Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

O que aconteceu nos três meses mais negros da História da Humanidade?

Um novo estudo mostra que, de agosto a outubro de 1942, os nazis mataram um quarto de todos os judeus que haveriam de matar durante todo o Holocausto fazendo deste o período mais letal de toda a história documentada 



No pico da sua fúria eugenista, Adolf Hitler mandava matar 15 mil judeus por dia, e não seis mil como indicavam estudos anteriores ao publicado agora por Lewi Stone, um biomatemático da Universidade de Telavive, que analisou os registos dos caminhos-de-ferro que transportavam judeus para os campos de concentração.

Em apenas três meses do ano de 1942, foram assassinados 1,5 milhões de judeus, de um total de mais de seis milhões mortos durante o Holocausto. A operação “Reinhard” foi a mais mortífera de toda a Segunda Guerra Mundial e concentrou-se principalmente em três campos específicos do oeste ocupado da Polónia - Belzec, Sobibor e Treblinka.

O teatro de todos os horrores, no cinema, na literatura, no nosso imaginário comum, é sempre Auschwitz. Stone argumenta que estes três locais têm que ser investigados de forma mais minuciosa porque eram ainda mais violentos. Depois de outubro de 1942, segundo a análise de Stone, a taxa de mortalidade decai não porque a Alemanha começa a sofrer reveses na Guerra mas porque não havia mais judeus para matar na Polónia.

Os alemães, que começavam a ser empurrados de volta a Berlim por forças aliadas a Ocidente e russas a Oriente, foram destruindo os registos médicos e militares que davam conta do volume e da velocidade a que o extermínio se havia processado. Mas neste estudo, publicado na Science Advances, Stone analisou antes os registos da rede de comboios alemã que destinava horários e carruagens especiais ao transporte de prisioneiros para os campos. O investigador analisou os registos de 480 destas deportações, com origem em 393 cidades ou zonas da Polónia e conseguiu assim determinar a taxa, de mês para mês, de mortes durante o período da operação “Reinhard”.

“Quando juntei os dados pela primeira vez fiquei completamente chocado com este pico nestes três meses. Quase 500 mil pessoas por mês foram mortas nesses três meses. Os nazis tentaram mesmo tudo o que podiam para assassinar pessoas com o menor esforço possível”, disse o investigador ao “Buzzfeed” num e-mail, fazendo ainda referência ao facto de as câmaras de gás terem sido construídas para parecerem chuveiros. O que os números deste professor querem dizer é que quase um quarto das vítimas do Holocausto foram assassinadas nesse período. Registos de comunicações de guerra, tornadas públicas pelo governo alemão, mostram que, em 1942, Hitler ordenou que “toda a operação fosse acelerada”.

Christian Gerlach, historiador da Universidade de Berna, na Suíça, considera os números exagerados. Contactado pela mesma página, Gerlach refere que existem comunicações internas entre militares alemães, decifradas apenas em 2001, em que o número de mortes da operação “Reinhard” fica estabelecido nos 1,3 milhões. “Os organizadores da operação não tinham razão alguma para apresentar números menores”, considerou o académico.

Como exemplo de outras campanhas com taxas de mortalidade igualmente elevadas num curto período de tempo, Gerlach refere o genocídio no Ruanda - no qual 800 mil tutsis morreram em apenas dois meses -, e o extermínio de quase dois milhões de prisioneiros soviéticos às mãos dos nazis entre 1941 e 1942. “Os números importam. Cada algarismo é uma vida humana”, disse o académico ao “Buzzfeed”. (daqui)

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