Alguns já discutem quais serão os campeonatos que Benfica e Sporting dividirão entre si, depois de eles serem retirados ao FC Porto pelo CD da Liga. Outros preferem antes uma condenação para o futuro e a dúvida é saber se o FC Porto deve ir parar à Liga de Honra ou à Segunda Divisão-Zona Norte. Elegante, como sempre, o presidente do Benfica, por seu lado, já vê Pinto da Costa a «estrebuchar como um morto», certamente pendurado da forca que lhe está destinada.
A terceira acusação deduzida contra Pinto da Costa diz que ele terá comprado o árbitro do Nacional-Benfica de 2004 — jogo que, segundo o Correio da Manhã, foi decisivo para afastar de vez o Benfica do título desse ano. Infelizmente, não vi lembrado em lado algum quando é que o jogo teve lugar, a quantos pontos estava o Benfica do FC Porto, quando é que o Benfica esteve em risco de ganhar esse campeonato e, já agora, que favores de arbitragem terá o árbitro proporcionado no dito jogo em troca do suborno. Em contrapartida, o Ministério Público refere na acusação em que terá consistido o suborno: num bilhete — um — para o jogo FC Porto-Manchester United.
Se o preço parece barato, convém não esqueçer que, também neste aspecto, está em vigor e amplamente cultivada pela imprensa, uma teoria que se espera consiga suprir as deficiências ou fraquezas da acusação. A teoria diz que o FC Porto manteria com os árbitros uma espécie de «conta-corrente», a qual faria deles avençados permanentes ao serviço do clube. Um bilhetinho para o futebol hoje, as atenções de uma menina amanhã. Ou, se a coisa ainda continuar a parecer barata de mais, entra o testemunho da D.ª Carolina, falando em sacos de notas de quinhentos contos, contados e entregues à sua frente, enquanto ela servia cafezinhos e desempenhava eficazmente o seu papel de agente infiltrado para mais tarde recordar.
Teorias simplificadoras há várias. Há uma, por exemplo, que se destina a contornar a objecção lógica de perguntar que necessidade tinha o FC Porto dos gloriosos anos de 2003/04 de comprar o árbitro para levar de vencida o Estrela da Amadora no Dragão ou empatar com o Beira-Mar, fora de casa. A resposta aconselhada é: um árbitro, uma vez comprado, nem que seja com um bilhete de futebol, está comprado para todos os jogos — o Estrela da Amadora e o Beira-Mar são apenas exemplos. Presumo, é claro, que tenham tentado também encontrar vestígios de crime naqueles jogos que mais atenções movem: os FC Porto-Benfica, Boavista-FC Porto, Sporting-FC Porto. Mas Lucílio Baptista apitou tantos deles que não foi possível encontrar vestígios para incriminar os portistas. A teoria, porém, mantém-se de pé: é para isso que servem as teorias.
Há muitas teorias e informações cruzadas. O Correio da Manhã, que anda muito bem informado sobre o Apito, descobriu agora que o dito se vai ocupar também de uma conversa gravada entre Valentim Loureiro e João Bartolomeu, em que o presidente do Leiria negoceia com o major a escolha de um árbitro para um jogo. Esta teoria está manifestamente errada. Primeiro, porque desde que Maria José Morgado chamou a si o Apito, só tem havido investigações e acusações a Pinto da Costa. O major tem visto os seus casos serem arquivados paulatinamente e dos outros nada consta. Segundo, porque conversas a negociar árbitros não são relevantes para o Apito — como se conclui do facto daquela tão elucidativa conversa entre o major e o presidente do Benfica, escolhendo cautelosamente o nome do árbitro para um jogo com o Belenenses, nunca ter sido motivo para qualquer investigação, penal ou desportiva.
Comentando as declarações de Pinto da Costa nas comemorações dos 25 anos da Casa do FC Porto em Lisboa, A BOLA dizia que o presidente portista tinha decidido que a melhor defesa é o ataque. Infelizmente, chega tarde e em resultado de uma má análise da situação.
Desde que Maria José Morgado foi nomeada ad hoc para o Apito, Pinto da Costa entendeu que a melhor estratégia de defesa era o silêncio — deixar que ela trabalhasse em paz e no fim se veria. Em minha opinião fez mal. Primeiro, porque as declarações logo então proferidas pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, sobre a importância que dava ao livro de Carolina Salgado, foram um sinal evidente de que, para o Ministério Público, já havia um pré-juízo sobre a culpabilidade de Pinto da Costa. A partir daí tornou-se mais ou menos claro que a tarefa de Maria José Morgado consistia em reatar os processos arquivados contra o presidente portista e, baseando-se no testemunho de Carolina Salgado (com quem pôde trabalhar livremente o tempo que quis), deduzir todas as acusações que conseguisse contra ele. O Apito Dourado ficou desde logo restringido à caça a Pinto da Costa. E o seu silêncio, ao longo de nove meses em que foi cirurgicamente cozido em lume brando, com as habituais fugas de informação e comentários de imprensa, equivaleu para a opinião pública predisposta a tal, a uma confissão de culpa.
Desde a primeira hora que Pinto da Costa deveria ter dito o que disse domingo passado: estou inocente de todas as acusações. Em vez disso, preferiu confiar em que fosse a investigação a dizê-lo, em vez dele. Enganou-se e agora parte para o contra-ataque e para a instrução do processo — a primeira altura em que, processualmente, se pode defender — em posição de inferioridade. Também acho, e escrevi-o na altura, que ele se deveria ter então demitido — não por causa do Apito Dourado, mas por causa dos danos que consentiu que a sua vida privada causasse ao clube —, como se viu já transparentemente no campeonato que acabou e como, seguramente, se vai ver no próximo. Demitir-se não significava uma assunção de culpa, mas o assumir da responsabilidade que advém de certos cargos que se ocupa. Pode ser um preço injusto a pagar, mas é o ónus da função: sair e provar cá fora a sua inocência.
...
Como não se consegue exprimir bem em nenhuma das três línguas que fala — português, inglês e madeirense —, e como também não consegue conter a sua ânsia de protagonismo, Joe Berardo escorregou e espalhou-se ao comprido, com os insultos a Rui Costa. Agora, até ele já percebeu o preço a pagar: ou mete mesmo uns milhões, contados, no Benfica, ou pode ir pregar para outra freguesia.
Rui Moreira, Presidente da Associação Comercial do Porto, destacou-se nas últimas semanas por duas intervenções sensatas e oportunas, uma sobre o novo aeroporto de Lisboa, e uma outra criticando o absurdo que é o futuro TGV não ter uma paragem prevista no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Ontem, no «Prós e Contras» foi a única voz a representar dignamente a cidade do Porto, perante um Rui Rio cada vez mais histriónico, a falar numa cidade que só existe na sua imaginação. Muitas destas coisas que diz o Presidente da Associação Comercial do Porto deviam ser ditas pelo PSD, enquanto maior partido da oposição, e que continua a ver passar os comboios, e apesar da tirania pidesca dos socialistas, à espera da próxima derrota eleitoral em Lisboa e, daqui por dois anos, no país.
"You can dance, you can jive, having the time of your life
See that girl, watch that scene, diggin the Dancing Queen"
O lisboeta ministério da educação é contra o Porto!!! Não é que no exame de história trocaram os Dragões Asiáticos por tigres asiáticos?? Ou seja, também estes mouros pretendem encobrir a importância do Dragão nas escolas? Querem ver que também estão com a morgada na sua luta contra o Porto e o Pinto da Costa?
Mas concretizemos a notícia: O exame nacional de História do 12º ano tinha um engano que pode ter induzido muitos alunos em erro. O enunciado trocava a designação dos países conhecidos por tigres asiáticos pelos países que constituem os chamados dragões asiáticos. A prova escrita foi realizada ontem. O erro foi detectado na altura, mas o exame prosseguiu.
Ana Marques é professora de História do 12º ano e detectou um engano enquanto os alunos faziam a prova. Telefonou de imediato para o Ministério da Educação. A docente reparou que a pergunta um do segundo grupo induzia em erro. Em causa está o desenvolvimento económico do século XX. Pede-se para justificar o crescimento dos quatro tigres asiáticos tendo em conta um quadro apresentado. O que os alunos aprenderam nos variados manuais é que os quatro dragões asiáticos designam a coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura. Já os quatro Tigres asiáticos são a Tailândia, Malásia, Indonésia e Filipinas. Ora o que o enunciado fez foi trocar a designação e designados. Chamou tigres aos dragões. A professora tentou reparar o engano sem qualquer sucesso por parte do gabinente de avaliação educativa. O director do gabinete diz que o Ministério não é responsavel pelos manuais. E que para bom entendedor meia palavra basta. Nos manuais, os dois grupos de países têm histórias diferentes. Enquanto os dragões despertaram mais cedo para o boom económico, os tigres só arrancaram vinte anos mais tarde.
"A nona edição do PortoCartoon-World Festival abriu as suas portas. Podem ser vistas cerca de 500 desenhos executados por cartonistas dos cinco continentes. Os trabalhos expostos estão subordinados ao tema "Globalização". O vencedor do Grande Prémio é o polaco Grzegorz Szumowski, autor do desenho de um arqueiro indígena a lançar uma seta com um telemóvel amarrado." jn online |
Quem quiser consultar informação actualizada sobre origens e destinos das companhias aéreas low cost que operam em Portugal pode consultar um novo blog dedicado ao tema. Parabéns ao autor pela iniciativa. Nesta altura de início de férias vem mesmo a calhar!
Na ausência de vitórias desportivas do seu futebol profissional, andam os lampiões inchados pelo facto da sua colectividade inspirada em nome de bairro ter sido alvo de uma OPA.
O que se esquecem de dizer é que o autor da OPA é um tal de Berardo, imitação muito pequenina e rústica de um Abramovich ou um Glazer, e que toda esta "estória" foi acertada com Luís Filipe Vieira e Manuel Vilarinho para susterem a queda brutal em bolsa das acções desse clube de bairro.
E já agora: Joe Berardo só podia ser mesmo lampião!
Já não bastava o Governo ter tiques despóticos quanto ao controlo da liberdade de informação da Imprensa – basta recordar a invenção da obscuríssima Entidade Reguladora da Comunicação e a alteração do Estatuto do Jornalista – temos agora de assistir ao triste espectáculo de tentativa patética de controlo da informação na Internet.
Um texto de leitura obrigatória, para aquilatarmos da vontade inquisitorial e despótica dum governo dito democrático. Solidariedade total para com Balbino Caldeira do Portugal Profundo, que tem prestado um inestimável serviço ao país. Coragem q.b. dando a cara e o nome, sujeitando-se às repetidas perseguições de que tem sido vítima.
Há gajas boas em qualquer lado do Mundo, disso ninguém duvidará, mas existem pequenas diferenças:
A Portuguesa: é boa mas não tão boa como realmente é e faz-se de difícil embora seja só fachada. Dois dedos de letra e as mocinhas caem que nem tordos. O segredo está em levá-las onde querem e assobiar baixinho.
A Espanhola: é espalha brasas. Boa todos os dias, berra mais do que fala e isso espanta clientes. Sabe vestir-se mas isso só não chega.
A Inglesa: desbocada é o mínimo que se pode dizer. Bebem até cair, provocando o contacto e a brejeirice. Com um bocadinho de sol, andam com as mamas de fora a ver se tem sorte na pescaria;
A Italiana: das melhores, mas muito espalhafatosas. Confirmarei quando lá for para o ano, mas a ideia que tenho é que vestem de uma forma pouco recomendável e a roçar o mau gosto putaniano. E também berram, o que chateia bastante;
A Francesa: tem tudo o que de bom as outras inventaram mas com uma petit grand diference: estilo, é a melhor e mais rigorosa definição.
Em resumo, há gajas boas aos pontapés, mas as francesas levam a melhor e por duas razões principais: tem charme e… falam francês, o que as torna apetitosas e irresistíveis.
Nota: o universo deste estudo é constituído por um indivíduo de sexo masculino com
Comecemos pelo Sporting, já que são eles que se queixam sistematicamente de arbitragens. Então vejamos:
2ª Jornada - Nacional-Sporting: arbitragem de Paulo Paraty. O Sporting vence por 0-1 com um golo irregular! Nani derruba Ávalos a meio do meio campo ofensivo do Sporting, com o árbitro a nada assinalar... E depois foi o que se viu... (Vídeo).
Curioso este lance ter caído no esquecimento, mas outro que se desenrolou apenas uma semana depois, em Alvalade, quando o Ronny artisticamente colocou o Paços a vencer com um golo com a mão, ficou na memória dos lagartos até à última jornada!!!
14ª Jornada - Sporting-Académica: arbitragem de Bruno Paixão. O Sporting vence por 1-0, com um golo de Liedson na sequência de um canto, com falta de Tonel sobre Pedro Roma, na pequena-área, impedindo-o de afastar a bola! Mais um lance que caiu no esquecimento...(Vídeo)
17ª Jornada - Sporting-Nacional: arbitragem de Duarte Gomes. Aos 60', o resultado encontrava-se em 0-1, favorável ao Nacional. Nesse minuto, Duarte Gomes inventa uma grande penalidade, dando sinais de nervosismo perante a habitual pressão que o Sporting exerce sobre as arbitragens. Grande penalidade inventada, mas cuja consequência é apenas psicológica para o Nacional, que ficou a perceber o que lhe esperava na última meia-hora. Liedson falhou! Mas, não satisfeito, aos 74', ainda com 0-1, valida um golo completamente irregular, por falta de Bueno sobre Alonso, ao cabecear apoiado nas costas do adversário... O próprio Bueno reconheceu no final do jogo ter sido um golo irregular! A partir daqui, foi o descalabro completo, espelhado no resultado final... 5-1. (Vídeo)
27ª Jornada - Benfica-Sporting: arbitragem de Pedro Henriques (o "sargento"). Ainda na primeira parte, Miccoli isola-se e é puxado por Caneira... Falta assinalada, amarelo mostrado. Aí se centra a questão. Miccoli ia para a baliza, a correr na direcção da mesma, e não na direcção da linha de fundo, como quiseram manipular... Se fosse vermelho não era escândalo! Ainda assim, na segunda parte o mesmo Caneira comete uma "pseudo-falta" sobre Karagounis (personagem detestável, diga-se...). Assinalando a falta, teria obrigatoriamente de mostrar o amarelo, pelo desenrolar da jogada, mas ficou no bolso... (Vídeo)
29ª Jornada - Académica-Sporting: arbitragem de... Lucílio Baptista! (cá está ele a fazer estragos novamente...). Ainda na primeira parte, Liedson comete uma grande penalidade sobre um jogador da Académica, com o resultado em 0-1... Lucílio deixa passar um lance que podia ter mudado o jogo, e até o campeonato. Seria igualmente o 5º amarelo no campeonato a Liedson, não jogando na última jornada (numa fase decisiva).
Quanto à lampionada do Benfica:
7ª Jornada - Benfica-Estrela: arbitragem de Carlos Xistra. Perto do fim, Miccoli vê o 2º amarelo na sequência de um lance a meio do meio-campo do Estrela. Ao ser continuamente agarrado, libertou-se e agrediu a soco o adversário. O Benfica queixou-se a todas as entidades deste lance, dado que a expulsão por acumulação impedia Miccoli de jogar no Dragão... Realmente o árbitro errou, dado que a agressão foi tão evidente que merecia sim um vermelho directo!
15ª Jornada - Académica-Benfica: arbitragem de Paulo Pereira. O Benfica inaugura o marcador aos 2', por Ricardo Rocha, em posição de fora-de-jogo... Tudo na sequência de um livre de uma falta "cavada" por Karagounis. Acabou por vencer por 0-2, mas um golo aos 2' altera qualquer jogo! (Vídeo)
22ª Jornada - Estrela-Benfica: arbitragem de João Vilas Boas. Aos 80', Karagounis "cava" uma falta a meio-campo, e Petit transforma-a no 0-1 final... Está tudo dito! (Vídeo)
23ª Jornada - Benfica-Porto: arbitragem do Pedro Proença (o "sócio"). Logo aos 2', fica por exibir o amarelo a Simão por falta perigosa sobre Adriano... Como o Simão tinha 4 amarelos, ficou no bolso o cartão, quando 1 minuto antes Bruno Alves foi admoestado por motivos semelhantes... Ainda na primeira parte, Miccoli atira a bola ao corpo de Fucile, para este se apressar no lançamento, mas mais uma vez o amarelo fica no bolso...
Mas tendo em conta o principal, estes lances não têm relevância nenhuma! Aos 82', é assinalada uma daquelas faltas que só em Portugal se assinalam. Antes de marcar o livre, Simão ainda agride Fucile ao tirar-lhe a bola das mãos com violência, quando o jogo estava parado. Na sequência da mesma, David Luiz, em fora-de-jogo, cabecea ao poste, tendo a bola posteriormente embatido em Lucho e entrado... Golo irregular por fora-de-jogo de David Luiz, com interferência directa no lance... (Vídeo)
24ª Jornada - Beira-Mar-Benfica: arbitragem de... Lucílio Baptista (está em grande forma!). Minuto 92', simão "cava" uma grande-penalidade, e Lucílio nem hesita! 2-2, e o Benfica ganha mais um ponto à borla! (Vídeo)
Resumindo, quando se queixarem de arbitragens dos jogos dos clubes da 2ª circular, ou quando acharem que o Porto foi beneficiado, pensem 2 vezes! Ou venham a este blog, e serão iluminados!
Que venha a época 2007/2008!
Ingredientes:
Confecção:
Campanha anti-sida.
Muito bom, mesmo.
Futebol Clube do Porto:
Deixem-me rir....
É já demasiado óbvio para disfarçar que a besta humana tomou conta do planeta! Que há lugares piores que o inferno!
Não adianta fechar os olhos. Se alguém teve a coragem de filmar esta história temos que encontrar coragem para a escutar. E pensar se temos sangue de barata! Ou se 20 crianças - num orfanato abastecido de comida e dirigido por homens e mulheres bestializados - conseguem impressionar-nos ou pressionar-nos a agir.
da SkyNews
À falta de palavras, copio o post. Os ministérios não têm verbas para pagar a quem devem ?!!!!! Mas alguém continua a alimentar esta corja lisboeta de ladrões de colarinho branco.
Ganhadores & Perdedores da Globalização na capa da Spiegel. África não precisa de dinheiro.
Ao lado do Portela não sabemos quem é. Há quem diga que é o Jacinto Leite Capelo Rego, mas não estamos em condições de o confirmar. Acreditemos, portanto, que é apenas mais um.
Rezpomdemdu às kritikas dos purbeçores, a Menistera diçe istar já im komdissões de puder grantir ke no izame de Matemática vai aver númros e tudo…
Não há dúvida que Rui Rio tem sido hábil ao projectar no país uma imagem de desafio aos poderes fácticos da cidade do Porto. Porém, para quem acompanha a realidade política local, nada é mais falso. No que diz respeito à cultura, o discurso de menorização e asfixia dos agentes locais insere-se na hipotética ruptura com a «subsidiodependência» e de implosão de espectáculos que supostamente não têm públicos. Sucede que isso é contrário à verdade e é pena que algumas pessoas o aceitem sem confrontar os dados existentes. De resto, a cultura tem sido um autêntico bode expiatório para o atestado de óbito que a gestão de Rui Rio tem passado ao Porto. O urbanismo e a acção social, duas das suas bandeiras, são uma ficção. E quem vive no Porto nota a diferença dos últimos anos, com toda esta falta de dinamismo, de esperança, de mobilização.
Antes de mais, tudo começa por questão de opção política. É uma opção política investir ou não num pelouro da cultura forte, como aconteceu com Manuela Melo durante os executivos de Fernando Gomes, tal como é uma opção política investir em corridas de automóveis como um paradigma cultural com Rui Rio. Salvaguardar isso com critérios económicos é totalmente demagógico, porque as estatísticas dizem exactamente o oposto. E, para além disso, as valências de um equipamento como o Rivoli têm um papel fortíssimo no âmbito da formação de públicos e de pluralidade cultural que é mutilada com toda esta acidez populista.
As poucas estruturas culturais de vulto que permanecem na cidade só assim se mantêm porque estão no universo do Ministério da Cultura e não da CMP. Porque para além do Rivoli, certamente o mais mediático, recordo que a desconfiança -- a perseguição? -- de Rui Rio em relação à produção cultural da cidade já teve muitos outros episódios: o FantasPorto e a Feira do Livro do Porto ameaçaram uma transferência para Gaia, a direcção do FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica) anunciou que o festival deixará de ocorrer no Porto por bloqueios da autarquia, a Árvore denunciou a violação de acordos estabelecidos, a Seiva Trupe diz que a política da câmara para o Teatro do Campo Alegre provoca um subaproveitamento dos espaços e afasta as companhias por causa dos elevados preços do aluguer da sala, a Casa Cinema Manoel de Oliveira está estagnada e a placa identificadora na porta já foi retirada, vários galeristas de Miguel Bombarda já optam por Lisboa devido à ausência de uma política camarária para a zona e, de uma forma geral, a asfixia alastra a todos os sectores: a total incapacidade de articular qualquer acção consequente com a Universidade do Porto é simplesmente uma outra face da mesma moeda.
Mas vejamos a audiência do Rivoli e as mentiras da câmara. Segundo o Jornal de Notícias, entre 2001 e 2005, o teatro nunca teve menos de 126 mil espectadores. Ou seja, contrariamente à propaganda camarária, a média foi de 345 espectadores diários em 2002 e 500 em 2005: por dia, repito. Mais ainda, e citando o JN, ficamos a saber alguns dados por espectáculo:
«(...) Em Março de 2003, por exemplo, o Plástico apresentou a peça "XY", tendo obtido 461 espectadores em cinco sessões. A leitura do programa apresentado no período referido não permite demonstrar os propalados baixos níveis de audiência, mas revela que entrega do Rivoli a um único produtor implica a perda da diversidade cultural que, até então, foi ali apresentada.
A dança contemporânea perde o palco. Em 2003, a coreografia "Quebra-Nozes", do Centro de Dança do Porto, vendeu, em dois dias, 1710 bilhetes. O Novo Circo, referência do Rivoli, perde também o espaço. A companhia francesa "Compagnie du Singulier" ganhou uma plateia de 426 espectadores. No jazz, Chick Corea, que recentemente esgotou o auditório da Casa da Música, esteve há quatro anos no Teatro Municipal. Sobraram dois lugares. O FIMP, Festival de Marionetas, superou os mil bilhetes vendidos. (...)»
Mas mais interessante será constatar que os prejuízos do Rivoli vieram -- oh, pasmem-se só um pouco -- com Rui Rio. Os relatórios de contas existem para quem os queira consultar, o Manuel Jorge Marmelo já os noticiou na imprensa e importa salientar três pontos:
Sobre este último ponto, aliás, relembro que quando Rio Rio criou a Porto Lazer afirmou que todas as pessoas da Culturporto transitiriam para a nova estrutura, «à excepção das que não gostam de trabalhar». Isto não só é inacreditável, como traduz toda a dimensão de um populista rasteiro. Rui Rio tem uma visão pequena e provinciana desta cidade e o vereador que está no pelouro da cultura -- alguém sabe dizer-me o nome sem consultar? -- deveria ter a dignidade para o extinguir. Para se extinguir. Porque de uma forma ou de outra, no meio das variedades em que a cultura do Porto tem vindo a transformar-se, já nos tentaram fazer passar por palhaços. É a vez deles.
via KONTRATEMPOS
Editorial de Paulo Baldaia no JN:
«(...) A derrota do "sim" no referendo à regionalização acabou por se transformar numa derrota do Norte. A região está hoje mais pobre do que estava na altura da consulta popular, perdeu capacidade de reivindicação política e é sujeita à Justiça dos pobres: na dúvida, o Norte é culpado.
No país, discute-se a Ota e o TGV Lisboa-Madrid. Até nas crises Lisboa sai beneficiada. O que importa agora é saber para onde vai a capital.
Voltar a Portugal três semanas depois é constatar que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem. Até que um dia seja tudo deserto.»
DELITOS À MODA DO PORTO. No seu editorial de hoje, o Manuel Carvalho escreve no Público sobre aquilo que tenho vindo a denunciar aqui no blogue: o clima concentracionário e anti-democrático que se respira no Porto com Rui Rio na Câmara. O mote é a perseguição a David Pontes, director-adjunto do JN.
Sugiro a todos os leitores a mais ampla divulgação desta vergonha, de resto motivada por uma nebulosa de mentiras de Rui Rio na entrega do Rivoli a La Féria.
«Delitos à moda do Porto
Por estes dias em que tanto se discutem as pressões do poder sobre os media, aconteceu na segunda cidade do país um episódio que nos remete para os tenebrosos tempos em que se perseguiam cidadãos por manifestarem ideias em público.
A história que se conta na página 13 resume-se em poucas palavras: um jornalista que desempenha um cargo directivo no Jornal de Noticias decidiu participar numa acção de protesto contra a cedência de um espaço público, o Teatro Rivoli, a Filipe La Féria; o jornalista é filmado sem autorização no exercício dos seus direitos de cidadania, as imagens são então servidas no site da Câmara do Porto através de um link que acompanha um texto com o título sugestivo de que o JN “endurece oposição: director adjunto manifesta-se contra a Câmara do Porto”.
Quanto tanto se fala das tentativas do Governo em coagir os jornalistas e de cercear o seu acesso às fontes de informação, é fundamental que se olhe para o que acontece há anos na Câmara do Porto. Porque se há lugar no país onde se respira o ar “claustrofóbico” que o PSD denunciou nas cerimónias do 25 de Abril esse lugar é o Porto. No debate público, não há direito as divergência, a críticas ou a opiniões livres sobre o município.
A verdade tem um dono e os que a questionam são os que fabricam campanhas contra o líder. Rio exige desculpas aos que discordam das suas opções, Rio proibiu jornalistas de aceder a conferências de imprensa, Rio exerceu pressões sobre os patrões da imprensa para que removessem direcções de jornais, Rio limitou o acesso a subsídios municipais a agentes da cultura que se abstivessem de o criticar publicamente. Agora, na sua escalada de autoritarismo, decide exibir imagens obtidas sem conhecimento para provar o “crime” do jornalista.
Mas o mais grave nem é a tentativa de explicar o registo crítico de um jornal com o exercício de cidadania de um dos seus responsáveis, por muito que seja discutível a sua opção em participar em manifestações contra a câmara. O que fere mesmo é o método utilizado para o fazer. É deplorável encontrar na página oficial de uma autarquia a tentativa de assassinato de carácter de um cidadão pelo recurso a uma prosa duvidosa (até as ligações familiares são objecto de associação) e a exibição de imagens obtidas de forma ilegítima como testemunho. Neste particular, a Câmara do Porto e os seus spin doctors transcenderam-se e atingiram o limiar do inaceitável. O sentido da decência e do respeito pela liberdade, incluindo a liberdade de errar, não existe naquele clube intolerante.
Protegido por parte da opinião pública que lhe aplaude o lado positivo da sua acção política (que existe), Rui Rio segue em frente. O seu site (que omitiu, por exemplo, a manifestação de cerca de mil pessoas na estreia de La Féria) tornou-se a sua Pravda, que retorce, desmente ou erige as notícias que fazem a hagiografia do chefe. O seu caminho faz-se com poucos solavancos porque reina sobre uma cidade triste e acomodada que há muito se esqueceu que é o berço do espírito liberal do país.
Comparado com ele, José Sócrates, os seus assessores e chefes de gabinete são aprendizes. É por isso que, antes de atirar pedras ao Governo sobre o clima de “claustrofobia” que se vive no país, o PSD tem o dever de olhar com atenção para o exemplo que acolhe dentro das suas próprias fileiras.» [negritos meus]
A Ryanair anunciou uma nova rota a partir do Porto. O destino é Estocolmo (aeroporto de Skavsta, a cerca de 100 kms da capital sueca), com voos a partir de 13 de Outubro. Os bilhetes estão já à venda no site da companhia, com preços desde €29,99 por trajecto (com taxas). O voo realizar-se-á três vezes por semana (à 3.ª, 5.ª e sábado). O aeroporto de Skavsta é uma das bases em forte expansão da Ryanair, passando a contar a partir de Outubro com 13 novas rotas.
A ligação a Estocolmo (Skavsta) é a terceira nova ligação ao Porto anunciada pela Ryanair no espaço de algumas semanas: a partir de 7 de Novembro, há voos para Bristol, Reino Unido; e a partir de 12 de Dezembro para Milão. Com estas três novas adições, a companhia irlandesa passa a assegurar onze rotas no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Entretanto, a Ryanair vai continuar a guerra dos preços até 30 de Junho: se algum passageiro encontrar uma tarifa mais barata que a da companhia para a mesma rota, prometem devolver a diferença de preço em dobro.
> Aeroporto de Skavsta
> www.ryanair.com
Passeio digital pelas promoções de algumas companhias aéreas e, desta vez, sem incluir as de voos de baixo custo:
A KLM tem uma série ofertas disponíveis, à partida de Lisboa. Em destaque, o voo para Amesterdão (Schiphol), por €205. A companhia holandesa, do grupo Air France, tem ainda promoções para voos para os EUA: Nova Iorque desde €399; Washington a partir de €455; Los Angeles desde €456. Montreal, Canadá, começa em €481. Para a Ásia, a KLM oferece Pequim desde €753 ou Hong Kong por €776.
A Iberia está a vender Madrid, com saída de Lisboa ou Porto, desde €82; um valor válido até 31 de Agosto. Outras cidades espanholas também estão em promoção como Bilbau (€118), Sevilha (€145), La Coruña, Málaga, Granada e San Sebastian (€181). São Petersburgo (Rússia), um dos novos destinos da companhia, está disponível a partir de €251 (preço a partir de Madrid, válido para voos de 29 de Junho a 15 de Setembro, para consulta em http://www.iberia.es/).
A TAP destaca Milão, desde €181.83, e Madrid, a partir de €135.11.
Praga está em destaque na promoção semanal Ready to fly? (ofertas de última hora) da Lufthansa por €188. O mesmo preço é válido para Bruxelas, Paris e Milão até dia 19, para voos até 7 de Julho (data final de regresso).
NOTA: Os valores referidos são todos de ida e volta e, obedecendo à nova regulamentação, já incluem taxas.
Todo mundo ama. Ao menos uma vez na vida – muitos privilegiados até mais que isso. Mas cada vez menos se vê uma história de amor capaz de suportar a passagem do tempo e as limitações todas que a vida muitas vezes impõe. O filme dessa semana – a semana dos namorados, vai fundo no estilo água com açúcar para combater todo tipo de amargura.
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Nos dias atuais, em uma casa de repouso para idosos, um homem lê uma bela história para uma mulher. A atenta ouvinte sofre do mal de Alzheimer, e é acometida por freqüentes episódios de perda de memória, tudo em função dos inevitáveis males da idade.
Porém, seu incansável companheiro faz questão de lhe relembrar diariamente todos os detalhes do emocionante relato descrito em seu caderno de anotações. A insistência do contador de histórias surte efeito e graças à sua boa vontade, ambos podem mergulhar em todas as boas lembranças trazidas pela mente e pelo coração.
É assim, com delicadeza e muita sensibilidade que o enredo de Diário de Uma Paixão (2004) é apresentado. Um amontoado de registros pessoais, um simpático casal de idosos e uma chuva de flash backs que conduzem o telespectador para dentro de uma história de amor e paixão iniciada na década de quarenta. Melado demais pra você?
Ok, para não dizer que falei apenas aos mais românticos, vale também mencionar os aspectos mais técnicos do filme. Sim, a fórmula é bem conhecida. Rapaz pobre e menina rica que se apaixonam perdidamente e são separados pelos preconceitos envolvendo as questões materiais que determinam os diferentes status entre os amantes – além de outros desencontros característicos. Até aí, nenhuma novidade.
O que surpreende é simplesmente a forma como a história é contada. Um pequeno detalhe que faz toda a diferença e dispensa segredos mirabolantes como narrativas muito complexas ou efeitos especiais de última geração. No máximo uma bela fotografia como pano de fundo para a impetuosa paixão entre o marceneiro Noah Calhoun e a “patricinha” Allie Hamilton.
A doçura – e quase inocência – de Diário de Uma Paixão é percebida quase todas as cenas, mas tem um peso crucial para o desfecho da obra, que, aliás, foi criticado pelos mais céticos. Entretanto, sem essa dose extra de açúcar, todo o crescente romantismo apresentado durante a trama se perderia em seu momento mais importante.
E cá entre nós: no fundo, essa também não é a fórmula de todas as histórias de amor reais? Em princípio, o amor é um só. Se vamos fazer dele uma história de cinema ou mais uma figurinha batida num grande álbum, vai depender da forma como ele é vivido. E Diário de Uma Paixão sem dúvida nenhuma, é um filme para amantes à moda antiga!
Ficha Técnica: Diário de Uma Paixão (2004); Nick Cassavetes (EUA).
Gênero: Romance/Drama.
Outras obras Nick Cassevetes: Um Ato de Coragem (2002) e Alpha Dog (2006).
Mais Diário de Uma Paixão: O filme foi baseado no livro de Nicholas Sparks – O Caderno de Noah. Gena Rowlands, a atriz que interpreta a senhora idosa da casa de repouso é mãe do diretor Nick Cassavetes na vida real. Diário de Uma Paixão ganhou dois prêmios no MTV Movie Awards nas categorias de Melhor Revelação Feminina (Rachel McAdams) e Melhor Beijo (Ryan Gosling e Rachel McAdams). E foi indicado também para a categoria de Melhor Atriz (Rachel McAdams).
(Artigo publicado na coluna Mais, jornal Agora Sertãozinho, em 09 de junho de 2007)
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