Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Inimigos da evolução do nosso desporto

Recorrendo de novo a Jorge O. Bento:
1- O cenário está exemplarmente montado nos programas televisivos. É suposto que as televisões prestem um serviço público. E é suposto também que este implique exigências visando a promoção da qualidade, do nível de compreensão, esclarecimento, formação e cultura dos cidadãos. Para tanto os assuntos devem ser tratados com competência, seriedade e profissionalidade. Ora se analisarmos atentamente os programas com mais audiência, vê-se que deles não emerge qualquer impulso para a evolução do desporto e do grau de exigência dos espectadores. Ao invés, o clima é de superficialidade, vulgaridade e mediocridade e reproduz atitudes deste jaez. A noção que se dá do desporto é de uma coisa fútil e rasteira, supérflua e insana, sem substância, sem lugar para a luz do intelecto, do pensamento e da razão, mas apenas para a paixão cega e a irracionalidade bacoca. Para o abordar serve qualquer um, quanto mais inócuo e pobre de ideias melhor. Mais, os programas assentam no conceito de que grandes audiências são incompatíveis com qualidade e de que as massas populares são por natureza estúpidas, incapazes de seguir um raciocínio complexo e de apreciar a elevação e excelência. Não me refiro só aos programas actuais. Incluo aqueles que, por más razões, fizeram história nos anos transactos, em canais públicos e privados. Algum serviu para elevar e tratar o desporto com qualidade? Ninguém de boa-fé responderá afirmativamente. Mas haverá concordância em reconhecer que esses programas serviram a promoção político-partidária dos comentadores residentes, em regra de cor laranja. Foi neles que ganharam visibilidade para aceder a cargos elevados, mesmo na ausência de méritos substantivos. Nos programas voltados para a economia, justiça, saúde etc., tanto os jornalistas como os analistas são especialistas nesses domínios. Porque carga de água não é assim no desporto? Como sucede nas outras áreas, o desporto tem gente que o estuda, pensa, investiga e sobre ele reflecte a todo o tempo. É a ocupação principal de pessoas que nele se realizam académica, científica e profissionalmente, em razão da sua vocação e formação. Pois bem, nenhuma delas serve para comentador televisivo! Ter paixão e interesse pelo desporto não pode ser critério para escolher pivots e comentadores, nem outorga a estes idoneidade e competência para o desempenho da função. Cada macaco no seu galho! Também me interessa, p. ex., o funcionamento da justiça, mas não me passa pela cabeça dar palpites sobre o assunto; tenho perfeita consciência dos limites do meu conhecimento. Senhores sabichões e videirinhos que falam de tudo sem saber nada de nada, deixem o desporto em paz, vão pintar amanta e procurar notoriedade noutro lado! Os senhores cobrem-se a toda a hora de ridículo e nem sequer fazem ideia da torrente de disparates que soltam da boca para fora! Alguns são licenciados, p. ex., em Direito ou Economia; mas isso só capacita para esse domínio, não garante mestria para outros. Sem saberes específicos, sólidos e profundos as análises não vão à essência dos problemas, são superficiais e reféns da banalidade. As questões relevantes e fulcrais ou não são formuladas ou submergem no estendal de ninharias, toleimas e coisas sem nexo. Eis também aqui o grotesco, o rebaixamento de valores e o relativismo cultural e ético à solta! É este o peso que os programas televisivos e outros põem em cima do desporto; em vez de lhe darem asas e céu para voar, carregam-no de chumbo para o obrigar a rastejar.
2- Vejamos outra face do cenário. O desporto quer cultivar e transmitir valores. Mas nem sempre é assim. Muitas vezes proliferam e são premiados nele antivalores. Ou seja, é aberto à ambivalência, tanto para o bem como para o mal. Atente-se, por exemplo, nos critérios que presidem, em regra, à disputa pelos lugares e chefias dos órgãos de arbitragem e disciplina no futebol. A disputa é feita em função da idoneidade dos nomes propostos ou em função da sua inclinação para satisfazer interesses, fazer favores e coisas afins? A resposta é mais do que sabida e, infelizmente, é causa de desonra. Por isso justifica-se perguntar: são todas as pessoas propensas e disponíveis para serem usadas e manipuladas para fins inconfessos? Certamente não. E certamente também pertencem ao número das mais difíceis de corromper aquelas que têm uma sólida e superior formação científica, cultural e humanista em desporto, tal como as que estão comprometidas com a preservação da genuína substância do ideal desportivo. Mas umas e outras têm sido até hoje julgadas inconvenientes para aquelas e outras funções similares. Portanto o actual estado de coisas é o resultado da opção por um determinado tipo de pessoas para lugares influentes e vulneráveis do sistema desportivo. Com outra gente à frente desses órgãos a situação seria diferente. Mas isso é indesejado pelas corporações e lobbies instalados. Sem os remover do poder não é possível melhorar o nosso desporto.

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