Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Hipocrisia

Time Out Porto: vale a pena comprar

VINHO, MENTIRAS E CULTURA
 
Todos os meses, quando fechamos a edição desta revista, contabilizamos tudo aquilo que falhou. É um hábito a que a exigência obriga: queremos perceber se perdemos informações por causa de qualquer atraso, de um erro técnico, ou simplesmente porque alguém nos disse que não tinha tempo. Este mês aconteceu isso de uma forma tão curiosa que vale a pena contar. Depois de decidirmos dedicar o tema principal aos grandes segredos do vinho do Porto, quisemos que alguns desses segredos fossem receitas dos melhores chefs do mundo. E por isso fomos atrás deles. Com tanta ou tão pouca insistência que o melhor restaurante do mundo, o Noma, sentiu-se na obrigação de nos responder, em tom de arrependimento, que não tinha nenhuma receita com Porto... neste momento. Uma vergonha assumida, portanto. Resta-nos a consolação de ter grandes receitas, e outros tantos factos e curiosidades que o vão fazer ler este tema do princípio ao fim. Depois disso, e porque o mês é Setembro, virámo-nos para cursos. Agora que começa o planeamento do ano lectivo e abrem as inscrições, quisemos dar-lhe algumas sugestões fora do normal para preencher o seu calendário extra-trabalho. Finalmente, e como não podia deixar de ser, falamos-lhe da grande rentrée cultural. Porque as férias já lá vão, é tempo de adivinhar o que vão ser os próximos meses em áreas tão diferentes como a música e a moda. Bom mês.  [retirado do facebook]

Universidade do Porto: um orgulho

Cada vez mais existem jovens que deixam as suas cidades para estudar no Porto; este é um indicador da qualidade de ensino existente nesta nobre cidade.

Europa: é urgente travar este estado de coisas

Elas "andem" aí...

 "Caravela Portuguesa"
(Portuguese Man O'War)

Armamar: Feira da Maçã

Plataforma Logística de Leixões pode arrancar

Luz Verde do Tribunal de Contas

A APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões vai iniciar em breve as obras de construção do pólo 1 da futura Plataforma Logística de Leixões. O Tribunal de Contas autorizou a adjudicação da empreitada pelo valor de 10,5 milhões de euros à empresa Gabriel Couto.

A APDL lançou ainda o Concurso para a Empreitada de Construção de duas naves logísticas, totalizando 20.000 m2 de área coberta, no Pólo 2, tendo como preço-base 11,5 milhões de euros.

Por falta de espaço disponível, a Plataforma Logística de Leixões obedecerá a um modelo polinucleado e irá ficar localizada junto ao porto de Leixões, com acesso através da VILPL (Via Interior de Ligação ao Porto de Leixões). Ocupando uma área total de 60 hectares ficará distribuída por dois pólos: o Pólo 1, adjacente aos silos agro-alimentares do porto de Leixões próximo da área portuária, proporcionará uma localização privilegiada para actividades portuárias de segunda linha (armazenagem e des/consolidação de cargas); o Pólo 2, junto ao nó com a Via Regional Interior (VRI), constituirá uma plataforma excelente quer para tráfegos portuários, quer para as atividades logísticas de apoio ao consumo na Área Metropolitana do Porto.

Pela sua relevância económica, o projecto da Plataforma Logística de Leixões é apoiado pelo Banco Europeu de Investimento, no que diz respeito ao Pólo 1, e os acessos aos dois pólos conta com a comparticipação do POVT – Programa Operacional de Valorização do Território.

Os maridos e as mulheres do(a)s outro(a)s

Os Maridos das outras ...

As Mulheres dos outros ...

Aeroporto do Porto


Fazer as coisas pelo outro lado: 2 jogos, e já lá vão 100 minutos a jogar contra 10

Ainda agora começou o campeonato de futebol mas de súbito vem à memória aquela frase proferida pelo orelhas, desconsiderada pela morgadinha: "nós estamos a fazer as coisas pelo outro lado"...
Não, não se trata da"súbita" lesão do melhor avançado do Setúbal. Nem tão pouco das palavras a denotar subserviência por parte do presidente sadino. Nada disso. Trata-se que, em 2 jogos, em 180 minutos de futebol mais uns trocos dos descontos, os lampiões jogaram mais um jogador durante 100 minutos !!! contra 10 adversários. Fantástico! Sempre com "simpáticos" árbitros do Porto, conseguem ter a "almofada" de competir de forma desonesta  contra adversários mais fragilizados. Hoje, desde os 7 minutos! É obra! 
Estes acontecimentos só têm comparação com a época 2009/2010, onde os encornados jogaram 462 minutos contra 10 jogadores e 89 minutos contra 9 adversários.
Mas pelo andar da carruagem, a "coisa" promete.

Nota: Já agora, o 1º golo em off-side não interessa, nem tão pouco a entrada "imprudente" (he he he) de Luisão que nem amarelo valeu. Mas nesse ninguém toca... (senão leva um infesto).

Da série "eu gosto é do Verão": está a chover a potes no Porto

BIRT: Convívio Anual

08 de Setembro de 2012
Informação aqui

A maior Beach Party da Europa!

9ª Edição: Azurara Beach Party

Desde 2004, que a Azurara Beach Party na praia da Azurara em Vila do Conde, promete "divertimento e animação num cenário único".
A Azurara Beach Party surge empenhada para, mais uma vez se distinguir no Verão de 2012 e continuar a ser a maior Beach Party da Europa.
A caminho da 9ª edição, já passaram nomes como: Eric Morillo, Booka Shade, Vanilla Ice, Audiofly, Marcelinho da Lua, M.A.N.D.Y., Josh Wink, Jazzanova … entre tantos outros.
De forma a dar continuidade ao enorme sucesso alcançado nas edições anteriores, apresentamos para 2012 mais uma edição deste evento de sucesso e acreditamos ser capaz de superar os níveis de participação alcançados anteriormente.
Para além dos visitantes, a Azurara Beach Party, convida muitas caras conhecidas do panorama social a estarem presentes nesta grande festa de Verão.
O objectivo é manter a maior Beach Party da Europa…
A Azurara Beach Party irá decorrer a 25 de Agosto de 2012, na praia da Azurara - Vila do Conde.
A promessa para esta edição é a realização de um evento inesquecível. Música, animação, e entretenimento, onde não faltarão figuras públicas, cobertura dos media e principalmente espectáculos com os melhores nomes da música.
Todos irão sentir que fazem parte de uma experiência única, permitindo desfrutar da magia de uma grande Beach Party.
A Azurara Beach Party vai festejar a sua 9ª edição e proporcionar experiências, fornecendo a estrutura, o ambiente, a animação e a música, para que a Azurara veicule os valores das marcas - cumprindo deste modo a qualidade que o nome traz consigo.
Durante os meses de Junho, Julho e Agosto é feita uma tour de apresentação da Beach Party em clubes de referência.
Com capacidade para 45.000 pessoas, o recinto do festival manter-se-á na praia da Azurara, enquadrado numa paisagem … soberba!

Cidade do Porto: Feira de Artesanato da Foz do Douro

Começa hoje, e termina a 02 de Setembro, a XXII Feira de Artesanato da Foz do Douro!

Porto Canal: Territórios Douro

Mais um excelente trabalho da Televisão do Norte, em "favor" da nossa região: a não perder!...

Bacia do Douro e a Construção de um Barco Rabelo


Cidade do Porto: Campeonato Europeu de Minogolfe

De 29 de Agosto a 1 de Setembro, o Jardim do Passeio Alegre, na cidade do Porto vai receber o Campeonato Europeu de Minigolfe. Nesta prova, os 150 melhores jogadores europeus, entre eles o Campeão Mundial de 2011, irão disputar o título de campeão, naquele, que após a sua remodelação, é considerado um dos mais belos campos de minigolfe do Mundo. Não perca este evento, onde poderá ver grandes tacadas, muita concentração e apoiar a Seleção Portuguesa, que se tem preparado para tentar alcançar um resultado histórico.

O futebol lisboeta e os arrotos

"Não permitirei que clubes de Lisboa continuem a ser prejudicados"

(a frase foi proferida pelo pateta -o do meio- na imagem supra, qualquer coisa na AFL; parece o desenterrar da santa aliança lisboeta que, como os Dragões sabem, só nos tem trazido ... vitórias atrás de vitórias)

Devem ter sido estas "boas" intenções que levaram a justiça federativa a reduzir o castigo ao encornado orelhas.

Relembrando,
5 minutos após o final do prélio (entre lagartos e encornados, na pretérita época futebolística), o sr. Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, após sair do balneário da sua equipa - mais concretamente na designada zona técnica -, interpelou, em tom alto e exaltado, o dr. Luís Duque, administrador da Sporting SAD, que se encontrava no hall de acesso aos balneários, proferindo, pelo menos, as expressões:

Obscenidade 1:
"Diz lá, outra vez, que eu é que domino a arbitragem !
Sim, foi isto que andaste para aí a dizer, que eu dominava a arbitragem!
Foste tu que disseste! "

Obscenidade 2:
"Era para isto que vocês queriam controlar tudo!"

Obscenidade 3:
"Era para isto que queriam que a gente controlasse a arbitragem!"

Obscenidade 4:
"Não me faças falar!
Não me obrigues a pôr a boca no trombone!
"

 Claro que estes vitupérios já foram esquecidos; pena é que a Sra Morgado e a corja paineleira desportiva não tenha conseguido ler nas entrelinhas o que foi proferido que, sem dúvida, era bem merecedor de um mega inquérito ao tráfico de influências. Mas como a coisa se passa na capital colonialista e com clubes do regime, ninguém se importa... Só de lembrar que por ruído muito menos sonoro o AD foi um espectáculo de insinuações contra o FCP...

Chegar ao Porto por ar

Vídeo "gentilmente" sacado do facebook do amigo José António Oliveira

Hamas Leader’s Family Gets Israeli Medical Aid

HAIFA, Israel – Hamas Prime Minister Ismail Haniyeh has no problem calling for the destruction of Israel and blaming it for attacks linked to his own party, but when his relative needs life-saving heart surgery, only Israeli doctors will do.

The stunning hypocrisy comes to light after five Hamas-backed terrorists allegedly killed 16 Egyptian soldiers in the Sinai Peninsula that borders Gaza. Although evidence points to a Hamas-backed terror operation, Haniyeh inexplicably blamed it on Israel. The suspects were later killed by Israeli Defense Forces when they tried to cross the Kerem Shalom border.

Israel is responsible, one way or another, for this attack to embarrass Egypt’s leadership and create new problems at the border, in order to ruin efforts to end the [Israeli] siege of the Gaza Strip,” Haniyeh claimed during in an interviews with the Hamas-run Al-Aqsa television.

Yet only a few months ago, the revelation that Ismail Haniyeh’s brother-in-law received a special permit from the Israeli government to travel into the Jewish State to receive life-saving heart surgery has come as something of a surprise.

Haniyeh’s sister Suhila’s husband suffered undisclosed heart problems four months ago that doctors in Gaza were unable to treat, according to Ynetnews.com. The stricken man and his wife were whisked to Beilinson Hospital in Petah Tikva in central Israel, where he was treated, and some days later, the couple returned to Gaza.

A person from the inner circle of the Hamas leadership did receive treatment at Beilinson Hospital,” an Israeli government source confirmed to FoxNews.com. “Although there are no diplomatic relations between Israel and Hamas, there are many occasions when requests for help based on purely medical decisions taken in Gaza are granted by Israel for humanitarian reasons.”

No one from Hamas was available for comment on the case.

Guy Inbar, spokesman for Israel’s Coordinator of Government Activities in the Territories told FoxNews.com that Israel routinely renders such humanitarian aid to Palestinians – when it is requested. “Approximately 115,000 Palestinian patients from the West Bank were treated in Israeli hospitals during 2011. Additionally, some 9500 permits were issued for Palestinians from Gaza to receive treatment”, he said.

The Palestinian Authority, which has received an average of $600 million in annual aid from the U.S., foots the bill for all medical treatment of Palestinians in Israeli hospitals.

But Haniyeh’s rhetoric against Israel may be coming at the expense of ailing Palestinians without ties to the leadership. In recent weeks there has been a notable decrease in the number of permits being requested by Gazans for medical treatment in Israel, prompting some regional observers to wonder if Haniyeh – who has repeatedly vowed not to rest until “Israel is wiped off the face of the map”- is now denying his own people the opportunity to benefit from Israeli medical help.

Ronen Bergman, an expert on Israeli intelligence affairs, told Fox News that he feels the permission granted to Haniyeh’s brother-in-law for treatment in Israel could however be part of a bigger picture.

Hamas is well aware that Israel will give high quality treatment to Palestinians without taking into consideration their organizational membership,” he said.

Furthermore, this case could be interpreted as a signal to Hamas … that the channels of negotiation that brought about the release last year of captured Israeli soldier Gilad Shalit … might potentially be used to develop better relations between the two sides.”

Source: foxnews.com

Diria mais (*)

Um investigador da Universidade do Minho compôs uma tese da qual diz: "Do mesmo modo que a mulher tem o direito legalmente reconhecido de abortar ou não abortar, perante uma gravidez não planeada, o homem deve poder decidir se quer ou não ser pai". E, também, citando desta notícia, "um sistema que permite o não nascimento por via de um aborto também pode permitir o nascimento sem atribuição da filiação paterna". Infelizmente tenho de dar razão e continuidade a esta lógica. E eu diria mais: um sistema que permite, subsidia e patrocina o aborto é um sistema que promove e absorve sem reacção outros fenómenos de violência, como os ataques à propriedade, à integridade física, ao desgaste da civilidade e, igualmente, permite o abastardamento da moral, por arrasto, para outras crises dentro da crise.

O Estado está a ficar duplamente centralizado!


O centralismo e a oportunidade (perdida?) da crise


Se deixarmos de parte pequenos países, como o Luxemburgo ou Mónaco, Portugal é o país mais centralizado da Europa, considerado o centralismo pelo volume do dinheiro público que é distribuído pelos vários níveis geográficos de administração do Estado.
Além de centralista, o Estado em Portugal é desconfiado e ineficiente.
O centralismo é desconfiado, porque entende que nas vilas e pequenas cidades do “interior” (a menos de 2 horas do mar!), o dinheiro é especialmente mal gasto, em rotundas, pavilhões e não sei que mais e aí abunda a corrupção. Por isso, é melhor serem alguns a decidir na capital (onde todos são sérios, está bom de ver…).
Mas como e quem cria um banco como o BPN? Como e quem faz e explora auto-estradas e constrói escolas? Como e quem decide e ajuda a comprar submarinos? Além disso, este centralismo, que gera a dependência desde as aldeias, vilas e cidades distantes do processo de decisão (porventura próximo de Lisboa), cria a desconfiança de muitos face aos poucos que decidem na capital, normalmente confundidos com os “políticos”.
Dito de outra forma, o centralismo é mau para a democracia.
O centralismo é ineficiente, porque os ministérios e secretarias de estado comunicam mal entre si, não olham uns para os outros na hora de ver onde ficam hospitais relativamente a escolas ou parques urbanos, nem pensam se a melhoria nos serviços, por exemplo pelo comboio, evitaria o alargamento da auto-estrada ao lado.
Regras e mais regras, somados a reguladores e necessidade de escapar ao controle (estatístico) do aumento do défice e endividamento, levam a criar institutos, parcerias e fórmulas as mais variadas de empresas mistas, públicas e privadas (na escala central como local), além de ocorrer a privatização de serviços públicos, o que faz com que a decisão demore a ter efeitos e a gestão global seja um exercício quase impossível.
Dito de outra forma, o centralismo é mau para a economia.
Além de centralista, desconfiado e ineficiente, o Estado está a ficar duplamente centralizado, já que nas regiões autónomas (na Madeira, muito especialmente) e nos municípios (alguns sim, outros não), se reproduzem os tiques de centralismo nacional, acrescido da concentração numa única pessoa (o presidente), associando-lhe o destino de uma terra.
Subsídios a jornais (mais publicidade) e a clubes de futebol (mais publicidade) ajudam muito a este “todo-poderosismo”, para o que contribui o alargamento da influência do partido do poder por alguns destacados membros às instituições mais relevantes (como misericórdias e associações culturais), mais a “gestão criteriosa” dos concursos para obras, ou do recrutamento e promoção de funcionários.
Soluções? Já acreditei mais que a regionalização poderia promover uma articulação tão necessária na gestão como na promoção da energia das pessoas e empresas e instituições, ainda que não necessariamente de diminuição de assimetrias. Ainda creio muito na vantagem das regiões, mais não seja pela potencialmente saudável perturbação que iria criar.
Na Grécia, um dos poucos países não regionalizados, isso foi-lhe imposto há pouco pelo FMI. Por cá, isso passou despercebido ao sr. Olhos Azuis e aos seus colegas da dita troika. Em contrapartida, pareceu-lhes bem propor a diminuição do número de municípios e freguesias. Duvido muito que seja um bom caminho. Ou melhor, acho que é asneira e dispêndio desnecessário de energia.
Se a extinção de freguesias pode ocorrer em Lisboa e porventura em mais meia dúzia de casos,no país mais profundo a freguesia tem um valor identitário e historicamente tão profundo que o seu desaparecimento significa uma perda que para alguns é muito superior aos efeitos da crise.
Quanto à extinção de municípios, os quais salvo raras excepções estão estabilizados há mais de um século e têm uma dimensão superior ao que ocorre na generalidade dos países europeus, esta proposta só pode resultar de alguma indicação tecnocrata e inculta (“cheira-me” que tenha sido coisa do dr. Catroga)…
Governança é o que faz mais falta (mas isso merece um texto autónomo), maior cooperação entre municípios também (forçada por incentivos e penalizações, como aconteceu aquando da realização dos PDM) e fusão de competências entre freguesias, isso sim parece sensato!
P.S.: Por favor deixem Porto e Gaia descansados. Afinal, o GaiaPorto ia até Espinho e deixava Matosinhos de fora? Ou englobava os três e “fazia de conta” que as pessoas que dormem em Gondomar e Valongo não interessam? Entretanto, pode alguém fazer-me o favor de dizer o que é e para que serve a Junta Metropolitana? E se puder descobrir porque é que desde Fernando Gomes está moribunda, os habitantes de Porto, Matosinhos, Maia, Valongo, Vila Nova de Gaia e Gondomar agradecem.

Continuem a votar nos partidos de lisboa...


Norte com mais salários abaixo dos 310 euros


O número de portugueses com salários inferiores a 310euro/mês aumentou 9,4% face a 2011. O Norte destaca-se como a região que mais contribui para este crescimento, com mais 7600 pessoas neste escalão.
No total, o Norte já emprega 57 mil trabalhadores com salários abaixo de 310 euros. O valor mais elevado entre todas as regiões, representando 37% do total nacional. 
O Norte é a região do país com maior número de desempregados (299,6 mil). 

O antro

O presidente da comissão parlamentar de acompanhamento do programa de assistência financeira a Portugal (PAFP) veio há dias afirmar algo impensável: que os deputados que a integram podem, sem qualquer problema, estar ligados a empresas e negócios que sejam abrangidos pelo referido programa.

O conflito de interesses, real, potencial ou aparente, não preocupa Vieira da Silva, pois, no seu relaxado entendimento, aquela comissão não aprecia, a nível legislativo, o referido programa.

A assunção por parte de Vieira da Silva que a comissão de acompanhamento do PAFP não intervém nos assuntos do PAFP é verdadeiramente surpreendente. Já sabíamos que o Parlamento português está repleto de organismos inúteis. Mas proclamar, de forma explícita, que esta comissão não serve para nada, é um pouco demais.

Ainda por cima, esta justificação veio a propósito de uma denúncia minha de existência de conflito de interesses de deputados que exercem funções na comissão e representam interesses de grupos privados afectados pelas medidas do programa da Troika.

Sou agora até obrigado a reconhecer que, se a comissão não serve para nada, nem tem competências relevantes, não faz de facto sentido falar em conflito de interesses. E, a ser assim, até poderia ter no seu seio António Mexia, da EDP, ou Ricardo Espírito Santo Salgado, cujos interesses lá estão representados por interpostas pessoas.

Mas haverá que perguntar então para que existe a referida comissão e para que reúne. Porque não estando ali os deputados a defender qualquer interesse público, estão apenas para se informarem do andamento de cada processo. Aqueles que têm interesses privados utilizam a informação que ali recolhem em proveito dos seus negócios. Os outros são meros figurantes. De facto, não há de facto conflito de interesses, porque o interesse público nem representado está, Vieira da Silva tem razão. Na comissão parlamentar a que preside, talvez a mais importante, o interesse público foi capturado.

Infelizmente a comissão de acompanhamento do PAFP está longe de ser caso único. A promiscuidade entre interesses privados e a política domina um Parlamento que se abastardou e está reduzido a um antro de negócios.

[Paulo Morais]

Infâmia islâmica

É uma vergonha para a humanidade e é uma vergonha que a ONU não questione estes países que acolhem estes terroristas.

Em Gaza, o deputado do Hamas, sheik Ahmad Bahr, prega a aniquilação de Judeus e Americanos:

No Líbano, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaça matar milhares de Israelitas:

Aqui há (muitos) gato(s)

Relvas: plano de actividades para os próximos 12 meses




Coisas tão evidentes mas que os políticos de lisboa ainda não perceberam...

Um ano depois de entrar ao serviço, e assistindo ao brutal aumento do número de desempregados, percebendo-se que esse número irá continuar a aumentar, o governo de lisboa mostra-se surpreendido!!! Parece anedota mas não é. É a sério: fazendo fá nos diplomas, os economistas ministros, ou ministros economistas, dizem-se surpreendidos com o desemprego, que teima em não se portar como eles esperavam... Será que nunca ouviram, nas várias cadeiras universitárias que ...
...A forma mais direta de reduzir o desemprego não é reduzir os custos com o trabalho, é estimular o consumo!?

Os portugueses são mesmo uns cromos

Os avisos estavam lá, mesmo assim algumas pessoas ignoraram a sinalização e colocaram-se por baixo das arribas. Azar. Cairam uns pedregulhos e fizeram panquecas dessas incautas pessoas. Isto foi em 2009. Hoje, os familiares pedem 900 mil euros de indemnização !!!

Sete Mares

Com o lampião Duarte Gomes e o incompetente Vitor Pereira...

... só podia dar 0-0



Nota à margem: A Antena 1 não tem funcionários no Porto? Tinham que mandar um mouro encornado efectuar o relato do jogo?


Nota à margem: Ontem, no jogo dos encornados, Soares Dias, um portuense enfeudado aos lampiões, conseguiu provar a sua daltonia: confundiu um preto com um branco e colocou o seu clube a jogar contra 10!!! Não chegou...

Anedota Desportiva do Ano (para já)

«Tenho a meu favor as imagens e o histórico no futebol profissional» - Luisão







TUA

A Barragem do Tua destrói o Douro para rentabilizar um negócio de ventoinhas

A construção da Barragem do Tua será trágica para Portugal. Coloca em causa esse património milenar que é o Douro, além de que economicamente é um investimento desastroso para o País. Mas como interessa à EDP, que é um verdadeiro estado dentro do estado, provavelmente irá mesmo avançar.

Ao permitir que se coloque em risco a marca Douro Património Mundial, o governo português envergonha-nos na comunidade internacional. Portugal é referenciado como um dos países que desdenham ou destroem património, como os talibans que no Afeganistão destroçaram os Budas gigantes, ou até como o Mali, onde se demoliram templos milenares. Com a construção da Barragem do Tua, permite-se a depreciação patrimonial duma região demarcada, aliena-se procura turística de altíssima qualidade, desvaloriza-se o Vinho do Porto. Inexplicavelmente, os dirigentes políticos que tantas medidas justificam a troco duma imagem externa positiva de Portugal ficam mudos e quedos perante esta atrocidade.

Ainda por cima, todo este prejuízo é provocado por um negócio calamitoso. A Barragem do Tua é energeticamente inviável, pois a sua capacidade permite a produção hidroeléctrica num reduzidíssimo período anual de pouco mais de um mês. No restante, a actividade predominante deste equipamento será a bombagem de água, com recurso a energia eólica. Esta será subsidiada, paga por todos os consumidores através do défice tarifário incluído na factura de cada lar. Servindo apenas para gerar lucros milionários para a EDP e seus parceiros das eólicas, a Barragem do Tua destrói o Douro para rentabilizar um negócio de ventoinhas.

A decisão de José Sócrates de construir esta hidroeléctrica foi desastrosa. E desastrosa a atitude de Passos Coelho por não ter cancelado todo o projecto.

Até Guterres, conhecido como um governante hesitante, mostrou mais determinação. Impediu a Barragem do Côa, justamente por razões patrimoniais bem menos gravosas do que as que justificam o cancelamento imediato da construção do Tua. No seu tempo, bem ou mal, era o governo que decidia sobre os interesses do País. Hoje parece ser a EDP a decidir sobre a vontade do governo.

Anedota bancária

Parece anedota, mas é autêntico:

O dia 11 de Abril do ano passado, um homem armado assaltou a dependência do Banco Português de Negócios, ou simplesmente BPN, na Portela de Sintra, arredores de Lisboa e levou 22 mil euros.

Trata-se de um assalto histórico: foi a primeira vez que o BPN foi assaltado por alguém que não fazia parte da administração do banco.

Mas este já está preso...

Cidade do Porto: A esplanada da Soundwich, a sande que dá música


Ver filme aqui:  [fugas.publico]
Joana Lencastre e António José Teixeira estão declaradamente a dar-nos música. E não é que gostamos?

Já terminámos a refeição de mais de três horas e estamos praticamente sós na esplanada Soundwich. António José carrega uma pilha de caixas metálicas e pousa-as na mesa. Abre uma e ouve-se uma voz masculina: "Olá, sou o Nuno Inverneiro e preparei-lhe esta soundwich de sabores portugueses e pronúncia do Norte. Desfrute, aproveite o bom tempo e as coisas boas da vida e vai ver que o sol brilhará." De seguida, os Beatles cantam Here comes the sun.


Abrimos outra caixa. "Olá, eu sou o Luís Américo e espero muito sinceramente que lhe dê tanto prazer a comer esta soundwich como me deu a mim criá-la. Bom apetite" - e entram em cena Louis Armstrong e Ella Fitzgerald, Cheek to cheek. Podemos multiplicar o exercício por sete, mas por agora pedimos um ponto de ordem à mesa.


Há soundwiches no Porto há dois meses - e elas andam nas bocas do mundo. As coordenadas são fáceis de decorar: Parque da Cidade, Núcleo Rural, loja 1000 Paladares. Localizados? Agora vamos ao que realmente interessa: a esplanada que nos habituámos a ver naquela eira desafogada abriu este Verão com novo figurino. Numa piscadela de olho à pronúncia do Norte, Joana Lencastre e António José Teixeira apostaram forte no conceito soundwiches.


Microfone aberto para António José Teixeira: "Desenvolvemos um conceito onde a música e a gastronomia de assinatura se unem para proporcionar momentos de fruição". Sete chefs com créditos firmados na praça portuense (e não só) foram convidados a criar sanduíches que chegam à mesa em caixas metálicas. Uma vez abertas, um chip põe o cliente a ouvir a saudação que cada cozinheiro preparou, bem como uma das suas músicas de eleição.


Mas, em abono da verdade, está no ar há relativamente pouco tempo - no dia em que visitámos a Soundwich as caixas com os chips estavam mesmo, mesmo a chegar (António José garante que a Fugas foi a primeira a vê-las prontinhas), pelo que não tivemos a experiência de provar a sanduíche com direito à banda sonora do chef. Nesse dia, a música era outra: a Smooth FM (Porto, 89.5; Zona Centro, 92.8; Lisboa, 103.0) é, desde o dia da abertura, a 9 de Junho, a rádio de casa da esplanada.


As referências musicais não se esgotam aqui. As ementas chegam em discos de vinil - calhou-nos um álbum de Falco - e a clientela com mais de 30 anos manuseia com cuidado estas peças (quase) de museu que os dois sócios foram comprar à feira da Vandoma. Há mais coisas nesta Soundwich respigadas dos baús de leiloeiras e afins: por exemplo, o champanhe com que iniciamos a refeição vem à mesa num bacio pintado à mão do século XIX, agora convertido em frappé; e os pratos são quase todos desirmanados, resultado, também, de mergulhos nos sótãos.


António José já nos explicou isto tudo - e entretanto a mesa começa a compor-se. Para além das soundwiches, há ainda as tapewiches, também com a assinatura dos mesmos chefs. Provamos um carpaccio de polvo em marinada de pimentos com salada (da autoria de Nuno Inverneiro), um carpaccio de novilho em salsa tartufo com rúcula e queijo velho de vaca (Luís Américo), mas é a proposta de Camilo Jaña que mais nos surpreende: mil folhas de salmão fumado com ricotta e ervas. Acompanhamos com sangria de espumante (recomendável) mas a boa notícia é que na Soundwich quem quiser trazer o seu vinho de casa é bem-vindo.


Ultrapassado o capítulo tapewich, entramos no terreno das soundwiches. Há sete, mas provámos apenas três: a do chef Luís Américo - que é, diz António José, a líder de vendas -, peito de frango, mozzarella de búfala, bacon tostado, pesto e rúcula; a de Pedro Nunes, secretos de porco preto com queijo fresco, tomate seco, tomate fresco e variedade de alfaces; e a de Nuno Inverneiro, sardinha de escabeche com beringela, pimento verde e tomate.


Já com o estômago refeito, tivemos ainda de arranjar espaço para as sobremesas - coisa que também recomendamos vivamente, mesmo que já esteja satisfeito. Com assinatura de Rui Costa e Joana Quinta, as propostas vão de um genial bolo de chocolate com crocante de laranja (Rui Costa) a um saborosíssimo bolo de limão com gengibre e framboesa (Joana Quinta).


Nota final antes de virarmos o disco: a Soundwich estará aberta até meados de Outubro. A partir daí, e sosseguem os fiéis adeptos, das duas uma: ou passará para dentro de portas, para o espaço onde funciona a loja gourmet 1000 Paladares, ou muda de casa, talvez para o centro nevrálgico da movida portuense, a Baixa.



Soundwiches com banda sonora:

António José Vieira (Shis)
Papada de porco confitada, tomate coração de boi e pepino em conserva
Banda sonora: Tatuagens, Mafalda Veiga

Hélio Loureiro (Porto Palácio Hotel)
Raspas de carne de porco com caril, nozes, maçã e uva passa
Banda sonora: As time goes by, tema do filme Casablanca

Pedro Nunes (São Gião)
Secretos de porco preto com queijo fresco, tomate seco, tomate fresco e variedade de alfaces
Banda sonora: Garganta con Arena, Cigala & Tango

Nuno Inverneiro
Sardinha de escabeche com beringela, pimento verde e tomate
Banda sonora: Here comes the sun, The Beatles

Pedro Lemos (Pedro Lemos)
Manga, abacate e tomate com finas especiarias
Banda sonora: This is what you are, Mario Biondi

Camilo Jaña (Cafeína)
Ratatouille com queijo de cabra, espinafres frescos e alcaparras
Banda sonora: Loca, Chico Trujillo

Luís Américo (Mesa)
Peito de frango, mozzarella de búfala, bacon tostado, pesto e rúcula
Banda sonora: Cheek to cheek, Louis Armstrong e Ella Fitzgerald
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Preços: Tapewiches e Soundwiches a 7,50€. Sobremesas a 3,50€.

Nome:  Soundwich
Local:  Porto, Aldoar, Parque da Cidade, Núcleo Rural. Beco das Carreiras, 64, 65
Telefone:  226168335
Horarios: Terça a Domingo das 12:00 às 22:00
Website:  www.soundwich.pt

Submarinos



Taxa de desemprego: 15% !!!!!!

E nós ...

Uns trabalham (no Porto), outros fazem greve (o resto do país)

Ontem fomos confrontados com a notícia de greves no sector portuário.
Os funcionários dos portos de Lisboa, Setúbal, Figueira da Foz e Aveiro fizeram uma greve.
Para variar, os trabalhadores do Porto de Leixões mantiveram-se a laborar normalmente.
Percebe-se porque motivo o Porto de Leixões bate sucessivamente recordes no movimento marítimo, recordes na produtividade, recordes nas exportações, recordes na atracagem de navios de cruzeiro... Recordes nos lucros. Percebe-se porque motivos os outros avolumam prejuízos.
Percebe-se, pois, a gula e inveja da capital em anexar a gestão do NOSSO Porto de Leixões aos medíocres e deficitários portos do país: eles, os mouros, querem mamar o nosso sangue! Trabalhar não é com eles, mas roubar o Norte isso já é com eles!
"Curiosamente", hoje temos mais greves nos sectores dos transportes públicos. Infelizmente os STCP do Porto aderem à mesma, mas mais uma vez, o Metro do Porto não aderiu a "mais uma" paralização e está a laborar normalmente.

Percebe-se que o povo tem razão quando diz, "Lisboa diverte-se (e rouba) e o Porto trabalha".

Nota: Nada me opõe às greves: são um direito constitucional. O que me incomoda são as contínuas e improfícuas greves (veja-se só o caso da CP que mantém 52 pré-avisos de greve só para este ano) que nada resolvem. Se o povo está descontente deveria fazer como nos países civilizados, juntar-se em mega manifestações e "berrar" o seu descontentamento. Assustar os poderosos.  Estas paralizações não mais são que "feriados" forçados e dias de descanso para aqueles que, convenhamos, já fazem muito pouco... Estas paralizações são fantochadas promovidas por um grupo de sindicalistas obsoletos e partidarizados e que apenas servem para o prejudicar os utentes e avolumar os prejuízos das empresas públicas já de si deficitárias...

Crise? Que crise?

Porsche aumenta vendas em 20% na Europa

O fabricante de automóveis desportivos Porsche aumentou as suas vendas em 20% na Europa.
Estes dados referem-se aos primeiros sete meses de 2012, em que a Porsche vendeu 30.618 automóveis, mais 5201 que no mesmo período do ano passado.  [PÚBLICO]

As primeiras de Marte ...

Consequências do (des)Acordo Ortográfico de lisboa

Eu gosto é do Verão :-((

(Agosto - Porto, hoje de manhã)

Taxi Driver, versão Walt Disney

Cadela resgata os seus 5 filhotes de casa em chamas

Via Fox News


Última Hora: conferência de Luisão e Jesus


Safaram-se !?

Coisas que nunca mudam

As cartas de Clenardo sobre Portugal e os portugueses de 1535… ou 2012?


Humanista e pedagogo do Renascimento, Nicolau Clenardo, permaneceu em Portugal durante cerca de cinco anos , e foi em Março de 1535 que escreveu a Látomo, as famosas Cartas de Clenardo, que falam sobre Portugal e os portugueses da época. Nada disto seria estranho, não fosse que mais de 470 anos depois dessas cartas terem sido escritas, parecem descrever o Portugal e os portugueses de hoje…

Sobre os portugueses:

Falando sobre os portugueses, Clenardo sublinha três aspectos dominantes: a preguiça, a vaidade e a devassidão.

- a preguiça:

Na opinião de Clenardo, os portugueses são o povo mais preguiçoso do mundo. Os alentejanos são ainda pior do que os outros, pois ele considera o Alentejo praticamente como uma região africana:
Se há algum povo dado à preguiça, sem ser o português, então não sei eu onde ele exista. Falo sobretudo daqueles que habitam além do Tejo, e que respiram de mais perto o ar de África. (Clenardo 1926:271)
Segundo Clenardo, os portugueses querem sempre trabalhar o menos possível:
Em Portugal, todos somos nobres, e tem-se como uma grande desonra exercer alguma profissão. (Clenardo 1926:273)
O resultado é que a agricultura se arrasta miseravelmente e que há uma grande falta de artífices:
Se algures a agricultura foi tida em desprezo, é incontestavelmente em Portugal. (Clenardo 1926:271)“Aqui não há grande abundância de artífices, e não é costume que eles ofereçam as suas mercadorias. (Clenardo 1926:273)
Para sustentar a economia, os portugueses precisam de artífices estrangeiros e de escravos:
Se uma grande quantidade de estrangeiros e de compatriotas nossos não exercessem cá as artes mecânicas, creio bem que mal teríamos sapateiros ou barbeiros. (Clenardo 1926:271)“Os escravos pulam por toda a parte. Todo o serviço é feito por negros e mouros cativos. Portugal está a abarrotar com essa raça de gente. Estou a crer que em Lisboa os escravos e as escravas são mais que os portugueses livres de condição (Clenardo 1926:273)
Até há portugueses que criam escravos para eles fazerem bons lucros com a venda dos filhos nascidos em casa:
Chega-me a parecer que os criam como quem cria pombas para levar ao mercado. Longe de se ofenderem com as ribaldias das escravas, estimam até que tal suceda, porque o fruto segue a condição do ventre. (Clenardo 1926:274)

- a vaidade:

Nas suas cartas, Clenardo sublinha que os portugueses não só detestam o trabalho, como também querem viver como grandes senhores. Na sua opinião, o português vive para o público, faustosamente:
Há aqui uma chusma desses faustosos, que trazem todavia pela rua atrás de si maior número de criados do que de reais gastam em casa. (Clenardo 1926:279)
Para poderem viver desta maneira, os portugueses às vezes até passam fome:
Se quisesse condescender com os costumes desta terra, começaria por sustentar uma mula e quatro lacaios. Mas como seria possível? Jejuando em casa, enquanto brilhava fora como um triunfador. (Clenardo 1926:279)

- a devassidão:

Segundo Clenardo, os portugueses são, para além de serem preguiçosos e vaidosos, devassados:
Vénus, em toda a Espanha, tem culto público não menos que outrora em Tebas, e mormente em Portugal então, onde creio que seria uma coisa extraordinária ver um mancebo contrair uma ligação legítima. (Clenardo 1926:274)
Clenardo insiste que todos os portugueses acabam por se comportar dessa maneira, há somente uma importante excepção: a corte portuguesa.
Nem a nobreza da sua origem, nem a sua alta hierarquia, nem as riquezas o impediram de se dedicar ao estudo. Que, apesar da púrpura, os filhos del-rei D. Manuel vivem tão modestamente, que mal excedem em grandeza aos homens do povo. (Clenardo 1926:382)

Clenardo sobre a vida em Portugal:

Clenardo queixa-se muitas vezes da carestia da vida em Portugal. Embora ganhe o dobro do que lhe dava a sua pátria, não tinha que encarecer excessivamente essa quantia.
Não há terra onde todas as coisas sejam tão caras; não direi sequer que um thaler do Reno em Lovaina vale mais do que um ducado de oiro aqui em Portugal. (Clenardo 1926:271)
Para poder explicar melhor, Clenardo dá o exemplo do custo da barba:
Que diria, santo Deus!, o meu tio, o recebedor de Diest, se eu lhe fosse pedir para tratar da barba uma renda anual de quinze florins, – quantia que excede o património de muito boa gente! E não obstante, tenho vivido assim há perto dum ano. Se eu oferecer menos, o homem da navalha não voltará, e (o que vos ajuda melhor a conhecer estas criaturas) não voltará ainda que se insiste com ele. (Clenardo 1926:272)