Aconteceu o impensável. Na nobre família do desporto europeu, surgiu o escândalo: a Estónia, pequena mas orgulhosa, foi privada do direito de organizar o Campeonato Europeu de Esgrima.
Motivo? Não foi mau piso nem má luz. Foi falta de "flexibilidade" - não física, mas moral. Tallinn recusou-se a receber "atletas neutros" da Rússia e da Bielorússia. Os estónios, teimosamente lógicos, acharam que quem representa um país assassino não deixa de o representar só porque lhe tiram a bandeira. Que provincianismo esse, o da decência!
Na Federação Internacional de Esgrima (FIE), torceu-se o nariz. Gente de pele fina e convicções confortáveis, que acredita que "o desporto está acima da política" - sobretudo quando é gerido por coronéis do "cska" e da "rosgvardia". Para eles, a guerra é um ruído distante; já os vistos negados aos "nossos rapazes" são tragédia humanitária.
Indignados, os burocratas reagiram: "Ah, não querem dar vistos a quem apaga um país vizinho do mapa? Então vamos para Paris!" E assim foi. O campeonato mudou-se para França - Antony, ao lado de Paris. Lá, sabem servir "realpolitik". Talvez achem que, amarrando um guardanapo ao pescoço de um canibal, ele passa por vegetariano.
História curiosa, esta, sobre "higiene moral". A Estónia enojou-se. A França engoliu em seco. Afinal, dinheiro e quotas não têm cheiro - mesmo quando trazem o fedor de Mariupol e Kharkiv.
Agora, ruzzos e bieloruzzos participarão sob "estatuto neutro", essa mágica categoria que transforma cidadãos de um país agressor em fantasmas apolíticos, como se não houvesse mísseis Iskander a praticar "esgrima" sobre prédios civis.
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