Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Reflexões

Como é que começo?
Como passar para o papel tudo aquilo que explode dentro de mim?
Por vezes, eu gostava de ter essa capacidade.
Em dias como este, eu gostava de o conseguir.
Mas percebo que isso em nada me ajudaria.
Só me iria levar ainda mais para baixo.
Quando olho para dentro de mim, fico deprimida.
Se olho para o que me rodeia, fico angustiada.
Então, sinto-me cansada.
Cansada de muita coisa.
Sei que muitas pessoas que aqui vêm ler o que escrevo, procuram e buscam palavras de esperança, alegria, doçura.
E é o que eu gosto de escrever.

Porque é isso que está no meu coração e eu falo daquilo que ele está cheio.
No entanto, também me canso.
Também me esgoto.
Também choro e sofro.
E hoje, é um desses dias.
Um dia em que a minha força e palavras de esperança não vão para ninguém, porque preciso de ir à fonte de toda a minha força para a renovar.
Somente quando me desfoco a mim mesma e o que me rodeia, e coloco os meus olhos em Deus, é que encontro descanso, sossego, paz.
Nele!
Aquele que me fortalece, que é a força da minha alegria e que torna os meus pés leves e o meu caminhar direito.
Ele, que eu amo com toda a minha alma.
Nele, cujo grito a minha alma lança por O desejar mais.