Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

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O Périplo de Baldassare - Amin Maalouf

Libanês, Amin Maalouf chegou como refugiado a Paris em 1949, onde vive actualmente. As suas obras são escritas em francês, mas encontram-se traduzidas para diversas línguas. Talvez como resultado das experiências vividas, os livros de Amin Maalouf rodam frequentemente em torno de guerras civis ou migrações; e as personagens são itinerantes ou viajantes entre várias terras, linguagens, culturas ou religiões.

O Périplo de Baldassare decorre no ano de 1665, data em que se pensou que o Mundo acabaria por associação com o número da Besta – 666.

Aqui é que está a sabedoria: Quem tiver inteligência calcule o número da fera, pois é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. In Revelação 13:16-18


Wisdom is needed here; one who understands can calculate the number of the beast, for it is a number that stands for a person. His number is six hundred and sixty-six. In Revelation 13:16-18

Com a aproximação do novo ano, o caos instala-se no Mundo – as estranhas coincidências matemáticas de diferentes fontes culturais assim como as referências bíblicas parecem convergir no número 1666. Baldassare, um genovês viúvo e extremamente racionalista, afasta-se inicialmente de tais crenças apocalípticas, mas o nervosismo dos que o rodeiam é difícil de ignorar.

Às mãos de Baldassare vem parar um mítico livro, O Centésimo Nome, que se diz conter o nome mais ilustre de Deus que poderá conceder a graça divina. Por acaso do destino, o livro não permanece nas mãos do genovês mais do que uns breves instantes, vendo-se obrigado a vendê-lo a um nobre francês.

Face à histeria familiar, Baldassare, um homem pacato, é atirado numa viagem mais longa do que antecipava, com o objectivo de aliviar a sua consciência, e nem a sua extrema racionalidade o protege da loucura do ano da Besta.

De linguagem acessível, O Périplo de Baldassare encontra-se entre os melhores Romances Históricos que já li, intercalando a acção com alguns períodos de reflexão. [daqui]

Amin Maalouf [via] (25 de Fevereiro de 1949, perto de Beirute) é um escritor líbano-francês em língua francesa. É membro da Academia Francesa desde 2011.

Foi chefe de redacção do Jeune Afrique e mais tarde editorialista do mesmo. Durante 12 anos foi repórter, tendo realizado missões em mais de 60 países.
Recebeu os seguintes prémios:
  • Prix des Maisons de la Presse pela obra “As cruzadas vistas pelos Árabes”
  • Prémio Goncourt 1993 pela obra “O rochedo de Tanios”
  • Prémio Príncipe das Astúrias na categoria letras em 2010.
  • Romances:
    • Leão, o Africano (1986)
    • Samarcanda (1988)
    • Os jardins de luz (1991)
    • O século primeiro depois de Beatriz (1992)
    • O rochedo de Tanios (1993)
    • Escalas do Levante (1996)
    • O périplo de Baldassare (2000)
    • Origens (2004)
    • O amor de longe

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