Kosta de Alhabaite

Nortenho, do Condado Portucalense

Se em 1628 os Portuenses foram os primeiros a revoltar-se contra o domínio dos Filipes, está na hora de nos levantarmos de novo, agora contra a colonização lisboeta!

Quem é feroz e perigoso? O homem!

O facto que vou relatar já tem uns dias, mas recordo-me o quanto fiquei chocado, magoado e indignado e é disso que venho desabafar nesta tertúlia com os leitores e amigos.
Se eu fosse um habitante local e fosse confrontado com um animal daqueles à minha frente que colocasse em risco a minha própria vida, certamente desejaria ter a polícia ou uma arma para me defender. Nada contra. Todavia, aquilo que, de súbito parece uma ameaça séria contra a vida humana, foi antes uma demonstração de insensatez, de um acto maligno e doentio só capaz da mente humana.
A polícia abateu, um por um, todos os animais que lhes surgiram pela frente. Com ataque ou sem ataque, com agressividade ou sem ela, pura e simplesmente foram abatidos. 
O xerife do condado de Muskingum, Matt Lutz, afirmou ter dado pessoalmente a ordem para que os animais fossem mortos por causa da "situação volátil" e da falta de luz após o pôr do sol.  Entre os animais abatidos estavam 17 leões e 18 tigres de bengala. O naturista americano Jack Hanna afirmou que a morte dos tigres foi especialmente trágica pois apenas existem 1.400 desses animais no mundo. Apenas um urso, dois macacos e três leopardos foram salvos da chacina.

Ou seja, os tigres, leões, ursos, lobos, etc. não foram só vítimas da polícia que os abateu, mas, acima de tudo, de um ser humano que, um dia, vá-se lá saber porquê, se lhe meteu na cabeça ter um zoo privado!
Os animais do mundo existem pelas suas próprias razões. Não foram feitos para os humanos, assim como os negros não foram feitos para os brancos nem as mulheres foram criadas para os homens - Alice Walker
Quem é aqui feroz e perigoso?
As criaturas não pediram para ir para lá, não escolheram aquela vida e tenho a certeza de que preferiam, milhões de vezes, que as deixassem em paz, a viver no seu habitat natural.
O ser humano, por sua vez, não hesitou em pôr em perigo os seus semelhantes, ao soltar os animais, antes de se suicidar!
No meio de tanta tragédia, tento apaziguar a dor com a ideia de que estes animais, depois de uma vida horrível no cativeiro, viveram algumas horas de liberdade, antes de serem abatidos. 
Havemos de nos encontrar no Paraíso. Porque, se no Paraíso de Deus, o leão convive com o lobo e o cordeiro, é mesmo para lá que eles vão!

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