Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Apito Vermelho (I)


São 27 páginas de palavras bem afiadas e direccionadas a Luís Filipe Vieira. Dizem ser funcionários da PJ. Sem nome ou face, colocam de forma anónima no papel aquilo que garantem ser factos. Asseguram que nada os move contra o benfica. Pois alguns até são adeptos do clube. Entram depois nos tempos de Luís Filipe Vieira à frente do Alverca. Centram-se num capítulo deste passado. Falam da "a adulteração de resultados nas últimas jornadas num ano em que o Alverca estava em risco de descer de divisão, mas salvou-se empurrando para a descida o Beira-Mar". Um dos jogos que dizem ter sido comprado foi em Campo-Maior. "Nesse Jogo o melhor goleador do campomaiorense ainda na primeira parte simulou uma lesão e abandonou a partida (…) Já na parte final da partida, quando o avançado Mantorras seguia com a bola, o defesa que estava à sua frente mergulhou para o chão, numa queda digna de qualquer palhaço numa pista circense. O Mantorras marcou e o Alverca venceu por 0-1." Já na Luz, pegam na época de 2004/2005, quando os encarnados foram campeões. Dizem os autores deste documento que na preparação desta época, o "sl benfica, em vez de contratar jogadores, contratou pessoas para os órgãos sociais da Liga, controlando-a na sua totalidade". Falam de um Sr. Reinaldo, fervoroso benfiquista e proprietário de empreendimentos no Algarve. Será para lá, dizem, que vão os árbitros, assistentes, observadores e delegados com férias pagas por Luís Filipe Vieira. O documento foi enviado para o presidente da Liga, Conselho de Disciplina da Federação, DIAP do Porto, Futebol Clube do Porto e Produtora Utopia, que está a fazer o filme com base no livro de Carolina Salgado. A antiga companheira de Pinto da Costa é outro dos alvos. Dizem ter conhecimento da existência de "vários crimes (furtos, fogo posto, tentativas de homicídio), cujos autores materiais já confessaram e imputaram a responsabilidade da autoria moral à D. Carolina." Recorda-se depois uma alegada conversa entre Carolina Salgado e uma conceituada jornalista. "-Então Vocês vão cometer uma agressão num parque de estacionamento? Não vêem que foram filmados pelas câmaras de filmar? -Eu não brinco em serviço. No dia anterior mandei destruir as câmaras". Os autores perguntam-se "de qual a razão da equipa "Milagrosa", numa referência à equipa de Maria José Morgado que está a investigar o apito dourado, só ter usado o livro da D. Carolina e não outros escritos de credenciados jornalistas que denunciavam várias ilegalidades cometidas pelo Sr. Luís Filipe Vieira?" São 27 páginas, que terminam com uma sugestão. Um novo livro, eventualmente com o título "Tu, Luís".
Fonte: Sic