Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Andam a gozar com a nossa cara (*)

(* - Paulo Baldaia, no JN)

Que o país arda no verão e se afunde no inverno não pode ser uma inevitabilidade, mesmo que secas e dilúvios pareçam castigo de Deus. Que tenha de morrer gente até que se descubra uma forma de mudar o nosso destino deveria ser causa para uma penitência coletiva, mesmo que às vezes pareça que isto são só alguns políticos a gozar com a nossa cara. Será apenas incompetência?
Apenas dois factos:
1 - Em 2016, foi anunciado, com pompa e circunstância, um investimento superior a 30 milhões de euros na linha do Norte. Agora, que a estação de Alfarelos acabou debaixo de água, ficamos a saber que fomos vítimas do enésimo embuste governamental. Entre o anunciado e o executado vigora a lei da cativação, onde estava previsto um alteamento da via-férrea, houve uma simples renovação da via. Se as gravuras não sabiam nadar, imaginem os comboios.
2 - Como bem notou o JN, o Estado depois de ter pago quase um milhão de euros por um sistema que devia avisar a população, através de SMS, sempre que o perigo estivesse iminente, optou por não utilizar o dito sistema no momento da passagem da tempestade Elsa. Explicação do responsável pela Proteção Civil: havia outros meios de alerta mais eficazes. Com a garantia de que não se tratou de enviar sinais de fumo, nada eficazes no meio do dilúvio, imagino que Duarte da Costa se estava a referir ao serviço público que os órgãos de Comunicação Social prestam nestas alturas. Voltamos a sentir a diferença entre o anunciado e o executado, só que desta vez o que ficou cativo foi o serviço que já estava pago.
Assim sendo, o que esperam que o povo pense? Que é tudo obra de Deus e do Diabo? Se chove é porque chove, se não chove é porque não chove. É tão demagogo considerar que só há cheias e incêndios porque os políticos não fazem o seu trabalho, como é a tentativa de desculpabilizar os governantes, como se fosse mesmo inevitável acontecer tudo o que acontece. Os dois exemplos que deixo neste texto são isso mesmo, apenas dois exemplos. A ação dos governantes, ou a inação em muitos casos, é tão flagrantemente contrária aos interesses do povo, que já era tempo de haver penalizações para determinados comportamentos.
P.S. Há responsabilidade do Governo que tem a obrigação de atenuar ao máximo as consequências destas alterações climáticas profundas e há a responsabilidade geral dos políticos que devem cooperar para avançar com uma revolução na política ambiental.

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