garra para defender o
seu carnaval.

SÁBADO DAS CAMPEÃS
No primeiro sábado após o carnaval, a Passarela recebe todo o brilho de quem se destacou nos desfiles de domingo e segunda-feira, pois estarão desfilando as Escolas de Samba campeãs do Grupo Especial.

Escrito por Claudia M. de Assis Rocha Lima

Nacionalizações

Acompanhando o sistema bancário mundial, também o BCP viu a sua cotação atingir mínimos históricos, cotando na ordem dos 60 cêntimos por acção. Usando um anglicismo, estamos perante um verdadeiro "penny stock".
Os seus resultados anuais foram o que se sabe, lucro, grande, mas a atingir uma queda de 60%. Certo que foi penalizado pelas imparidades e pelos resultados externos,
nomeadamente o sr. zloty (dizia Wojciech Kaczorowski: “The drop in the zloty’s value had an impact on corporate loans,” )... Por outro lado, tendo sido afastados os verdadeiros banqueiros (Engº Jardim Gonçalves, Drs. Paulo Teixeira Pinto e Filipe Pinhal, resistem apenas os directores-gerais colocados pelo governo socialista e umas figuras sinistras que contribuiram para a queda do maior Banco privado português... Virá por aí uma nacionalização?



Os estúpidos não podem ser calados?

João Gobern, este ridículo bacano (pela figura e pela argumentação) deu um triste exemplo de fanatismo anti-portista no programa Zona Mista, da RTPN. Atacou tudo e todos, o moderador e o outro comentador, Bruno Prata, sendo insolente e tecendo suspeitas que não concretizou, à boa maneira sulista, portanto.
Um tipo que vive à custa do Estado (lisboeta, é certo, mas pago com os impostos de todos), devia ter mais respeito... Será que não o podemos correr?

Miguel Sousa Tavares (*)

1 - Quinta-feira foi um dia aziago para alguns ilustres benfiquistas e para alguns defensores do Estado da Calúnia contra o Estado de Direito: o Tribunal da Relação do Porto, por voto unânime dos três desembargadores, confirmou a sentença do tribunal de primeira instancia que mandou arquivar o célebre «caso da fruta», envolvendo o jogo FC Porto-Estrela da Amadora (2-0), de 2004, peça central do Apito Dourado. E mandou arquivar porque julgou que a prova decisiva em que se baseava a acusação do Ministério Público- o testemunho de Carolina Salgado- «como é bom de ver, não é de forma alguma credível» e, pelo contrario, não podia nunca ser julgado isento. E, quanto aos supostos «erros de arbitragem» que, segundo o MP, teriam favorecido o FC Porto (num jogo que já só era a feijões), a Relação julgou que «eles não são mais do que aqueles que os agentes de investigação consideraram...por conjectura ou imaginação...e não o resultado da perícia e das declarações dos peritos». E, acrescentaram os juízes, o que a peritagem concluíu foi que «nenhum dos lances que originaram os golos do F C Porto foram precedidos de erros de arbitragem» e, por isso, nunca a acusação poderia concluir que os erros ocorridos «são causa adequada do resultado final quando favorecem o F C Porto, e completamente inóquos quando favorecem o Estrela da Amadora». Para quem sabe ler, o que os desembargadores dizem é que toda a acusação se baseou em preconceitos clubisticos e assentou na credibilidade de uma testemunha que, de todo, a não merece. Ando a escrever isto há dois anos, mas há quem ache que a justiça dos tribunais não presta, a do Comissão Disciplinar da Liga- onde os juízes são escolhidos por influências dos clubes, onde se julga sem contraditório e sem sequer ouvir testemunhas- essa, sim, é que é a verdadeira. Foi isso, por exemplo, que José Manuel Delgado quiz dizer, num elucidativo texto aqui, sábado passado e acompanhando uma resumida notícia sobre a sentença da Relação, e no qual ele defendia nas entrelinhas que é uma chatice que a justiça comum tarde em render-se à campanha de moralização do futebol português, tão exemplarmente encabeçada pelo exemplar Sr. Vieira. Mas convém recordar que este processo da «fruta» já antes tinha sido investigado pelo MP e arquivado por absoluta falta de indícios probatórios. Foi então que o Dr. Pinto Monteiro, acabado de ser nomeado Procurador-Geral da República e interrogado sobre o «livro» «de» Carolina Salgado, respondeu que ia mandar investigar o que lá vinha- assim lhe conferindo, logo, uma credibilidade que não podia saber se a coisa justificava. E nomeou, perante o aplauso de toda a nação benfiquista, uma task-force encabeçada pela Dr.ª Maria José Morgado para investigar o FCPorto e Pinto da Costa- e apenas eles. E a Dr.ª Morgado agarrou-se à pretensa «testemunha» como se Deus falasse pela boca dela. Gastou aos contribuintes milhares e milhares de euros a fazer «proteger» a sua testemunha, dia e noite, por dois seguranças cuja verdadeira função era a de fazer crer que ela poderia estar ameaçada, tal era a importância daquilo que sabia. E obrigou o MP do Porto a reabrir o processo e levar uma acusação a tribunal. O tribunal respondeu com a não-pronúncia dos réus e, vexame máximo, ainda mandou abrir um processo contra Carolina Salgado por crime de «falsidade de testemunho agravado». A Dr.ª Morgado entendeu recorrer para a Relação e a Relação acaba de lhe dar a resposta que merecia e que, houvesse algum sentido de responsabilidade, deveria levar o Sr. Procurador-Geral e a Sr.ª Procuradora, pelo menos, a pedir desculpas públicas.
Mas, não. Tudo continuará na mesma. Como se nada se tivesse passado, continuarão a escrever sobre o «Apito Dourado» e a «fruta» como verdade estabelecida, continuarão a tentar que a «justiça desportiva» consiga excluir o FC Porto da Liga dos Campeões, em benefício do Benfica. E o Sr. Vieira, verdadeiro criador da criatura caída em descrédito e genuíno paradigma do fair-play, continuará a dizer que a hegemonia do FC Porto nos últimos 20 anos se deve apenas a batota. Como aliás o demonstra a comparação entre as carreiras europeias do Benfica e do FC Porto nos últimos 20 anos...

2 - Tive o saudável bom-senso de me pirar daqui na altura crítica deste clima de histeria, quando, no espaço de doze dias, ao FC Porto coube defrontar os três clubes de Lisboa: Belenenses, Benfica e Sporting. Dos três jogos só soube à distância e não vi nada, depois, senão os dois cruciais lances do Dragão. Mas deixei os jornais guardados e fartei-me de sorrir ao lê-los. E então, do pouco que vi e li, constatei o seguinte:

em Alvalade, houve dois penalties do Sporting contra o Porto, que viraram o resultado (há trinta anos que é assim...). Na página 11 da edição de 5/02 de A BOLA vêm as respectivas fotografias. Na primeira, não se vê rigorosamente nada que possa justificar um penalty, mas a legenda diz que se deve «dar o benefício da dúvida ao árbitro». Na segunda, vê-se o Sapunaru no chão, com uma mão pousada suavemente sobre a anca de Postiga e a legenda reza que foi «penalty claro» ( a fazer lembrar a mão pousada no ombro do João Moutinho e que também foi «penalty claro» no Sporting-Porto para o campeonato);

— na edição de 9/02, vêm duas fotografias do penalty do Dragão, onde, tal como nas imagens televisivas, se vê claramente a mão de Yebda tentando travar Lisandro pela barriga. A legenda, porém, diz que foi só um «toque» e quando ele já estava em queda (a cuja não se vê de todo). Ora, eu até concedo que aquela mãozinha não chegasse para justificar um penalty; o que não percebo é como é que os três penalties de Alvalade são claros ou merecem o benefício da dúvida e aquele seja um «roubo» evidente...

— evidente, evidente, é que aos 19 minutos do jogo do Dragão, Reyes rasteirou Lucho dentro da área. Ele foi ao chão e levantou-se, prosseguindo a jogada e dando ao árbitro mais do que tempo para se lembrar de que não há lei da vantagem em caso de penalty. Ou seja, o árbitro do Dragão errou primeiro contra o FC Porto e depois contra o Benfica. Não entendi, assim, porque fizeram desta arbitragem mais um caso para o «Apito Dourado» e porquê que o José Manuel Delgado teve logo de ir ouvir Luís Filipe Vieira em mais uma «entrevista exclusiva», para dizer o mesmo de sempre- ele, que até nem vê os jogos.

3 - E anteontem, infelizmente (eu odeio penalties, desde a infância, onde enjoei de os ver na Luz e em Alvalade e sempre, sempre, para o mesmo lado...), um FC Porto com um ataque reduzido ao génio de Hulk e à absoluta inutilidade de Mariano e Farias, só conseguiu inaugurar o marcador contra o último classificado e no Dragão, através de um penalty que, vendo na televisão, ninguém de boa-fé pode dizer se existiu ou não. Mas logo estava a receber uma mensagem de um amigo benfiquista garantindo que, na sua televisão, tinha sido mais um «roubo» evidente. E, embora três minutos depois, só o árbitro e o fiscal-de-linha não tenham visto a bola dentro da baliza do Rio Ave, seguiu-se nova mensagem a garantir-me que também aquele árbitro estava comprado. Depois do Benfica-Porto, li alguns benfiquistas queixarem-se de que tinham sido vítimas do «excesso de isenção» de um árbitro sabidamente benfiquista. Mas, curiosamente, só se queixaram da nomeação depois e não antes do jogo: antes, não lhes ocorreu estranhar que para um Porto-Benfica onde muito do campeonato se podia decidir, tenham escolhido um árbitro que é sócio do Benfica. Olha se fosse sócio do Porto, o que não diriam!

Aliás, acho que seria útil que a direcção do Benfica encarregasse o João Gabriel de anunciar publicamente a short-list dos raríssimos árbitros que, à imagem do seu próprio presidente, consideram sérios. E Vítor Pereira faria o favor de só nomear esses dois ou três para todos os jogos do Benfica e do Porto.


(*) Não poucas vezes, o nosso Grande Presidente tem criticado ... os adeptos 'criticos' do FCPorto, ou melhor, de algumas das decisões da Direcção da SAD. O Miguel é dos que não cala a sua opinião. Na maior parte das vezes é assertiva, noutras demasido penalizadora para com o Presidente. Mas ele, Miguel Sousa Tavares é, inegavelmente um Dragão. Adoro o meu Presidente, mas creio que MST é um Portista de quatro costados e que defende o Clube com toda a sua emoção e força.

Tentativa de linchamento de Pinto da Costa (*)

«Os processos vão sendo sucessivamente arquivados contra Pinto da Costa. Só avançará o "caso do envelope" ao árbitro Augusto Duarte, alegadamente recebido em casa do presidente do FC Porto na véspera de um jogo com o Beira-Mar, na época 2003/04.
Tudo isto significa pelo menos duas coisas: a primeira, e essencial, que convém o Ministério Público arranjar provas antes de acusar alguém;
segundo, que os julgamentos públicos são apenas uma parte da nova sociedade que construímos - e ainda bem que assim é. Mesmo quem, como eu, vê personificados no dirigente desportivo Pinto da Costa (e Valentim Loureiro, e Pimenta Machado) muitos dos males do futebol português não pode deixar de perceber que houve aqui uma tentativa de claro linchamento do ser humano.

Sejamos justos: a senhora Carolina Salgado, testemunha credível para acusar Pinto da Costa, o homem com quem viveu durante quase seis anos, não foi sequer processada quando no seu livro diz muito claramente que foi ela quem fez os contactos para mandar sovar um vereador de Gondomar, de seu nome Bexiga. O homem acabou, certamente por sorte, vivo, apesar de barbaramente agredido, mas a senhora ficou impune e tornou-se numa estrela do jornalismo-benfiquista militante. Diz agora um juiz que o testemunho não é credível. Ou seja, afinal a justiça tem lógica.»

João Marcelino, Director do DN, 14/02/2009


Convém igualmente ler, do mesmo jornalista, o seguinte:

"Uma época em julgamento"
Pinto da Costa e Valentim Loureiro marcaram, para o bem e para o mal (na companhia de Pimenta Machado, ex-presidente do V. Guimarães), os últimos 25 anos do futebol português. Primeiro, retiraram-no de uma ditadura, a do Benfica dos anos 60 e 70, e devolveram-no à democracia alguns anos depois do 25 de Abril.Pode agora parecer bizarro, mas eram os clubes de Lisboa, Benfica, Sporting e Belenenses, que em rotação escolhiam o presidente da FPF, e a partir daí todo o elenco. O Benfica chegou a ter o exclusivo dos bons jogadores (era vulgar serem chamados 13/14 futebolistas do clube aos jogos da selecção A!). Mesmo as arbitragens, que na altura não tinham o escrutínio de uma comunicação plural, eram visivelmente tendenciosas. E foi a partir do Norte, desse triângulo com o vértice maior nas Antas, que as coisas melhoraram.Desde aí, o futebol português foi crescendo e conseguiu êxitos sem paralelo na sua história. Modernizou-se. Modernizou estruturas. Desenvolveu escolas. Formou técnicos e por consequência jogadores. Conseguiu resultados (no FC Porto, ainda no Benfica, em todas as selecções). O FC Porto tornou-se uma potência do futebol europeu e o Boavista passou de clube confidencial a vencedor de um campeonato. Ambos se tornaram escolas de know-how futebolístico, e não é por acaso que o Benfica, por exemplo, recentemente recrutou José Veiga (da escola do FC Porto) e hoje conta com Paulo Gonçalves (formado no Bessa).O problema está em que tanto Pinto da Costa como Valentim Loureiro não souberam estar à altura da História. Mais uma vez a natureza humana baqueou perante o deslumbramento do exercício do poder e o resultado é aquele que se conhece. Mais: se o Ministério Público e a PJ não se tivessem demitido das suas responsabilidades durante pelo menos uma década, é minha convicção pessoal que o processo que hoje escandaliza a opinião pública, e que é conhecido como "Apito Dourado", seria uma brincadeira de crianças comparado com aquilo que em determinadas alturas houve para ser investigado. Aliás, o facto de Pinto da Costa e do seu clube estarem a ser julgados por factos ocorridos numa época em que foram campeões de Portugal, da Europa, e em consequência do mundo, não pode deixar de ser considerado como uma ironia do destino. Por tudo isto, o "Apito Dourado" é, para além de um processo concreto, o julgamento de uma determinada época.Não sei se irão ser descontados pontos ao FC Porto (que vai vencer esta Liga com inegável merecimento), que castigo pode vir a ser aplicado a Pinto da Costa e Valentim Loureiro, ou a essa réplica de aldeia que dá pelo nome de João Bartolomeu. Só sei que a Liga de Hermínio Loureiro faz bem em cortar com a tradição de um passado recente e em avançar com processos desportivos autónomos do tribunal e com calendário próprio. Falta saber se a FPF de Gilberto Madaíl, mai-lo seu tribunal de apelo - o Conselho de Justiça - saberão estar à altura de um novo tempo.Quanto a esperar que Pinto da Costa e Valentim Loureiro saiam de cena ainda pelo próprio pé, é esperar de mais. Pelo contrário, os próximos meses serão de intriga e estratégias estudadas, e até de luta pelo poder na Liga de Clubes e na FPF. "Eles" não querem sair e o pior é se houver alguém que queira aproveitar a oportunidade para entrar com a mesma lógica...

(*) retirado, com a devida vénia, do excelente Reflexão Portista

"E os parolos somos nós?"

Eis um magnífico artigo de opinião, da autoria de Álvaro Magalhães, publicado no JN e que o não menos magnífico Sou portista com muito orgulho tem disponível para nosso deleite...

Sensações...

Datas com História: 9 de fevereiro de 1943

A extenuante rotina dos ataques japoneses e do bombardeio pelo "Expresso de Tóquio" até a conquista final da ilha.

À batalha da crista de Lunga seguiu-se um período de calma. Os americanos dedicavam-se a diversas tarefas no acampamento. Quando não chovia, iam lavar as suas roupas impregnadas de suor, em um rio situado a 1.500 metros do aeródromo. Dali podiam ver, na outra margem, os japoneses, que tornavam banho e usavam sabonetes, cujo forte perfume atravessava o rio. Também tinham que suportar os toca-discos nipônicos, que repetiam incessantemente a canção "Home, sweet home" e, às vezes, para grande surpresa sua, os interpelavam, mencionando os seus nomes. Os bombardeiros japoneses de grande altitude - que continuavam a aparecer irregularmente - atiravam, juntamente com as bombas, panfletos de propaganda cujas capas exibiam lindas raparigas nuas e de opulentas formas. Mas estas imagens já não sugestionavam os soldados americanos, enfraquecidos pela malária e pela disenteria. Ficavam coladas, pela chuva ao solo esponjoso e a selva apodrecia aqueles corpos nus traçados no papel ainda mais depressa do que os corpos de carne. Chegou, por fim, o grande comboio no qual se perdeu o Wasp. Trazia víveres, remédios, canhões, munições e milhares de fuzileiros com uniformes novos.


Em fins de setembro, os japoneses, apesar de todos os esforços norte-americanos, tinham desembarcado em Guadalcanal uma divisão inteira. A situação tornou-se inquietante. Sem recursos suficientes para empreender uma ação decisiva (havia excessivo número de navios de grande tonelagem em reparo), o Almirante Ghormley resolveu, não obstante esse fato, assestar um rude golpe no "Expresso de Tóquio".Três cruzadores pesados, dois ligeiros e cinco destróieres, sob as ordens do Contra-Almirante Scott, postaram-se ao sul de Guadalcanal. A aproximação do "Expresso" foi assinalada na tarde de 11 de outubro. Excepcionalmente numeroso, era constituído por destróieres - que navegavam à frente - quatro ou cinco cruzadores e, atrás, sete ou oito transportes. Quando caiu a noite, a esquadra norte-americana rodeou Guadalcanal pelo noroeste, formando em linha de combate diante do Cabo Esperança.


Acabava de virar para oeste e navegava a 25 nós quando o "Expresso" surgiu, perpendicularmente a ela. Os japoneses sofreram uma surpresa tão completa como a dos americanos na Batalha de Savo. O cruzador pesado nipônico, considerado o objetivo nº 1, afundou com uma brecha no casco, iluminado por chamas fulgurantes. Os japoneses demoraram dez minutos a responder ao fogo dos americanos e, em menos de cinco, tinham desaparecido quatro dos seus navios. Finalmente, ouviu-se o estampido dos seus canhões. Afundaram um destróier norte-americano e avariaram seriamente um cruzador ligeiro, mas foram obrigados a retirar-se, com a perda de três ou quatro cruzadores, quatro ou mais destróieres e um transporte.Em 12 de outubro, 6.000 soldados dos Estados Unidos desembarcaram em Guadalcanal, quatro lanchas torpedeiras (punhais destinados ao "Expresso de Tóquio", se acaso se atrevesse a voltar), fundearam em Tulagi. Os fuzileiros respiraram aliviados, mas fizeram-no depressa demais. No dia seguinte tornou-se evidente que os japoneses consideravam a sua derrota do Cabo Esperança como um "pequeno incidente". A escolta do "Expresso de Tóquio" integrava, nessa noite, dois couraçados, um cruzador e oito destróieres. O aeródromo foi bombardeado durante hora e meia e a maioria dos aviões pulverizados.


Retomaram o seu ataque na noite seguinte, com cruzadores e destróieres. O número de aviões existente em Guadalcanal ficou reduzido a um, enquanto o "Expresso" continuava a desembarcar tropas e artilharia, prosseguindo, com mais audácia do que nunca, os seus terríveis bombardeios noturnos. A máquina japonesa parecia, agora, de tal modo reforçada, que já coisa alguma podia fazê-la parar. A partir do dia 20, as tropas recém-desembarcadas principiaram a "exercer uma forte pressão sobre as linhas norte-americanas", as quais se encontravam agora sob o fogo dos canhões japoneses instalados no Monte Kayo. A 23, mal baixou a noite, o "Expresso de Tóquio" iniciou o mais violento bombardeio de toda a campanha. Os americanos compreenderam que desta vez não se tratava de fustigar as suas linhas, mas sim de uma "preparação" conforme todas as regras. O ataque terrestre desencadeou-se logo que terminou o bombardeio, à meia-noite e um minuto. Os canhões do Monte Kayo formaram uma cortina de fogo, atrás da qual avançaram os carros, seguidos pela infantaria. Quatro vezes os japoneses atacaram e quatro vezes foram repelidos.


Ao amanhecer, em plena selva, numa atmosfera quase irrespirável, por causa da fumaça dos carros destruídos, investiram novamente. Vandegrift lançou no combate todos os seus efetivos; não só os fuzileiros, mas também a infantaria desembarcada no dia 12; e fez vir ainda, para os apoiarem, os aviões ocupados em bombardear concentrações de navios de carga e de transporte japoneses. O ataque foi outra vez repelido.A 25, pela manhã, o "Expresso" voltou, efetuando novos desembarques no Cabo Esperança. De noite, recomeçou o canhoneio, ainda mais violento do que na véspera. Alguns dos americanos soluçavam: "Meu Deus, será possível que nunca mais acabam com isto?" Não houve qualquer intervalo entre a preparação da artilharia e o novo ataque. O bombardeio transformou-se simplesmente em cortina de metralha para proteger o avanço dos carros japoneses.

"Durante a noite de 25 para 26 de outubro, a ofensiva terrestre inimiga atingiu o máximo de intensidade". Os veteranos nunca tinham suportado nada semelhante. Abriu-se uma brecha na frente norte-americana e os japoneses apoderaram-se de parte do aeródromo. Ao amanhecer a batalha fragmentara-se em combates entre pequenos grupos de homens esgotados. Alguns americanos encontravam-se num estado muito próximo do desespero; mas a resistência nervosa dos japoneses não estava menos abalada.Durante o dia Vandegrift encurtou a frente, falou às suas tropas, e, com um regimento de fuzileiros à frente, desencadeou um contra-ataque. Queria libertar o aeródromo e repelir inimigo até à entrada da selva, mas os japoneses não retrocederam um centímetro sequer. Os 2.200 nipônicos que defendiam o aeródromo foram exterminados sem se renderem. Henderson Field, a "posição-chave" de Guadalcanal, tinha sido reconquistada. Apesar disto, a situação das tropas de Vandegrift era quase desesperada, a infantaria japonesa, desembarcada na véspera, não havia entrado ainda em ação e uma força naval japonesa, composta por quatro couraçados, três porta-aviões, cruzadores pesados e ligeiros, destróieres, transportes e barcos auxiliares, no total de quarenta navios, aproximava-se de Guadalcanal. O Almirante Kinkaid - que comandava uma nova força-tarefa norte-americana - sai, então, ao seu encontro com o Hornet e o Enterprise.


A 26 de outubro trava-se a Batalha de Santa Cruz; os japoneses perdem dois porta-aviões, o Hornet é posto a pique; vários navios dos Estados Unidos ficam avariados, incluindo o Enterprise. Mas os japoneses retiram-se uma vez mais, renunciando a apoderar-se de Guadalcanal numa ação decisiva.Há pesadelos nos quais se tem a impressão de que tudo volta a principiar de novo, interminavelmente; debatemo-nos neles e avançamos à custa de esforços terríveis, compreendendo angustiadamente que nunca saímos, afinal, do mesmo lugar... Assim Verdun. Assim Guadalcanal. E penso que, talvez, neste ponto, o leitor sinta uma espécie de vertigem, que o Verdun do Pacífico principie a parecer como um túnel, unicamente iluminado por súbitos e fulgurantes relâmpagos, a intervalos regulares.

No dia seguinte à Batalha de Santa Cruz, os americanos desembarcaram tropas em Guadalcanal (o maior contingente depois do primeiro desembarque). Em 30 de outubro o cruzador Atlanta bombardeia as posições japonesas: cabe agora aos amarelos atirar-se ao chão, colar o rosto contra a terra mole da selva. No dia seguinte, os homens dos Estados Unidos atacam. Têm a superioridade numérica e o seu moral está fortalecido. Avançam. Atravessam o Rio Matanikau. Continuam a avançar, "Então isto é que é Guadalcanal?" - perguntam os recém-desembarcados. Esperem um momento... Os japoneses acabam de fortalecer o "Expresso de Tóquio". Desembarcam 1.500 soldados de infantaria naval com material de guerra. Durante o dia 3 de novembro, detêm de novo a ofensiva norte-americana. Reavivam-se os combates terrestres e os americanos tornam a avançar. Os comandos exterminam, na selva, 700 japoneses que batiam em retirada. Os nipônicos deslocam-se para as colinas e o panorama torna-se mais claro. Parece que o pesadelo chega ao seu termo e que os japoneses vão-se ver obrigados a renunciar a Guadalcanal; mas o que fazem realmente é concentrar uma frota em Rabaul! Volta-se ao mesmo ponto.


Ou melhor: quase ao mesmo ponto. Em terra a situação dos americanos é melhor do que antes de Santa Cruz. No mar, pelo contrário, é assustadora. A menos que desistam de Guadalcanal, será preciso que enfrentem forças consideravelmente superiores."A mais encarniçada batalha naval dos tempos modernos" - escreveu um historiador norte-americano a propósito deste encontro decisivo. No Pacífico houve batalhas mais importantes, mas foram aeronavais. Aqui a luta ia-se desenrolando unicamente com o uso de canhões e torpedos e, por assim dizer à queima-roupa, como em Savo e no Cabo Esperança. O mesmo campo de batalha a mesma escuridão.


Em Savo, os americanos foram apanhados de surpresa. No Cabo Esperança, os japoneses tiveram a mesma sorte. Desta vez, não houve surpresa para ninguém. O Contra-Almirante Callaghan dispôs a sua esquadra em linha de combate: os cinco Cruzadores ao centro, quatro destróieres à frente e quatro na retaguarda; formação pouco ortodoxa; mas no meio daquela escuridão, que formação poderia considerar-se ortodoxa e qual se manteria uma vez iniciado o combate? Callaghan sabia perfeitamente que a tática teria pouca importância neste encontro.A meia-noite começou a aproximar-se das águas do canal entre Guadalcanal e Flórida, falando pelo microfone às tripulações dos seus navios. A 1h a estação de radar instalada na ilha comunica: "Aí estão!" Callaghan continua a avançar. A 1h 30min, o primeiro barco japonês acende os seus refletores. Callaghan deu ordem de fogo.

A batalha naval que se iniciou agora foi depois denominada, simplesmente, Batalha de Guadalcanal. Dura de 11 a 15 de novembro. Constituiu uma vitória decisiva para os norte-americanos, que fizeram fracassar a Armada japonesa a caminho de Guadalcanal."Apesar das graves baixas que nela sofremos, a Batalha de Guadalcanal foi uma das vitórias decisivas. A partir de então, as nossas posições nas ilhas meridionais do Arquipélago das Salomão não voltariam a ser ameaçadas seriamente". Tais as palavras do Almirante King.Entre esta vitória naval e a ocupação total da ilha decorreram ainda quase três meses. Depois desta série de combates, os japoneses não tornaram a realizar qualquer ofensiva importante. Guadalcanal deixara de ser um teatro de operações navais.


Em terra, os americanos progrediram lentamente. Como andar depressa naquela selva? Além do mais, já não havia a mesma urgência. Os fuzileiros navais foram substituídos por soldados de infantaria que passaram, certamente, dias difíceis, mas de modo algum comparáveis ao pesadelo dos três primeiros meses. Agora, os soldados que vinham render os seus companheiros, bem como as provisões, chegavam com regularidade. No céu, todos os aviões que se viam eram norte-americanos. O "Expresso de Tóquio" voltava de longe em longe, mas furtivamente, sem se demorar. Durante os primeiros dias de fevereiro pareceu mais numeroso e mais assíduo do que era habitual. Que aconteceria? Provocou inquietação. Mas não por muito tempo: o "Expresso" vinha retirar os últimos japoneses de Guadalcanal. A 9 de fevereiro de 1943, pela manhã, a ilha infernal era dos Estados Unidos.


Fontes deste artigo:
Grandes Crônicas da Segunda Guerra Mundial - Georges Blond - Seleções
Guadalcanal.

O banqueiro (?) mais bem pago Constâncio (continua) a dormir

1) "Os bancos portugueses estão a cobrar mais pelos empréstimos às empresas e às famílas, revela o Banco de Portugal (mais aqui)".

2) "Banca pode precisar de mais apoio do Estado (mais
aqui)"

... e Fernando Gomes foi corrido por muito menos

1/ "Entram no banco a tiro (mais aqui)"

2/ "Gang amordaça e bate em idosos (mais aqui)"

3/ "Gang ataca namorados (mais aqui)"

4/ "Assalto a casal acaba em violação (mais aqui)"

5/ "Baleado em assalto a casa (mais
aqui)"


6/ "Nova vaga de assaltos a farmácias (mais aqui)"

7/ "Idosos sequestrados três horas no WC de casa (mais
aqui)"

8/ "Farmácia assaltada à mão armada em Alfena (mais
aqui)"

Mentes ...




Escorregadelas...

Este túnel na Rússia é o mais longo dentro de uma cidade na Europa. Sobre o túnel corre um rio, que deixa escapar água em alguns pontos. Quando a temperatura alcança 38 graus negativos, como aconteceu neste inverno, o piso congela e o resultado é este vídeo, feito com a câmara do túnel. Em especial notem o autocarro !!!

video

Via Nortadas

Sobrevivente: Sam, a Koala


Sam, a koala tornou-se mundialmente famoso pela fotografia ali do lado.

Aqui está o video do pequeno animal que sobreviveu aos incêndios e surge de dentro da floresta em cinzas. Um dos bombeiros aproxima-se e dá-lhe de beber. O pequeno animal bebe 3 garrafas de água e depois pousa a pata na mão do bombeiro.

Os palhaços da Liga!

A Liga de Clubes, que ainda não teve tempo de entregar a Taça de (Tri)Campeão ao FCPorto, é uma autêntica cáfila de seguidores benfiquistas.
O seu sulista-eleito presidente há muito que deveria ter corrido, ou pelo menos manifestado a sua indignação à actuação da sua direcção (ele incluído) bem como do tal coiso da justiça.
A propósito da reclamação de Boavista e FCPorto, relativa ao pedido de revisão das sentenças persecutórias do orgão de justiça, que como se sabe teve por base a Constituição e o facto de não estarem previstas e AUTORIZADAS escutas telefónicas para as supostas ocorrências que penalizaram aqueles clubes da Cidade do Porto, veio agora, o aparelho benfiquista da liga, dizer que não senhor, que não havia factos novos a considerar.
Aliás, o CD conclui que «a prova assente em escutas telefónicas não foi determinante para a convicção formada sobre existência dos factos que levaram às condenações» das SAD’s de Boavista e FC Porto.
Conclusão: Se não foram as chamadas telefónicas, foi o quê?
Terá sido o "brilhante" livro ditado por Pinhão e assinado por Carolina?
Será o mesmo livro e a mesma testemunha-chave que OS TRIBUNAIS CIVIS e JUÍZES DE DIREITO, independentes da cegueira benfiquista de um tal ricardo assistente de faculdade, e de uma fulana cujo marido é funcionário benfiquista, consideraram com "FALTA DE CREDIBILIDADE"???
Isto só vem provar uma vez mais o carácter persecutório dos palhaços da liga, sejam eles quais forem!

Momento Musical (ou como quem diz, vou ali e venho já)

Infelizmente, tenho que deslocar-me e permanecer em lisboa nos próximos dias, mas quero dizer a todos os que por aqui passam os olhos, que vou voltar... Graças a Deus!!!

Holding Back The Years

Desempregado

O DESEMPREGADO

Apresentou-se na firma de colocação de mão-de-obra.
Após horas na fila de desempregados,
chegou a sua vez de ser entrevistado:
- Sabe fazer o quê?
- Bem, entendo de construção civil, meu pai trabalhava no ramo.
Gosto de culinária e acho que não me daria mal na agricultura.

- Hum, Hum. O que tem feito ultimamente?
- Sou andarilho, espalho novas idéias e boas notícias.
- Ora, isso tudo é muito vago.
Quero saber quais são as suas aptidões.
- Sou bom em recursos humanos.
Sei organizar grupos e incentivar pessoas.

- Considera-se um homem dotado de espírito de competitividade?
- Sou mais pela solidariedade.
Gosto de somar esforços, unir o que está dividido,
quebrar distâncias, incluir os excluídos.
- Na área da saúde, tem algum conhecimento?
- Sim, às vezes faço curas por aí.

- Isso é exercício ilegal da medicina.
Só os médicos e os medicamentos cientificamente
comprovados podem curar.
Ou será que você também embarcou nessa onda
de que meditação cura?
- É, meditação traz boa saúde.
É o meu caso.
Medito todas as manhãs ou ao anoitecer.
Às vezes passo toda a noite meditando.
E, como vê, gozo de muito boa saúde.

- Que mais sabe fazer?
- Sei pescar, preparar anzóis, monitorar
uma embarcação e até assar peixes.
- Bem, no momento não há procura neste ramo.
Os japoneses já ocuparam todas as vagas.
Se fosse escolher uma profissão, qual seria?
- A de publicitário. Creio que sou bom de propaganda.
- Que tipo de produto gostaria de vender?
- A felicidade.
- A felicidade?
- Sim, como o senhor escutou.
- Meu caro, a felicidade é o bem mais procurado do mundo.
É uma demanda infinita.
É o que todo mundo busca.
Só que ninguém ainda descobriu como oferecê-la no mercado.
O máximo que temos conseguido é tentar convencer
que ela resulta da soma dos prazeres.
- Como assim?
- Se você usar esta roupa, tomar aquela bebida,
passar no cabelo aquele produto, viajar para tal lugar,
você haverá de encontrar a felicidade.
- Mas isso é enganar a freguesia.
A felicidade não se confunde com nenhum bem de posse.
Ela só pode ser encontrada no amor.
- Bela teoria!
E pensa que as pessoas não têm medo de amar?
- Têm medo porque não têm fé.
Se acreditassem em alguém e em si mesmas, amariam despudoradamente.
- Vejo que você é mesmo bom de lábia.
Quer um emprego de vendedor de cosméticos?
- Prefiro não vender ilusões.
Melhor oferecer esperanças.
- Esperanças? Do jeito que o mundo está?
Cara, trate de ganhar seu dinheiro.
Hoje em dia é cada um por si e Deus por ninguém.
- Não penso assim.
Se houver esperança de um futuro melhor,
haverá indignação frente ao presente injusto.
Então as pessoas haverão de mudar as coisas.
- Pelo que vejo você gosta de política.
- Não sou político, mas exerço o meu direito de cidadania.
Defendo os direitos dos pobres.
- Desconfio que você é um desses vagabundos
utópicos que nas praças divertem os jovens aos domingos.
Você bebe?
- Só vinho.
- Como é o seu nome?
- Jesus, mas pode me chamar de Emmanuel.

® Frei Roberto

enviado pela Lurdes, que o retirou da blogosfera sem contudo assinalar o blogue, mas assim que apurar, identifico-o...

Está Bem... Façamos de Conta

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Mário Crespo - Jornal de Notícias

Porto: Museu de História Natural vai reabrir em final de Maio

Departamento de Zoologia, embora não tenhasido afectado pelo incêndio da Reitoria, passou por obras


O departamento de Zoologia do Museu de História Natural da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto deverá abrir portas em finais de Maio. A garantia foi dada, esta terça-feira, aos jornalistas pelo director Jorge Eiras.
O responsávela falava à margem da apresentação da exposição "Charles Darwin (1809-2009) - Evolução e biodiversidade" - que será oficialmente inaugurada amanhã, às 12 horas, pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e pelo reitor da Universidade do Porto, José Marques dos Santos, na Faculdade de Ciências do Porto.
Jorge Eiras confirmou, ao JN, que "o departamento de Zoologia vai abrir o mais brevemente possível", esclarecendo que o fogo que afectou essencialmente a cobertura do edifício da Reitoria da Universidade do Porto, a 5 de Maiodo ano passado, "parou à porta do museu", ficando o espólio completamente "intacto".
Ainda assim, porque houve estruturas em risco, sobretudo devido ao peso da água (o museu e a biblioteca foram, apesar de tudo, preservados) "foram necessárias obras", justificou o director do museu, visivelmente orgulhoso pelo facto da exposição "Charles Darwin (1809-2009) - Evolução e biodiversidade" ser composta "pelo vasto espólio do Museu Museu de História Natural".
Organizada em quatro núcleos expositivos, que se estendem ao longo de 200 metros quadrados, a mostra patente na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto inclui algumas das mais ricas colecções nacionais de insectos, peixes exóticos, espécies várias de aves e de símios, que "vão ajudar o visitante a compreender a importância do trabalho pioneiro de Darwin para a compreensão do Mundo tal como hoje o concebemos", descreve Jorge Eiras.
Das espécies animais mais representadas no espólio do Museu de História Natural a que o público terá acesso, o director destaca "a coleccção de colibris (aves que chegam a ter apenas dois centímetros de comprimento), que reúne mais de 800 exemplares diferentes", que a par de "um tentilhão das ilhas Galápagos" (ler texto ao lado), foi doada ao museu por Braga Júnior. "Foi uma doação muito importante, que aconteceu em 1905, quando familiares de Braga Júnior decidiram cumprir um desejo do senhor", concluiu Jorge Eiras.
(Marta Neves, in JN)

Labaredas


    O F.C. Porto é Tricampeão há 312 dias, depois de ter goleado o Estrela da Amadora e desencadeado a chama de todos os Dragões. O campeonato transacto terminou a 10 de Maio de 2008, ou seja, já passaram 278 dias desde a vitória no terreno da Naval, na derradeira jornada da época.

    O Labaredas acha que é muito tempo, mas há quem não partilhe da mesma opinião. Talvez por isso a equipa do F.C. Porto continue à espera do troféu de campeão que conquistou com todo o mérito e com grande classe. Quantas centenas de dias terão de aguardar mais os Tricampeões? Esperemos que a taça não enferruje...
fonte: fcporto.pt

Mais uma "cabala"?

Alemães reduzem adeptos do Benfica a menos metade

"O Benfica é o clube mais popular em Portugal, com 2,2 milhões de adeptos, segundo um estudo da SPORT+MARKT, que reduz a menos de metade o número de simpatizantes contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística. (...)"

"De acordo este estudo, o Benfica detém 2,2 milhões de adeptos, mais 900 mil adeptos do que o FC Porto (1,3 milhões), segundo classificado na popularidade nacional, e o dobro que o Sporting, terceiro luso (1,1 milhões). (...)" Artigo completo no JN

Via Renovar o Porto

Porto vive "a mais grave situação social" desde o 25 de Abril

A União de Sindicatos do Porto (CGTP-IN) diz que o distrito do Porto vive "a mais grave situação social depois do 25 de Abril" e reclamou "medidas especiais" para "estancar a degradação continuada" da situação social na região.
"É gravíssima a situação social no distrito do Porto", denuncia o sindicato em comunicado, destacando o "desmantelamento do seu aparelho produtivo, com evidentes reflexos no desemprego, nos baixos salários e pensões de reforma, na pobreza e na exclusão social".
Prova da escalada da exclusão social é, para a União de Sindicatos do Porto (USP), o total de beneficiários do Rendimento Social de Inserção no distrito (116.268, 34 por cento do total do país) e o número crescente de famílias que recorrem a organizações de auxílio no campo alimentar.
Para esta estrutura sindical, impõem-se "medidas especiais" para o distrito do Porto, pois "os problemas não se resolvem com paliativos como observatórios e programas de promoção do emprego ou reuniões extraordinárias do Conselho de Ministros no Palácio do Freixo".
Acusando os governos do PS, PSD e CDS/PP de promoverem a "economia de casino em detrimento da economia real", a USP recorda que, entre 2004 e 2006, desapareceram 664 empresas nos sectores das pescas e da agricultura.
"No mesmo período, na indústria transformadora, desapareceram cerca de 3.300 empresas, 1.570 das quais do sector têxtil e cerca de 500 da indústria metalúrgica", enquanto no sector da construção foram extintas "mais de 4.500 empresas", sustenta.
Como consequência, só no distrito do Porto mais de seis mil trabalhadores de empresas encerradas eram, em Dezembro passado, credores de mais de 71 milhões de euros e estavam inscritos nos centros de emprego 98.815 trabalhadores desempregados, mais 5,5 por cento que em Dezembro de 2007.
Um número que, segundo a união de sindicatos, está ainda assim "muito abaixo da realidade", por não incluir os desempregados a participar em programas ocupacionais - 23.602 em todo o país - e os envolvidos em programas de emprego e formação profissional - 56 mil a nível nacional.
Também criticado pela USP é a "opção deste governo pelos bancos e banqueiros e pelos ricos e poderosos", que se traduz no "agravamento da situação dos trabalhadores, reformados, jovens e população mais carenciada".
Como exemplo, aponta os recentes despedimentos, processos de 'lay off' e atrasos no pagamento dos salários em várias empresas no distrito, com destaque para a Controlinveste, Qimonda, CNB/Camac, RTE, Manitowoc, Movelpartes, Portutex, Silva e Sistelo, Punho Duplo e Lima Caldeira e Moreira.
Por outro lado, a publicação e entrada em vigor da revisão do Código do Trabalho constituirá, para a USP, "um autêntico 'off-shore' para o patronato", criando "condições para a multiplicação dos abusos, da precariedade e o aumento da exploração dos trabalhadores".
"Os quatro mil milhões de euros já injectados pelo Governo PS/Sócrates para alguns grupos económico-financeiros dava para pagar o salário mínimo nacional a 100 mil trabalhadores, durante seis anos", refere o comunicado.
(in JN)

E os procuradores lisboetas ainda se mantêm em funções?

“Não basta falar é preciso provar. ”
Sr. Dr. Hermínio Loureiro, pegue na sua frase e comente o apito final. O Sr. Dr. Ricardo Costa conseguiu “provar” aquilo que juízes mandam arquivar.É de facto extraordinário. Nunca vi um caso de corrupção a ser julgado em justiça desportiva antes dos tribunais comuns se pronunciarem. Quando os tribunais comuns decidirem os montantes das indemnizações a pagar pela Liga, espero que o sr. ainda lá esteja para não deixar a batata quente do pagamento a outro a outro.
Da Liga Portuguesa de Futebol Profissional já estamos conversados. Eles estão ao serviço do benfica, ponto final! Mas quanto à verdadeira justiça, que se espera cega, não será chegado o momento de exigirmos a demissão do Sr. Procurador da República Lisboeta e das equipas de Investigação nomeadas para acompanhar o Processo Apito Dourado? Não está nas barbas de todas as pessoas integras e com algum sentido de decência, o sectarismo e os sinais persecutórios evidentes, demonstrados pela procuradora Maria José Morgado? Será preciso que ela mostre o cartão de sócia do Benfica (se é que o tem), para que o senhor Procurador Geral perceba que ela não tem perfil ético para aquela missão?
Será indispensável evidenciar um elevado quociente de inteligência, para se perceber que há uma manifesta intenção de forjar provas contra Pinto da Costa depois de se recorrer ao testemunho de uma mulher sem escrúpulos como é Carolina Salgado? Por que persistem então em manter a «confiança» nos «testemunhos» de tal pessoa*, o Sr. Procurador e sua estimada adjunta? Por quê? Alguém será capaz de compreender isto, sem duvidar da idoneidade destas pessoas? Aquela velha história do "parecer sério", não se lhes aplica, por quê? Por pensarem que os seus magnanimos estatutos as isenta absolutamente de quaisquer suspeitas? Os tiques salazarentos ainda não desapareceram, meus senhores?
Estão na moda as Petições. Pois então, usemos esse instrumento de cidadania para movermos uma a favor da demissão destas pessoas. Já vai sendo tempo.


"O acórdão assinala ainda que a acusação não teve sequer "o cuidado de purgar os erros técnico-jurídicos, na medida em que articula supostos e duvidosos factos", assim como "também não leva em conta as demais orientações e esclarecimentos dados pelos peritos quando dizem que os erros assinalados não o são".O acórdão dos desembargadores, cujo relator foi Coelho Vieira, acolhe ainda a tese de que não houve qualquer tipo de favorecimento por parte do trio de arbitragem constituído por Jacinto Paixão, Manuel Quadrado e José Chilrito. "Numa perspectiva geral e objectiva, verifica-se que houve erros de análise de lances de jogo para cada equipa" e que "nenhum dos lances que originaram os golos do FCP foram precedidos de erros de arbitragem". Por isso, nunca a acusação poderia deduzir "que os erros de arbitragem são causa adequada do resultado final quando favorecem o FCP e completamente inócuos quando favorecem o Estrela da Amadora".
(Texto parcial dos juízes desembargadores do Tribunal da Relação que ordenaram o arquivo do processo, extraído do Público)
(obrigado à Sónia que me mandou este pedaço de bons argumentos)