Terça-feira, Novembro 10
Segunda-feira, Novembro 9
FCPorto: viciados na mediocridade

O que se passa? Será esta a pior equipa dos últimos anos? E o treinador? O que tem na cabeça? E os jogadores? Ainda querem vencer? E a atitude? Que desilusão! Será que ainda podem jogar pior?
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Domingo, Novembro 8
A crise do Norte (*)
Vamos ver se, na saída da crise, o Norte retoma um ciclo de crescimento". A crise estará para acabar, mas os sinais que vamos tendo mostram que o desejo de Carlos Lage poderá muito bem não ser cumprido. Mais desemprego, menos exportações, líderes divididos entre a contestação ao centralismo e a necessidade de continuar a receber favores desse mesmo centro, a romaria generalizada para Lisboa, cada vez mais poderosa e rica, face a um Norte que, tudo indica, continua a perder terreno.
É um problema só do Norte? Ou o desequilíbrio entre as sete regiões portuguesas é uma das razões pelas quais, ainda hoje, décadas e muitos milhares de milhões de euros depois, os índices de desenvolvimento de Portugal face à Europa são vergonhosos? O próprio ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse que "o país precisa do Norte".
As perguntas apelam a uma reflexão sobre a coesão regional ou a aposta numa região (Lisboa) que "arraste" todas as outras, seguindo a lógica do "superior benefício da Nação", como ironiza Braga da Cruz.
Ou uma terceira via, proposta pela OCDE, num documento de 2007, quando o país desenhava uma nova política regional, por imposição da União Europeia, de forma a receber o último grande pacote de ajudas financeiras comunitárias. Dizia a organização dos 30 países mais desenvolvidos que não é obrigatório ter que escolher uma daquelas duas vias. Pelo contrário, que os países devem apostar em todas as regiões, precisamente para potenciar o crescimento da nação no seu todo. Já na altura, segundo a OCDE, Portugal era o segundo país mais centralista do "clube", a seguir à França, mas admitia que a política regional então desenhada poderia vir a fazer de Portugal um exemplo de desenvolvimento a seguir por todos.
Anos passados, o que aconteceu a esse modelo? Ouvindo o que têm a dizer vários dirigentes, líderes, pessoas de relevo de toda a região Norte, o cenário é mais negro do que o admitido pela OCDE.
Em 2007, o Norte surpreendeu ao conseguir as primeiras boas notícias económicas em muito tempo: um crescimento ligeiramente acima do resto do país, que permitiria recuperar algum do muito terreno perdido nas últimas décadas. Mas, logo depois, a crise voltou a pintar a região de negro. Hoje, o desemprego está em níveis recorde e a quebra das exportações foi um golpe duro para as empresas, sobretudo as nortenhas. Dois anos passados, nada garante que o início daquele dinamismo económico tenha ganho raízes suficientes para medrar. Ou, em alternativa, que as deficiências estruturais da região se mantenham e voltem a servir de lastro a um Norte que não se consegue manter à tona de água.
Hoje, a larga maioria dos trabalhadores continua sem qualificações, as empresas permanecem em boa parte agarradas a formas de fazer as coisas arcaicas, o grosso dos produtos que saem das fábricas não têm nem a qualidade para combater os de regiões mais desenvolvidas nem o preço para vencer os que vêm do Extremo Oriente.
Ou seja, o global da região continua a ter a mesma fraqueza que a impede de se afirmar: a incapacidade em vender no estrangeiro, como tem dito repetidas vezes o presidente da Cotec, Daniel Bessa.
Até no que toca a indicadores de bem-estar a região aparece muito mal no retrato. Veja-se, só a título de exemplo, os cuidados médicos. No ano passado, o país tinha uma média de 3,7 médicos por mil habitantes. Mesmo esquecendo a média de 5,3 ostentada por Lisboa e arredores, o Norte até se enquadrava dentro do panorama geral, com uma média de 3,4 médicos. Mas o número é enganador, porque a região é tudo menos homogénea. Se o Porto exibe uma média de seis médicos e meio por mil habitantes, já as restantes zonas da região têm números indignos de um país da União Europeia: o Ave tem um rácio de 1,6 e o Tâmega não chega sequer a ter um médico por mil habitantes. A falta de equilíbrio dentro da própria região é, aliás, notória.
Indicadores de bem-estar como os relativos a cuidados médicos são reflexo directo da capacidade de uma comunidade de criar e gerir riqueza, neste caso a comunidade do Norte. O problema, insistem tantas vozes da região, é que cria pouca riqueza e gere ainda menos, já que os centros de competência que lhe permitiriam fazê-lo continuam a rumar para Lisboa, cuja força de gravidade actua como um íman poderoso sobre empresas, conhecimento e mais valias. Dito de outra forma, o centralismo, que recua até ao tempo do Império, tornou-se de tal forma "um vício" que as pessoas "acabam por lhe reconhecer legitimidade", diz Braga da Cruz, presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho.
A denúncia do centralismo está a transformar-se numa "crescente irritação face ao exercício do poder, quase rotineiro, a partir de Lisboa", de que fala Carlos Lage, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). E as oportunidades para o fazer multiplicam-se. É o caso recente da decisão política de instalar em Lisboa os gestores dos fundos comunitários, apesar de as verbas para os pagar saírem dos fundos destinados às regiões mais pobres e de todos os seus interlocutores se encontrarem no Norte, no Centro e no Alentejo, lembra Luís Ramos, especialista em desenvolvimento regional.
Os exemplos são inúmeros e têm dado espaço a cada vez mais denúncias da excessiva concentração de poder e à reclamação de maiores competências e autonomia regional. Insuspeita, a OCDE, que reúne os 30 países mais ricos do mundo, é uma dessas vozes. Em 2007, um estudo sobre Portugal concluía que o país é o segundo mais centralizado no seu "clube", a seguir à França e elogiava o esforço feito pelo Governo de criar políticas de desenvolvimento regional, apesar de afirmar que só existiam porque a União Europeia assim exigia, a troco de 21,5 mil milhões de euros para desenvolver as regiões.
A OCDE reconhece que o Governo criou estruturas representativas nas cinco regiões. "Tal como é demonstrado pelo exemplo de França (…) este tipo de escolha organizacional ajuda a assegurar coerência à política regional, mas deixa pouco espaço para a integração de conhecimento local específico" - precisamente um factor que entende ser imprescindível ao bom desenvolvimento regional.
O estudo, publicado em 2008, terminava dizendo que o empenho dos agentes regionais na transformação da estrutura do Norte era fundamental para que as medidas tomadas em papel tivessem impacto real. Dois anos passados, o que dizem esses mesmos agentes regionais? Que o centralismo continua a aumentar e, em muitos casos, que desconcentrar competências públicas não chega, apelando a uma verdadeira descentralização, possível só mediante a criação de regiões administrativas eleitas pelo povo.
Hoje, no início de uma nova legislatura, contudo, os defensores desta reforma não podem estar seguros que seja desta que a regionalização avança. Pelo contrário. Não há unanimidade de opiniões dentro do partido do Governo, quanto mais entre as cinco forças presentes no Parlamento. Dentro do PS, a reforma já está a ser atirada para lá das eleições presidenciais e o líder parlamentar socialista, Francisco Assis, nem sequer arrisca assumir um compromisso de que será feita nesta legislatura. É certo que a regionalização consta do programa deste segundo governo de José Sócrates. Mas já constava do anterior, até com maior entusiasmo, e continuou enterrada numa gaveta.
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Sábado, Outubro 31
Empate em casa
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Terça-feira, Outubro 27
O benfica e a anti-dopagem (leia-se o CNAD)
Não fui eu que disse...
A tensão estava dentro e fora de campo. Ao intervalo, Luisão e Cléber saíram "picados" e Jesus, ao empurrar o nacionalista, acabou por incendiar ainda mais os ânimos, registando-se azeda troca de palavras e empurrões entre os elementos das duas equipas.
Mais tarde, após o 4.º golo, Jesus exibiu os quatro dedos na direção do banco dos madeirenses. O técnico benfiquista e Machado não morrem de amores e no final nem se cumprimentaram, apesar de terem estado muito próximos. (Rui Alves, Presidente do Nacional)
Futebol: Liga de Clubes e a farsa
Túnel da Luz
Dizem que está a ficar mais perigoso passar no túnel do estádio-pago-pela-epul do que na escura amadora...
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A RDP e a escolha facciosa das notícias
Quinta-feira, Outubro 22
Os lambe botas do costume
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Sócrates 0 - Liberdade 2
O TIC mandou arquivar o processo que José Sócrates moveu contra João Miguel Tavares
Pela segunda vez, José Sócrates não obteve junto da Justiça uma decisão favorável ao processo que apresentou contra o colunista do “Diário de Notícias” João Miguel Tavares(…)
Na primeira vez que o caso foi levado a tribunal, o Ministério Público decidiu arquivar o processo. Na segunda vez que José Sócrates insistiu na queixa, a resposta foi também o arquivamento. Para o juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa que analisou o caso, o artigo em causa pode ser crítico quanto ao político mas é também uma “manifestação legítima de uma opinião”, como cita o DN.(…)
Apesar dos argumentos apresentados por Sócrates, Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa realçou a questão da “liberdade de expressão”, que prevê a “possibilidade de poder questionar as acções e opções políticas de um político”. Para o juiz de instrução criminal, “é também neste tipo de situações que o direito à honra tem de ceder em prol da liberdade de expressão”. Assim, o tribunal considerou que o artigo em causa é um texto que “se encontra plenamente inserido no exercício da liberdade de expressão”.
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Está de volta: a "campanha negra"
A TVI divulgou no Jornal Nacional, um fax trocado entre administradores do Freeport, no qual é feita uma referência explícita a um suborno de dois milhões de libras (três milhões e duzentos mil euros).(…)
“Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro”, escreve Payne a Rick Dattani, que, por sua vez, reenvia o texto para um outro administrador, Jonathan Rawnsley.
É Dattani quem acrescenta ao texto anotações manuscritas e que refere explicitamente a existência de subornos no valor total de dois milhões de libras: “Jonathan, este é o fulano [Payne] que me telefonou e sabe do suborno de 2 milhões de libras, sublinhei algumas partes interessantes a partir do ponto 4. Se o parlamento é dissolvido até às eleições, o Secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada.”
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O ditador venezuelano é um traste
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Saramago pode não gostar de Deus, mas Deus ama Saramago!
Depois, quero afirmar que jamais li uma obra sua. E não estou arrependido. Parece ser moda dizer bem da sua literatura. Moda, certamente, pois muitos falam de uma obra sem vírgulas, sem pontuação... e dizem não perceber nada, mas dizem bem só porque é ... intelectualmente giro. Pior só aquele filme sem imagem, creio que a Branca de Neve era o seu nome...
Pelo meio, quero também dizer que os seus palpites são tão permitidos como outros quaisquer. Afinal isto não é um país muçulmano e ele, quando fala em crueldade, maus feitos, más práticas fá-lo, como disse atrás, com conhecimento de causa.
No resto é um infeliz e um cobarde, porque só pretende atacar a Bíblia, e lógicamente os milhões que a leram e a compreendem. Sabe que esses podem discordar da sua opinião ou até tentar entendê-la, mas não lhe fazem mal. É pois, cobarde. Falasse ele do Corão nos mesmos termos e teria um exército de fanáticos a persegui-lo! Mas não, é o próprio que diz: "Não tenho a intenção de abordar o Corão, tenho mais que fazer". Mas aí é que o infeliz Saramago mostra a sua falta de cultura e de coragem. Porque o Corão é um livro igualmente (ou ainda mais) interessante, e até está cheio de apelos à violência contra os que não o seguem (ou não fosse ele usado à letra pelos terroristas que ameaçam o mundo livre e inteligente). Mereceria, pois, o Corão, um romance do estalinsita...
Quanto à Bíblia em si, vejam só o que ele diz: «Li a Bíblia, não toda, mas li».
Ou seja, não leu quase nada, mas o pouco que leu deu-lhe bagagem para zurzir naquilo que está lá escrito, deu-lhe capacidade para desenvolver ideias sobre um Deus cujas decisões não compreende. «O Deus da Bíblia não é de fiar». Torna-se óbvio que ler partes da Bíblia sem estar imbuído do seu espírito dificulta a compreensão. E quando não há vontade de compreender… saem estas palermices. Perante isto, torna-se claro que o bacano estalinista não pode desenvolver uma tese sobre o contexto histórico e funcional dos textos que compõem o Antigo Testamento e sobre cultura hebraica antiga.
Eventualmente, para algumas mentes, a Bíblia é capaz de ser demasiado avançada para poder ser entendida, apesar de ser “demasiado simples”. Deus aceitava as ofertas de Abel porque este o adorava enquanto Caim se limitava ao simples cumprimento de um ritual. Ou seja, Deus não aceita as pessoas por causa de suas ofertas e sacrifícios, e sim, pela sua fé em Deus, o melhor dos sacrifícios. Simplesmente a essência do Cristianismo. Não compreender isto...
Na abordagem ao assunto, num noticiário de uma televisão sulista, um frade expressou a frase que faz o título deste post:
- Saramago pode não gostar de Deus, mas Deus ama Saramago!
Somente o poder do Amor pode restaurar e mudar vidas. Mas nem Deus tem o poder de fazer com que alguém O ame. E é essa maravilhosa liberdade de Deus. Só O ama quem deseja amá-Lo. Temos a liberdade de O amar ou rejeitar. E cada um é responsável por essa escolha diante do Deus vivo. Ainda assim, Ele sempre ama o pecador...
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Mel Gibson de regresso à 7ª arte
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