Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Catolicismo: é preciso renascer

Eis uma excelente reportagem do canal France 3. Muito bem documentado, correctamente articulado, bate em teclas bem definidas e coloca em cima da mesa questões sobre a situação actual da Igreja Católica. Sobressai uma coisa: sem perder o horizonte fundamental, é todavia essencial debater a estrutura da Igreja. Perante o perigo islamita é essencial evitar a débâcle.



CRISE NA IGREJA CATÓLICA: A IGREJA PORTUGUESA 
No jornal Público do dia 15 de Abril, um artigo do jornalista António Marujo, sob o título "Ambiente de fim de pontificado e um Papa sem mão a medir", refere-se aos problemas que assolam a Igreja. No meu entender trata-se de um artigo honesto e que só vem ao encontro de ideias surgidas em muitos movimentos contestatários surgidos ao longo dos anos no seio dos católicos. 
Acredito, quero acreditar, que o tema tem merecido ampla reflexão e um diálogo intenso por parte da Cúria e de todos os prelados pois o que está em causa é o futuro do catolicismo e da Igreja.
Posteriormente, no mesmo jornal e do mesmo autor, foi publicado um outro artigo relacionando a identidade religiosa dos portugueses. O trabalho em questão aborda os resultados obtidos por um estudo realizado pela Universidade Católica sobre as Identidades Religiosas em Portugal: Representações, Valores e Práticas, estudo esse que deverá ser apresentado aos Bispos portugueses reunidos em assembleia plenária da Conferência Episcopal.
Aquele trabalho evidencia que  o número de católicos diminuiu em Portugal, entre 1999 e 2011, passando de 86,9% para 79,5%, sendo que nesse mesmo período de tempo tem crescido o número de protestantes (incluindo evangélicos), de testemunhas de jeová e não crentes. 
Entre estes últimos, a população que mais cresceu foi a dos protestantes e evangélicos que passou de 0,3% para 2,8%. Entretanto, o número dos portugueses com mais de 15 anos que dizem que vão à missa regularmente, uma ou mais vezes por semana, representa 45,7% da população que se diz católica As principais razões apresentadas pelos não praticantes foram, falta de tempo (35,4%), por entenderem que podem ter fé sem prática religiosa (33,3%) e por desleixo ou descuido (23%). De notar, ainda, que 12,5% destes não praticantes assume também como razão o “mau exemplo” dos praticantes e 2,5% não praticam por entenderem que estão em situação irregular perante as normas da sua igreja ou comunidade religiosa. 
O estudo revela, por outro lado, situações espantosas: no que diz respeito à moral cívica, apenas 9,6% dizerem que a religião ajuda a ter competência no trabalho, 7,9% que é importante para ser honesto no pagamento de impostos ou de 6,7% dizerem ser importante para participar na vida cívica e política. 
Os dados que sobressaem demonstram que a religião se resume ao campo puramente espiritual e que pouca influência tem na vida e comportamentos diários. Ou seja, continua a influência do farisaísmo para quem o importante é o cumprimento das regras, não parecendo serem assumidos os verdadeiros valores do cristianismo que devem sempre passar para a nossa vida, seja em que plano a quisermos colocar. 
Espantoso constatar-se, até como um reflexo do modo de encarar a religião, que só 22,8% dos católicos referem um sentimento de esperança em relação ao futuro, contra 68,3% que mostram preocupação ou inquietação e 8,8% que se dizem descrentes ou indiferentes, em contraste claro com os valores dos protestantes e de outros cristãos, segmentos que apresentam percentagens mais elevadas de esperança no futuro, respectivamente de 48,9% e 44,7%!

Fiquei particularmente incomodado e irritado com as declarações do porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, padre Manuel Morujão, a propósito dos resultados daquele estudo: diz aquele prelado que "o que importa não é a quantidade de católicos mas sim a sua qualidade"!!! 
Aqui está uma demonstração do atavismo e maniqueísmo que prepondera, estou crente, na mentalidade dos representantes da Igreja. São também afirmações, atitudes e modos de pensar semelhantes que arrasam a Igreja e, mesmo perante o crescente fundamentalismo e terrorismo islamita ajudam a promover a crise e a cavar um fosso entre a Igreja Católica e os cidadãos. 

É urgente o renascimento da Igreja Católica à luz dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2 comentários:

Diz o povo que a religião católica foi criada pelos padres (homens, apóstolos) e vão ser os padres que acabam com ela. E eu cada vez tenho mais essa impressão. Então, em simples exemplos de que tenho conhecimento, se eles até querem que as pessoas deixem de estar ligadas às tradições da igreja (a chamada religiosidade que é o maior garante) e inclusive destroem partes de arquitectura religiosa, etc, e tal...
Conheço pessoas que deixaram de ir à igreja (edifício, para cerimónias e celebrações) para não estarem a revoltar-se com o que vêm... na ideia de que quem não vir não sente - tal o que tem sido perpetrado nalguns edifícios eclesiais que conhecemos...
Com estes sinais, junto a outros de que tanta gente se queixa, depois admiram-se com o que se passa... Alguém é culpado e, a haver o que se acredita, terá de haver responsabilizados.
O hábito não faz o monge, mas distingue-o.

 

"Norte devia abster-se nas eleições legislativas"

"Se Nada fizer, o NORTE vai continuar a Sofrer os efeitos de um Centralismo que se alimenta a si próprio e ganha com o fenomeno da Centralização"

"A iniciativa tem de ser dos eleitores do Norte mostrando um basta!"

"Por exemplo uma enorme Abstenção nas proximas eleições legislativas, consciente,premeditada, pacifica, mas tão impressiva que o tradicional encolher de ombros dos Centralistas não possa conviver com ela"
Miguel Cadilhe in Semanário Grande Porto.