Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Fascismo lampiónico

A MADRASSA DA ERICEIRA

Uma educadora de infância de uma escola pré-primária da Ericeira alterou a letra da popular canção infantil "Atirei o pau ao gato" e acrescentou-lhe no final "batata frita, viva o Benfica". A história soube-se porque um pai, adepto do FC Porto, apresentou uma queixa no Ministério da Educação. 

O FC Porto saúda o civismo do pai e condena este proselitismo feito em escolas públicas, que em vez de ensinarem os valores da liberdade de escolha, ou de opinião, preferem ser uma espécie de "ayatollahs" das suas próprias preferências. 

Mais grave é entretanto o FC Porto ter tido conhecimento que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia não só no jardim-infância da Ericiera, mas também em todas as escolas do pré-escolar do agrupamento e também noutras dos concelhos de Lisboa e Cascais. 

Urge, por isso, que o Ministério da Educação se pronuncie sobre estes fascistas do gosto e dê instruções para que em todas as escolas do país se acabem de uma vez por todas com práticas que fazem lembrar os tempos da outra senhora.






Uma professora, num jardim de infância da Ericeira, acrescentou à letra da popular canção infantil «Atirei o pau ao gato» a expressão «viva o Benfica», o que provocou a queixa de um pai no Ministério da Educação (ME).
Para este encarregado de educação, citado pela Lusa, trata-se de «uma situação de lavagem e de indução ao comportamento» e a escola «deve ser um espaço onde nem política, nem religião, nem clubismos desportivos devem ser alimentados».
O pai, confesso adepto do FC Porto, mas «não muito ferrenho», justifica ainda que esta alteração à letra «compromete os valores fundamentais da escola, ou seja, o respeito pela diferença e pela individualidade, o fomento da pluralidade de gostos e o civismo».
«Vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica» é a frase que choca Eduardo Mendes. Segundo este pai, a canção é repetida várias vezes ao dia mas a professora não vê mal nisso, porque das 13 crianças da sala apenas duas não são adeptas do Benfica.
A escola não quis prestar esclarecimentos, mas segundo o queixoso a educadora já inclusive respondeu que «quem está mal, mude de escola» e assim, após ver agravada a situação, que diz já interferir nas relações entre alunos, o pai estuda transferir a filha para outro estabelecimento.


A parte verdadeiramente sinistra está no fim: a resposta da educadora é “quem está mal, mude de escola”.

Esta frase é sintomática de uma mentalidade salazarista que não existe só na Ericeira.  Acredito que a educadora não seja de facto capaz de perceber qual é o problema e que ache que o pai é um chato.
Esta outra frase é todo um programa do totalitarismo: “A professora não vê mal nisso, porque das 13 crianças da sala apenas duas não são adeptas do Benfica.”
É óbvio o que está mal nesta história, mas vou dizer na mesma. Mandar crianças pequenas cantar “viva o benfica” num infantário público está mal.
Está mal, como estaria se fosse “viva o Cavaco”, “viva a CGTP”, “viva a Volkswagen”, “viva Vishnu” ou, sim, “viva o Porto”.
Não é preciso cair em exageros do politicamente correcto. Na festa de Carnaval da escola dos meus miúdos, uma das educadoras ia mascarada de Eusébio com uma camisola do benfica. Enfim, não achei grande graça, mas parece-me razoável. Não protestaria por causa disso. Às vezes alguns dos outros pais levam cachecóis do benfica ou do Sporting. Também não acho graça, mas também me parece razoável. Não vou irritar-me com eles.Mas daí a mudar uma cantilena infantil para “viva o benfica” vai um grande passo. E daí a mandar passear um pai que fica perturbado vai um passo maior ainda.
Ora, eu não acho que abaixo-assinados e campanhas de e-mails sejam instrumentos de grande eficácia. No entanto, num caso destes acho que vale a pena tentar, acho que pode ter resultado.
Este é o e-mail do agrupamento de escolas da Ericeira:



E este é o e-mail do gabinete do ministro da Educação:

gabinete.ministro@mec.gov.pt

Escrevam um e-mail a estas pessoas. Façam copy paste do link do artigo e escrevam uma mensagem bem educada e sem referência a clubismos. Na minha mensagem, isto é o que vou escrever:

“A prática desta educadora é ofensiva e inaceitável numa escola pública. As responsabilidades de um educador de um jardim de infância incluem proteger o direito à diferença.

Não é aceitável que um educador use o seu enorme poder sobre as crianças para fazer propaganda a partidos, produtos, religiões ou clubes. Peço-vos que investiguem este caso e que, caso se confirmem os factos da notícia, repreendam os responsáveis envolvidos e lhes recordem da importância do pluralismo e do respeito pelos outros.”

Basta isto – não é preciso escrever insultos à educadora, nem sequer é preciso falar em benfica.  Escrevam lá, e passem palavra

1 comentários:

É inadeíssível uma professora de uma escola pública fazer propaganda aos seus gostos, quanto mais a crianças de tenra idade. Inqualificável. Só tem um caminho, RUA por imcompetência.