Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

A pulhice das barragens


Dentro de poucos anos vamos ter a electricidade mais cara do mundo, devido a um mix energético de parques eólicos e grandes barragens. E no entanto, as novas barragens do Plano Nacional vão produzir 0% (!!!) de energia líquida e custar 16 mil milhões de euros a todos nós.

Mas entretanto:

Milhares de sobreiros e azinheiras abatidos no Tua

A Quercus está a denunciar o abate de mais de mil sobreiros e mais de quatro mil azinheiras, devido à construção da barragem da Foz do Tua, autorizado pelo governo. Questionado pela TVNET sobre uma possível queixa João Branco, porta-voz da Quercus, diz que "a questão ainda não foi analisada pelos juristas da associação" mas lembra "que estas são árvores protegidas".
Segundo o comunicado da Quercus, para viabilizar a construção da barragem da Foz do Tua, o governo emitiu o Despacho n.º 13491/2011, de 10 de Outubro do Ministério da Economia e Emprego e do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, com a necessária Declaração de Imprescindível Utilidade Pública, para viabilizar à EDP S.A., o abate de mais de 1104 sobreiros e 4134 azinheiras em povoamentos e núcleos de valor ecológico elevado no Vale do Tua.
A associação alerta que este abate afeta de modo irremediável o património natural do Vale do Tua, um dos melhores conservados de Portugal.
A Quercus recorda, ainda, que a barragem estará situada dentro da Paisagem Cultural do Douro Vinhateiro, classificada como Património Mundial e lembra que, há um ano, foi apresentada uma queixa à UNESCO, alertando para a desativação da linha do Tua e para a afetação negativa da paisagem com a construção da barragem.
João Branco diz que ainda não houve resposta a esta queixa mas que tem conhecimento que a situação foi discutida internamente, na UNESCO.
  
A Quercus questiona, ainda, "a consideração da inexistência de alternativas válidas para a construção do empreendimento, quando as mesmas não foram estudadas ao nível da Avaliação de Impacte Ambiental" e lamenta "o avanço do processo de construção da barragem, a qual a ser construída, produzirá o equivalente apenas a 0,07 por cento da energia elétrica consumida em Portugal em 2006, segundo Dados da Rede Elétrica Nacional".
A terminar, a Quercus alega que Portugal está "em contraciclo", a construir "barragens irrelevantes quando os países mais avançados já iniciaram a demolição das barragens com pouca utilidade" e que a construção da barragem da Foz do Tua representa a quebra da promessa eleitoral do PSD de reavaliar o Plano Nacional de Barragens.

o despacho:
  

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