Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Apito Dourado: Evidente perseguição ao Futebol Clube do Porto

O Ministério Publico, através do site da Procuradoria Geral da Republica (www.pgr.pt), publicou um memorando sobre o processo Apito Dourado, onde se consegue ver, uma vez mais, a estranha preocupação em dar relevo negativo ao Futebol Clube do Porto, por que se tem pautado toda a investigação da Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado (ECPAD). Não se percebe a organização daquela lista. Não está ordenada por nenhuma das variáveis que a compõem, ou seja, não está ordenada nem por NUIPC, nem por Jogo/Data, nem por Época Desportiva, nem sequer pelo estado do inquérito. O único padrão que se consegue vislumbrar é uma estranha necessidade de colocar o F.C. Porto no cimo da lista, ou seja, o de estabelecer uma ligação de predominância entre o Futebol Clube do Porto e a corrupção desportiva e que configura sintomas de perseguição ao actual Bicampeão Nacional de Futebol.

Numa lista com 56 processos, sem qualquer ordenação, como se pode constatar pela desordem dos números dos processos (NUIPC) ou pelo desarranjo das datas, a equipa liderada pela Procuradora-adjunta Maria José Morgado, mesmo estando obrigada por lei à imparcialidade, preferiu colocar no topo da lista os três processos que alegadamente envolvem o Futebol Clube do Porto e que terão sido reabertos com base no testemunho polémico da antiga funcionária do "Calor da Noite", Carolina Salgado, cuja irmã gémea e cunhado terão garantido ao MP que foi motivado pelo desejo de vingança passional contra Pinto da Costa: o jogo com o ultimo classificado que depois desceu de divisão, Estrela da Amadora, a partida com o Beira-Mar, em que o F.C.Porto empatou 0-0 e finalmente o desafio que o futuro Campeão do Mundo e Europeu nem sequer jogou, mas que o Nacional ganhou, frente ao Sport Lisboa e Benfica e que supostamente, depois do desafio, o presidente Madeirense terá telefonado a Pinto da Costa, a dizer que o Nacional tinha dado uma ajuda ao F.C.Porto.

Escutas de Luís Filipe Vieira não tiveram repercussões
Terminada agora esta fase do Apito Dourado,
fica no entanto por saber porque motivo não foi constituído arguido Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, nesta operação, uma vez que foi apanhado em escutas a escolher dois árbitros para as meias-finais da Taça de Portugal de 2003/2004, Paulo Paraty e João Ferreira.
"LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...)
Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty! "

Estranhamente, o Benfica sai absolutamente “ileso” de uma investigação marcada por diversos recuos. Embora tenha sido interceptada uma escuta em que Vieira indicava o árbitro que pretendia (a conversa foi mantida com Valentim Loureiro antes de um jogo da Taça de Portugal) e diversas conversas entre Pinto de Sousa e João Rodrigues, ex-presidente da Federação e conhecido benfiquista, em que o presidente da arbitragem da FPF tenta conhecer os “desejos” dos encarnados para depois poder indicar os árbitros da sua preferência, a verdade é que nenhuma certidão foi extraída de tais factos e como tal, nunca Luís Filipe Vieira ou João Rodrigues foram constituídos arguidos.

LUIS FILIPE VIEIRA E A MEIA-FINAL

No encontro estavam em confronto Benfica e Belenenses. O jogo contava para a meia-final da Taça de Portugal, que o Benfica venceu por 3-1, e Luís Filipe Vieira disse a Valentim Loureiro quem era o seu árbitro de eleição: Paulo Paraty. O mesmo árbitro que, segundo a investigação do Apito Dourado, viu a sua classificação final ser beneficiada por Pinto de Sousa, para que se mantivesse a Internacional. Mas há mais. Na impossibilidade regulamentar de ser o Paulo Paraty a apitar, Luís Filipe Vieira escolheu ainda João Ferreira, que viria a ser o árbitro da partida. Ambas situações nem sequer foram alvo de certidão, quanto mais despacho de arquivamento pelo Ministério Público.


DIRIGENTES E ÁRBITROS APANHANDOS EM DIVERSAS CONVERSAS SUSPEITAS
- João Bartolomeu e Pinto de Sousa conversam sobre o árbitro que vai apitar o jogo da União de Leiria. Bartolomeu queixa-se de que está a ser prejudicado

P.S. – Então quem é que saiu ao Leiria?
J.B. – Ao Leiria parece que é o Augusto Duarte, é a segunda vez que nos f... (...) E no Guimarães-Nacional é o Martins dos Santos. A pedido (...) Não sei quem é que pediu
P.S. – Também não sei
J.B. – Só se for o Pinto da Costa
P.S. – Só pode ser o Major, pá
J.B. – O Major não, o Major está indignado. (...) Só se foi o Pinto da Costa, carago
P.S. – Não percebo. O Pinto da Costa não tem influência no Luís Guilherme. E quem nomeia é o Luís Guilherme
J.B. – Sim, acredito, mas então é outro. (...) Então é o Luís Filipe, o Luís Filipe tenho a certeza
- Minutos depois, Pinto de Sousa volta a falar com João Bartolomeu sobre o mesmo assunto
J.B. – Então
P.S. – Eh pá, ainda não estão feitas as nomeações, pá! Falei com o Luís Guilherme
J.B. (...) – Mas olhe que aquilo vai dar revolução, e eu vou dizer-lhe porquê. Já sei que foi o Pimenta que falou com o Luís Filipe. O Luís Filipe Vieira! (...) E pediu. Agora põem-no no Guimarães. Foi o Vieira que pediu! O Luís Guilherme foi ele que o nomeou, como você sabe
P.S. – Está bem, pronto. Eu há bocado bem lhe disse que o Pinto da Costa não podia ser (...)
J.B. – Eu já fui investigar, foi o Pimenta que ontem à noite esteve à volta do Luís Filipe (...) O Duarte Gomes faz tudo o que o Vítor Pereira manda. E o Vítor Pereira, como sabe, é um dos gajos que protege o Guimarães. O problema não é o Duarte Gomes, é o Vítor Pereira (...) Se for o Duarte Gomes vai dar bronca

Ver artigo original do Correio da Manhã