Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!


No dia 25 de Novembro de 1975 evitou-se que uma minoria de oportunistas comunistas transformasse Portugal numa república soviética.
Quarenta e um anos depois, parlamentares indignos omitem a data, não vá isso prejudicar o seu lugar frente à gamela do poder.
O 25 de Novembro não faz parte da história oficial, folclórica e manipulada. Mas nem por isso saiu da memória do povo. Bem haja a todos os que há 41 anos arriscaram a vida para que hoje ainda sejamos livres.

O PS, ao tentar boicotar qualquer comemoração dos 40 anos da data que devolveu a democracia plena a Portugal, não só pondo fim às tentações hegemónicas e totalitárias do PCP como mantendo intactos os direitos de quem queria impor essa linha ao país, saltou definitivamente o muro e instalou-se do outro lado.

Ontem, na SIC Notícias, o que ouvi João Galamba dizer não se distingue substancialmente do que diria qualquer membro do PCP: “Prefiro festejar o 25 de Abril”. Galamba é novo, mas já tem idade para saber que sem o 25 de Novembro não festejaria este 25 de Abril das liberdades, da diversidade e do pluralismo, mas provavelmente um outro com paradas, pioneiros, bandeiras unicolores e coisas assim, acaso, pelo meio, não tivesse eclodido uma guerra civil, como esteve perto.

A recusa do PS em comemorar os 40 anos do 25 de Novembro é estranha, ou mesmo grave. O PS foi o principal vencedor dessa data que pôs termo aos desvarios do PCP e da extrema-esquerda e permitiu que Portugal fosse uma democracia plena. Ou os socialistas se sentem amarrados aos seus novos parceiros ou, o que é pior, mudou de natureza política e envergonha-se do seu passado.

Henrique Monteiro, expresso



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