Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Acta do IPDJ contraria afirmações do mentiroso secretário de Estado do Desporto

Acta de reunião de 5 de Maio de 2017 do conselho diretivo do IPDJ confirma acusação que recai sobre Vítor Pataco: Baganha teve de avocar o processo que o seu vice reteve por nove meses.

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD) João Paulo Rebelo, desmentiu a acusação do ex-presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) de que o anterior vice deste organismo, Vítor Pataco, reteve o processo que levou à aplicação da pena de interdição do Estádio da Luz por uma partida. Mas uma acta do conselho diretivo do IPDJ, a que o Jornal Económico teve acesso, contraria esta versão. Pataco, antigo director da Benfica Multimédia (entre 2001 e 2003), reteve durante nove meses a notificação para o Sport Lisboa e Benfica alterar o regulamento de segurança e utilização do Estádio da Luz que reconhecia a concessão de apoio à claque dos No Name Boys.
Em causa está o processo relativo à decisão do IPDJ de declarar nulo o regulamento do Benfica, em Agosto de 2016. E a necessidade de posterior notificação ao clube das águias para a devida alteração do regulamento de segurança interno que previa a cedência das instalações do Estádio da Luz a grupos de adeptos do clube que não se encontram constituídos como associações e registados no IPDJ.
O ofício a transmitir esta decisão devia ter sido assinado pelo então vice presidente deste Instituto, Vítor Pataca, no âmbito deste processo que chegou-lhe às mãos a 17 de Agosto de 2016. Mas este responsável não o fez, apesar do assunto pertencer ao pelouro das Infraestruturas Desportivas, que estava sob a sua alçada. E só nove meses depois, a 5 de Maio de 2017, numa reunião do conselho directivo do IPDJ alegou que a delegação de competências do então presidente “não é clara nessa matéria” e que “os serviços (Divisão de Infraestuturas Desportivas e Divisão Jurídica e Auditoria) apresentam entendimento oposto sobre a matéria”.
O JE confrontou João Paulo Rebelo com a acta do IPDJ que demonstra agora que Pataco só colocou dúvidas quanto à competência delegada na reunião de 5 de Maio de 2017 para justificar o atraso na assinatura do ofício. Ou seja, até essa data, o processo esteve retido nove meses.
O SEJD reitera de que nada do que disse entra em contradição. “Disse e reitero, do meu ponto de vista, não havia razão nenhuma para [Baganha] não ter notificado imediatamente o Benfica dessa decisão” que foi tomada pelo então presidente do IPDJ a 4 de Agosto de 2016 (declarar o regulamento de segurança do Estádio da Luz).  O governante volta a defender que Pataco “requereu mais informações sobre o processo depois de este ter chegado a ele a 17 de Agosto de 2016, sem  se negar ao que quer que fosse”.

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