Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Porque será?



SILÊNCIO

Este recém-reencontrado equilíbrio na luta pelo título tem todo o tipo consequências, umas mais positivas do que outras, dependendo todas dos respectivos pontos de vista ou, mais concretamente, das cores clubísticas de cada um. Uma delas, inegável e transversalmente positiva, é a sensível diminuição das críticas ao trabalho dos árbitros e até do número de referências por centímetro quadrado de opinião publicada ao processo Apito Dourado. A primeira e a mais simples explicação para o fenómeno tem a ver com o facto das arbitragens servirem normalmente de desculpa para os maus resultados. Ora, como os resultados até têm sido bons, pelo menos do ponto de vista do Sporting e do Benfica e respectiva corte, não tem sido preciso encontrar desculpas no sempre polémico trabalho dos árbitros. Não é uma receita muito complicada: se ganham, é naturalmente por mérito próprio; se perdem, é obviamente por culpa alheia. Serve-se requentada, em colunas de opinião mais ou menos como esta, mas com um sotaque mais afectado. Mas há outros motivos para que as arbitragens em geral e o Apito Dourado em particular não sejam agora o pão nosso de cada dia que foram até Dezembro. Acontece que, por obra e graça deste recém-reencontrado equilíbrio na luta pelo título, há, de repente, mais do que um candidato à sucessão do FC Porto como campeão. Ora, como está bom de ver, não fica bem a ninguém descredibilizar uma competição que pode vencer. Não pode um presidente andar por aí a gritar aos sete ventos que o futebol em Portugal está podre, que só se consegue ganhar fazendo batota e aliciando árbitros e correr o risco de ser o clube dele a ganhar. Não, durante os próximos dias o futebol português vai estar no bom caminho. Se continua depois do clássico da Luz ou não, essa é outra história.

BILHETES
Já foram pedidos

O FC Porto pediu atempadamente os bilhetes a que tem direito para o clássico com o Benfica no Estádio da Luz. De acordo com o Regulamento de Competições, os portistas têm direito a 5% da lotação do recinto, o que corresponde a cerca de 3 mil bilhetes que, também de acordo com os regulamentos, devem ser enviados para o clube visitante até dois dias depois da recepção do pedido por parte do clube organizador, mas o FC Porto ainda não recebeu os bilhetes, nem foi informado de quando os poderá disponibilizar aos seus adeptos. Uma polémica em potencial?

# Jorge Maia, in “O JOGO” de 2007.03.21

0 comentários: