Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Morreu o "pensador" da cultura do Porto

Filho de uma professora e de um juiz, Paulo Cunha e Silva nasceu em Beja, no Alentejo, em 1962, mas era pelo Porto por quem dizia estar “casado e enamorado”. Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto, onde ficou conhecido com “o Paulinho dos vintes”, foi professor de Anatomia, crítico de artes plásticas e um dos principais responsáveis pela programação do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura. Foi ainda Presidente do Instituto da Artes do Ministério da Cultura, Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Roma e comissário de um extenso programa de Guimarães 2012.

Paulo Cunha e Silva, vereador da Cultura na Câmara do Porto, morreu na madrugrada desta terça-feira para quarta-feira na sua casa em Matosinhos vítima de um enfarte do miocárdio agudo.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anuncia que foram decretados três dias de luto na cidade

É sua a afirmação: " O Porto podia “ser um laboratório político-cultural para o país”.

Um dos seus slogans era a vontade de transformar o Porto numa “cidade líquida”, movente, “onde tudo pode acontecer em todo o lado”. 
Nos cerca de dois anos que esteve à frente do pelouro da Cultura na Câmara Municipal do Porto, imprimiu à cidade uma nova dinâmica. Devolveu-lhe um dos seus principais palcos, o Teatro Municipal Rivoli (Setembro de 2014) e o público respondeu em força, logo no ano de arranque, com uma ocupação próxima dos 90 % nos espectáculos do grande auditório. “Temos, hoje, um Teatro orgulhoso da sua qualidade programática e da sua relação com a cidade que o fez renascer”, diria, no lançamento da programação deste último trimestre. Há menos de um mês foi condecorado pelo Governo francês com o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, pela distinção do seu trabalho. O novo modelo da Feira do Livro do Porto, o lançamento do Fórum do Futuro (festival que definiu, no discurso de encerramento, como uma espécie de “Paredes de Coura do pensamento contemporâneo” e cuja segunda edição, dedicada à Felicidade, terminou no passado domingo, sempre com lotações esgotadas), o programa de arte pública implementado ou ciclos como Um Objecto e os seus Discursos (desvendando alguns segredos do património municipal) são algumas das iniciativas que marcaram o seu trabalho como vereador da cultura.

Que descanse em Paz.

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