Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Cidade do Porto: Boavista

A Filha Triste

Está assim, a Boavista, uma filha triste. Nasceu da junção dos seus pais, o mar da Foz e o Rio da Baixa. Ficou filha do Centro, e assim cresceu, feliz e determinada a afirmar-se no esplendor da sua força. 

E de súbito, definhou. O Brasília deixou de ser ex libris, a Júlio Dinis perdeu a sua força, a Petúlia foi perdendo a sua influência e o Orfeu transformou-se num café normal. O clube de futebol da maior avenida portuguesa quase desapareceu. A Feira do Livro foi-se embora. Tudo por causa dos seus pais, por causa de uma Baixa que já antes definhara e que precisava de toda a atenção deste mundo.

A Boavista de hoje precisa do nosso carinho, da nossa atenção. Vale-lhe a Casa da Música, para continuar a respirar interesse. Mas não chega. Precisa de mais.

Não nos esqueçamos que tem aquilo que muitos ambicionavam ter: pessoas. Gente. Portuenses que lá vivem e que lá estão. E são esses, com todos nós, que vão fazer a filha crescer. 

Sem prejudicar os pais, que também amamos.  (Pedro Miguel Barbosa)

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