A culpa é dos políticos porque traíram a sua razão de ser, porque negociaram o bem público em troca de benefícios privados, o interesse de todos pelo interesse de alguns. Porque não sabem nem se dedicam a gerir os seus Ministérios, Direcções-Gerais e Institutos, mas sim a gerir a imagem, as sondagens e o seu status quo dentro do seu espectro político. Porque não interiorizam que as despesas públicas, as despesas que autorizam e promovem são despesas do seu e do nosso dinheiro, porque desconhecem e abominam o conceito de custo-benefício, porque um escudo para eles não é um escudo. A culpa é dos políticos porque não se comportam como representantes de quem neles votou, porque não têm outra experiência profissional que não a das juventudes partidárias, dos gabinetes e outros viveiros políticos, porque nunca estiveram atrás de um balcão ou a gerir esse mesmo balcão, porque não conhecem o país e a sua realidade, o que naturalmente conduz ao desconhecimento do que é preciso mudar no tecido social e empresarial português. A culpa é dos políticos porque a sua grande luta é a manutenção no poder, a defesa dos seus apaniguados, a preparação do seu futuro na gerência das empresas que hoje beneficiam em prejuízo dos interesses do país. A culpa é nossa, ignorante rebanho de eleitores que elegemos estes políticos.
Este texto foi-me enviado pela Sandra Lima que o recebeu por e-mail com outros desabafos retirados da net. Não sabemos quem é (são) o(s) autor(es) mas tiramos o chapéu a tão grande eloquência e clarividência.
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