Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Estádio do Dragão: 12 anos do estádio mais temido do mundo



ESTÁDIO DO DRAGÃO : 12 ANOS, 12 MOMENTOS PARA RECORDAR

- Jogo inaugural e a estreia de Messi
A gélida noite de 16 de Novembro de 2006 foi de festa. Antes de jogo com o Barcelona, houve lugar a uma apoteótica cerimónia de boas-vindas ao novíssimo Estádio do Dragão, obra arquitectónica da autoria de Manuel Salgado. Para a História ficou a vitória (2-0, Derlei e Hugo Almeida) diante da equipa catalã. E a estreia pelo Barça de um menino de 16 anos chamado Lionel Messi, entrado aos 76’ para o lugar de Fernando Navarro.
- 1º desafio oficial foi com a União Leiria
Apenas dois meses após a inauguração foi disputada uma partida oficial no Dragão. O mau estado do relvado original motivou mudança de tapete de jogo, o que obrigou a regresso provisório às Antas. A 7 de Fevereiro de 2004 foi finalmente possível voltar a usar o estádio novo. Foi em desafio a contar para a 21ª jornada da I Liga e o FC Porto venceu 2-1 a União de Leiria.
- Maniche estreou os golos
O primeiro golo oficial no Dragão foi apontado por Maniche, num desafio que também estreou o primeiro jogador forasteiro a alcançar as redes do novo estádio: Freddy, que atenuou o resultado depois de Maciel ter elevado para 2-0.
Manchester United reduzido a pó
25 de Fevereiro de 2004, primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, Manchester United como adversário. A turma então orientada por Alex Ferguson adiantou-se no marcador pelo sul-africano Quinton Fortune, logo aos 14’. Mas haveria de ser outro sul-africano a proporcionar a reviravolta portista e a protagonizar a primeira noite de glória europeia no Estádio do Dragão. Benni McCarthy levantou os adeptos aos 29’ e 78’ e ofereceu a vitória ao FC Porto, que nessa época viria a erguer a segunda Liga dos Campeões.
- Euro 2004 e o desfile da surpreendente Grécia
O Dragão foi um dos 10 palcos do Euro 2004. Teve a honra de receber o jogo inaugural, um tristemente célebre Portugal-Grécia (1-2, Cristiano Ronaldo, o primeiro golo de sempre com a camisola da Selecção Nacional; Karagounis e Basinas). Na fase de grupos, houve ainda lugar para um Alemanha-Holanda (1-1, Frings e Van Nistelrooy) e um Itália-Suécia (1-1, Cassano e Ibrahimovic). Os quartos-de-final tiveram um Rep.Checa-Dinamarca (3-0, Koller e bis de Baros). Nas meias-finais, a mesma Rep. Checa foi surpreendida pela Grécia (0-1, Dellas, já no prolongamento). E depois houve o Portugal-Grécia da final (0-1, Charisteas). Mas esse foi no Estádio da Luz…
- A derrota mais pesada (1-4 com o Nacional)
Se é verdade que o FC Porto somou por vitórias a maior parte dos jogos que disputou no Dragão, partidas houve em que as coisas não correram tão bem. O mais pesado dos (poucos) desaires encaixados no novo estádio aconteceu a 11 de Março de 2005, uma sexta-feira negra. Em jogo a contar para 25ª jornada da I Liga, e com José Couceiro como treinador, o FC Porto foi arrasado pelo Nacional (0-4, golos de Miguel Fidalgo, Alonso, Nuno Viveiros e Gouveia). João Carlos Pereira orientava os madeirenses, naquela que foi a maior derrota de sempre do FC Porto no novo recinto.
Noite épica com o Villarreal (5-1)
O dia 28 de Abril de 2011 jamais será esquecido pelos adeptos portistas. Em jogo da primeira mão das meias-finais da Liga Europa contra o Villarreal, o FC Porto fez história com uma goleada das antigas (5-1). Os cinco golos foram todos apontados na segunda parte (4 de Falcao, 1 de Guarín), depois de os espanhóis terem ido para o intervalo em vantagem. Estava escancarada a porta para a final de Dublin.
- O 5-0 ao Benfica
Se ganhar ao Benfica tem sempre um gostinho especial para os adeptos do FC Porto, humilhar os encarnados é a cereja no topo do bolo. Foi com uma manita que os azuis e brancos despacharam os rivais a 7 de Novembro de 2012. A proeza foi construída com 2 golos de Falcao, outros 2 de Hulk e 1 de Silvestre Varela. André Villas-Boas era o treinador.
- Kelvin entra para a eternidade
Penúltima jornada da época 2012/13, o FC Porto com dois pontos de atraso em relação ao Benfica, adversário dessa noite de 11 de Maio de 2013. Só a vitória interessava aos da casa e as coisas começaram mal, com Lima a adiantar os encarnados, aos 19’. Maxi Pereira, na própria baliza após cruzamento de Silvestre Varela, empatou 7 minutos depois. E seguiu-se uma espera, uma longuíssima espera que durou até ao minuto 90+2. Após passe de Liedson, o brasileiro Kelvin, de local improvável, atira para as redes de Artur e faz vibrar o Estádio do Dragão como, provavelmente, nunca antes vibrara. Vítor Pereira chorou de emoção no banco de suplentes, Jorge Jesus ajoelhou-se de desespero no outro banco. O FC Porto tinha caminho aberto para o 25º título nacional.
- Helton, o rei do Dragão
Chegou ao FC Porto em 2005/06 e já soma uma década ao serviço do clube. Helton da Silva Arruda, guarda-redes brasileiro recrutado à União de Leiria, é o jogador que mais vezes vestiu a camisola portista no Estádio do Dragão. Foram 156 os jogos disputados pelo emblemático ‘goleiro’ na casa nova. E poderão ser mais, pois Helton, aos 37 anos, ainda faz parte do plantel às ordens de Julen Lopetegui.
- Jackson Martinez, marcar foi com ele
Deixou o FC Porto no final da época passada, mas o colombiano Jackson Martinez levou com ele o feito de ser o melhor marcador de todos os tempos no Estádio do Dragão, onde apontou 49 golos em apenas três temporadas. No que diz respeito a goleadores portugueses, a coroa vai para Silvestre Varela, que leva 31 tiros certeiros em seis temporadas (contando já com a actual).
- 11 treinadores no banco
Foram 11 os treinadores que serviram o FC Porto desde que os azuis e brancos trocaram as Antas pelo Dragão. José Mourinho foi o primeiro. Seguiram-se o italiano Luigi Del Neri (que nem chegou a aquecer o banco), o espanhol Victor Fernandez, José Couceiro, o holandês Co Adriaanse, Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Luís Castro e o basco Julen Lopetegui.

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