Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

O "imaculado" Sporting e a côr do Apito

Pimenta Machado, antigo presidente do Guimarães, considerou ontem à saída do Tribunal de Gondomar que o futebol português é "uma mentira" e defendeu que o processo de alegada corrupção "Apito Dourado" nada vai resolver.

"O futebol português é uma mentira. Isto (Apito Dourado) é um apêndice. São pormenores. Não querem resolver, querem é empolar o lateral", vincou, em declarações aos jornalistas à saída do tribunal. O antigo dirigente diz que "o futebol foi sempre assim durante 50 anos", questionando: "Porque não se fala das décadas de 50, 60 e 70 em que houve inclusivamente um presidente de um clube que entrou de pistola no balneário a pressionar um árbitro?".

Fonte: PÚBLICO e Lusa

Trata-se de um acontecimento verídico: passou-se no dia 11 de Novembro de 1956, no Campo da Tapadinha, num Atlético – Sporting.
Ao intervalo o jogo estava empatado 1-1 e, pelos vistos, o presidente do Sporting – Carlos Góis Mota – não estava a gostar da arbitragem de Braga Barros, árbitro de Leiria. Vai daí, não esteve com meias medidas, invadiu a cabine do árbitro e, segundo foi referido na altura, de pistola em punho “aconselhou-o a tomar mais atenção na 2ª parte pois poderia prejudicar-se”.

Não, não é verdade que Góis Mota fosse da PIDE. Era “apenas” presidente da Legião Portuguesa...

Que este facto não sirva para manchar a história "imaculada" do Sporting. Toda a gente sabe que o Sporting sempre foi um clube de gente seríssima, acima de qualquer suspeita e que nunca, mas nunca, se envolveu em manobras nos bastidores do futebol...

De certeza que este caso é uma excepção... quer dizer, também houve os casos do Mário Luís (“o chinês”), do auto-golo de Manaca (previamente anunciado), da “fruta” para o árbitro inglês Howard King, das máquinas fotográficas para o árbitro Donato Ramos, etc., etc., mas pronto, são situações que foram muito empoladas...